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terça-feira, 16 de junho de 2020

Almada: APA e ICNF aprovam asfaltamento de estradão em cima de duna primária em área de paisagem protegida

  • A estrada da Praia da Fonte da Telha passa por cima de uma duna primária, em Área de Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa de Caparica. Está a ser alcatroada pela Câmara de Almada, com a aprovação da APA e do ICNF. A Zero considera que além de "impermeabilizar de forma dramática um troço considerável junto à linha de água e à arriba fóssil", as obras em curso vão também "aumentar o acesso e a implantação de mais atividades numa zona já sensível e vulnerável às alterações climáticas e à subida do nível do mar". A Zero entende que se está perante um "precedente grave", uma vez que "abre a possibilidade a intervenções análogas ao longo das zonas costeiras, aumentando a vulnerabilidade do litoral português". O Partido Comunista Português questionou o ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, questionando nomeadamente “que medidas estão a ser tomadas para assegurar o cumprimento da lei e defender o equilíbrio ambiental daquela área sensível”. A deputada Mariana Silva, do grupo parlamentar Os Verdes, diz que a obra é “desadequada face à sensibilidade da zona” e critica a autorização concedida pelo ICNF e pela APA. O vereador do pelouro da rede viária, mobilidade e trânsito, Miguel Salvado, do PSD, diz que a obra garante “a proteção das dunas (impedindo-se a circulação e o estacionamento no cordão dunar)”, assegurando ainda que “será criada uma via pedonal e ciclável do lado das praias e também ordenado o estacionamento em toda da extensão da estrada”. Fontes: TVI24CM e O Almadense.
ATUALIZAÇÃO
  • Nos últimos seis anos, o eucalipto continuou a dominar o mapa das novas espécies arbóreas plantadas no país com 81.475 hectares plantados. Entre outubro de 2013 e junho de 2020, autorizou-se a plantação de 81.475 hectares de eucaliptos em Portugal. No Centro foram 31.849 hectares, em Lisboa e Vale do Tejo 24.704 hectares, no Alentejo 13.233, no Algarve 6297 hectares e no Norte 5392 hectares. Em segundo lugar, a muita distância, vem o pinheiro-manso com 5.931 hectares, o sobreiro com 4.810 hectares, o pinheiro-bravo com 2.671 hectares e as folhosas com 4358 hectares. Os dados são do ICNF e foram compilados e divulgados pelo Público
  • A outra face do sucesso do Alqueva é um Alentejo envenenado por químicos, por Rui Rosa, in Público 6fev2020.

segunda-feira, 8 de junho de 2020

Açores: Serra da Tronqueira e Planalto dos Graminhais classificados como Zona Especial de Conservação

Serra de Água de Pau, S. Miguel-Açores
  • Este Sítio de Importância Comunitária, que tem uma área terrestre de 2.010,63 hectares, distribuídos pelos concelhos do Nordeste, da Povoação e da Ribeira Grande, está integrado na Reserva Natural do Pico da Vara e na Área Protegida para a Gestão de Habitats ou Espécies da Tronqueira e Planalto dos Graminhais. Rádio Atlântida.
  • Uma infestação de jacintos-de-água e lentilhas de água está a afetar cerca de 50% da área da albufeira de Vale do Gaio, em Alcácer do Sal, alertou o presidente da Junta de Freguesia do Torrão, em Alcácer do Sal. Lusa/Rádio Campanário.
  • Areinho deixa de ser praia fluvial devido à salmonela, titula o JN. Aconteceu o mesmo em 2019 e em 2018.
  • Maria do Céu Albuquerque, ministra da Agricultura, anunciou apoios aos agricultores que viram as suas culturas prejudicadas pela queda de granizo no domingo, 3 de junho. Aplicação de redes de proteção anti granizo e painéis fotovoltaicos são duas das medidas previstas. Nomeadamente. TVI24.

sábado, 6 de junho de 2020

Aeroporto do Montijo: 8 organizações ambientalistas processam o Estado português

  • Cerca de 2.500 pessoas estão em lista de espera para cultivar hortas em oito municípios do Grande Porto. Sábado.
  • Oito organizações portuguesas de defesa do ambiente, -  Almargem, ANP/WWF Portugal, A Rocha Portugal, FAPAS, GEOTA, LPN, SPEA e ZERO  -, levaram o governo português a tribunal, de modo a impedir o avanço do projeto de construção do Aeroporto do Montijo, com o apoio da ONG internacional de direito ambiental ClientEarth. As organizações argumentam que as autoridades portuguesas não ponderaram devidamente os impactos que o proposto Aeroporto do Montijo teria no Estuário do Tejo, uma área natural protegida a nível nacional e internacional, e nas populações envolventes. Apontam também o facto de não ter sido realizada uma avaliação conjunta dos impactos em toda a região de Lisboa, relacionados com a extensão aeroportuária do Aeroporto Humberto Delgado em conjunto com o aeroporto complementar do Montijo, desde logo por falta de Avaliação Ambiental Estratégica. Consideram também que o projeto acaba por colocar em causa o próprio desenvolvimento socioeconómico sustentável da Região. FAPAS.
  • O Centro de Ciência Viva do Alviela está entre cinco finalistas do prémio Natura 2000 Award na categoria “Comunicação”, atribuído pela Comissão Europeia. O projecto “World upside down: knowing and preserving bats” (“O mundo de cabeça para baixo: conhecer e preservar os morcegos”). O projecto está também a votação para o prémio atribuído pelo público no site da rede Natura 2000, até 15 de Setembro. Os resultados da escolha do júri e das votações do público deverão ser conhecidos em Outubro. As grutas junto à nascente do rio Alviela situam-se no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, a norte de Lisboa, e fazem parte da rede Natura 2000. Estas grutas são um habitat protegido onde são conhecidas 12 espécies de morcegos e consideradas um dos abrigos mais importantes de maternidade em Portugal. Como enfrentam muitas pressões humanas e também são afetadas por poluição, o novo projeto tem como objetivo alertar para a fragilidade e riqueza deste ecossistema. O observatório recorre a um sistema de videovigilância através de quatro câmaras de infravermelhos instaladas na Gruta do Alviela, com imagens que podem ser vistas no site do centro. A sala de exposição permanente, conhecida como “Quiroptário”, aposta na informação interativa e tem cerca de 17.000 visitantes anuais. Wilder.

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Índice de Desempenho Ambiental: Portugal 27º em 180

  • O Ministério da Agricultura, através da Autoridade Fitossanitária Nacional, iniciou o programa experimental de luta biológica contra a praga de quarentena Trioza erytreae, com largadas experimentais de um inseto parasitoide especifico. Trioza erytreae, além de provocar estragos diretos consideráveis nos citrinos, é vetor da doença, considerada como a mais grave a nível mundial para estas espécies vegetais, denominada Huanglongbing (ou Citrus greening) causada pela bactéria Candidatus liberibacter, ainda não presente no território europeu, mas cuja entrada se pretende evitar. A largada experimental, do parasitoide Tamarixia dryi, foi realizada no passado mês de outubro, em 4 locais na região centro do País e 3 locais na região oeste, numa estreita colaboração entre a Direção Geral de Alimentação e Veterinária e a Dirección General de Sanidad de la Producción Agraria, o Instituto Superior de Agronomia, o Instituto Instituto Canario de Investigaciones Agrarias e o Instituto Valenciano de Investigaciones Agrarias. A largada experimental, acompanhada também pelas Direções Regionais de Agricultura e Pescas de Centro e de Lisboa e Vale do Tejo, envolveu a libertação de cerca de 1800 insetos, após a realização de uma análise prévia de risco e depois de obtida uma autorização de experimentação no contexto da legislação específica das espécies exóticas. Os resultados já obtidos em outras regiões, nomeadamente nas Ilhas Canárias, indicam excelentes taxas de parasitismo que estão a conduzir ao bom controlo da Trioza erytreae. Programa similar foi iniciado também, em outubro último, na Galiza. GovPT. Há quem critique o facto de o combate estar a ser feito a sul da zona onde a praga foi originalmente registada. Também há quem defenda que, se a praga está a propagar de norte para sul faz sentido que se trave onde para lá caminha para evitar chegar ao Sul. Se a cura se propagar do centro para o sul e do centro para o norte a "imunidade" nacional é atingida em metade do tempo, sublinham.
  • O Índice de Desempenho Ambiental publicado ontem, classifica 180 países em 32 indicadores de desempenho em 11 categorias de questões que cobrem a saúde ambiental e a vitalidade do ecossistema. O EPI 2020 apresenta novas métricas que medem a gestão de resíduos, as emissões de dióxido de carbono das alterações da cobertura da terra e as emissões de carbono preto - todos os fatores importantes da crise climática. Portugal ocupa o 27º lugar. Áreas mais penalizadas: biodiversidade, cobertura florestal, zonas húmidas, estoques pesqueiros, gases de efeito de estufa, fluorinatos, gestão de nitrogénio na agricultura. 

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Bico calado

  • Café produzido no Pico da Pedra, São Miguel- Açores, vai ser consumido no Alasca, titula o Correio dos Açores.
  • Os 36 drones comprados pelo Exército há dois anos nunca foram usados para detetar fogos, apesar de ter sido essa umas das justificações para o investimento de 5,8 milhões de euros, na senda das tragédias de 2017. Apesar disso, o Governo vai investir mais 4,5 milhões de euros em 12 destas novas máquinas para a Força Aérea. JN.
  • O governo italiano vai recrutar 60 mil desempregados para, a nível voluntário, ajudarem a controlar os cidadãos em situação de incumprimento das regras do distanciamento físico imposto pela covid-19. A ideia merece críticas de todos os quadrantes. A esquerda considera paternalista a ideia de colocar gente sem competência legal para aplicar regras confusas. A extrema-direita acusa o governo de autoritarismo e de querer impor uma milícia. Há quem fale numa ditadura de tipo orwelliano. RT.
  • Trump mandou forças americanas queimar hectares de campos de trigo na Síria durante a pandemia, conta o International Business Times. As forças americanas usaram helicópteros Apache para largar balões térmicos na província de Hasaka em 17 de maio. Técnicos das Nações Unidas calculam que 9,3 milhões de pessoas na Síria estejam agora em insegurança alimentar. Já o ano passado o insuspeito Telegraph reportava cenas semelhantes.
  • Vinte grandes redes de hospitais receberam mais de US $ 5 milhares de milhões em subsídios federais, apesar de terem mais de US $ 100 milhares de milhões em dinheiro vivo, conta o NYTimes.
  • A propósito das elegias e dos elogios a propósito do desaparecimento do magnata casineiro Stanley Ho: «Dois ex-governadores de Macau estão entre os 318 antigos políticos que beneficiam de subvenções vitalícias mensais. Vasco Rocha Vieira e Carlos Melancia figuram, aliás, como os mais bem pagos. Carlos Melancia, governador de Macau entre 1987 e 1990, recebe mais de 9.700 euros. Já o sucessor Vasco Rocha Vieira tem uma pensão vitalícia correspondente a mais de 13.600 euros - a mais elevada da lista da Caixa Geral de Aposentações. No entanto, o último governador português de Macau está sujeito a uma redução parcial, devido ao exercício de actividade privada. Rocha Vieira é, pelo menos, membro do Conselho Geral e de Supervisão da EDP. TDM.
  • A crise de saúde covid-19 revela profundo impacto do racismo social, escreve Tim Faulkner, na EcoRI News.
  • «O jornalismo existe para obrigar o poder a prestar contas. Mas a maioria dos media, detidos por bilionários, procura proteger o poder das pessoas, e não as pessoas do poder.» George Monbiot.

segunda-feira, 25 de maio de 2020

Reflexão – Não aprendemos nada com a covid-19


«As Bolsas animam-se com a retoma económica na China, puxada a todo o gás pelas centrais a carvão; a Amazónia, escondida temporariamente dos satélites pelas nuvens e pela pandemia à solta em terras do Brasil, aumentou em 171% a área desflorestada em Abril, em comparação com igual mês de 2019 (529 km2 a menos de floresta tropical); e na Europa, sob pressão das companhias aéreas, Bruxelas abandonou qualquer veleidade de limitar a lotação dos aviões, um dos mais intensos poluidores atmosféricos e um dos mais eficazes focos de propagação do vírus.

Entre nós, muito se escreveu e falou sobre um regresso ao campo e à pequena agricultura familiar e biológica, cujos benefícios e atractividade o confinamento forçado tinha permitido redescobrir, e também se escutaram juras de revisão do modelo de turismo assente nas multidões e na destruição de habitats naturais: quase me vieram lágrimas aos olhos com esses textos lindos, comoventes, inesperados. Pois, aí está: a agricultura que é apoiada, financiada por dinheiros europeus e aquela por onde vagueiam exércitos de trabalhadores asiáticos semiescravos é a agricultura superintensiva, predadora da terra e esbanjadora de água.

O olival já transbordou do Alqueva e pode ver-se em faixas da A2, a caminho do Algarve, ou na Barragem do Maranhão, onde antes se nadava e fazia remo e que agora está coberta de uma espuma Oliveira da Serra, vinda dos fertilizantes que era suposto serem biodegradáveis. Mas ao Alqueva também já chegou o amendoal intensivo, que, depois de ter secado as terras da Califórnia, procura países do Terceiro Mundo que não defendam a sua água e ainda subsidiem os seus predadores — e não há muitos. 
Na Costa Vicentina, temos as estufas dos frutos vermelhos intensivos, onde só o dito Parque Natural é nosso, tudo o resto é estrangeiro: os donos, os trabalhadores, os frutos. 
No Algarve, enfim, ao abacate, esse fruto que entrou na moda via ceviche e que é tão português e tão amigo da pouca água que lá há, veio agora juntar-se apressadamente, no Sotavento e por via covid, a cultura intensiva dos laranjais: a montante da A22, terraplena-se a toda a força, planta-se aos milhares e abrem-se furos como se ali debaixo corressem rios, entretanto secando a jusante as pequenas hortas e culturas dos agricultores locais. 
E, mais para baixo e para poente, a Lone Star (sim, a do Novo Banco) prepara-se para começar aquilo a que o dirigente da Almargem Luís Brás chamou, adequadamente, “um projecto do século passado, desajustado ao presente e ignorando o futuro”: trata-se (eu adoro esta linguagem dos arquitectos a soldo dos patos-bravos) de “uma peça arquitectónica integrada num parque ambiental que inclui mais de 6o hectares de zonas húmidas”. Trocando por miúdos ou por milhões: trata-se de construir uma “cidade lacustre”, no pesadelo que já é Vilamoura, acrescentando-lhe mais 2400 camas e para tal desviando a ribeira de Quarteira e criando um ninho de criação de mosquitos numa zona onde recentemente foram detectados focos de doenças causadas pelos mosquitos e que estavam há muito desactivadas. Em tempos de pandemia, com tanto que se tem dito e escrito sobre os vírus causados pela agressões à biodiversidade dos ecossistemas, é caso para dizer que não podia haver projecto mais actual e mais integrado no ar do tempo!

Tudo isto suponho que seja apoiado pelo Turismo, sei que é financiado e acarinhado pela Agricultura e, como habitualmente, passa tudo ao lado daquele senhor que tem como alcunha ministro do Ambiente. Como é que nada poderá não ser como dantes?(…)» 

Miguel Sousa Tavares, Expresso 23mai2020.

quinta-feira, 14 de maio de 2020

Coimbra: universidade descobre nematodicida para combate de parasitas da batata e do tomateiro

  • Uma equipa de investigadores do Centro de Investigação em Engenharia dos Processos Químicos e dos Produtos da Floresta e do Centro de Ecologia Funcional da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra descobriu uma forma de valorizar os resíduos resultantes do processamento do fruto da nogueira, que atualmente não têm qualquer aproveitamento, através da extração de compostos com efeito nematodicida, isto é, para o controlo de nemátodes parasitas de plantas que afetam uma ampla gama de espécies economicamente importantes, causando elevadas perdas ao nível da produção. «Os compostos ativos identificados no extrato foram testados diretamente em dois tipos de nemátodes fitoparasitas que afetam as culturas do tomateiro e da batateira, nemátodes das galhas radiculares e das lesões radiculares. Ao fim de 72 horas, um dos compostos tinha eliminado mais de 40% dos nemátodes, sem afetar os organismos não alvo do solo e as plantas», dizem os investigadores.
  • O Banco Central Europeu e o Banco Europeu de Investimento estão a financiar grandes empresas, seguindo procedimentos pouco claros, depois de expandir seu programa de compra de títulos corporativos. Esses procedimentos não tomam em consideração critérios sociais, ambientais ou climáticos, conclui pesquisa de Nicola Scherer e Alfonso Pérez, na Crític.
  • Os ambientalistas da West Virginia Highlands Conservancy, da Ohio Valley Environmental Coalition e do Sierra Club vão processar o Departamento de Proteção Ambiental da West Virginia por não ter reforçado o orçamento para a limpeza e descontaminação de uma mina desativada e abandonada pela Patriot Coal Corp após declaração de falência. AP.
  • Um novo relatório de Friends of the Earth USA revela que as grandes petrolíferas estão a usar a atual pandemia da covid-19 para fazer lóbino sentido de mudar a legislação a seu favor. Os ambientalistas analisaram mais de 100 registos de interações entre políticos e empresas, constatando que várias empresas e organizações de empregadores buscaram (e muitas vezes alcançaram) incentivos fiscais e outros benefícios nos primeiros três meses de 2020. Via Andrea Germanos, Common Dreams.
  • O governo australiano está silenciosamente a apagar anos de proteção ambiental ao abrigo da Covid. A sua Comissão Covid (NCCC) está repleta de executivos dos lóbis de mineração e gás. Sandi Keane investiga, na Michael West Media.
  • Estes vídeo clips não enganam: a propaganda das candidaturas dos Democratas e dos Republicanos parecem ter-se conluiado numa campanha contra a China e os chineses.

domingo, 10 de maio de 2020

Eólicas propõem medidas para a reativação económica pós-covid-19

  • O Programa de Transformação da Paisagem vai estender-se a cinco municípios: Mação, Sertã, Vila de Rei, Oleiros e Proença-a-Nova. Segundo João Paulo Catarino, secretário de Estado da Conservação da Natureza, das Florestas e do Ordenamento do Território, os municípios «vão contar com apoios para 20 anos para implementar e desenvolver estes projetos em áreas indicativas iniciais de mil hectares, e que visam criar uma nova paisagem no mundo rural, criando mosaicos e reintroduzindo a agricultura nalguns locais, privilegiando a biológica, de modo a compartimentar a floresta e melhor defendê-la e proteger dos incêndios». De acordo com o secretário de Estado, numa segunda fase, «dentro de nove meses, será dado a conhecer pelo ICNF um estudo aberto para os cinco municípios, que visa fazer um diagnóstico da região e aferir de capacidades e potencialidades do território». Mais Ribatejo.
  • A indústria eólica propôs 20 medidas para a reativação económica pós-covid-19. Introduzir mecanismos de preços que reflitam os verdadeiros custos económicos, sociais, ambientais e de saúde da produção de combustíveis fósseis; treinar profissionalmente trabalhadores que possam ser deslocados de setores com um cenário de negócios em declínio, para trabalhar em setores emergentes, como a energia eólica marinha; introduzir critérios claros para que os planos de investimento de organizações públicas e privadas se baseiem no princípio de não causar danos à sociedade e ao ambiente, são algumas das medidas incluídas no manifesto que os principais atores do setor eólico global assinaram em conjunto. As principais empresas e associações de energia eólica mundiais afirmam não querer ser resgatados - "a energia eólica é competitiva em todo o mundo" -, mas pedem aos governos que garantam que os pacotes de estímulo já lançados ou anunciados deverão ser usados para facilitar uma transição para uma energia limpa. Antonio Barrero F., in Energías Renovables.

sexta-feira, 8 de maio de 2020

França e Bélgica investem em mais ciclovias

  • Até esta semana, a Rue de la Loi-Wetstraat era uma rodovia de quatro pistas, asfixiada por carros, canalizando o tráfego de autoestradas pelo centro da capital belga. Como por magia, tudo mudou esta semana, depois de os empreiteiros trabalharem toda a noite para permitir um milagre para a circulação de bicicletas. Esta profunda alteração marca o arranque de um plano que vai dar mais espaço de circulação a peões e ciclistas, incluindo 40 Km de novas ciclovias, um modelo que a ministra dos transportes Elke Van den Brandt diz ter sido inspirado na Paris de Anne Hidalgo, que avança com projetos de 650 Kms de ciclovias. EEB.
  • As emissões de CO2 na Espanha registaram uma diminuição de 7,2% em 2019 em relação a 2018. É a sexta maior redução da União Europeia depois da Estónia (-22,1%), Dinamarca (-9%), Grécia (-8,9%), Eslováquia (-8,9%) e Portugal (-8,7%). EFE Verde.
  • O Parlamento grego aprovou uma lei controversa que abre as portas à exploração de combustíveis fósseis em áreas protegidas do país grego. Grupos de oposição e ambientalistas criticaram duramente a nova lei. O governo conservador grego alega que a lei ajudará o país a proteger o ambiente. AP.
  • Pelo menos 13 pessoas morreram e 800 foram hospitalizadas na sequência de uma imensa fuga de gás numa fábrica de produtos químicos da LG Polymers, em Visakhapatnam, no sul da Índia. BBC.
  • O governo sul-coreano apoiou um resgate de 2 mil milhões de dólares à Doosan Heavy Industries & Construction, a maior fabricante de centrais a de carvão do país, apesar das promessas de acabar com o financiamento, informa a Climate Home News
  • Exposição interativa sobre os problemas dos resíduos e algumas soluções. Em francês.
  • O uso excessivo de antibióticos, o alto número de animais e a baixa diversidade genética da agricultura intensiva aumentam o risco de transferência de patógenos animais para os seres humanos, admite estudo difundido pela Science Daily.

quarta-feira, 6 de maio de 2020

EUA: eletricidade de fontes renováveis ultrapassou a do carvão durante 40 dias seguidos

  • Apesar das chuvas abundantes nesta primavera na Península Ibérica, apenas 40% das bacias hidrográficas registam níveis acima da média da última década, informa a EFE Verde.
  • O Instituto de Estudos Fiscais do Reino Unido sugere que os preços dos transportes públicos devem ser aumentados no fim do confinamento para evitar a superlotação e a consequente propagação da covid-19, reporta o The Guardian. Aquele laboratório de ideias propõe ainda a suspensão da taxa de poluição aplicada aos veículos que entram em Londres e benefícios fiscais a empresas com colaboradores a trabalhar a partir de casa.
  • Providence fechou 13 milhas de ruas para facilitar o distanciamento social exigido pelo combate à covid-19. Entretanto, nesta região, aumentou o interesse pelos hortos, hortas urbanas e consumo de hortícolas produzidas a nível local em Providence, Rhode Island. EcoRI.

Reflexão – Investimento público verde precisa-se


Programas massivos de investimento público verde seriam a maneira mais económica de revitalizar economias atingidas pela covid-19 e dar um golpe decisivo contra a crise climática, defendem os principais economistas dos EUA e do Reino Unido.

Os autores analisaram mais de 700 políticas de estímulo económico lançadas durante ou desde a crise financeira de 2008 e consultaram 231 especialistas de 53 países, incluindo altos funcionários das finanças e de bancos centrais.
Os resultados sugerem que projetos ecológicos, como o aumento de energia renovável ou eficiência energética, criam mais empregos, geram retornos mais altos a curto prazo e levam a uma maior economia de custos a longo prazo em relação às medidas de estímulo tradicionais.
Até agora, os governos concentraram-se no alívio económico de emergência, uma vez que se estima que 81% da força de trabalho mundial tenha sido atingida por bloqueios totais ou parciais. Porém, à medida que os governos passam do modo de “resgate” para o “modo de recuperação”, os autores identificam setores que poderiam proporcionar retornos particularmente fortes não só recuperando economias, mas também criando empregos e avançando nas metas climáticas.
Os países industrializados devem concentrar-se no apoio a "infraestruturas físicas limpas", como centrais eólicas ou solares, atualizar redes elétricas ou aumentar o uso do hidrogénio.
O estudo recomenda ainda reformas para melhorar a eficiência energética dos edifícios, educação e formação, projetos para restaurar ou preservar ecossistemas e investigação em tecnologias limpas.
O apoio aos agricultores no investimento em agricultura ecológica lidera as sugestões para os países pobres. 
Matthew Green, Reuters.

terça-feira, 21 de abril de 2020

Reflexão – manifesto para uma Holanda pós-covid19


170 académicos que trabalham nos Países Baixos e que lidam com questões de desenvolvimento internacional, apresentaram cinco propostas para o país pós-covid19:

1 Substituição do atual modelo de desenvolvimento voltado para o crescimento genérico do PIB, por um modelo que distinga os setores que podem crescer e precisam de investimentos (os chamados setores públicos críticos, energia limpa, educação e assistência) e os setores que precisam reduzir radicalmente, dada a sua falta de sustentabilidade ou o seu papel na promoção do consumo excessivo (como os setores de petróleo, gás, mineração e publicidade).
2 Desenvolvimento de uma política económica voltada para a redistribuição, que proporcione um rendimento básico universal, inserido numa política social sólida; um imposto progressivo substancial sobre os rendimentos, lucros e riqueza; semanas de trabalho mais curtas e partilha de empregos; e reconhecimento do valor intrínseco da saúde e serviços públicos essenciais, como educação e saúde.
3 Transição para a agricultura circular, com base na conservação da biodiversidade, produção sustentável de alimentos, principalmente local, redução da produção de carne e emprego com condições de trabalho justas.
4 Redução do consumo e das viagens, com uma diminuição radical nas formas luxuosas e inúteis, com vista a formas necessárias, sustentáveis e significativas de consumo e viagens.
5 Cancelamento da dívida, principalmente para funcionários, trabalhadores por conta própria e empresários de PMEs, e também para países em desenvolvimento (a serem assumidas pelos países mais ricos e por organizações internacionais como o FMI e o Banco Mundial).

sábado, 18 de abril de 2020

Bico calado

  • O Governo da Andaluzia contratou a agência Saatchi, por 5 milhões, para publicar conteúdos favoráveis sobre a sua resposta ao coronavírus no El Mundo, ABC, El Confidencial, Europa Press, Cope, Libertad Digital e OkDiario. Desde o início desta crise, o governo andaluz tenta apresentar-se como um exemplo de antecipação contra as políticas baseadas na reação de Pedro Sánchez. El País.
  • A Irlanda vai quadruplicar a sua contribuição financeira para o Organização Mundial de Saúde, informa o EurActiv.
  • Os trabalhadores em layoff que queiram trabalhar, nesta fase, na agricultura, um dos setores essenciais da economia, vão ter isenção de IRS, garantiu a ministra da Agricultura, numa audição no Parlamento. Agroportal.
  • «O PÚBLICO noticiou ontem que algumas empresas cotadas, incluindo EDP e Galp, mantêm a intenção de pagar os dividendos relativos a 2019. Acontece que estamos na pior crise da economia mundial desde os anos 30, em que Portugal espera uma contração do PIB de 8% (segundo o FMI). Quando trabalhadores e pequenos empresários perdem tanto (muitos quase tudo!), pagar dividendos é um rastilho para a raiva política (como disse o Financial Times). É também provavelmente uma decisão estúpida para a própria saúde financeira das empresas, que podem estar a gastar agora em dividendos recursos que lhes farão falta daqui a uns meses.» Susana Peralta, in Público.
  • Médico britânico: "No Reino Unido, a medicina é tão avançada que cortamos o fígado de um homem, colocamo-lo noutro homem e, em 6 semanas, ele está à procura de emprego". Médico alemão: "Isso não é nada. Na Alemanha, retiramos parte de cérebro, colocamo-la noutro homem, e em 4 semanas ele está à procura de trabalho ". Médico russo: "Meus senhores, pegamos em metade do coração de um homem, colocamo-la no peito de outro, e, em duas semanas, ele está a procurar trabalho". Médico americano: "Vocês andam muito atrasados. Há uns meses, pegamos num homem sem cérebro, sem coração e sem fígado e fizemo-lo presidente. E agora, o país inteiro está à procura de emprego! (Baseado no Folha8 de 18set2018)
  • Segundo a Bloomberg, a administração Trump pondera pagar aos produtores de petróleo dos EUA para deixar deixar até 365 milhões de barris inexplorados, considerando-o parte do estoque de emergência do país, ajudando a aliviar um excesso que fez com que os preços caíssem e levou alguns perfuradores à falência. 
  • Passou despercebida a publicação do relatório final de uma investigação de quatro anos realizada por investigadores da Universidade do Alasca em Fairbanks, que concluiu que o colapso do World Trade Center Building 7 em 11 de setembro de 2001 não foi causado por incêndio. A investigação revista por pares foi financiada pela Architects & Engineers para o 9/11 Truth, uma organização sem fins lucrativos composta por mais de 3000 arquitetos e engenheiros de construção civil que são signatários do apelo formal do grupo pedindo uma nova investigação sobre os três - e não dois - arranha-céus do WTC destruídos em 11 de setembro. Os pesquisadores concluíram que o colapso do edifício 7 foi realmente o resultado de uma demolição controlada. 
  • «O efeito Dunning-Kruger pode resumir-se numa frase: quanto menos sabemos, mais acreditamos saber. É um desvio cognitivo segundo o qual as pessoas com menos capacidades e conhecimentos tendem a sobrestimar essas mesmas capacidades e conhecimentos. Como resultado, estas pessoas costumam converter-se em ultracrepidários: gente que opina sobre tudo o que ouve sem saber nada disso, mas pensando que sabe muito mais do que os outros.» Jennifer Delgado Suárez.

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Ribeiras: Programa de reabilitação de leitos e margens cobre 5.000 Km de linhas de água em 16 concelhos

Distribuição geográfica das intervenções nas ribeiras (APA/Público)
  • O Ministério do Ambiente vai avançar com um programa de reabilitação de leitos e margens de ribeiras que deverá abranger cinco mil quilómetros de linhas de água e um investimento global de 75 milhões de euros, ao longo dos próximos anos. O programa alarga a intervenção feita logo após os incêndios de Pedrógão, em 2017, que deixaram muitas encostas despidas de vegetação, o que propicia a degradação dos cursos de água nos vales. Aquela intervenções abrangeram 591 quilómetros de linhas de água, mas beneficiaram uma extensão maior de ribeiras: 975 quilómetros. Nessas zonas foram feitos trabalhos em mais de 1100 passagens hidráulicas, em dezenas de açudes e pontões, recorrendo sempre a materiais enquadrados com o espaço natural do local. O objetivo foi garantir o escoamento das linhas de água, minimizar a erosão e o arrastamento de solo e reduzir o efeito das cheias e inundações. Assim, a reconstituição da vegetação nas margens permitiu um maior sombreamento das ribeiras e, com isso, uma melhoria da qualidade da água. “E uma boa galeria ripícola é um excelente corta-fogo”, acrescenta o ministro Matos Fernandes. O programa agora lançado vai intervir em 16 concelhos, localizados em Braga, Fafe, Macedo de Cavaleiros, Castelo de Paiva, Vagos, Seia, Almeida, Pinhel, Guarda, Marinha Grande, Penela, Sertã, Figueiró dos Vinhos, Castanheira de Pêra, Pedrógão Grande e Pampilhosa da Serra. Público.
  • 45 ativistas ambientais foram encaminhados para o programa antiterrorismo do Ministério do Interior do Reino Unido. Organismos públicos, como municípios, escolas e universidades, têm o dever de reportar o programa Prevent sempre que consideram que uma pessoa está em risco de radicalização. Pelo menos 45 ativistas foram encaminhados para o programa Prevent por extremismo ambiental entre abril de 2016 e março do ano passado. Quando as pessoas são encaminhadas para o Prevent, a polícia avalia se elas precisam ou não de uma intervenção mais abrangente através de um programa chamado Channel. Pelo menos um ativista ambiental precisou desta intervenção, diz o O Ministério do Interior. O programa Prevent foi criado em 2003. The Times. Segundo a página da Polícia do Essex, os sinais de uma pessoa em vias de se radicalizar são os seguintes, e, como tal, devem ser reportados: «alguém numa fase de transição em sua vida, talvez saindo ou começando a faculdade, ou mudando de emprego, procurando encontrar uma identidade, um sentimento de pertença, status ou emoção; alguém suscetível de ser influenciado ou controlado, ou que quer dominar outras pessoas; alguém com sentimentos de queixa, injustiça ou que se sente ameaçado, com forte desejo de mudança política ou moral, alguém que esconda os seus contatos nas redes sociais».
  • Adán Vez Lira foi o terceiro ambientalista assassinado no México este ano. Vez Lira era um defensor e organizador de longa data da reserva de observação de aves de La Mancha, em Actopan, e adversário do licenciamento de minas na região. No final de março, Isaac Medardo Herrera, também foi assassinado. Era advogado e adversário de um empreendimento imobiliário em Los Venados, uma zona sensível de interesse florestal prevista para ser integrada numa reserva natural. Em 2019 foram assassinados 15 defensores de terras no México, segundo o Mexican Center for Environmental Rights. AP.
  • A Agência de Proteção Ambiental dos EUA anunciou que os agricultores de soja em 25 estados já podem pulverizar o pesticida isoxaflutol, comercializado pela alemã BASF com a marca Alite 27. ESte mesmo pesticida era até ao momento considerado, pela mesma agência, potencial responsável pelo cancro. Via Investigate Midwest.
  • A China poderá adiar a apresentação dos seus planos climáticos pelo menos até depois das eleições presidenciais dos EUA em novembro, uma vez que as autoridades se concentra em reanimar a economia de uma desaceleração sem precedentes. CCN.
  • O problema da água potável em Cabo Verde. Uma estação de dessalinização produz água potável apenas para os hotéis, para os turistas. O outro lado do paraíso, episódio 7, 14abr2020 - RTP2.

segunda-feira, 13 de abril de 2020

Enzima mutante recicla plástico em pouco tempo e pode revolucionar a indústria de reciclagem

  • Cientistas produziram uma enzima mutante que converte 90% das garrafas de plástico em materiais originais, que podem ser usados para produzir novas garrafas de alta qualidade em poucas horas. A descoberta pode revolucionar a indústria de reciclagem, que atualmente economiza cerca de 30% dos plásticos PET dos aterros sanitários. A francesa Carbios foi pioneira, em 2012, na investigação desta a enzima base. Fontes: Science Magazine e EcoWatch.
  • A Cermaq Canada abandonou o projeto de expansão da sua aquacultura de salmão na Nova Escócia após forte oposição local. A empresa faz parte da Cermaq Global, outrora produtora norueguesa de salmão comprada pela Mitsubishi Corporation em 2014 e com com operações na Noruega, Chile e Colúmbia Britânica. Halifaxz Examiner.
  • Nos estados do Wisconsin, do Ohio e da Florida, os lavradores e agricultores estão  a enterrar as suas produções de leite, cebolas e hortícolas, alegando que os custos das colheitas, transformação e colocação dos produtos no mercado no mercado agudizariam os seus problemas financeiros. NYTimes.
  • Boston, Minneapolis, Oakland e outras cidades proibiram temporariamente o tráfego nas ruas, dando aos peões e cicloturistas espaço extra durante a pandemia do coronavírus, titula o NYTimes.
  • O agravamento da seca em algumas zonas da Tailândia levou monges e conservacionistas a apelar aos moradores da cidade para moderar as celebrações tradicionais do Ano Novo, marcadas por pessoas despejando grandes quantidades de água nas ruas. Reuters.


domingo, 12 de abril de 2020

Bico calado

  • Os deputados ingleses vão receber 10 mil libras para os apoiar em despesas decorrentes de trabalharem em casa, conta o insuspeito The Times. Isso servirá para aquisição de equipamentos como portáteis e impressoras e cobertura de despesas com eletricidade, aquecimento e comunicações. Refira-se que os deputados ganham em média 78 mil libras anuais e têm direito a mais 95 libras semanais por doença comprovada.
  • «Cabe aqui questionar qual a estratégia do PSD: estaremos perante uma manifestação de hipocrisia de Rui Rio, que joga em dois tabuleiros, num afivelando expressão simpática e assertiva para com quem combate o flagelo, mas tendo no outro os seus peões incumbidos de promoverem ataques passíveis de irem demolindo a solidez dessa luta nacional? Se os seus autarcas andam a agir por conta própria, concertados na estratégia de porem em causa as muitas notícias internacionais sobre o sucesso da resposta portuguesa à crise ele só tem de se mostrar um líder interno à altura das circunstâncias e dissociar-se dos que, nesta altura, só se limitam a produzir ruído.» Jorge Rocha.
  • «O novo chefe de gabinete da Casa Branca, Mark Meadows, prepara com o secretário da Agricultura, Sonny Perdue, a redução dos salários dos trabalhadores estrangeiros contratados para trabalhar em fazendas americanas. Objetivo: ajudar os agricultores norte-americanosdurante a pandemia. NPR.

sábado, 11 de abril de 2020

Suécia: o seu maior parque eólico começou a produzir energia

  • O maior parque eólico da Suécia começou a produzir energia este mês, provocando uma redução de 50% na produção de energia da central nuclear de Forsmark e à paragem do reator da central de Väröbacka. Energy Voice.
  • Vá plantar batatas, por Pedro Santos GuerreiroExpresso. Onde se equaciona a autossuficiência, a segurança e a soberania alimentar em Portugal.  Vagamente relacionado: O governo romeno decidiu proibir as exportações de trigo, milho, arroz, girassol e outros grãos, e ainda óleo vegetal, açúcar e vários produtos de panificação enquanto o estado de emergência da Covid-19 estiver em vigor. EurActiv.
  • O confinamento provocado pela Covid-19 impulsiona projetos de ciência cidadã: da contagem de pinguins ao mapeamento de painéis solares, as pessoas que ficam em casa durante a pandemia têm contribuído para a pesquisa sobre a crise climática, escreve Megan Darby, in CCN.
  • A Yichun Luming Mining Co Ltd, proprietária de uma barragem de rejeitos no nordeste da China que foi palco de um derrame que contaminou o sistema fluvial local, foi condenada a suspender a produção de molibdênio. O derrame contaminou a água ao longo de 110 km, colocando em risco o abastecimento de água local. Reuters.
  • Paradise, de John Prine (10out1946 – 7abr2020) é uma canção sobre uma cidade real que existia no Kentucky, muito perto de minas e de uma central a carvão. Publicada em 1971, a canção fala da destruição de Paradise levada a cabo pela gigante Peabody Energy após exaurir as minas de carvão, tudo em nome do progresso. Em "Paraíso", Prine imagina a sua própria morte, pedindo que as lancem as suas cinzas rio Green, perto da antiga cidade, para poder estar «a meio caminho do céu, com o paraíso à espera». Depois de 1971, a devastação piorou. Dezenas de milhares de mineiros de carvão morreram de doenças pulmonares. Dharna Noor, in Gizmodo.

sexta-feira, 10 de abril de 2020

ICNF: o eucalipto é árvore portuguesa!

  • O ICNF já concedeu a nacionalidade portuguesa ao eucalipto. As celuloses já podem reforçar o seu greenwashing e exibir mais um selo de qualidade.
  • O Gabinete Europeu do Ambiente sugere, no âmbito de um plano de recuperação pós-COVID-19, a reformulação das regras fiscais de moldo a colocar as pessoas e a natureza em primeiro lugar. O Gabinete diz que o executivo da UE deve aumentar os impostos sobre os combustíveis fósseis, reduzindo a pressão fiscal sobre a eletricidade renovável e removendo isenções para setores como a aviação. Tendo em conta o anúncio de grandes investimentos para conter as consequências da crise do COVID-19, tributar os poluidores pode fornecer uma fonte alternativa de receita, garantindo o progresso contínuo na descarbonização da economia.
  • Há racismo ambiental contra as comunidades ciganas na Europa Central e Oriental, conclui um relatório da Fundamental Rights Agency. As conclusões da investigação iniciada em 2016 confirmaram, entre outras coisas, que «um número considerável de ciganos considera que a poluição, a sujeira e outros problemas ambientais - como fumos, poeira e cheiros desagradáveis ou água poluída - são um problema, principalmente na República Checa e Portugal, onde 41% e 36%, respetivamente, indicam que isso é um problema».
  • Assassinado no Brasil mais um líder indígena que se opunha ao roubo de madeira. Zezico Rodrigues Guajajara era professor, líder comunitário e defensor da floresta. É o quinto dirigente dos Guajajara morto desde novembro e o 49º desde o início do século. Carta Maior.
  • Comida boa e sazonal, uma abordagem ecológica e um preço justo para os agricultores. A agricultura apoiada pela comunidade pode transformar o nosso sistema alimentar? Asger Mindegaard aborda estas questões em relação à presente situação na Bélgica. 
  • Um grupo de poderosos senadores republicanos quer garantir que o programa de resgate administrado pela BlackRock Inc. em nome do governo federal dos EUA não deixa para trás as empresas de combustíveis fósseis, conta a Bloomberg.

quinta-feira, 9 de abril de 2020

Reflexão – Chegou a hora de pensarmos na segurança e na soberania alimentar


O confinamento e o cerco sanitário têm provocado algum pânico nas compras, esvaziando as prateleiras dos supermercados nos EUA. Esse pânico atinge agora os viveiros e as empresas de sementes à medida que as pessoas decidem açambarcar sementes e mudas para cultivar alimentos em casa. «Chegou a hora da soberania alimentar», escreve Katie Brimm na Civil Eats.

E Rina Chandran, na Reuters, reporta o florescimento das hortas urbanas na Ásia.
«Cada vez mais gente começa a pensar de onde vem a comida, com que facilidade ela pode ser interrompida e como reduzir as perturbações», diz o arquiteto paisagista Kotchakorn Voraakhom, que projetou a maior quinta urbana de telhados da Ásia em Banguecoque.

«Pessoas, gestores e governos deviam refletir na maneira como a terra é usada nas cidades. A agricultura urbana pode melhorar a segurança e nutrição alimentar, reduzir os impactos da crise climáticas e diminuir o estresse», sublinha.
Prevê-se, segundo as Nações Unidas, que mais de dois terços da população mundial viva nas cidades até 2050. A agricultura urbana pode ser crucial para alimentar a população mundial, podendo produzir cerca de 180 milhões de toneladas de alimentos por ano - ou cerca de 10% da produção global de leguminosas e legumes, segundo um estudo de 2018 publicado na revista Earth's Future.

Rina Chandran recorda que, nos EUA, numa época de profunda crise a vários níveis, o problema da segurança alimentar também se colocou, tendo os norte-americanos avançado com o projeto das Victory Gardens para combater a escassez de alimentos não só durante a primeira guerra mundial como durante a segunda guerra mundial, com o surgimento de imensas hortas em jardins, quintaisrecreios de escolas, baldios, bouças e logradouros.

Em Singapura, já são populares as hortas verticais, consideradas essenciais para produzir 30% das necessidades de alimentação dos seus habitantes até 2030.

Convém não esquecer um projeto de horta urbana criado por Michelle Obama. Ele merece ser recordado, tendo em contra que parece envolto numa estranha neblina mediática soprada pelos ventos do poder do momento.
Podem revê-lo no Youtube, na NPR, no TakePart, e na Green City.

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Framboesa, amora, mirtilo e morango retirados do mercado para distribuição gratuita a organizações caritativas

  • Foi publicada em Diário da República a Portaria n.º 88-E/2020, de 6 de abril, que estabelece medidas excecionais e temporárias no âmbito da pandemia Covid-19, aplicáveis aos programas operacionais no setor das frutas e produtos hortícolas e respetiva assistência financeira. É dado apoio à retirada de framboesa, amora, mirtilo e morango do mercado, destinando-os à distribuição gratuita às organizações caritativas.
  • O lóbi das companhias de aviação está a pressionar governos e aeroportos em todo o mundo no sentido de reduzir impostos ambientais e criar fundos de resgate. Unearthed. Entretanto, a britânica Easyjet já obteve um resgate de £ 600M, reporta o Express. Por outro lado, sabe-se que uma empresa de fachada sediada em Delaware com participação de US $ 1,1 bilião na Virgin Galactic Holdings Inc., transferiu ações desta empresa em 16 de março para outro paraíso fiscal, as Ilhas Virgens Britânias, onde Richard Branson vive. A Virgin dispensou o pessoal por 8 semanas sem ordenado e pediu ajuda financeira ao governo britânico para enfrentar a crise enquanto iniciou uma corrida ao fabrico de ventiladores. Benjamin Stupples, in Bloomberg 6abr2010.
  • Os ministros do petróleo do G20 reúnem-se de emergência esta semana para tentar apoiar um setor dizimado pela pandemia do coronavírus. Liderada pela Arábia Saudita e pela Agência Internacional de Energia, a reunião é a primeira em que o G20 trata de questões energéticas. A procura global de petróleo caiu em mais de um quarto, uma vez que em muitos países os voos estão paralisados e instalaram-se bloqueios para combater o coronavírus. Trump já pediu à Arábia Saudita e à Rússia que encontrem uma maneira de reduzir a produção de petróleo em pelo menos 10 milhões de barris por dia, mas eles dizem que outros países, incluindo os EUA, também devem avançar com cortes. Financial Times.
  • Pacientes com Covid-19 em áreas com altos níveis de poluição do ar antes da pandemia têm mais probabilidades de morrer da infeção do que pacientes em zonas menos poluídas do país, sugere um estudo realizado por investigadores da T.H. Chan School of Public Health da Harvard University citado pelo The New York Times.
  • Uma central solar vai ser inaugurada no Texas este mês, conta o Financial Times. O projeto será expandido para 1.380MW - energia suficiente para 230.000 casas. «Os projetos solares ameaçam os combustíveis fósseis. As energias renováveis têm provocado o encerramento de centrais a carvão. Agora elas estão a ameaçar a primazia do gás natural no mix de geração de eletricidade dos EUA, à medida que o preço dos equipamentos solares continua a baixar», diz aquele jornal britânico.
  • Lojas de bicicletas na região de Houston ganham novos adeptos durante a COVID-19, titula o Houston Chronicle.