Lagoa é o município regional com maior quantidade de resíduos urbanos recolhidos seletivamente por habitante. Em 2024, foram 371 kg por habitante, um valor acima da média dos Açores (210 kg) e da nacional (122 kg). Fonte.
Ambiente Ondas3
Recortes de notícias ambientais e outras que tais, com alguma crítica e reflexão. Sem publicidade e sem patrocínios públicos ou privados. Desde janeiro de 2004.
domingo, 16 de agosto de 2026
BICO CALADO
- As ‘pedras da fome’ são rochas no leito de rios da Europa Central, especialmente no Elba, Danúbio e Reno, que só ficam visíveis quando o nível da água desce drasticamente durante períodos de seca extrema. Ao longo dos séculos, comunidades gravaram nelas datas e mensagens para assinalar anos de fome, dificuldades económicas e níveis historicamente baixos dos rios. Brenda Haas, DW.
- A tentativa dos EUA de dominar a América Latina avança a todo o vapor. O presidente colombiano Abelardo de La Espriella é o mais recente líder latino-americano a aderir à coligação de extrema-direita apoiada pelos EUA que procura controlar o Hemisfério Ocidental. Arturo Dominguez, Medium. E agora a besta quer declarar o Estreito de Ormuz território dos EUA.
- As reclamações dos consumidores contra empresas financeiras dispararam nos últimos três anos, e essa tendência levou o Gabinete de Proteção Financeira do Consumidor (CFPB) do presidente Donald Trump a tomar medidas, mas não contra as empresas acusadas de cobrar comissões abusivas, de não resolverem disputas relativas a cobranças de cartões de crédito, de tentarem cobrar dívidas indevidamente e de outras infrações. Em vez disso, o CFPB anunciou que deixará de publicar as «narrativas» das queixas — a descrição escrita pelo queixoso da sua interação com a empresa financeira — ou visualizações de dados na base de dados de queixas, ocultando do público os comentários dos consumidores sobre as práticas comerciais das instituições. Cá por Portugal, o primeiro ministro Luís Montenegro afirmou: “O país tem de ter a coragem de falar mais das grandes coisas que estamos a fazer bem e falar menos das pequenas coisas que, por ventura, não corram tão bem”.
Fotografia de Elliot Adams (Equipa pela Paz da VFP na Coreia) no exterior da base do Exército dos EUA, Camp Humphreys. Trinta autocarros cheios de polícias estão alinhados na extremidade esquerda da fotografia. 13 de agosto de 2026.
- Na Coreia do Sul, estão a decorrer ações de protesto a nível nacional nas bases norte-americanas espalhadas por todo o país, no âmbito da campanha «US Out of Korea», organizada por uma vasta coligação de grupos pacifistas. Fonte.
LEITURAS MARGINAIS
BOLIEIRO, CERTAMENTE UM DOS MAIS BARROCOS POLÍTICOS PORTUGUESES DA ATUALIDADE *
José Manuel Bolieiro, certamente um dos mais barrocos políticos portugueses da atualidade, aderiu, mais ou menos recentemente, à tendência do pequeno vídeo político.
Inaugura-se uma estrada? Lá temos o videozinho singelo do modesto governante a calcorrear o alcatrão ainda fumegante, como se tivesse acabado de descobrir a engenharia do pavimento.
Entrega-se um apartamento? Surge o político engravatado, qual agente da Remax, a abrir portas, mostrar assoalhadas e explicar, com a solenidade de quem apresenta uma penthouse em Manhattan, as virtudes da nova habitação.
Lança-se um navio? Temos o político em pose de almirante, ao comando da nave, rodeado da mais alta tecnologia, provavelmente a imaginar que está a preparar a próxima expedição de Vasco da Gama à Índia.
E, finalmente, chegamos ao peripatético aperto de mão ao robô chinês da mais alta tecnologia, numa espécie de encontro entre o futuro da humanidade e o passado da comunicação política.
A arte do spot político é antiga e não tem, evidentemente, nada de novo. Desde o alvor da televisão nos Estados Unidos que políticos de todas as gamas e feitios perceberam que, para além de governar, era preciso saber aparecer. Obama, aliás, fez disso uma arte. De Trump a Bolsonaro, de Macron a Zelensky, muitos foram os políticos que transformaram a presença online numa extensão quase permanente da sua atividade política.
O problema, portanto, não está no meio. Está no conteúdo.
Porque a câmara é inclemente. E reveladora. Amplifica tiques, expõe maneirismos, denuncia hesitações, torna visíveis pequenas fragilidades que, no discurso escrito ou num palco preparado, poderiam passar despercebidas. A linguagem, o ritmo, o tom de voz, o sotaque, a pose e até a maneira de caminhar e de gesticular acabam por construir uma personagem que talvez o próprio político não tivesse intenção de revelar.
Assistir a alguns destes vídeos é, assim, um pouco como assistir a uma telenovela portuguesa dos anos oitenta, em que os atores pareciam todos amadores e os diálogos saíam lentos e atabalhoados, como crianças com pânico de palco, numa sucessão de momentos de involuntária vergonha alheia.
E talvez seja esse o problema maior desta nova política de proximidade digital. A política deixou progressivamente de ser a arte de convencer alguém de que se tem uma ideia para governar para se transformar numa espécie de concurso permanente de popularidade, em que os candidatos a políticos se submetem voluntariamente ao ridículo público em troca de um punhado de likes, e uma mão cheia partilhas e comentários, mesmo que de ódio.
O problema não é a tecnologia, mas uma questão de escala e, sobretudo, de substância.
Que um candidato à presidência de uma grande nação recorra às redes sociais para chegar a milhões de eleitores que jamais poderia cumprimentar pessoalmente é perfeitamente compreensível. Que os populistas demagogos se alimentem do vazio viral dos cinco segundos de atenção do ecrã digital é natural. Mas que um político regional, responsável por governar uma comunidade onde, literalmente, conhece ou pode encontrar muitos dos seus eleitores, transforme o pequeno vídeo de propaganda numa metodologia recorrente de comunicação política é outra coisa. É a substituição da política pela representação da política. É travestir a razão e a natureza da política. Talvez fosse isso que Bolieiro se estava a referir quando apelidou o seu governo de transformista.
E esse é o paradoxo maior. Quanto mais a política tenta parecer próxima, espontânea e humana através destas encenações digitais, mais artificial se torna.
Governar não é inaugurar estradas diante de uma câmara, abrir portas de apartamentos ou apertar a mão de robôs em bem iluminados vídeos de tik-tok. Governar é tomar decisões, resolver problemas, assumir responsabilidades e, sobretudo, ter alguma coisa para dizer.
E quando não se tem nada para dizer, talvez a melhor comunicação política continue a ser a mais antiga de todas: ficar calado.
Caros políticos dos Açores deixem-se de versões b do homem da Regisconta e trabalhem. O povo agradece e vão ver que tem melhor resultado nas urnas…
*O título é da responsabilidade do blogue Ambiente Ondas3
sábado, 15 de agosto de 2026
ESPANHA: NUCLEAR DE ALMARAZ VAI FUNCIONAR ATÉ 2030
- A central nuclear de Almaraz, perto da fronteira portuguesa, vai poder funcionar pelo menos até 2030. O governo espanhol utiliza a crise no Médio Oriente como desculpa, citando a volatilidade do preço do gás como uma das razões mais significativas para esta decisão. O pedido de prolongamento do funcionamento das instalações tinha sido feito já em outubro de 2025 pelas empresas Iberdrola, Endesa e Naturgy. A Quercus e a Zero alertam para eventuais impactos negativos em caso de avaria/acidente com fuga de radiotividade. Fonte.
- O Reino Unido está a pagar valores recorde pela importação de eletricidade da Europa este verão, devido a uma combinação de seca, ondas de calor e baixa produção eólica interna. Em maio, o país pagou £439 milhões por importações de energia, um aumento de 54% em relação a abril. A fatura total para os primeiros cinco meses do ano já atinge £1,7 mil milhões, e deve superar os £3,6 mil milhões de 2025. Fonte.
- As faíscas provenientes da rede elétrica envelhecida da Grécia são responsáveis por uma percentagem desproporcional dos incêndios florestais mais destrutivos do país, de acordo com dados preliminares da Direção de Investigação de Crimes de Fogo Posto da Grécia e com as provas recolhidas em investigações recentes sobre incêndios. Fonte.
- A Roménia encerrou a sua única central nuclear devido aos níveis de água extremamente baixos no rio Danúbio, causados por um período prolongado de calor que tem afetado grande parte da Europa. Não se prevê que a central de Cernavodă, onde dois reatores produzem cerca de 20 % da eletricidade da Roménia, volte a entrar em funcionamento nos próximos 10 dias. Fonte.
- A África do Sul quer expandir a exploração de petróleo e gás offshore para impulsionar a economia, mas enfrenta forte oposição de comunidades costeiras, pescadores e organizações ambientais. Dois processos judiciais — contra a Shell e a TotalEnergies — podem travar os projetos por falhas nas consultas públicas e riscos ambientais. Críticos alertam que a exploração ameaça ecossistemas marinhos, meios de subsistência locais e compromete metas climáticas, enquanto o governo insiste que é essencial para o desenvolvimento económico. Fonte.
- A Quercus vai apresentar queixa formal à Comissão Europeia sobre aprovação de projeto de citrinos em Alcácer do Sal. A Quercus alega que este projeto agroflorestal intensivo é altamente consumidor de água, numa região já sob severo stress hídrico, pondo em risco a sustentabilidade dos recursos hídricos e a biodiversidade local. Além disso, considera que a decisão foi feita contra a vontade expressa de praticamente todos os participantes na consulta pública, o que põe em causa a credibilidade dos processos de participação. A Quercus pondera ainda recorrer aos tribunais administrativos nacionais para solicitar a suspensão imediata da eficácia da DIA emitida e travar qualquer arranque ou execução de trabalhos no terreno. Fonte.
- Consulta pública até 10 de setembro: Processo de Licenciamento Único Ambiental - Navigator Paper Figueira, SA (507747313), em Lavos, Figueira da Foz. Isto até parece sigiloso. Não é um processo público no sentido rigoroso do termo, será só para ‘peritos’ na matéria e não cremos que o façam pro bono. Mas ler a lista de resíduos produzidos (vd pp 49-53 do Formulário PL ) é de por os olhos em bico. É assim que se facilita a lavagem verde de uma empresa que abusa dos truques de tipo ‘greenwashing’.
- O Ministério da Economia, a SCOF II Investments, a Entidade Nacional da Reserva Agrícola deram luz verde à construção de um hotel rural na Quinta Solar da Pousada, em Freguim, Amarante, promovido pela SCOF II Investments, empresa imobiliária local. Fonte.
BICO CALADO
- Os democratas de ambas as câmaras do Congresso juntaram-se aos defensores dos direitos humanos para denunciar veementemente os planos da Agência de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) de adquirir à Compliant Technologies 20 milhões de dólares em «luvas capazes de aplicar choques elétricos dolorosos». Fonte.
- As dez maiores empresas farmacêuticas do mundo registaram cerca de 300 mil milhões de dólares em lucros durante o primeiro semestre de 2026, enquanto milhões de pessoas nos EUA — o país com os preços dos medicamentos mais elevados do mundo racionavam as doses para poderem pagar os seus medicamentos. Fonte.
- Os EUA estão a cometer um “genocídio silencioso” em Cuba. Médico cubano fala sobre a escassez de meios.
- A administração Trump enfraquece de forma permanente a lei «concebida para impedir os criminosos de branquear dinheiro», após pressão de Elon Musk. «Trump está a facilitar que os cartéis, os criminosos e os adversários dos EUA abusem do nosso sistema financeiro», afirmou o senador Andy Kim. «Porque está nas mãos de bilionários como Elon Musk, que poderão vir a beneficiar com isso.» Fonte.
- O Royal College of Nursing alerta para o facto de haver enfermeiros a desmaiar e a ser hospitalizados devido a locais de trabalho com temperaturas elevadas. Fonte.
- Jacinto investe três milhões em unidade para produzir veículos de defesa. Fonte. Fábrica em Esmoriz.
sexta-feira, 14 de agosto de 2026
APENAS 15% DOS PORTUGUESES TÊM ACESSO ADEQUADO A ESPAÇOS VERDES URBANOS
Parque urbano de Paços de Ferreira
Segundo o relatório Lancet Countdown 2026, as ondas de calor aumentaram 318% nos últimos 10 anos. Perante este agravamento, quer em termos de assiduidade, quer de intensidade, é urgente deixar de encarar os espaços verdes urbanos como um mero elemento paisagístico e sim como uma infraestrutura essencial de adaptação climática, capaz de arrefecer as cidades e proteger a saúde de quem nelas vive. De acordo com um estudo da Comissão Europeia em parceria com a Universidade de Copenhaga, abrangendo 862 cidades europeias, nenhum município português ultrapassa os 15% de população com acesso adequado a espaços verdes urbanos. Coimbra surge como o melhor exemplo nacional, ainda assim entre apenas 8% e 15%, enquanto Porto, Viseu e Paredes se situam num patamar intermédio, entre 4% e 8%. O panorama agrava-se nas maiores cidades: Lisboa não ultrapassa os 4%, e Setúbal e Faro registam os piores resultados do país, com menos de 2% da população a beneficiar de proximidade adequada à natureza. Estes números colocam Portugal entre os países europeus com pior desempenho neste indicador.
Seguindo o referencial 3-30-300 que cada pessoa consiga ver pelo menos 3 árvores a partir de sua casa; que cada bairro tenha, no mínimo, 30% de cobertura de copa arbórea; e que nenhum residente esteja a mais de 300 metros de distância de um parque ou espaço verde de qualidade.
Em relação a Portugal, o documento da Lancet destaca as normas nos riscos relacionados com o calor e os seus impactos na saúde, as alterações nos riscos de doenças infeciosas sensíveis ao clima e aumento do perigo de incêndios florestais, demonstrando como as alterações climáticas estão a moldar os riscos para a saúde em diferentes partes do país, ao mesmo tempo que considera as alterações ambientais a longo prazo, como a perda de cobertura arbórea.
PORTO RICO: CRESCIMENTO DO TURISMO DE CRUZEIROS TESTA CAPACIDADE DE ACOLHIMENTO EM CIDADE HISTÓRICA
- O rápido crescimento do turismo de cruzeiros na Velha San Juan, em Porto Rico, está a sobrecarregar as infraestruturas da cidade histórica e a alimentar a frustração dos residentes. Há cada vez mais engarrafamentos, as ruas de calçada degradam-se e os residentes queixam-se da baixa pressão da água quando os navios de cruzeiro estão a ser abastecidos. A cidade também carece de casas de banho públicas suficientes e de forças de segurança adequadas para gerir as multidões. Embora o governo promova ativamente a indústria dos cruzeiros - 30,8 milhões de dólares foram atribuídos em incentivos às companhias de cruzeiros entre 2023 e 2025 -, o impacto económico é considerado superficial, uma vez que os passageiros costumam comer e beber a bordo. Este crescimento está a transformar a Velha San Juan de um bairro vivo num «parque temático flutuante». Muitos estabelecimentos que serviam os residentes, como mercearias e consultórios médicos, foram substituídos por lojas de lembranças, restaurantes e bares. Isto contribuiu para um declínio de 32% na população do núcleo urbano da Velha San Juan entre 2010 e 2020. Os residentes queixam-se de que o governo impôs este modelo turístico sem participação pública nem estudos rigorosos para determinar a capacidade da cidade histórica. Um projeto proposto para um hotel-casino da Hard Rock também é alvo de críticas por não se adequar à arquitetura histórica de Velha San Juan. Fonte.
- As autoridades da Gronelândia obrigaram uma empresa petrolífera norte-americana ligada a Donald Trump a adiar a perfuração de poços no território Ártico, contrariando as afirmações do enviado do presidente dos EUA de que os norte-americanos poderiam estar a extrair petróleo bruto já no próximo ano. Fonte.
- Dias de intensa chuva provocaram inundações generalizadas em Manila, a capital das Filipinas, e encheram os cursos de água da cidade de detritos. Está em curso uma operação de limpeza em grande escala, que envolve equipas de trabalhadores e maquinaria pesada. Fonte.
- Não é verdade que os painéis solares deixam de funcionar ao fim de 25 anos. Um novo estudo liderada por Ebrar Özkalay na Universidade de Ciências Aplicadas e Artes do Sul da Suíça revela que o fim da garantia não significa o fim da vida útil e que o desempenho na prática pode prolongar-se por décadas. Fonte.
REFLEXÃO
SE JÁ ESTÁS COM MEDO, ESPERA SÓ ATÉ OUVIRES FALAR DO PROJETO MANHATTAN 2.0
Kristen Thomason, BNG. Rev. O’Lima
O presidente dos EUA, Donald Trump, ladeado por diretores executivos do setor da energia nuclear e responsáveis governamentais, discursa durante um anúncio sobre a inovação nuclear americana no Salão Oval da Casa Branca, a 24 de julho de 2026, em Washington, DC. Trump está a assinar várias ordens executivas que visam o setor da energia nuclear e que flexibilizam as regras relativas a novos reatores e às cadeias de abastecimento de combustível nuclear. (Foto de Eric Lee/Getty Images)
O “Projeto Manhattan 2.0” da administração Trump — um conjunto de decretos executivos emitidos entre 2025 e 2026 — acelera drasticamente o desenvolvimento de reatores nucleares para satisfazer as necessidades energéticas dos centros de dados de inteligência artificial das empresas tecnológicas, ao mesmo tempo que desmantela proteções de segurança, ambientais e regulamentares de longa data. Isto pode expor os trabalhadores e o público a riscos significativos de radiação e criar problemas de resíduos nucleares a longo prazo.
O Projeto Manhattan 2.0 e2xiste porque os gigantes da tecnologia (Amazon, Meta, Google, Microsoft) querem energia nuclear barata e abundante para alimentar centros de dados de IA em rápida expansão. A ONU prevê que estes centros dupliquem o consumo de electricidade e de água até 2030.
Ao assinar vários decretos executivos, Trump permitiu que empresas privadas construam reatores experimentais em terrenos federais, ignorando as normas ambientais e a supervisão da Comissão Reguladora Nuclear (NRC). O passo seguinte foi reestruturar a NRC e remover as normas de segurança para acelerar as aprovações, reduzir a revisão independente de segurança e enfraquecer os limites de exposição à radiação.
As novas regras questionam o consenso científico de que nenhum nível de radiação é completamente seguro. Estudos com centenas de milhares de trabalhadores da indústria nuclear mostram que mesmo a exposição a baixos níveis de radiação aumenta o risco de cancro. O Departamento de Energia (DOE) aumentou discretamente os limites de exposição permitidos para os trabalhadores e o público em geral, o que poderá elevar as taxas de cancro.
As startups selecionadas para o programa piloto vão testar Pequenos Reatores Modulares (SMRs) e novos combustíveis como o TRISO. A indústria afirma que estes combustíveis são seguros sem as estruturas de contenção tradicionais, mas as análises independentes mostram que podem sobreaquecer. Os SMR produzem resíduos nucleares mais reativos e de armazenamento mais difícil do que os reatores tradicionais.
Além disso, o Departamento de Energia (DOE) reduziu os requisitos de gestão de resíduos, condensando um manual de 59 páginas em 25 tópicos. A monitorização da contaminação das águas subterrâneas é agora opcional. Os limites de exposição pública foram aumentados, o equivalente a 50 radiografias adicionais por ano.
Devido à insuficiência de urânio, as empresas podem converter o plutónio das ogivas nucleares desmanteladas em combustível para os reatores. O plutónio é extremamente tóxico, difícil de manusear em segurança e atrativo para as armas — contudo, as normas de segurança foram flexibilizadas.
A administração Biden propusera anteriormente a expansão da capacidade nuclear com mais funcionários na NRC e processos de consentimento da comunidade, e não a desregulação. Outros países (Canadá, Finlândia, China) estão a expandir a energia nuclear, mas mantendo padrões rigorosos de segurança e ambientais.
Embora o Projeto Manhattan original tenha mantido os seus custos em segredo durante uma geração, o custo total para a saúde e o ambiente do «Projeto Manhattan 2.0» — alcançado através de uma onda imprudente de desregulamentação — poderá ser devastadoramente elevado.
BICO CALADO
- “Não impedimos o Holocausto. Não impedimos o genocídio no Ruanda. Não impedimos o genocídio em Srebrenica. Temos de impedir o genocídio em Gaza. Já não há desculpas. Nenhuma.” A Presidente da Eslovénia, Nataša Pirc Musar, na ONU. Fonte.
- Israel forneceu à CIA uma informação falsa sobre um plano iraniano para assassinar Donald Trump, com o objetivo de manipular a política externa dos EUA e prejudicar as relações cada vez mais estreitas de Trump com a Turquia. As autoridades turcas acreditam que a informação foi inventada para sabotar as negociações de Trump com o Irão e impedir a aquisição dos F-35 pela Turquia. Os EUA foram enganados. A Turquia ficou de mãos atadas. E Israel conseguiu o que queria. Fonte.
- Em 13 de agosto de 1937, trabalhadores em greve foram massacrados na plantação de cana-de-açúcar Union Flacq, nas Maurícias. Os trabalhadores, na sua maioria indianos, das plantações de cana-de-açúcar da ilha — na altura uma colónia britânica —, tinham-se organizado para exigir melhores salários, e a polícia estava a ser utilizada para intimidar os trabalhadores e reprimir as greves. Fonte.
- Um resgate de 2,5 mil milhões de dólares vai ser concedido à Rio Tinto, proprietária maioritária da Tomago Aluminium, pelo Governo australiano (primeiro-ministro Anthony Albanese) e pelo Governo de Nova Gales do Sul (primeiro-ministro Chris Minns). A Tomago consome mais de 10% de toda a rede elétrica de Nova Gales do Sul, o que a torna o maior consumidor individual de eletricidade do estado. A Rio Tinto, que registou recentemente um lucro líquido de 6,7 milhões de dólares americanos no semestre (um aumento de 47%), informou o governo de que a eletricidade de substituição a tarifas comerciais iria praticamente duplicar os custos energéticos da Tomago assim que o seu contrato anterior expirasse, ameaçando o encerramento e, com ele, 1 000 postos de trabalho diretos. Fonte.
- Se esta foto tivesse sido tirada na Ucrânia e o tanque fosse russo, esta criança seria chamada de herói e lutador da liberdade. Mas como a foto foi tirada na Palestina e o tanque é israelita, esta criança é chamada de terrorista.
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