quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Ferraria poluída - de paraíso a pesadelo?

Ferraria, S. Miguel-Açores. Foto de Manuel Moniz 21nov2017.

Já devem ter ouvido falar da Ferraria. Um sítio muito especial e, por isso mesmo, mantido em segredo durante décadas e décadas. 
Mas eis que o turismo de massas o descobre e os telemóveis estimulam a partilha. 
O paraíso tornou-se pesadelo. Quem vai querer lá mergulhar e deliciar-se com água salgada quente, mas com matéria em suspensão com aspeto e cheiro mais que duvidoso?

ProTejo denuncia poluição no Tejo à Comissão Europeia

Imagem captada aqui.
  • A poluição no Tejo vai ser denunciada à Comissão Europeia pelo proTEJO, movimento ambientalista que exigiu medidas urgentes por parte da tutela e anunciou a apresentação de uma queixa-crime pelos danos ambientais e problemas de saúde pública. Público.
  • Há cada vez mais ruído dos aviões sobre Lisboa, mas pouca gente apresenta queixa, conta O Corvo.
  • A Polónia poderá ser multada em 117 mil euros se não suspender o abate de árvores na floresta de Bialowieza, património da Hmanidade da Unesco. Reuters.

Reflexão – Foi você que falou em poupar água?

Imagem captada aqui.

Racionar a água é uma hipótese teórica, diz o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, citado pelo Público. O outro também dizia que o povo era sereno.

O que estão a fazer 25 cidades contra a falta de água?
Segundo o Público, por ordem alfabética:
  • Aveiro: redução dos períodos de rega dos jardins e campanhas de sensibilização junto da comunidade.
  • Beja reabilita redes. A autarquia colocou limitadores de caudal em todas as torneiras de locais públicos, de casas de banho e das piscinas municipais e instalou nas piscinas e nos pavilhões municipais novos chuveiros que permitem uma redução do consumo da água. 
  • Bragança tem em curso o corte total da rega de nos jardins públicos e paragem das fontes luminosas. 
  • Caldas da Rainha aperta controlo das reservas.
  • Cascais: metade das lavagens das ruas da cidade é feita com água residual tratada, evitando o desperdício de água potável. Outra medida em marcha é a cobertura do solo com pastagens e vegetação herbácea, estimando que reduz em 35% a velocidade de escorrimento da água e potencia a infiltração nos solos.
  • Coimbra aposta nos contadores inteligentes.
  • Évora prepara campanha de sensibilização da população para a importância da poupança de água no concelho, para a sua utilização racional, incluindo informação sobre as medidas e atitudes a adoptar. 
  • Faro restringe lavagem com água; está a reformular canteiros com espécies da flora autóctone ou edafo-climaticamente bem adaptadas ao local, aplicando o mesmo princípio aos canteiros novos e separadores. 
  • Guarda monitoriza barragem do Caldeirão; a rega dos espaços públicos está a ser apenas feita uma vez por semana e apenas para manutenção das zonas verdes; redução para cinco por cento na água usada nas regas, limpeza e fontes.
  • Leiria fechou praticamente todos os sistemas de rega, processo que ainda se encontra a decorrer, com excepção dos espaços com plantações novas, com necessidade de rega. 
  • Lisboa restringe rega.
  • Mangualde deixou de lavar a rua com água da rede pública e fechou fontes e fontanários que usam água do sistema. 
  • Matosinhos desligou a rega dos jardins, entendendo que a humidade noturna é suficiente para esse efeito. Com a entrada em funcionamento do novo sistema de tratamento secundário da ETAR de Matosinhos, as águas residuais tratadas passam a ser utilizadas para as regas e lavagens. 
  • Nazaré - o parque da Pedralva, a maior mancha verde dentro da vila, está a ser regado com recurso à água do lago ali existente, ao mesmo tempo que a irrigação dos restantes espaços ajardinados está a ser reduzida para um terço. 
  • Nelas - as piscinas municipais encerraram no início do mês de Novembro e foi proibida a utilização de água para a rega de jardins públicos ou privados. 
  • Oeiras diz ter cancelado novas plantações ou ressementeiras de relvados e encerrado, de forma permanente, a rega dos espaços verdes de menor dimensão. Já os parques urbanos, os jardins históricos ou de carácter patrimonial serão mantidos sob regimes hídricos mínimos para garantir a sobrevivência das espécies, explica. 
  • Penalva do Castelo, de forma a prolongar a água que ainda existe. No concelho de Viseu 47 mil habitações estão ligadas ao sistema de rede pública.
  • Portalegre - cortou toda a rega em jardins e espaços públicos; tem também restringido as lavagens de arruamentos. 
  • Portimão suspendeu a lavagem de ruas; através da empresa municipal, EMARP, tem prevista uma campanha de sensibilização para a poupança de água no “Notícias do Ambiente”, folha mensal enviada junto com a factura de serviços ambientais de água de abastecimento, águas residuais e resíduos urbanos aos 50 mil clientes. Vai parar fontes e lagos ornamentais que não funcionem em circuito fechado e restringir as regas e os desperdícios associados. 
  • Porto não tem em curso qualquer medida especificamente desenhada para a situação actual de seca e diz não existir até ao momento qualquer previsão de restrição ou constrangimento ao regular fornecimento de água ao município do Porto. 
  • Sintra beneficia de medidas anteriores e não tem estratégia especial de poupança de água.
  • Viana do Castelo quer reduzir em 50% no consumo de água para a lavagem das ruas da cidade, que suspender as regas que utilizam água para consumo público e para metade do plano de regas dos espaços verdes e jardins que utilizam água não tratada.
  • Vila Franca de Xira reduziu o tempo de utilização da água para rega e limpeza de ruas/espaços públicos. Os caudais das fontes ornamentais, que são de tipo fechado, também foram reduzidos. 
  • Vila Real não tem racionamentos em curso. Há algum tempo que foram cortadas as regas a todos os espaços públicos. Equaciona a interrupção do fornecimento a fontanários e tanques públicos, principalmente nos territórios rurais. 
  • Viseu tem em marcha, desde Junho, uma campanha de sensibilização junto da população para redução dos consumos de água. Tem jardins que já não estão a ser regados e para outros recorre a furos e aquíferos naturais. A limpeza das ruas está a ser feita de forma “conservadora” com água dos poços que foram entretanto reactivados e com outra não tratada transportada por camiões da autarquia e que resulta do tratamento através do processo de ozonização da água da ETAR que serve o concelho.

Mão pesada

Foto: George Cathcart/Comedy Wildlife Photo Awards 2017

Rede na Galiza traficava sardinha com destino a Matosinhos, titula o JN. A Guardia Civil espanhola aprendeu 6300 quilos de sardinha no porto de Sada, em La Corunha. Os suspeitos, depois de descarregarem a mercadoria de dois barcos galegos para um camião de matrícula portuguesa, mesmo sem a necessária pesagem, tentaram retornar ao mar a toda velocidade, mas já não conseguiram. A Guardia Civil notificou a empresa encarregada de receber as capturas para a expedição por apresentação de documentação falsificada para proteger o transporte do peixe, que teria como destino o porto de Matosinhos.

Bico calado


«(…) Para eles, a desigualdade social é o único mecanismo que pode garantir o crescimento económico, e para existir essa desigualdade é fundamental que as “pessoas certas”, os partidos certos e os grupos sociais certos estejam no poder para manter uma hierarquia que garanta essa desigualdade. E este programa não dá ao “trabalho” uma função criativa e dinâmica na economia, logo na sociedade, e muito menos os dá aos trabalhadores, sejam do sector privado, sejam do sector público. Vivemos anos de uma crise provocada pelos desmandos do sector financeiro, mas cujos custos foram assacados ao “esbanjamento” dos trabalhadores. Os trabalhadores eram os responsáveis por uma sociedade que vivia “acima das suas posses” e teria de ser “ajustada”. É o que hoje ainda pensam: cada euro que vá para salários ou funções sociais é um risco para a “economia”, e quando o “Diabo” vier vai ter de ser tudo, outra vez, posto na ordem. Não é por acaso que os governantes dos anos do “ajustamento” pensavam (como aliás a imprensa económica) que a economia eram as empresas, como se estas existissem sem trabalhadores, vistos apenas como um “custo” que era preciso diminuir. Nesses anos nunca se dirigiam aos trabalhadores a não ser para impor as célebres “reformas estruturais” no mundo do trabalho, todas no sentido de facilitar os despedimentos, pôr em causa a necessidade de haver uma “justa causa”, diminuir salários e pensões, combater os direitos dos reformados, acabar com a negociação colectiva, enfraquecer os sindicatos, fragilizar o lado dos trabalhadores em relação aos patrões numa relação social que é já de si muito desigual. Tudo isto foi feito pelos mesmos que agora amam os trabalhadores do sector privado, face aos privilégios do sector público. Aliás, na verdade, o que muito os incomodava era não poderem fazer na função pública o mesmo que faziam no sector privado. (…)» José Pacheco Pereira, in O amor da direita radical pelos trabalhadores do sector privado - Público 20nov2017.
https://www.publico.pt/2017/11/20/politica/opiniao/o-amor-da-direita-radical-pelos-trabalhadores-do-sector-privado-1793143

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Aquacultura avança nos Açores

S. Jorge, Açores. Foto: Diogo Caetano 14nov2017.
  • O primeiro de quatro projetos de aquacultura offshore foi instalado na Ribeira Quente, na ilha de S. Miguel. Os outros serão implantados em Porto Martins, na ilha Terceira, e na Feteira, na ilha do Faial. AMA.
  • O Reino Unido pressionou com sucesso o Brasil em nome da BP e da Shell para satisfazer as preocupações dos gigantes do petróleo em relação à tributação brasileira, à legislação ambiental e regras sobre o uso de empresas locais. Depois da visita do ministro do Comércio Greg Hands, em março, ao Rio de Janeiro, ao Belo Horizonte e a São Paulo,  o Brasil aprovou, em agosto, um plano concedendo isenções fiscais à BP, À Shell e à Premier Oil para perfurações de petróleo ao largo da costa brasileira e, em outubro, a BP e a Shell viriam a ganhar o bolo das licenças de perfuração num leilão do governo. The Guardian.
  • O parlamento angolano aprovou 30 anos de isenções fiscais para a ENI e a ANADARKO. Macua.
  • Três trabalhadores morreram e seis ficaram feridos devido a inalação de sulfureto de hidrogénio numa refinaria da PetroChina em Dalian. Reuters.

Mão pesada

«O Tribunal Provincial de La Coruña, na Galiza, confirmou a sentença do Supremo Tribunal de Espanha de Janeiro de 2016 sobre o derrame petrolífero do navio Prestige, 15 anos depois do famoso desastre ambiental, o maior de sempre ocorrido em Espanha e Portugal.
Na sequência desta confirmação, o comandante do navio, Apostolos Mangouras, e a seguradora The London P&I Club foram condenados a pagar 1,57 mil milhões de euros ao Estado espanhol. Ficou ainda definido que a Junta (Xunta) da Galiza deve ser compensada em 1,8 milhões de euros e a França em 61 milhões de euros. Outras compensações devem ser pagas pelo dono do navio, a Mare Shipping Inc., e pelo Oil Pollution Compensation Funds, um grupo de duas organizações inter-governamentais que atribui compensações por danos ambientais resultantes de derrames.
Em 2016, o comandante do navio já tinha sido condenado a dois anos de prisão por negligência, causadora do acidente, anulando uma decisão anterior que ilibara Apostolos Mangouras de responsabilidade criminal na ocorrência.
Recorde-se que o Prestige, um petroleiro com 26 anos, afundou-se em Novembro de 2002, depois de se partir em dois, ao largo da costa da Galiza. O resultado foi um derrame de cerca de 63 mil toneladas de combustível, provocando um prejuízo estimado em 3,4 mil milhões de euros.» JEMar.

Bico calado

Foto: Eugene Kitsios/Comedy Wildlife Photo Awards 2017

«Chego ao final da crónica com uma sugestão. Para o ano, em vez de um dia sem carros, podíamos experimentar um dia sem Marcelo. Fica aqui a ideia.» João Quadros in TV MarceloJNegócios 17nov2017.

«(…) Para eles, a desigualdade social é o único mecanismo que pode garantir o crescimento económico, e para existir essa desigualdade é fundamental que as “pessoas certas”, os partidos certos e os grupos sociais certos estejam no poder para manter uma hierarquia que garanta essa desigualdade. E este programa não dá ao “trabalho” uma função criativa e dinâmica na economia, logo na sociedade, e muito menos os dá aos trabalhadores, sejam do sector privado, sejam do sector público. Vivemos anos de uma crise provocada pelos desmandos do sector financeiro, mas cujos custos foram assacados ao “esbanjamento” dos trabalhadores. Os trabalhadores eram os responsáveis por uma sociedade que vivia “acima das suas posses” e teria de ser “ajustada”. É o que hoje ainda pensam: cada euro que vá para salários ou funções sociais é um risco para a “economia”, e quando o “Diabo” vier vai ter de ser tudo, outra vez, posto na ordem. Não é por acaso que os governantes dos anos do “ajustamento” pensavam (como aliás a imprensa económica) que a economia eram as empresas, como se estas existissem sem trabalhadores, vistos apenas como um “custo” que era preciso diminuir. Nesses anos nunca se dirigiam aos trabalhadores a não ser para impor as célebres “reformas estruturais” no mundo do trabalho, todas no sentido de facilitar os despedimentos, pôr em causa a necessidade de haver uma “justa causa”, diminuir salários e pensões, combater os direitos dos reformados, acabar com a negociação colectiva, enfraquecer os sindicatos, fragilizar o lado dos trabalhadores em relação aos patrões numa relação social que é já de si muito desigual. Tudo isto foi feito pelos mesmos que agora amam os trabalhadores do sector privado, face aos privilégios do sector público. Aliás, na verdade, o que muito os incomodava era não poderem fazer na função pública o mesmo que faziam no sector privado. (…)» José Pacheco Pereira, in O amor da direita radical pelos trabalhadores do sector privado - Público 20nov2017.


sábado, 18 de novembro de 2017

PAN avançou com queixa-crime contra empresas poluidoras do rio Tejo

Foto de Arlindo Consolado Marques 7fev2016
  • O PAN avançou com uma queixa-crime junto do Ministério Público contra as empresas poluidoras que operam nas margens do rio Tejo, exigindo que as mesmas sejam encerradas. «Percebemos a importância económica para a região e país das indústrias que estão a operar nas margens do Tejo, mas acima de tudo, e antes de tudo, tem de ver salvaguardado o rio que é de todos nós, um ecossistema que está cá há milhares de anos. Se não têm condições para fazer com que encerrem, é isso que vamos pedir ao Ministério Público», disse André Silva, líder do Pessoas-Animais-Natureza. RTP.
  • O governo de António Costa aprovou um regime transitório que define que não sejam plantados eucaliptos em áreas ardidas anteriormente ocupadas por outras espécies. «A legislação em vigor, como se sabe, facilitou a plantação de eucaliptos. O atual Governo, no cumprimento do seu programa, revogou as normas liberalizadoras da plantação de eucaliptos, tendo para isso apresentado uma proposta de lei ao parlamento em abril de 2017, que veio a ser aprovada pela Assembleia da República", refere um comunicado do gabinete do ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural. DN.
  • Não é por acaso que a administração Trump flexibilizou a importação de trofeus de elefante do Zimbabué e da Zâmbia. Os seus dois filhos são caçadores inveterados de leopardos, búfalos e elefantes. The Guardian.

Reflexão: quem lê o Ambiente Ondas3 e quais as preferências?

Lago Wanaka, Otago, Nova Zelândia.

No Ambiente Ondas3, os três textos mais populares da última semana foram, segundo a Google Analytics:


Durante o mesmo período, as visitas vieram, por ordem decrescente, dos seguintes países: Portugal, Brasil, EUA, França, Arménia, Angola, Argentina, Bélgica, Suíça e Camarões.
Ainda durante este período, a proveniência, também por ordem decrescente, dos leitores de língua portuguesa, foi a seguinte: Espinho, Lisboa, Porto, Coimbra, São Paulo, SJ da Madeira, Campinas, Portimão e Sintra.

Bico calado

Rio e moinho em Recarei. Foto: José Oliveira 15nov2017.

«(…) Nos últimos 13 meses, desde outubro de 2016 a outubro de 2017, não houve um único mês em que uma parte de Portugal Continental não estivesse na situação de seca. O melhor mês foi março de 2017, em que apenas algumas regiões tinham seca fraca. Em Portugal, a seca é já gravíssima e não sabemos quando irá terminar. Pode chover abundantemente este inverno ou haver apenas chuva fraca. As consequências desta última hipótese são preocupantes e urge estar preparados para as enfrentar. Aquilo que sabemos com bastante segurança é que se o Acordo de Paris não for cumprido, o centro e sul da Península Ibérica irão tornar-se perigosamente áridos. É necessário adaptar-nos às alterações climáticas e termos planos de contingência de médio e longo prazo adequados para diversos cenários futuros.» Filipe Duarte Santos, in Secas que transformaram civilizações e a seca em Portugal - Público 16nov2017.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Espinho: programa de alimentação de animais de rua é um sucesso


Um programa de alimentação de animais de rua funciona na perfeição na rua 30, em Espinho. Gatos e pombas são os seus consumidores preferidos. O sucesso é tal que os seus responsáveis vão propor a sua aplicação a mais ruas desta cidade, aguardando, para tal, o lançamento do próximo orçamento participativo. Tudo leva a crer que a iniciativa se deve ao facto de um anterior projecto, muito semelhante a este, ter sido abandonado devido ao início das obras de requalificação da Alameda.

Portugal: 15º em 56 no ranking de desempenho em relação às alterações climáticas

  • O relatório da German Watch, da Rede Internacional de Acção Climática e do NewClimate Institute é claro: Portugal integra um conjunto de países que, em 2015, lideraram os esforços para reduzirem as suas emissões de gases de efeito de estufa, para aumentarem a sua eficiência energética e desenvolverem as renováveis
  • A falta de cuidados no tratamento de efluentes por parte de Espanha torna a qualidade da água do rio Douro fraca, afirma Artur Nunes, presidente da Câmara de Miranda do Douro. DN. Pois, os portugueses são muito limpinhos. Porcos são os vizinhos.
  • A Shell suspendeu a produção em quatro plataformas de petróleo no Golfo do México na sequência de um incêndio na plataforma Enchilada. Reuters.
  • No Brasil, políticos locais estão conluiados com gangues para minar a proteção à floresta tropical, denuncia Luciano Evaristo, diretor do IBAMA, perante delegados mundiais presentes nas conversações sobre o clima em Bona. O último grande incidente ocorreu no dia 27 de outubro, quando vândalos incendiaram o escritório do Ibama e quatro camiões em Humaitá, no estado do Amazonas, após uma intervenção nas operações de mineração ilegal no rio Madeira. Outra agência ambiental, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), também viu o seu escritório destruído. «Perdemos 14 carrinhas este ano em ataques criminosos contra o Ibama», diz. Evaristo lamenta a falta de cooperação dos governos locais e estaduais. O chefe da agência de proteção ambiental acusou os governos estaduais de conceder demasiadas licenças de exploração de madeira a empresas manhosas, permitindo que elas abatam madeira ilegalmente para exportação para os EUA, Europa e outros mercados internacionais. Climate Change News.
  • Injetar aerossóis no céu com o objetivo de arrefecer o planeta pode provocar secas e furacões, sugere uma investigação que cobriu o período entre 2020 e 2070. Pr exemplo, pulverizar o hemisfério norte com aerossóis faria reduzir o número de ciclones no Altântico Norte mas aumentaria a possibilidade de mais secas na África subsariana e em algumas zonas da Índia. «Seria bom para o sudeste dos EUA, as Caraíbas e o México porque siddiparia muitas tempestades», afirma Anthony Jones, coordenador do estudo. Pelo contrário, pulverizar o hemisfério sul, não estimularia secas mas provocaria mais tempestades tropicais no Atlântico Norte. The Verge.

Bico calado

Foto: jean-Jacques Alcalay /Comedy Wildlife Photo Awards 2017
  • «A legionela é uma bactéria que se tornou mediática desde que há três anos  infectou cerca de 400 pessoas em Vila Franca de Xira, tendo 14 acabado por morrer. Na altura, as responsabilidades recaíram sobre empresas privadas. Com o Estado fora do caso, o surto não foi politizado e que se saiba não houve lugar a pedidos de desculpa às vítimasEstrela Serrano in Quando não era moda os ministros pedirem desculpa - Vai e vem.
  • «Lamento muito informá-lo, caro Presidente Marcelo, mas ao contrário do que costuma apregoar por aí, os portugueses não são o povo mais generoso do mundo. (…) O povo cuja generosidade  V.Exª não se cansa de enaltecer, ocupa um modestíssimo 104º lugar no ranking dos povos mais generosos  do mundo. (…) Espero que esta notícia não o abale e até o incentive a prosseguir a sua política dos afectos. Já agora, senhor presidente, sugiro-lhe a visita aos três países mais generosos do mundo, onde os seus afectos serão certamente retribuídos com algo mais singelo e menos sofisticado do que as "selfies", mas com muita bondade. São eles: Myanmar , Indonésia e Quénia. Quem os conhece percebe bem porquê e nem sequer estranha que Myanmar ocupe o 1º lugar pelo quarto ano consecutivo.» Carlos Barbosa de Oliveira, in Tenho uma má notícia para si, senhor Presidente! - Crónicas do rochedo.
  • O massacre de Las Vegas não estimulou a venda de armas, e o setor está dececionado. Lee Fang, in The Intercept.
  • «(…) Se o homem à frente do país mais poderoso do mundo não acredita nas alterações climáticas e tuíta a ameaçar com um mar de fúria e fogo a Coreia do Norte, dirigida por um fulano “baixo e gordo” a continuar a sua senda para o desconhecido e imprevisível, que vai suceder ao mundo? Se o querido dirigente, grande líder, continuar a ter o dedo no gatilho ameaçando os EUA com um dilúvio de fogo nuclear, o que pode suceder ao mundo? Se a Coreia do Sul continuar a procurar a superioridade militar para dissuadir o Norte, que vai suceder ao mundo? É estranho que dois sistemas tão antagónicos gerem dois líderes cujas emoções e sentimentos os façam parecer gémeos. A diferença no modo como se exprimem quanto ao conflito é quase nula. Primários como as crianças e desbocados como todos os que vivem centrados em si próprios. O mal é o poder que têm.(…)» Domingos Lopes, in O baixo e gordo e o velho decrépito - Público 15nov2017.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Tejo morto em Espanha e poluído e malcheiroso em Portugal

Buçaquinho, Ovar, vencedor dos Green Project Awards de 2016
  • Conferência Green Project Awards: «Desafios da Economia Azul para um Futuro Sustentável» 16 novembro, quinta-feira, Auditório do Porto de Sines (Rua Porto Industrial, Sines). Quercus.
  • O Tejo está praticamente morto em Espanha e já cheira mal em Portugal, titula o JN. Segundo a Confederação Hidrográfica do Tejo, as reservas de água caíram para 282 hectómetros cúbicos, o que equivale a 11,8% da capacidade total de armazenamento da bacia de Entrepenas e Buenia, na cabeceira do Tejo, que na última semana perdeu 3,8 hectómetros cúbicos de água. Engenheiros do governo regional falam de eutrofização para definir o processo de degradação das águas do rio Tejo, que se traduzem em odores, margens apodrecidas e na presença de algas nocivas e espumas tóxicas.espumas em Toledo e pragas de insetos e bolsas de algas na região de Talavera. Entretanto, a Câmara de Nisa exigiu ao Governo medidas de combate à poluição do rio Tejo, alertando que desenvolveu recentemente ações de recolha de peixes mortos junto à Central Hidroelétrica da Velada. 
  • Lisboa vai desligar fontes e reduzir rega para combater a seca, conta a TSF. Só agora, miseráveis?

Monsanto processa a Califórnia por considerar o glifosato cancerígeno

Photo: Daisy Gilardini/Comedy Wildlife Photo Awards 2017
  • Três organizações conservacionistas apresentaram um protesto administrativo contra um enorme leilão para exploração de gás e petróleo levado a cabo pelo Bureau of Land Management (BLM), agendado para 12 de dezembro, que permitiria a fraturação hidráulica em mais de 600 km2 de terras públicas do Nevada. Essa área no leste de Nevada inclui importantes nascentes e águas subterrâneas e habitat crítico para espécies ameaçadas. Lançado pelo Center for Biological Diversity, pela WildLands Defense e pelo Basin and Range Watch,o protesto alega que o BLM violou a Lei de Política Ambiental Nacional e a Lei de Espécies Ameaçadas ao não analisar os riscos de perfuração e de fraturação com produtos químicos perigosos numa escala tão grande. Todo o processo pode contaminar as águas de superfície e subterrâneas, ameaçar as espécies em vias de extinção e causar danos irreparáveis ao clima global. EcoWatch.
  • Vão longe os bons tempos dos campos de golfe dos anos 80, 90 e princípios deste século. Muitos encontram-se agora abandonados devido aos elevados custos e ao tempo exigido Para sua manutenção. O negócio registou um queda de 17% entre 2003 e 2013. Ensia.
  • A Monsanto está a processar a Califórnia por ter, por ter, de forma não democrática, colocado o glifosato na lista negra das substâncias potencialmente cancerígenas. GMONews.

Reflexão – Que fazer para garantir o sucesso da florestação?

Imagem colhida aqui.

10 recomendações da Zero:

1- A recolha de sementes e produção de plantas, deve garantir o cumprimento da legislação em vigor. Existem 48 espécies florestais de certificação obrigatória (caso da azinheira, sobreiro ou o carvalho-alvarinho) que só podem ser colhidas em bosquetes e povoamentos certificados, de forma a garantir não só as características genéticas das futuras plantas, assim como diminuir o risco de alastramento de pragas, doenças e propagação de espécies exóticas. Antes de uma acção de recolha de sementes, deve ser consultado o ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.
2- Na recolha de sementes devem seguir-se as boas práticas de colheita e manuseamento, nomeadamente no que se refere à época para a recolha de cada uma das espécies, assim como ao seu acondicionamento e processamento.
3- Há que ter em atenção que as acções de arborização e rearborização devem cumprir a legislação em vigor, pelo que antes de programar uma acção de plantação há que obter informação junto do ICNF, dos Gabinetes Técnicos Florestais dos Municípios onde se pretende efectuar a intervenção, ou das Associações de Produtores Florestais dessa região.
4- É importante garantir que as plantas utilizadas são de origem nacional, e preferencialmente resultantes de sementes e estacaria recolhidas nas proximidades da área a intervir, garantindo que à partida são plantas mais adaptadas às condições de terreno e clima e com maior probabilidade de taxa de sucesso.
5- Garantir que na preparação do terreno, as intervenções são feitas segundo a curva de nível com o mínimo de mobilização do solo, de forma a prevenir problemas de erosão e consequente perda de solo nos períodos de maior pluviosidade.
6- Proceder à distribuição das plantas no terreno de uma forma o mais natural possível, utilizando várias espécies que possam resultar na criação de um bosque natural e diverso.
7- Garantir que nos anos seguintes à plantação haverá acções de substituição de árvores e arbustos que não sobreviveram (retancha), já que a mortalidade das plantas nos primeiros anos é muito elevada.
8- Sempre que possível, deve ser aproveitada a regeneração natural com acções de poda e condução de plantas, dado que o trabalho feito pela própria natureza é à partida uma garantia de sucesso das plantas que germinaram ou regeneraram naturalmente.
9- Prever a eventualidade de ser necessário proceder à rega das plantas nos períodos mais secos do ano, com vista a melhorar a taxa de sobrevivência das plantas instaladas no terreno.
10- Optar por acções de sementeira e/ou plantação em terrenos públicos e comunitários (Baldios), que garantam o acompanhamento e manutenção a médio prazo.

Mão pesada

Foto: Arkaprava Ghosh /Comedy Wildlife Photo Awards 2017

A Volkswagen vai indemnizar o estado de New Jersey em 69 milhões de dólares por violação das leis do ar limpo por parte de veículos a diesel que desativaram os controles de poluição durante o teste de emissões. NJSpotlight.

Bico calado

Foto de protesto contra Trump, em Manila, retirada da galeria do insuspeitíssimo diário conservador britânico Daily Express.

Em Porto Rico, não bastaram dois ciclones para a sua devastação. Os abutres da dívida por trás da política de austeridade são os mesmos que têm alimentado as alterações climáticas através dos seus investimentos em combustíveis fósseis, cujos lucros são canalizados para paraísos fiscais. LS.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Noruega: Exploração de petróleo no Ártico é inconstitucional

  • Como pode o Alentejo adaptar-se à mudança climática? RTP2 (28’)
  • Circle of Poison - Uma investigação chocante sobre a influência dos pesticidas na nossa vida. Um olhar global do impacto da exportação de pesticidas tóxicos fabricados na América sobre as comunidades e como estas lutam contra isso. Com os depoimentos de Noam Chomsky, Jimmy Carter, Vandana Shiva e do Dalai Lama. RTP3 (54’)
  • Os planos da Noruega para a exploração de petróleo do Ártico são inconstitucionais e devem ser interrompidos, disse um tribunal de Oslo. O cesso, liderado pelos ambientalistas da Greenpeace  da Youth and Nature, arlega que o licenciamento de petróleo em 2015 no Ártico viola a Constituição da Noruega porque Oslo concordou com os objetivos do acordo de Paris para acabar com os combustíveis fósseis neste século. Reuters.
  • Um agricultor peruano ganhou uma pequena mas significativa vitória legal, quando um tribunal alemão disse que tinha mérito, era admissível, o seu apelo contra a gigante energética RWE, acusada de contribuir para a alteração climática que ameaça sua casa andina. O agricultor alega que a RWE, como um dos principais emissores mundiais de dióxido de carbono que altera o clima, deve compartilhar o custo (17 mil euros) de proteger a sua cidade natal, Huaraz, de um lago glaciar em risco de transbordar devido ao derretimento da neve e do gelo. A RWE diz que a decisão é injustificável, uma vez que tem investido imenso nas renováveis. The Guardian.
  • Cerca de 50 a 100 litros de combustível foram derramados durante uma operação de abastecimento entre dois navios no porto de Gibraltar, tendo sido imediatamente implementado um plano de emergência para conter o derrame. JEMar.

Reflexão - Para quê uma empresa a gerir as Matas Nacionais?

Imagem colhida aqui.

O ministro da Agricultura, Capoulas Santos, anunciou a criação de uma empresa para a gestão do património florestal do Estado.

«Será que a não inversão, nos últimos dois anos, de um processo de descapitalização humana, material e financeira dos serviços florestais do Estado não foi estratégico para o anúncio, agora, da criação de uma empresa para gerir o que tais serviços gerem? Quais as garantias de uma boa gestão de uma empresa face à dos serviços florestais do Estado? A justificação que possa ser dada para a empresa não se aplica aos serviços florestais do Estado? Antes da descapitalização, nas últimas décadas, o desempenho destes últimos atingia a excelência.

Uma nova empresa, existindo já uma entidade empresarial pública de gestão de património do Estado, a Lazer e Floresta, S.A., terá por justificação a criação de mais um conselho de administração e de mais postos de trabalho? Se assim for, qual o motivo para o não investimento dos montantes inerentes nos serviços florestais do Estado? A gestão pública da Lazer e Floresta tem-se traduzido em quê para o benefício da Sociedade? Tanto quanto se sabe tem servido apenas para dar solidez à existência de uma bolsa de terras.

Não deixa de ser curioso que, o anúncio ocorra hoje (14nov2017) e não entre junho de 2011 e novembro de 2015. Mais, é ainda mais estranho que o anúncio ocorra num Governo apoiado à Esquerda.
Não estará a criação desta empresa associada a uma posterior processo de privatização da mesma? Afinal de contas, esta tem sido uma situação recorrente no País, mesmo antes de 20 de junho de 2011.»

Bico calado


«(…) O turismo é uma coisa horrorosa, isto que está a acontecer em Portugal. Não está necessariamente a beneficiar toda a gente, é uma coisa ilusória para passar de um dia para o outro. De repente, Portugal ficou na moda e o turismo são rebanhos, o que tem acontecido são «rebanhismos». E é uma coisa que pode passar de um dia para o outro e, no fundo, é uma forma de prostituição económica, é como chamaria a isso, é mesmo estar a vender o país, a coisa mais física e que exige menos trabalho.(…) João Magueijo in NM.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

10 mil árvores plantadas em Loulé e SIlves

Trilho do Pico do Queimado. Foto: Luís Noronha Botelho 21jul2016.
  • Cerca de 10 mil árvores foram plantadas em Loulé e Silves, no Algarve, para tornar mais verde o país depois de um verão marcado pelos incêndios. A iniciativa partiu do Zoomarine e envolveu quase 500 voluntários. SIC.
  • Guimarães e Lisboa são duas das 28 cidades europeias que concorrem ao European Green Capital Award de 2020. Santarém concorre ao European Green Leaf Award de 2019. Pela primeira vez em 10 anos, haverá prémios monetários para as vencedoras: 350 e 75 mil euros, respetivamente. Recorde-se que Torres Vedras foi uma das vencedoras do European Green Leaf Award de 2015. EC.

Alemanha: Mina de carvão pulverza Immerath

Imagem captada aqui.
  • Enquanto decorre a conferência do Clima na Alemanha, a localidade de Immerath vai desaparecendo para dar lugar a uma imensa mina de carvão. WP.
  • Manifestantes interromperam uma apresentação pró-carvão do governo norte-americano durante a cimeira do clima na Alemanha. Reuters.
  • A Greenpeace Africa e outras ONGs vão contestar a decisão da África do Sul de autorizar a implantação de uma nova central nuclear de 4.000 megawatts próxima a Cape Town. Reuters.
  • Mais de 15 mil cientistas de 184 países advertiram para os riscos de desestabilização do planeta, por falta de ações para preservar o ambiente e os ecossistemas. Neste segundo aviso, - o primeiro fora feito em 1992 -, os cientistas dizem que a disponibilidade de água potável, a desflorestação, a diminuição do número de mamíferos, e as emissões de gases com efeito de estufa são questões que estão todas "no vermelho", sendo que as medidas para as mitigar tomadas desde 1992 são dececionantes, com exceção das destinadas a estabilizar a camada do ozono. 25 anos depois do primeiro alerta, a quantidade de água potável disponível por pessoa em todo o mundo diminuiu 26% e o número de zonas mortas nos oceanos aumentou em 75%. O apelo alerta também para a perda de quase 120,4 milhões de hectares de floresta, convertidos na maior parte em terrenos agrícolas, e para um aumento acentuado das emissões de dióxido de carbono e da temperatura média do planeta. DN.

Mão pesada

A The Chemours Co., da Carolina do Norte, vai ser processada por derrames de resíduos de GenX, uma substância química usada no fabrico de Teflon, no rio Cape Fear. As águas deste rio abastecem 200 mil pessoas. DO.

Bico calado

Foto: Rois Mahmud.
  • «(…) Na ala central, onde foi o jantar, não estão – repito, não estão - os restos mortais de ninguém. Noutras salas estão sim, por exemplo, corpos de presidentes e escritores. Porém, se acham que a realização de um banquete sob a cúpula central ofendeu a memória de Amália na sala lateral, por que raio ninguém se lembra de perguntar se as missas também lá celebradas no altar principal ofendem os republicanos Teófilo Braga ou Manuel de Arriaga na outra sala lateral? (…) Querem fazer do Panteão sacrossanto? Muito bem. Então lembrem-se que este é o país cuja Assembleia da República aprovou a trasladação de Eusébio para o Panteão um ano após o seu falecimento, mas que ainda não conseguiu para lá levar Aristides de Sousa Mendes quase oitenta anos depois de ele ter salvado milhares de vidas na II.ª Guerra Mundial. (…)» Rui Tavares in Portugal hoje: patriotismo de teclado - Público 13nov2017.
  • «(…) Quando Portas anunciou a realização em Portugal das próximas Web Summits não faltaram elogios, era o tempo do empreendedorismo, quando Portugal caminhava para ser um dos países mais competitivos do mundo, como prometia Passos Coelho. Agora que quem aparece é o António Costa, já o evento é parolo e tudo o que lá sucede serve para ser gozado pela gente fina do “Governo Sombra” que, como se sabe, é gente que está acima de qualquer parolice. Os mesmos que acabaram com feriados nacionais como o 1.º de dezembro estão agora preocupados com os heróis nacionais, os que acabaram com o feriado do Dia de Todos os Santos preocupam-se agora com o respeito pelos mortos, os mesmos que gozaram com António Costa por causa das taxas e taxinhas, sabe-se agora, criaram uma tabela de taxas e taxinhas de aluguer dos monumentos nacionais, diz um ex-governante que foi para regularizar a situação. (…)» O Jumento.
  • Uma nação que diz não poder garantir a assistêrncia médica para o seu povo já gastou 5,6 triliões de dólares em guerras desde o 11 de setembro, escreve Andrea Germanos na Common Dreams.