sábado, 23 de setembro de 2023

Espinho: mais chemtrails nos céus

Ontem foi dia de intensa pulverização de chemtrails. Apesar de envoltas em muito mistério e sigilo, estas operações contam com o beneplácito de vários países e organizações que admitem a sua importância no controlo climático. Porém, a questão é muito controversa, havendo muitos cientistas e investigadores com créditos mais que firmados que alertam para os riscos e perigos que estas pulverizações representam para o equilíbrio climático, responsabilizando algumas por inundações súbitas e desastrosas e/ou secas prolongadas em zonas muito afastadas das que foram pulverizadas. Perante a cena de ontem, apetece perguntar: onde vai chover torrencialmente? Onde vai haver mais seca?

Para melhor compreensão deste problema e aceder a um manancial de informação, faça uma busca na pequena janela do lado superior esquerdo deste blogue digitando ‘chemtrails’.

Ontário: primeiro-ministro reverte decisão de abrir reserva natural a empreendimentos

  • O primeiro-ministro do Ontário, Doug Ford, anunciou que irá reverter a decisão de seu governo de abrir uma reserva natural aos empreendedores. O anúncio ocorre depois de um segundo ministro se ter demitido na sequência da polémica do Greenbelt. Um editorial do Toronto Star considera que ‘o primeiro-ministro fez o inevitável’, e que ‘não há redenção em fazer a coisa certa apenas sob extrema pressão e depois de esgotadas todas as desculpas. Ford causou danos enormes, talvez irreparáveis, à sua credibilidade e ao seu governo.’ O seu apoio aos investimentos no Greenbelt não foi um erro. ‘Chamar isso de erro implica inadvertência. Pelo contrário, a sua aposta no Greenbelt foi uma decisão consciente de reverter um compromisso anterior que tinha assumido com os cidadãos de não abrir a zona protegida ao desenvolvimento. Ele fez isso não por erro ou ignorância, mas porque pensou que poderia escapar impune.’ É que pairava no ar um ‘perturbador cheiro a corrupção’, aliás confirmada por duas investigações que provaram ter havido favorecimento a investidores.
  • A polícia alemã colabora há muito tempo com a gigante energética RWE para impor a catástrofe ecológica. Andrea Brock, The Conversation.
  • A Pemex explora combustíveis fósseis com dinheiro de bancos internacionais. Emilio Godoy, IPS
  • Dois profissionais de relações públicas da Companhia Nacional de Petróleo de Abu Dhabi (Adnoc) estão a fornecer apoio adicional à equipa que dirige a Cop28. Philip Robinson e Paloma Berenguer têm 28 anos de experiência combinados na indústria de combustíveis fósseis, tendo ambos trabalhado para a Shell antes de integrar na Adnoc. Ben Stockton, The Guardian.

Bico calado

  • “(...) São 100 mil os adultos portugueses que têm problemas de jogo com as raspadinhas. Destes, 30 mil apresentam perturbação de jogo patológico. São os mais pobres - aqueles que auferem rendimentos mensais entre os 400 euros e 664 euros - que jogam mais. E também os mais velhos. Frequentemente têm mais de 66 anos. (...) o que o estudo “Quem paga a Raspadinha?” (...) é também um bom retrato do país. Não somos só fado, nem bacalhau, nem caldo-verde, nem Cristiano Ronaldo. Também somos raspadinhas, mesmo que não fique bem na fotografia. (...) Em 2021, os portugueses gastaram 4,1 milhões de euros por dia em raspadinhas. É um retrato de um país pobre e desesperado. Adornado com migalhas para adiar o pagamento da casa, como as que o Governo atirou ontem aos portugueses que têm crédito à habitação. Portugal é um país de trabalhadores. É o sexto na Europa onde a semana de trabalho é mais longa. E de sonhos eternos, nem que seja a raspar.” Manuel Molinos, Também somos raspadinhas. E pobres JN.
  • Roger Schmidt após a derrota contra o Salzburgo: "O árbitro não esteve do nosso lado". O Jogo.
  • Enzo Sternal, um futebolista franco-argelino, foi afastado da seleção francesa de sub-16 depois de ter festejado um golo mostrando o slogan "Alá é grande" por baixo da sua camisola de futebol. MPN. Claro. Só ‘os outros’ é que podem benzer-se três vezes seguidas ao entrar em campo.
  • “Não deixa de ser impressionante a forma como o secretário geral da ONU, António Guterres, fez um discurso, há dias, em que apelidou a OME da Rússia de ‘violação à Carta da ONU’ que ‘desencadeou uma sucessão de horrores’. Quando era primeiro-ministro, Guterres apoiou a intervenção da NATO na Jugoslávia e defendeu o mais que pôde a independência do Kosovo, chegando a afirmar, por exemplo, nas declarações citadas pelo The Guardian, que "é preciso aproveitar a oportunidade de definir o futuro do Kosovo". Além de justificar a participação de Portugal na operação da NATO na Jugoslávia, ainda justificou a intervenção da NATO com "a catástrofe humanitária que está a ser causada pelo regime ditatorial de Milošević". Depois, Guterres disse ser contra uma intervenção terrestre que possa ser considerada como "invasão", mas quando o questionaram sobre o que podia não ser "invasão", emudeceu. Guterres citou Lionel Jospin para justificar a intervenção e isolar, desta forma, Manuel Alegre, contra a operação da NATO. [entrevista transmitida pela CNN Portugal em 20 de julho de 2023]. Alexandre Guerreiro.
  • Musk ordenou secretamente que os engenheiros da SpaceX desligassem a rede de comunicações por satélite Starlink perto da costa da Crimeia em 7 de setembro de 2022, para interromper um ataque militar ucraniano que estava a ser ali preparado. Se a Rússia fosse atingida, Musk receava uma retaliação contra os satélites Starlink, o que teria interrompido o serviço para outros utentes em todo o mundo. MPN.
  • O Pentágono admitiu que o balão chinês que cruzou o território dos EUA em fevereiro não estava a espionar e que teria sido desviado do curso pelo vento. Mas Washington e os media dominantes aproveitaram este escândalo fabricado para uma nova onda de Guerra Fria. Ben Norton.

  • Ekwaldo Romeo, que saiu de Antígua para Londres quando tinha quatro anos e que, cinquenta e nove anos mais tarde, recebeu uma carta do Ministério do Interior a dizer-lhe que estava no Reino Unido ilegalmente e a oferecer-lhe 'ajuda e apoio para regressar voluntariamente a casa', afirmou que o escândalo se deve a camadas de racismo. 'Fico zangado quando penso no que os meus antepassados passaram. Antígua era uma colónia de reprodução de escravos. . Quando a escravatura foi abolida, ninguém cuidou dos escravos; eles não tinham terra própria; ficaram desamparados nas Caraíbas. Não podiam voltar para África, porque já não eram africanos. Eram súbditos britânicos. É aí que reside a minha raiva. Eu nasci britânico. Depois recebo uma carta a dizer: já não és britânico. Então o que é que eu sou? Como é que se pode perder algo que nos foi dado?" Amelia Gentleman, The Windrush betrayal – Guardian Faber 2019, p 239. Trad. OLima.

sexta-feira, 22 de setembro de 2023

Espinho: esgoto transborda de caixa de saneamento há cerca de um mês

O esgoto, a céu aberto, está assim há cerca de um mês, na rua da Idanha, entre a Santa Casa da Misericórdia de Espinho e a estação de serviço na Ponte de Anta. A água do esgoto transborda da caixa do saneamento e forma-se um lençol de água putrefata, com um cheiro nauseabundo que se cola aos automóveis e salpica, à passagem, para os transeuntes que circulam num e noutro passeio. DE.

Portugal desenvolve 8 satélites para monitorizar as alterações climáticas a nível europeu

  • A Constelação Atlântica de satélites será composta por 16 pequenos satélites de observação da Terra, dos quais oito serão desenvolvidos em Espanha e outros oito em Portugal, que serão utilizados principalmente para monitorizar as alterações climáticas. A Constellation será complementar ao sistema europeu Copernicus, fornecendo dados em alta frequência, a cada três horas, o que será essencial para apoiar a mitigação de desastres naturais. A Constelação Atlântica terá um custo estimado em 40 milhões de euros por parte de Espanha e um valor equivalente por parte de Portugal. Energías Renovables.
  • Mais de 40 países, entre eles Portugal, assinaram esta quarta-feira o Tratado do Alto Mar à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque. EcoResumidamente, os benefícios para Portugal são os seguintes: (1) Proteção do meio ambiente marinho: O Tratado prevê uma série de medidas para a conservação da biodiversidade marinha, incluindo a criação de áreas marinhas protegidas, a proibição da pesca ilegal, não declarada e não regulamentada e a redução da poluição marinha. (2) Promoção do desenvolvimento sustentável: O Tratado fornece um quadro jurídico para o desenvolvimento sustentável das atividades económicas marítimas, como a pesca, a indústria naval e o turismo. (3) Fortalecimento da cooperação internacional: O Tratado é um instrumento de cooperação internacional para a gestão dos oceanos.

  • Será que Manuel Chaveiro Soares, Engenheiro Agrónomo, Ph. D., também recusa beber um copo de glifosato? Recordemos Patrick Moore. Perito em ecologia, entrevistado pelo Canal+, disse que o Roundup, um herbicida na altura produzido pela Monsanto, era tão seguro que se podia beber, mas negou-se a fazê-lo em direto, acabando intempestivamente com a entrevista e chamando parvo ao entrevistador.

Bico calado

  • Agora, é o próprio New York Times que põe em causa a versão ucraniana e admite a possibilidade de ter sido um míssil ucraniano a embater no mercado. Pontualmente, ao contrário do primeiro ano da guerra, a imprensa norte-americana, por vezes até bem mais do que a europeia, destapa as verdades incómodas de um conflito em que não há inocentes. Será o New York Times também putinista?” Bruno Carvalho.
  • Na Assembleia Geral da ONU, o presidente da Colômbia, Petro, lembrou ao mundo que “a América Latina foi invadida várias vezes pelas mesmas pessoas que agora falam em combater as invasões” na Ucrânia. Ele pergunta por que os EUA têm bilhões de dólares para travar a guerra, mas não para mais nada. Breakthrough News (video clip)
  • "Há duas semanas, o primeiro-ministro, António Costa, anunciou a devolução das propinas aos estudantes que ficassem a trabalhar em Portugal. Neste ensaio, Luís Monteiro desconstrói este embuste, explicando o porquê desta medida continuar a excluir milhares de jovens do ensino superior. A medida não passa de marketing eleitoralista, argumenta. É que o PS sempre rejeitou acabar com as propinas e continua a fazê-lo com maioria absoluta. (...) No programa de comentário político O Outro Lado na RTP3, Paulo Pedroso disse: “não há nenhuma medida relativa às propinas. Não há fim de propinas nem devolução de propinas. O que há é uma coisa que o primeiro-ministro fez muito bem: um embrulho de marketing. A medida funciona como imposto negativo”Setenta e Quatro.
  • As vendas secretas de armas do Paquistão aos EUA ajudaram a facilitar um controverso resgate do Fundo Monetário Internacional no início deste ano, de acordo com duas fontes com conhecimento do acordo, com confirmação de documentos internos dos governos paquistanês e americano. As vendas de armas foram feitas com o propósito de abastecer os militares ucranianos – marcando o envolvimento do Paquistão num conflito no qual enfrentou a pressão dos EUA para tomar partido. Ryan Grim, Murtaza Hussain, The Intercept.
  • Enquanto os United Auto Workers mantinham os três grandes fabricantes de automóveis a adivinhar os planos de greve do sindicato, os fabricantes de automóveis fizeram um esforço falhado para evitar os efeitos da ação laboral sem precedentes. A Ford, a General Motors e a Stellantis paralisaram a produção e retiraram peças das fábricas em todo o país, causando danos financeiros a si próprios que poderiam ter sido evitados atendendo às exigências dos trabalhadores. Daniel Boguslaw, The Intercept.
  • Em 2021, Ariane Lavrilleux publicou uma investigação sobre uma operação militar francesa que ajudou o regime de al-Sisi a eliminar dezenas de civis. Esta semana foi detida pela polícia, que quer identificar as suas fontes. Esquerda.

  • "No dia seguinte, no período de perguntas ao Primeiro-Ministro, May manteve o mesmo guião. Reconheceu que se tratava de uma 'questão muito importante' que tinha causado uma 'grande preocupação e ansiedade'.  Mais uma vez, ela usou este conceito peculiarmente suave de ansiedade. Em dezenas de entrevistas com pessoas afectadas, não me lembro de ninguém ter dito que a sua principal reação ao ser classificado como imigrante ilegal era a ansiedade. Insistir na 'preocupação e ansiedade' era uma tentativa deliberada de minimizar uma situação que tinha visto cidadãos britânicos serem desnecessariamente retidos em centros de detenção e expulsos do país. Durante toda a semana, as vítimas apareceram nas notícias a explicar como se tinham sentido suicidas ou como tinham sido forçadas a cortar na comida; ela não pode ter tido conhecimento destes relatos, mas decidiu que a melhor resposta era: 'Quero pedir desculpa a todos os que se sentiram confusos ou ansiosos em resultado disto'. Isto parecia uma tentativa insultuosa de minimizar o que tinha acontecido". Amelia Gentleman, The Windrush betrayal – Guardian Faber 2019, p 206. Trad. OLima.

quinta-feira, 21 de setembro de 2023

Açores: governo paga 4 milhões à Raynair

  • Governo vai pagar 4,1 milhões de euros à Raynair para promover a Região em 2 rotas internacionais e manter a low cost a voar para os Açores. Correio dos Açores.
  • Mais de metade da dívida da Corticeira Amorim já é “financiamento verde e sustentável”, contabiliza a administradora financeira, Cristina Amorim, notando que a empresa tem um “benefício efetivo” em termos financeiros neste tipo de operações, além das vantagens que retira ao nível da “visibilidade que dá no mercado e em termos reputacionais”. António Larguesa, Eco. Está tudo dito: greenwashing de alto estilo.
  • Consultas públicas até 2 de novembro: Defesa contra cheias de Pombal. Inclui a construção de uma bacia de amortecimento e regularização de três ribeiras: Ribeira do Vale, Outeiro das Galegas e do Castelo. A Ponte da Pedrinha será deslocalizada para a entrada do Parque Urbano correspondente à bacia de amortecimento; A “Aldeia Nova de Óbidos”, Aldeamento Turístico de 4* estrelas e capacidade de 916 camas, freguesias do Vau e da Amoreira, Óbidos.

China não participou na análise e testes comparativos de água contaminada despejada pelo Japão no mar

  • A China não foi convidada a participar na análise e testes comparativos de água contaminada com energia nuclear, informou a embaixada da China no Japão. “Se o Japão realmente confia no tratamento da água contaminada com energia nuclear, deveria responder a isso de maneira séria e responsável”, afirmou a embaixada. Reuters/DeccanHerald.
  • Desde 2015, o programa Climate Active, patrocinado pelo governo australiano, certifica organizações e produtos como neutros em carbono. No entanto, a contabilidade complicada do carbono colocou em questão as empresas certificadas e o programa como um todo. As lacunas e exclusões incorporadas no programa Climate Active permitiram que as empresas de combustíveis fósseis ou os seus produtos fossem rotulados como “neutros em carbono”. Estes incluem a exploradora de gás Cooper Energy, a gigante do petróleo Ampol e o maior emissor corporativo da Austrália, AGL. Callum Foote, MWM.

Bico calado

  • Câmara de Matosinhos patrocina futebol profissional do Leixões: meio milhão de euros em três anos, e por ajustes diretos. Página Um.
  • Um jovem recentemente libertado devido à amnistia papal, roubou um transeunte e agrediu três polícias, ao princípio da tarde desta terça-feira [19 setembro] na Avenida da Liberdade, em Braga. JOAQUIM GOMES, O Minho.
  • Governo anuncia devolução de propinas por cada ano de trabalho em Portugal. O Mirante.
  • Secreta britânica fabricou divulgação de ataque químico na Síria em 2013. KIT KLARENBERG, The Grayzone.

  • "Outra ferramenta potente e de baixo custo no arsenal do Ministério do Interior era o medo. O governo desenvolveu um pacote de medidas esperando assustar qualquer pessoa com um estatuto de imigração incerto para que deixasse o Reino Unido. Para ajudar nessa tarefa, assinaram um acordo no valor de 40 milhões de euros com a grande empresa privada de outsourcing Capita, encarregando-a de localizar cerca de 174.000 pessoas que constavam de uma base de dados do Ministério do Interior de suspeitos de serem imigrantes ilegais. A Capita tinha de bombardear os indivíduos com uma combinação alarmante de chamadas telefónicas, cartas e, o que é mais controverso, mensagens de texto, encorajando-os a abandonar o país. O contrato foi redigido de acordo com um modelo de pagamento por objetivos. 'A Capita será paga pelo número de pessoas que contactarem e que abandonarem o país', afirmou o diretor da Agência de Fronteiras do Reino Unido, Rob Whiteman. 'Se ninguém for embora, não haverá pagamento'. A empresa tinha acordado com o governo o pagamento de um bónus adicional, de modo a receber mais 12,5% se o número total de expulsões excedesse em 10% o objetivo estabelecido; a conceção do contrato tornava financeiramente compensador para a organização empurrar as pessoas para fora do país." Amelia Gentleman, The Windrush betrayal – Guardian Faber 2019, pp 163. Trad. OLima.