Notícias sobre Ambiente. Sem patrocínios privados ou estatais. Desde janeiro de 2004.

  • Ambiente Ondas3

    Notícias sobre Ambiente. Sem patrocínios privados ou estatais. Desde janeiro de 2004.

  • Ambiente Ondas3

    Notícias sobre Ambiente. Sem patrocínios privados ou estatais. Desde janeiro de 2004.

  • Ambiente Ondas3

    Notícias sobre Ambiente. Sem patrocínios privados ou estatais. Desde janeiro de 2004.

  • Ambiente Ondas3

    Notícias sobre Ambiente. Sem patrocínios privados ou estatais. Desde janeiro de 2004.

  • Ambiente Ondas3

    Notícias sobre Ambiente. Sem patrocínios privados ou estatais. Desde janeiro de 2004.

quarta-feira, 20 de março de 2019

Cante pelo Clima!

  • Cante para o clima é uma grande expressão de canto que teve lugar em 22 e 23 de setembro de 2012 na Bélgica. Mais de 80 mil pessoas em mais de 180 cidades e comunidades belgas cantaram a canção «Do it Now», pedindo aos políticos que adotem medidas climáticas mais ambiciosas, tanto a nível local e nacional como  a nível internacional. Este vídeo é uma síntese de gravações que foram feitas em vários locais. O sucesso de «Sing for the Climate» prova que uma mobilização em massa em torno da crise climática ainda é possível mesmo depois da cimeira do Ambiente de Copenhague em 2015. Mas a Bélgica é um país pequeno e a crise climática é um problema global que precisa de ser enfrentado a nível internacional. Por isso, apela-se a grupos e organizações locais em todo o mundo para que organizem a sua própria versão de Sing for the Climate.
  • Em Glasgow, o programa «Nine», da BBC, convidou um negacionista do clima, Andrew Montford, para comentar as 2083 manifestações pelo clima em 125 países. Nenhum dos organizadores de manifestações em Glasgow e Edinburgo, por exemplo, foi convidado para expressar a sua opinião. DeSmogUK. Por isso a BBC usa David Attenborough para esverdear a sua imagem.
  • «(…) Estes jovens receberam o planeta desfeito e foi a minha geração, que desde os anos 80 sabe muitíssimo bem que caminha para um ponto de não retorno, que nada fez. Nem sequer por eles. A maioria preferiu não mexer um milímetro no seu conforto e deixar o inferno para os seus próprios filhos e netos. Fomos, estamos a ser, indecentes. E não devem perdoar-nos por isso. Devem continuar até assumirmos todos, não a nossa culpa, que serve de pouco, mas a nossa responsabilidade. Mas isto não deve ser uma forma de aprofundar a incomunicabilidade, mesmo que ela seja da natureza da relação de todas as gerações entre si. Porque no meio há um planeta para salvar que não pode esperar que a geração de Greta Thunberg chegue ao poder. E porque têm aliados nos adultos e terão adversários na sua própria geração, quando chegar a altura. As soluções urgentes ainda estão nas mãos dos políticos, técnicos e cientistas das gerações mais velhas. Precisam deles e dos que os elegem. Mas isso eles sabem. Estão, e muitíssimo bem, apenas a tentar envergonhar-nos.» Daniel Oliveira, in Greve pelo clima: foram só flores? - Expresso 18mar2019.
Share:

Brasil: Vale intimada a suspender atividades em duas barragens de mineração

  • A desativada mina de cobre Baal Gammon, no extremo norte de Queensland, está a drenar água tóxica por uma brecha para a ribeira de Jamie, perto de Watsonville, a sudoeste de Cairns. As autoridades cancelaram as licenças da mineira Baal Gammon Copper's (BGC) alegando que não tinham liquidado os 3 milhões de dólares de seguros. Níveis elevados de metais pesados tinham já sido detetados em análises oficiais levadas a cabo em agosto de 2018, pelo que os proprietários de terras tinham sido alertados para não usarem água dos rios e ribeiras da zona. Os proprietários da mina tentam atribuir responsabilidades a outros e às intensas chuvas que caíram nos últimos tempos. ABC.
  • A 1ª Vara Cível da Comarca de Itabira (MG) atendeu pedido do Ministério Público de Minas Gerais para que a Vale suspenda as atividades nas barragens Dique Minervino e Dique Cordão Nova Vista, até apresentação de nova declaração de estabilidade. Reuters.
Share:

Mão pesada

  • Sem licença ambiental nem licença de utilização, a instalação suinícola situada na Herdade do Colmeiro, numa encosta sobranceira a Vila Nova da Barquinha, foi mandada encerrar pela Direção Regional de Agricultura. MedioTejo.
  • Um negociante de resíduos de Wiltshire foi intimado a devolver 200 mil libras que recebeu indevidamente por atividade ilegal. Está ainda proibido de exercer aquela atividade por cinco anos. GovUK.
  • O estado de Vermont vai ser indemnizado em 3,8 milhões da BP, Citgo, Exxon-Mobil, Shell e Sunoco por as petrolíferas usarem o aditivo éter metil terciário butílico (MTBE) na gasolina, apesar de saberem que representava um risco devastador para as fontes de abastecimento de água. VTDigger.
Share:

Bico calado

  • A Democracya está a ser atacada em todo o mundo, admite o The Economist.
  • Mais dois falcões norte-americanos a defender uma intervenção militar na Venezuela. E tudo por, dizem eles, uma causa humanitária. Grave problema humanitário provocado pelas sansões económicas decretadas pelos falcões e seus amigos.


  • A ministra da Justiça de Israel, Ayelet Shaked, aparece num anúncio eleitoral que se pulveriza com um perfume chamado Fascismo. O anúncio, divulgado pelo partido da Nova Direita, supostamente zomba dos «medos de esquerda que buscam enfraquecer o poder judiciário de Israel». Mostra-se Shaked em câmera lenta enquanto desce um lance de escadas, coloca um brinco e olha diretamente para a câmera. Uma voz sussurra «revolução judicial» e «separação de poderes». No final, Shaked borrifa o frasco de perfume e diz: «Para mim, cheira a democracia».
  • Um consórcio de credores da Portucel Moçambique anunciou hoje que vai avançar com um processo-crime em Portugal contra o grupo The Navigator Company, detentor da sociedade florestal, por prejuízos de mais de 50 milhões de dólares em Moçambique. O empresário, que lidera a acção do consórcio de credores, alega que em causa estão incumprimentos de contratos, pagamentos em atraso e indemnizações por equipamento e danos causados durante a prestação de serviços de silvicultura à Portucel Moçambique, nas províncias moçambicanas de Manica e da Zambézia. Desde 2009 a empresa portuguesa desenvolve naquela região um megaprojeto florestal de 2,5 mil milhões de dólares de plantio de eucalipto ao longo de cerca de 360 mil hectares. «Esta situação já se arrasta há dois anos e vamos agora apresentar fisicamente o processo em Portugal (...) porque não tivemos sucesso algum com o representante local da Portucel [em Moçambique] e as suas firmas de advogados em Moçambique para resolver este problema», disse Izak Holtzhausen. Lusa/Macua.
  • Há assédio sexual entre os estudantes de Medicina, diz uma investigação nacional. No Canadá. Como este link se mantém surdo e mudo, talvez este, de 2018, ajude a dar uma ideia do problema. 


  • Vale a pena ouvir as intervenções do presidente do parlamento britânico expressando as suas condolências às famílias das vítimas do ataque terrorista na Nova Zelândia, e, depois, do minuto de silêncio proposto por ele, denunciar aquele bárbaro ato.
Share:

terça-feira, 19 de março de 2019

Malásia contesta redução do óleo de palma no combustível de transporte

  • O GEOTA lançou uma campanha para impedir a construção da barragem de Fridão. O projeto da EDP para o rio Tâmega está suspenso para reavaliação desde 2016 e o Governo terá de decidir até 18 de Abril se atribui à EDP a licença de produção para a central hidroelétrica. O GEOTA pretende alertar para o perigo que a barragem representa para a população de Amarante, pelos custos que acrescerá à fatura da eletricidade e para os impactos sociais, ambientais e económicos na região. Se é no concelho de Mondim de Basto que haverá maior número de construções afetadas, é o município de Amarante que corre maiores riscos, em caso de acidente e rutura da estrutura, tendo em conta a sua proximidade ao centro histórico da cidade, localizado em zona ribeirinha: cerca de 8 Km. Pelos cálculos do antigo Instituto da Água, em caso de rompimento da estrutura da barragem (que será construída numa zona de susceptibilidade sísmica), o centro histórico de Amarante será atingido por uma onda de 14 metros no espaço de apenas 13 minutos. «O pouco tempo faz com que os meios de Proteção Civil não consigam assegurar a adequada evacuação da população», refere o GEOTA. Público.
  • As empresas nucleares estatais russas e chinesas assinaram um contrato para a construção da sétima e oitava unidades de energia na Central Nuclear de Tianwan, o maior projeto conjunto de centrais nucleares entre os dois países. RT.
  • A Malásia ameaçou contestar, junto da Organização Mundial do Comércio, a intenção da União Europeia avançar com recomendações para eliminar o óleo de palma do combustível de transporte usado na sua zona. A Comissão Europeia tinha concluído que o cultivo de óleo de palma provocava a desflorestação massiva e o seu uso no combustível para transporte devia ser gradualmente eliminado. A Malásia considerou a recomendação europeia um "ato político calculado", visando remover as suas exportações de óleo de palma do mercado da UE. «Uma barreira comercial muito agressiva contra os interesses nacionais da Malásia, e contra os nossos 650.000 pequenos agricultores, não pode passar sem uma resposta forte», disse o ministro dos Negócios Estrangeiros. A Malásia é o segundo maior produtor de óleo de palma do mundo, atrás da Indonésia. Ambos os países têm lutado com governos da UE e com o parlamento europeu por causa destas tentativas de restringir as exportações de modo a combater a desflorestação desenfreada provocada pelo cultivo do óleo de palma. O ministro dos Negócios Estrangeiros da Malásia disse que o país forneceu provas consistentes da sustentabilidade do seu óleo de palma, destacando a implementação do padrão de certificação MSEA (Malaysian Sustainable Palm Oil). «O governo da Malásia não aceita que a Lei Delegada seja justificada por motivos científicos ou ambientais. Nenhuma explicação ou dados convincentes foram fornecidos para justificar a discriminação contra o óleo de palma da Malásia»”, disse. Reuters.
  • Mais de 2 mil pessoas adoeceram e tiveram de ser tratadas depois que um resíduo tóxico ter sido despejado num rio da Malásia, produzindo fumos perigosos numa vasta área. Cerca de 200 escolas e creches foram encerradas na área afetada do estado de Johor. AFP/Terra Daily.
Share:

Memórias curtas 

  • 19mar2014 - A Câmara de Vouzela vai plantar 11 mil árvores (castanheiro, carvalho, cipreste do Buçaco, bétula e freixo) no Lugar da Penoita e na Nogueira, em Alcofra.  
  • 19mar2013 - A Câmara de Beja vai plantar 300 árvores para assinalar os dias mundiais da Árvore e da Água. A de Silves vai plantar 150 para repor as cerca de 250 que foram arrancadas pelo tornado de 16 de novembro de 2012.
Share:

Bico calado

  • A Comissão Europeia dá um mês a Portugal para enviar informações adicionais sobre o benefícios fiscais na Zona Franca da Madeira. No documento dirigido ao ministério de Augusto Santos Silva, a comissão manifesta «sérias duvidas» sobre o conjunto de isenções fiscais aplicadas na Madeira. Considera que se trata de um «auxílio ilegal», que não pode ser enquadrado «nas regras do Mercado Interno». TSF.
  • «Terrorismo é terrorismo, no Médio Oriente ou nos nossos antípodas. Não lhes chamem loucos, não os tratem por atiradores, chamem-nos terroristas, tratem-nos por assassinos. Mas saibamos medir o nosso tremor europeu à sua real escala e perceber como à medida que o Daesh perde força os ataques de extrema-direita aumentam. Como ontem na Nova Zelândia.» Pedro Santos Guerreiro.
  • Nos EUA, os automobilistas negros enfrentam discriminação por parte da polícia, revela uma análise de cerca de 100 milhões de operações stop. The Economist.
  • Arlington, Virgínia, concedeu um benefício fiscal de 23 milhões para a Amazon se instalar lá. Common DreamsVergonha!


Share:

sábado, 16 de março de 2019

Jovens exigem medidas de combate à crise climática

  • Milhões de jovens manifestaram-se sexta-feira em muitas cidades um pouco por todo o mundo. Querem que os políticos e os decisores tomem medidas eficazes de combate aos impactos negativos da crise climática.
  • A Associação SOS Rio Paiva aguarda esclarecimentos da Agência Portuguesa do Ambiente acerca da indústria de suinicultura que foi construída no vale do Rio Paiva, no lugar da Mealha, freguesia de Canelas (Arouca). A Associação recebeu várias denúncias e alertas de cidadãos preocupados com os riscos de poluição associados a este tipo de equipamentos, e pelo receio que a mesma possa contribuir para a degradação da qualidade das águas do Rio Paiva e dos seus afluentes. A S.O.S. Rio Paiva manifesta a sua elevada preocupação com a construção desta exploração animal no vale do Rio Paiva e com os critérios que levaram à sua aprovação numa altura em que o rio apresenta alguns problemas de poluição ainda não resolvidos, e pelos riscos desta indústria prejudicar os investimentos turísticos no Rio Paiva, a sua fauna e a sua flora (protegidas pela Legislação Comunitária e por Convenções Internacionais). A SOS Rio Paiva aguarda os esclarecimentos das entidades nacionais acerca desta indústria de produção animal.
  • A Associação para a Defesa Ecológica da Galiza (ADEGA) e a Plataforma em Defesa da Ria de Arousa (PDRA) apresentaram ao Gabinete de Meio Ambiente do Supremo Tribunal de Justiça da Galícia uma extensa documentação que certifica os danos que a exploração da Mina de Touro está a causar em rios, nascentes e águas subterrâneas com a deposição de metais pesados e subida da acidez das águas. As análises mostram que rios, águas superficiais para consumo humano e até mesmo águas subterrâneas ultrapassam os limites legais de substâncias poluidoras, contrariando os Padrões de Qualidade Ambiental e os critérios de saúde para a qualidade da água para consumo humano.
  • Bill de Blasio, o mayor de New York, anunciou um plano radical para enfrentar as ameaças da crise climática construindo uma nova zona de Manhattan, que se estenderá por largas centenas de metros no estreito rio East, a fim de proteger Wall Street e outras áreas do centro. Orçado em 10 biliões, o projeto será parcialmente financiado por privados. The Guardian. Muito inteligentes, sim senhor.


Share:

Reflexão - a quem interessa o caos na geoengenharia?


Os EUA e a Arábia Saudita bloquearam uma iniciativa suíça para desenvolver a governança em geoengenharia na Assembleia do Meio Ambiente da ONU. A Suíça retirou a sua proposta na cimeira do Quénia depois de várias tentativas fracassadas de compromisso, admitiu o Instituto Internacional para o Desenvolvimento Sustentável (IISD), uma organização de observadores, no resumo das negociações.
A proposta teria direcionado a agência da ONU para estudar as polémicas tecnologias de geoengenharia, como um primeiro passo para discutir se e como elas deveriam ser reguladas internacionalmente.
Mas os EUA e a Arábia Saudita opuseram-se a qualquer medida que pudesse reduzir a sua capacidade de enfrentar a crise climática através da geoengenharia - e os impedisse de continuar a produzir combustíveis fósseis. O Brasil também expressou oposição, mas com menos à força. 
Janos Pasztor, diretor executivo da Iniciativa de Governança do Carnegie Climate Geoengineering, disse estar desiludido com os países que não conseguiram encontrar consenso sobre uma moção que teria dado início a uma discussão internacional tão necessária.

A geoengenharia refere-se a várias técnicas para modificar o sistema climático. As mais controversas são as ideias não testadas para atenuar a radiação solar, como liberar partículas de aerossóis no céu para refletir a luz do sol ou pulverizaras nuvens com gotas de água do mar para as tornar mais refletivas. Outras envolvem retirar dióxido de carbono da atmosfera, nomeadamente através da plantação de florestas.
Há incertezas significativas em torno de como uma intervenção como a gestão da radiação solar afetaria os padrões climáticos.
Uma das maiores preocupações é que os países poderiam usar a geoengenharia como cobertura para poderem continuar a poluir, obrigando o mundo a continuar a usar as tecnologias ou arriscar um choque catastrófico para o sistema.

Share:

Mão pesada

Um empresário de Stanford House, Stanford Bridge, Worcester foi condenado a um ano de prisão, suspenso por dois anos e condenado a pagar 30 mil libras por operar três centros ilegais de recolha de resíduos. GovUK.
Share:

Bico calado

  • Manuel Pinho, ex-ministro da Economia e ex-administrador do BES, tentou pedir a reforma antecipada com apenas 13 anos de descontos. O pedido foi apresentado a 20 de abril de 2017, quando Pinho tinha 62 anos. O Instituto da Segurança Social negou a pensão. Expresso.
  • «Esta semana, no parlamento europeu, foi votada a nomeação de José Manuel Campa para a Autoridade Bancária Europeia. Ou seja, a UE colocou a cabeça da supervisão bancária um alto quadro do banco Santander, um dos maiores grupos financeiros europeus. Assim fica tudo entre amigos.» Miguel Viegas.
  • O novo regime de protecção de dados está a servir de pretexto para ocultar informações, nomeadamente referentes a contratos públicos, essenciais ao escrutínio da actividade do Estado, escreve José António Cerejo, in Protecção de dados: a quem serve o caos? - Público 12mar2019.
  • O suspeito australiano que matou dezenas de fiéis muçulmanos em Christchurch, Nova Zelândia, publicou um manifesto elogiando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e Anders Breivik, o supremacista branco norueguês que assassinou 77 pessoas na Noruega em 2011. AlJazeera.
Share:

sexta-feira, 15 de março de 2019

Espinho: Silvalde contesta local para Estação de Transferência de Resíduos


O local proposto pela Câmara de Espinho para se instalar uma Estação de Transferência de Resíduos, entre a rua das Árvores e a dos Limites, em Silvalde, está a se contestada por empresários que receiam ver os seus investimentos desvalorizados. 

«O problema é que a Lipor e a Câmara Municipal de Espinho querem instalar essa estação de transferência numa área que está a 100 metros de casas e mesmo junto a empresas que têm em curso investimentos muito grandes para os terrenos ao lado e não querem as suas novas unidades industriais coladas a um depósito de resíduos», afirmou o presidente da Junta de Silvalde, José Teixeira.
Antecipando «maus cheiros, barulho e camiões que vão andar sempre a sujar a rua toda com as suas entradas e saídas», o autarca afirma que «a câmara não pode pensar só no que vai poupar no transporte do lixo e tem que se lembrar das pessoas da freguesia, que estão muito descontentes». 
Cristina Barbosa, da administração da empresa de tapeçarias Ferreira de Sá Rugs, inclui-se entre os críticos: "Comprámos ali dois terrenos e planeamos investir 2,5 milhões de euros para lá criar uma unidade que concentre a parte artesanal da nossa produção, mas não queremos estar ao lado de um depósito de lixo», acrescentando que uma Estação de Transferência de Resíduos naquela zona iria prejudicar a imagem do núcleo empresarial ali instalado.

O projeto é da Lipor e resulta da alteração legal que exige a criação de um espaço próprio para recolha e compactagem de lixo nos concelhos que se situem a mais de 25 Km dos centros de tratamento da Lipor em Gondomar e na Maia. O objetivo é concentrar o lixo recolhido no concelho num local onde possa ser compactado antes de ser enviado para triagem e valorização em Gondomar e na Maia, o que representaria uma poupança de cerca de 90 mil euros anuais apenas em deslocações. 
Quirino de Jesus, vereador do Ambiente na Câmara de Espinho, admite que o projeto inicial foi delineado antes de a câmara ter conhecimento dos investimentos previstos por empresas de Silvalde, pelo que equaciona aranjar outra morada para a estação. «Demos 45 dias às empresas para formalizarem os seus projetos de investimento, com a apresentação de um Pedido de Informação Prévia e, caso isso se verifique, a câmara está disponível para vender o terreno que tem em Silvalde e, com essa verba, adquirir um que o substitua noutra localização", anunciou Quirino Jesus.
A Estação de Transferência de Resíduos está orçada em 960 mil euros, terá um prazo de execução de 6 meses, criando 4 postos de trabalho. DN 26fev2019.

Citada pela edição de 13 de março do semanário espinhense Maré Viva, Cristina Barbosa acusa a Câmara de ter prometido uma alternativa, «mas a verdade é que fizeram isto às escondidas de toda a gente. Acho tudo isto uma falta de consideração.»

A fazer fé nas declarações da empresária de que o processo foi conduzido «às escondidas de toda a gente», gostaríamos de perguntar:
  • O que prevê o Plano Diretor Municipal?
  • A Junta de Freguesia foi ouvida?
  • A Associação Comercial e Industrial foi ouvida?
  • O que terá a Câmara pretendido para ter escondido o processo?


Share:

França combate maré negra de 10 Km de comprimento

  • As autoridades francesas lutam para conter uma maré negra de 10 km de comprimento e 1 km de largura após o navio italiano Grande America se ter virado a 330 km da costa de La Rochelle, no oeste da França. O porta-contentores Grimaldi Lines virou e afundou após pegar fogo enquanto navegava de Hamburgo para Casablanca. A fragata Argyll, da Marinha Britânica, resgatou todos os 27 tripulantes da água. O navio carregava 2.200 toneladas de combustível pesado. Para além de combustível, o navio transportava 365 contentores, 45 dos quais com matérias perigosas como ácido clorídrico e ácido sulfúrico e mais de 2 mil veículos.
  • Grupos ambientalistas, incluindo a Greenpeace e a Oxfam, entraram com uma ação judicial sem precedentes contra o governo francês, acusando-o de não estar a tomar medidas insuficientes para lidar com a crise climática. Os grupos pretendem persuadir o tribunal administrativo de Paris a forçar o governo a aplicar as suas próprias políticas, como o plano plurianual de energia, conhecido como PPE, e os acordos internacionais como o acordo de Paris para o clima de 2015. Reuters.
  • No Reino Unido, as novas casas terão que ser construídas com sistemas de aquecimento de baixo carbono a partir de 2025. A proibição de caldeiras a gás para as novas residências será acompanhada pela obrigatoriedade na aplicação dos melhores padrões mundiais de isolamento. Cerca de 14% das emissões de gases causadores do efeito estufa no Reino Unido. The Guardian.
  • Vários grupos ambientalistas e municípios de Londres estão a contestar a aprovação do governo para uma terceira pista no aeroporto de Heathrow. Segundo eles, o governo não considerou os impactos que a pista teria sobre as alterações climáticas. The Guardian.
  • Greta Thunberg foi nomeada para Prémio Nobel da Paz, titula o Le Nouvel Observateur. É, de facto, notável o papel desempenhado por esta jovem que tem conseguido mobilizar milhares de jovens em todo o mundo no combate à crise climática. «As pessoas vão enfrentar o desafio climático, quer os líderes mundiais gostem ou não», afirmou Greta no seu famoso discurso ao líder da ONU, António Guterres, na conferência sobre as alterações climáticas em Katowice.
  • A Johnson & Johnson foi condenada  a indemnizar uma mulher por alegar ter desenvolvido mesotelioma devido à exposição ao amianto pelo uso prolongado de pós à base de talco daquela marca. E empresa vai recorrer. NPR.
  • Os EUA e a Índia concordaram reforçar a segurança e a cooperação nuclear civil, incluindo a construção de seis centrais nucleares dos EUA na Índia. Reuters.
  • Na Malásia, mais de 100 escolas foram encerradas depois do despejo de lixo tóxico num rio perto de Pasir Gudang ter causado graves problemas de saúde a centenas de pessoas, incluindo muitas crianças. Mais de 500 pessoas, muitas delas estudantes, receberam tratamento médico após inalar os fumos. The Guardian.
  • O Parlamento sul-coreano aprovou medidas de emergência para combater o desastre social da poluição do ar, depois de o país ter registado recordes de poluição no início deste mês. As medidas incluem a introdução obrigatória de purificadores de ar em escolas e creches, e o acesso a um fundo de emergência para ajudar a resolver o problema. AFP/France24.
Share:

quinta-feira, 14 de março de 2019

Porto: autarquia reclama reavaliação da obra de prolongamento do quebra-mar do porto de Leixões


A Câmara Municipal do Porto aprovou uma moção reclamando uma reavaliação da obra do prolongamento em 300 metros do quebra-mar do porto de Leixões. Alegam-se vários impactos negativos, nomeadamente na segurança das praias e na ondulação para o surf. No texto, criticam-se vários aspetos da avaliação do impacto ambiental, como a exclusão das praias do Castelo, Queijo, Internacional e Aquário da análise da hidrodinâmica decorrente do prolongamento do quebra-mar exterior do porto, a falta de medidas mitigadoras do efeito sedimentar da obra nas praias de Matosinhos e Internacional e a ausência de propostas sistematizadas de mitigação do prejuízo resultante da alteração das atuais condições para prática do surf. A moção diz também que o EIA «refere um impacte pouco significativo nas condições de segurança das praias de Matosinhos e Internacional, pelo facto da situação actual para a prática balnear ser hoje de boa qualidade nestas praias», mas discorda dessa análise porque entende que «a praia Internacional é amplamente reconhecida, quer pelos utilizadores, quer pelas entidades oficiais (Capitania do porto de Leixões) como uma praia com elevada perigosidade para a prática balnear e que as escolas de surf, agora em risco de deslocalização ou desaparecimento, desempenham um papel fundamental na prevenção da ocorrência de incidentes graves nesta praia».
A Comunidade Portuária de Leixões (CPL), diz-se admirada com esta atitude uma vez que a obra «foi escrutinada em todas as instâncias que sobre ela tinham de se pronunciar, sem que merecesse a reprovação de qualquer delas». JE do Mar.

A autarquia de Espinho já se solidarizou com a do Porto? 
É que a envergadura desta obra representa sérios impactos erosivos na orla costeira espinhense. Não será por acaso que o POC de Espinho, para além de prever o abate de vários edifícios construídos em zona de alto perigo na praia de Paramos e a relocalização das famílias para local seguro, impõe condicionamentos nos ímpetos imobiliários da frente ribeirinha da rua 2. Apesar disso, e ainda durante a discussão do último PDM, a câmara inaugurou uma «via permeável» paralela à linha de costa e em cima de dunas.
Share:

Índia: calor extremo obriga a pausa de 3 horas

  • O Município de Guildford ordenou aos empreiteiros para removerem as redes que cobrem 11 árvores em Walnut Tree Close após os protestos registados nas redes sociais. As redes cobriam as árvores num troço ao longo do rio Wey, onde vai ser impantado um empreendimento. Eagle Radio.
  • A Índia está a ficar tão quente que Kerala está a dar ao seu povo uma pausa de três horas à tarde., conta o World Economic Forum.
Share:

Memórias curtas

  • 14mar2008 - Na zona envolvente à barragem do Alqueva têm sido adquiridas extensas propriedades agrícolas por grandes grupos económicos, a preços inflacionados, que tornam impossível a sua rentabilização com base na agricultura convencional. O objetivo destas operações financeiras é o desenvolvimento de megaprojetos turísticos e/ou de agricultura intensiva, baseada essencialmente no regadio.
Share:

Bico calado

  • «(…) May é que está a agir de má fé. Ela não tem intenção de negociar outra coisa senão as suas Linhas Vermelhas com a UE, e não tem intenção de se envolver em qualquer tipo de renegociação significativa, com ou sem prolongamento de prazos. Um prolongamento do Brexit é absolutamente inútil enquanto May for primeira-ministra. May calcula corretamente que as suas linhas vermelhas ultra rigorosas do Brexit eram necessárias para manter o Partido Tory unido, e assim mantê-la no poder. Ela está muito mais interessada em estar no poder do que arranjar uma solução. A comparação com Robert Peel é muito apropriada. Ele convenceu a oposição enquanto PM e dividiu o Partido Tory para revogar as Corn Laws. Há muitas estátuas em sua honra em todo o país. Nunca haverá uma para Theresa May.(…)» Craig Murray, in Brexit and Bad Faith.
  • «Um memorando de setembro de 2010 de uma organização de soft power financiada pelos EUA que ajudou a treinar o líder do golpe venezuelano Juan Guaidó e seus aliados identifica o potencial colapso do setor elétrico do país como «um evento aglutinador» que «provavelmente teria o impacto de galvanizar a agitação pública de uma maneira que nenhum grupo da oposição poderia esperar gerar.» O memorando tem especial relevância hoje, pois Guaidó vai explorar os apagões em todo o país causados pela avaria na central Hidroelétrica Simon Bolivar, na barragem de Guri , uma crise que o governo da Venezuela atribui à sabotagem dos EUA. O memorando foi escrito por Srdja Popovic, do Centro de Ação e Estratégias Não-Violentas Aplicadas (CANVAS), uma organização de «promoção da democracia» com sede em Belgrado e financiada pelos EUA que treinou milhares de ativistas jovens alinhados com os EUA em países onde o Ocidente busca mudança de regime. Este grupo terá hospedado Guaidó e os principais líderes do seu partido para uma série de sessões de treino, formando-os numa «Geração 2007» determinada a fomentar a resistência ao então presidente Hugo Chávez e sabotar os seus planos de implementar «o socialismo do século 21» na Venezuela. Nesse momorando, publicado pelo WikiLeaks, Popovic da CANVAS declarou: «Uma chave para a atual fraqueza de Chávez é o declínio no setor elétrico». Popovic identificou explicitamente a central Hidroelétrica Simon Bolivar como um ponto crítico, sublinhando que «os níveis de água na barragem do Guri estão a baixar, e Chávez tem sido incapaz de reduzir suficientemente o consumo para compensar a deterioração da indústria». Consortium News.
Share:

quarta-feira, 13 de março de 2019

Más práticas que apenas estimulam problemas de saúde pública


Ontem de manhã, deparei-me com estas duas situações.
Numa, um monte de caixas de cartão despejadas junto de um ecoponto. O papelão não estava cheio, pelo que presumi que tivesse havido pressa e egoísmo por não se ter rasgado o cartão em pedaços de tamanho suficiente para caberem na caixa. Felizmente não estava vento. 
Noutra, aquilo que me pareceu ser o recipiente de aço para colocação de gelado, improvisava um bebedouro para cães. Bocados de pão estavam dispersos à volta. 

Eis como se promove a saúde pública em Portugal. Ambas as situações junto de cafés muito concorridos, em S. Félix da Marinha, VN de Gaia.
Share:

Glifosato: Monsanto contratou empresa canadiana para recrutar cientistas para publicar estudos a defender aquela substância poterncialmente cancerígena

  • A Saga do Porto de Setúbal, por Luísa Schmidt, in Conta Satélite, RDP 11mar2019.
  • A recente descarga de lamas de esgotos na baía de Dublin foi causada principalmente por uma sobrecarga na estação de tratamento de águas residuais de Ringsend, confirmou a EPA. The Irish Times.
  • A petrolífera britânica BP pressionou com sucesso a administração Trump para revogar a legislação climática essencial queestabelecia limites para as emissões de metano na atmosfera, apesar de alegar apoiar o acordo de Paris para limitar o aquecimento global bem abaixo dos 2ºC, descobriu uma investigação da Unearthed.
  • Documentos judiciais revelam os esforços da Monsanto para combater o estigma do glifosato. Empresa canadiana contratada para recrutar cientistas para publicar estudos que defendem a substância ativa do Roundup. Uma análise da CBC/Radio-Canada aos documentos internos da Monsanto divulgados no processo judicial de Dewayne Johnson, que processou a Monsanto e ganhou 78 milhões em outubro passado, mostrou os esforços da Monsanto para combater uma avaliação negativa da ONU, feita em 2015, sobre o herbicida glifosato. 
  • A Boeing vai começar a oferecer às companhias aéreas biocombustível para abastecer o seu novo jacto comercial de regresso à base. «O programa foi projetado para estimular ainda mais o uso de combustíveis de aviação sustentáveis - que reduzem as emissões em até 80% - e apoiam a iniciativa da indústria de proteger o meio ambiente». Energías Renovables. Será esta uma resposta ao facto de a União Europeia ter suspendido “todas as operações de voo” do modelo Boeing 737 Max que caiu duas vezes nos últimos seis meses? De qualquer modo, há em tudo isto muitas relações públicas e greenwash.
Share:

Reflexão – Minorias étnicas sofrem mais impactos ambientais


A poluição do ar nos EUA é desproporcionalmente causada por consumidores brancos, enquanto os afro-americanos e hispânicos são mais sobrecarregados pelas emissões, confirma um estudo revisto por pares.

Em média, os afro-americanos estão expostos a cerca de 56% mais poluição por partículas finas do que o causado pelo consumo de bens e serviços, diz o estudo, publicado na revista Proceedings of National Academy of Sciences. Os hispânicos, em média, suportam um fardo de 63% de excesso de exposição. Por outro lado, os brancos estão expostos a 17% menos poluição do que a causada pelo seu consumo. «O que mais me surpreendeu foi a magnitude da discrepância», disse Jason Hill, professor de engenharia de biossistemas da Universidade de Minnesota e co-autor do estudo. «É surpreendentemente grande.» Reuters.

O fenómeno não é novo.
Há algum tempo que este blogue tem dedicado alguma atenção a fenómenos de justiça e de racismo ambiental:
Share:

Bico calado

  • «(…) A propósito dos três anos de mandato como Presidente, Marcelo foi à TVI explicar que encontrara motivação para se candidatar ao cargo por ter considerado haver «esquerda excessiva» no cenário político de 2015. Não era preciso ser tão franco, que nós já o sabíamos: a razão para estar em Belém prende-se com a incapacidade do PSD e do CDS em encontrarem um discurso motivador para que o eleitorado se dissocie dos partidos das esquerdas e lhes dê uma maioria parlamentar, que aumente ainda mais a divergência de rendimentos entre os muito ricos e a generalidade da população portuguesa. Perante essa situação Marcelo lá está para vetar o que estiver ao seu alcance para impedir os reequilíbrios de rendimentos no sentido de uma menor desigualdade e, sobretudo, utilizar a oportunidade suscitada por um evento de exceção, justificativo de uma dissolução parlamentar. (…)» Jorge Rocha, in Quem confessa a verdadeVentos semeados.
  • Os EUA continuam a evacuar a sua embaixada em Caracas, conta a Mother Jones.
Share:

terça-feira, 12 de março de 2019

Espinho: água pública e tratada continua a ser desperdiçada

  • Depois de mais uma ruptura, agora na 33, é prática comum deixar fluir a água para depositar possíveis areias e fazer sair o ar, mas não deixa de ser um desperdício de um bem essencial, diz Edmundo Gomes. Em Espinho, cidade encantada, desperdiça-se água pública todos os dias. Até quando? Será para provar que só com uma privatização dos serviços é que a situação se resolve?
  • Montes de resíduos de plástico em S. Roque, S. Miguel, restos do Carnaval de 5 de março, em Ponta Delgada. A Associação Amigos do Calhau pergunta: «Mas afinal o que se passa nesta terra.»
Share:

Cavala: estoques esgotados no Atântico Nordeste

  • O Carbon Brief atualizou o seu mapa dos impactos das alterações climáticas no clima extremo no mundo. O novo mapa mostra 260 eventos climáticos extremos em todo o mundo para os quais os cientistas realizaram «estudos de atribuição» - estudos que pretendem quantificar a pegada ecológica humana das alterações climáticas em episódios de clima extremo. Na Península Ibérica, os resultados confirmam os anteriores de Hoerling et al. (2012b), que encontrou uma tendência para um Mediterrâneo mais seco no período 1970-2010 em comparação com 1901-1970, e que tal tendência foi parcialmente impulsionada pelas emissões antrópicas de gases de efeito estufa e aerossóis.
  • O Marine Stewardship Council alertou as pessoas contra a compra de cavala capturada no Atlântico Nordeste, que deixou de merecer exibir o seu «rótulo azul» de sustentabilidade. O órgão responsável por avaliar a saúde da pesca selvagem disse que a sua decisão foi tomada perante a redução drástica dos estoques por causa da sobrepesca. The Independent.
  • O maior fundo soberano do mundo, que administra 1 trilião de dólares de ativos da Noruega, vai suspender os investimentos em empresas de exploração e produção de petróleo e gás. O The Guardian relata que o GPFG anunciou que irá eliminar gradualmente a exploração de petróleo do seu “universo de investimento” - mas continuará a deter participações em empresas que têm A BBC relata que o GPFG espera que o movimento o deixe menos exposto aos preços voláteis do petróleo. No entanto, o Ministério das Finanças da Noruega disse que o petróleo ainda será "fundamental para a economia da Noruega". O Climate Change News diz que a decisão veio após “um ano de deliberações” e que foi o Norges Bank, que administra o fundo, que defendeu a diversificação. O Financial Times explica como a ideia de desinvestimento mudou de “tabu” para “topo da agenda política” em Oslo. A Quartzo lista as 134 companhias de petróleo e gás que “a Noruega vai retirar do seu fundo. Este é o "maior desinvestimento de hidrocarbonetos registado até agora, diz a New Scientist. Via Carbon Brief.
  • Sabem como os agricultores do Uganda defendem os seus campos de cultivo da invasão dos elefantes? Com colmeias e abelhas, conta o Christian Science Monitor.
Share:

Reflexão – Os jatos particulares são horrivelmente poluentes e frequente e escandalosamente subsidiados


O The Economist escreve que os jatos particulares são «horrivelmente poluentes» e «frequente e escandalosamente subsidiados». 
O recente boom nas viagens aéreas privadas “«é resultado de incentivos fiscais, que são ainda mais generosos do que os gastos com as companhias aéreas comuns”, diz o The Economist. «Na Europa, as empresas e os indivíduos podem evitar pagar o IVA por jatos privados importados, direcionando as compras pela Ilha de Man. Esse esquema reduziu os níveis dos impostos em 790 milhões de libras para importações de pelo menos 200 aeronaves para a União Europeia desde 2011. 
Nos ESUA a cena é ainda mais rebuscada. A reforma tributária de Trump permitiu que indivíduos e empresas amortizassem 100% do custo de um jato particular novo ou usado em relação aos seus impostos federais. Para alguns plutocratas, isso anulou o montante de impostos de um ano inteiro ».
Share:
  • Marques Mendes: Lições de um charlatão sobre bancos e sistemas financeiros.
  • O Pentágono pagou 946 milhões à Lockheed para a instalação de um sistema de defesa antimíssil de 15 biliões na Arábia Saudita como parte de um pacote de 110 biliões que a administração Trump disse ter negociado com o Reino em 2017., disse o Pentágono nesta segunda-feira. Reuters.
  • Prenderam o Rui Pinto. Moral da estória: é mais fácil prender um hacker no estrangeiro do que um corrupto em Lisboa.
  • Fatura eletrónica na Sonae poupa 90 toneladas de papel e salva 2500 árvores por ano, titula o Ambiente Magazine. Relações públicas e greenwashing a quanto obrigam.
  • Os ministros das Finanças da União Europeia vão adicionar o território ultramarino britânico das Bermudas à lista negra de paraísos fiscais. A Itália opõe-se à inclusão dos Emirados Árabes Unidos nessa lista negra. Reuters.
  • «Escrevi uma carta à Comissão Europeia a pedir uma investigação imediata ao regime português dos Residentes Não-Habituais (RNH), um esquema de dumping fiscal pelas desigualdades criadas entre cidadãos europeus e pelas distorções que gera no mercado único. Já escrevi antes a Mário Centeno, mas nunca obtive resposta. O RNH foi sempre publicitado como um motor de atracção da competitividade e do capital humano de excelência, enquanto simultaneamente se apelava a pensionistas estrangeiros para que viessem para Portugal viver das suas reformas. Parece que o grande objectivo do programa, de investimento no capital humano qualificado, não é mais do que ficção! O RNH torna Portugal num paraíso fiscal para pensionistas estrangeiros e para delinquentes fiscais nacionais, que aproveitam o esquema de isenções fiscais independentemente de estarem, ou não, a residir em Portugal. Tal qual como o esquema dos vistos gold, este tipo de programas é responsável pela criação de uma bolha especulativa no sector imobiliário que está a impedir, por exemplo, estudantes de arrendarem casas no centro de Lisboa ou do Porto, inflacionando os preços do imobiliário para máximos nunca antes vistos. Ana Gomes, FB.
  • Ana Gomes escreveu uma carta ao  Comissário para os Assuntos Económicos e Monetários, ao Vice-Presidente responsável pelo Euro e Diálogo Social, Estabilidade Financeira, Serviços Financeiros e União dos Mercados de Capital, à Comissária para a Política Regional e à Comissária para a Concorrência exigindo «que o Novo Banco divulgue a sua lista de créditos malparados e principais devedores, indique ao Governo de Portugal que deve divulgar o contrato de venda das acções do NB ao Lone Star Fund, para se escrutinar devidamente a sustentabilidade das suas estipulações, assegure que Portugal dedica os recursos apropriados para levar por diante uma linha de investigação rápida aos crimes do BES/NB, que detenha os principais responsáveis, tais como Ricardo Salgado e o seu bando, e que imediatamente leve a cabo todos os esforços para recuperar os créditos malparados, incluindo os ativos do BESA desviados para o “Banco Económico” angolano, exija que Portugal assegure os recursos que permitam uma linha de investigação rápida relativamente aos fundos canalizados para paraísos fiscais sob o “apagão fiscal” de 2011-2015” e assegure que nenhum dos devedores portugueses de créditos malparados no NB, ou em qualquer outro banco português, beneficiem de fundos da UE através de qualquer canal ou projeto, até que esses créditos malparados sejam reembolsados.»
Share:

Translate

Pesquisar no Ambiente Ondas3

Património

O passado do Ambiente Ondas3

Ver aqui.

Amig@s do Ambiente Ondas3

Etiquetas

Arquivo do blogue