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domingo, 14 de junho de 2020

Marinha Grande: cidadão avança com queixa-crime contra o Estado por administração danosa do Pinhal de Leiria

  • Na Marinha Grande, um habitante do concelho avançou com uma queixa-crime contra o Estado, por administração danosa, contra os responsáveis pela gestão do Pinhal de Leiria. Nos sete anos anteriores ao incêndio de 2017, o Estado recebeu 40 vezes mais do que gastou naquela que era considerada a joia da coroa das matas nacionais. Entre 2010 e 2016, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas ganhou 8,3 milhões de euros na venda de material lenhoso e resina do Pinhal de Leiria. No mesmo período, os serviços externos custaram 214 mil euros (ou seja, os investimentos contratados a terceiros, além das ações desenvolvidas com recursos humanos e equipamentos próprios), segundo o semanário Região de Leiria, citado pela TSF
  • A Agência Portuguesa do Ambiente confirmou que em 2018 a percentagem de embalagens e plástico nos resíduos urbanos recicladas chegou aos 15%, bem longe dos 44% anunciados pelo ministro Matos Fernandes. Esquerda.

terça-feira, 9 de junho de 2020

Porto: dezenas de milhares de árvores inventariadas e disponíveis para consulta online

  • O Porto tem 65 mil árvores públicas e a maioria está inventariada e disponível para consulta online. O mapa interativo permite ver quantas árvores existem numa determinada área ou freguesia e saber quais as espécies mais preponderantes na sua zona. Porto.
  • A Navigator lançou uma plataforma digital dedicada à floresta portuguesa que reúne um conjunto alargado de informação sobre o setor florestal nas suas diversas dimensões – natural, ambiental, recreativa e socioeconómica. A missão desta plataforma é recolher, sistematizar e divulgar informação e conhecimento abrangente sobre a floresta portuguesa, dando a conhecer a sua relevância, desafios e oportunidades, de uma forma clara e acessível. Esta plataforma é uma iniciativa do RAIZ – Instituto de Investigação da Floresta e do Papel, um centro de investigação privado, sem fins lucrativos, reconhecido como entidade do Sistema Científico e Tecnológico Nacional e como Centro de Interface – Centro de Valorização e Transferência de Tecnologia, e da The Navigator Company. Mais um agradável filme de greenwashing.
  • O governo britânico acaba de lançar um pacote de apoio para proteger florestas tropicais na Colômbia. Wired-Gov.
  • O relatório da PHE (Saúde Pública de Inglaterra) agora divulgado confirmou o impacto desproporcional da Covid-19 em pessoas de minorias étnicas, mas não mencionou a poluição do ar. Sabe-se que as minorias no Reino Unido, EUA e em outros países sofrem mais por estarem expostos a índices de poluição mais altos. The Guardian.
  • New Jersey é o primeiro estado dos EUA a incluir a crise climática no currículo dos jardins de infância. Energy Live.
  • A estória do plástico. Youtube (1:28:12)

domingo, 7 de junho de 2020

Malaui: governo encerra fábricas de plásticos

  • O governo do Malauí ordenou o encerramento de fábricas pertencentes a dois grandes produtores de plástico (OG plastics e City Plastics) por desrespeitarem a proibição de fabrico de plásticos finos. Já em março o governo tinha adotado a mesma atitude para com uma fábrica de plásticos chinesa. The Guardian.
  • A administração Trump vai abrir à pesca comercial uma área de conservação de 5.000 milhas quadradas no Oceano Atlântico, na costa da Nova Inglaterra. A medida permite que a pesca comercial seja retomada no Monumento Nacional Marítimo do Nordeste e Seamounts, um santuário criado em 2016 durante a administração Obama. Também cancela a suspensão da captura do caranguejo vermelho e lagosta na área. NYTimes.

sexta-feira, 22 de maio de 2020

Reflexão – Plantas para produzir garrafas de plástico descartáveis?


A Carlsberg, a Coca-Cola e a Danone apoiam projeto pioneiro para fabricar garrafas de bebidas a partir de plantas, escreve Jillian Ambrose, no The Guardian.

A Avantium vai vai concretizar o projeto. «Este plástico tem credenciais de sustentabilidade muito atraentes porque não usa combustíveis fósseis e pode ser reciclado - mas também degradar-se-á na natureza muito mais rapidamente do que os plásticos normais», diz Van Aken.
A bio-refinaria planeia decompor açúcares vegetais sustentáveis em estruturas químicas simples que podem ser reorganizadas para formar um novo plástico à base de plantas - que pode aparecer nas prateleiras dos supermercados até 2023. O projeto produzirá inicialmente apenas 5 mil toneladas de plástico por ano, usando açúcares de milho, trigo ou beterraba. No entanto, a Avantium espera que sua produção cresça à medida que a procura de plásticos renováveis aumente.

A música é muito semelhante à dos biocombustíveis e ao óleo de palma, responsáveis pela destruição massiva de florestas tropicais. A resposta não está em mudar de materiais descartáveis. A resposta deverá estar nas garrafas reutilizáveis.

quinta-feira, 21 de maio de 2020

Portugal suspende importações de lixo até ao fim de 2020

Lagoa Comprida, Ilha das Flores-Açores. Foto: Frederico Fournier
  • Portugal suspendeu as importações de lixo até o final de 2020 para proteger a capacidade dos seus aterros. A covid-19 provocou um aumento no desperdício de plástico em muitos países - desde equipamentos de proteção para profissionais da área médica, como aventais e luvas, até caixas de comida para viagem, pois as pessoas que estão confinadas pedem comida para suas casas. Reuters.
  • À revelia de qualquer auscultação pública, o estado francês autorizou a betonização de uma parcela dos montes de Ardèche, em Saint-Pierre-de-Colombier, para a construção de uma igreja com 4 mil lugares. Cerca de metade das habitações desta aldeia de 300 habitantes são residências secundárias. Pauline De Deus, Reporterre.
  • A covid-19 eliminou duas vezes mais empregos de energia limpa nos EUA do que os adicionados pelo setor nos últimos três anos. PV Magazine.
  • Diananta Putra Sumedi foi detido por denunciar alegado roubo de terras em Daya, Indonésia, atribuído a empresa de óleo de palma que faz parte do grupo Jhonlin. Mongabay.

Reflexão – Indústria dos plásticos pede ajuda pública apesar de não cumprir objetivos para que foi criada


Se o programa de reciclagem dos plásticos não cumpre os objetivos para que foi criado, por que motivo a indústria pede ajuda de 1 milhar de milhão de dólares para apoiar soluções para a crise? Shannon Osaka, da Grist, investigou.

A vocid-19 dizimou a economia norte-americana. As grandes empresas esticaram a mão ao Congresso em busca de apoio. As grandes poluidoras foram as primeiras da fila, tendo as companhias de aviação e as carboníferas conseguido resgates significativos. Chegou agora a vez da indústria dos plásticos, que pedem 1 milhar de milhões para ajudar a resolver o problema da reciclagem daqueles resíduos.

«A reciclagem de plásticos tem sido um fracasso», diz Judith Enck, ex-diretora regional da Agência de Proteção Ambiental e fundadora da organização Beyond Plastics
«E não há razão para tentar gastar dólares em impostos federais para sustentar a reciclagem de plástico quando realmente não funcionou nos últimos 30 anos.»
Trocando por miúdos, apenas uma pequena percentagem da nossa reciclagem de plástico é realmente reciclada. Segundo a Agência de Proteção Ambiental, menos de 10% do plástico produzido nas últimas quatro décadas foi reciclado; o restante acabou em aterros ou foi incinerado.
Parte do problema é que alguns itens são compostos por diferentes tipos de plástico e produtos químicos, dificultando a sua fusão e processamento. Apenas plásticos com o símbolo "1" ou "2" são normalmente reciclados e, mesmo assim, são mais frequentemente "reciclados" em diferentes tipos de produtos. 
Sublinhe-se que as grandes empresas produtoras de plástico têm pouco incentivo para usar materiais reciclados em vez de materiais virgens. Os plásticos são feitos a partir do petróleo e, quando o preço do petróleo bruto está tão baixo como agora, custa mais fabricar produtos a partir de polímeros reciclados do que a partir do petróleo bruto.
Além disso, não deverá esquecer-se que, durante décadas, os EUA resolveram parte do problema vendendo centenas de milhares de toneladas de plásticos usados para a China. Porém, em 2018, o governo chinês proibiu a importação de 24 tipos de resíduos. Subitamente, os EUA perderam o maior mercado para seus plásticos usados, e muitas cidades norte-americanas começaram a queimar ou a enviar os resíduos de plástico para ou enviá-los para aterros sanitários. Algumas cidades pararam de reciclar plástico e papel por completo.
Então, por que é que a indústria dos plásticos está a promover o Recover Act? Há quem argumente que as petrolíferas querem ocultar as falhas da reciclagem de plásticos. Se os consumidores perceberem que apenas 10% dos seus plásticos são reciclados, eles podem exigir a proibição de sacos plásticos e outros itens de uso único, ou restrições mais rigorosas nas embalagens. Manter o foco na reciclagem pode desviar a atenção do público dos montes de lixo plástico que entopem os aterros e os oceanos. 

quinta-feira, 14 de maio de 2020

Reflexão - «Os sacos reutilizáveis estão a ser sacrificados para combater a covid-19 – será que a indústria de plásticos está a fomentar o medo do público para poder faturar à vontade?»


Tim Faulkner, da EcoRI News, reporta que vários municípios de Rhode Island revogaram a lei que proibia a disponibilização de sacos plásticos nas lojas alegando que os sacos reutilizáveis facilitavam a propagação do vírus.
Os ambientalistas receiam que a moratória das proibições de sacos reverterá os avanços obtidos nos últimos anos para reduzir os itens de uso único, como sacos plásticos e palhinhas. Segundo a Greenpeace, a indústria de plásticos está a alimentar o medo do público e a minar a proibição de sacos, promovendo plásticos de uso único como forma de conter infeções durante a crise da covid-19. As empresas de combustíveis fósseis, que estão a sofrer com a queda nas vendas de gasolina, e os fabricantes de plásticos estão a pressionar o Congresso para haver um uso mais amplo de embalagens plásticas, e  tudo isso pode ser feito classificando o plástico como uma indústria essencial.
«Durante anos, a indústria dos plásticos financiou e promoveu investigação para tentar desacreditar o crescente movimento para acabar com a poluição do plástico descartável», diz Ivy Schlegel, investigador da Greenpeace. 
Não será por acaso que foram agora desenterrar um estudo feito em 2010 pela Universidade do Arizona, patrocinado pelo The American Chemistry Council, concluindo que havia bactérias em 99% das sacas de plástico reutilizáveis testadas. Refira-se que, segundo a NPR, aquele patrocinador representa alguns produtores de sacos reutilizáveis e que peritos na matéria descartaram, na altura, o perigo de propagação dessae tipo de bactérias encontrado nos sacos analisados. Sublinhe-se ainda que este estudo sobre análises feitas a 84 sacos recolhidos em lojas da Califórnia e do Arizona foi realizado na véspera da Califórnia deliberar sobre a proibição do uso de sacos plásticos no seu território.

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Reflexão - «Estamos a engordar a indústria do plástico»


Grupos ambientalistas alertam para o caos que se verifica no tratamento de resíduos plásticos, especialmente nos plásticos associados a produtos sanitários.

A crise da covid-19 fez com que produtos sanitários de uso único como luvas de plástico, toalhetes, máscaras e recipientes descartáveis, invadissem as casas como uma barreira de proteção contra o contágio. A catarse do vírus deixou menos contaminação e mais espaço para os peões nas cidades, mas há enormes riscos no tratamento de resíduos e em projetos que os políticos reativam aproveitando a crise.
A Greenpeace sublinha que se verifica uma diminuição da reciclagem em estações de tratamento, um aumento de resíduos destinados a aterros e incineradores, um expansão de aterros e até atrasos na transposição de diretrizes europeias devido à pressão da indústria.
Segundo a Ecoembes, os resíduos dos contentores amarelos aumentaram 15%, após o governo espanhol ter feito deles o depósito de máscaras e luvas de plástico. Como não há capacidade para gerir estes resíduos, eles acabam muitas vezes em aterros comuns ou em incineradoras.  Além disso, muitos cidadãos abandonaram as suas boas práticas e deixaram de separar resíduos e receia-se que a indústria aproveite a ocasião para dar um passo atrás em relação a todos os pequenos progressos feitos até agora. 

«Estamos a engordar a indústria do plástico. Eles dizem-nos que usar e descartar é mais seguro, mas o vírus pode permanecer latente e ativo em qualquer superfície plástica», explica Julio Barea, da Greenpeace. O ecologista lembra que a crise também fez com que o preço do petróleo caísse, tornando a produção mais barata, recordando, no entanto, que o Parlamento Europeu votou pela proibição de plásticos descartáveis a partir de 2021. 
É, por isso, lamentável saber que o setor petroquímico está a pressionar Bruxelas para abrandar as medidas contempladas nessa diretiva.
A Greenpeace alerta que as preocupações com a higiene fizeram aumentar em 49% o consumo de toalhetes húmidos para a limpeza das mãos desde o início da pandemia. «Nenhum é biodegradável, é mentira que o seja, eles têm compostos microplásticos», explica Julio Barea. O ativista alerta para o desastre que esse aumento pode causar no futuro, tanto no entupimento das redes de esgotos, como no meio ambiente quando atingir a natureza.
Sara Montero, Cuarto Poder.


quinta-feira, 30 de abril de 2020

Satélite franco-indiano vai monitorizar o Clima

  • O TRISHNA (Satélite de imagem por infravermelho térmico para avaliação de recursos naturais de alta resolução) será o último satélite da frota de satélites franco-indianos, dedicada à monitorização do clima e a aplicações operacionais. O Centro Nacional de Estudos Espaciais e a Organização Indiana de Pesquisa Espacial estão em parceria no desenvolvimento de um sistema de observação por infravermelhos com alta resolução térmica e alta capacidade de revisitar, incluindo um satélite e um segmento terrestre associado. As observações da TRISHNA melhorarão a nossa compreensão do ciclo da água e melhorarão a gestão dos preciosos recursos hídricos do planeta, para definir melhor os impactos da crise climática, especialmente a nível local. Terra Daily.
  • A indústria plástica está a pedir ao Congresso dos EUA a aprovação de 1 milhão de milhões de dólares para resgatar o negócio da reciclagem de plásticos durante a crise do coronavírus. Mas há quem julgue que este não é o momento certo para a indústria dos plásticos pedir ajuda ao governo, uma vez que neste momento milhões de pessoas não têm dinheiro suficiente para comer e pagar a renda. «Precisamos que os dinheiros públicos se concentrem em mais testes, rastreamento de contatos, investimentos em energia limpa, e não em tentativas de sustentar a fraca infraestrutura de reciclagem de plásticos», considera Judith Enck, dos ambientalistas do Beyond Plastics. Refira-se que as empresas que agora procuram dólares adicionais dos contribuintes para financiar a reciclagem já têm centenas de milhares de milhões à sua disposição para pagar o processamento dos produtos que criam. As 223 empresas que pertencem e financiam o American Chemistry Council and the Recycling Partnership incluem 60 empresas de capital aberto com uma receita combinada de cerca de 3 milhões de biliões de lucros líquidos. Sharon Lerner, na The Intercept.
  • A energia eólica e a solar são as novas fontes de eletricidade mais baratas para pelo menos dois terços da população mundial, segundo um relatório da BloombergNEF. O custo de eletricidade para projetos eólicos em terra caiu 9% desde o segundo semestre do ano passado, enquanto o custo da energia solar diminuiu 4%
  • Em Chalbi, no norte de Horr, moradores processam o governo queniano por problemas de saúde provocados pelo despejo de resíduos tóxicos, reporta a DesmogUK. Casos de vítimas de cancro já tinham sido denunciados por um relatório de 2010, mas sem consequências legais.
  • No Brasil, a comunidade indígena Ashaninka venceu uma disputa judicial federal de duas décadas contra interesses madeireiros ilegais, recebendo 3 milhões de dólares de indemnização e um pedido oficial de desculpas das empresas por cortar milhares de mogno, cedro e outras espécies de árvores na Terra Indígena Kampa do Rio Amônea. MPF.

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Aveiro: dragagem no canal de Mira regista atraso

  • As dragagens no canal de Mira da Ria de Aveiro, junto à Costa Nova, estão condicionadas pela cadência das marés, circunstância que pode determinar um atraso em relação à conclusão da obra. Além disso, como está muito assoreado, a conclusão da obra poderá ultrapassar o prazo de 31 de dezembro anteriormente previsto. MARIA. Então o projeto e não equacionou esses aspectos?
  • Uma técnica pioneira para detetar plásticos flutuando na superfície do mar, liderada por cientistas do Laboratório Marítimo de Plymouth, foi publicada esta semana no Scientific Reports. Os cientistas analisaram dados dos satélites Sentinel-2 da Agência Espacial Europeia para desenvolver esta nova abordagem. Manchas agregadas de partículas de plásticos de 5 mm, algas, madeira e espumas flutuando nas águas costeiras podem ser detetadas pelos satélites com uma precisão média de 86%. Maritime Journal.
  • As indústrias de petróleo, gás e plástico estão a contratar novos lobistas especificamente para manipular políticas e obter ajudas financeiras destinadas a combater a covid-19, denuncia a Friends of the Earth. Medium.

segunda-feira, 13 de abril de 2020

Enzima mutante recicla plástico em pouco tempo e pode revolucionar a indústria de reciclagem

  • Cientistas produziram uma enzima mutante que converte 90% das garrafas de plástico em materiais originais, que podem ser usados para produzir novas garrafas de alta qualidade em poucas horas. A descoberta pode revolucionar a indústria de reciclagem, que atualmente economiza cerca de 30% dos plásticos PET dos aterros sanitários. A francesa Carbios foi pioneira, em 2012, na investigação desta a enzima base. Fontes: Science Magazine e EcoWatch.
  • A Cermaq Canada abandonou o projeto de expansão da sua aquacultura de salmão na Nova Escócia após forte oposição local. A empresa faz parte da Cermaq Global, outrora produtora norueguesa de salmão comprada pela Mitsubishi Corporation em 2014 e com com operações na Noruega, Chile e Colúmbia Britânica. Halifaxz Examiner.
  • Nos estados do Wisconsin, do Ohio e da Florida, os lavradores e agricultores estão  a enterrar as suas produções de leite, cebolas e hortícolas, alegando que os custos das colheitas, transformação e colocação dos produtos no mercado no mercado agudizariam os seus problemas financeiros. NYTimes.
  • Boston, Minneapolis, Oakland e outras cidades proibiram temporariamente o tráfego nas ruas, dando aos peões e cicloturistas espaço extra durante a pandemia do coronavírus, titula o NYTimes.
  • O agravamento da seca em algumas zonas da Tailândia levou monges e conservacionistas a apelar aos moradores da cidade para moderar as celebrações tradicionais do Ano Novo, marcadas por pessoas despejando grandes quantidades de água nas ruas. Reuters.


quinta-feira, 2 de abril de 2020

Reflexão – Os sacos reutilizáveis são amigos da Covid-19?


Através de grupos de pressão, investigação financiada por empresas e deturpação de estudos científicos, a indústria dos plásticos está a usar a emergência COVID-19 para fomentar o medo em relação a sacos reutilizáveis, revogar ou anular a legislação de proibição de sacos plásticos e afirmar que o plástico descartável é necessário para manter as pessoas seguras. 
A Greenpeace denuncia ainda que ligar falsamente o coronavírus a sacos reutilizáveis não passa de uma distração com fins lucrativos.

terça-feira, 10 de março de 2020

França: Le Mont-Dore encerra parte das suas pistas de neve

  • A estação de esqui de Le Mont-Dore, em França, teve que encerrar 2/3 das suas pistas por causa da queda reduzida de neve que está a provocar perdas semanais de 2 milhões de euros. Yahoo.
  • A Plastic Pollution Coalition e o Earth Island Institute estão a processar grandes empresas de alimentação e bebidas, nomeadamente a Coca-Cola, a Nestlé, a Pepsi, a Mars e a P&G por danos ambientais provocados pelos seus resíduos plásticos. Fast Company.
  • O Ibama, a agência federal do meio ambiente do Brasil aplicou em 2019 o menor número de multas por violação das leis de conservação desde 1995, informa a Reuters.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020


  • Ora aqui está uma forma inteligente de algumas pessoas se divertirem no Carnaval: atirar sacos cheios de água entre si. Em cima de camiões. Patrocinados por algumas autarquias micaelenses. E ai dos que gozarem e criticarem. O rei vai nu, mas custa ver isso. Por enquanto, 
  • A Wärtsilä concluiu a entrega de uma solução de energia à Ilha da Graciosa, Açores, que permitirá que o uso de fontes renováveis aumente de 15% para 65%. Renewable Energy Magazine.
  • A Quercus considera que a criação de um olival superintensivo em Veiros, Estremoz, junto a habitações, ameaça a saúde pública. Tudo porque vai utilizar densidades de plantação entre as 10 e 15 vezes mais árvores por hectare do que o olival tradicional, e vai exigir um nível superior de aplicação de fertilizantes de síntese e produtos fitofarmacêuticos relativamente em relação a este. A Quercus sugere a obrigatoriedade de se aplicar medidas de proteção da população, que passam pela criação de uma área de proteção (no mínimo de 200m) em torno das habitações, onde não seja permitida a instalação do referido olival superintensivo.

sábado, 22 de fevereiro de 2020

Açores: Câmara de Ponta Delgada promove «vandalismo ambiental» pelo Carnaval


Em Ponta Delgada, vários grupos carnavalescos fazem-se transportar em camiões com caixas e bidões carregados de «limas», - sacos de plástico cheios de água -, que jovens devidamente protegidos arremessam entre si. 
No fim deste «espetáculo», a avenida marginal de Ponta Delgada é um autêntico mar de plástico. Isto não passa de um colossal, estúpido desperdício de recursos, apesar de os organizadores e patrocinadores tentarem «esverdear» o evento dizendo que tudo é varrido e reciclado.
Pior: este atentado ambiental é patrocinado, entre outras entidades, pela Câmara Municipal. Este ano repetiu-se a dose. 
Por isso, Jpedro Medeiros, da associação Amigos do Calhau, considerou «vandalismo ambiental» o «espetáculo» proporcionado este ano.  

Veja como foi em 2019201820162015, e 2014.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Reflexão – Nem todo o plástico é reciclável


Muitos resíduos de plástico que os norte americanos descartam nos ecopontos não estão a ser reciclados, revela um estudo da Greenpeace. 
Das 367 instalações de reciclagem de resíduos pesquisadas, nenhuma podia processar cápsulas de café, menos de 15% processavam caixas de alimentos e apenas uma pequena percentagem reciclava pratos, copos, bolsas e bandejas.
Estes dados conformam os resultados de uma investigação do Guardian feita o ano passado, que mostrava que vários tipos de plásticos eram enviados diretamente para aterros sanitários após a China ter deixado de importar resíduos plásticos dos EUA para reciclar. 
Os números da Greenpeace também sugerem que muitos produtos rotulados como recicláveis não têm praticamente nenhum mercado como novos produtos. 
«Este relatório mostra que uma das melhores coisas a fazer para salvar a reciclagem é deixar de dizer que tudo é reciclável», afirma John Hocevar, diretor da Campanha Oceans da Greenpeace. 
«Temos que convencer as empresas a não produzirem tanto plástico descartável que acaba no mar ou em incineradoras». A Greenpeace ameaça processar os fabricantes que enganam o consumidor acerca da reciclabilidade das suas embalagens. 
Erin McCormick, in The Guardian.

sábado, 1 de fevereiro de 2020

Portimão: praia da Rocha com papeleiras inteligentes

  • Praia da Rocha, em Portimão, tem 10 papeleiras inteligentes. Para além da capacidade de armazenamento ser oito vezes superior à de uma papeleira comum, devido ao seu compactador interno de baixo consumo, o seu estado de enchimento é monitorizado através de uma plataforma digital, o que permite otimizar as rotas de recolha, evitando deslocações desnecessárias e reduzindo em cerca de 85% a pegada ecológica do circuito normal de recolha deste tipo de resíduos. Sul Informação.
  • Atividas da Extinction Rebellion manifestaram-se junto da sede da McKinsey em Londres pedindo para que use a sua enorme influência sobre governos e empresas para efetuar uma redução drástica das emissões globais de carbono e evitar os piores efeitos da quebra do clima. Reuters.
  • Campanha contra o plástico: autocolantes em embalagens de produtos anunciam a data limite de consumo do plástico da embalagem. Manchester Evening News.
  • A Convenção sobre Diversidade Biológica prevista para se realizar em Kunming, China, foi transferida para Roma na sequência da rápida disseminação do coronavírus. CCN.

  • Contrabando de cigarros eletrónicos nas prisões do estado do Kentucky enche os bolsos a muita gente, conta a ProPublica.
  • Níveis elevados de uma classe potencialmente perigosa de produtos químicos têm sido registados na água potável de um pequeno parque de caravanas perto da Base Aérea de Shaw, uma extensa instalação militar do Condado de Sumter que os reguladores suspeitam ter causado a poluição por PFAS. The State.
  • Os ambientalistas do Center for Biological Diversity e dos Friends of the Earth vão processar a Agência de Proteção Ambiental dos EUA por não regulamentar as emissões de aeronaves depois de aquela agência ter, em 2016,concluído que essas emissões representam um perigo para a saúde pública. Reuters.
  • Um tribunal do estado de Michigan rejeitou o registo da marca Ice Mountain da Nestlé, alegando não ser um bem público essencial e tendo em conta de que não é dona desse bem público. The Ecologist. Conferir com o que este blogue publicou em 6fev2018.
  • O Supremo Tribunal da Indonésia rejeitou renovar a licença para a indiana PT Mantimin Coal Mining continuar a extrair carvão em Borneo. Mongabay.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Reflexão – O que é pior: corrupção ou poluição plástica?


Mussulo, Luanda-Angola: primeiras chuvas arrastam lixo plástico para esta zona de referência do turismo angolano, lixo que vem sobretudo das lixeiras a céu aberto e das valas de drenagem transformadas em lixeiras em Luanda. 

A fuga de capitais protagonizada por gente como Isabel Santos não terá contribuído para isto? Trocando por miúdos: se todo esse dinheiro NÃO tivesse sido canalçizado para negociatas no estrangeiro e para paraísos fiscais, provavelmente teria contribuído para evitar este problema uma vez que teria sido devidamente aplicado em Angola.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Davos: mensagens de luta e unidade contra a crise climática não passam de pura hipocrisia, segundo a Greenpeace

  • A Galiza instalou em 2019 mais energia eólica do que nos dez anos anteriores. Energías Renovables.
  • As mensagens de luta e unidade contra a crise climática lançadas a partir de Davos não passam de pura hipocrisia, afirma a Greenpeace. Os bancos e os fundos de pensões lá representados (JP Morgan, City, Bank of America, RBC Royal Bank, Barclays, MUFG, TD Bank, Scotiabank, Mizuho e Morgan Stanley) têm interesses financeiros na indústria dos combustíveis fósseis no valor de 1,4 biliões de dólares, pelo que nunca poderão fazer nada para concretizar os objetivos do Acordo de Paris. Fontes: The Guardian e Climatica. A propósito, George Monbiot escreveu: «Davos é uma armadilha para pessoas que querem um mundo melhor. Ir lá para discutir ou argumentar com os plutocratas do mundo legitima o seu poder ilegítimo. O nosso papel não é tentar obter migalhas da mesa deles. É derrubar o poder antidemocrático daqueles que estão sentados ao seu redor.»
  • O leste de África está a sofrer a pior praga de gafanhotos dos últimos 25 anos, o que representa uma ameaça sem precedentes à segurança alimentar em alguns dos países mais vulneráveis do mundo, dizem as autoridades. ABC.
  • Os municípios rurais de Alberta, Canadá, admitiram o aumento significativo de dívidas por pagar por parte das empresas de petróleo e gás às autarquias rurais.  O valor devido em impostos mais do que duplicou desde o ano passado, para 173 milhões de dólares. Afirmam que não têm capacidade para avançar com ações para recuperar os impostos devidos, pelo que ponderam aumentar as taxas para os residentes e fazer cortes na manutenção de estradas e suspender a contratação de pessoal. The Narwhal.
  • O sindicato de professores da Filadélfia avançou com um processo contra o Distrito Escolar acusando-o de não proteger cerca de 125.000 estudantes e 13.000 funcionários dos riscos do amianto em edifícios antigos. The Philadelphia Enquirer.
  • A justiça brasileira acusou Fabio Schvartsman, ex-executivo-chefe da mineradora Vale, e outras 15 pessoas por homicídio pelo desastre na barragem de Brumadinho o ano passado que matou mais de 250 pessoas. Reuters.
  • A Malásia devolveu 150 contentores de lixo plástico para mais de uma dúzia de países, garantindo que não quer tornar-se a lixeira do mundo. Fontes: Público e The Canary.
  • Refugiados climáticos não podem ser recambiados, diz uma decisão da ONU sobre direitos humanos. The Guardian.