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sexta-feira, 4 de setembro de 2026

LIXO MARINHO DOS EUA E CANADÁ CHEGA AOS AÇORES DÉCADAS DEPOIS

  • O lixo plástico da pesca da lagosta nos EUA e Canadá atravessa o Atlântico e chega aos Açores décadas depois, conclui o mais recente estudo do OKEANOS. Esse lixo é constituído sobretudo por plásticos de armadilhas utilizadas na pesca da lagosta, como dispositivos de escape e etiquetas de identificação dos aparelhos de pesca. "Estas etiquetas mostraram que 63% eram provenientes dos EUA, sendo 76% delas provenientes do estado do Maine, e as restantes do Canadá", adiantaram os investigadores. O Instituto de Investigação em Ciências do Mar da Universidade dos Açores defende mais cooperação entre países, melhor identificação das artes da pesca e medidas para reduzir a perda de plástico no mar. FonteJá não nos bastava a contaminação de solos produzida pela básea aérea dos EUA na Ilha Terceira…
  • A Quercus manifestou-se contra a construção de uma nova incineradora no Algarve, considerando a proposta do Governo uma solução obsoleta e desajustada para resolver a falta de capacidade dos dois aterros da região. A Quercus sublinha que este cenário de rutura resulta de décadas de falta de investimento público em sistemas sustentáveis e de reciclagem. Adicionalmente, aponta que o modelo de incineração é tecnicamente ineficaz para a realidade algarvia, uma vez que estas centrais necessitam de um fluxo constante de resíduos e não conseguem lidar de forma eficiente com a forte oscilação sazonal provocada pelo turismo no verão. Como alternativa à queima, a Quercus defende um forte investimento na recolha seletiva, na modernização das centrais de tratamento mecânico e biológico já existentes e na aplicação do sistema tarifário “Pay As You Throw” (pagar em função do lixo produzido). Sugere ainda a criação de circuitos dedicados para o setor hoteleiro e projetos de compostagem comunitária. Fonte.

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

REFLEXÃO

A PRAIA, ESSE CONCEITO LINDO DE “LIBERDADE”


A praia, esse conceito lindo de “liberdade”: liberdade para não conseguir esticar uma perna sem invadir o território sagrado de outro banhista. Toalha com toalha, corpo com corpo, um Tetris humano onde até respirar já parece uma atividade de terapia em grupo.

O mar está ali, algures, entre um guarda-sol, três colchões insufláveis e a esperança de ainda haver espaço para molhar os pés.

Privacidade? Claro que existe. É só fechar os olhos e fingir que a pessoa a 14 centímetros não está a comer uma sandes de ovo com atum.

E no fim, o que conta realmente e depois de 4 horas de trânsito para regressar a casa: “Que dia maravilhoso de praia!”

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

ECLIPSES HÁ MUITOS!


Os pastorinhos prontos para ver o eclipse e lançar a sua linha de óculos Fátima Vision.

  • Três burros pastam nas ecostas da aldeia do Amieiro, em Anadia. A sua função é comer toda a vegetação espontânea que cresce perto das habitações, reduzindo o perigo de incêndios florestais. As vantagens dos burros são evidentes: conseguem atuar em encostas íngremes onde tratores não chegam, Cada animal come o equivalente a dez ovelhas, mantendo os terrenos limpos de forma contínua, exercem menos pressão sobre o sol o, limitando a erosão e favorecendo a infiltração da água e fertilizam naturalmente os terrenos. Fonte.
  • Grandes quantidades de sargaço estão a acumular‑se nas praias do Caribe mexicano, especialmente em Playa del Carmen, transformando a água turquesa num mar castanho, com cheiro intenso a ovos podres devido à decomposição. Este fenómeno está a afastar turistas e a causar perdas significativas na restauração e hotelaria. A Marinha mexicana mobilizou 27 navios especializados, barreiras, veículos anfíbios e equipas de limpeza para recolher o sargaço no mar antes de chegar à costa. Apesar disso, a quantidade continua a aumentar: já foram recolhidas mais de 96 mil toneladas em 2026, ultrapassando o total de 2025. Os cientistas apontam várias causas possíveis: aquecimento dos oceanos, excesso de nutrientes e alterações nas correntes marítimas. Fonte.

terça-feira, 28 de julho de 2026

CAMBOJA: BLOCOS ANTI-ARRASTO REVITALIZAM RECIFE


  • No arquipélago de Koh Sdach, no Golfo da Tailândia, no Camboja, uma iniciativa liderada pelo governo e por uma ONG, visa pôr fim à pesca ilegal com redes de arrasto e revitalizar o recife através da colocação de grandes blocos de betão no fundo do mar. Fonte.
  • A Alemanha está a introduzir restrições ao consumo de água, uma vez que a seca prolongada e as ondas de calor recorrentes estão a exercer pressão sobre os recursos hídricos. Cerca de 80 municípios impuseram limites a atividades como encher piscinas, regar jardins e lavar carros. Fonte.
  • Sem selfies, sem telemóveis: por que razão os destinos de vida selvagem estão a começar a dizer «não» aos turistas. Fonte.

quarta-feira, 22 de julho de 2026

PROSSEGUE INVESTIGAÇÃO SOBRE MINERAÇÃO EM ÁGUAS PROFUNDAS

IA
  • O Tribunal Internacional do Direito do Mar rejeitou um pedido para suspender um inquérito sobre a mineração em águas profundas apoiado pela ONU, o que significa que a investigação irá prosseguir. A investigação foi lançada pela Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA) sobre duas subsidiárias — a TOML (Tonga Offshore Mining Ltd.) e a NORI (Nauru Ocean Resources Inc.) — ambas propriedade da empresa canadiana TMC (The Metals Company). A ISA está a investigar se estas empresas violaram as obrigações decorrentes dos seus contratos de exploração da ONU. O processo foi desencadeado quando, no início deste ano, a TMC contornou a ISA e solicitou diretamente aos EUA uma licença de exploração mineira comercial em áreas onde já detém licenças de exploração da ONU. Essa medida levantou dúvidas sobre se a TOML e a NORI estavam a cumprir os termos dos seus contratos, o que levou à abertura do inquérito da ISA. A TOML e a NORI intentaram uma ação judicial contra a ISA, argumentando que a investigação era «processualmente injusta» e carecia de «boa-fé», e solicitaram ao tribunal que a suspendesse. O tribunal permitiu que a investigação prosseguisse, mas ordenou à ISA que garantisse o devido processo às empresas — mais concretamente, a ISA deve explicar os fundamentos factuais e jurídicos da investigação e os procedimentos que estão a ser seguidos. Fonte.
  • Consulta pública até 31 de agosto: O Projeto da Concessão C-14 “Gavião” tem como objetivo construir e explorar uma nova mina subtrerrânea, em terrenos próximos da atual mina da Concessão C-9 “Aljustrel”, continuando a explorar minérios de enxofre, ferro, cobre, chumbo, zinco, prata e ouro. Fonte.

sábado, 4 de julho de 2026

OCEANOS: CIMEIRA OMITE EXPANSÃO DA EXPLORAÇÃO DE PETRÓLEO E GÁS OFFSHORE

  • Cimeira sobre os oceanos mantém silêncio sobre a nova onda de expansão da exploração de petróleo e gás offshore. Enquanto os governos se reuniam em junho na Conferência «Our Ocean», na cidade costeira de Mombaça, no Quénia, comprometendo-se a investir mais de 6 mil milhões de dólares na proteção marinha, na pesca sustentável e na energia eólica offshore, uma questão permaneceu praticamente ausente do palco principal: a expansão contínua da exploração de petróleo e gás offshore. Fonte.
  • A gigante petrolífera TotalEnergies foi intimada por um tribunal a publicar, no prazo de seis meses, um plano climático mais robusto de redução de emissões. Fonte.
  • Como os patrões das petrolíferas moldaram um importante estudo climático há 22 anos: A BP patrocinou um centro de investigação de elite em Princeton para abordar o problema climático sem abandonar os combustíveis fósseis, selecionando cuidadosamente cientistas alinhados com os seus interesses; os cientistas da Princeton que escreveram um artigo sobre o clima, criticado por fazer com que as soluções parecessem «fáceis», coordenaram-se com os patrões da BP mostrando-lhes várias versões preliminares, apresentando a tecnologia de captura e armazenamento subterrâneo de carbono como sendo comprovada e utilizada à escala industrial, uma caracterização que distorceu os factos. Fonte.
  • O Canadá vai construir um novo oleoduto de Alberta até à costa do Pacífico, o que daria ao quarto maior produtor mundial de petróleo uma maior capacidade de exportação para a Ásia e reduziria a sua dependência dos EUA. Fonte.
  • A onda de calor no nordeste dos EUA provoca cancelamentos no 4 de julho, dia da independência. FonteO regime de Trump a impor medo, terror. As milícias do ICE podem continuar a deter 2 mil pessoas por dia, segundo as novas ordensAté prendem freiras!

domingo, 28 de junho de 2026

REFLEXÃO

COMO OS ISRAELITAS SE INFILTRARAM E DESTRUÍRAM A MAIOR ORGANIZAÇÃO DE CONSERVAÇÃO MARINHA DO MUNDO
HR NEWS. Rev. O’Lima.


Durante décadas, o capitão Paul Watson e a Sea Shepherd atuaram como os guardiões do alto mar que nenhum governo se dispunha a ser. Os seus navios abalroavam baleeiros ilegais, enredavam hélices com cordas e transmitiam os confrontos para uma audiência global ávida por heróis ambientais. A identidade da organização era indissociável da sua disposição para infringir as regras em prol do oceano. Arvoravam a bandeira Jolly Roger. Fizeram inimigos entre os governos. E deram resultado.

Porém, em julho de 2022, tudo mudou. A transformação da Sea Shepherd de um movimento radical de ação direta num serviço de patrulha «aseptizado» e sancionado pelo Estado não ocorreu gradualmente — aconteceu através de um golpe na sala de reuniões, e para compreender isso é preciso seguir o rasto do dinheiro, dos mercenários e do silêncio que se seguiu.

A Purga

O conselho de administração da Sea Shepherd Global — Alex Cornelisson, Peter Hammarstedt, Geert Vons e Jeff Hansen — demitiu Watson e a presidente da Sea Shepherd França, Lamya Essemlali, por questionarem as suas novas parcerias: com nações africanas corruptas, com a Austral Fisheries Company, com a seguradora Allianz e, mais significativamente, com a empresa de segurança israelita Yamasec.

Segundo o próprio Watson, estes homens estavam aterrorizados com a possibilidade de o seu historial intransigente afugentar os parceiros governamentais que estavam tão desesperados por conquistar. A tática de não-violência agressiva que Watson desenvolveu em 1977 foi rejeitada por ser considerada demasiado controversa, apesar de ter sido precisamente essa abordagem que fez da Sea Shepherd o movimento de sucesso em que se tornou.

O relato de Watson sobre a cisão deixa claro que não se tratava de um desacordo sobre táticas. Era um desacordo sobre o que a organização era, no fundo. A nova liderança queria uma ONG de conservação convencional. Watson queria o que a Sea Shepherd sempre tinha sido: uma força de ação direta que não prestasse contas a ninguém.

Após a afastamento de Watson e Essemlali, a Sea Shepherd França, o Brasil e o Reino Unido mantiveram-se fiéis aos objetivos originais do movimento. A nova Sea Shepherd Global processou posteriormente Watson e a Sea Shepherd França, alegando que estes não tinham qualquer direito legal de utilizar o nome Sea Shepherd — nome que o próprio Watson criou — nem os logótipos que ele próprio tinha desenhado. Uma organização a processar o seu fundador por utilizar o próprio nome. O simbolismo não era subtil.

A Questão da Namíbia e a «branqueamento» de um escândalo

A viragem para as alianças governamentais em África foi apresentada, à primeira vista, como uma missão nobre para combater a pesca ilegal, não declarada e não regulamentada. Na prática, a página da história da Sea Shepherd Global apresenta-se agora como um relato polido de uma organização que serve cada vez mais os interesses dos Estados que alega querer responsabilizar.

A parceria com a Namíbia foi o exemplo mais flagrante. A Sea Shepherd Global estabeleceu laços estreitos com as autoridades pesqueiras do país no auge do escândalo «Fishrot», no qual o antigo ministro das Pescas, Bernard Esau, e outros altos funcionários foram acusados de trocar quotas de pesca nacionais por subornos da empresa pesqueira islandesa Samherji. Os «Fishrot Files», divulgados por um corajoso denunciante, revelaram uma corrupção sistemática que, ao longo dos anos, esgotou os recursos marinhos da Namíbia — os mesmos recursos marinhos que a Sea Shepherd alegava proteger.

Ao manter relações estreitas e cordiais com responsáveis que atuavam sob essa sombra, a nova Sea Shepherd Global não se limitou a fazer vista grossa. Proporcionou ativamente a esses responsáveis uma aparência de legitimidade ambiental — «branqueando» um regime apanhado em flagrante a praticar sabotagem económica marinha. A aparente lealdade de Peter Hammarstedt a estas relações governamentais, acima e além de qualquer compromisso com a missão, foi um dos principais motivos de descontentamento para Watson e Essemlali antes da sua destituição.

O Problema da Yamasec: Mercenários no Mar

É aqui que a história passa de decepcionante a verdadeiramente preocupante. De acordo com uma reportagem do L’Impertinent, a empresa israelita Yamasec, sediada no Uganda, vinha a contratar pessoal de segurança para operar nos navios da Sea Shepherd Global há aproximadamente sete anos. A bordo do navio Sam Simon, da Sea Shepherd, em águas gambianas, dois seguranças israelitas contratados pela Yamasec deram formação a oficiais da Marinha gambiana em procedimentos militares de abordagem: como transportar as armas enquanto subiam escadas de corda, como revistar navios à procura de contrabando, armas ou trabalhadores escondidos e como abordar embarcações em movimento que se recusassem a parar.

Reflitam bem nisso. Uma organização fundada com base na ação direta não violenta, aclamada pelos seus navios improvisados e tripulados por civis que se interpunham entre os baleeiros e as baleias, tinha-se tornado discretamente numa plataforma para que contratados com formação militar realizassem operações de abordagem com oficiais da marinha armados.

Lamya Essemlali, da Sea Shepherd França, afirma que ela e Watson desconheciam totalmente a colaboração com a Yamasec: «Parece uma loucura, mas não, não sabíamos. Isso nunca foi discutido durante as reuniões do conselho de administração e nunca aprovámos qualquer contrato.» Segundo Essemlali, os documentos internos, incluindo os contratos com a Yamasec, foram mantidos em segredo, e foi precisamente por isso que a Sea Shepherd France intentou uma ação judicial contra a Global em Amesterdão — para ter acesso aos documentos internos que tinham sido ocultados.

Um membro da tripulação que falou com o L’Impertinent descreveu a dinâmica a bordo do navio em termos que deveriam alarmar qualquer pessoa que se lembre do que a Sea Shepherd deveria ser: «Eles estão lá para nos ajudar em caso de ataques de piratas e para gerir os soldados locais que embarcam connosco e nos conferem a legitimidade para abordar embarcações de pesca. Um dos chefes da Yamasec tem contactos privilegiados com os governos. Disseram-me que, sem a Yamasec, não poderíamos estar lá — o que me surpreendeu, uma vez que são eles que trabalham para nós, e não o contrário. Há uma ligação que considero pouco saudável entre uma empresa de segurança privada e os presidentes locais.»

Um antigo membro da tripulação, escrevendo sob o seu próprio nome, corroborou isto: «Testemunhei a presença a bordo de uma equipa de segurança israelita — a quem eram pagos montantes exorbitantes — que mais tarde regressou para participar em operações contra os palestinianos.» Trata-se de um relato isolado e não verificado, e deve ser tratado como tal. Mas é o tipo de relato que exige uma resposta da Sea Shepherd Global — resposta essa que ainda não foi dada.

A Parceria com Israel

A ligação com a Yamasec não se limitou às operações em África. Em novembro de 2022, a Sea Shepherd Global anunciou o lançamento da Operação Living Sea, mobilizando o seu navio, o Bob Barker, para patrulhar o Palmahim Slide — uma área marinha protegida recém-criada ao largo da costa de Tel Aviv. A área marinha protegida Palmahim Slide, criada em setembro de 2022, foi estabelecida para proteger um importante local de reprodução de tubarões de águas profundas e uma zona de desova do atum rabilho do Mediterrâneo, cujas populações se encontram gravemente depauperadas, tendo diminuído em até 85% nas últimas décadas. Toda a pesca é proibida na área protegida.

À primeira vista, isto parece ser exatamente o que a Sea Shepherd deveria estar a fazer. O atum rabilho do Mediterrâneo está verdadeiramente em perigo, e a organização documentou violações reais: a tripulação a bordo do Bob Barker detetou seis dos dezasseis arrastões licenciados em Israel a pescar violando os regulamentos locais, entregando provas fotográficas e em vídeo às autoridades israelitas para investigação.

Mas o contexto é extremamente importante. A parceria com Israel foi lançada imediatamente após a reviravolta na liderança, com a mesma equipa de direção que tinha integrado a Yamasec na estrutura operacional da Sea Shepherd — e a Yamasec é uma empresa israelita. A presença de uma empresa de segurança israelita nos navios da Sea Shepherd pareceu politicamente incómoda até mesmo aos membros da tripulação: «Já para não falar de que a presença de uma milícia israelita parece representar um problema para muitos num grupo que é tipicamente de tendência política de esquerda.» A organização que outrora navegava sob a bandeira Jolly Roger e declarava guerra aos Estados-nação era agora, na prática, um contratante de aplicação da lei para um deles.

Os navios foram despojados da sua identidade, pintados de cinzento e obrigados a arvorar as bandeiras dos seus países de acolhimento — uma personificação visual de tudo aquilo a que a organização outrora se tinha oposto.

O que se perdeu

A secção de perguntas frequentes da Fundação Paul Watson expõe a filosofia fundadora com uma clareza impressionante: ação direta, independência operacional, ausência de parceiros governamentais e total transparência perante o público. Estes não eram meros valores a que se aspirava — eram o ADN operacional que tornava a Sea Shepherd eficaz. Os governos não abordam navios de pesca ilegais às três da manhã, no meio de uma tempestade. Civis radicais e não-violentos, que não respondem perante nenhuma bandeira, sim.

Ao escolher a legitimidade em detrimento da autonomia, a nova Sea Shepherd Global abdicou da única coisa que a tornava poderosa. Não se pode responsabilizar os governos enquanto esses mesmos governos assinam os vossos contratos e avaliam o vosso pessoal de segurança. Não se pode alegar que se protege o oceano enquanto o vosso conselho de administração suprime documentos internos para ocultar quais os contratantes militares que comandam os vossos navios. E não se pode fingir ser um movimento de base enquanto se processa o próprio fundador por usar o seu nome.

A Fundação Capitão Paul Watson dá continuidade ao mandato original, operando de forma independente, sem parcerias governamentais nem empresas de segurança privada. Se isso é suficiente — e se «trabalhar dentro do sistema» pode alcançar o que a resistência não conseguiu — é a questão a que o próprio oceano poderá, eventualmente, responder. O resto, como se costuma dizer, não passa de burocracia rebuscada para a extinção dos mares.

sexta-feira, 12 de junho de 2026

REINO UNIDO: EDF ENERGY QUER MAIS DINHEIRO PARA PROLONGAR VIDA DE CENTRAL NUCLEAR DE SIZEWELL B

  • A filial britânica da EDF afirmou que a prolongação da vida útil da sua central nuclear de Sizewell B é tecnicamente viável, e que para tal estava em curso negociações com o governo do Reino Unido para viabilizar o investimento necessário. A EDF e a Centrica, que detém uma participação de 20 % nas centrais nucleares, pretendem que as suas centrais AGR restantes continuem em funcionamento, pelo menos até 2030. O investimento necessário para tal ascenderia a 1,2 mil milhões de libras nos próximos três anos. Fonte.
  • Será que o governo pretende finalmente proteger o oceano? Anunciou que três áreas marinhas protegidas – nas Terras Austrais e Antárticas Francesas, na Guadalupe e na baía de Audierne – iriam ser colocadas sob «proteção rigorosa». Mas trata-se apenas de um golpe de comunicação, considera François Chartier, da Greenpeace França. «Esta proteção forte não tem uma definição concreta e não se sabe quais as atividades que serão efetivamente proibidas nessas zonas.» Fonte

sexta-feira, 22 de maio de 2026

AÇORES: PRESIDENTE DO GOVERNO REGIONAL DISTINGUIDO COM ÓSCAR DO OCEANO

  • O Presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, foi distinguido com o prémio internacional “Peter Benchley Ocean Awards”, na categoria “Excellence in National Leadership”, uma das mais prestigiadas distinções mundiais na área da conservação dos oceanos. A cerimónia de entrega dos prémios decorreu no Monterey Bay Aquarium, na Califórnia. Criados por Wendy Benchley e David Helvarg, os “Peter Benchley Ocean Awards” são considerados os “Óscares do Oceano”, distinguindo, todos os anos, personalidades e instituições que contribuem de forma exemplar para a proteção e recuperação do meio marinho. Fonte.
  • O Movimento Gaia Verde manifesta a sua preocupação com a realização do Festival Internacional de Forró no Parque de São Paio, junto à Reserva Natural Local do Estuário do Douro, nos dias 29 e 30 de maio entre as 13h e as 00h. Esta localização é desaconselhável para eventos desta dimensão, no qual são esperadas mais de 10.000 pessoas, devido à pressão sobre habitats, fauna e tranquilidade do espaço. A proximidade à reserva levanta riscos relacionados com ruído, afluência de público, produção de resíduos e iluminação dos espetáculos, todos fatores de enorme perturbação da avifauna. Recorde-se que este mesmo local já foi no passado objeto de uma luta intensa do movimento ambientalista de Gaia, contra a instalação do Festival Marés Vivas, precisamente devido aos impactos negativos que um evento de grande dimensão poderia causar num espaço de reconhecido valor natural.
  • Consulta públitraca até 3 de julho: O projeto de Quadruplicação do Troço Castanheira do Ribatejo – Azambuja, na Linha do Norte, entre o pk 34+100 e o pk 47+000, tem uma extensão de cerca de 12,9 km e encontra-se em fase de Projeto de Execução. Fonte.

QUÉNIA: JOVENS TRANSFORMAM RESÍDUOS AGRÍCOLAS NUM FILTRO DE ESCAPE PARA VEÍCULOS

  • A Earth Foundation, com sede na Suíça, atribui o Prémio Earth a jovens entre os 13 e os 19 anos que trabalham em soluções para os desafios ambientais. «O problema da poluição atmosférica era muito pessoal para nós, e foi por isso que começámos a pensar em encontrar uma solução», disse Fredrick Njoroge Kariuki, um dos membros da equipa vencedora da região de África. O sistema de filtragem de gases de escape HewaSafi utiliza filtros feitos de materiais de origem local, como cascas de coco, espigas de milho, malha de aço, cobre e materiais reciclados de baterias usadas. Fonte.
  • Quase uma década depois de a Escócia ter criado a Área Marinha Protegida de South Arran e proibido a pesca de arrasto pelo fundo em grande parte da mesma, a vida no fundo do mar tem prosperado, segundo um novo estudo.
  • Em março de 2026, as energias renováveis ultrapassaram oficialmenteleg o gás natural, tornando-se a maior fonte de produção de eletricidade na rede elétrica dos EUA pela primeira vez na história. Fonte.
  • Um parque solar no Minnesota plantou flores por baixo dos seus painéis, e em pouco tempo começaram a aparecer borboletas-monarca e dezenas de novas espécies de plantas. Fonte.
  • A Ensco foi multada em 287 000 libras depois de um trabalhador offshore ter caído e morrido através de um buraco numa plataforma no Mar do Norte. Fonte.
  • Os pescadores da República Democrática do Congo recorrem à pesca de arrasto de resíduos plásticos. Fonte.

sexta-feira, 1 de maio de 2026

ESPINHO PERDE BANDEIRAS AZUIS

Foto: Ambiente Ondas3

Em 2026, apenas a praia da Seca, a praia da rua 37 e a praia de Paramos foram galardoadas com bandeira azul. Ficam de fora a praia da Baía, a Frente Azul , no centro de Espinho, e Pau da Manobra, em Silvalde. Fonte.

Em maio de 2025, Espinho perdia bandeiras azuis na Frente Azul, Seca e Pau da Manobra.

Em julho de 2024, as praias Frente Azul e Seca foram temporariamente desaconselhadas para banhos devido à deteção de níveis elevados de coliformes fecais, nomeadamente a bactéria Escherichia coli (E.coli), na água. A contaminação foi atribuída a uma avaria numa das bombas de uma estação elevatória. Na altura, fonte digna de crédito admitia a existência de, pelo menos, 6 estações elevatórias inoperacionais há mais de 3 anos e que avarias em estações elevatórias tinham sido responsáveis pela interdição a banhos em algumas praias de Espinho. Por exemplo, a estação elevatória da rua 13, entre a Piscina Solário Atlântico e o Hotel PraiaGolfe, teria sido responsável pela descarga de esgoto bruto na Praia da Baía. Não seria por acaso que, nessa altura, os esgotos da Piscina Solário Atlântico eram regularmente aspirados por camião especial.

Foto: Ambiente Ondas3

Várias vezes, os problemas das estações elevatórias de Espinho, crónicos de há mais de 10 anos, foram levados ao conhecimento das autoridades competentes. E, como não se verificou qualquer tipo de melhoria, o assunto voltou a ser abordado na Assembleia Municipal de janeiro de 2025, tendo sido aprovada por unanimidade uma recomendação no sentido de o executivo camarário tomar as devidas medidas para que as estações elevatórias com avarias ou inoperacionais fossem reparadas urgentemente, de modo a garantir a sua operacionalidade a 100%, como aliás mandam as boas práticas de uma boa gestão municipal. Na altura, não funcionavam as seguintes estações elevatórias: Rua do Lameirão, Rua dos Moinhos e Rua Souto de Baixo, no lugar da Idanha, Freguesia de Anta; Rua do Gavião, Freguesia de Anta, Rua 13 (Entre o Hotel Praia Golfe e a Piscina Solário do Atlântico), Freguesia de Espinho, Rua 45, freguesia de Silvalde, e Rua Senhora da Guia, Freguesia de Paramos.

Convenhamos que esta situação é sintoma de um desnorte crónico de executivos camarários que têm priorizado ajustes diretos para pagamento de eventos efémeros, em desfavor do investimento na manutenção das infraestruturas e do património construído e na preservação do património natural.

terça-feira, 21 de abril de 2026

PRÉMIOS GOLDMAN 2026

  • Vencedores do Prémio Ambiental Goldman de 2026: Sarah Finch e o Weald Action Group lideraram uma campanha contra a exploração petrolífera no sudeste de Inglaterra durante mais de uma década, perseverando ao longo de cinco anos de disputas judiciais cada vez mais acirradas contra um projeto de exploração petrolífera em Surrey, até que a coligação conseguiu uma decisão do Supremo Tribunal, em junho de 2024, que finalmente obrigou ao seu encerramento; Em nome de 15 nações tribais, Yup’ik Alannah Acaq Hurley liderou uma campanha que impediu a concretização do megaprojeto da mina de cobre e ouro Pebble, na região da Baía de Bristol, no Alasca; A ativista Borim Kim e a sua organização, Youth 4 Climate Action, venceram o primeiro processo judicial sobre o clima liderado por jovens na Ásia. Em agosto de 2024, o Tribunal Constitucional da Coreia do Sul considerou que a política climática do governo violava os direitos constitucionais das gerações futuras, determinando a criação de metas de redução de emissões juridicamente vinculativas para o período de 2031 a 2049, a fim de cumprir o compromisso do país de atingir emissões líquidas nulas até 2050; Yuvelis Morales Blanco ajudou a mobilizar a sua comunidade em Puerto Wilches contra dois importantes projetos de perfuração, impedindo com sucesso a introdução da fraturação hidráulica comercial na Colômbia. Em 2022, a maior empresa petrolífera do país, a Ecopetrol, suspendeu os seus contratos relativos ao projeto-piloto de fraturação hidráulica; Theonila Roka Matbob liderou uma campanha bem-sucedida que levou a Rio Tinto, a segunda maior empresa mineira do mundo, a assinar, em novembro de 2024, um memorando de entendimento histórico para fazer face à devastação ambiental e social causada pela sua mina de Panguna, há muito inativa; Depois de redescobrir o morcego-de-cauda-curta-e-orelhas-redondas, uma espécie em perigo de extinção, na Nigéria, Iroro Tanshi identificou os incêndios florestais provocados pelo homem como a principal ameaça à espécie e lançou uma campanha bem-sucedida para proteger o seu refúgio, o Santuário de Vida Selvagem da Montanha Afi. Entre o início de 2022 e maio de 2025, ela e as brigadas de incêndio da sua comunidade impediram a ocorrência de incêndios florestais graves dentro e nos arredores do santuário, patrulhando milhares de quintas e respondendo eficazmente a mais de 70 focos de incêndio, salvaguardando as comunidades, as florestas e o frágil habitat do morcego.
  • Grupos ambientalistas entraram com uma ação judicial contra a administração Trump devido à aprovação do novo e gigantesco projeto de perfuração petrolífera em águas ultraprofundas da BP no Golfo do México, 16 anos depois do dia em que o desastre da Deepwater Horizonda mesma empresa, causou o pior derrame de petróleo da história dos EUA. Fonte.
  • As grandes petrolíferas investem milhares de milhões em locais de perfuração remotos para escapar à agitação no Irão. A Exxon apresentou um plano para investir até 24 mil milhões de dólares nos campos petrolíferos em águas profundas da Nigéria, enquanto a Chevron expandiu a sua presença na Venezuela. A BP adquiriu participações em blocos petrolíferos ao largo da costa da Namíbia e a TotalEnergies assinou um acordo de exploração com a Turquia. Fonte.
  • O que a OCDE ainda não conseguiu dizer sobre os incêndios em Portugal. O relatório final chega quase ao ponto. Depois pára, e deixa de fora o eucalipto, a celulose e a monocultura que fabricou a paisagem que arde. Ricardo Meireles.

sexta-feira, 6 de março de 2026

URSULA VON DER LEYEN INDIFERENTE A VÍTIMAS DOS PFAS

  • Ursula von der Leyen recusa-se pela terceira vez, e desde 2023, a reunir com comunidades afetadas por PFAS. Apesar disso, os ativistas fizeram ouvir as suas vozes numa manifestação em frente à Comissão Europeia, sublinhando que “enquanto as portas da Comissão permanecem fechadas para os cidadãos que exigem ações ousadas contra a poluição para proteger a saúde pública e o meio ambiente, elas permanecem escancara das para a indústria química ”. Fonte.
  • O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas iniciou a instalação de um povoamento de pinheiro-bravo numa área de oito hectares do Perímetro Florestal das Dunas de Cantanhede, no âmbito de um protocolo com a Comissão de Compartes dos Baldios da Freguesia da Tocha, o Centro Pinus e o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária. O objetivo passa por obter plantas de enxertos (porta-enxertos) para um futuro pomar clonal destinado à produção de resina, e posterior disponibilização de sementes melhoradas para ações de arborização e rearborização do pinheiro-bravo em Portugal continental, no âmbito do programa de melhoramento genético do pinheiro-bravo. Fonte.
  • Trabalhando em campos tóxicos. A Califórnia não está conseguindo proteger a saúde e a segurança de milhares de crianças trabalhadoras. Fonte.
  • A agência reguladora de medicamentos veterinários da Austrália suspendeu o uso de florfenicol em salmão na Tasmânia devido ao "risco inaceitável" que o antibiótico representa para outras espécies. A Fundação Bob Brown afirmou que a decisão da Autoridade Australiana de Pesticidas e Medicamentos Veterinários foi uma "acusação contundente contra as empresas de piscicultura industrial e seu completo desrespeito pelo meio ambiente marinho". Fonte.
  • Nível do mar muito mais alto do que o previsto na maioria das avaliações de riscos costeiros. Fonte.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

REFLEXÃO

NEM TUDO É BETÃO: ESTAS PRAIAS ESTÃO MESMO A OUVIR A CIÊNCIA
Andrés Actis, Climática. Trad. O’Lima.

Foto: Praia de Calafell, onde se pode ver a ação do projeto DUAL.

Em Matalascañas, núcleo urbano costeiro do litoral atlântico, na província de Huelva, já não sabem o que fazer para evitar que o mar devore praias, barracas de praia e casas que, durante a expansão da construção civil, o grande sonho imobiliário da costa espanhola, foram construídas muito perto das ondas. Em dezembro, as escavadoras começaram outra dragagem e a adição de milhares de metros cúbicos de areia para impedir que a erosão avance. Mas as últimas tempestades voltaram a mostrar o avanço implacável da água. O passeio marítimo está a começar a desaparecer. Os seus dias estão contados.

Panorâmica da praia de Matalascañas. José Luis Filpo Cabana.

Enquanto muitas cidades do litoral espanhol improvisam soluções para combater os impactos das novas condições climáticas e continuam incentivando a construção de hotéis e grandes complexos hoteleiros – a Costa del Sol recebeu 309 milhões de euros apenas em investimentos hoteleiros em 2025 –, alguns municípios começaram a ouvir a ciência. Não adianta restaurar praias com toneladas de areia. É caro e inútil, concordam os especialistas. São necessárias soluções profundas: demolir e recuar passeios, remover pavimentos e renaturalizar os espaços antropizados.

De acordo com a Avaliação de Riscos e Impactos decorrentes das Alterações Climáticas em Espanha (ERICC-2025), a primeira análise integral que identifica e caracteriza todas as ameaças associadas às alterações climáticas, cerca de 8000 quilómetros de costa estão expostos ao aumento do nível médio do mar, à intensificação das tempestades e à erosão costeira.

No capítulo sobre costas e meio marinho, revela-se que o litoral espanhol «já está a sofrer impactos como a perda de superfície emergida, a salinização de aquíferos e solos agrícolas e a degradação de habitats costeiros de elevado valor ecológico». Descreve-se uma «vulnerabilidade social e económica» muito elevada — mais de 40% da população reside em zonas costeiras — e alerta-se que a «concentração de infraestruturas» intensificará os riscos no futuro.

«O nível do mar continuará a subir. Isto irá gerar uma perda permanente de superfície emergida. Precisamos de nos adaptar», insiste Íñigo Losada, professor de Engenharia Hidráulica e diretor de Investigação do Instituto de Hidráulica Ambiental da Universidade de Cantábria, um dos coordenadores deste relatório.

A restauração das dunas de Calafell

Há anos que Calafell (Tarragona, Catalunha) promove ações baseadas na natureza para proteger a costa das tempestades e tornar as suas praias mais resistentes à erosão. A renaturalização, com resultados já tangíveis, foi possível graças a vários projetos simultâneos geridos pela Câmara Municipal, pelo governo central, pela Universidade de Girona e por programas da União Europeia (IMPETUS e DUAL).

A demolição do passeio marítimo, a plantação de espécies autóctones que retêm e fixam a areia, além de travar a ação das ondas, a remoção de estruturas rígidas (esporões) e a colocação de coletores com canas que retêm os sedimentos arrastados pelo vento são algumas das soluções implementadas nos últimos três anos.

A eliminação de parte do passeio marítimo permitiu que as praias, enfraquecidas pela força do mar e pela urbanização do litoral, ganhassem amplitude e recuperassem parte da areia. «O que realmente protege as infraestruturas é a praia, é uma defesa muito mais eficiente do que não a ter, é também uma forma de proteger as casas e ter um ecossistema em melhor estado», explica Aron Marcos Fernández, vereador de Ecologia Urbana da Câmara Municipal.

A última transformação consiste na criação de uma zona de dunas e zonas húmidas junto ao porto, num espaço artificial criado há anos, muito afetado pelas tempestades marítimas, para voltar a ter um espaço com vegetação autóctone. «Mais um passo na recuperação das praias que temos feito nos últimos anos. As medidas que aplicámos foram avalizadas pela ciência, mas também foram avalizadas pelos resultados», celebra o vereador.

A praia de La Pineda, em Vila-seca, a 40 quilómetros de Calafell, é outro município da costa catalã que está a desmantelar parte do seu passeio marítimo para que a areia ganhe amplitude. O projeto prevê o recuo da faixa urbanizada no litoral em vinte metros.

De acordo com dados recolhidos pela Universidade de Girona, na Catalunha, 90% das praias foram afetadas pela degradação do habitat dunar nas últimas décadas. O motivo? O planeamento urbano que impulsionou a ocupação do solo na primeira linha do mar, «origem da perda da paisagem dunar em toda a Espanha».

A demolição de um hotel em Elche e a renaturalização em Santa Pola

Nas praias de El Alted, em Elche, ninguém sente falta da estrutura de betão do antigo hotel Arenales del Sol, um edifício de quatro andares e 146 quartos, construído em 1963 no meio das dunas, que permaneceu abandonado durante décadas.

Em 2022, a Direção Geral de Costas concluiu os trabalhos de recuperação e restauração ambiental da zona onde se encontrava o edifício. A demolição e intervenção do terreno permitiu recuperar 11 000 metros quadrados de ecossistema. Quatro anos depois, a desmontagem completa da infraestrutura deu lugar a um «espaço dunar» que agora faz parte da praia, recuperando o perfil natural da costa.

Santa Pola, cidade vizinha, seguiu os passos com um projeto de restauração ambiental e renaturalização da linha costeira da Gran Playa. O plano de obras prevê a supressão de partes da via pública com «superfícies artificiais» por zonas ajardinadas com vegetação autóctone, passadiços sustentáveis e elementos de proteção paisagística.

Serão removidos do ambiente costeiro elementos obsoletos, como blocos de betão, e os serviços urbanos, como iluminação, lancis e sinalização, serão adaptados a um design mais integrado e sustentável com o meio ambiente. Além disso, para reverter a erosão da praia causada pelas tempestades, será otimizado o sistema de drenagem urbana nas avenidas adjacentes.

O recuo de um passeio marítimo em Vigo

Nos próximos dias, terá início a segunda fase da transformação integral da praia de Samil, em Vigo. A retomada da renaturalização começará com uma imagem simbólica: a demolição do San Remo, um restaurante histórico em terreno municipal cuja concessão a Câmara Municipal decidiu não renovar.

Na primeira fase do projeto, foi demolida parte do antigo passeio marítimo. A intervenção permitiu ampliar a areia em aproximadamente 25 metros. As obras permitiram o «recuo» da zona, ou seja, o deslocamento da infraestrutura pedonal para o interior.

As obras também possibilitaram a recuperação de dunas de até dois metros de altura entre o calçadão e a Praia da Fonte, uma das mais emblemáticas da cidade. «A massa de cimento que se estende pela praia, como foi batizado há 50 anos este calçadão, está a desaparecer», comemora Abel Caballero, presidente da câmara desta cidade galega.

O objetivo final do projeto é recuperar completamente toda a duna do interior de Samil, passando de 28.800 m² para mais de 61.000 m². A intervenção eliminará completamente todas as vagas de estacionamento existentes.

Praia Samil, em Vigo. Adrián Irago/Europa Press via Reuters.

Evitar a proliferação de espécies invasoras em San Javier

No final deste ano, as praias de San Javier, Múrcia, terão habitats dunares melhorados e ampliados, uma obra que permitirá amortecer os efeitos erosivos das ondas durante as tempestades.

O MITECO aprovou e encomendou o projeto da Fase I da restauração das dunas em 6 áreas de La Manga del Mar Menor. Os trabalhos visam «conservar os valores naturais numa zona altamente pressionada pelo urbanismo», explicam desde o ministério.

Um dos objetivos da ação é evitar a proliferação de espécies invasoras, um dos principais fatores de ameaça à biodiversidade em Espanha. Os trabalhos incluirão a restauração ambiental das dunas através da introdução de espécies autóctones, a sua proteção através de cercas flexíveis e a implantação de coletores de areia em diferentes zonas das praias.

Entre as diferentes espécies dunares que serão plantadas encontram-se o esparguete do Mar Menor (Asparagus macrorrhizus), o funcho marinho (Crithmum maritimum), a campânula-do-mar (Calystegia soldanella) e o lírio-do-mar (Pancratium maritimum). Precisamente, o esparguete do Mar Menor, espécie endémica do Mar Menor, entrou em abril de 2023 na categoria de «em perigo de extinção» do Catálogo Espanhol de Espécies Ameaçadas. A sua principal ameaça é a urbanização deste cordão litoral.

Os técnicos do MITECO garantem que, uma vez recuperada a vegetação própria, será restaurado o equilíbrio sedimentar costeiro, transformação que amortecerá os efeitos erosivos das ondas sobre a costa.

«É difícil dizer que salvaremos toda a costa indefinidamente. Quando se luta contra a natureza, acaba-se por perder», repete o engenheiro Agustín Sánchez Arcilla, membro do Colégio de Engenheiros de Estradas, Canais e Portos da Catalunha, quando questionado sobre o futuro das praias na sua região. Mas ele incentiva todos os decisores a «dar à natureza o espaço que ela reclama frente ao cimento».

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

ESPINHO: TEMPESTADES MOVIMENTAM AREIAS


As recentes tempestades transportaram enormes volumes de areia ao longo das praias de Espinho. O esporão da rua 37, que estava quase coberto de areia, encontrava-se este fim de semana muito descarnado, tendo as areias sido movidas para sul e para norte, quer pela ação do mar quer pela ação do vento. O areal a norte da Guarda Fiscal parece ter sido prolongado, embora o pequeno desnível possa induzir galgamentos mais fáceis.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

ESPINHO: FORTE ONDULAÇÃO PROVOCA ROMBO NO ENROCAMENTO DE SILVALDE

Foto: JN

A forte ondulação registada na madrugada desta terça-feira provocou um rombo de grandes dimensões no enrocamento no bairro piscatório de Silvalde, tendo o mar galgado e atingido áreas muito próximas das habitações, gerando apreensão entre a população local. Fonte.

O litoral de Espinho é frequentemente alvo de galgamentos que provocam grandes estragos. É o preço que pagamos por querermos usufruir dele. Seguem-se registos dos impactos de alguns galgamentos passados:

sábado, 31 de janeiro de 2026

REFLEXÃO

COMO A ENGENHARIA CLIMÁTICA ALTERARIA OS OCEANOS, REMODELANDO A VIDA MARINHA
Kelsey Roberts, Daniele Visioni, Morgan Raven e Tyler Rohr, The Conversation-Medium. Trad. O’Lima.

A proliferação de fitoplâncton, observada por satélite no Mar Báltico, retira dióxido de carbono da atmosfera. 
Agência Espacial Europeia via Flickr, CC BY-SA

(…) As intervenções climáticas dividem-se em duas grandes categorias que funcionam de forma muito diferente.

Uma delas é a remoção de dióxido de carbono, ou CDR. Ela combate a causa principal das alterações climáticas, retirando o dióxido de carbono da atmosfera. O oceano já absorve quase um terço das emissões de carbono causadas pelo homem anualmente e tem uma enorme capacidade para reter mais carbono. As técnicas de remoção de dióxido de carbono marinho visam aumentar essa absorção natural, alterando a biologia ou a química do oceano.

Alguns dos métodos de intervenção climática que afetam o oceano, como a fertilização com ferro (Fe). 
Vanessa van Heerden/Louisiana Sea Grant

Os métodos biológicos de remoção de carbono capturam carbono através da fotossíntese em plantas ou algas. Alguns métodos, como a fertilização com ferro e o cultivo de algas marinhas, estimulam o crescimento das algas marinhas, fornecendo-lhes mais nutrientes. Uma parte do carbono que elas capturam durante o crescimento pode ser armazenada no oceano por centenas de anos, mas grande parte dele volta para a atmosfera quando a biomassa se decompõe.

Outros métodos envolvem o cultivo de plantas em terra e o seu afundamento em águas profundas e com baixo teor de oxigénio, onde a decomposição é mais lenta, atrasando a libertação do carbono que contêm. Isto é conhecido como armazenamento anóxico de biomassa terrestre.

Outro tipo de remoção de dióxido de carbono não precisa de biologia para capturar carbono. O aumento da alcalinidade do oceano converte quimicamente o dióxido de carbono da água do mar em outras formas de carbono, permitindo que o oceano absorva mais da atmosfera. Isso funciona através da adição de grandes quantidades de material alcalino, como carbonato pulverizado ou rochas silicatadas, como calcário ou basalto, ou compostos fabricados eletroquimicamente, como hidróxido de sódio.

 
  Como funcionam os métodos de aumento da alcalinidade oceânica. CSIRO.

A modificação da radiação solar é uma categoria totalmente diferente. Funciona como um guarda-sol — não remove o dióxido de carbono, mas pode reduzir efeitos perigosos, como ondas de calor e branqueamento de corais, injetando pequenas partículas na atmosfera que iluminam as nuvens ou refletem diretamente a luz solar de volta para o espaço, replicando o arrefecimento observado após grandes erupções vulcânicas. O apelo da modificação da radiação solar é a rapidez: ela poderia resfriar o planeta em poucos anos, mas apenas mascararia temporariamente os efeitos das concentrações de dióxido de carbono, que continuariam a aumentar.

Estes métodos também podem afetar a vida marinha

Analisámos oito tipos de intervenção e avaliámos como cada um deles poderia afetar os ecossistemas marinhos. Descobrimos que todos eles tinham benefícios e riscos potenciais distintos.

Um dos riscos de puxar mais dióxido de carbono para o oceano é a acidificação oceânica. Quando o dióxido de carbono se dissolve na água do mar, forma ácido. Esse processo já está a enfraquecer as conchas das ostras e a prejudicar os corais e o plâncton, que são cruciais para a cadeia alimentar oceânica.

Como uma concha colocada em água do mar com acidez elevada se dissolve lentamente ao longo de 45 dias. 
Administração Nacional Oceânica e Atmosférica, Laboratório Ambiental Marinho do Pacífico

A adição de materiais alcalinos, como rochas carbonáticas ou silicáticas pulverizadas, poderia neutralizar a acidez do dióxido de carbono adicional, convertendo-o em formas menos nocivas de carbono.

Os métodos biológicos, por outro lado, capturam carbono na biomassa viva, como plantas e algas, mas libertam-no novamente como dióxido de carbono quando a biomassa se decompõe — o que significa que o seu efeito sobre a acidificação depende de onde a biomassa cresce e onde se decompõe posteriormente.

Outra preocupação com os métodos biológicos envolve os nutrientes. Todas as plantas e algas precisam de nutrientes para crescer, mas o oceano é altamente interligado. Fertilizar a superfície numa área pode aumentar a produtividade das plantas e algas, mas, ao mesmo tempo, sufocar as águas abaixo dela ou perturbar a pesca a milhares de quilómetros de distância, esgotando os nutrientes que as correntes oceânicas transportariam para áreas de pesca produtivas.

As cianobactérias, ou algas verde-azuladas, podem multiplicar-se rapidamente quando expostas a águas ricas em nutrientes. joydeep/Wikimedia Commons, CC BY-SA

O aumento da alcalinidade do oceano não requer a adição de nutrientes, mas algumas formas minerais de alcalinidade, como os basaltos, introduzem nutrientes como ferro e silicato que podem afetar o crescimento.

A modificação da radiação solar não adiciona nutrientes, mas pode alterar os padrões de circulação que movimentam os nutrientes.

As mudanças na acidificação e nos nutrientes beneficiarão alguns fitoplânctons e prejudicarão outros. As mudanças resultantes na composição do fitoplâncton são importantes: se diferentes predadores preferirem diferentes tipos de fitoplâncton, os efeitos subsequentes podem propagar-se por toda a cadeia alimentar, acabando por afetar a pesca da qual dependem milhões de pessoas.

As opções menos arriscadas para o oceano

De todos os métodos que analisámos, descobrimos que o aumento eletroquímico da alcalinidade do oceano apresentava o menor risco direto para o oceano, mas não é isento de riscos. Os métodos eletroquímicos utilizam corrente elétrica para separar a água salgada n um fluxo alcalino e num fluxo ácido. Isso gera uma forma quimicamente simples de alcalinidade com efeitos limitados na biologia, mas também requer a neutralização ou o descarte seguro do ácido.

Outras opções relativamente de baixo risco incluem adicionar minerais carbonáticos à água do mar, o que aumentaria a alcalinidade com relativamente poucos contaminantes, e afundar plantas terrestres em ambientes profundos e com baixo teor de oxigénio para armazenamento de carbono a longo prazo. Ainda assim, essas abordagens trazem incertezas e precisam de mais estudos.

Os cientistas normalmente usam modelos computacionais para explorar métodos como estes antes de testá-los em larga escala no oceano, mas os modelos são tão confiáveis como os dados em que se baseiam. E muitos processos biológicos ainda não estão suficientemente bem compreendidos para serem incluídos nos modelos.

Por exemplo, os modelos não capturam os efeitos de alguns contaminantes de metais-traço em certos materiais alcalinos ou como os ecossistemas podem se reorganizar em torno de novos habitats de cultivo de algas marinhas. Para incluir com precisão efeitos como esses nos modelos, os cientistas devem primeiro estudá-los em laboratórios e, às vezes, em experimentos de campo em pequena escala.

 
Cientistas examinam como o fitoplâncton absorve ferro enquanto cresce na Ilha Heard, no Oceano Antártico. 
Normalmente, esta é uma área com baixo teor de ferro, mas erupções vulcânicas podem estar fornecendo uma fonte desse mineral. CSIRO.

Um caminho cauteloso e baseado em evidências

Alguns cientistas argumentam que os riscos da intervenção climática são grandes demais para serem considerados e que todas as pesquisas relacionadas devem ser interrompidas, pois são uma distração perigosa da necessidade de reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Discordamos.

A comercialização já está em andamento. Startups de remoção de dióxido de carbono marinho apoiadas por investidores já estão a vender créditos de carbono para empresas como Stripe e British Airways. Enquanto isso, as emissões globais continuam a aumentar e muitos países, incluindo os EUA, estão a recuar nas suas promessas de redução de emissões.

À medida que os danos causados pelas alterações climáticas se agravam, pode aumentar a pressão para os governos implementarem intervenções climáticas rapidamente e sem uma compreensão clara dos riscos. Os cientistas têm agora a oportunidade de estudar cuidadosamente estas ideias, antes que o planeta atinja instabilidades climáticas que possam levar a sociedade a adotar intervenções não testadas. Essa janela de oportunidade não permanecerá aberta para sempre.

Dado o que está em jogo, acreditamos que o mundo precisa de pesquisas transparentes que possam descartar opções prejudiciais, verificar as promissoras e interromper as ações se os impactos se mostrarem inaceitáveis. É possível que nenhuma intervenção climática seja suficientemente segura para ser aplicada em grande escala. Mas acreditamos que essa decisão deve ser orientada por evidências — não por pressão do mercado, medo ou ideologia.

sábado, 24 de janeiro de 2026

REINO UNIDO: PARLAMENTO PEDE INVESTIGAÇÃO A FRAUDES EM OBRAS DE ISOLAMENTO RESIDENCIAL

Foto: David Gee/Alamy/The Guardian
  • O parlamnto britânico solicitou ao Serious Fraud Office (Departamento de Fraudes Graves) que investigasse o setor de isolamento residencial, após milhares de proprietários sofreram com obras malfeitas e perdas financeiras decorrentes de programas introduzidos por governos conservadores anteriores. Fonte.
  • Centenas de lixeiras ilegais estão a operar em toda a Inglaterra, incluindo pelo menos 11 dos chamados «super lixeiras» que contêm dezenas de milhares de toneladas de lixo. Mais de 700 lixeiras ilegais foram fechadas em 2024/25, mas dados divulgados pela Agência Ambiental revelaram que cerca de 517 lixeiras ainda estavam ativos no final de 2025. Fonte.
  • Um voo em jato particular para cada quatro convidados do Fórum Económico Mundial em Davos. Se os governos levam a sério a proteção das pessoas, devem começar por PROIBIR os jatos particulares e TAXAR a riqueza extrema, em vez de estender o tapete vermelho para eles. Greenpeace.
  • O Ministério do Ambiente da Indonésia está a exigir US$ 284 milhões em indemnizações por danos ambientais a seis empresas, após as inundações e deslizamentos de terra mortais provocados pelo ciclone Senyar em novembro, que causaram a morte de mais de 1.000 pessoas. O governo acusa as empresas de desmatamento de florestas tropicais, o que levou à destruição de bacias hidrográficas. Fonte.
  • Indonésia toma medidas contra empresas mineiras após inundações devastarem população do macaco mais raro do mundo. Conservacionistas elogiam as medidas «desesperadamente necessárias» e pedem maior proteção após a extinção de até 11% dos orangotangos de Tapanuli, uma espécie em perigo de extinção. Fonte.
  • O armazenamento total de energia da China aumentou 85% em 2025, com 66 gigawatts de nova capacidade adicionada. Fonte.
  • Os países em desenvolvimento estão a aproveitar a queda nos preços da energia solar, eólica e das baterias. Por exemplo, a Índia está a eletrificar-se mais rapidamente e a usar menos combustíveis fósseis per capita do que a China usava em níveis semelhantes de desenvolvimento económico. O consumo per capita de carvão e petróleo da Índia é uma fração do que era o da China em níveis de rendimento semelhantes, principalmente porque a Índia tem acesso a painéis solares e carros elétricos a um preço muito mais baixo do que a China tinha há cerca de uma década. Fonte.
  • A administração Trump publicou um regulamento que acelera a concessão de licenças para empresas que buscam minerais críticos em águas internacionais. O documento de 113 páginas da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica transforma um processo de licenciamento de duas etapas – uma para exploração e outra para recuperação comercial – numa única análise, reduzindo assim a supervisão ambiental. O órgão alega ter autoridade, com base na Lei de Recursos Minerais Duros do Leito Marinho de 1980, para regulamentar a extração de minerais em áreas fora da jurisdição dos EUA. Fonte.
  • O rio Sirsiya, que outrora era fundamental para a vida quotidiana, a agricultura e os rituais religiosos no sul do Nepal, está agora fortemente poluído com resíduos industriais e esgotos, tornando-se um perigo para a saúde pública. As fábricas no corredor industrial do Nepal descarregam efluentes não tratados, uma vez que a fraca fiscalização, a regulamentação ineficaz e os planos de águas residuais não implementados permitem que a poluição persista. A poluição flui para Raxaul, na Índia, contaminando a água e prejudicando as culturas, enquanto os residentes do outro lado da fronteira afirmam que os esforços indianos para tratar o esgoto local não conseguem compensar o influxo proveniente do Nepal. Fonte.
  • Por cada dólar investido globalmente na proteção e restauração da natureza, o mundo continua a gastar 30 dólares em atividades que a destroem. Em termos europeus, isto equivale a cerca de 0,85 euros investidos em soluções positivas para a natureza contra aproximadamente 25 euros canalizados para práticas nocivas. Fonte.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

OBSERVATÓRIO COSTEIRO DO ATLÂNTICO NORTE DE PORTUGAL

  • Uma equipa de investigadores das Universidades do Porto, Minho, Trás-os-Montes e Alto Douro pretende implementar o Observatório Costeiro do Atlântico Norte de Portugal. Trata-se de uma plataforma para permitir a exploração sustentável do oceano, através de ferramentas de adaptação às alterações climáticas e da partilha de conhecimento para a gestão e conservação dos ecossistemas marinhos. O desafio surge no âmbito do projeto Atlântida II, financiado em quase 3 milhões de euros, com apoio do Programa Regional NORTE 2030 e que decorrerá nos próximos três anos. Um dos grandes objetivos do Atlântida II é ampliar a monitorização temporal dos ecossistemas aquáticos do Norte de Portugal através da implementação de uma rede integrada de monitorização até às 12 milhas náuticas. Fonte.
  • Guimarães voltou a ser distinguida como cidade-líder no que respeita à transparência e ação ambiental. Fonte.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

INGLATERRA: RADIOACTIVIDADE AMEAÇA LITORAL DE CUMBRIA

Ravenglass

Há um alerta para evitar todo o contacto com a água ao longo da costa de Cumbria, perto de Whitehaven e Ravenglass. Partículas radioativas da central nuclear de Sellafield — incluindo plutónio — contaminam as praias e a água do mar, representando um risco significativo para a saúde. A monitorização oficial da segurança é condenada como um esforço enganoso para minimizar o perigo e proteger a indústria do turismo. O público é instado a boicotar as águas da região e a contestar o que descreve como um «encobrimento» oficial. Fonte.