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quinta-feira, 2 de abril de 2026

ÁGUAS DO VALE DO TEJO GERA LUCROS

  • Águas do Vale do Tejo apresenta resultado líquido de 10,7M€ em 2025. Fonte. É normal. Águas do Douro e Paiva regista lucros de 4,3 milhões e volume de negócios de 41 milhões em 2025.
Destilação fracionada do petróleo bruto
  • O presidente Donald Trump chama ‘terroristas’ aos ambientalistas, enquanto a sua guerra com o Irão pode, sem querer, contribuir para a transição para as energias limpas. A guerra danificou as infraestruturas de petróleo e gás e interrompeu uma parte significativa do abastecimento global de petróleo e produtos refinados, levando a uma redução no consumo de combustíveis fósseis. O choque energético resultante pode levar a uma transição para fontes de energia renováveis, à medida que as pessoas e os governos exploram alternativas ao petróleo e ao gás, que se tornaram escassos. Mark Gongloff, O ecoterrorismo vem de dentro da Casa Branca - Bloomberg.
  • A Itália vai adiar o encerramento das centrais a carvão por 13 anos. Esta medida demonstra a vontade do governo de direita da primeira-ministra Giorgia Meloni de travar as políticas de combate às alterações climáticas, face aos crescentes desafios no abastecimento energético. Fonte.
  • A China está a construir barragens a um ritmo alucinante. O seu objetivo: armazenar mais energia renovável. Fonte.

BICO CALADO

Foto: Ronald Wittek/EPA
  • "(…) Conservo alguma memória da inauguração do Teatro Micaelense, mas não estive presente nela, por ser ainda criança. Lembro-me de ouvir comentar a familiares mais velhos alguma coisa sobre a decisão de construir o edifício, para aplicar lucros de guerra da empresa promotora, e sobre o luxo dos candelabros do Salão Nobre, vindos expressamente de fora. (…) No começo da década de 60 fui estudar para Lisboa e perdi o contacto com o ambiente do Teatro. Mas sempre conservei a memória do ambiente requintado das sessões do Sábado à noite, nas quais afinal o que menos interessava eram os filmes e os seus complementos, concentrando-se a atenção dos frequentadores no ambiente social e de convívio criado nos intervalos, não sendo caso único ter de fazer soar o gong por duas vezes para a s pessoas voltarem a ocupar os seus lugares na sala, pondo termo às conversas e até aos namoricos que o Teatro proporcionava. Eram ocasiões sociais esses serões de Sábado. Para eles as pessoas vestiam-se o melhor possível, bem ao contrário do que hoje acontece. Fazia-se uma autêntica parada de toilettes!...Nisso o Teatro é que marcava o rumo! (…)” 𝐉𝐨ã𝐨 𝐁𝐨𝐬𝐜𝐨 𝐌𝐨𝐭𝐚 𝐀𝐦𝐚𝐫𝐚𝐥.
  • “O PR concorda? Marco Rubio agradeceu a Paulo Rangel a “cooperação no setor da defesa” pelo que é impossível negar a cumplicidade de Portugal na invasão do Irão. Perante a subserviência a Trump é de temer que o Governo português seja submarino dos EUA no Conselho Europeu. Quando da invasão do Irão, Jorge Sampaio salvou a honra de Portugal perante a vergonhosa cumplicidade de Durão Barroso.” Carlos Esperança, Ponte Europa.

quarta-feira, 1 de abril de 2026

JAPÃO: CIENTISTAS ALCANÇAM EFICIÊNCIA SOLAR CONSIDERADA «IMPOSSÍVEL» NUM AVANÇO NO CAMPO DAS ENERGIAS RENOVÁVEIS

  • Investigadores no Japão desenvolveram um novo material que permite às células solares gerar uma quantidade de energia a partir da luz solar que antes se pensava ser impossível. A descobertafeita por uma equipa da Universidade de Kyushu, envolve um emissor especial de «inversão de spin» capaz de captar energia solar que normalmente se perde sob a forma de calor. Esta inovação supera o limite de longa data das células solares convencionais, alcançando uma eficiência de conversão energética de 130 por cento – abrindo novas possibilidades para painéis solares ultraeficientes. Até agora, a tecnologia das células solares só tem conseguido captar energia de cerca de um terço da luz solar disponível, devido ao facto de os fotões de maior energia, como a luz azul, se perderem sob a forma de calor. Fonte.
  • Consulta pública até 21 de abril: Título de Utilização Privativa do Espaço Marítimo Nacional Pedido de licença para utilização do espaço marítimo nacional para colocação de uma estrutura flutuante entre a Quarteira e o Garrão. Fonte.
 
  • Mina da Imerys na Bretanha: mais de 3 000 litros de produtos químicos derramados a montante de uma reserva natural. A fábrica de uma mina de andalusite derramou ilegalmente uma enorme quantidade de substâncias tóxicas em julho de 2021. Este escândalo põe em evidência as práticas da multinacional. Acaba de ser enviada uma denúncia ao Ministério Público de Saint-Brieuc. Fonte.
  • Os arrastões vasculham os fundos marinhos de águas britânicas supostamente protegidas. «A preciosa vida marinha está a ser levada ao limite», afirmam os ativistas, argumentando que as áreas marinhas sobrepescadas estão «protegidas apenas no papel». Um relatório de 2025 revelou que o bacalhau do Mar do Norte, o bacalhau do Mar Céltico, o badejo do Mar da Irlanda, o arenque do Mar da Irlanda e o carapau do Mar do Norte e da parte oriental do Canal da Mancha se encontravam todos em níveis criticamente baixos, mas continuavam a ser alvo de sobrepesca. Ainda em fevereiro passado, a cadeia de supermercados Waitrose suspendeu a venda de cavala, na sequência de um aviso da Marine Conservation Society de que também esta espécie estava a ser alvo de sobrepesca e corria o risco de um colapso populacional. Fonte.

BICO CALADO

  • Uma estátua de um vaso sanitário pintada de dourado, imitando mármore, foi instalada no National Mall, em Washington, D.C., para ridicularizar o presidente dos EUA, Donald Trump. Trata-se da mais recente de uma série de obras de arte de protesto dirigidas a Trump e à sua administração. Uma placa em cada lado da estrutura diz: «Um trono digno de um rei». É obra do Secret Handshake. Oliver Contreras / AFP. Fonte.
  • O ICE procura voluntários não remunerados — As Forças Armadas dos EUA estão numa situação crítica. Fonte.
  • O Dubai, que se tinha tornado o refúgio preferido dos grandes traficantes de droga espanhóis (a quem chamam «a elite do narcotráfico»), está a deixar de ser um paraíso seguro devido a uma combinação de fatores: a guerra entre os EUA/Israel e o Irão tem gerado instabilidade na região; sob pressão da União Europeia (que ameaçava incluí-los em listas de risco de branqueamento de capitais), as autoridades dos Emirados começaram a colaborar mais, extraditando traficantes de droga belgas e franceses; ao tornar-se público que o Dubai é um «centro nevrálgico do crime», a reputação do local como refúgio seguro deteriorou-se. Fonte.

terça-feira, 31 de março de 2026

MATADOUROS MÓVEIS

  • O governo de Luís Montenegro vai permitir abate de animais nas explorações agrícolas e criar matadouros móveis. Fonte. Tudo com o apoio do PSJá havia ‘matadouros móveis´nos anos 1960s. Por exemplo, a matança do porco era feita ao domicílio. Os ‘inteligentes’ de agora julgam que descobriram a pólvora. Devem estar com a cabeça a arder. Pensam que irão subbstituir o antigo empreendedorismo por um sistema burocrático...
  • Consulta pública até 12 de maio: Projeto de “Reengenharia e Alargamento do Aterro da BRAVAL”, da BRAVAL – Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos, S.A., sito nas freguesias de Ferreiros e Lanhoso, concelho de Póvoa de Lanhoso e na freguesia de Pedralva, concelho de Braga. Fonte.

MÉXICO: DERRAME DE PETRÓLEO IMPACTA 600 KMS DE COSTA

Praia de Tenantitanapan, em Pajapan, Veracruz. Foto: NAYELI CRUZ/El País.
  • Um enorme derrame de petróleo ocorreu no Golfo do México e já afetou mais de 600 km de litoral nos estados de Tabasco, Veracruz e Tamaulipas, causando danos a ecossistemas costeiros e marinhos, com registos de animais mortos (tartarugas, peixes, golfinhos) aparecendo nas praias. As progens do desastre ambiental permanecem por esclarecer. As autoridades mexicanas, incluindo a Pemex e a governadora de Veracruz, afirmaram inicialmente que o derrame não teve origem em instalações da empresa estatal, atribuindo o desastre a um navio privado e a fugas naturais de hidrocarbonetos. Mas dados de satélite mostram que o Árbol Grande, da Diavaz, empresa contratada pela Pemex desde 2018 para manutenção de tubos submarinos, esteve ancorado por mais de oito dias (9 a 16 de fevereiro de 2026) exatamente sobre um oleoduto ativo na área onde havia um grande derrame. Imagens de satélite e dados de rastreamento marítimo mostram uma mancha de óleo de mais de 50 km² à volta da embarcação durante esse período. O navio estava posicionado sobre o oleoduto "Old AK C", que transporta óleo Maya (mais viscoso) da plataforma AKAL-C para o terminal marítimo de Dos Bocas. O mesmo oleoduto já havia sofrido um derrame em maio de 2025. Fonte.
  • Uma árvore a cada 15 metros: como Berlim se prepara para enfrentar as alterações climáticas. A capital alemã, impulsionada por uma iniciativa cidadã, estabeleceu como objetivo para 2040 arrefecer 170 «bairros quentes» em dois graus e aumentar as áreas verdes. Fonte.

BICO CALADO

  • “(…) O Isaltino é a consequência prática do problema dos autarcas eternos ou até, de uma forma mais geral, dos políticos profissionais. Há uma enorme diferença entre alguém que tem uma carreira e, em dado momento, a interrompe para prestar serviço público ou quem depende dos votos para ter uma carreira. (…) Por mais obras, prédios, universidades e bolsas que apareçam em Oeiras, eu não percebo como é que a população vota em alguém condenado por fraude fiscal. Ainda por cima a tal população que, estatísticamente, mais foi à escola. Já para não falar como é que a lei permite sequer que um condenado exerça cargos públicos. (…) O Isaltino atingiu aquele patamar da vida onde os Albertos Joões se pensavam intocáveis. Abusa mas tem obra para mostrar. Está repetidamente em caldeiradas na gestão do erário público. Cria dívida que alguém, um dia, pagará. (…)” Tiago Franco, ISALTINO, O AUTARCA MODELO DO MEU PAÍS.
  • E-mails do diretor do FBI, Kash Patel, foram pirateados pelo Irão. A segurança cibernética parece ser apenas para os pequeninos. Fonte.
  • “Tirando algumas pequenas coisas, como os comboios sobrelotados, os engarrafamentos em todos os acessos e saídas e cidades como Lisboa ou o Porto, os condutores doidos, as lixeiras ao ar livre, os bairros de casas ilegais, a burocracia paralisante das câmaras municipais, a falta de casas com rendas acessíveis (…) tirando as reformas obscenas de uns e as de miséria da maioria, tirando estes, e mais meia centena a meio milhar de pequenos defeitos, entre eles as crónicas de jornal sem parágrafos e repetitivas, Portugal tem melhorado muito nas últimas décadas e continua a ser um dos mais maravilhosos países do mundo, pelo qual vale a pena lutar, todos os dias.” Miguel Szymanski, Tirando isso - Crónica Março 2026 no Portugal Post (jornal português editado na Alemanha).
  • Apenas um terço das candidaturas apresentadas para apoiar a reconstrução das habitações devastadas pelo comboio de depressões será elegível para apoio. Fraudes, candidaturas de segundas habitações (que não são elegíveis) e falta de informação mínima são algumas das razões que levaram José Ribau Esteves a indeferir já 900 candidaturas. Fonte.
  • José Saramago - O Luís vingou o Aníbal. Carlos Esperança, Ponte Europa.

LEITURAS MARGINAIS

QUANTO MAIS VIOLENTO ISRAEL SE TORNA, MAIS OUVIMOS FALAR DE «ANTI-SEMITISMO»
Caitlin Johnstone, Substack. Trad. O’Lima.

Os palestinianos continuam a sua vida quotidiana em condições difíceis, entre os escombros de edifícios destruídos no campo de refugiados de Jabalia, no norte de Gaza, após a entrada em vigor de um acordo de cessar-fogo, em 10 de fevereiro de 2025. 
(Mahmoud ssa/Anadolu via Getty Images/Fox News.

Sempre que Israel mata inúmeros civis, os media ocidentais começam imediatamente a publicar artigos sobre «anti-semitismo» e os sentimentos dos judeus.

«Os judeus começam a questionar-se: haverá algum lugar seguro?», proclama uma manchete recente do The Wall Street Journal, com o subtítulo «“Parece que voltámos aos anos 30.” A hostilidade contra os judeus aumenta nos países ocidentais onde se sentiam seguros nas últimas décadas.»

Um artigo do The Atlantic intitulado “O pogrom educado do Canadá” tenta, de forma bizarra, argumentar que a “tolerância ao fanatismo” está, de alguma forma, a “expurgar os judeus da vida pública”.

Uma manchete do Washington Examiner proclama que “os eleitores judeus sentem-se ‘politicamente desabrigados’ à medida que o antissemitismo aumenta em ambos os lados”.

Uma manchete do The Telegraph afirma que «Muitos judeus estão a sentir ecos assustadores da Alemanha dos anos 30 na Grã-Bretanha dos anos 2020.»

O criminoso de guerra Tony Blair escreve um artigo para o The Free Press intitulado «Por que razão o Ocidente não consegue travar o antissemitismo».

Entretanto, na vida real, pessoas estão a ser massacradas impiedosamente no Irão, no Líbano e na Palestina por Israel e pelos seus aliados. Quanto mais feia a situação se torna, mais agressiva se torna a retórica alarmista sobre o «anti-semitismo».

O Jewish Chronicle publicou um artigo de Maureen Lipman intitulado «Será que o mundo faz ideia de como o povo de Israel está cansado?», com o subtítulo «Um amigo querido contou-me que os seus netos tiveram de entrar no seu abrigo mais de 200 vezes desde que a atual batalha começou.» «A BBC e os repórteres de todo o mundo não entram nos abrigos onde as crianças são ensinadas a deitar-se no chão quando soam as sirenes», escreve Lipman. «Também não noticiam o encerramento das escolas. A maioria das crianças israelitas tem faltado às aulas todos os dias desde a Covid. Será que os media têm consciência do medo que os idosos sentem em Israel?» Absolutamente incrível. Ela escreve como se os israelitas fossem o único povo na Terra cujo país está a ser bombardeado. Só os sionistas poderiam lançar bombas sobre populações vizinhas todos os dias, durante anos, e depois dizer: «NINGUÉM NO MUNDO CONSEGUE IMAGINAR COMO É VIVER COM MEDO DE ATAQUES AÉREOS!»

Os jornalistas ocidentais sofrem tanta pressão para embelezar a imagem de Israel e promover os interesses informativos israelitas que a Associated Press acaba de publicar um editorial intitulado «A AP está a classificar o ataque de Israel ao Líbano como uma invasão. O que significa isso e por que é que importa?», justificando a sua decisão de chamar a isso o que é, de forma evidente e indiscutível, uma invasão. Nunca os viram fazer isto com a Ucrânia. Nunca viram os media a realizar longas deliberações internas sobre como classificá-lo e, em seguida, a publicar editoriais a dizer: «Vamos chamar a isto uma invasão russa, temos quase a certeza de que é assim que se chama, por favor, não fiquem zangados connosco!» É assim que se sentem intimidados pelos apoiantes de Israel e que pressão sentem para seguirem a linha imperial, aconteça o que acontecer.

Ao mesmo tempo, na imprensa israelita, vemos artigos de opinião como o do *The Jerusalem Post*, intitulado «A desradicalização a longo prazo em Gaza enfrenta grandes obstáculos», que defende explicitamente a limpeza étnica total do território palestiniano. O autor do artigo, Martin Sherman, rejeita as alegações de que a população de Gaza possa ser «desradicalizada» — como se a radicalização dos palestinianos fosse o problema, e não a ideologia política radical das pessoas que têm vindo a levar a cabo uma campanha de extermínio contra eles. Em vez disso, argumenta Sherman, todos devem aceitar a «dura realidade» de que apenas a anexação e a limpeza étnica podem conduzir a uma paz duradoura na Faixa de Gaza. «A única forma de Israel garantir como a Faixa de Gaza será governada, e quem a governará, é governá-la ele próprio», escreve Sherman. «Além disso, a única forma de Israel governar a Faixa de Gaza sem se tornar um opressor externo de “outro povo” é retirar “o outro povo” dos limites da própria Faixa de Gaza.» «Isto não é radicalismo de direita. É apenas ciência política sensata e sóbria», escreve Sherman.

Se defender a expulsão em massa de uma população indígena colonizada da sua terra natal por pertencer à etnia errada não é radicalismo de direita, então o radicalismo de direita não existe. É praticamente o mais extremista de direita que se pode ser. E esta é uma publicação israelita totalmente mainstream.

Se há alguém no mundo que precisa de ser desradicalizado, são os israelitas e os seus apoiantes.