Em 2026, apenas a praia da Seca, a praia da rua 37 e a praia de Paramos foram galardoadas com bandeira azul. Ficam de fora a praia da Baía, a Frente Azul , no centro de Espinho, e Pau da Manobra, em Silvalde. Fonte.
Em maio de 2025, Espinho perdia bandeiras azuis na Frente Azul, Seca e Pau da Manobra.
Em julho de 2024, as praias Frente Azul e Seca foram temporariamente desaconselhadas para banhos devido à deteção de níveis elevados de coliformes fecais, nomeadamente a bactéria Escherichia coli (E.coli), na água. A contaminação foi atribuída a uma avaria numa das bombas de uma estação elevatória. Na altura, fonte digna de crédito admitia a existência de, pelo menos, 6 estações elevatórias inoperacionais há mais de 3 anos e que avarias em estações elevatórias tinham sido responsáveis pela interdição a banhos em algumas praias de Espinho. Por exemplo, a estação elevatória da rua 13, entre a Piscina Solário Atlântico e o Hotel PraiaGolfe, teria sido responsável pela descarga de esgoto bruto na Praia da Baía. Não seria por acaso que, nessa altura, os esgotos da Piscina Solário Atlântico eram regularmente aspirados por camião especial.
Várias vezes, os problemas das estações elevatórias de Espinho, crónicos de há mais de 10 anos, foram levados ao conhecimento das autoridades competentes. E, como não se verificou qualquer tipo de melhoria, o assunto voltou a ser abordado na Assembleia Municipal de janeiro de 2025, tendo sido aprovada por unanimidade uma recomendação no sentido de o executivo camarário tomar as devidas medidas para que as estações elevatórias com avarias ou inoperacionais fossem reparadas urgentemente, de modo a garantir a sua operacionalidade a 100%, como aliás mandam as boas práticas de uma boa gestão municipal. Na altura, não funcionavam as seguintes estações elevatórias: Rua do Lameirão, Rua dos Moinhos e Rua Souto de Baixo, no lugar da Idanha, Freguesia de Anta; Rua do Gavião, Freguesia de Anta, Rua 13 (Entre o Hotel Praia Golfe e a Piscina Solário do Atlântico), Freguesia de Espinho, Rua 45, freguesia de Silvalde, e Rua Senhora da Guia, Freguesia de Paramos.
Convenhamos que esta situação é sintoma de um desnorte crónico de executivos camarários que têm priorizado ajustes diretos para pagamento de eventos efémeros, em desfavor do investimento na manutenção das infraestruturas e do património construído e na preservação do património natural.
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