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terça-feira, 30 de junho de 2026

BEJA: A QUEM SERVE EXTERNALIZAR A LIMPEZA URBANA?

  • A coligação Beja Consegue (PSD, CDS-PP e IL), com os votos do PS e do Chega, aprovou uma proposta para a abertura de um concurso público internacional para a aquisição de serviços de limpeza urbana na cidade. A CDU votou contra alegando que a externalização não garante a melhoria da qualidade da limpeza urbana e acarreta um custo financeiro superior para os cofres do município, além de dar continuidade a uma política de privatização de serviços públicos. Fonte.
  • A onda de calor está a afetar a produção de energia. A EDF desativou dois reatores nucleares, em Bugey (Ain) e em Nogent-sur-Seine (Aube), elevando para três o número de reatores paralisados em França devido ao calor intenso, após o de Golfech (Tarn-et-Garonne), enquanto uma unidade em Saint-Alban também terá de reduzir a sua produção. Fonte.
  • Investigadores do Havai estão a dar uma segunda vida a redes de pesca velhas e ao plástico reciclado, incorporando-os no asfalto das estradas. Testes iniciais revelaram que estas estradas não libertam mais partículas de plástico do que o pavimento convencional, sendo que o desgaste dos pneus supera largamente qualquer vestígio de plástico proveniente do material reciclado. Se estudos futuros confirmarem que as estradas são duráveis, esta tecnologia poderá ajudar a combater tanto a poluição marinha como o sobrelotamento dos aterros sanitários. Fonte.

REFLEXÃO

O MILAGRE DOS EUCALIPTOS DE MELRES
Ricardo Meireles, Substack.


A 28 de Junho, o jornal Nascer do Sol publicou uma peça com um título que vale por si: “Eucaliptos resistem onde ardeu tudo”. O ponto de partida é real. Dois povoamentos de eucalipto ficaram intactos no meio de um incêndio que, em 2024, queimou cerca de quatro mil hectares em Penafiel, Paredes e Gondomar. Quem sobe ao miradouro de Melres vê hoje duas ilhas verdes numa encosta carbonizada. A imagem é forte e a pergunta que ela levanta é legítima. A resposta que o jornal lhe dá é que o problema do fogo está na gestão e não na espécie, e o título dá um salto que o resto do texto não sustenta.

A rubrica #areiaparaosolhos existe também para separar as frases que seduzem daquilo que as frases escondem. Vamos por partes.

O que o título promete e o que o próprio texto admite

O título diz “eucaliptos resistem”. Sugere que a espécie tem uma qualidade de resistência ao fogo. A explicação que o jornal apresenta aponta para o contrário. Segundo o jornalista a peça jornalística, aquele povoamento aguentou porque foi plantado em terraços, porque as máquinas conseguem entrar para controlar a vegetação, e porque beneficiou de preparação do terreno e de redução de combustível. Por outras palavras, o que ali resistiu foi um regime de gestão intensiva, assente no uso de petróleo como energia barata, com solo trabalhado e biomassa retirada à mão e à máquina.

A própria peça responde, portanto, ao seu título. Aquelas árvores não pararam o fogo por serem eucaliptos. Pararam o fogo apesar de o serem, graças a um esforço de limpeza que removeu quase tudo o que era inflamável à volta delas. Atribuir esse mérito à espécie é o primeiro grão de areia para os olhos de quem lê. O mérito é do trabalho, e o trabalho foi feito precisamente porque o eucalipto, sozinho e em quantidade, arde com violência.

A frase que viaja sem o seu contexto

O artigo cita um investigador da Universidade de Lisboa para sustentar a ideia de que a espécie não é o problema e que o que conta é a quantidade de biomassa disponível para as chamas. A frase é defensável em termos estritos de comportamento do fogo. A carga de combustível pesa, e muito, na forma como um incêndio se propaga. O investigador é uma fonte independente e o reparo que aqui se faz não é sobre ele. É sobre o uso que o artigo faz das suas palavras.

A frase chega ao leitor decapada do contexto. “A espécie não é o problema” é verdade quando se fala apenas de física da combustão num talhão específico. Deixa de ser verdade quando se usa essa meia-ideia para ilibar um modelo inteiro de ocupação do território. Já o escrevi noutro texto neste site: o que desertifica o solo não é a árvore em si, é o regime de monocultura em que é plantada e explorada. A reportagem do Nascer do Sol fica-se pela primeira metade dessa frase, a que tira o foco do eucalipto, e descarta a segunda, a que devolve o foco ao regime que o multiplica em talhões de idade igual, sem estratos, sem sombra e sem água retida no solo.

O que a montra esconde: água, solo, microclima

Ao fixar todo o problema na quantidade de combustível e na limpeza do chão, o artigo apaga a dimensão que mais importa quando se fala de paisagens que ardem. Uma floresta biodiversa e estratificada, com plantas a ocupar diferentes alturas, funciona como um condensador. A atividade fotossintética arrefece o ar à sua volta, atrai humidade da atmosfera, condensa-a e prende-a no primeiro palmo de terra. Esse solo húmido e sombreado abranda o fogo. Um eucaliptal em monocultura faz o oposto. Deixa o vento seco correr, aquece, evapora e prepara o terreno para arder.


A ciência feita em Portugal já mediu estes factos. O investigador Joaquim Sande Silva ordenou, num estudo de 2009, as formações florestais por propensão para arder, e colocou o pinheiro-bravo e o eucalipto no topo, com o sobreiro, o castanheiro, a azinheira e o pinheiro-manso no fundo da lista. Vale a pena reter que o pinheiro-manso, também ele uma resinosa, fica entre os menos inflamáveis, sinal de que a etiqueta da espécie não decide tudo. Trabalho posterior da equipa de Jordi Garcia-Gonzalo, no mesmo Instituto Superior de Agronomia, mostrou que os povoamentos mistos e de folhosas reduzem o risco de fogo face ao pinheiro-bravo e ao eucalipto. O risco mora na monocultura densa e contínua de espécies inflamáveis, e a diversidade trabalha como corta-fogo.

E há uma razão económica para que estas espécies menos inflamáveis ocupem hoje tão pouco terreno. O carvalho, o castanheiro e o sobreiro são de crescimento lento, próprios das fases maduras da floresta, daquilo a que se chama o regime de abundância, e que podem levar décadas ou séculos a instalar-se. Esse tempo longo não serve o modelo da indústria da pasta de papel, que vive de cortar depressa e em grande quantidade. A própria Navigator descreve o eucalipto globulus como a espécie que está na origem dos seus papéis e valoriza-o justamente por ser de crescimento rápido, com ciclos de plantação e corte de cerca de doze anos, em povoamentos plantados exclusivamente para esse fim. Uma floresta que arde menos é, quase sempre, uma floresta que amadurece devagar, e uma floresta que amadurece devagar é tudo o que um modelo da industria da celulose não pode permitir.

A “limpeza” que a reportagem celebra é, vista por este ângulo, parte do problema e não a solução. Um chão raspado até ao osso é um chão que perde água por evaporação, que regride na sucessão ecológica e que precisa de recomeçar do zero o trabalho de se cobrir. A peça apresenta o solo exposto como virtude. Em rigor, é a assinatura de um ecossistema mantido em estado de adolescência permanente, ao serviço da extracção, sempre pronto a recomeçar e nunca autorizado a amadurecer até à fase em que a paisagem se torna húmida e pouco inflamável.

Incêndio a atravessar a A3 entre o Porto e Valença, na zona da Trofa, há cerca de vinte anos, em pleno território de monocultura de eucalipto gerido por empresas de celulose. O problema é antigo e é estrutural. Fotos: ©Ricardo Meireles 2006

A escala que falta à fotografia

A reportagem mostra dois talhões. O país tem outra dimensão. Portugal tem perto de oitocentos mil hectares de eucalipto e mais de um milhão de hectares de plantações industriais de espécies de crescimento rápido. As áreas onde o eucalipto não arde de forma explosiva são as parcelas bem geridas e protegidas pelas celuloses, uma minoria do total. A larga maioria, a que alimenta a indústria, é onde se exprimem as características mais combustíveis da espécie, a biomassa que se acumula depressa e o material incandescente que salta a quilómetros de distância e abre novas frentes.

Há ainda um problema de método na própria escolha do caso. Mostrar dois povoamentos que sobreviveram dentro de quatro mil hectares ardidos é seleccionar pelo resultado. Falta a pergunta que daria sentido ao número: quantos talhões de eucalipto, geridos ou não, arderam naquele mesmo incêndio? Sem essa conta, dois sobreviventes são uma anedota fotogénica e não uma prova.

Quem explica o “milagre”

A fonte que explica a resistência daqueles povoamentos é um engenheiro florestal da Navigator, a empresa proprietária dos eucaliptais. O perito que elogia a gestão dos talhões trabalha para a dona dos talhões. A reportagem apresenta-o entre especialistas, sem uma palavra sobre o conflito de interesse evidente. Não é preciso supor má-fé de ninguém para reconhecer o óbvio. Quem tem o ativo a defender não é uma fonte neutra sobre o valor ou risco desse ativo.

O desvio para os quatrocentos mil proprietários

No fim, a peça empurra a culpa. Diz que o problema da floresta portuguesa está nos mais de quatrocentos mil proprietários com parcelas minúsculas, sem escala para oferecerem rentabilidade. Repare o leitor neste movimento. Um problema de água, de solo e de modelo ecológico é convertido num problema de escala empresarial. E a solução implícita nesse diagnóstico é concentrar a terra em explorações grandes e geridas, ou seja, mais do mesmo modelo que produziu a paisagem inflamável e influenciou o clima seco. A pergunta que falta é simples. A floresta serve para dar rentabilidade a um sector que a quer tornar num chão de fábrica, ou serve para segurar água, sombra e comunidades? A reportagem responde à primeira e finge que é a única.

Veredito

O mais difícil de desmontar num texto destes não são as mentiras. São os factos verdadeiros postos ao serviço de uma conclusão falsa.

O facto de base é verdadeiro. Dois povoamentos de eucalipto sobreviveram ao incêndio em Melres, e sobreviveram por terem sido geridos, com terraços, acessos e remoção de combustível. Isso aconteceu e está correctamente descrito.

O título é falso. “Eucaliptos resistem onde ardeu tudo” generaliza dois talhões geridos para a espécie inteira e afirma quase o contrário do que a ciência e o próprio corpo do artigo dizem. O que resistiu foi a gestão do deserto verde.

A tese geral é descontextualizada. Constrói-se a partir de uma frase verdadeira retirada do seu contexto técnico, ilustra-se com um caso escolhido pelo resultado, sustenta-se numa fonte com interesse directo no assunto, e omite a água, o solo, a estratificação e a escala real do eucaliptal português. Cada peça, isolada, quase se defende. O conjunto conduz o leitor a uma conclusão que os factos não autorizam.

Por tudo isto esta notícia, tendo em conta a disposição dos factos e a falta de independência da fonte é #AreiaParaOsOlhos.


quinta-feira, 7 de maio de 2026

REFLEXÃO

ESPINHO, QUE EDUCAÇÃO AMBIENTAL?

Imagens de algumas ações de limpeza de praias de Espinho e Paramos levadas a cabo pelo Clube do Ambiente da ESMGA 
em 1997, 1998, 1999 e 2000.

Longe vão os tempos em que um punhado de professores e alunos da Escola Secundária Dr Manuel Gomes de Almeida, agrupados no seu Clube do Ambiente, levavam a cabo inúmeras atividades, incluindo observações costeiras, visitas de estudo, acampamentos, caminhadas e ações de limpeza de praias. Noutras localidades, grupos semelhantes faziam o mesmo e, quiçá, melhor.

A semente germinou e cresceu. Os tempos são outros, e o modelo da educação ambiental parece ter envergado outras roupagens.
Dezenas de professores e alunos do Agrupamento de Escolas Dr. Manuel Laranjeira passaram a manhã de quarta‑feira, 6 de maio, na Praia da Baía, recolhendo resíduos ao longo do percurso até à Praia dos Pescadores. O evento integrou também uma aula ao ar livre sobre o impacto dos resíduos marinhos e contou com atuações de dança artística e ginástica acrobática.
Pese embora o empenho dos alunos, professores, autarcas e agentes de comunicação, toda a ação pareceu cuidadosamente encenada para transmitir uma imagem de dinamismo ambiental — quase uma operação de cosmética pública destinada a suavizar o impacto da recente perda da Bandeira Azul por parte da praia da Baía.
Curiosamente, o Defesa de Espinho — semanário propriedade da EMPS, detida maioritariamente pela Solverde (Sociedade de Investimentos Turísticos da Costa Verde, SA), responsável pelos casinos de Espinho, Vilamoura e Figueira da Foz — disponibilizou, na íntegra e livremente, uma reportagem sobre o evento, ilustrada por dezenas de fotografias, embora nenhuma do conjunto dos resíduos que consta terem sido recolhidos...



Isabel Faustino/DE



quinta-feira, 23 de abril de 2026

REINO UNIDO: APLICAÇÃO DE GLIFOSATO PARA ELIMINAR ERVAS GERA INDIGNAÇÃO NA CORNUALHA

Dezenas de manifestantes reuniram-se na Câmara Municipal de Truro antes de uma reunião do conselho na terça-feira. 
Foto: Karen Robinson/The Guardian
  • Há uma acesa disputa na Cornualha, no Reino Unido, em torno de uma proposta da autarquia para utilizar o herbicida glifosato no controlo de ervas daninhas em passeios e bermas, após uma década de gradual eliminação do seu uso. Milhares de pessoas assinaram petições, e os manifestantes (incluindo apicultores com fatos de proteção e um residente com máscara de gás) argumentam que o glifosato representa riscos para a saúde humana, as abelhas, a vida selvagem, cursos de água e praias. Eles consideram as ervas daninhas como valiosas flores silvestres. Entretanto, os vereadores votaram a favor de uma moção para suspender o plano. O executivo camarário irá agora decidir se deve avançar, tendo um responsável pelo ambiente observado que seria moralmente errado ignorar uma mensagem tão clara. Algumas autarquias locais mais pequenas estão a organizar alternativas com voluntários ou cabras comunitárias. Fonte.
  • Steve Green: a ciclópica missão de remover barcos de fibra de vidro a apodrecer e a poluir a zona costeira da Cornualha. Fonte.
  • A Comissão Federal Reguladora de Energia multou a American Efficient, sediada em Durham, Carolina do Norte, em 722 milhões de dólares e ordenou que a empresa devolvesse mais de 410 milhões de dólares em lucros indevidos devido a alegadas fraudes no seu programa de eficiência energética. A FERC alega que a American Efficient ocultou informações essenciais aos operadores da rede elétrica, o que permitiu à empresa manipular os mercados de energia. Fonte.
  • Um juiz federal impediu a administração Trump de «aplicar uma série de políticas de licenciamento que, segundo grupos do setor da energia eólica e solar, têm entravado o desenvolvimento de novos projetos de produção de energia», informa a Reuters. De acordo com a agência noticiosa, o juiz «emitiu uma liminar, solicitada por nove grupos de defesa e associações comerciais do setor, que argumentaram que a administração tinha imposto obstáculos ilegais que paralisaram o desenvolvimento de projetos de energia eólica e solar em todo o país». Fonte.
  • «Cinco organizações ambientais estão a apresentar uma petição a um tribunal federal de recurso para que seja invalidada uma licença de qualidade da água emitida pelo Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA para um controverso gasoduto da Transco.» Fonte.

segunda-feira, 16 de março de 2026

AMADORA: AUTARQUIA CRIA ‘LINHA BUFO’ PARA DENUNCIAR DESPEJO ILEGAL DE RESÍDUOS EM ESPAÇOS PÚBLICOS

Amadora, dezembro 2019. Etc. e Tal Jornal.

A Câmara Municipal da Amadora lançou um sistema de denúncias que incentiva os munícipes a enviarem fotografias e vídeos de alegadas infrações relacionadas com deposição de entulho e resíduos no espaço público.

Esta “Linha Bufo” , oficialmente chamada ‘Missão: Cidade Limpa’ –, lançada na semana passada pelo município liderado pelo socialista Vítor Ferreira, inclui um formulário online onde o denunciante tem de preencher o seu nome completo, endereço de e-mail, número de identificação fiscal e número de telemóvel, descrevendo a alegada infração e anexando aquilo que o próprio município designa como “Elementos de Prova”.

A Câmara Municipal da Amadora defende a iniciativa como um instrumento de participação cívica destinado a combater um problema que considera crescente na cidade, sustentando que o nível de deposição de entulhos, monos e outros detritos no espaço público se tornou “incomportável”.

O incentivo explícito para que os cidadãos fotografem ou filmem alegados infratores — e que essas imagens incluam matrículas de veículos — pode abrir a porta a situações de vigilância informal entre vizinhos, criando um ambiente de denúncia permanente que lembra sistemas de delação social historicamente controversos.

Mais problemático ainda é o facto de tais imagens poderem ser facilmente manipuladas. Num contexto em que ferramentas de inteligência artificial generativa permitem alterar fotografias, inserir elementos inexistentes ou modificar matrículas com poucos segundos de trabalho, a utilização de imagens enviadas por terceiros como base de processos contra-ordenacionais levanta sérias dúvidas quanto à fiabilidade probatória.

A Administração Pública não pode, em regra, basear decisões sancionatórias exclusivamente em denúncias de terceiros, sobretudo quando estas não são confirmadas por um agente público ou por mecanismos formais de fiscalização. Com efeito, as denúncias podem desencadear uma averiguação administrativa, mas a prova da infração — especialmente quando envolve aplicação de coimas — deve resultar de um ato de verificação efetuado por autoridade competente, garantindo assim a autenticidade dos factos e a possibilidade de contraditório. Caso contrário, abrir-se-ia espaço para situações potencialmente abusivas: denúncias motivadas por conflitos pessoais, interpretações erradas de situações legais ou até manipulação deliberada de imagens.





sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

ESPINHO DESCONHECIDO


Em Anta, Espinho, há espaços públicos votados ao mais completo abandono, com graves falhas na limpeza e higiene. Durante anos, os moradores têm alertado a Junta de Freguesia e a Câmara Municipal para esta situação, sem qualquer resultado. Até quando terão de esperar por uma intervenção?

terça-feira, 19 de agosto de 2025

VILA DO CONDE CUIDA DA HIGIENE PÚBLICA


Consulta pública até 26 de setembro: Parque Eólico de Valado - Hibridização da Central Solar de Tábua. O PE de Valado conta com a instalação de 11 aerogeradores, com uma potência nominal de 4,5 MW. O Parque Eólico de Valado irá, juntamente com a Central Solar de Tábua, formar um parque híbrido, com o objetivo de se combinar as produções de ambos. Fonte.

terça-feira, 19 de março de 2024

GUIMARÃES: 90 MIL EUROS PARA RECOLHER E VALORIZAR RESÍDUOS PLÁSTICOS DE RIOS DURANTE 6 MESES

  • Guimarães lança projeto de recolha e valorização de resíduos plásticos de rios. Não o faz por menos: dá-lhe um pomposo nome em inglês (CLEANUP4Guimarães) que vigorará por 6 meses ao som de 90 mil euros provenientes do programa europeu Remedies. Pudera, ‘o município irá implementar um sistema integrador CLEANUP-RIVER’ no sentido de ‘criar um ecossistema multi-stakeholder centrado na participação cidadã que promova a intercooperação, a inovação e o empreendedorismo na limpeza dos rios do concelho, protegendo a biodiversidade, assim como no processo de valorização dos resíduos plásticos recolhidos. Fonte. Arreum, porreum, catanorum quoqum para tanta cagança que cobre tamanha subserviência colonial. Nota: Curiosamente, ou talvez não, o google considerou que o Ambiente Ondas3 não merece ter acesso a imagens de resíduos de plástico nas margens dos rios Ave, Vizela e Torto, entre outros. Em vez disso, regurgita-me imagens de rios cheios de plásticos no Rio de Janeiro, Brasil.

sábado, 18 de fevereiro de 2023

Albergaria-A-Velha: ERSAR multada por não lavar contentores de lixo

A concessionária do serviço de recolha de Resíduos Sólidos Urbanos de Albergaria-A-Velha, ERSAR, foi multada em cerca de 122 mil euros por falta da realização de lavagens de contentores de lixo. DA.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

Espinho: À espera de maio para recolher resíduos plásticos da Praia?

Há dias que mãos conscientes, solidárias, apanharam resíduos plásticos que estavam espalhados no areal perto da foz da Ribeira do Mocho e os depositaram junto do mini-ecoponto local. Espera-se por maio, altura em que normalmente a autarquia desperta para a limpeza das praias para acolher veraneantes?

sexta-feira, 25 de novembro de 2022

Azambuja: reclusos vão poder cumprir tarefas de jardinagem e limpeza pública

  • Os reclusos em regime aberto do Estabelecimento Prisional de Alcoentre, no concelho de Azambuja, vão poder desempenhar tarefas ligadas à limpeza urbana, corte de vegetação, manutenção, pinturas e arranjos exteriores, ao abrigo do protocolo assinado entre a Câmara de Azambuja e a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais. A medida tem efeito prático partir de 1 de Janeiro de 2023 e vigora pelo período de um ano, podendo ser prorrogada. No âmbito do protocolo, os reclusos vão poder sair do estabelecimento prisional para trabalhar, integrados em equipas, de segunda a sexta-feira, das 08h00 às 17h00, e serão compensados financeiramente com remuneração calculada com base na Retribuição Mínima Mensal Garantida, mais subsídio de alimentação. A prestação dos serviços, adiantou Mara Oliveira, “cessa quando o recluso entra em liberdade condicional ou definitiva”. O Mirante.
  • OE2023: PS altera voto e aprova proposta do PCP que dá mais um milhão de euros ao ICNF. Lusa/Agroportal.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

Peru: filas para doar cabelo para ajudar a limpar derrame de petróleo

  • Centenas de peruanos fazem fila para doar o seu cabelo para ajudar nos esforços de limpeza de um derrame de petróleo que as autoridades consideram uma emergência ambiental. O município de Lima criou vários pontos de recolha de cabelo onde cabeleireiros profissionais cortam o cabelo dos doadores e o recolhem para a criação de grandes tubos em forma de salsicha que ensopam o petróleo derramado. Um quilo de cabelo humano pode absorver cerca de 8 quilos de petróleo. O Peru declarou recentemente uma emergência ambiental após anunciar que 21 praias da costa do Pacífico foram contaminadas por um derrame de petróleo numa refinaria gerida pela espanhola Repsol, na sequência de ondas gigantescas causadas pela erupção de um vulcão submarino perto de Tonga.
  • Peru ameaça Repsol com multa por ecocídio causado por derramamento de óleo. ClimaInfo.
  • O Reino Unido e a Suíça são acusados de minar o impulso da União Europeia para reformas verdes de um tratado de investimento. Ambos os países não apoiam as tentativas da Comissão Europeia de acabar com as proteções para investimentos em combustíveis fósseis ao abrigo do Tratado da Carta da Energia (ECT) e não tencionam retirar-se do tratado se as reformas forem rejeitadas. Os activistas acusam o Reino Unido e a Suíça de tentarem fazer com que as empresas de combustíveis fósseis sediadas na UE se relocalizem as suas sedes oficiais, de modo a poderem continuar a processar os governos por ações climáticas, mesmo que a UE se retire do Tratado da Carta da Energia. As regras do ECT têm sido utilizadas pelas empresas de combustíveis fósseis para processar os Estados sobre ações climáticas e pelas empresas de energias renováveis para processar os governos que cortem subsídios - e as ameaças de litigação podem influenciar a política. Joe Lo, CHN.
  • O parceiro de um projeto de cabo elétrico França-Reino Unido, no valor de 1,2 mil milhões de libras esterlinas, bloqueado pelo governo britânico, ameaçou tomar medidas legais. Alexander Temerko, cujas empresas doaram 700.000 libras aos deputados conservadores, avisou que avançaria com uma ação judicial contra a ministra do comércio conservadora Penny Mordaunt, na sequência dos seus comentários sobre o cabo, ameaçando a segurança energética do Reino Unido. BBC.
  • Shell marca grande descoberta ao largo da Namíbia - o poço Graff-1. Mining Index.
  • A administração Biden negoceia com países europeus e grandes empresas petrolíferas e de gás um cenário em que uma invasão russa da Ucrânia conduza a uma escassez de gás natural na Europa. MORGAN CHALFANT, The Hill. Por isso é que tem se se investir muito mais nas renováveis para não estarmos reféns das jogadas sujas dos produtores de combustíveis fósseis e de gente com fama e proveito de serem  polícias e donos do mundo.
  • Brumadinho, três anos depois: dor, saudade e impunidade. ClimaInfo.

domingo, 26 de dezembro de 2021

Santarém: troços das ribeiras de Cabanas e de Cuba, e do rio Alviela vão ser requalificados

  • A Câmara Municipal de Santarém vai proceder à limpeza e desobstrução e conservação de troços da ribeira de Cabanas, localizados na União das Freguesias de Achete, Azóia de Baixo e Póvoa de Santarém e na União das Freguesias da Cidade de Santarém, da ribeira de Cuba, na freguesia de Alcanede, e do rio Alviela na freguesia de Pernes. A intervenção pretende a preservação da biodiversidade e dos habitats autóctones, o corte e remoção da vegetação invasora nas margens e das espécies arbóreas no leito do rio Alviela, a mitigação dos fatores de erosão marginal e a preservação dos riscos de cheia. O Mirante.
  • No Cartaxo, há um estendal ao serviço da comunidade.  Trata-se de um espaço para recolha e doação de roupa, brinquedos, produtos de higiene pessoal ou alimentos não perecíveis. Correio do Ribatejo.

sábado, 25 de dezembro de 2021

Alenquer: 3 centrais fotovoltaicas para produção elétrica previstas

  • A câmara municipal aprovou os pedidos de informação prévia referentes à Central Fotovoltaica da Cerca, promovida pela EDP, e à Central Fotovoltaica do Carregado, da Iberdrola, em solos agrícolas não integrados na Reserva Agrícola Nacional. A Central Fotovoltaica da Cerca, prevista localizar-se entre as freguesias da Ota e Santo Estévão/Triana (Alenquer) e Aveiras de Baixo (Azambuja), vai ter 458 mil painéis fotovoltaicos para produção de eletricidade, com uma potência instalada de 200 MW, capazes de alcançar uma produção anual de cerca de 388 gigawatts. A avaliação de Impacto Ambiental do projecto, que esteve em consulta pública entre setembro e novembro, está em fase de análise pela APA. O Mirante. Esta gente anda a ocupar solos e não pensa na segurança alimentar? Tanto telhado por ocupar…
  • Público foi à Câmara de Tomar protestar contra a falta de limpeza dos terrenos perto das suas habitações. O Mirante 23dez2021.
  • Os habitantes da União de Freguesias de Manique do Intendente, Vila Nova de São Pedro e Maçussa e da freguesia de Alcoentre vão voltar a ter transporte gratuito até Azambuja, vila sede do concelho. A medida, que tinha sido interrompida devido à pandemia de Covid-19, volta a vigorar todas as segundas-feiras, de forma alternada em duas rotas quinzenais, com recurso a um autocarro da Câmara de Azambuja. O Mirante 23dez2021.

terça-feira, 14 de dezembro de 2021

Évora: autarquia remove lixeira ilegal e apela às boas práticas de separação e deposição de resíduos

  • Uma lixeira de grandes proporções nas imediações de São Manços está a ser removida pela Câmara Municipal de Évora. A autarquia vai colocar sinalização dissuasora da deposição illegal de resíduos e lançou uma campanha de consciencialização da população para o cumprimento das boas práticas da separação e deposição de resíduos. Rádio Elvas.
  • O Município da Guarda emitiu um parecer desfavorável ao Relatório de Avaliação Ambiental Preliminar do Programa de Prospeção e Pesquisa de Lítio no concelho, que esteve em consulta pública até ao passado dia 10. Interiordo Avesso.

quinta-feira, 18 de novembro de 2021

Estarreja: concluída obra de “remediação ambiental” da vala de S. Filipe

  • A Câmara de Estarreja anunciou a conclusão da obra de “remediação ambiental” da vala de S. Filipe, em Beduído. A operação implicou a remoção de solos contaminados numa grande extensão e o seu total empedramento, com barreiras de contenção em troncos de madeira e, ainda, a remoção e reposição de novas terras nas faixas laterais dos prédios rústicos que a marginam, desde a zona do Complexo Químico de Estarreja até à zona da Póvoa. A empreitada custou 5,6 milhões de euros, tendo merecido um apoio financeiro integral do Fundo de Coesão da União Europeia, através do POSEUR. NA.
  • 60 cavalos-marinhos, a maioria nascidos em cativeiro, foram libertados na Ria Formosa durante a primeira ação de repovoamento no local onde há 20 anos se concentrava a maior comunidade de cavalos-marinhos do mundo. A população de cavalos-marinhos na Ria Formosa tem sofrido uma redução drástica nas últimas décadas, tendo quase desaparecido devido a fatores como as alterações ambientais, a destruição de pradarias de ervas marinhas, o seu habitat, a pesca ilegal, ou o excesso de tráfego de embarcações. Lusa/Porto Canal.

sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Anadia: troço do Rio da Serra, entre o Parque Urbano de Anadia e a confluência com o Rio Cértima, é alvo de limpeza limpeza

  • O troço do Rio da Serra, entre o Parque Urbano de Anadia e a confluência com o Rio Cértima, está a ser alvo de uma intervenção de limpeza, nomeadamente das suas margens. A operação visa remover árvores caídas e detritos, por forma, a melhorar as condições de circulação da água, para que haja uma maior fluidez, prevenindo assim eventuais cheias, no caso de se verificar um inverno mais chuvoso. NA.
  • A França voltou a ameaçar a Inglaterra com um corte no fornecimento de energia em Jersey, ilha britânica no Canal da Mancha, depois de Londres negar a licença de pesca na costa daquela ilha a mais de metade dos barcos franceses que a pediram. Ana Sofia Rocha, JN.
  • O Google Maps acaba de disponibilizar aos condutores norte-americanos rotas de carbono mais baixas para as viagems escolhidas. O novo produto será lançado na Europa no próximo ano. A iniciativa poderá, dizem, poupar 1 milhão de toneladas de dióxido de carbono por ano, ou o equivalente a tirar 200.000 carros da estrada. Dan Milmo, The Guardian. Mais uma operação de charme, para não dizer de greenwashing. Não será isso quefará baixar a poluição.
  • Os países estão a desperdiçar dinheiro em fontes de energia que já sabem ser história. Maria Mendiluce, EurActiv.
  • A maioria dos diretores das principais companhias de seguros do mundo estão ligados a indústrias poluidoras. Rachel Sherrington, DeSmog.

sexta-feira, 10 de setembro de 2021

Espinho: falta de limpeza e saída de esgoto junto à Ribeira do Mocho, em Congosta, Anta, preocupa vizinhos

“As margens do rio não são limpas como deviam”, é uma das críticas. Se a estação elevatória avariar, as descargas seguem diretamente para o rio, atravessando o parque de campismo até chegar ao mar, alertam alguns. A Câmara Municipal explica que a limpeza dos leitos dos rios é da responsabilidade da Agência Portuguesa do Ambiente. Quanto à saída de esgoto, recentemente feita após instalação do saneamento, a autarquia diz que a estação elevatória é moderna, utilizando-se um sistema de telegestão, e, sempre que se verifique uma avaria, é acionado o alerta para que a situação seja resolvida o mais rápido possível, evitando que o poço, onde os resíduos estão acumulados, transborde. A Câmara Municipal garante que, graças a este sistema, “é efetivamente pouco provável que tal se verifique”. Junto ao rio, “o que existe é um bypass de emergência”, se eventualmente for necessário, porque, nessas situações “ou jorra para o rio ou para a rua”. Lisandra Valquaresma, DE 9set2021.

sexta-feira, 25 de junho de 2021

APA exige que Associação de Beneficiários do Mira reponha caudal ecológico do rio

  • A Agência Portuguesa de Ambiente pediu à Associação de Beneficiários do Mira para operacionalizar as medidas necessárias à minimização do corte do caudal ecológico do rio Mira, a jusante da Barragem de Santa Clara. O corte do caudal da água que sai da Barragem de Santa Clara levou a que o nível das águas a jusante da albufeira descesse de forma drástica, o que está a causar problemas a quem usa a água do rio para rega e poderá colocar em risco a vida selvagem no vale de Santa Clara. Este é o segundo conflito em que a Associação de Beneficiários do Mira se vê envolvida nestes últimos dias. Antes, alegando que o volume de água na Barragem de Santa Clara está muito baixo, a ABM já tinha decidido cortar o fornecimento a pequenos consumidores, uma decisão que foi criticada em comunicado conjunto das Câmaras Municipais de Odemira e de Aljezur. Por outro lado, o movimento Juntos pelo Sudoeste, critica o facto de a situaçãoa estar a vitimizar pequenos proprietários enquanto se garante água barata para os grandes e água cara para os pequenos. Elisabete Rodrigues, Sul Informação.
  • Parque da Gruta da Lomba abandonado e à espera de limpeza. Propriedade é da paróquia, que se queixa de falta de apoio da Junta e do vandalism. Defesa de Espinho 24jun2021.
  • O ministro do Meio Ambiente do Brasil pediu demissão do cargo. Há muito que Ricardo Salles era alvo de várias investigações, nomeadamente sobre um esquema de desflorestação ilegal na Amazónia para favorecer madeireiros com atuação ilegal. Diogo Sampaio,  TUPI.

quinta-feira, 20 de maio de 2021

Gaia, Maia e Guimarães já têm taxas de resíduos independentes da fatura da água

 

Novas ciclovias em Espinho não têm modelo padrão e não merecem crédito 

  • Programas regionais vão financiar os 300 milhões previstos para ciclovias. Eduardo Pinheiro, Secretário de Estado da Mobilidade, espera que, em dois anos, Portugal tenha incentivos fiscais ao uso da bicicleta, como prevê a estratégia nacional. Abel Coentrão, Público 18mai2021.
  • À semelhança de Gaia e da Maia, Guimarães deixa de pagar a taxa do lixo na fatura da água. O munícipe pagará apenas o lixo que produzir. 
  • O Grupo de Jovens “A Tulha” organiza a 5 de junho, sábado, uma ação de limpeza das margens da ria, na Gafanha de Aquém, Ílhavo. Ponto de encontro: Parque de Merendas da Folsa dos Coquins (Rua do Sul). Mais informações em https://www.facebook.com/events/286078496579362/