Recortes de notícias ambientais e outras que tais, com alguma crítica e reflexão. Sem publicidade e sem patrocínios públicos ou privados. Desde janeiro de 2004.
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“Enquanto Portugal sofre as consequências das alterações climáticas, e enquanto pessoas em todo o mundo trabalham em soluções dispendiosas para conter o aquecimento global na meta do Acordo de Paris de 1,5 a 2°C, continuamos expostos a anúncios que nos convidam a queimar mais combustíveis fósseis.
Estes anúncios fósseis normalizam comportamentos insustentáveis, como a compra de automóveis desproporcionalmente grandes e poluentes, e minam os esforços políticos para reduzir as emissões. Além disso, contribuem para perpetuar um modelo de consumo que põe em risco a saúde pública, o clima e a segurança das comunidades.
É ao nível municipal que se moldam os hábitos, as escolhas, e as normas sociais, tornando possível intervir diretamente nos fatores que perpetuam o consumo de combustíveis fósseis. Apelamos à Associação Nacional de Municípios Portugueses para: promover uma posição conjunta, no sentido da proibição de publicidade e patrocínios relacionados com combustíveis fósseis nos municípios portugueses; apoiar técnica e juridicamente as autarquias que decidam avançar com esta medida; assumir publicamente o compromisso de eliminar a promoção dos combustíveis fósseis em todos os espaços sob gestão municipal, incluindo outdoors, eventos culturais, desportivos e outros. (…) Fonte.
Um relatório de investigação internacional divulgado pela Greenpeace, intitulado "O Campo como Ativo", expõe a face oculta da expansão do olival superintensivo em Portugal. O documento revela que o país se tornou o "porto seguro" para fundos de investimento canadianos e britânicos, que utilizam o Alqueva e milhões de euros em fundos públicos portugueses para substituir a agricultura tradicional por um modelo industrial de lucro rápido e elevado risco ambiental. Ao contrário de Espanha, onde o olival tradicional ainda resiste, a expansão em Portugal (liderada por empresas como a Innoliva) foca-se quase exclusivamente no modelo superintensivo. Dos 4.800 hectares geridas pelo grupo na última década, mais de 65% (3.168 hectares) estão em solo português. O relatório detalha como o Estado Português, através do IFAP, financiou diretamente esta transição. Um único projeto de um fundo estrangeiro recebeu 6,5 milhões de euros a fundo perdido, a que se somaram mais 3 milhões para lagares industriais de alta capacidade (como o de Carapetal) A investigação confirma o impacto devastador na biodiversidade. As colheitas noturnas com máquinas cabalgadoras, fundamentais para a rentabilidade destes fundos, provocam a mortalidade em massa de aves, o que forçou as autoridades a suspender a prática, embora o modelo económico destes grupos continue a depender da mecanização extrema. O relatório alerta que o modelo superintensivo, embora eficiente "por árvore", consome volumes totais de água por hectare muito superiores ao tradicional, colocando em causa a resiliência hídrica do Alentejo em períodos de seca extrema. Para o Diretor da Greenpeace Portugal, "Estamos a trocar pessoas por máquinas e comunidades por folhas de Excel. O Governo gasta milhões em subsídios para um modelo que não fixa um único jovem no Alentejo. O que vemos hoje é uma forma de extrativismo moderno: os fundos de investimento a sugar a nossa água e o nosso solo, pagos com os nossos impostos, deixando para trás um território vazio, biologicamente devastador e socialmente abandonado. O Alqueva não pode ser o cemitério das nossas aldeias." Toni Melajoki Roseiro acrescenta que “não é agricultura, é extração de valor. Transformaram a nossa oliveira numa franquia industrial onde tudo é uniformizado e mecanizado, controlado à distância a partir de um escritório em Toronto ou Londres. O resultado é um Alentejo mais frágil; ´água sob pressão, território a esvaziar-se e o azeite português tratado como um ativo financeiro, em vez de ser parte da nossa terra.” Perante este cenário, a Greenpeace Portugal exige uma moratória imediata à expansão do olival superintensivo. O governo português tem de escolher: ou continua a ser o facilitador dos fundos de investimento, ou assume o seu papel de protetor do território e da soberania alimentar de Portugal. O campo não é um banco. O campo é a nossa vida. Fonte. A Associação de Proprietários e Beneficiários do Alqueva repudiou esta esta operação de ‘desinformação’, ‘um ato de irresponsabilidade económica e técnica, promovido por uma organização recém-chegada e amplificado por um jornalismo que abdicou da isenção necessária.’
Cortou floresta para criar pasto em S. Jorge, Açores. Tribunal multou-o e obrigou-o a plantar 600 criptomérias. Fonte.
Funcionários da Agência Ambiental desvalorizaram milhares de incidentes graves de poluição causados por empresas de abastecimento de água na Inglaterra sem visitar os locais para investigar. Os números foram obtidos por Robert Forrester, um denunciante que deixou a agência em janeiro e passou nove anos a revelar a situação do setor da água. Fonte.
Com Israel e os Estados Unidos a atacarem o Irão, os mercados globais de petróleo estão em alerta.
Os preços do petróleo começaram a subir mesmo antes de qualquer interrupção no abastecimento. Os comerciantes de petróleo estão a considerar a possibilidade de o Estreito de Ormuz poder fechar.
Aproximadamente 20% do petróleo comercializado no mundo passa por esta estreita via navegável entre o Irão, a norte, e Omã e os Emirados Árabes Unidos, a sul. Um petroleiro foi bombardeado e o tráfego ficou praticamente paralisado. Nos mercados globais de energia, a mera ameaça de interrupção pode fazer os preços subirem.
O petróleo não é como a maioria das mercadorias. O controlo deste combustível de alta densidade energética molda a geopolítica. Três quartos da população mundial vivem em países que dependem da importação de petróleo para carros, camiões e outros usos. O controlo do fluxo de petróleo e, cada vez mais, de gás, tem sido usado há muito tempo como moeda de troca, desde os choques petrolíferos da década de 1970 até ao corte do fornecimento de gás europeu pela Rússia em 2022.
Qualquer perturbação grave no tráfego de petroleiros no Golfo causaria um choque nos mercados globais de petróleo e ameaçaria a estabilidade económica. Já se registaram longas filas na Austrália, com os motoristas a correrem para abastecer antes de possíveis aumentos nos preços.
À medida que as tensões internacionais aumentam, nações como Cuba, Ucrânia e Etiópia estão a acelerar planos para reduzir a sua dependência do petróleo e aumentar a segurança energética.
Meio século de influência do petróleo
O poder do petróleo tornou-se evidente durante o embargo petrolífero de 1973, quando os principais produtores de petróleo do Médio Oriente reduziram drasticamente o fornecimento, numa tentativa de reformular a política externa dos EUA. Os preços quadruplicaram, as economias estagnaram e a segurança energética tornou-se uma questão política central quase da noite para o dia. Desde então, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo tem coordenado o fornecimento para fazer subir os preços.
Hoje, os mecanismos de controlo parecem diferentes, mas o poder criado pela dependência do petróleo permanece.
Mesmo antes da ação militar dos EUA, as sanções a grandes produtores, como o Irão e a Venezuela, reduziram o abastecimento e reformularam os fluxos comerciais.
As tensões atuais perto de pontos de estrangulamento, como o Estreito de Ormuz, introduzem prémios de risco nos preços.
Os mercados petrolíferos são prospectivos, o que significa que os preços refletem não só a oferta e a procura atuais, mas também as expectativas sobre o que poderá acontecer no futuro.
Os ataques ao Irão fizeram com que os preços do petróleo Brent — referência global — fossem negociados a cerca de US$ 76 (A$ 107) por barril, acima dos cerca de US$ 68 (A$ 96) de algumas semanas antes. Como os preços são globais, a instabilidade política em determinado lugar pode ter consequências económicas em todos os lugares.
Quem está a reduzir a dependência do petróleo?
Em 2015, a Índia bloqueou as importações de petróleo do Nepal, provocando o caos. Em resposta, as autoridades incentivaram o rápido crescimento dos veículos elétricos. As importações de petróleo começaram a cair.
Mais recentemente, a guerra entre a Rússia e a Ucrânia e os ataques dos EUA à Venezuela e ao Irão trouxeram um novo foco na redução das importações de petróleo e no reforço da segurança energética interna.
Em Cuba, país dependente do petróleo, a pressão dos EUA reduziu drasticamente o fornecimento de petróleo. Os apagões são comuns e os carros ficam parados. Em resposta, as autoridades e as empresas estão a importar 34 vezes mais painéis solares chineses do que há um ano. As importações são 34 vezes maiores do que há um ano.
Não é a ideologia que está a impulsionar essa mudança, mas a necessidade. As importações de veículos elétricos também estão a disparar. «Cuba pode passar pela transição energética mais rápida do mundo», disse um economista cubano à revista The Economist.
Por que as energias renováveis mudam a equação
Ao contrário do petróleo, os painéis solares e as turbinas eólicas podem evitar o transporte por pontos de estrangulamento marítimos, como o Estreito de Ormuz. As energias renováveis não são comercializadas da mesma forma centralizada globalmente. A energia é gerada localmente e, cada vez mais, em muitos locais menores.
A Rússia há muito que tem como alvo a infraestrutura energética e as centrais elétricas da Ucrânia durante a guerra. Em resposta, a Ucrânia está a aumentar as energias renováveis o mais rápido possível, uma vez que a geração de energia descentralizada é muito mais difícil de destruir. Como disse um especialista em energia ucraniano à Yale360, um único míssil «poderia destruir» uma central elétrica a carvão, enquanto um parque eólico exigiria 40 mísseis.
A energia descentralizada é mais resiliente, o que significa que os danos causados a um parque não irão colapsar a rede.
Resiliência através do transporte elétrico
A eletrificação do transporte é um pilar fundamental dessas novas abordagens à segurança energética.
Os veículos elétricos movidos a eletricidade produzida localmente reduzem a exposição aos mercados globais de petróleo. Esse pensamento é visível na decisão da Etiópia de proibir carros novos com motor de combustão interna.
A China importa a maior parte do seu petróleo, grande parte do qual proveniente do Irão. Pequim tem vindo a acelerar a sua rápida transição para veículos elétricos. No ano passado, os veículos elétricos representaram 50% dos carros novos na China e 12% da frota total. A China está a utilizar cada vez mais o petróleo para fabricar plásticos, e não para transportes. O aumento das importações em 2025 deveu-se ao armazenamento de grandes volumes perante a incerteza global.
A exposição da Austrália
A Austrália importa a grande maioria dos seus combustíveis refinados. Teríamos cerca de um mês de gasolina antes de ficarmos sem ela.
Se as guerras fizerem subir os preços do petróleo, o impacto nas bombas de gasolina repercutir-se-á nos custos de frete, nos preços dos alimentos e na inflação.
Embora a transição para os veículos elétricos esteja a acelerar, a Austrália está atrasada em relação aos padrões globais. Mesmo com a rápida transição para a eletricidade verde, os transportes continuam a depender fortemente do petróleo estrangeiro. Isso deixa a Austrália exposta.
A política energética é política de segurança
As energias renováveis não eliminam o risco geopolítico. As redes elétricas enfrentam ameaças cibernéticas. As cadeias de abastecimento de minerais críticos introduzem novas dependências – e grande parte da produção atual de painéis solares, baterias e veículos elétricos está concentrada na China.
Mas há uma diferença estrutural clara. Os sistemas descentralizados são mais difíceis de manipular através de pontos de estrangulamento do abastecimento. Os painéis solares, uma vez instalados, geram energia localmente. A vulnerabilidade passa das importações contínuas de combustível para a dependência inicial da produção.
O petróleo moldou a política global durante décadas porque é transportável, comercializado globalmente e apenas alguns países têm grandes reservas. A redução da dependência do petróleo é frequentemente enquadrada como política climática. Mas também é vital para a segurança energética e a segurança nacional. A redução do uso do petróleo aumenta a resiliência a choques e reduz a influência de outras nações.
A crise do Irão pode não levar a aumentos sustentados dos preços. A oferta pode ajustar-se. Os mercados podem estabilizar-se. Mas os líderes terão de repensar a sensatez da exposição ao petróleo comercializado globalmente num mundo volátil.
Rangel vassalo: autorizou EUA a utilizar a base das Lajes para atacar o Irão, numa operação fora do âmbito da NATO. Que diferença: Espanha recusa uso de bases militares aos EUA para ataques ao Irão. Miguel Tiago: "Agora vamos ter de mandar armas e dinheiro para o irão e aplicar sanções aos EUA e a Israel porque o irão tem todo o direito de se defender. Ah, não, espera…"
Apenas 25% dos americanos apoiam o ataque de Trump ao Irão. Fonte.
Os EUA declararam guerra aos cartéis de droga mas esqueceram-se de parar de os armar. Kayla Dones, CovertAction Magazine.
A IGAMAOT realizou perícias ambientais em várias empresas do grupo Verdasca, incluindo recolha de amostras de águas e resíduos no âmbito de uma investigação sobre eventuais crimes ambientais associados à atividade das empresas. Estão em investigação suspeitas de violação de regras urbanísticas, poluição com perigo comum, corrupção, fraude na obtenção de subsídios e branqueamento de capitais. A inspeção já tinha analisado denúncias anteriores sobre obras e aterros em área da REN, em Fátima, promovidas por empresas do grupo, e remetido os resultados ao Ministério Público. Em 2024, a Quercus denunciou a construção de um aterro e pavilhões para fabrico de betão sem licenciamento em área protegida, alertando para riscos de contaminação do aquífero do Maciço Calcário Estremenho. A Câmara de Ourém afirma ter embargado a obra três vezes. Fonte.
“’A Vila de Água de Pau [Lagoa, S. Miguel-Açores] é a única no país com quatro fontenários a correr 24 horas por dia há mais de cem anos’, destacou Roberto Medeiros, reforçando o valor estratégico e histórico deste património hídrico onde ainda se podem observar espécies como os tritões.” Diário da Lagoa, março 2026.
O glaciar Hektoria, na Antártida, recuou o Kms em apenas dois meses, com quase metade dela a desmoronar-se em tempo recorde. A rápida ruptura foi causada por uma superfície rochosa plana subaquática que permitiu que o glaciar flutuasse repentinamente e se fraturasse por baixo. Dados de satélite e sísmicos captaram a dramática reação em cadeia quase em tempo real. As descobertas levantam preocupações de que glaciares muito maiores possam um dia desmoronar-se com a mesma rapidez. Fonte.
Embora sejamos os maiores consumidores de peixe da Europa, cerca de 80% do pescado que consumimos é importado, enquanto a produção aquícola nacional representa apenas 5% do abastecimento. Num setor marcado por práticas fraudulentas, os especialistas defendem a qualidade do peixe produzido em Portugal.
O peixe é, há décadas, um dos pratos favoritos dos portugueses. Com uma média de consumo de 60 quilos por habitante, Portugal é o maior consumidor da Europa. No entanto, a maioria do pescado que chega à nossa mesa não é produzido cá: “80% é importado. A aquacultura nacional, ou seja a criação de peixes, crustáceos e outros viveiros aquáticos cobre apenas 3% das necessidades do país. Produzimos cerca de 20 mil toneladas”, diz Isidro Blanquet, secretário-geral da Associação Portuguesa de Aquacultores. “Devido à qualidade do nosso peixe, quase toda a produção segue para Espanha, EUA, Canadá e outros países europeus”, sublinha o responsável, revelando o paradoxo entre o apetite nacional e a disponibilidade interna.
No entanto, o peixe que se compra nem sempre corresponde ao que o rótulo promete. Segundo um novo relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), a fraude alimentar no setor das pescas é um fenómeno mundial que pode pôr em risco a saúde pública, a sustentabilidade dos oceanos e a confiança dos consumidores. Esta vulnerabilidade resulta da complexidade do setor, da grande variedade de espécies comercializadas e do envolvimento de várias autoridades de inspeção ao longo das cadeias de abastecimento internacionais.
Que tipo de fraude existe?
A fraude alimentar no setor aquático inclui práticas como substituição de espécies, rotulagem incorreta, adulteração, contrafação e deturpação da origem ou do método de produção. Estas ações, são frequentemente motivadas por interesses económicos. “O setor global das pescas e da aquacultura movimenta cerca de 180 mil milhões de euros. Embora não existam números oficiais, estudos citados no relatório indicam que até 20% das transações podem envolver algum tipo de fraude, proporção superior à verificada nos setores das carnes ou dos produtos hortofrutícolas.”
Isidro Blanquet confirma esta informação, afirmando que a dourada e o robalo que chegam a Portugal vindos de países da periferia da União Europeia (UE), a perca do Nilo e o peixe-gato originários da Ásia, bem como o camarão criado em aquacultura em países sul-americanos, não têm a mesma qualidade do produto português, visto não serem submetidos às mesmas regras de controlo impostas pela UE. “Desde a alimentação, o uso de antibióticos, o stress causado aos peixes por viverem em condições que não têm em conta o bem-estar animal, a utilização de substâncias químicas para desinfetar os peixes e os dias de viagem até chegarem a Portugal, tudo contribui para baixar a qualidade do produto.”
O secretário-geral da Associação Portuguesa de Aquacultores alerta também para o facto de o valor nutricional de ómega 3 ser inferior ao esperado e afirma que muitos destes peixes estão à venda nos hipermercados portugueses, à exceção do Pingo Doce, que tem produção própria de dourada e robalo na ilha da Madeira e no Algarve. Portanto, é nacional.
Nicolas Blanc, coordenador de pescas e biodiversidade da Associação Sciaena, afirma que a aquacultura ultrapassou pela primeira vez a pesca em termos de produção, representando atualmente mais de 50% do pescado consumido a nível mundial. Na sua opinião, este facto obriga-nos a dar uma importância redobrada à forma como é produzido o peixe que chega aos nossos pratos, até porque como alerta muitos provêm de aquacultura intensiva, de larga escala e com impactos ambientais, como poluição, destruição de habitats e dependência de peixe selvagem para alimentar o da aquacultura. Segundo a FAO, os países que lideram o setor são a China, Indonésia, Índia, Vietname, Bangladesh, Filipinas, República da Coreia, Noruega, Egito e Chile, responsáveis por mais de 89,9% da produção total de animais marinhos.
O relatório Agricultural Outlook da OCDE-FAOA revela que a produção mundial da aquacultura atingiu um nível sem precedentes de 130,9 milhões de toneladas, das quais 94,4 milhões são animais aquáticos, representando 51% da produção total de animais aquáticos. “A aquacultura continuará a ser o principal motor do crescimento da produção de pescado que deverá atingir as 212 milhões de tonelada até 2034. Nessa altura, representará 56% da produção global de pesca e aquacultura.”
Porque tem melhor qualidade o peixe nacional?
Neste caso, podemos mesmo dizer que o que é nacional é bom, como no anúncio das massas. “Os testes realizados pela DecoProteste concluíram que o peixe do mar não é superior ao da aquacultura nacional. Pelo contrário. Este tem mais ómega 3, que é benéfico para o coração, boa microbiologia e frescura”, garante Nuno Pais Figueiredo, porta-voz da DecoProteste.
O especialista da associação de defesa dos direitos dos consumidores salienta ainda que o robalo e a dourada são duas a cinco vezes mais baratos do que os peixes selvagens. O consumo de produtos derivados da aquacultura em Portugal ronda os 5% diz Nuno Pais Figueiredo, sendo as espécies mais consumidas a amêijoa (33%), pregado (22%), mexilhão (14%), ostras (9%) e a dourada (8%). Segundo o INE com a DGRM, o setor em Portugal movimentou cerca de 206 milhões de euros, em 2023.
Isidro Blanquet explica que são as baixas temperaturas das nossas águas, a ausência de poluição e a riqueza de nutrientes. Muitas das explorações são efetuadas nos estuários, o que permite renovação da água através das marés, o que ainda traz alimento natural aos peixes. Um peixe nacional demora cerca de dois anos a chegar à mesa do consumidor. Em Portugal produzem-se robalo, dourada, pregado, linguado e truta.
Em termos geográficos, as zonas de estuário mais importantes são as dos rios Mondego e Sado, Ria de Alvor e Aveiro, bem como o litoral da zona centro onde se concentram os maiores produtores de peixe plano. Em Paredes de Coura produz-se truta. No que se refere à aquacultura em alto mar, ou seja, uma cultura mais intensiva existe produção no Algarve e na Madeira. Se quiser saber que peixe comer e em que mês a DecoProteste tem um calendário online.
“A propósito da discussão sobre o Subsídio Social de Mobilidade (SSM), vemos a bancada do PSD a apoiar e aplaudir de pé uma medida que se mostrava contra os direitos e interesses das populações das Regiões Autónomas. Vê-se, também, uma fila de 4 ou 5 deputados, eleitos por essas mesmas Regiões Autónomas que, acabrunhados, se mantiveram sentados, desconfortáveis e de semblantes fechados. Mas podemos ver que, entre os efusivos apoiantes, estavam deputados de várias proveniências, inclusive uma deputada de Espinho. As perguntas que se impõem são as seguintes: se estivesse em causa a discussão de algum assunto que dissesse respeito a Espinho, e a posição do partido/coligação que sustenta o governo fosse contrária aos interesses do município e das suas gentes, de que lado estaria, em primeira linha, a deputada representante de Espinho? Do lado do governo ou do lado das populações que nela votaram e confiaram? E, estando do lado das gentes de Espinho, não gostaria de poder contar com a solidariedade da demais bancada parlamentar, evitando ficar só e isolada nessa contenda? Pago para ver!” Alfredo Correia de Araújo, Força Espinho.
A União Europeia decidiu elevar o orçamento para serviços de jatos privados destinados a altos responsáveis em 31% em relação a 2021-2025 e em 46% em relacao a 2016-2021. De recordar que os jatos privados são o meio de transporte de pessoas que mais CO2 emite por passageiro e que a Comissão Europeia tem como principal agenda a sua redução (neutralidade carbónica até 2050). Fonte.
“Os mísseis caíram hoje [28fev2026] em Teerão. Caíram em Isfahan, em Qom, em Kermanshah, em Karaj. Os Estados Unidos e Israel lançaram um ataque ao Irão, com explosões ouvidas e vistas em toda a cidade de Teerão. Autoridades norte-americanas confirmaram que os ataques foram coordenados, descrevendo-os como «não um ataque pequeno». Eles caíram enquanto os diplomatas em Genebra ainda tinham a tinta fresca nos seus pontos de discussão da última ronda de negociações. De acordo com um funcionário da defesa israelita citado pela Reuters, os ataques foram planeados durante meses e a data de lançamento decidida semanas atrás, mesmo enquanto os EUA e o Irão realizavam negociações. As negociações eram teatro. A armada era real. Esta é a face que não muda. Não é a face da democracia, da liberdade ou dos direitos humanos. É a face da conquista. É a face que os taínos viram quando Colombo chegou à terra. É a face que os congoleses viram sob Leopold. É a face que os bengalis viram sob Churchill. É a face que os vietnamitas, os iraquianos, os líbios e os afegãos viram, por sua vez. É a face do poder ocidental quando decide que quer algo que você tem, ou quando decide que a sua existência, a sua soberania, a sua recusa em se ajoelhar, constituem uma ofensa intolerável contra a ordem natural da dominação. Essa ordem não foi construída com base no Iluminismo. Foi construída com base nos navios negreiros e nos canhões.” BettBeat Media, Substack.
A GNR constituiu arguido um homem de 62 anos em Vagos por incumprimento de decisão administrativa de suspensão imediata de escavação e extração de inertes avaliados em 4,9 milhões de euros, destruição de revestimento vegetal e alteração da morfologia do solo. A Guarda procedeu à apreensão de uma máquina industrial (Dumper), uma máquina industrial (escavadora/giratória), oito câmaras de CCTV e 85 metros de cabo de rede. Fonte.
Fotos: Manuel Joaquim Rodrigues.
Este esgoto descarrega para a Vala Real em São Martinho do Porto, corre para a baía e, daí para a praia de São Martinho do Porto. Via António de Lemos.
As novas casas que estão a ser construídas e vendidas em Earnley/Bracklesham (Chichester-West Sussex) não podem ser ocupadas porque não há capacidade de esgoto no sistema. O promotor imobiliário sabia disso e continuou a vender as casas, apesar de a decisão da Inspeção de Planeamento ter afirmado claramente que nenhuma casa deveria ser ocupada até que a Southern Water aumentasse a capacidade. Entretanto, a Barratt, empresa-mãe do promotor imobiliário, apresentou um pedido para construir mais 268 casas num terreno próximo, que já foi recusado para habitação em recurso e que, de acordo com a Avaliação Estratégica do Risco de Inundações do Conselho Distrital de Chichester, está em risco de inundações causadas pelas marés durante o seu período de vida útil. O terreno é atualmente um local designado para aves migratórias, terras agrícolas de primeira qualidade e está excluído do Plano Local de desenvolvimento da área. Da última vez que foi para recurso, a Barratt contratou DOIS KC para defender o caso e mesmo assim perdeu. Mas insiste. Fonte.
Nas últimas semanas, registaram-se perdas irreparáveis de vidas humanas e elevados prejuízos materiais em todo o país. No município de Oeiras, a destruição do chamado passeio marítimo de Algés, entre a Cruz Quebrada e Algés, não é inédita e voltou a obrigar ao encerramento da via pedociclável. Mas desta vez, com um rombo mesmo junto à ferrovia, está também a causar grandes constrangimentos à circulação de comboios na Linha de Cascais, que opera em via única desde 5 de fevereiro.
Perante uma situação complexa, que afeta a vida de milhares de pessoas, a resposta do autarca de Oeiras veio, como habitualmente, em forma de vídeo nas redes sociais. Além de uma obra imediata de contenção do muro para permitir a reposição da circulação ferroviária, defende uma obra mais profunda em toda a extensão do passeio marítimo, com o alargamento do terrapleno cerca de 30 metros para cima do estuário do Tejo.
A ideia não é nova e as preocupações são óbvias face aos dados conhecidos. As alterações climáticas e a subida do nível médio do mar são mesmo para levar a sério.
São precisas soluções de proteção da costa baseadas no conhecimento científico e em estudos técnicos, para que sejam eficazes na sua funcionalidade e na utilização de dinheiros públicos.
Já no estudo encomendado pelo município de Oeiras à Faculdade de Ciências.ID – Associação para a Investigação e Desenvolvimento de Ciências, em 2017, denominado Plano Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas de Oeiras (PMAACO) afirmava-se que as áreas sujeitas a inundações costeiras podem quadruplicar nas próximas décadas, afetando zonas residenciais, vias de circulação e infraestruturas essenciais. O mesmo estudo apontava precisamente o passeio marítimo, a Avenida Marginal e a linha ferroviária como as áreas mais vulneráveis.
O PMAACO recomendava, por isso, o reforço de defesas costeiras, elevação de infraestruturas, desde logo a cota da linha ferroviária, e outras medidas de proteção, precisamente para reduzir a exposição ao risco. O que não recomendava era construir mais em zonas vulneráveis.
No entanto, é precisamente isso que está previsto, com sucessivas autorizações e até planos aprovados pelo município de Oeiras, para a zona. Numa ponta, o empreendimento imobiliário Porto Cruz, na outra, as instalações da Information Management School da Universidade Nova e, em toda a extensão entre Pedrouços e a Cruz Quebrada, o projeto Ocean Campus. Ou seja, mais e mais construção, numa zona ribeirinha, vizinha do estuário do Tejo e às fozes de um rio, o Jamor, e de uma ribeira, a de Algés.
Construir mais nestes locais significa aumentar o risco e criar problemas que, inevitavelmente, acabarão por ser pagos por todos, quando ocorrerem novos episódios extremos.
É incompreensível a insistência em projetos urbanísticos em zonas reconhecidamente vulneráveis. Todos estes projetos seguem o mesmo padrão: ocupar zonas onde o PMAACO já em 2019 alertava para o agravamento dos riscos climáticos. Por exemplo, na Cruz Quebrada, na foz do Jamor e rente ao estuário do Tejo, não faz sentido construir megaempreendimentos imobiliários, mas sim restaurar a zona – hoje muito degradada e com um passivo ambiental perigoso de amianto –, renaturalizá-la e deixá-la o mais livre possível de construções para prevenir perdas e danos.
O ordenamento do território implica decidir onde faz sentido construir e onde devemos deixar terreno não edificado, permeável à infiltração da água da chuva ou à inundação, precisamente para não colocar pessoas e bens em perigo.
Os riscos estão identificados. O nível do mar vai continuar a subir e os fenómenos extremos vão repetir-se. A questão é simples: escolhemos soluções que reduzem a exposição ao risco ou damos cabo do futuro?
"Sendo incontestável que -- ao contrário do que o MNE deixou entender -- o Acordo sobre a utilização da base das Lajes (Açores) pela força aérea norte-americana carece explicitamente de autorização prévia nacional quando se trate de operações fora do quadro da Nato ou de outra organização a que ambos os países pertençam - o que se aplica manifestamente às operações de preparação da provável intervenção norte-americana no Irão -, não se compreende o estranho silêncio, tanto da oposição socialista como do Presidente da República, perante esta posição do Governo, que configura um patente caso de "frete" político a Washington contra o interesse nacional." Vital Moreira, Causa Nossa.
O Zimbábue recusou «acordo» de saúde dos EUA no valor de 367 milhões de dólares. Os EUA ofereceriam ao Zimbábue o dinheiro ao longo de cinco anos para apoiar um milhão de zimbabuenses a receber tratamento para o VIH. As negociações foram interrompidas porque os termos ameaçavam a autonomia nacional, com preocupações de que o pacto pudesse transferir o controlo da resposta à doença e conceder a Washington amplo acesso aos dados de saúde. Fonte.
As redes sociais começaram com uma promessa simples: ver o que as pessoas de quem gostas estão realmente a fazer. As fotos das férias do teu amigo. O novo bebé do teu primo. As terríveis experiências culinárias do teu colega de quarto da faculdade. Posicionaram-se como uma interface única para toda a vida online. O Facebook como centro social. O Twitter como agência de notícias. O YouTube como emissora. O Instagram como álbum de fotografias. O TikTok como motor de distração. O crescimento parecia inexorável, como se essas plataformas fossem órgãos em expansão da sociedade humana.
Mas, com o tempo, as plataformas perceberam que poderiam ganhar muito mais dinheiro se parassem de mostrar o que você queria e começassem a mostrar o que elas queriam que você visse.
O feed deixou de ser um espelho e tornou-se uma refinaria.
Já conhece as contas de spam geradas por IA que criam seguidores, aquelas dezenas de milhares de publicações genéricas escritas por máquinas que inundam as redes, promovendo fraudes e clickbaits em grande escala — a mais recente adição à desordem da informação e à dinâmica da manipulação. O que antes exigia «fábricas de trolls» em armazéns clicando em botões e digitando mensagens agora requer uma assinatura e um prompt.
E é assim que a emoção bruta entra e os estímulos processados saem. O rendimento aumenta, enquanto a qualidade da troca se reduz a modelos de reação. E os influenciadores começam a assemelhar-se a chatbots, e os chatbots começam a assemelhar-se a influenciadores.
Agora, quando abre o seu feed, já não se trata realmente das pessoas. Trata-se de transformá-lo num consumidor, de manter a sua atenção apenas o tempo suficiente para lhe apresentar um anúncio, um produto ou outro conteúdo concebido para mantê-lo viciado.
Você deixa de ser o público e passa a ser o produto que está a ser explorado para métricas de envolvimento numa relação unilateral com influenciadores, marcas ou personagens geradas por IA que o tratam como uma transação. As plataformas de redes sociais hoje são como casinos que se aproveitam da solidão e do desespero. Não se importam se está a ganhar ou a perder, se está feliz ou infeliz, informado ou confuso. O conteúdo em si (seja ele real, falso, ponderado ou tóxico) não lhes importa. Só se importam que permaneça na mesa, que continue envolvido.
O seu cérebro já reconhece o padrão. Não precisa de um estudo para saber que algo está errado. Consegue sentir isso ao percorrer o ecrã. Consome mais e retém menos. Encontra indignação que se dissolve em ruído estético. Assiste a um vídeo que parece importante e esquece-o antes do clique seguinte.
Porque tudo isso é lixo «otimizado» e vazio, produzido por bots que publicam sem dúvida, sem constrangimento ou sem se cansar após a centésima publicação do dia. Em vez disso, eles geram conteúdo que é perfeitamente legível para os sistemas de classificação, porque foi projetado para eles.
O sistema interpreta isso como confiabilidade. E você atualiza mesmo assim, esperando apenas novidades suficientes para suprimir a ansiedade de parar. Essa é a genialidade disto: tudo carrega instantaneamente e infinitamente, dando-lhe essa compulsão zumbi de não procurar nada em particular. Sim, você rola o ecrã não porque gosta, mas porque não sabe como parar.
Escreva algo real e as pessoas irão encontrá-lo — diziam eles.
Mesmo plataformas como Medium ou Substack, que outrora se vendiam como refúgios, mudaram o discurso. O Medium era onde as nuances podiam respirar. O Substack era onde os escritores podiam escapar aos algoritmos e falar diretamente com os leitores. A proposta era a seguinte: escreva algo real e as pessoas irão encontrá-lo. Esse acordo está morto.
Estas plataformas agora recompensam conteúdos que se comportam mais como um bot amigável ao algoritmo do que como uma expressão humana. Quanto mais a sua escrita imitar o que o sistema deseja, mais visibilidade você terá — especialmente se favorecer as narrativas certas. Portanto, se você escrever algo genuíno, matizado ou fora do roteiro, será enterrado. Mas se produzir conteúdo polido, porém sem graça, que se encaixa nas preferências do algoritmo, será impulsionado.
Você já não escreve para se conectar com os leitores. Está a ser treinado para alimentar uma máquina que lucra mantendo as pessoas a rolar em câmaras de eco moldadas ideologicamente.
É por isso que muitos escritores de sucesso dessas duas plataformas, e criadores de conteúdo de outras, migraram. O império das redes sociais está a fragmentar-se devido à saturação do vazio.
Este é o fim das redes sociais como as conhecemos: atingimos o limite máximo da atenção humana. Assim como a mudança climática, esgotámos a nossa capacidade de nos importarmos e agora ficamos olhando para um deserto infinito de lixo algorítmico que ninguém pediu e ninguém realmente quer.
E isto está a mudar a forma como as pessoas reagem a isso. Antes mesmo de vermos manchetes sobre o declínio no número de utilizadores ou o encerramento de plataformas, já estamos a mudar o nosso comportamento: gastando menos tempo a interagir, sentindo-nos mais indiferentes ao que vemos e migrando silenciosamente para espaços menores, onde as conversas ainda parecem reais, definidas menos pela escala e mais pelo entendimento comum.
(Fonte: Digital 2026: o estado das redes sociais em 2026)
Tudo começou como uma festa onde todos vinham para se conectar, ter conversas reais, namorar sem fingimento. Agora é como entrar numa sala onde todos falam ao mesmo tempo, ninguém diz nada interessante e tudo parece uma farsa. No fim, você para de ouvir, exausto com tudo isso. E sai antes do fim da festa.
O fim das redes sociais como as conhecemos
A atual arquitetura das redes sociais foi criada para eliminar o atrito, da mesma forma que os casinos eliminam os relógios. Rolagem infinita. Reprodução automática. Tudo foi polido para que nada interrompa o fluxo entre estímulo e reação. Quanto mais suave for a sensação, mais tempo você fica. Quando a interação é sem atrito, o consumo torna-se reflexo, e o reflexo torna-se hábito.
Se a exaustão é o sintoma, o atrito é o remédio.
Adicionar pequenos obstáculos, como um feed que pausa e pergunta: «Tem a certeza de que quer mais?», não iria prejudicar a internet. Isso revelaria o quanto ela depende do impulso. Parece irritante, mas é a mesma razão pela qual as escadas têm corrimãos e as portas têm fechaduras — o atrito impede que caia ou se magoe.
Atualmente, o algoritmo que decide o que você vê nas redes sociais é como um restaurante onde você não consegue ver o menu, não consegue falar com o chef e não tem ideia do porquê de estar a ser servido o que está no seu prato.
A escolha algorítmica não deve ficar escondida nos menus de configurações ou ser vendida como um recurso premium. Em vez disso, deve estar em destaque, tão fundamental quanto escolher o que você vai comer num restaurante. Você deve poder ver e escolher facilmente: “Mostrar as publicações por ordem cronológica”, “Priorizar o conteúdo das pessoas com quem eu realmente interajo” ou “Filtrar o conteúdo gerado por IA”.
Amigos e família ganham sempre, independentemente da idade (Fonte: Digital 2025: o estado das redes sociais em 2025)
Se as plataformas de redes sociais afirmam ser espaços públicos onde ocorrem conversas importantes, então as regras que determinam quem é ouvido não devem ser transparentes, ajustáveis pelos utilizadores e explicáveis — não uma caixa preta concebida exclusivamente para maximizar o envolvimento e o lucro. Sim, isto parece improvável dentro de um ecossistema treinado para monetizar a distração. Mas improvável não significa impossível. Significa que a estrutura de incentivos ainda não mudou.
Este é o fim das redes sociais como as conhecemos. E o que vier a seguir precisa recuperar a internet como uma ferramenta para a conexão humana, em vez de uma máquina otimizada para a distração. As plataformas que sobreviverem a essa transição serão aquelas dispostas a trocar o vício sem atrito pela confiança duradoura.