Notícias sobre Ambiente. Sem patrocínios privados ou estatais. Desde janeiro de 2004.

  • Ambiente Ondas3

    Notícias sobre Ambiente. Sem patrocínios privados ou estatais. Desde janeiro de 2004.

  • Ambiente Ondas3

    Notícias sobre Ambiente. Sem patrocínios privados ou estatais. Desde janeiro de 2004.

  • Ambiente Ondas3

    Notícias sobre Ambiente. Sem patrocínios privados ou estatais. Desde janeiro de 2004.

  • Ambiente Ondas3

    Notícias sobre Ambiente. Sem patrocínios privados ou estatais. Desde janeiro de 2004.

  • Ambiente Ondas3

    Notícias sobre Ambiente. Sem patrocínios privados ou estatais. Desde janeiro de 2004.

sábado, 19 de janeiro de 2019

Bélgica: 10 mil estudantes nas ruas, pelo Clima

  • Na Bélgica, mais de 10 mil estudantes voltaram a faltar às aulas para participar numa marcha exigindo mais e melhores medidas de combate aos impactos das alterações climáticas. Apesar da chuva e do frio, a marcha de protesto em Bruxelas foi maior do que a da semana passada. Cartazes como «A Escola pelo Clima» e «Faltamos às aulas? Não. Lutamos pelo nosso futuro», destacaram-se no cortejo, que não registou qualquer incidente. Patrick Lancksweerdt, diretor de uma escola local, disse ao jornal De Standaard que «a educação tem que transformar jovens em cidadãos maduros. Estas ações provam-no». ABC.
  • A Assembleia Nacional francesa aprovou uma lei explicitando que o óleo de palma «não é um biocombustível» e não terá direito a benefícios fiscais a partir de 1 de janeiro de 2020. A massificação das plantações de palma têm contribuído para a desflorestação de países do hemisfério sul. EURActive.
  • A chinesa Sungrow aliou-se à espanhola Solaria para implantar12 centrais solares em Cáceres, Valladolid, Salamanca, Toledo, Cuenca e Huesca para abastecer um total de 150 mil pessoas. Energías Renovables.
  • A Noruega atribuiu direitos de exploração de petróleo sobre 83 licenças de produção na Plataforma Continental Norueguesa a 33 companhias, o que constitui o maior número alguma vez atribuído numa ronda de licenciamentos. A norueguesa Equinor, a sueca Lundin Petroleu e a alemã DEA adquiriram, respetivamente, 29, 15 9 licenças no Mar do Norte, no Mar da Noruega e no Mar de Barents. JE do Mar.
  • A chinesa General Nuclear Power Corporation vai apresentar planos para construir uma central nuclear no Reino Unido, ajudando a preencher a lacuna provocada pelo fracasso de dois projetos japoneses. Recorde-se que a Hitachi e a Toshiba tinham anunciado o abandono dos seus projetos. Reuters.
  • O ministério do Ambiente da Arábia Saudita impôs a proibição da importação de cebolas do Egito por ter detetado níveis inaceitáveis de resíduos de pesticidas em carregamentos de cebolas importadas daquele país. MEM.
  • Minneapolis está a registar um aumento significativo de instalações solares em bairros economicamente desfavorecidos, resultado de um novo programa para direcionar o investimento nessas áreas sem deslocalizar moradores e empresas existentes. Energy News Network.
  • Níveis perigosos de chumbo foram detetados nas águas que saem das torneiras de 16 das 108 casas testadas o verão passado em Bergen e Hudson, admite a operadora Suez North America. A companhia, que abastece 800 mil clientes no norte de New Jersey, atribui o problema à antiguidade das tubagens. NJ Spotlight.
  • Após anos de defesa e proteção do Ambiente em suas plataformas, Barbra Streisand e Gisele Bündchen são homenageadas no próximo mês na Hollywood for Science Gala do Instituto do Ambiente e Sustentabilidade da UCLA. People.
  • A imagem limpa e verde da Nova Zelândia sofreu forte mossa o verão passado, quando os turistas que viajavam pelo interior do país divulgaram fotos de lagos e rios contaminados por efluentes agrícolas, lixo e fezes humanas. 60% das águas desses lagos e rios são impróprias para banhos, admitira o próprio ministério do Ambiente em 2014. A semana passada, mais de 13 mil pessoas subscreveram uma petição da Greenpeace apelando à proibição do uso do fertilizante à base de nitrogénio sintético, considerado o principal ingrediente responsável pela conta,minação das águas superficiais do arquipélago. Reuters.
Share:

Mão pesada

Um indivíduo de Manchester foi condenado a pena de prisão durante um ano por despejo de 100 toneladas de resíduos no parque de estacionamento da Kingfisher Special School, uma escola de Ensino Especial em Oldham. GovUK.
Share:

Reflexão – Podem energéticas, petroquímicas e produtoras de plástico resolver a crise da poluição plástica?


A Alliance to End Plastic Waste, composta por grandes empresas de energia, petroquímica e produção de plástico, como a Procter & Gamble, Chevron e ExxonMobil, anunciou a atribuição de 880 milhões de euros a projetos para minimizar e gerir resíduos de plástico e promover soluções para plásticos usados. No entanto, peritos na matéria desconfiam destas intenções.

«A reciclagem de plástico será o último recurso depois de repensar, substituir, redesenhar, refazer, reduzir e reutilizar», diz Jo Ruxton, da Plastic Oceans.
Gigi Kellett, da  Corporate Accountability , acusa as empresas da aliança de lavar a sua longa história de poluição: «Durante décadas, estas empresas lucraram imenso com a produção e criação de procura desnecessária de plásticos  enquanto faziam lóbi para bloquear políticas que realmente pudesse reduzir o desperdício e a poluição. A melhor maneira de protegerem o nosso Ambiente é deixarem de bloquear soluções comprovadamente eficazes para lidar com essa crise na origem, e não com esquemas perigosos que apenas alimentam os seus lucros». AFP.
Share:

Bico calado

  • «Não teve coragem de se candidatar à liderança do partido, apesar da indisfarçável ambição, refugiando-se por trás de uma barriga de aluguer, que, entretanto abandonou o seu partido para formar o seu próprio núcleo de oposição à direita. Não teve a decência de deixar o líder eleito disputar uma eleição que fosse, optando antes por atirar o partido para (mais) uma crise interna, ridicularizando e descredibilizando o PSD. E montou uma encenação degradante, secundado pelos restos do passismo, com vista a tomar o poder através de uma golpada mal-amanhada, com vista a salvar uns quantos lugares parlamentares dos seus potenciais vassalos. Fez mais por António Costa numa semana do que a oposição alegadamente inócua de Rio durante um ano. Se a hecatombe eleitoral se confirmar, será injusto retirar Montenegro da equação. O seu contributo para o resultado que se antevê, possivelmente o pior da história do partido, foi precioso.» João Mendes, in Aventar.
  • «Luís Montenegro tem mais tempo de antena do que Rui Rio, líder do PSD, tal como aconteceu, há três anos, com Francisco Assis em relação a António Costa. Enquanto der jeito à direita mais à direita, ele e os adversários do líder têm a comunicação social à disposição.» Carlos Esperança, FB.
  • «O Benfica já não é o que era. As polícias já sabiam há meses do cavalheiro e nada faziam para o parar. Agora, que calhou a vez de ser “hackeada” à PLMJ, até houve dinheiro para mandar uma brigada da PJ à Hungria! Moral da história: o Dr. José Miguel Júdice tem muito mais poder do que os tais 6 milhões de benfiquistas.» A Estátua de Sal.
  • Ahmed Hussein-Suale, jornalista, foi abatido a tiro no Gana. Com o jornalista ganense Anas Aremeyaw Anas, trabalhava numa investigação para a BBC sobre corrupção nas ligas de futebol do país. Ambos já tinham denunciado casos de suborno, o que provocou a renúncia de um árbitro de alto escalão da FIFA que deveria atuar no Mundial do verão passado e a dissolução da federação nacional de futebol do Gana. Transparency International. Será que os media portugueses vão falar deste caso. É que há dias que não desferram do caso de Rui Pinto,  detido na Hungria por pirataria informática e divulgação de negociatas do mundo do futebol.
  • Dois terços dos terrenos para o muro proposto por Trump são propriedade de estados, cidadãos ou tribos índias. A pretensão de usar o domínio eminente militarizado para confiscar propriedade privada é discurso de tirano. The Hill.
  • A ponte Tappan Zee, sobre o Hudson, inaugurada em 1955, foi implodida por razões de segurança. Foi substituída pela ponte Governador Mario M. Cuomo, 30 milhas a norte de New York City. AP/The Washington Post.
Share:

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Reino Unido: Hitachi abandona projetos de duas centrais nucleares

  • Os Ecologistas en Acción denunciaram à Comissão Europeia e ao Parlamento Europeu a construção ilegal de uma zona industrial em pleno Parque Natural da Serra de Grazalema que está a provocar um grande impacto ambiental. Esta é uma Zona de Proteção Especial para as Aves e uma Zona Especial de Conservação.
  • A EDF desenvolve o seu primeiro projeto fotovoltaico flutuante, que será o maior da França.  Situa-se na albufeira da barragem de Lazer, nos Hautes-Alpes, ao lado da barragem de Saint-Sauveur, na região de Provence-Alpes-Côte d’Azur. Desenvolvido pela Akuo Energy, a central fornecerá energia para 7 mil pessoas. PVMagazine.
  • Muitos cidadãos holandeses pediram ao supremo tribunal do país para pôr fim imediato à extração de gás natural na região de Groningen devido ao aumento do risco de terremotos. A extração está a ser levada a cabo pela NAM, um consórcio formado pela Shell e pela Exxon Mobil. Reuters.
  • A Hitachi suspendeu o projeto de construção da central nuclear de Wylfa, no norte do País de gales por rutura no acordo financeiro entre os governos nipónico e britânico. A Hitaahi vai também abandonar o projeto da central nuclear de Oldbury, em Inglaterra. O risco de aumento de custos e preocupações com segurança, aliado à concorrência mais apertada por parte das renováveis e do gás levou a que quase todos os projetos apoiados pelo Japão fossem abandonados devido à falta de investidores.
  • Os ambientalistas na Bulgária obtiveram uma vitória após uma longa batalha judicial para impedir a ampliação de uma estância de esqui nas montanhas Pirin, Património Mundial da UNESCO. AFP.
  • A União Europeia doou € 10.981.643 para projetos de pesquisa de carvão em 2018 como parte do Fundo de Pesquisa para Carvão e Aço da Comissão Europeia (RFCS). Os destinatários incluíram, entre outros, o Grupo Mineiro Polaco,  a alemã RWE (proprietária da Npower) e a Tata Steel UK. Os projetos financiados incluíam um esquema para converter lenhite em combustível líquido, um esforço para melhorar a competitividade do carvão mineral e outro para a gaseificação subterrânea de carvão, uma técnica controversa para transformar carvão em gás. Unearthed.
  • O Egito assinou um contrato de empréstimo de 1,2 biliões de dólares com o Export-Import Bank of China (EximBank) para financiar um projeto de ferrovia elétrica. MEM.
  • Dezasseis poços de cinzas de carvão no Texas estão a libertar contaminantes, nomeadamente arsénico, boro, cobalto e lítio, alerta um relatório do Environmental Integrity Project.
  • Melbourne é a primeira cidade na Austrália a ter todas as suas infraestruturas abastecidas com energia renovável. Isto significa que a iluminação pública, as bibliotecas, instalações desportivas, creches e edifícios do conselho são agora totalmente alimentados pela eólica de Crowlands. The Guardian.
Share:

Reflexão - A dessalinização produz mais resíduos tóxicos do que água limpa

Dessalinizadora de Porto Santo. Agosto 2012.

Neste momento há 16 mil dessalinizadoras em 177 países, muitas das quais concentradas no Médio Oriente e no Norte da África, onde a escassez de água é uma realidade. 
O crescimento do número das dessalinizadoras é diretamente proporcional ao crescimento da salmoura, um subproduto químico hipersalino, o que representa um novo risco para a saúde pública e ambiental. 
O alerta é dado por um estudo  do United Nations University’s Institute for Water, Environment, and Health (UNU-INWEH). Cada litro de água para consumo humano produzido por uma dessalinizadoras representa 1,5 litros de salmoura, 50% mais do que até agora se calculava. 
Apenas quatro países são responsáveis por 55% da salmoura global: Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Catar. Segundo o relatório da UNU-INWEH, a salmoura não tratada aumenta a temperatura e a concentração de sal da água do mar, fator que reduz os níveis de oxigênio da água, afetando organismos marinhos e a cadeia alimentar. O processo de dessalinização também usa produtos químicos tóxicos, como o cobre e o cloro, poluindo oceanos quando descartados. 
Uma melhor gestão das dessalinizadoras deverá incluir, sugere Manzoor Qadir, um dos autores do estudo da UNU-INWEH, o aproveitamento da salmoura para produção de eletricidade, irrigação de culturas tolerantes ao sal e até mesmo a sua utilização em aquacultura, com aumento de 300% na biomassa do peixe. IPS.


Share:

Mão pesada

  • Um indivíduo de Derby foi condenado a pagar multa superior a 13 mil libras e a cumprir 4 meses de recolher obrigatório por gerir uma estrutura de desmantelamento de veículos sem as respetivas licenças. GovUK.
  • Nos EUA, as contraordenações por crimes ambientais registaram o número mais baixo em 30 anos, especialmente durante os dois primeiros anos da administração Trump, admite um relatório do Public Employees for Environmental Responsibility. Estes dados confirmam elementos semelhantes recolhidos há alguns meses por um estudo do Environmental Integrity Project. Os dois estudos sublinham que o ministério do Ambiente norte-americano está a negligenciar a sua missão, deixando os prevaricadores à solta, o que poderá levar mais criminosos a ignorar as regras de proteção do ar, da água e do solo. Vox.
  • Um produtor rural de Dourados, em mato Grosso, foi multado em R$ 10 mil reais após 12 funcionários de uma empresa que fazia a manutenção da BR-163, terem sido hospitalizados por terem sido expostos e contaminados com o produto químico que era aplicado nos terrenos do autuado, ao lado da estada. CGNews.
  • A Volkswagen foi intimada por um tribunal da Índia, no âmbito de investigações ao caso do software que manipulava o controlo das emissões dos veículos, a compensar o Estado em 14 milhões de dólares por danos causados à saúde de cidadãos pelo excesso de emissões de óxido de nitrogénio, um poluente ligado a doenças pulmonares e cardíacas. Reuters.
Share:

Bico calado

  • «O Jornal de Leiria publicou na última edição um trabalho onde alguns empresários criticavam a Câmara da Marinha Grande quanto à morosidade no licenciamento dos processos de obras e aos seus custos. Passados quatro dias, este mesmo jornal é informado pela empresa municipal TUMG que, por indicação da autarquia, a renovação de um acordo comercial existente entre as duas empresas, renegociada duas semanas antes, ficava, afinal, sem efeito.» Jornal de Leiria.
  • «(…) enquanto que três membros do Governo resolveram demitir-se por decisão própria, para não prejudicarem a credibilidade do Governo, Luís Montenegro e Hugo Soares permaneceram na bancada do PSD, dizendo estarem de consciência tranquila, isto enquanto alegadamente falsificavam documentos para se protegerem. Hoje, são estes dois personagens que estão a tentar tomar o PSD de assalto, alegando que o partido está "no mau caminho". Irónico, não é?» Uma Página Numa Rede Social.
  • «Já lá vão duas semanas que Amade Abubacar, jornalista da Rádio Comunitária de Nacedje, em Cabo Delgado, foi detido pela Polícia da República de Moçambique, supostamente por ter fotografado centenas de famílias que estão a abandonar as aldeias remotas do distrito de Macomia, devido à intensificação dos ataques armados.» Magazine Independente.
Share:

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Espinho-Oliveira de Azeméis: novo fôlego para a Linha do Vouga?

  • A Linha do Vouga vai ser requalificada entre Espinho e Oliveira de Azeméis. A sua execução deverá ocorrer entre 2021 e 2025 e envolverá a alteração da bitola métrica de via estreita para via larga de modo a permitir a interligação, em Silvalde, com a Linha do Norte. A dotação de 75 milhões fica abaixo dos 95 ou 165 previstos num estudo d 2018. DN. Refira-se que o novo PDM de Espinho, revisto e aprovado em 2016, prevê a transferência da estação de Espinho-Vouga para a zona do apeadeiro de Silvalde, onde aliás consta que a Refer tem projeto para nova estação da Linha do Norte. O PDM propõe, a partir daqui, um novo traçado, para leste, até à linha do Vouga. O troço que parte da atual estação de Espinho-Vouga será desativado e convertido em ciclovia. Em ano deleções legislativas, os responsáveis mostram-se otimistas perante a possibilidade do acesso aos sempre cobiçados fundos comunitários. Só esperamos que este projeto não venha a descambar numa situação semelhante à da linha da Lousã…
  • A Ribeira dos Milagres registou mais uma descarga de efluentes não tratados, «claramente das suiniculturas» sublinha o portal de defesa deste ecossistema. «Foi feita denúncia à GNR brigada fo ambiente», acrescenta aquele portal. «A esperança da construção da prometida ETES já lá vai. O atual ministro do ambiente João Pedro Fernandes prometeu e deu prazos para se poder avançar com a dita obra mas tal como os antecessores passando também pelo Sr. Ministro da Agricultura Capoulas Santos falam muito e não fazem nada. Estes Srs. deviam sentir-se envergonhados pois como se diz na gíria são uns fala barato, claro que tudo isto é extensivo ao poder politico local. Por outro lado temos de reconhecer que de facto somos um povo manso assistimos pacificamente a todos estes atentados.» Mais: somos muito preguiçosos nestas questões do Ambiente. Porque em questões de festas, romarias, foguetes, bailaricos, passeios e eventos gastronómicos todos somos muito enérgicos e solidários. Porque não somos igualmente enérgicos e solidários nestas questões do Ambiente?
Share:

Disruptores endócrinos em 95% dos recibos de papel

  • Um estudo científico da equipa do Dr. Nicolás Olea, da Universidade de Granada, encontrou Bisfenol A e outros disruptores endócrinos em mais de 95% dos recibos de papel emitidos por lojas e serviços. A Agência Europeia para Substâncias e Misturas. Químicos (ECHA) considera os disruptores endócrinos preocupantes para a saúde humana, possíveis causadores de cancro de mama e diabetes para pessoas mais sensíveis à sua exposição.
  • As margens dos rios Murray-Darling, no leste da Austrália, estão cheias de peixes mortos e em decomposição. A situação poderá piorar se se maRecibos de papelrrrntiverem as temperaturas altas. PHYS.
Share:

Bico calado

  • «Portugal é um país pioneiro e um exemplo para o resto do mundo. Não ouvimos esta afirmação com muita frequência mas ela é repetida à escala global quando discutimos a temática “drogas”. A descriminalização do ano 2000 é um sucesso. Não o é porque há quem assim o diga. É-o porque a lei de 2000 permitiu implementar uma série de programas que resultaram na queda abrupta do consumo de heroína e da mortalidade associada à toxicodependência. Mas já passaram 20 anos e o mundo avançou na discussão. Hoje, múltiplas experiências têm demonstrado que a legalização do consumo da cannabis pode ser benéfica em termos de saúde pública. Não são necessários dados para chegar a essa conclusão, basta pensar que onde a droga é proibida, ela distribui-se pelo mercado negro, não é sujeita a qualquer controlo e é frequentemente adulterada. Por contraste, nos estados que a legalizaram, a cannabis é sujeita a controlo de qualidade e é possível estudar padrões de consumo, verificar efeitos na saúde das comunidades e dirigir programas de prevenção e redução de riscos devidamente fundamentados. No entanto, a Associação de Médicos Católicos decidiu intrometer-se neste debate e fê-lo da pior maneira: mentindo! Segundo os médicos católicos, a legalização da cannabis “irá seguramente levar a um aumento do número de pessoas que consomem esta droga”. Isto não podia estar mais longe da verdade. Várias experiências recentes de legalização do consumo da cannabis não aumentaram o seu consumo. E estes são dados publicados e devidamente verificados. (…)» Bruno Maia, in Médico, católicos e mentirosos – Público 15jan2019.
  • «Parece-me que a solução é simples. A Escócia deve tornar-se independente e permanecer na UE, como os seus cidadãos desejam. A Inglaterra e o País de Gales devem deixar a EU, como os seus cidadãos desejam. A Inglaterra e País de Gales devem assumir uma relação do tipo da Noruega, como propõe o Partido Trabalhista (…). A Irlanda do Norte deve finalmente regressar à Irlanda.» Craig Murray, in Racism Poisons the Entire Brexit Debate.
Share:

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Alqueva: massificação do olival viola ordenamento e esmaga biodiversidade

  • Os maus cheiros e a aparente poluição da ribeira da Boa Água, sobretudo em Nicho de Riachos, Torres Novas, provocaram novos protestos de populares nas redes sociais, de moradores da envolvente e da oposição na reunião camarária de 8 de janeiro. O problema já chegou ao Parlamento, pela mão do CDS. Mediotejo.
  • Ação de reflorestação (500 sobreiros e medronheiros) em Seia: domingo, 17 de fevereiro, junto do Santuário de Santa Eufémia, em Paranhos da Beira, propriedade da Fábrica da Igreja. Alimentação, transporte e seguro serão garantidos pela autarquia. Ponto de encontro: 09h30, Largo Dr. António Borges Pires (Câmara Municipal de Seia); início dos trabalhos: 10h00. Os interessados deverão inscrever-se no website da Câmara Municipal de Seia (www.cm-seia.pt) e utilizar vestuário adequado, sendo recomendado o uso de botas e agasalho impermeável e caso possuam, recomenda-se aos voluntários que tragam luvas de trabalho. Notícias de Coimbra.
  • A massificação da cultura do olival na região do Alqueva está a sacrificar o ordenamento e a biodiversidade. Para além do desvio ou da cobertura com pedras de linhas de água, da ocupação de bermas de estradas, o impacto negativo atinge os morcegos, cada vez mais raros. Um estudo do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade de Évora, publicado em 2015 na Animal Conservation, lançou o alerta. Aparentemente ninguém mexeu uma palha. A autarquia local vem agora dizer que «está determinada em fiscalizar o território». Público. O desaparecimento dos morcegos não terá sido resultado das frequentes pulverizações de produtos químicos nos olivais, para, por exemplo, combater a gafa da oliveira?
  • Auditoria da EY às barragens da EDP revela falhas, desvios e incumprimentos: a construção de Baixo Sabor, Ribeiradio/Ermida e Foz/Tua derraparam no tempo e nos custos; adjudicação direta de trabalhos a mais; utilização de fatores não divulgados nos concursos; incumprimento da delegação de competências; pagamento de prémios aos construtores mesmo depois de terem falhado os prazos; não aplicação de multas contratualmente previstas; aprovação de sobrecustos acima dos propostos pelo fiscal da obra; insuficiência de procedimentos. Etc. Expresso.
Share:

Relatório plagiado permite renovação da autorização de utilização de glifosato

  • O relatório europeu de avaliação dos riscos do glifosato - herbicida suspeito de poder causar cancro - e que permitiu a renovação da autorização por cinco anos de utilização na União Europeia foi 70% copiado e 50% foi plagiado de informações prestadas pela própria indústria que comercializa o produto, a Monsanto. A conclusão é de um grupo de peritos alemães (do Bundesinstitut für Risikobewertung - BfR), em parceria com o especialista em plágio austríaco Stefan Weber e com o bioquímico Helmut Burstcher, da ONG Global 2000.  Aliás, já em setembro de 2017, a Global 2000 tinha revelado que três sub-capítulos do relatório tinham sido largamente copiados. Apesar de tudo, em novembro desse mesmo ano, a Comissão Europeia aprovava por mais cinco anos a utilização do glifosato. DN. Apenas se confirma aquilo que, há mais de um ano, em 21 de setembro de 2017, o Ambeinte Ondas3 fazia referência.
  • O tribunal francês cancelou a licença para o Roundup Pro 360, um dos herbicidas à base de glifosato da Monsanto por causa de preocupações de segurança. Reuters.
  • A ClientEarth processou o Banco Europeu de Investimento por causa de um empréstimo de 69 milhões de dólares para o desenvolvimento de uma central de energia a lenha em La Coruña. Alega-se que o empréstimo é altamente ineficiente e não respeita os limites de financiamento do BEI para tecnologias renováveis. REMagazine.
  • As hortas urbanas, os jardins e mesmo os espaços aparentemente abandonados mas cheios de ervas ditas daninhas são excelentes locais para os polinizadores cumprirem o seu objetivo, conlui um estudo coordenado por Katherine Baldock, da University of Bristol. Desenvolvido durante dois anos por mais de 50 pessoas em Bristol, Edimburgo, Leeds e Reading, o estudo garante que os polinizadores, nomeadamente as abelhas, preferem silvas, botões de ouro, dentes-de-leão, lavanda, cardos, margaridas e borragem. Via The Guardian.
  • 17 aquaculturas do arquipélago de Broughton, na Colúmbia Britânica, vão encerrar até 2023 na sequência de um acordo firmado entre as Primeiras Nações e o governo da província de modo a proteger a saúde do salmão selvagem no arquipélago. CBC.
Share:

Bico calado

  • O Tribunal Cível de Vila Franca de Xira absolveu a empresa ADP-Fertilizantes do pagamento de uma indemnização de 200 mil euros, reclamada por uma das vítimas do surto de Legionella que, em Novembro de 2014, atingiu as freguesias do sul deste concelho ribatejano e fez 14 vítimas mortais. Público.
Share:

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Maceda-Praia da Vieira na Rede Natura 2000

  • A orla costeira entre Maceda e a Praia da Vieira foi integrada na lista nacional de sítios da Rede Natura 2000. Isto permitirá a conservação de habitats marinhos como os bancos de areia permanentemente cobertos por água do mar pouco profunda e os recifes. A classificação desta área promove também a preservação de fauna marinha bastante diversificada, com especial destaque para espécies de cetáceos e de tartarugas. ON.
  • As empresas de turismo de cruzeiros MSC Cruises e Cruise & Maritime Voyages trocaram o porto de Amsterdão pelo de Roterdão, ambos na Holanda, devido a uma nova taxa de 8 euros diários sobre os passageiros de cruzeiro imposta pelo município de Amsterdão. A taxa foi uma resposta à elevada pressão sobre a cidade e os seus espaços públicos da cidade, na sequência da presença de um elevado número de turistas. JE do Mar.
  • «A superintendência do Ibama no Rio anulou uma multa ambiental de R$ 10 mil que havia sido aplicada em 2012 ao presidente Jair Bolsonaro por pesca irregular em Angra dos Reis, na Costa Verde. O presidente foi flagrado por fiscais em 25 de janeiro de 2012 em um bote dentro da Estação Ecológica de Tamoios, em Angra — a presença é proibida no local. Ele foi fotografado por um agente do Ibama com uma vara de pescar. Na defesa apresentada, o presidente alegou que estava no aeroporto Santos Dumont na hora da multa — Bolsonaro, no entanto, cita a data em que o auto de infração foi lavrado, em março, não o dia em que a conduta foi flagrada, em janeiro. A demora entre o flagra e o registro formal aconteceu porque o presidente se recusou a apresentar os documentos. (…) A presidente do Ibama, Suely Araújo, foi exonerada ontem após críticas do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles , e do próprio Bolsonaro a um alto contrato do órgão para aluguel de caminhonetes para a fiscalização de crimes ambientais.» O Globo.
Share:

Bico calado

  • «(…) Cristina Tavares não é Cristina Ferreira. Não é da Malveira, mas de Santa Maria de Lamas. Não ganha 38 mil euros por mês, mas 600. Não começou o seu novo trabalho, mas foi vítima do segundo despedimento. Ambas têm um filho. O de Cristina Tavares tem síndrome de Asperger. Cristina Ferreira está em forma, Cristina Tavares emagreceu sete quilos por causa da perseguição dos patrões. A guerra de audiências das manhãs de Cristina Ferreira têm dado muito que falar. Da guerra movida contra Cristina Tavares e dos seus dias de sofrimento e humilhação, quanto temos falado? (…)» José Soeiro, in Expresso Diário, 11jan2019.
  • «(...) Ainda me estão por explicar por que razão quando uma empresa, um escritório de advogados, uma consultora, paga a uma agência de comunicação consegue “colocar” as sua notícias e quem não tem ou não paga o serviço, não consegue publicar nada, independentemente do seu valor informativo. Os casos mais evidentes são as páginas especializadas, por exemplo, do jornalismo económico. (…) Com a escassez de pessoas e o pouco trabalho de equipa, a feudalização e o mandarinato, os jornais são sucessões de opiniões com muito pouca informação por trás. (…)» José Pacheco Pereira, in No jornalismo o mais importante é a informação - Público 12jan2019.
Share:

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Governo trava corrida às solares

  • A substituição do anterior secretário de Estado de Energia Seguro Sanches por João Galamba coincidiu com a mudança de estratégia do governo de António Costa. Anteriormente, até 2021 deveriam nascer em Portugal 31 novas centrais solares fotovoltaicas, num total de mais de mil megawatts (MW) de licenças que o governo aprovou em regime de mercado, ou seja, sem direito a tarifas subsidiadas. Agora essas licenças são consideradas excessivas e o sistema de licenciamento foi repensado de modo a detetar e evitar eventuais situações de especulação de licenças nos projetos de energia solar.DN. Entretanto, a Moura Fábrica Solar (MFS), filial da espanhola ACCIONA, encerrou. O parceiro chinês anunciara, em setembro passado, uma semana depois de a União Europeia ter decidido eliminar as tarifas sobre a importação de painéis da China, que iria concluir definitivamente a sua atividade em Moura e transferir a sua produção para fábricas na Ásia. A MFS, que implicou um investimento de 10 milhões de euros e começou a produzir em 2008, foi uma das contrapartidas do projeto de construção da Central Solar Fotovoltaica de Amareleja. Após ter comprado a empresa que tinha sido criada pela Câmara de Moura para construir e gerir a central, a ACCIONA construiu a MFS e, no âmbito de um acordo com o município, comprometeu-se a mantê-la a funcionar durante 10 anos, ou seja, até 2018, e com mais de 100 trabalhadores. TVI.
  • Concentração anti-nuclear, contra as minas de urânio em Salamanca: sábado, 19 de janeiro, 16h - Barragem de Saucelle (fronteira de Portugal com Espanha), em Freixo de Espada à Cinta. FB.
Share:

Itália: governo pondera rejeitar pedidos de perfuração de petróleo e gás

  • A escola de Hagenbeck, em Berlim, Alemanha, é pioneira no desenvolvimento de um currículo baseado na Natureza. Video aqui. DW.
  • O Mountaineering Scotland desafiou o Highland Council e outras instituições para considerarem alternativas para proteger a beleza selvagem de Glen Etive, Escócia. Tudo porque o governo aprovou 7 projetos de barragens numa área tornada famosa pelo filme de James Bond, SkyfallEnergy Voice.
  • O governo italiano pondera rejeitar 36 pedidos de extração de petróleo e gás como estratégia para reduzir a pegada de carbono do país. Reuters.
  • A cidade suíça de Port tem uma nova escola que não só é energeticamente autossuficiente como fornece o excedente de energia a 50 residências. Arquitetura & Empresa.
  • Os ativistas das alterações climáticas Bristol EarthQuakes pedem ao aeroporto de Bristol para abandonar o projeto de expansão que consideram irresponsável e perigoso. Bristol Post.
  • A Renault vai dotar de velas os navios que transportam 60% das peças dos seus veículos. O objetivo é reduzir a sua pegada de carbono em 6% até 2022. EcoInventos.
  • Quer construir uma rede elétrica autónoma? 7 tutoriais em vídeo… em língua inglesa. EcoInventos.
Share:

Reflexão – «Os fumos tóxicos ameaçam os nossos filhos. Temos que enfrentar o lóbi da poluição»


«(…) Depois da comissão Lancet sobre poluição e saúde ter informado, em 2017, que a poluição mata mais pessoas do que o tabaco - e três vezes mais do que SIDA, a tuberculose e a malária juntas – esperava-se que os governos, as agências de desenvolvimento e as instituições de saúde tornassem-na uma prioridade. Mas eles continuam focados em doenças transmissíveis, enquanto ignoram a ameaça maior, causada pelo homem. Onde está a Save the Children? Onde estão os Médicos sem Fronteiras? Onde estão os filantropos que buscam eliminar as mortes por poluição do ar, enquanto Bill e Melinda Gates e outros tentam eliminar malária?
Quando a Federação Mundial do Coração formou uma plataforma global para combater doenças e ataques cardíacos, e quando a ONG Vital Strategies lançou uma iniciativa semelhante sobre doenças cardiovasculares, - com Gates, Bloomberg e Zuckerberg -, eles ignoraram a poluição do ar, apesar de matar mais pessoas do que os fatores que eles enfatizaram. O mesmo silêncio estranho paira sobre a comissão da ONU para doenças não transmissíveis e sobre o plano de ação global da Organização Mundial da Saúde. A poluição está fora da agenda. Porquê?
Penso que há três razões. A primeira é que não existe uma narrativa heróica construída em torno da poluição do ar, enquanto há abundância (Louis Pasteur, Alexander Fleming, John Snow) em torno da luta contra a infeção. A segunda é que as intervenções necessárias não são discretas, mas sistémicas. Em vez de distribuir mosquiteiros ou reduzir o sal em alimentos processados, deve-se mudar todo o sistema industrial e de transportes. A terceira é que, enquanto ninguém tem interesse comercial em disseminar tuberculose ou poliomielite, há um enorme lóbi global, composto por empresas de combustíveis fósseis, motores e infraestruturas que bloqueia ações efetivas contra a poluição e as tecnologias que a provocam. Combater a poluição significa combater o poder combinado de algumas das indústrias mais poderosas do mundo. A poluição é a manifestação tangível da corrupção.
A solução é política: confrontar o poder deste lóbi e derrubar os governos que ele capturou, substituir os carros particulares e as estradas em constante expansão por transportes coletivos elétricos, andar a pé e de bicicleta, e impôr condições rigorosas às indústrias poluidoras. Fomos abandonados por aqueles que alegam defender os nossos filhos de doenças. Temos que nos mobilizar.» 

John Monbiot, in Toxic fumes threaten our children. We have to take on the pollution lobby - The Guardian
Share:

Mão pesada

A Fiat Chrysler foi multada em 650 milhões de dólares por uso de software ilegal de controle de motores em veículos a diesel que produziram resultados falsos em testes de emissões. The New York Times. Amendoins, comparado com as multas aplicadas à Volkswagen. Será porque a Chrysler joga em casa? 

Share:

Bico calado

  • «(…) O pior de tudo isto é que o contributo de Marcelo para a legitimação da extrema-direita está muito para lá do abraço a Bolsonaro. Marcelo está a criar, sem oposição crítica, e com total anuência dos media, uma visão do líder carismático e salvador uni-pessoal. Ele está em todo o lado, ele resolve tudo, ele é o pater familas, um Presidente que faz eclipsar o Parlamento. O omnipresente Marcelo cuida do povo e explica a cada um de nós e a todos os políticos o que devem fazer.(…) Raquel Varela.
  • «Quem não tem saudades de Salazar, Sr. Goucha, são os quatro jovens assassinados pela PIDE durante a Revolução: João Arruda, 20 anos, Fernando Gesteiro, 18, Fernando dos Reis, 24 e José Barnetto, 37. Quando o Sr. Goucha pedir desculpa às famílias destes jovens, talvez eu volte a ver programas na TVI. Antes, nem pensar.» Richard Zimler, FB.
  • «(…) é interessante que Adão Silva, deputado do PSD, tenha há dias criticado as propostas de Lei de Bases do governo e dos partidos à esquerda por serem “ideológicas”, afirmando, em contrapartida, que a proposta do PSD visa um Serviço Nacional de Saúde “descomprometido do ponto de vista ideológico”. O adjectivo “ideológico” aparece aqui com sentido pejorativo e como aplicável apenas às posições do outro lado. O PSD não se limita a criticar as propostas da esquerda para o sector da saúde como sendo, do seu ponto de vista, piores; critica-as por serem ideológicas, em contraste com as presumíveis neutralidade e bom senso da sua própria posição. O mesmo artifício argumentativo foi utilizado por Jair Bolsonaro no seu discurso de tomada de posse, no qual prometeu “libertar a pátria da submissão ideológica” e “estimular a competição, a produtividade e a eficácia sem o viés ideológico”. O novo Presidente brasileiro, ultra-conservador nos costumes e ultra-liberal na economia, apresenta-se como não-ideológico: ideológicos são os outros, os adversários e inimigos.  A utilização do termo “ideológico” em sentido pejorativo no debate político segue uma lógica precisa: visa descredibilizar a posição adversária como extremista e particularista, em contraste com a própria posição, implicitamente apresentada como razoável e universal.(…)» Alexandre Abreu, in Expresso Diário 10jan2019.
  • Eric Drouet, um dos líderes dos Coletes Amarelos em França, disse que aceitaria um convite para se encontrar com o lídere italiano  das 5 Estrelas, Luigi Di Maio. Di Maio disse que queria formar um grupo para as eleições europeias deste ano. EUOBserver. «Não se rendam, o M5S apoia-vos!», disse Di Maio. Vale a pena ler a crónica de Ferreira Fernandes, no DN 8jan2019.
  • «Isabel dos Santos está “doentinha” para se apresentar na PGR de Angola, que por diversas vezes já a convocou. Mas cheia de saudinha p/ vir dar uma de “businesswoman” (por UNITEL q papá cleptocrata lhe concedeu) no PE, em Bruxelas. Trazida por Grupo de extrema-direita anti-UE.» Ana Gomes, Twitter.
  • O Jewish National Fund of Canada, filial da Keren Kayemeth LeIsrael ou do Jewish National Fund usou as suas doações para financiar projetos de infraestrutura do exército, de bases aéreas e navais israelitas, revelou uma auditoria da Canada Revenue Agency após denúncia de um investigador canadiano. CBC.
  • «(…) Até já ponderei começar a fazer um arquivo de histórias e crónicas que não escrevi (…) Seria uma série interminável porque o jornalismo é um campo de batalha: as ideias morrem, as perspetivas revelam-se inviáveis, as fontes tornam-se inúteis, as linhas de raciocínio terminam em becos sem saída, os factos tornam-se ficção após confirmações e cruzamentos de dados, e a verdade que se iria desvendar com uma história jornalística acaba sendo uma mentira. Isso não é problema. Melhor, isso é fantástico. Porque enquanto se trabalha tropeça-se em outras histórias e verdades mais profundas, depara-se com fontes inesperadas e linhas de pensamento mais originais e perspetivas mais excitantes. Descobre-se a verdade. E ao longo do caminho aprende-se que a verdade não está algures no meio (…). A verdade pode ser difícil de encontrar e complicada, mas não está no meio. (...) Não tente ser corajoso porque você quer muito ser ouvido. Jornalismo não é sobre você, mas sobre a história. Censure-se! Isso fá-lo-á pesquisar mais, aprofundar, fazer mais perguntas. Aprecie as entrevistas que faz, não tenha medo de meter os pés na lama, observe, desvende arquivos e relatórios. Entreviste casais aniversariantes, descubra o que provoca tantos acidentes de bicicleta num determinado cruzamento, assista às reuniões do executivo camarário do seu município, veja o jogo de futebol local e escreva uma coluna sobre isso. Aprenda a profissão. Então também aprenderá a borrifar-se para o rótulo que as pessoas lhe colocam quando você se tornar tão experiente e especializado que pode começar a ampliar os géneros jornalísticos que usa e começar a expressar as suas opiniões. Só então se sentirá tão unido ao seu métier que nunca mais publicará um artigo, coluna, reportagem ou ensaio que não seja digno da sua profissão. (…)» Fréderike Geerdink, in Byline.
Share:

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Coimba e Leiria: 11 municípios constituem empresa de águas, saneamento e recolha de resíduos

  • 11 municípios de Leiria e Coimbra vão constituir a APIN - Empresa Intermunicipal de Ambiente do Pinhal Interior, sistema intermunicipal de gestão de água, saneamento de águas residuais e de recolha de resíduos sólidos urbanos. Da APIN farão parte os municípios de Figueiró dos Vinhos, Alvaiázere, Ansião, Castanheira de Pêra, Pedrógão Grande (distrito de Leiria),  Góis, Lousã, Pampilhosa da Serra, Penacova, Penela e Vila Nova de Poiares (distrito de Coimbra). Os autarcas pretendem uma gestão económico-financeira eficiente e sustentável dos serviços de água, saneamento e recolha de resíduos urbanos através de uma única entidade profissional representativa dos municípios e centrada exclusivamente neste serviço público. Diário de Leiria.
  • Há mais microplásticos do que larvas de peixe no rio Douro, conclui uma investigação do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental, do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar e do Institute of Estuarine and Coastal Studies, da Universidade de Hull. JUP.
  • Uma investigadora do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra liderou um estudo internacional pioneiro sobre o impacto do eucalipto no funcionamento dos ribeiros em diversas regiões do mundo. A investigação foi liderada por Verónica Ferreira, do MARE da FCTUC, e contou com a participação das universidades do País Basco, de Brasília, Regional Integrada do Alto Uruguai e da República, de Temuco e de Concepción (Chile), de Egerton (Quénia), das Missões e Universidade Comunitária da Região de Chapecó (Brasil). As experiências permitiram concluir que o efeito das plantações de eucaliptos varia entre regiões e depende do tipo de organismos decompositores. «Não é possível fazer generalizações sobre o efeito das plantações desta espécie no funcionamento dos ribeiros, uma vez que têm de ser considerados factores climáticos, o tipo de vegetação nativa e o tipo de comunidade aquática», sublinha Verónica Ferreira. Os cientistas utilizaram a decomposição das folhas como indicador do funcionamento do riacho, uma vez que as mudanças neste processo sugerem um impacto negativo, explica a FCTUC. «Os ribeiros que atravessam as florestas são ensombrados pela copa das árvores e é por isso que os organismos aquáticos dependem fortemente das folhas da vegetação ribeirinha», refere Verónica Ferreira, destacando que, «na água, essas folhas libertam nutrientes que estão disponíveis para outros organismos, como algas, bactérias, fungos e invertebrados». LUSA/Terras de Sicó.
Share:

Dinamarca: mais nove ilhas artificiais para instalar a Sillicon Valley da Europa

  • Suécia, Marrocos e Lituânia lideram uma lista de países empenhados no combate às alterações climáticas. A Arábia Saudita, o Irão e os EUA estão na cauda dessa lista. Portugal está numa honrosa 17ª posição, à frente de países como a França (21), a Itália (23), e a Alemanha (27) A análise foi publicada pela  German Watch, pelo New Climate Institute e pela Climate Action Network.
  • A Noruega é exímia na arte de fazer greenwashing, denuncia o REDD Monitor. A Noruega é o quinto maior exportador de petróleo do mundo e é o país que mais subsidia a REDD porque este organismo permite-lhe, em vez de deixar os combustíveis fósseis no solo,  «investir» no desenvolvimento de florestas enquanto realiza perfurações de petróleo por todo o lado.
  • Os ambientalistas da DesmogUK deram-se ao trabalho de criar uma base de dados exaustiva de personalidades e instituições que tudo têm feito para boicotar a luta contra as alterações climáticas
  • O governo dinamarquês vai construir nove ilhas artificiais até 2040 para instalar uma nova zona industrial na costa sul de Copenhague, uma espécie de Silicon Valley europeia. A opção não é nova: Copehagem começou por se desenvolver  em duas ilhas, Zealand e Amager, tendo-se expandido em décadas recentes criando ilhas artificiais. DW.
  • As autoridades marítimas da China proibiram a descarga de água de lavagem usada em navios para eliminar as emissões perigosas de enxofre dos gases de escape dos motores, conta a Reuters.
  • Manual técnico de energia solar térmica. Descarregue grátis, aqui
Share:

Reflexão - «Ambiente à la carte»


A Coligação C6, que integra associações de defesa do ambiente nacionais como a ANP/WWF, GEOTA, FAPAS, LPN, QUERCUS e SPEA, acusou o governo de António Costa de gerir de forma “irresponsável” e “sem respeito” pelos procedimentos necessários o acordo de construção do novo aeroporto de Lisboa no Montijo. Tudo porque descartou a necessidade de uma prévia avaliação de impacte ambiental e sem considerar alternativas. O governo assinou em 8 de janeiro o memorando de entendimento com a ANA, para o modelo de financiamento do investimento no novo aeroporto do Montijo e para a ampliação do aeroporto Humberto Delgado. JNegócios.

Entretanto, o PCP acusa o governo de ter vendido a Ana à Vinci por 3 mil milhões a troco de um apeadeiro que não passa de um frete à Vinci. Em 2012, a multinacional francesa comprometera-se a construir um novo aeroporto com os lucros realizados. 
Sobre este tema, Nicolau Santos escrevia assim, em meados de fevereiro de 2017: «O Montijo tinha importantes restrições operacionais e ambientais: necessidade de reabilitação e ampliação de (ou das) pista(s), inclusive para fora do perímetro da Base Aérea; aproximações e descolagens conflituantes com a Portela; competição pelo espaço aéreo com a Força Aérea, incluindo a frota de busca e salvamento; existência de ventos cruzados; grande concentração de aves e interferência com rotas de migração; maior impacto sobre as populações com o aumento do ruído; etc.” (opinião de Rui N. Gonçalves, engenheiro do ambiente). (…) o país ficou refém da concessão à Vinci e de uma solução que não serve os seus interesses estratégicos, mas que é quase a única possível por depender das taxas aeroportuárias. É a diferença entre termos políticos (muitos) e estadistas (quase nenhum).» 

Ainda a propósito:
«(…) Ainda há dias, a CCRC/Centro e o ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas chumbaram a colocação de um tapete rolante da escola da estância de esqui da serra da Estrela, com uma extensão de cerca de 150 metros por 3 de largura, tendo a entidade em causa sido notificada do respetivo processo de contraordenação e ordenado o levantamento do tapete. A estrutura permitiu alargar a prática dos desportos de inverno a crianças a partir dos três anos, aumentando a capacidade de transporte de 250 para 1680 pessoas por hora.
A declaração de impacte ambiental explica que o tapete (450 m2, imagine-se…) “condiciona” totalmente a vegetação nos mais de 300 m2 de construção, bem como muitas centenas de metros quadrados à volta afetados pelas descidas (?) dos esquiadores, numa “elevada pressão sobre a vegetação e inibição da sua regeneração natural”.
Este é o Estado que é capaz de produzir relatórios contendo insanidades descritivas e prolixas de natureza ambiental, na base de um exagero ridículo averiguado. O mesmo Estado que permite a deposição de lamas contaminadas do Tejo em área protegida; o mesmo Estado que relativiza o estudo de impacte ambiental quanto às dragagens do Porto de Setúbal que afetam os golfinhos e a recarga de areia nas praias em Troia; o mesmo Estado que esquece o impacte ambiental das pedreiras de Borba, que depois matam cidadãos indefesos.
Quando agora se ouvem os governantes usarem as questões ambientais do aeroporto do Montijo com vários pesos e muitas medidas, percebe-se a reputação global a que chegou este Estado: sem credibilidade perante os cidadãos.» Carlos Pinto, in Ambiente à la cartejornal i
Share:

Bico calado

  • «A dívida tarifária, dos consumidores de eletricidade à EDP, foi uma decisão de Manuel Pinho. Ao fazer de banco, a EDP ganhou centenas de milhões de euros sem produzir um quilowatt-hora. Em finais de 2006, com a alta do preço da energia e com o peso das rendas elétricas, os custos dos sistema elétrico excediam largamente o que era pago nas faturas. A entidade reguladora apontou para aumentos de 15,7% no ano seguinte. José Sócrates e Manuel Pinho não queriam enfrentar o efeito político desses aumentos, mas também recusaram o remédio proposto pelo regulador: reduzir as rendas garantidas às empresas, tal fizeram outros países. A decisão é então comprar tempo - e entregar a conta aos consumidores: Pinho mantém as rendas às empresas mas limita os aumentos a 6%. O que fica por pagar converte-se em “défice tarifário”, um valor cujo pagamento (com juros) fica para os dez anos seguintes. Nasce a dívida tarifária e a EDP torna-se a instituição de crédito do sistema elétrico.» Jorge Costa, in Quando Pinho criou o banco EDP – Esqueda.netConta o Expresso que, em julho, os advogados João Medeiros e Ricardo Sá Fernandes concertaram uma posição comum para evitar incongruências entre a argumentação da EDP e a de Manuel Pinho junto dos procuradores do DCIAP. Pinho chegou a sugerir falar com o advogado de Mexia... em Alicante. 
  • «(…) A Lei de Bases de 1990 foi aprovada por uma maioria parlamentar de direita e não foi questionada a sua abrangência, apesar de não englobar nenhum dos outros partidos com representação parlamentar. Vigorou 18 anos, permitindo a sua redacção que fosse aberta a porta não a uma simples colaboração com os serviços privados, mas a uma inversão de sentido entre os serviços públicos e os privados, fortalecendo estes últimos com dinheiros públicos dos nossos impostos, através do Orçamento Geral do Estado. (…) Esperaram-se 28 anos e em vários momentos parlamentares podia-se ter esperado muito menos para ter uma maioria sólida para aprovar uma Lei que não seja confusa, nem ambígua. A de 1990 já deu as provas que tinha a dar. Fluxo financeiro que sai do público para ir para o privado. Fluxo profissional que fez e faz uma sangria de pessoal para o estrangeiro ou para os privados. O número de camas que diminuiu nos hospitais públicos e aumenta nos privados. A degradação/não renovação de equipamentos hospitalares. As consequências de tudo isto ao nível do serviço público. E as lágrimas derramadas pelos autores da Lei de 1990, que dizem sempre amar muito o SNS. Por isso é chegado o momento de ser claro e não ser ambíguo. Uns são pelo serviço público, universal e gratuito baseado no SNS, outros são pela abertura aos serviços privados. Entre 2010 e 2015, (INE) a despesa nos hospitais públicos diminuiu de 268 milhões de euros; no mesmo período o Estado pagou aos hospitais privados mais 162 milhões de euros e já pagara mais 65 milhões de 2006 a 2010. (…) Uma Lei de Bases quer-se exactamente isso: uma estrutura seca e bem definida, sem ambiguidades. Foi a altura deste Governo do PS se definir e é a altura do Parlamento e dentro dele a representação maioritária do povo português definirem o que é uma política de Saúde que represente alguma redistribuição da riqueza nacional. É a altura de todos sermos claros e ao fim de 28 anos de sucessiva degradação do SNS, agudizada nos últimos tempos, revertermos o caminho para verdadeiramente salvarmos o serviço público.»  Isabel do Carmo, in Em defesa da lei de bases da saúde – Público 3jan2019.
  • «(…) Nesta altura ele [Álvaro Santos Pereira ] serve de exemplo para uma lei que se vai definindo como axiomática: quando socialistas vão sendo nomeados para cargos internacionais (Guterres, Sampaio, Centeno ou Vitorino) têm por objetivo bater-se pelo bem coletivo a nível global, jamais fazendo o que possa prejudicar o seu próprio país. Pelo contrário, quando é gente de direita, que a tais patamares se promovem (Durão Barroso ou este Álvaro trapaceiro), só o não prejudicam se não puderem. De facto, lavrando relatório com o carimbo da sua organização o antigo guru do pastel-de-nata recomenda prudência a quem queira investir em Portugal por o dar como espaço de grande corrupção, prejudicando a imagem de um país cada vez mais respeitado internacionalmente.(…) Jorge Rocha, in Ventos Semeados.
Share:

Translate

Pesquisar no Ambiente Ondas3

Património

O passado do Ambiente Ondas3

Ver aqui.

Amig@s do Ambiente Ondas3

Etiquetas

Arquivo do blogue