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quinta-feira, 3 de setembro de 2026

PRAIAS INTERDITAS A BANHOS MAIS QUE DUPLICARAM

  • Registou-se um agravamento significativo da qualidade das águas balneares em Portugal continental em 2026. Com base na comparação dos dados mensais da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e da Direção-Geral da Saúde (DGS) relativos a maio, junho e julho de 2025 e 2026, verifica-se que as restrições ao banho aumentaram 65%, passando de 51 (em 2025) para 84 (em 2026), apesar de o número de águas balneares identificadas ter diminuído ligeiramente; os desaconselhamentos subiram de 34 para 45, e as interdições, decretadas pelas autoridades de saúde, registaram um umento de 129%. A contaminação microbiológica (presença de bactérias como E. coli e Enterococos) foi a principal causa, tendo por isso as interdições disparado 143% (de 14 para 34), com o mês de julho a concentrar a maioria dos casos. Esta situação revela a as crónicas deficiências na rede de saneamento, descargas agropecuárias e industriais e poluição difusa, sendo, por isso, necessário tomar medidas de prevenção e uma ação inspetiva forte e sistemática. Fonte.
  • Os banhos estão desaconselhados desde hoje nas praias de Codixeira, Lagoa e Zona Urbana Sul II , Póvoa de Varzim, devido a “valores elevados” de enterococos intestinais e/ou E. coli. Fonte.
  • Autorizado abate de veados após destruição de soutos em aldeia de Trás-os-Montes. Fonte.
  • Metade dos concelhos do Grande Porto cobra água, lixo e saneamento acima da média nacional. Em mais de metade dos municípios da Área Metropolitana do Porto (AMP), os moradores têm de desembolsar montantes acima da média nacional pelos serviços básicos de água, saneamento e resíduos urbanos, com Valongo (45,78 euros para um consumo mensal de 10 metros cúbicos, acima da média de Portugal continental de 34,65 euros) e S. João da Madeira (45,54) a liderarem a tabela. Ainda assim, é uma melhoria face ao ano passado, altura em que apenas os consumidores de quatro municípios pagavam abaixo da média (33,08 euros), com o Porto a destacar-se entre eles. Fonte.

sábado, 29 de agosto de 2026

ESPINHO: PRAIAS CONTAMINADAS INTERDITAS


Todas as praias de Espinho foram interditas devido a contaminação microbiológica, diz o JN de sexta-feira, 28 de agosto. Isto é o resultado das fortes chuvadas que caíram em Espinho na segunda-feira e na 4ª feira de manhã, tendo as águas junto da foz da ribeira do Mocho e zonas adjacentes registado alteração notória da sua cor. Outro factor a considerar será a abertura do dique fusível da barrinha de Esmoriz.

Esta manhã, a bandeira vermelha hasteada na Praia da Baía não impediu surfistas de frequentar as águas ditas contaminadas. Estariam a prestar provas para concorrer a vagas da Polícia Marítima?

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

BICO CALADO

  • “(…) Tornar praias privadas, transformar bairros em zonas de luxo e escolas e hospitais públicos em guetos não é só o produto da especulação e da austeridade avara no investimento do Estado. É mesmo um projeto político. É garantir um sistema de castas, que concentra o poder e a riqueza num punhado pequeno de gente, ao mesmo tempo que produz hordas de espoliados, prontos a ser explorados ou dizimados sem culpa, de acordo com as necessidades do mercado. Porque tudo é mercadoria. O trabalho não é um ofício e uma arte, mas uma troca precária. A saúde e a educação não são direitos, são privilégios que se pagam. A própria inteligência pode ser alugada. Sim, alugada, porque a propriedade passou a ser temporária, feita de licenças renováveis. (...)” Margarida Davim, Visão 21ago2026.
  • Estes ‘jornalistas’ sabem o que andam a fazer?
  • Um alto dirigente da OpenAI, Dean Ball (diretor de perspetivas estratégicas e antigo colaborador da Casa Branca durante a administração Trump), provocou uma onda de críticas ao classificar a Segurança Social como «uma espécie de fraude contabilística» que deve ser desmantelada. Os críticos reagiram rapidamente. Uns assinalaram a contradição entre as promessas da indústria da IA de um rendimento básico universal e de uma abundância sem precedentes, e o apelo de Ball para eliminar um modesto subsídio de 2 000 dólares por mês destinado aos idosos. Outros salientaram que Ball ignorou o papel dos cortes fiscais republicanos a favor dos mais ricos no aumento da dívida pública. Outros ainda descreveram os comentários como «funcionalmente insanos» e desligados da realidade, questionando por que razão foi permitido que os executivos das grandes empresas tecnológicas, que pretendem destruir o programa de segurança social mais popular do país, acumulassem tanto poder. Entretanto, analistas de sondagens e comentadores destacaram que a Segurança Social goza de um vasto apoio bipartidário, tornando os ataques contra ela politicamente desastrosos. Fonte.
  • As exportações de armas israelitas per capita em 2025 foram cerca de seis vezes superiores às dos EUA e 19 vezes superiores às da Rússia. O mais recente estudo da autora palestiniana-americana Susan Abulhawa revelou que Israel exportou armas a um ritmo equivalente a cerca de 263 dólares por cidadão em 2025, em comparação com 41 dólares por pessoa nos EUA e 14 dólares na Rússia.

terça-feira, 25 de agosto de 2026

DESLARRRGUEM A ARRÁBIDA: SÁBADO, 29 AGOSTO - 19H

  • A luta contra a privatização das praias continua. O movimento Deslarrrguem a Arrábida continua a convocar ações de protesto para que o tema não caia no esquecimento. A ação convocada pelo movimento está marcada o próximo sábado, dia 29 de agosto, às 19h, na Praça do Bocage, em Setúbal. É uma concentração que terá um elemento de flashmob. Por isso, o movimento está a apelar a que toda a gente traga toalhas de praia como sinal de protesto pelo que nos querem tirar.
  • A Quercus considera que a renovação da licença ambiental das Minas da Panasqueira não deve avançar enquanto não forem esclarecidas as dúvidas existentes sobre os riscos e os passivos ambientais associados à exploração mineira. Segundo o relatório técnico do MiningWatch Portugal, há lacunas relacionadas com a estabilidade geotécnica e sísmica das barragens de rejeitados, a capacidade da Estação de Tratamento de Águas Mineiras para responder a períodos de elevada pluviosidade e a inexistência de estudos atualizados sobre possíveis cenários de rotura. O documento aponta ainda para a ausência de um inventário completo dos passivos ambientais históricos ainda presentes na exploração. A Quercus destaca também o deslizamento ocorrido a 29 de janeiro na Ribeira de Cebola, que arrastou resíduos inertes tóxicos, incluindo metais pesados como chumbo e arsénio, levando à suspensão preventiva de uma captação de água local. Seis meses depois do incidente, a captação continua suspensa, sem que tenham sido divulgados os resultados da monitorização ou os critérios para uma eventual reativação. Outro dos principais alertas da Quercus está relacionado com a qualidade da água e os potenciais impactos nas populações a jusante. A associação lembra que a Ribeira do Bodelhão integra o mesmo curso de água que alimenta a albufeira de Castelo de Bode, uma das principais origens da água captada e tratada pela EPAL para consumo humano em Lisboa e em cerca de 20 municípios da Área Metropolitana e do Oeste.
  • O rio Cáster transformado num “esgoto a céu aberto”. Fonte.

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

REINO UNIDO: INCÊNDIOS CAUSADOS POR BATERIAS NOS CENTROS DE RECICLAGEM CUSTAM MIL MILHÕES DE LIBRAS POR ANO

  • Estão a ocorrer mais de 10 incêndios por semana em centros de reciclagem, causados por pilhas de lítio descartadas de forma incorreta, como as encontradas nos cigarros eletrónicos. Os especialistas afirmam que o grande volume de incêndios provocados por pilhas que se verifica atualmente nas instalações de tratamento de resíduos atingiu uma situação de crise que está a colocar vidas em risco, a custar mil milhões de libras por ano e a frustrar os responsáveis pelos bombeiros. Fonte.
  • Mais de 50 preguiças morreram numa atração de vida selvagem na Flórida. A investigação descreve animais emaciados e desidratados e levanta preocupações sobre as operações do Sloth World, mas concluiu que não havia provas de negligência ou abuso de natureza criminal. Fonte.
  • Toneladas de algas tóxicas obstruem as praias das Caraíbas. Fonte.
  • A EDF comunicou 36 incidentes ocorridos nas instalações entre 1 de janeiro de 2025 e maio de 2026 à Autoridade de Regulação Nuclear na sua central nuclear de Hartlepool, Inglaterra, carvque se encontra sob uma atenção regulatória «significativamente reforçada». Fonte.
  • Roménia volta a colocar em funcionamento central a carvão, à medida que a seca no Danúbio obriga ao encerramento de centrais nucleares. Fonte.

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

REFLEXÃO

A PRAIA, ESSE CONCEITO LINDO DE “LIBERDADE”


A praia, esse conceito lindo de “liberdade”: liberdade para não conseguir esticar uma perna sem invadir o território sagrado de outro banhista. Toalha com toalha, corpo com corpo, um Tetris humano onde até respirar já parece uma atividade de terapia em grupo.

O mar está ali, algures, entre um guarda-sol, três colchões insufláveis e a esperança de ainda haver espaço para molhar os pés.

Privacidade? Claro que existe. É só fechar os olhos e fingir que a pessoa a 14 centímetros não está a comer uma sandes de ovo com atum.

E no fim, o que conta realmente e depois de 4 horas de trânsito para regressar a casa: “Que dia maravilhoso de praia!”

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

ECLIPSES HÁ MUITOS!


Os pastorinhos prontos para ver o eclipse e lançar a sua linha de óculos Fátima Vision.

  • Três burros pastam nas ecostas da aldeia do Amieiro, em Anadia. A sua função é comer toda a vegetação espontânea que cresce perto das habitações, reduzindo o perigo de incêndios florestais. As vantagens dos burros são evidentes: conseguem atuar em encostas íngremes onde tratores não chegam, Cada animal come o equivalente a dez ovelhas, mantendo os terrenos limpos de forma contínua, exercem menos pressão sobre o sol o, limitando a erosão e favorecendo a infiltração da água e fertilizam naturalmente os terrenos. Fonte.
  • Grandes quantidades de sargaço estão a acumular‑se nas praias do Caribe mexicano, especialmente em Playa del Carmen, transformando a água turquesa num mar castanho, com cheiro intenso a ovos podres devido à decomposição. Este fenómeno está a afastar turistas e a causar perdas significativas na restauração e hotelaria. A Marinha mexicana mobilizou 27 navios especializados, barreiras, veículos anfíbios e equipas de limpeza para recolher o sargaço no mar antes de chegar à costa. Apesar disso, a quantidade continua a aumentar: já foram recolhidas mais de 96 mil toneladas em 2026, ultrapassando o total de 2025. Os cientistas apontam várias causas possíveis: aquecimento dos oceanos, excesso de nutrientes e alterações nas correntes marítimas. Fonte.

terça-feira, 28 de julho de 2026

MATOSINHOS: PRAIA DE ANGEIRAS SUL DESACONSELHADA PARA BANHOS

  • A Agência Portuguesa do Ambiente desaconselha a ida a banhos na praia de Angeiras Sul, em Matosinhos, no distrito do Porto, devido a contaminação microbiológica. Fonte.
  • A Quercus alertou que a localização do novo aeroporto de Lisboa coloca em risco o maior aquífero da Península Ibérica e o abastecimento de água ao distrito de Setúbal e reforçou a necessidade de uma avaliação ambiental rigorosa. Fonte.
  • Na Rua de S. José, em Riachos, Torres Novas, um estabelecimento que fuesgnciona como lar de idosos descarrega águas residuais na rede de pluviais. O abuso persiste, apesar de o executivo camarário ter sido alertado por um morador que se considera lesado. Fonte.

quinta-feira, 23 de julho de 2026

REINO UNIDO: GOVERNOS ESCONDERAM E DESTRUÍRAM DADOS MÉDICOS DE MILITARES E CIVIS QUE PARTICIPARAM EM TESTES COM ARMAS NUCLEARES

  • O Ministério da Defesa do Reino Unido admitiu finalmente ter levado a cabo um extenso programa de experiências de radiação em seres humanos com militares que participaram em testes com armas nucleares. Esta admissão surge na sequência de uma investigação de dois anos, que confirmou que, durante mais de uma década, ministros e responsáveis negaram falsamente que tivessem sido recolhidos dados médicos destes militares e civis. As principais conclusões da investigação incluem um arquivo secreto com 50 000 ficheiros não analisados, incluindo registos de veteranos de testes nucleares, mais de 5 000 veteranos que participaram em testes nucleares foram deliberadamente excluídos de estudos de saúde realizados pelo governo. Aos veteranos que se candidataram a uma pensão de guerra foram-lhes retirados permanentemente os registos médicos, e milhares de registos foram ilegalmente destruídos, alguns ainda em 2025. O governo perdeu ou destruiu os resultados destas experiências, deixando os veteranos sem respostas após 70 anos. O novo primeiro-ministro, Andy Burnham, já iniciou os trabalhos relativos a reparações e indemnizações. Além disso, a Polícia de Thames Valley está a analisar alegações criminais, incluindo perjúrio e abuso de poder. Veteranos e políticos condenaram o encobrimento e as mentiras que se prolongaram por décadas. Fonte.
  • A Radiation Free Lakeland enviou uma carta à Cumbria Wildlife Trust instando a instituição a alertar os pais sobre os riscos que as crianças correm ao passar horas a erguer castelos de areia no SeaFest de St Bees, este sábado. As praias da região oeste de Cumbria, em particular St Bees, estão contaminadas com milhões de partículas radioativas provenientes das descargas históricas de Sellafield. Estas partículas podem ser inaladas ou ingeridas, especialmente por crianças que colocam areia na boca. Fonte.
  • O presidente Donald Trump procura obter a aprovação do Congresso para um acordo de energia nuclear com a Arábia Saudita que não inclui salvaguardas destinadas a impedir o desenvolvimento de uma bomba atómica. Fonte.
  • A escassez de alimentos poderá afetar os supermercados se não chover nos próximos 10 dias nas zonas secas, afirmam os agricultores ingleses. Fonte.

quinta-feira, 16 de julho de 2026

COIMBRA: BARRAGEM DE GIRABOLHOS É ERRO ESTRATÉGICO PARA O MONDEGO E O PAÍS

  • O GEOTA (Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente) considera que o relançamento do projeto da barragem de Girabolhos, no rio Mondego, é um erro estratégico, com impacto ecológico significativo e utilidade prática limitada, desviando recursos de soluções mais eficazes e sustentáveis para gerir o território e prevenir cheias. Para o GEOTA, o histórico de decisões demonstra esta falta de viabilidade; se o projeto avançar será mais um buraco nas contas públicas. Não resolve o problema das cheias do Baixo Mondego. As cheias nesta região não resultam da falta de barragens, mas da má gestão do território: desflorestação das cabeceiras deliberada ou por força dos incêndios, assoreamento do rio, ocupação de leitos de cheia, impermeabilização dos solos, destruição de zonas húmidas. Girabolhos não terá capacidade para amortecer de forma eficaz episódios de chuva intensa, nem é essa a missão principal das barragens. Tem impactos ecológicos e territoriais muito elevados. A construção implicaria a submersão de territórios rurais e ecossistemas ribeirinhos (entre os melhores do Mondego), afetando também a paisagem, os modos de vida, a agricultura e o ecoturismo, e contrariando as metas de restauro da conectividade fluvial. É ilegal. Não foi realizada a devida e obrigatória avaliação de impacte ambiental. “Girabolhos é uma falsa solução para problemas reais e não parece ser a melhor solução a nível de gestão de bacia. Não protege eficazmente contra cheias, e não é necessária para o abastecimento de água nem para a produção elétrica. Em vez de investir numa grande obra de elevado impacto e baixa eficácia, o país deve apostar em soluções baseadas na natureza, na recuperação dos rios e numa verdadeira gestão integrada da bacia do Mondego”, afirma Ana Catarina Miranda, coordenadora do Programa Rios Livres do GEOTA.
  • O Bloco de Esquerda pediu esclarecimentos sobre os impactos sociais e ambientais da refinaria de antimónio prevista para Sines, exigindo a suspensão do processo de reconhecimento como Projeto de Interesse Nacional desta unidade industrial. O BE alertou para os riscos associados à operação industrial de um metal potencialmente cancerígeno e altamente tóxico, com elevada capacidade de contaminação das águas e por via atmosférica. Além da suspensão do processo de reconhecimento” como PIN, o BE quer ainda saber qual o destino final deste novo metal a refinar em Sines. O antimónio é um metal essencial para o desenvolvimento de grandes empresas tecnológicas, nomeadamente para equipamentos bélicos, como produção de balas, cartuchos, estilhaços ou em dispositivos de visão noturna e radares. Fonte.
  • Praias do Furadouro e do Areinho (Ovar) interditad a banhos devido, respetivamente, a obras e má qualidade das águas. Fonte.

sexta-feira, 10 de julho de 2026

BICO CALADO

Foto: Narendra Shrestha/EPA
  • O grupo bracarense DST, através da sua marca especializada em construção industrializada Zethaus, vai construir um empreendimento de 339 unidades turísticas em Vila Nova de Santo André, no concelho alentejano de Santiago do Cacém. O projeto conta com um investimento de 52 milhões de euros financiado pelo grupo chinês CALB, o qual já tem planeada a instalação de uma fábrica de baterias em Sines ae com quem a DST firmou um acordo de reciclagem de baterias no início de 2025. Fonte.
  • Uma agência criativa de 14 pessoas com ligações ao PSD gere o motor informático das escolas. As falhas nos exames abriram a caixa negra de um sistema 'low cost' ainda sem explicações do Governo. Fonte.
  • A Entidade Reguladora da Saúde alertou para a falta de concorrência no setor privado e social, destacando o monopólio de um único operador no Alentejo Litoral e Baixo Alentejo. Fonte.
  • Vexames Nacionais​. Raquel Varela, Maio.
  • A plataforma cai. Os professores ficam de pé. Bruna Oliveira Lemos, Esquerda.
  • A Comissão de Regimento da Câmara dos Representantes manipula os procedimentos parlamentares para bloquear votações que restringiriam a ajuda militar dos EUA a Israel, apesar do aumento da pressão pública e política sobre esta questão. Fonte.
  • Foram incendiadas 300 barracas de um acampamento de trabalhadores migrantes em Palos de la Frontera, Huelva, durante o processo de regularização, no qual precisam de documentação que foi consumida pelo fogo. Fonte.
  • A Amnistia Internacional exigiu uma investigação por crimes de guerra sobre os ataques aéreos israelitas no sul do Líbano. Os ataques em questão ocorreram em março e causaram a morte de 24 civis, incluindo 12 crianças, em bairros das cidades de Tiro, Saida e Nabatieh. A Amnistia afirma ter reunido provas suficientes para concluir que as forças israelitas violaram o direito internacional ao não distinguirem entre alvos civis e militares durante a condução da campanha. Fonte.
  • 39.º dia de protestos em massa em Tirana, na Albânia. Milhares de pessoas exigem a demissão do primeiro-ministro Edi Rama devido à corrupção, a um Estado dominado pela máfia e à venda de terrenos, ilhas e áreas protegidas a oligarcas e bilionários, incluindo Kushner. Fonte.

domingo, 5 de julho de 2026

ESPINHO: PRAIAS INTERDITAS A BANHOS

Foto: DE

As praias Frente Azul, Pop e Seca estão, desde a tarde de anteontem, dia 3 de julho, com bandeira vermelha e, por isso, interditas a banhos devido ao registo de bactéria derivada de arrastamento de matéria orgânica. Fonte.

REFLEXÃO

DIREITOS À BEIRA-MAR: O QUE A LEI GARANTE NA SUA PRAIA


(...)
As praias portuguesas são domínio público marítimo. Não pertencem às Câmaras Municipais. Não pertencem aos concessionários. Não pertencem ao Estado no sentido em que o Estado possa vendê-las ou privatizá-las. Pertencem a todos — e o acesso é um direito que nenhuma concessão, nenhuma deliberação camarária e nenhum funcionário de bar pode eliminar.

(…)
A praia é domínio público — o que isso significa

O regime jurídico do domínio público hídrico — aprovado pela Lei n.º 54/2005 — é inequívoco: as praias marítimas integram o domínio público do Estado. São bens de uso comum — que qualquer pessoa pode usar livremente, sem necessidade de autorização e sem pagamento de qualquer contrapartida, dentro dos limites definidos pela Lei.

Este estatuto de domínio público tem uma implicação fundamental: ninguém pode apropriar-se de uma praia. Nem vendê-la. Nem vedá-la. Nem condicionar-lhe o acesso. Nem cobrar pela simples utilização do espaço de areia.

As concessões de praia — os bares, os restaurantes, os parques de equipamentos de apoio — são autorizações temporárias de uso privativo de uma parcela do domínio público. São exceções ao princípio do uso comum — e como exceções que são, devem ser interpretadas de forma restrita e estrita.

A concessão não transfere a propriedade. Não transfere o direito de excluir outros utentes. Não atribui ao concessionário qualquer poder sobre o espaço que não está dentro da área concessionada.

A polémica das zonas concessionadas — o que a APA confirmou

Este verão a polémica explodiu com uma clareza que raramente se vê nas questões de direito público em Portugal. A Agência Portuguesa do Ambiente — a APA, autoridade competente para a gestão do domínio público hídrico — foi clara e inequívoca: não existe qualquer lei que proíba os banhistas de colocar chapéu-de-sol em frente às zonas concessionadas.

A APA foi mais longe — classificou expressamente como abuso, por parte dos operadores turísticos, a prática de impedir ou dificultar o acesso ao areal em frente às concessões. E confirmou que o espaço público de uso livre se estende até à linha da água — independentemente de existir uma concessão nas proximidades.

As concessões têm limites físicos definidos. Estão delimitadas por estacas, por vedações ou por marcos que identificam a área autorizada. O que está dentro dessa área é da responsabilidade e do uso exclusivo do concessionário. O que está fora — mesmo que seja imediatamente em frente ao bar — é espaço público de uso livre.

E há um limite legal que muitos concessionários ignoram — ou fingem ignorar: a área concessionada nunca pode ultrapassar 30% da área útil da praia. Os restantes 70% são de uso livre e gratuito para todos os cidadãos.

A Câmara que decidiu contra a Lei

No rescaldo do esclarecimento da APA, o executivo de Vila Real de Santo António aprovou por unanimidade uma deliberação a apoiar os concessionários locais — defendendo a manutenção da proibição de chapéu-de-sol em frente às concessões com fundamentos de organização espacial e salvaguarda das licenças.

Esta deliberação é juridicamente nula. Uma Câmara Municipal não tem competência para restringir o uso do domínio público marítimo — essa competência pertence à APA e ao Estado, não às autarquias. Uma deliberação camarária que contraria a lei nacional e a posição da autoridade competente não tem força normativa — é um acto sem eficácia jurídica que não vincula nenhum cidadão.

O cidadão que foi impedido de colocar o seu chapéu-de-sol numa praia com base nesta deliberação pode — e deve — ignorá-la, reclamar junto da APA e junto do Ministério do Ambiente, e reportar a situação à autoridade marítima competente.

As deliberações camarárias não substituem a Lei. E quando a contradizem são nulas — independentemente de terem sido aprovadas por unanimidade.

O acesso à praia — o direito que também não pode ser cobrado

O acesso à praia é gratuito. Sempre. Sem exceção. Nenhuma entidade — pública ou privada — pode cobrar pela entrada numa praia do domínio público marítimo.

O que pode ser cobrado são serviços opcionais — o aluguer de espreguiçadeira, o aluguer de chapéu-de-sol, a entrada num parque de estacionamento privado devidamente licenciado. Mas, o acesso ao espaço de areia, o direito de caminhar na praia, o direito de estender uma toalha — são gratuitos e não podem ser condicionados.

As portagens de acesso a praias que algumas autarquias e concessionárias tentam implementar — cobrar para entrar na praia, cobrar para aceder ao areal — são ilegais quando aplicadas ao domínio público marítimo. O único custo que pode ser cobrado é o estacionamento — e mesmo aí, apenas quando existe parque de estacionamento licenciado e sinalizado, nunca como condição de acesso à praia.

A acessibilidade — o direito que falta na maioria das praias

O Decreto-Lei n.º 163/2006 e a legislação subsequente impõem às praias classificadas como praias de banhos a obrigação de dispor de condições de acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida.

Estas condições incluem percursos acessíveis desde o estacionamento até ao areal, passadeiras sobre a areia que permitam a deslocação em cadeira de rodas, cadeiras anfíbias que permitam o acesso à água, e instalações sanitárias acessíveis.

A realidade é que a maioria das praias portuguesas não cumpre estes requisitos. E os utentes com mobilidade reduzida continuam a ser excluídos do gozo de um espaço público que é seu por direito — exatamente como o de qualquer outro cidadão.

O incumprimento das normas de acessibilidade nas praias é uma ilegalidade que pode ser denunciada à APA, ao Instituto Nacional para a Reabilitação e à câmara municipal responsável pela concessão. E é uma ilegalidade que tem vindo a ser cada vez menos tolerada pelos tribunais quando é objeto de ação judicial.

A qualidade da água — o direito a saber antes de entrar

Tem direito a saber a qualidade da água antes de entrar nela. Este não é um favor que as autoridades fazem — é uma obrigação legal decorrente da Diretiva Europeia sobre a Qualidade das Águas Balneares, transposta para o direito português pelo Decreto-Lei n.º 135/2009.

As entidades responsáveis são obrigadas a monitorizar a qualidade da água, a publicar os resultados de forma acessível e a colocar sinalização na praia quando a qualidade não é suficiente para banhos seguros.

Quando a praia está classificada como imprópria para banhos — e a bandeira vermelha ou a sinalização específica o indica — entrar na água é um risco que o cidadão assume contra informação disponível. Mas quando a praia estava imprópria e a informação não foi disponibilizada — ou quando a sinalização não foi colocada — há responsabilidade do Estado pelos danos causados a quem entrou na água sem saber.

Os ruídos e os comportamentos — o que a lei proíbe na praia

A praia é espaço público — o que significa que se aplicam as mesmas regras de comportamento que se aplicam a qualquer espaço público, com algumas especificidades próprias do ambiente balnear.

É proibido ligar música a volume elevado sem autorização — perturbando o descanso dos outros utentes. O Regulamento Geral do Ruído aplica-se na praia exatamente como se aplica na rua ou no jardim.

É proibido o consumo de bebidas alcoólicas em embalagens de vidro na maioria das praias — por razões de segurança — mas esta proibição tem de estar expressa em regulamento específico e sinalizada na praia. Sem sinalização adequada, a proibição não é aplicável.

A circulação de veículos motorizados na praia — motas, quads, veículos todo-o-terreno — é proibida salvo autorização expressa e identificada. A circulação não autorizada é uma infração ao Regulamento de Uso da Orla Costeira e pode ser participada à autoridade marítima.

Os drones são proibidos sobre praias frequentadas sem autorização expressa da ANAC e da autoridade aeronáutica competente. A filmagem de banhistas sem consentimento pode constituir violação do direito à imagem e à privacidade.

Os cães na praia — o que pode e não pode

A presença de cães nas praias é regulada pelos municípios e pelas capitanias — e varia significativamente de praia para praia e de município para município.

Em termos gerais, os cães são proibidos nas praias classificadas como praias de banhos durante a época balnear — que vai de 15 de Junho a 15 de Setembro na maioria das praias. Fora da época balnear, a proibição levanta-se na maioria dos locais.

Alguns municípios criaram praias dog-friendly — praias ou secções de praia onde os cães são admitidos mesmo durante a época balnear. Esta opção é de aplaudir — porque resolve o problema sem impor restrições desnecessárias a quem não tem cão.

O desrespeito pela proibição de cães em praias interditas é uma contra-ordenação — com coima que pode ser significativa — e pode ser participado à autoridade marítima ou à polícia municipal.

A vigilância e o nadador-salvador — os direitos que tem

As praias classificadas como praias de banhos com afluência significativa são obrigadas a ter nadador-salvador durante a época balnear nos horários definidos pela autoridade marítima. A ausência de nadador-salvador quando é obrigatório é uma ilegalidade da responsabilidade do concessionário ou da câmara municipal.

A bandeira vermelha significa proibição de banhos — não é uma recomendação, é uma proibição. Entrar na água com bandeira vermelha é uma infracção que pode resultar em coima. Mas mais importante do que a coima é o risco — as condições que levantam a bandeira vermelha são condições que matam nadadores experientes.

Quando alguém é socorrido no mar por nadador-salvador ou por serviços de emergência, não paga nada pelo socorro. O socorro marítimo e o salvamento de vida são gratuitos — sempre. Qualquer tentativa de cobrar pelo socorro é ilegal.

O ambiente — a praia que tem de existir amanhã

As praias portuguesas enfrentam pressão crescente — de turismo de massa, de erosão costeira acelerada pelas alterações climáticas, de poluição por plásticos e por resíduos sólidos, e de ocupação excessiva que destrói os ecossistemas dunares que protegem as praias da erosão.

Deitar lixo na praia é uma contraordenação ambiental com coima prevista no Regime Geral da Gestão de Resíduos. Destruir ou pisar vegetação dunar é uma infracção ao regime de protecção da orla costeira — com coimas que podem atingir valores significativos e que incluem a obrigação de restauração.

As dunas não são obstáculos ao acesso à praia — são a estrutura que mantém a praia estável. Uma duna destruída é uma praia que recua. E uma praia que recua é um recurso público que desaparece.

Conclusão

A praia é pública. O acesso é gratuito. A areia é de todos — até ao último grão, até à linha da água, independentemente de quem tem a concessão do bar ao lado. Este é um princípio simples que todos os verões é violado em dezenas de praias portuguesas — por concessionários que expandem a área das suas concessões para além do autorizado, por Câmaras que deliberam contra a Lei para proteger interesses económicos locais, por funcionários que afastam banhistas de espaços que são seus por direito.

O cidadão que conhece os seus direitos não obedece a restrições ilegais. Não paga pelo que é gratuito. Não se afasta de onde tem direito de estar. E quando é maltratado — reclama, denuncia e responsabiliza.

A praia que existe em Julho tem de existir em Setembro. E em Julho do ano que vem. E no ano seguinte. Isso exige que cada pessoa que a usa a respeite — e que exija que quem a gere respeite a Lei.

A praia é sua. Use-a. Proteja-a. E não deixe que ninguém lha tire.

sábado, 4 de julho de 2026

DESLARRRGUEM A ARRÁBIDA! domingo, 19 de julho

  • Nova caminhada Deslarrrguem a Arrábida: domingo, 19 de julho, 10h, com partida junto ao restaurante "A Restinguinha", em Setúbal. Contra a privatização das praias e do Parque de Merendas da Comenda, juntamo-nos para dizer que não conseguirão roubar aquilo que é de todos! Fonte.
  • Sines vai ter uma refinaria de antimónio, uma matéria-prima crítica para sistemas de defesa e semicondutores. FonteNenhum estudo de impacto ambiental foi localizado nas nossas fontes. Será possível não se estar a cumprir uma regra essencial para este tipo de projetos?
  • Movimento pelo Tejo contestou, em cartas enviadas à Provedoria de Justiça da União Europeia e à Comissária Europeia para o Ambiente, a decisão do Provedor de Justiça Europeu de recusar a abertura de inquérito ao arquivamento, pela Comissão Europeia, da denúncia sobre a ausência de caudais ecológicos no rio Tejo. O movimento acusa a Comissão de incorrer num “erro manifesto de apreciação” e exige a abertura imediata de procedimento por infração contra Portugal e Espanha. Fonte.
  • Consulta pública até 13 de agosto: Transgranitos - Mármores e Granitos do Alto Tâmega, Lda. - Pedreira Rei Mouro, Pena Verde-Aguiar da Beira.

sábado, 27 de junho de 2026

SETÚBAL: PRIMEIRO TRÓIA, AGORA ARRÁBIDA

  • Os novos donos da Herdade da Comenda declararam guerra contra a população de Setúbal e a região, com o objetivo de privatizar e restringir o acesso à Serra da Arrábida e à Península de Tróia, tudo com a cumplicidade dos autarcas locais. As ações dos novos donos incluem vedar trilhos, impedir o acesso a parques de merendas e à capela local, e destruir dunas e habitats protegidos por pura ganância. A alteração do plano “Arrábida sem carros 2026” (apoiado pela Câmara e pelo Chega) é apontada como uma jogada cirúrgica para impedir o acesso ao alto da serra e prolongar o isolamento para além do verão, promovendo uma "desabituação" do povo ao património. Fonte.
  • Cerca de 17 milhões de dólares estão a ser atribuídos às famílias afetadas pela crise de contaminação por combustível em Red Hill. Estes acordos resultam de várias ações judiciais intentadas após o derrame de combustível de aviação ocorrido em 2021 nas instalações de armazenamento de combustível a granel da Marinha em Red Hill, que contaminou o sistema de água potável que abastece milhares de famílias de militares e civis em Oʻahu. Fonte.
  • Como a corrida à exploração do metal do futuro ecoa o passado colonial dos EUA. As empresas já reivindicaram direitos sobre mais de 100 projetos de minas de lítio. As tribos estão entre as mais afetadas. Johanna Hansel, Carla Samon Ros e Wyatt Myskow, ICN.

quarta-feira, 24 de junho de 2026

EDUCAÇÃO AMBIENTAL: DA TEORIA PARA A PRÁTICA

  • A educação ambiental em Portugal deve deixar de se focar apenas na sensibilização teórica para preparar os cidadãos para a ação concreta face às alterações climáticas, defende a rede portuguesa de embaixadores do Pacto Climático Europeu para a revisão da Estratégia Nacional de Educação Ambiental (ENEA 2030). Para tal, sugere-se (1) a formação de “Clima Clubes" nas escolas, plataformas de aprendizagem interdisciplinar para explorar soluções ambientais, projetos de ciência cidadã e desenvolver competências práticas; (2) a introdução de uma uma unidade curricular de "Sustentabilidade Aplicada" em todos os cursos das universidades e politécnicos; (3) Formação contínua em sustentabilidade, integrada nas ofertas formativas das empresas e da Administração Pública, ao longo da vida profissional. Os especialistas defendem ainda uma abordagem multidisciplinar, envolvendo áreas como História, Filosofia, Ciências e Artes. O objetivo é capacitar os cidadãos para responder a fenómenos como secas, incêndios e ondas de calor, combatendo a "ecoansiedade" ao transformar a preocupação em capacidade de intervenção. Fonte.
  • A Praia do Furadouro ficou em segundo lugar no concurso “Praias Memoráveis”, promovido pela ABAAE – Associação Bandeira Azul de Ambiente e Educação, em parceria com a BW. Entre as 192 praias concorrentes, o Furadouro reuniu a preferência dos banhistas, refletindo o lugar especial que ocupa na memória e nas vivências de gerações de ovarenses e visitantes. FontePassámos por lá no domingo à tarde. Por duas vezes tive de tapar os ouvidos com rolhões tal era o volume e intensidade da ‘música’ debitada por dois recintos, um deles defendido por meia dúzia de gorilas vestidos de preto e ar feroz. O passadiço salvou a situação. Notícias destas, muito provavelmente patrocinadas com generosidade, servem para promover um sítio, tudo temperado com enorme greenwashing.
  • Consulta pública até 3 de agosto: O Projeto do Parque Eólico do Paiva e linhas elétricas associadas tem como objetivo a produção de eletricidade a partir de fonte renovável, contribuindo para o reforço da capacidade nacional de geração elétrica com origem não fóssil. O Projeto do Parque Eólico do Paiva prevê a instalação de 45 aerogeradores, distribuídos por três núcleos, bem como de quatro linhas de média tensão, a 30 kV. Enquadra-se nas Regiões Centro e Norte, e abrange os distritos de Viseu e da Guarda, integrando-se nos concelhos de Viseu, Vila Nova de Paiva, Sátão, Sernancelhe e Aguiar da Beira.
  • Como se impede a pesca ilegal com redes de arrasto no Camboja. Fonte.

BICO CALADO



Reportagem da Associated Press sobre o assassinato de Letelier-Moffitt, publicada no Fargo-Moorehead Forum a 22 de setembro de 1976.
  • O Instituto de Estudos Políticos congratulou-se com as condenações por homicídio e as penas de prisão proferidas por uma juíza contra três agentes do antigo ditador chileno apoiado pelos EUA, o general Augusto Pinochet, que assassinaram Ronni Karpen Moffitt, uma das colaboradoras deste centro de estudos progressista, durante um atentado bombista contra um automóvel em 1976 que tinha como alvo o seu colega, o diplomata de esquerda exilado Orlando Letelier. A juíza chilena Paola Plaza González condenou três ex-agentes da Direção de Inteligência Nacional (DINA) — Pedro Octavio Espinoza BravoJosé Octavio Zara Holger e Raúl Eduardo Iturriaga Neumann — a 15 anos de prisão cada um pelo homicídio qualificado de Moffitt, que tinha 25 anos na altura em que foi morta juntamente com o seu colega do Instituto de Estudos Políticos, Letelier. Fonte.
  • A única pergunta que os professores devem fazer aos alunos na era da IA continua a ser a mesma de sempre: «O que aprendeste?» Enrique Dans, Medium.
  • O setor da IA ocultou 120 mil milhões de dólares em dívida para parecer menos endividado do que realmente está As grandes empresas tecnológicas estão a gastar 400 mil milhões de dólares para ganhar 60 mil milhões, ao mesmo tempo que vendem a ilusão de que estão de boa saúde. Fonte.
  • Os albaneses derrubaram as barreiras na praia de Kakome, no sul da Albânia, declarando que as praias do país pertencem ao povo e não aos oligarcas. Fonte.

terça-feira, 23 de junho de 2026

DESLARRRGUEM A ARRÁBIDA!

  • Centenas de pessoas participaram este domingo na caminhada “Deslarrrguem a Arrábida!”, em protesto contra a tentativa de privatização de cinco praias da serra e contra as restrições de acesso ao espaço público na região.
  • A EDIA lançou o concurso público para o projeto de execução e Estudo de Impacte Ambiental da Barragem de Terges e Cobres, entre os concelhos de Beja e Mértola, num investimento de 990 mil euros. A associação ambientalista ZERO exige a suspensão imediata dos concursos para esta e para a futura Barragem de Carreiras, também prevista para Mértola. A ZERO contesta a lógica da EDIA, considerando uma completa contradição construir barragens para captar mais água num rio onde já se capta mais do que é sustentável. A associação aponta o regadio intensivo como verdadeira causa do défice hídrico, recordando que cerca de 95% da água distribuída pelo Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva é utilizada por atividades económicas privadas, com 80% da área beneficiada ocupada por olival. O Guadiana apresenta um Índice de Escassez de 51%, com agravamento projetado de 33% até 2070. Fonte.

BICO CALADO

  • QUEM SÃO OS QUE QUEREM ROUBAR A ARRÁBIDA? Fonte.
  • “No País Basco, a polícia espanhola prendeu hoje dois jovens membros da organização de solidariedade com o Irão, que organizou no último mês sessões de debate com a presença do embaixador do dito país. Estão acusados de apologia do terrorismo e de apoiar o Hezbollah. Milhares de pessoas saíram às ruas para protestar contra as detenções e foram recebidas com bastonadas da polícia basca, os mesmos que espancaram os membros da flotilha à chegada ao aeroporto de Bilbau. Compare-se o comportamento dos países europeus com quem se solidariza com o Irão (ou com o Líbano e Palestina), agredido pelos Estados Unidos e Israel, e o comportamento com quem protestou pela Ucrânia. A hipocrisia é evidente e mostra bem que não se trata de defender valores democráticos. A Europa está do lado da barbárie.” Bruno Carvalho (jornalista).
  • "Keir Starmer saiu finalmente. O seu provável sucessor é carismático, popular e do norte, mas é também um membro dos «Amigos do Israel no Partido Trabalhista» que defende cortes na segurança social, critica o movimento BDS e apoia a Guerra do Iraque." Deaglan O'Mulrooney, Substack.
  • O regime israelita pediu à Meta que censurasse conteúdos nas redes sociais sobre a guerra em curso contra o Irão. Os registos revelam que Israel solicitou à Meta que removesse publicações no Facebook e no Instagram que expressassem apoio ao Irão, oposição a Israel e até mesmo imagens dos impactos dos mísseis iranianos. Fonte.

domingo, 21 de junho de 2026

BICO CALADO

Krishan Kariyawasam/NurPhoto/Shutterstock
  • Mirpuri: quem é a família que quer privatizar as praias da Arrábida? Daniel Moura Borges, Esquerda.
  • A Unbabel, uma das empresas que ajudou a moldar e a dar vida à Unicorn Factory Lisboa criada por Carlos Moedas, beneficiou de 13,3 milhões de euros de apoios públicos. Em Março pediu falência depois de um dos investidores privados ter lançado um processo para reaver o dinheiro investido. Fonte.
  • Preço do cabaz alimentar continua a oscilar: em 2022 custava menos 70 euros. Fonte. Operação de branqueamento: oscilar = aumentar
  • Os intervalos para hidratação da FIFA têm suscitado críticas por parte de vários grupos. Mas qual é, afinal, a sua função? Fonte.
  • “(…) o actual chanceler Merz, ligado à maior gestora de fundos dos EUA e um bajulador de Trump, insiste na relação de vassalagem com Washington. Por isso, o chanceler se irritou ontem muito quando soube que António Costa tinha iniciado contactos com Moscovo para acelerar negociações que levem a um fim da guerra, com a UE sentada à mesa e não como espectadora. Merz é uma nulidade política - reconhecida na Alemanha - e parece que tem muito a aprender com Costa.” Miguel Szymanski.
  • O deputado liberal-democrata Cameron Thomas foi detido e suspenso do partido. Fonte.
  • A CIA em Swan Island antes, durante e após a invasão da Baía dos Porcos em Cuba. Ken Lawrence, CovertAction Magazine.