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segunda-feira, 9 de março de 2026

IRÃO: RUAS EM CHAMAS E CHUVA ÁCIDA SOBRE TEERÃO

Guerra química intencional: chuva negra tóxica em Teerão após bombardeamento de instalações petrolíferas pelos EUA e Israel. Fonte.
  • Os EUA e Israel bombardearam instalações petrolíferas e em duas zonas diferentes de Teerão, transformando as ruas em rios de fogo, com o combustível a escorrer para os cursos de água e a destruir os passeios. As autoridades alertaram as pessoas para não saírem à rua, porque não só está a cair chuva ácida, como o ar está saturado com gases tóxicos. Fonte.
  • O Distrito Escolar Independente de Point Isabel rejeitou uma redução fiscal multimilionária para um projeto de gás natural liquefeito (GNL) de US$ 5,7 biliões na costa do Golfo do Texas, alegando que a instalação não estaria «alinhada» com os valores ou as finanças da comunidade. Os distritos do Texas costumam conceder tais acordos, que visam incentivar o investimento com redução de impostos sobre a propriedade em troca de promessas de desenvolvimento económico. Mas o conselho de administração do distrito escolar de Port Isabel, com 5.200 habitantes situados entre reservas naturais na foz do Rio Grande, rejeitou três propostas semelhantes de empreendedores de GNL que planeiam construir grandes complexos industriais na área. Fonte.

BICO CALADO

Foto: Chaiwat Subprasom/NurPhoto/Shutterstock
  • Mafalda Guerra Livere, militante do Chega e vogal do Conselho de Administração dos Serviços Sociais da Câmara Municipal de Lisboa é proprietária de vários imovéis com habitações clandestinas para imigrantes, revela investigação da RTP.
  • “Os soldados americanos que estão a ser mortos na guerra com o Irão não eram heróis. Não morreram a defender o seu país. Não morreram a lutar para proteger os americanos. Morreram a promover as agendas geoestratégicas de oligarcas e gestores do império, que não beneficiam de forma alguma os americanos comuns. É importante não valorizar essas pessoas por duas razões. Em primeiro lugar, isso ajuda o recrutamento militar dos EUA, retratando falsamente as carreiras desses soldados imperiais como nobres e heróicas. Em segundo lugar, isso falsamente enquadra a guerra em que eles morreram como uma causa justa que está a tornar o mundo um lugar melhor, em vez de uma guerra de agressão contra uma nação que representava literalmente zero ameaça à sua pátria.” Caitlin Johnstone, Substack.
  • A CNN revelou como a CIA está a trabalhar para armar militantes curdos no Iraque, «com o objetivo de fomentar uma revolta popular no Irão». Espera-se que uma operação terrestre comece dentro de dias, tendo a agência secretamente canalizado dinheiro e armas para elementos separatistas durante meses. O plano é que os curdos armados imobilizem as forças iranianas, precipitando manifestações insurrecionais em massa. Há motivos suficientes para acreditar que, mesmo que a operação avance, ela inevitavelmente terminará em desastre.
  • Soldados iraelitas ‘desintoxicam’ da guerra com estadias na Índia. Fonte.

sábado, 7 de março de 2026

ESPINHO: APROVADO O PLANO DE GESTÃO DA ZEC DA BARRINHA DE ESMORIZ


Está aprovado e publicado em Diário da República o plano de gestão da Zona Especial de Conservação (ZEC) da Barrinha de Esmoriz, numa abordagem integrada que dê resposta às exigências ecológicas específicas da ZEC, procedendo à identificação dos tipos de habitat naturais e seminaturais e das espécies da flora e fauna selvagens com presença significativa na sua área e que justificaram o seu reconhecimento como Sítio de Importância Comunitária (SIC) pela Comissão Europeia. São adotadas medidas e ações de conservação complementares, designadamente medidas de gestão ativa e de suporte, conforme o disposto no artigo 12.º do Decreto-Lei n.º 45/2026, de 16 de fevereiro

O plano está bem pensado e, se concretizado, trará significativas melhorias para este ecossistema. 
Espera-se que não fique encalhado em papeis, gabinetes, paragonas mediáticas e fotografias de ocasião e salte para o terreno e mostre resultados palpáveis.

BICO CALADO

  • Nos tempos das Cruzadas, os ativistas recebiam as bênçãos da Igreja para matar. Também agora, a corte de Trump faz o mesmo. Querem mandar-nos para a Idade Média.
  • Órgão regulador exige investigação sobre uso de informação privilegiada após apostas «altamente suspeitas» sobre guerra no Irão. «Várias apostas muito substanciais foram feitas nos momentos finais antes do ataque de 28 de fevereiro», disse um representante da Public Citizen. Fonte.
  • Aviões militares de reabastecimento levantaram voo dos Açores com o ataque já em curso. Governo tinha garantido que nenhum avião participou no ataque. Bloco diz que Rangel já não tem condições para ser ministro. Fonte.
  • “A autorização dada pelo Governo português - a que nada o obrigava - para utilização da base das Lajes, nos Açores, nas operações do ataque conjugado dos EUA e de Israel ao Irão não confirma somente a atitude de subserviência primária de Lisboa face a Washington (que diferença face à dignidade do "não" de Madrid!...), mas também uma manifesta cumplicidade com a violação da Carta das Nações Unidas, quanto à proibição do uso da força nas relações internacionais (art. 2º, nºs 3 e 4), a qual vincula Portugal não somente no plano externo, como membro da ONU, mas também no plano interno, por força do art. 8º, nº 2, da CRP. De resto, a ilegalidade internacional da cedência apenas sublinha a indignidade do servilismo. Sustento há muito que, sem prejuízo da competência exclusiva e da liberdade de decisão do Governo na condução da política nacional, incluindo a política externa, existe, porém, um dever de consulta ao PR no caso da política externa (e também no caso da política de defesa), derivado do estatuto do chefe do Estado como representante externo da República. Dada a gravidade deste caso, penso que a AR e o País têm direito a saber de Belém duas coisas: (i) se o Governo cumpriu essa específica obrigação de consulta prévia; (ii) qual foi a posição tomada pelo PR. Há casos em que não pode haver nenhum direito de reserva política.” Vital Moreira, Causa nossa.
  • “Há aqui uma coisa que eu oiço e não estou a gostar (…) umas empresas agrícolas têm mais risco [e] o que a banca está a fazer, ainda que tenha uma garantia de 80% do Orçamento do Estado, está a emprestar primeiro a quem tem menos risco”. José Manuel Fernandes, Ministro da Agricultura. Fonte.

LEITURAS MARGINAIS

ENTRE VEGETARIANOS E CANIBAIS
Viriato Soromenho-Marques.


“O Presidente do governo espanhol tem estado debaixo de “fogo amigo” pela sua dupla tomada de posição. Primeiro: condenação da guerra ilegal dos EUA e Israel contra o Irão, iniciada com a particular vilania, confessada sem pudor por Trump, de usar negociações como uma cilada para encontrar o melhor momento para assassinar o líder do regime e o maior número possível de seus colaboradores. Segundo: Recusa de Madrid em autorizar o uso das bases espanholas para o transporte de material norte-americano para o teatro da guerra.

Pedro Sánchez resiste sozinho na União Europeia. Já tinha ficado isolado, em 25 de junho de 2025, quando a NATO decidiu aprovar a absurda proposta do presidente norte-americano de aumentar o orçamento militar de cada Estado-membro para 5% do PIB. No rebanho manso dos líderes dos 32 países da Aliança Atlântico, só Sánchez ergueu a voz para afirmar que esse esforço belicista iria causar danos irreparáveis nos investimentos públicos na saúde, educação e apoio social de todos os países que o aplicassem, prejudicando a qualidade de vida dos cidadãos. Será muito difícil que seja apenas Sánchez a pensar aquilo que é óbvio, mas a verdade é que foi ele o único que teve a coragem de dizer o que pensa sem temer represálias de Trump. Essa coragem revelou, claramente, a profunda cobardia em que assenta a obediência do “Ocidente alargado” por tudo o que Washington diga, faça, ou obrigue os “aliados” a dizer e a fazer.

Os fundamentos da posição de Sánchez, contra o apoio ao ataque ilegal de Washington e Telavive a Teerão, são explicitados pelo próprio da seguinte forma: “Não à violação do direito internacional. Não a aceitar que o mundo só pode resolver os seus problemas através de conflitos e bombas. E, finalmente, não a repetir os erros do passado. A posição do governo de Espanha é esta: Não à guerra”. Perante isso, numa reunião com o Chanceler alemão F. Merz, dia 3 de março na Casa Branca, Trump insultou Sánchez e ameaçou cortar relações comerciais com Espanha. Merz, talvez o vassalo mais obediente de Trump, deu razão ao magnata-presidente na crítica a Sánchez, e reiterou a concordância alemã com a operação militar de mudança de regime em Teerão, afirmando que “O Irão não deve ser protegido pela lei internacional”.

Em Portugal, Durão Barroso, entrevistado pela RTP, com um sorriso trocista de quem se sente herdeiro de Metternich ou de Kissinger, acusava Sánchez de ter cometido um “erro grave”, ofendendo o macho dominante do Ocidente. Com a sua experiência de ter hospedado nas Lajes, em vésperas de guerra, os chefes de governo que em março de 2003 iniciariam a destruição do Iraque, sob o pretexto de mentiras tão grosseiras como as usadas hoje por Trump para destruir o Irão, Durão Barroso sentenciou: “A Europa não pode ser o único vegetariano num mundo de carnívoros”. Quando os europeus começarem a pagar o imenso preço económico da guerra de Trump e Netanyahu, talvez uma dieta de batata e couves seja a única alternativa para muita gente.

Na verdade, o que está em causa é algo de bem mais terrível. O início desta guerra, mostrou para todos os líderes políticos do mundo, que a palavra dos EUA não vale nada. O Presidente da paz, que combatia o intervencionismo de Biden e aspirava ao Nobel, enganou os eleitores do seu país e o mundo inteiro. Em especial, Xi e Putin nunca mais darão crédito a quem mata os chefes de Estado dos países com quem está em negociações de paz. Se não formos capazes, como afirma Sánchez, de recusar o caminho da violência, assumindo a via da diplomacia e do respeito pelos outros, indivíduos ou Estados (como exige a Carta das Nações Unidas), acabaremos por mergulhar numa guerra generalizada, culminando na destruição da civilização humana sob o impacto das 12 000 armas nucleares à espera de entrar na história.

Os infelizes que sobreviverem entre os escombros da última das guerras, vegetarão num inferno, sem destino nem salvação. A escolha dos sobreviventes não será entre serem vegetarianos ou carnívoros, mas entre morrerem à míngua ou cederem ao horror do canibalismo… O Ocidente transformou-se num vácuo moral e num deserto de inteligência. Este Portugal de Montenegro e Rangel (herdeiros de Costa), limita-se a colocar um tapete vermelho a todos os caprichos de Washington. Fomos um império. Hoje somos uma estação de combustível no meio do Atlântico. Uma colónia periférica de um Ocidente que promete terminar num crepúsculo explosivo. Sánchez é o único líder que tem a coluna direita, com pés assentes no realismo da prudência, sem abdicar de princípios universais, onde todos se possam acolher. Infelizmente, nesta Europa, que perdeu o rumo e a alma, Sánchez parece ser a exceção que confirma a regra.

sexta-feira, 6 de março de 2026

ESPINHO: JUNTA DE ANTA DENUNCIA DESPEJO ILEGAL DE RESÍDUOS

  • A Junta de Freguesia de Anta apela a toda a população que contribua para mantermos a nossa terra limpa. A situação registada na Travessa do Gavião representa uma grande falta de civismo, que não pode passar impune, uma vez que prejudica as condições de salubridade de todos os moradores nas imediações e, inclusive, trouxe problemas de escoamento de águas pluviais do lugar. Deixamos o apelo para que caso apanhem os prevaricadores em flagrante, recolham a matrícula e nos façam chegar através da ferramenta de Reporte de Ocorrências no website da Junta.
  • Há um grave problema de saneamento num arruamento entre a Rua 62 e a Rua Nova da Praia. Os esgotos entopem com frequência, as tampas de saneamento cedem e fezes, pensos higiénicos e toalhetes espalham-se pela ruela, sendo o cheiro nauseabundo. As inúmeras reclamações feitas junto da Câmara Muncipal e as visitas feitas ao local por técnicos da autarquia e ex presidentes como Pinto Moreira (PSD) e Miguel Reis (PS) não espoletaram qualquer solução. Fonte.

URSULA VON DER LEYEN INDIFERENTE A VÍTIMAS DOS PFAS

  • Ursula von der Leyen recusa-se pela terceira vez, e desde 2023, a reunir com comunidades afetadas por PFAS. Apesar disso, os ativistas fizeram ouvir as suas vozes numa manifestação em frente à Comissão Europeia, sublinhando que “enquanto as portas da Comissão permanecem fechadas para os cidadãos que exigem ações ousadas contra a poluição para proteger a saúde pública e o meio ambiente, elas permanecem escancara das para a indústria química ”. Fonte.
  • O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas iniciou a instalação de um povoamento de pinheiro-bravo numa área de oito hectares do Perímetro Florestal das Dunas de Cantanhede, no âmbito de um protocolo com a Comissão de Compartes dos Baldios da Freguesia da Tocha, o Centro Pinus e o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária. O objetivo passa por obter plantas de enxertos (porta-enxertos) para um futuro pomar clonal destinado à produção de resina, e posterior disponibilização de sementes melhoradas para ações de arborização e rearborização do pinheiro-bravo em Portugal continental, no âmbito do programa de melhoramento genético do pinheiro-bravo. Fonte.
  • Trabalhando em campos tóxicos. A Califórnia não está conseguindo proteger a saúde e a segurança de milhares de crianças trabalhadoras. Fonte.
  • A agência reguladora de medicamentos veterinários da Austrália suspendeu o uso de florfenicol em salmão na Tasmânia devido ao "risco inaceitável" que o antibiótico representa para outras espécies. A Fundação Bob Brown afirmou que a decisão da Autoridade Australiana de Pesticidas e Medicamentos Veterinários foi uma "acusação contundente contra as empresas de piscicultura industrial e seu completo desrespeito pelo meio ambiente marinho". Fonte.
  • Nível do mar muito mais alto do que o previsto na maioria das avaliações de riscos costeiros. Fonte.

BICO CALADO

  • “Não há muito a dizer sobre a desfaçatez de um político videirinho que enjeitou cedo a honra, desde roubar mobília da Faculdade de Direito para a sede do MRPP, que Arnaldo Matos o obrigou a devolver, até se deslocar a Londres para verificar que Sadam Hussein tinha armas de destruição maciça. A mentira não o incomodou. Podia pensar-se que a vergonha e o remorso de ter sido cúmplice de Bush na invasão do Iraque o levasse agora a ser discreto em relação à reincidência dos EUA em crime igual, com as mesmas mentiras. Viveu sem dignidade e morrerá sem sentir a falta. Bastou a náusea de ouvi-lo, ver o seu orgulho por Portugal ser arrastado para a guerra de agressão ao Irão, por «Portugal, ao contrário de Espanha, ser um país confiável» e a dizer que a posição de Espanha foi “um erro grave” que afastou Madrid de Washington e irritou o mundo árabe. Tem saudade de Aznar. É difícil conter o asco que desperta um político tão pusilânime e subserviente. Para Durão Barroso é irrelevante que a Base das Lajes seja um ponto de passagem para prisioneiros a caminho da Prisão de Guantánamo ou para bombas destinadas à invasão de um qualquer país. Vive bem com os crimes e o sofrimento alheio. Durão Barroso disse de Pedro Sánchez o mesmo que Trump. Nem o facto de a UE o ter apoiado, através do Presidente do Conselho Europeu e da presidente da Comissão, o coibiu de ser insolente para o governante do país vizinho e insistir na defesa da prática de um crime igual àquele em que participou. Condenou-o, aliás, pela defesa da paz e do direito internacional A dignidade e coragem de Pedro Sánchez a defender o direito internacional e a enfrentar Trump contrastam com a falta de coluna vertebral. Carlos Esperança, RTP – A entrevista a Durão Barroso.
Reagan, Bush pai, Clinton, Bush filho, Obama, Biden, Trump
  • Durão Barroso - ex-presidente da Comissão Europeia - veio criticar Pedro Sánchez por este ter ousado apontar o dedo aos EUA. Porque será? Miguel Szymanski, entre os 17 e 21; 25 e 29 minutos.
  • Aprender a pescar com web. Francisco Silva, O Maio.
  • Enquanto bombardeia o Irão, Trump envia tropas americanas para a guerra terrestre contra as drogas no Equador. Pela mesma razão que ele está no Irão e na Venezuela: petróleo 'garantido' pela força, vendido como uma luta contra uma 'ditadura' e/ou 'drogas'. Fonte.
  • Graças à guerra de Trump contra o Irão, gigantes do GNL dos EUA podem ter lucros extraordinários de US$ 20 biliões por mês. Fonte.
  • “A TAP posicionou, ontem, um A330 em Atenas, para trazer a rapaziada que está a fugir das bombas para casa. Alguém sabe se a Ryanair, Wizzair ou Easyjet estavam disponíveis? Os mercados não cobriram este slot? Parece que estava livre. Gostava de saber, entre a malta que vai entrar naquele A330, quantos é que "gritam" nas redes que a TAP devia ser vendida.” Tiago Franco, TAP Air Portugal, A VERDADEIRA BANDEIRA.
  • O Conselho de Paz orwelliano de Trump é composto exclusivamente por violadores dos direitos humanos. Nick Turse, The Intercept.