Newsletter: Receba notificações por email de novos textos publicados:

Mostrar mensagens com a etiqueta transportes. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta transportes. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

ESCÓCIA: AUTOCARROS ELÉTRICOS SUBSTITUEM AUTOCARROS A HIDROGÉNIO

  • A Câmara Municipal de Aberdeen, na Escócia, decidiu substituir a sua frota de 25 autocarros de dois andares a hidrogénio por autocarros elétricos, apenas cinco anos após a sua introdução. Os autocarros a hidrogénio estavam fora de serviço desde setembro de 2024 devido à disponibilidade limitada de hidrogénio. Esta decisão põe também fim à colaboração da Câmara com a BP, que teve início em 2022 como parte de uma estratégia para tornar Aberdeen num centro de hidrogénio do Reino Unido. A Câmara referiu que os fabricantes e operadores se estão a inclinar cada vez mais para os veículos elétricos e salientou que, embora o reabastecimento de hidrogénio seja mais rápido, a produção de hidrogénio limpo requer uma enorme quantidade de eletricidade verde. Os novos autocarros elétricos serão alimentados diretamente pela rede elétrica, e a Câmara planeia reforçar a infraestrutura urbana de carregamento elétrico. Fonte.
  • O executivo camarário de Azambuja invocou a falta de estudos e o princípio da precaução para rejeitar o estatuto de Potencial Interesse Nacional a investimento de dois mil milhões de euros para um mega centro de dados em Alcoentre. Vereadores do PSD recusaram participar na votação, acusando a maioria socialista de falta de transparência. Fonte.
  • Samuel Alito obteve até 2,9 milhões de dólares com ativos do setor do petróleo e do gás desde que integrou o Supremo Tribunal. Estas conclusões surgem num momento em que o Supremo Tribunal se prepara para analisar um processo no qual as petrolíferas Suncor Energy e Exxon solicitaram aos juízes que determinassem que a legislação federal impede os governos subnacionais de intentarem ações judiciais contra os produtores de combustíveis fósseis pelos efeitos de aquecimento global dos seus produtos. Fonte.
  • A Justiça Federal brasileira determinou que a Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis suspenda em definitivo a oferta de 39 blocos exploratórios terrestres da oferta permanente do órgão regulador. As áreas estão localizadas nas bacias Potiguar, Sergipe-Alagoas e Espírito Santo, e algumas já foram concedidas. Fonte.
  • As costas iranianas, em particular na zona da Ilha de Qeshm, encontram-se agora cobertas por espessas camadas de petróleo bruto e alcatrãona sequência de repetidos derrames de petróleo provenientes de petroleiros danificados durante o conflito em curso no Estreito de Ormuz. Fonte.

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

BICO CALADO

HIROSHIMA, NUNCA MAIS!

  • Os EUA são o único país desenvolvido que não obriga os empregadores a concederem férias pagas aos trabalhadores. E, de acordo com um relatório divulgado na quarta-feira, o americano médio tem menos dias de férias do que o que muitos dos seus pares consideram o mínimo indispensável.
  • A Volkswagen está em negociações com a Rafael Advanced Defense Systems, empresa estatal israelita, sobre a possibilidade de reaproveitar a sua fábrica em Osnabrück após o término da produção de carros de passeio em 2027. A unidade poderia fabricar componentes para o sistema de defesa aérea israelita Domo de Ferro, incluindo lançadores, veículos de transporte e geradores de energia. Fonte.
  • Município de Espinho vai gastar € 22,8 mil em brindes institucionais. Fonte.

sexta-feira, 31 de julho de 2026

REFLEXÃO

LIÇÃO DE HISTÓRIA: 12 000 TRABALHADORES CHINESES CONSTRUÍRAM A LINHA FERROVIÁRIA TRANSCONTINENTAL DOS EUA
Bruce K. Gagnon, Organizing notes. Rev. O’Lima.


Estavam nas montanhas onde os outros todos já tinham recusado. As paredes de granito da Serra Nevada erguiam-se como uma barreira destinada a deter a própria história e, durante algum tempo, foi isso mesmo que aconteceu. As primeiras equipas contratadas pela Central Pacific Railroad abandonaram o projeto, derrotadas pela altitude, pela neve e pelo perigo.

Então, a empresa recorreu aos trabalhadores chineses que já viviam na Califórnia. Foram contratados cinquenta homens. Não desistiram. Em poucos anos, mais de 12 000 trabalhadores chineses constituíam quase toda a força de trabalho, escalando no meio de tempestades e gelo por salários mais baixos, pagando a própria comida e dormindo em acampamentos precários enquanto o inverno cobria as montanhas à sua volta.

Eram ridicularizados por serem fracos, mas conseguiram o que outros não conseguiram. Pendurados em cestos sobre penhascos no Cabo Horn, perfuraram rocha sólida, colocando explosivos à mão enquanto o vento soprava sob os seus pés. Ao atravessarem o Donner Summit, escavaram túneis através de granito inflexível usando apenas pólvora negra e a força dos seus músculos.

As avalanches arrasaram os acampamentos. As explosões ceifaram vidas que os registos mal registaram. Em 1867, milhares de trabalhadores chineses organizaram uma das maiores greves laborais do século XIX, exigindo salários justos e horários de trabalho dignos. Em resposta, os abastecimentos foram cortados, e a fome foi usada como arma até que a sobrevivência os obrigou a regressar ao trabalho. Ainda assim, a 28 de abril de 1869, as suas equipas instalaram dez milhas de via-férrea num único dia — um feito nunca superado.

Quando o último prego foi cravado em Promontory Summit, a 10 de maio de 1869, reuniram-se dignitários, proferiram-se discursos e as fotografias imortalizaram o triunfo de uma nação unida de costa a costa.

Pediram aos homens que tornaram aquele momento possível que se afastassem antes de as câmaras dispararem. O seu trabalho estendeu-se por 1 776 milhas, unindo os EUA, enquanto o reconhecimento lhes passava ao lado e até a cidadania permaneceu fora do seu alcance durante décadas.

A ferrovia transformou um continente, mas o silêncio em torno desses trabalhadores durou quase tanto tempo quanto os próprios carris — e isso leva-nos a questionar-nos quantos alicerces da história foram construídos por mãos que o mundo preferiu ignorar.


quarta-feira, 29 de julho de 2026

ESPINHO: BIRD VAI DE CARRINHO

Foto: DE

A Câmara de Espinho notificou a Birdempresa responsável pelo sistema de bicicletas e trotinetas elétricas de uso partilhado, para retirar todos os equipamentos existentes no concelho até 31 de julho, na sequência da caducidade do protocolo em 26 de março.


Logo em meados de maio de 2022 o blogue Ambiente Ondas3 alertava para uma série de problemas provocados pela introdução deste negócio nas ruas de Espinho. O alerta pareceu merecer a indiferença das autoridades locais, apesar do dilúvio de críticas proferidas nos cafés e praças públicas
Só em meados de outubro de 2022 é que os responsáveis eleitos pareceram ter despertado para o problema, tendo o blogue Ambiente Ondas3 disso dado conta:

Espinho: trotinetes Bird incumprem protocolo assinado com a autarquia

A presença das trotinetes Bird em Espinho está envolta em pormenores nebulosos, próprios de uma suposta negociata. Não houve transparência, não houve concurso público, a presença e operação da Fastbird Rides Portugal, Unipessoal, Lda. foi um facto consumado. Esta operadora foi isentada de taxas de ocupação de espaço público apesar de visar fins lucrativos. Assume uma atitude predadora ao impôr um euro só pelo prévio desbloqueamento da trotinete. Contrariando o previsto no protocolo assinado em março de 2022, não há parqueamentos visíveis e devidamente assinalados, nem regras visíveis e físicas de utilização. Além disso, parece não haver transparência fiscal: a empresa exige ao utente o número fiscal mas não emite fatura, apenas uma espécie de recibo com referência ao IVA aplicado, englobando tudo, não discriminando o euro exigido antes da prestação de qualquer serviço e omitindo data, hora, duração do serviço prestado, distância percorrida, preço por minuto e o nome oficial da empresa - Fastbird Rides Portugal, Unipessoal, Lda.
Por isso, o PSD aprovou, em reunião de Câmara, contra a forma como o negócio foi feito. Posteriormente, fez aprovar na reunião da Assembleia Municipal de 18 de outubro, - com a solitária abstenção do presidente da Junta de Freguesia de Paramos -, um documento recomendando à Câmara que procedesse a uma reflexão sobre os pontos negativos do serviço prestado, apontasse à operadora os incumprimentos do protocolo estabelecido, elaborasse um regulamento para melhorar a política de mobilidade em espaço urbano, criasse condições para obrigar a operadora a colocar as trotinetas nos pontos de partida e fiscalizasse adequadamente esta atividade, garantindo o cumprimento do protocolo estabelecido.

Desconhecemos se alguma vez o protocolo estabelecido foi alguma vez cumprido na íntegra. Finalmente, quatro anos depois de tanto abuso e rebaldaria, as trotinetes de aluguer são expulsas. Espinho, Braga e Gaia já puseram os pontos nos ii. Há uns anos, a ‘coisa’ correu mal para as operadoras a ponto de elas próprias terem debandado de Santarém, Almeirim, Cartaxo e Tomar.

terça-feira, 28 de julho de 2026

MATOSINHOS: PRAIA DE ANGEIRAS SUL DESACONSELHADA PARA BANHOS

  • A Agência Portuguesa do Ambiente desaconselha a ida a banhos na praia de Angeiras Sul, em Matosinhos, no distrito do Porto, devido a contaminação microbiológica. Fonte.
  • A Quercus alertou que a localização do novo aeroporto de Lisboa coloca em risco o maior aquífero da Península Ibérica e o abastecimento de água ao distrito de Setúbal e reforçou a necessidade de uma avaliação ambiental rigorosa. Fonte.
  • Na Rua de S. José, em Riachos, Torres Novas, um estabelecimento que fuesgnciona como lar de idosos descarrega águas residuais na rede de pluviais. O abuso persiste, apesar de o executivo camarário ter sido alertado por um morador que se considera lesado. Fonte.

quarta-feira, 22 de julho de 2026

BICO CALADO

  • "O que fez o atual executivo da Câmara de Gaia? Suspendeu o Gaia+65, restringiu o 'Gaia Amiga' a quem ganha menos de 750€ e mantém a mesma linha vermelha: nunca tornar os transportes gratuitos para todos. Enquanto o Porto transforma a mobilidade num direito, Gaia insiste em mantê-la como privilégio condicionado. Se no Porto é possível… porque é que em Gaia o presidente Luís Filipe Menezes continua a dizer que não dá?" Jose Flores Martins.
  • A Câmara da Mealhada aprovou a intenção de resolução sancionatória do contrato da empreitada de construção de oito fogos de habitação na Póvoa da Mealhada após incumprimento reiterado das obrigações contratuais por parte do empreiteiro, que será alvo, ainda, de uma multa de 128.345,36 euros. Fonte.
  • O Departamento de Justiça dos EUA tem vindo a adotar sistematicamente uma abordagem mais branda em relação à criminalidade empresarial, deixando que empresas e executivos que admitiram ter cometido irregularidades fiquem impunes, sem que lhes sejam apresentadas acusações. Fonte.

terça-feira, 21 de julho de 2026

PAÍSES BAIXOS: REGRAS MAIS APERTADAS PARA FOTOVOLTAICAS PERTO DE AEROPORTOS

  • Os Países Baixos propõem regras mais rigorosas para a energia solar nas proximidades dos aeroportos. Esta medida surge na sequência de um incidente ocorrido em março de 2025, que obrigou a pista Polderbaan do aeroporto de Schiphol a ficar indisponível para aterragens durante duas horas devido ao encandeamento provocado pelos painéis solares. O incidente levou as autoridades holandesas a ordenar a remoção de cerca de 78 000 painéis nas proximidades e fez com que os responsáveis pelo projeto substituíssem todos os painéis restantes. Fonte.
  • Penafiel vai ter 2 parques eólicos (19 aerogeradores) instalados em várias freguesias. Fonte.
  • Comissão Europeia enfraquece regras para mercado de carbono e beneficia grandes poluidores. Fonte.
  • A Adbri, fabricante de cimento de Adelaide, Austrália, poderá queimar mais resíduos plásticos como combustível na sua fábrica de Birkenhead. Este período experimental de seis semanas enfrenta a oposição do presidente da câmara local, da autarquia e de um grupo de residentes. Alega-se maus cheiros e perigos para a saúde dos vizinhos. Fonte.

sábado, 18 de julho de 2026

BIODIVERSIDADE: PROMESSAS VAGAS DE EMPRESAS SÃO GERALMENTE ENGANADORAS

  • Apenas 13% dos compromissos em matéria de biodiversidade assumidos por 180 grandes empresas «chave» são suficientemente detalhados para permitir uma verdadeira prestação de contas, de acordo com um estudo da Universidade de Oxford e do Stockholm Resilience Centre publicado na revista One Earth. Embora 79% destas empresas influentes tenham assumido algum tipo de compromisso em matéria de biodiversidade, a maioria das promessas é demasiado vaga, carece de metas mensuráveis ou baseia-se em evidências seletivas ou enganosas. Isto torna impossível avaliar se as empresas estão efetivamente a reduzir o seu impacto nos ecossistemas. Fonte.
  • A crescente tendência de pavimentar os jardins da frente para criar entradas de garagem está a contribuir para o aumento das temperaturas noturnas nas zonas urbanas. Superfícies duras e impermeáveis, como o asfalto e o betão, absorvem uma grande quantidade de radiação solar durante o dia (até 95 %) e libertam lentamente esse calor armazenado durante a noite, tornando as zonas urbanas significativamente mais quentes. Isto contribui para o efeito de ilha de calor urbana, levando a noites desconfortavelmente quentes que podem dificultar o sono. A solução será substituir as entradas de garagem pavimentadas por espaços verdes, como relva. O benefício é ainda maior quando se plantam árvores, o que pode duplicar o efeito de arrefecimento. Fonte.
  • A Southern Water foi multada em mais de 7 milhões de libras por ter despejado águas residuais ilegalmente ao largo da costa de Kent entre 2019 e 2021. Fonte.
  • Índia põe em funcionamento o primeiro comboio a hidrogénio. O comboio é composto por duas carruagens motoras a hidrogénio e oito carruagens rebocadas, com uma capacidade total para cerca de 2 600 passageiros. Cada carruagem motora alberga células de combustível, baterias de fosfato de ferro e lítio e cilindros de armazenamento de hidrogénio que funcionam em conjunto para fornecer potência de tração, garantindo simultaneamente um funcionamento fiável em condições operacionais variáveis. Cada vagão motor fornece 1,2 MW de potência de tração, proporcionando, em conjunto, uma potência combinada de 2,4 MW, suficiente para impulsionar todo o comboio a velocidades até 110 km/h. Fonte.

quarta-feira, 15 de julho de 2026

PSZAER: FUGA DE INFORMAÇÃO EXPÕE MAPAS OMITIDOS

  • Consulta pública do PSZAER (Programa Setorial das Zonas de Aceleração da Implantação de Energias Renováveis) termina após fuga de informação revelar mapas nunca divulgados às populações. A Plataforma Nordeste Vivo afirma que só conseguiu identificar a localização concreta das áreas destinadas a grandes projetos de energia renovável através de uma fuga de informação e denuncia a falta de transparência do processo de consulta pública. A Plataforma acusa o Governo de Luís Montenegro de colocar os interesses económicos de grandes multinacionais acima da proteção do território, da agricultura e das comunidades do Nordeste Transmontano. Por isso, pede a suspensão do PSZAER, exige responsabilidades políticas e admite avançar para uma mobilização nacional caso o processo prossiga nos atuais moldes. Fonte. Comentário do Ambiente Ondas3 em 18 de junho de 2026.
  • Água perdida na rede poderia abastecer gratuitamente 1/3 da população – Quercus sugere 10 medidas para gestão mais eficiente.
  • Espanhóis preparam-se para controlar mercado português da alta velocidade ferroviária. Fonte.
  • O Pentágono está a bloquear mais de 150 projetos eólicos devido aos chamados receios relacionados com os drones. As turbinas eólicas podem confundir os sistemas de radar de navios e aeronaves. As suas enormes pás rotativas criam um «flash de pá» nos ecrãs de radar, enquanto as suas bases de aço refletem as ondas eletromagnéticas, tornando difícil distinguir as turbinas de aeronaves ou de outros objetos. Fonte.
  • O Congresso dos EUA está a analisar um projeto de lei extremo que tornaria ilegal processar a indústria dos combustíveis fósseis pelos danos que esta causa ao planeta, à economia e à nossa saúde. O senador Ted Cruz (R-TX) — um dos políticos mais financiados pelas grandes petrolíferas — e a deputada Harriet Hageman (R-WY) apresentaram um projeto de lei denominado «Stop Climate Shakedowns Act of 2026». Apresentaram-no como uma forma de «proteger a energia americana das cruzadas jurídicas da esquerda que punem atividades legais». Na realidade, o que faz é conceder à indústria dos combustíveis fósseis um escudo permanente contra processos judiciais e leis estaduais que procuram responsabilizar financeiramente a indústria pelas alterações climáticas e por induzir o público em erro quanto às consequências catastróficas para a saúde, a economia e o ambiente decorrentes da utilização dos seus produtos. Fonte.

domingo, 12 de julho de 2026

BICO CALADO

Foto: Linda Nylind/The Guardian
  • «Como numa sauna»: os passageiros do metro de Londres sofrem com o calor, com temperaturas superiores ao limite legal para o gado. The Guardian.
  • Os procuradores alemães acusaram as autoridades ucranianas de terem ordenado o ataque com explosivos, em 2022, aos gasodutos Nord Stream que ligam a Rússia à Europa. Fonte.
  • O facto de Zelensky homenagear os combatentes ucranianos da Segunda Guerra Mundial que massacraram polacos e judeus não é a melhor forma de obter a ajuda da Polónia numa guerra perdida contra a Rússia. Fonte.

quarta-feira, 8 de julho de 2026

ALCOCHETE: CONDENADA POR PLANTAR SOBREIROS

  • Bianca Castro, ativista da Climáximo, recebeu uma pena suspensa de um ano e seis meses na sequência de uma ação simbólica realizada em maio de 2025 nos terrenos do Campo de Tiro de Alcochete, local apontado para a construção do futuro aeroporto de Lisboa. A ação consistiu na plantação de sobreiros e na colocação de uma faixa com a mensagem “Aeroporto de Alcochete p’ró cacete – Nem aqui, nem em lado nenhum!”, numa manifestação contra a expansão aeroportuária e o aumento das emissões de gases com efeito de estufa. O Ministério Público acusou Bianca Castro do crime de entrada ou permanência ilegítima, tendo o processo sido tratado como um caso de natureza militar. Na altura do protesto, a porta-voz da iniciativa justificou a ação com o impacto ambiental previsto para o projeto aeroportuário. “A construção de um novo aeroporto é o equivalente a lançar bombas de carbono na atmosfera”, afirmou Bianca Castro, defendendo que o empreendimento representa um agravamento da crise climática. Os ativistas argumentam que o projeto implica o abate de dezenas de milhares de sobreiros e explicam que a plantação das árvores teve um valor sobretudo simbólico. FonteVejamos a desproporção da nossa Justiça: ex-dirigente do Chega condenado a pena suspensa a um ano e três meses por prostituição infantiltrês e meio de cadeia, com pena suspensa para agente da PSP que matou Odair Moniz, Padre condenado a 1 ano e 8 meses suspensos por tentativa de abuso sexual de menor, Professor condenado a três anos de prisão com pena suspensa por abuso sexual de crianças.
  • Estes ‘editores’ não se entendem? Sensivelmente à mesma hora, o mesmo portal publica duas notícias com títulos referindo 13 e 15 mil hectares de floresta ardida em Vouzela. Para eles parece não haver qualquer diferença entre 13 mil e 15 mil hectares.
  • Em 2025, as emissões dos voos com partida da Europa atingiram um recorde de 195 Mt de CO₂, ultrapassando pela primeira vez os níveis pré-pandémicos. A Ryanair continua a ser a companhia aérea mais poluente da Europa, sendo agora as suas emissões globais 50 % superiores às de 2019 — o maior aumento entre as 20 companhias aéreas mais poluentes do mundo. Dois terços das emissões da aviação europeia escapam ao Sistema de Comércio de Emissões da UE, uma vez que este abrange apenas as rotas intra-europeias de curta distância, isentando os voos de longa distância. Isto cria condições de concorrência desiguais — a Ryanair paga cerca de 50 € por tonelada de carbono, enquanto a Lufthansa paga cerca de 20 € e as companhias aéreas do Golfo, como a Emirates, pagam quase nada. A T&E recomenda alargar o mercado de carbono a todos os voos de partida e canalizar as receitas para combustíveis de aviação sustentáveis e para a prevenção de rastos de condensação. Sublinhe-se que o aumento dos preços dos bilhetes é impulsionado pela dependência dos combustíveis fósseis, e não pelas políticas climáticas. Fonte.

REFLEXÃO

ENQUANTO A ÍNDIA SE APRESSA A CULTIVAR MILHO PARA A PRODUÇÃO DE ETANOL, SERÁ QUE PODE APRENDER COM OS ERROS DO PASSADO?
Niladri Giri, Medium. Rev. O’Lima.

Foto de Gavin Allanwood no Unsplash

Durante o inverno de 1989, os condutores em São Paulo viram-se a esperar em longas filas para abastecer, apesar de o seu país ter prometido que o combustível estaria sempre disponível.

Não se tratava de gasolina, mas sim de álcool. No final da década de 1980, mais de quatro milhões de automóveis no Brasil funcionavam a etanol puro, cerca de um terço de todos os veículos do país. Durante quinze anos, o Brasil tinha reestruturado a sua agricultura para apoiar esta transição. O programa Proálcool, lançado em 1975 após a primeira crise do petróleo, superou as expectativas. Em 1986, 92 por cento dos carros novos vendidos funcionavam exclusivamente a etanol. Os produtores de cana-de-açúcar tinham encontrado o cliente ideal: aquele que precisava sempre de mais.

Mas depois as coisas mudaram. O preço do petróleo bruto caiu de uma média de 78 dólares por barril em 1981 para menos de 27 dólares em 1986, tornando a gasolina novamente barata. Ao mesmo tempo, os preços globais do açúcar subiram, pelo que as fábricas começaram a destinar mais cana à produção de açúcar em vez de combustível. Entre 1989 e 1990, os postos de abastecimento ficaram sem combustível. Milhares de carros faziam fila nas estações de serviço ou ficavam parados nas garagens, construídos para um combustível que já não estava disponível. As vendas de carros a etanol caíram drasticamente e muitos brasileiros sentiram que todo o esforço tinha sido em vão.

Há um pormenor dessa história que me chama a atenção. O produtor de cana fez tudo como deve ser. Cultivou o que o seu país precisava. A sua colheita não era o problema. A verdadeira questão residia numa série de decisões tomadas longe dali — em locais como uma bolsa de açúcar em Londres, uma reunião da OPEP ou um ministério das finanças a ajustar subsídios. O risco desceu pela cadeia e acabou por recair sobre a pessoa que menos sabia e tinha menos opções.

Há doze anos que trabalho como técnico agrícola nos distritos de Odisha, no leste da Índia. Na maioria dos dias, ajudo os agricultores a lidar com os riscos que enfrentam — chuvas tardias, pragas precoces ou a queda dos preços de mercado durante a colheita. Recentemente, porém, tenho vindo a refletir sobre um risco que não conseguimos ver a partir do terreno, à medida que a Índia repete a experiência do Brasil, mas a um ritmo muito mais acelerado.

O Segundo Acto Americano

Antes da vez da Índia, a história repetiu-se mais uma vez, desta vez no Iowa.

Os Estados Unidos criaram a sua Norma de Combustíveis Renováveis em 2005 e alargaram-na em 2007, exigindo que as companhias petrolíferas misturassem milhares de milhões de galões de biocombustível na gasolina. A região do milho reagiu da mesma forma que os agricultores de todo o mundo reagem perante um comprador garantido. Nos últimos anos, mais de 40 por cento da colheita de milho americana foi destinada à produção de etanol. Reflitamos sobre essa percentagem por um momento. Quase metade do milho cultivado pelo maior produtor mundial de milho é utilizado em motores, e apenas uma pequena parte do que resta é cultivada para ser realmente consumida pelas pessoas.

Havia muito dinheiro em jogo. Um estudo amplamente citado revelou que, entre 2006 e 2014, os preços do milho foram cerca de 30 por cento mais altos do que teriam sido sem a obrigatoriedade. Os rendimentos agrícolas aumentaram. O valor dos terrenos em todo o Midwest subiu na mesma proporção. O mesmo aconteceu com algo mais difícil de perceber num balanço financeiro: a dependência. Os sistemas de combustível e os motores americanos não conseguem absorver confortavelmente muito mais do que 10% de etanol, um limite máximo a que a indústria chama «a barreira da mistura», e a produção de etanol tem estado encostada a essa barreira há mais de uma década. De poucos em poucos anos, Washington renegocia a obrigatoriedade e, de poucos em poucos anos, a economia de distritos rurais inteiros fica com a respiração suspensa. Se o consumo de gasolina nos EUA diminuir — o que acabará por acontecer com os veículos elétricos —, mesmo uma obrigatoriedade inalterada empurrará o etanol para além desse limite máximo dispendioso. O maior cliente do agricultor do Iowa é, no fim de contas, um parágrafo de regulamentação federal. Ele aprendeu a ler documentos normativos da mesma forma que o seu avô lia as nuvens. Os produtores brasileiros ficaram à mercê de um preço. Os americanos estão vinculados a uma política. Duas das maiores nações agrícolas do mundo chegaram à mesma conclusão: o combustível é um cliente diferente de tudo o que um agricultor já conheceu.

Terceiro Ato: Em avanço rápido

Em 2018, a Índia estabeleceu a meta de misturar 20 por cento de etanol na gasolina até 2030. O país atingiu esta meta em dezembro de 2025, cinco anos antes do previsto. Desde abril, todos os postos de abastecimento na Índia vendem E20. O milho desempenhou um papel fundamental para que isto fosse possível. No ano de abastecimento de 2024–25, o milho ultrapassou a cana-de-açúcar como principal fonte de etanol da Índia, fornecendo quase metade do abastecimento nacional a um preço fixado pelo governo de ₹71,86 por litro.

O Brasil precisou de quinze anos para reorientar as suas explorações agrícolas para a produção de combustíveis. Os EUA demoraram cerca de dez anos. A Índia fez essa transição em sete. Eu próprio testemunhei uma pequena parte desta mudança. Na zona de cultivo de milho de Nabarangpur, que faz fronteira com o meu distrito, um agricultor de Umerkote mostrou-me o campo onde costumava cultivar arroz até 2023. O agente da refinaria ofereceu-lhe 3200 rúpias por quintal, contou-me ele, em comparação com o preço local de 2600 rúpias. O acordo prometia recolha garantida, pagamento no prazo de 5 dias e ausência de regateio com os comerciantes. Ele aceitou. Quando lhe perguntei o que a refinaria fazia com o seu milho, ele respondeu-me que ia «para a empresa». Não sabia qual era a empresa nem o que faziam com ele. Não insisti. Foi uma resposta honesta. Em todos os anos em que vendeu cereais, nunca precisou de saber o que lhes acontecia após a venda. O que lhes acontecia depois.

Mas eis a que ele está agora ligado, quer alguém lho tenha explicado ou não. O preço do seu milho depende das compras das refinarias. As compras das refinarias dependem da obrigatoriedade de mistura. A economia dessa obrigatoriedade depende da procura de gasolina. E a procura de gasolina depende dos preços do petróleo bruto, da adoção de veículos elétricos e do número de trabalhadores de escritório em Bengaluru que optam por apanhar o metro. Um homem que nunca viu uma refinaria de petróleo encontra-se agora a jusante do petróleo bruto Brent e a montante do depósito de combustível de uma scooter.

Durante milhares de anos, os agricultores venderam as suas colheitas a pessoas que as consumiam. Quem consome é o cliente mais fiável da história. As populações crescem lentamente e, mesmo durante as secas, todos continuam a precisar de comida. Os condutores são um tipo de cliente muito diferente. Mudam de combustível, compram veículos novos e mudam-se para novas cidades. A sua procura muda com a tecnologia e os acontecimentos mundiais — duas coisas que nunca vi abordadas em nenhum guia agrícola que tenha levado a uma aldeia.

Que lições foram aprendidas?

Permitam-me ser cauteloso nesta questão, porque esta é a parte que acaba por ser reduzida a slogans. Não estou a argumentar que a mistura de etanol seja uma má política. A Índia importa a maior parte do seu petróleo bruto, e a questão da segurança energética é real. O dinheiro que chega aos agricultores também é real. Vi, de perto, o que um comprador garantido significa para uma família que passou gerações a negociar em posição de fraqueza à porta do mercado. O agricultor de que falo fez uma escolha racional. O negócio que tinha diante de si era demasiado bom para recusar.

Foto de Roger Starnes Sr. no Unsplash

A questão que os dois primeiros atos levantam é mais específica e mais complexa. O que acontece quando a procura de gasolina estabiliza? Não se trata de «se», mas de «quando». Os próprios decisores políticos da Índia estão a promover a mobilidade elétrica com a mesma convicção que demonstraram em relação ao etanol, e ambas as apostas não podem dar frutos na totalidade. Quer a transição ocorra daqui a cinco ou quinze anos, uma reserva de gasolina cada vez mais reduzida terá, um dia, de satisfazer uma percentagem fixa de mistura. A conta recai sobre a refinaria, e a conta da refinaria recai sobre um campo de milho.

O Brasil acabou por encontrar uma solução. Os carros flex-fuel, que surgiram quase três décadas após o início do Proálcool, permitem que os motores funcionem a gasolina, etanol ou qualquer mistura dos dois, proporcionando aos produtores de cana um mercado que pode ceder sem se partir. O que levanta uma questão que ainda não vi ser colocada na celebração atual: qual é a opção flexível para o produtor indiano, em vez de para o motor indiano? A resposta honesta hoje é que não existe nenhuma, a não ser regressar ao mercado de onde acabou de sair.

Mais um pormenor que não consigo deixar de referir. Em 2024, mesmo com as suas refinarias a comprar milho para combustível, a Índia tornou-se um importador líquido de milho, adquirindo cereais no estrangeiro para substituir os que queimava no próprio país. O avicultor e a fábrica de etanol viram-se a disputar a mesma espiga, e um navio compensou a diferença.

Algures naquele cinturão do milho, um agricultor que conheço está a decidir quanto plantar na próxima época. O agente apresentou-lhe o preço, e o preço parece bom. Parecia bom em São Paulo, em 1985, e em Des Moines, em 2010. Ninguém se sentou à frente desses agricultores para lhes explicar quem era realmente o seu cliente.

sexta-feira, 3 de julho de 2026

ESPINHO: ANTA QUER REVER O PROJETO DA ALTA VELOCIDADE


A Junta de Freguesia de Anta defende a revisão do projeto da Linha Ferroviária de Alta Velocidade entre Campanhã e Oiã nas zonas em que considera existirem impactos mais gravosos para o território, a população e o ambiente.

Anta é uma das freguesias mais penalizadas pelo traçado, num território que já foi marcado, nas últimas décadas, pelo seccionamento provocado pelas autoestradas A29 e A41. A Junta alerta para a perda de espaços florestais, áreas ecológicas e recursos hídricos, bem como para impactos na paisagem, na mobilidade local e na qualidade de vida da população. Uma das principais preocupações diz respeito à ponte prevista sobre a Ribeira de Silvalde, com cerca de 614 metros. A Junta entende que a estrutura não apresenta preocupação suficiente de integração paisagística ou valorização arquitetónica, podendo agravar a fragmentação de um território já atravessado por grandes infraestruturas. O lugar de Esmojães é apontado como uma das zonas mais sensíveis, pelo risco de ficar cercado por vias rodoviárias e ferroviárias. A Junta de Anta reclama o reforço das medidas de compensação, defendendo a criação de corredores verdes, a rearborização das áreas afetadas e a proteção efetiva da Ribeira de Silvalde, da Ribeira da Gaiteira* e dos recursos hídricos existentes. Entre as preocupações está também a salvaguarda da Fonte do Pereirocuja água continua a ser procurada regularmente pela população. A autarquia defende ainda que o projeto deve garantir a proteção das redes de abastecimento de água, drenagem e saneamento, bem como a monitorização da estabilidade da ponte da Rua da Aldeia Nova sobre a Ribeira da Gaiteira. MV 1jul2026.

* Em 2023, os vizinhos alertavam para visíveis desgastes nos seus pilares.

quarta-feira, 1 de julho de 2026

ESPANHA: BANDEIRAS PRETAS 2026

  • Após a inspeção dos mais de 8 000 quilómetros das costas espanholas, a Ecologistas en Acción apresenta o relatório «Bandeiras Negras 2026». Das 48 bandeiras negras atribuídas este ano, destacam-se: Urbanização da costa e invasão do domínio público marítimo-terrestre (8 bandeiras), despejos, deficiências nos sistemas de saneamento e graves problemas de depuração (14 bandeiras), impactos na biodiversidade (9 bandeiras), acumulação de lixo, plásticos e microplásticos na costa (2 bandeiras), obras portuárias ou de defesa costeira desnecessárias ou mal geridas (3 bandeiras), poluição química (7 bandeiras), danos ao património histórico e cultural no domínio público marítimo-terrestre (1 bandeira) e degradação ambiental resultante da turistificação e da sobrelotação (4 bandeiras). Bandeiras negras de 2026 por tipo, aqui.
  • A rápida expansão da energia solar em Espanha suscitou preocupações quanto ao excesso de capacidade, levando alguns investidores a procurar oportunidades noutros locais, nomeadamente no mercado norte-americano. Esta mudança é influenciada pela necessidade de diversificação e pelos desafios enfrentados no mercado interno. Fonte.
  • Alta velocidade Évora-Elvas pronta e parada desde janeiro. IP e IMT passam as culpas. Fonte.
  • Dois meses depois de a administração Trump ter cancelado dois grandes contratos de arrendamento para energia eólica offshore, o Departamento do Interior dos EUA anunciou um acordo com a Duke Energy. A empresa desiste do projeto de energia eólica offshore Carolina Long Bay, previsto para gerar energia para abastecer 300 mil residências e redireciona os 129 milhões para investir em centrais a gás ou tecnologias nucleares. Fonte.
  • A canadiana Reflect10 desenvolveu um projeto de módulo fotovoltaico que diz poder aumentar a produção de energia em 20 % em comparação com um módulo solar convencional. Em vez de recorrer a espelhos externos, a Reflect10 diz que o seu projeto incorpora uma geometria refletora na arquitetura do módulo, onde a luz solar é refletida várias vezes antes de ser absorvida pelas células fotovoltaicas, aumentando a captura de fotões sem alterar as próprias células. Fonte.

segunda-feira, 29 de junho de 2026

27 VOOS, 24 JOGOS: O IMPACTO AMBIENTAL DAS VIAGENS DO PRESIDENTE DA FIFA NO MUNDIAL

  • O presidente da FIFA, Gianni Infantino, assistiu a 24 jogos em pouco mais de duas semanas por toda a América do Norte, durante o Mundial deste verão, acumulando milhares de milhas aéreas. O Gulfstream G650ER, o avião que se acredita que Infantino esteja a utilizar, tem um consumo médio de combustível de aproximadamente 1 817 litros por hora — o que significa que as suas viagens durante a fase de grupos produziram cerca de 516 toneladas de dióxido de carbono equivalente. Por conseguinte, estima-se que as viagens de Infantino tenham gerado, em pouco mais de duas semanas, aproximadamente a mesma quantidade de CO₂e que cerca de 78 pessoas poderiam produzir ao longo de um ano civil. Os jatos particulares têm um «impacto totalmente desproporcional», afirma Denise Auclair, especialista em viagens sustentáveis da Federação Europeia para os Transportes e o Ambiente. «São de cinco a 14 vezes mais poluentes do que os aviões comerciais e 50 vezes mais do que os comboios.» A FIFA comprometeu-se a reduzir as emissões em 50 % até 2030 e a atingir o zero líquido até 2040. Para o torneio deste ano, a entidade reguladora do futebol mundial estabeleceu uma série de compromissos ambientais, incluindo: o acolhimento das equipas a nível regional, o que reduz «a dependência de viagens de longo curso para uma parte significativa dos participantes», esforços para aumentar a eficiência energética, promovendo a utilização de carros elétricos, transportes públicos e a conservação da água, e a utilização de estádios já existentes. No entanto, mesmo antes do pontapé de saída a 11 de junho, já havia cepticismo por parte de alguns cientistas climáticos, dada a dimensão do torneio. Um relatório de 2025 da Scientists for Global Responsibility estimou que a pegada de carbono global deste Mundial poderia atingir nove milhões de toneladas de CO₂e, o que equivaleria a quase o dobro da média dos últimos quatro Mundiais, tornando o torneio deste ano o mais poluente de sempre. Fonte.
  • O parlamento sueco decidiu que as minas de urânio já não precisam de ser consideradas «instalações nucleares». Isto significa que a radioatividade que libertam e os resíduos que produzem — e que, na sua maioria, deixam para trás — podem ser tratados como qualquer outro mineral. Fonte.

segunda-feira, 15 de junho de 2026

AÇORES: PRAIA DOS MOSTEIROS INTERDITA A BANHOS

  • Na sequência das análises à qualidade da água, a Praia dos Mosteiros encontra-se interdita a banhos até à obtenção de resultados satisfatórios nas próximas análises, estando prevista nova recolha de amostras para o dia 18 de junho. A Junta de Freguesia lamenta profundamente esta situação e a falta de civismo que continua a comprometer a qualidade ambiental da nossa freguesia. Importa referir que, segundo a informação recolhida pela Junta de Freguesia, a água proveniente do Túnel das Sete Cidades apresenta-se limpa, verificando-se a contaminação ao longo do percurso até à Praia dos Mosteiros, situação que já foi reportada às entidades competentes. Fonte.
  • A lixeira ilegal torna-se «símbolo da divisão entre o norte e o sul» no centro das eleições intercalares de Makerfield. A falta de limpeza do local, em estado de decomposição e infestado de ratos, é uma questão fundamental para a população local, que avalia as promessas dos políticos. Fonte.
  • Em Mayotte, os agricultores mobilizam-se contra um projeto de um novo aeroporto que poderá ocupar até 400 hectares de terras férteis e reduzir em 5 a 10 % a produção alimentar da ilha, temendo que isso represente uma ameaça à soberania alimentar e aos seus meios de subsistência. Fonte.

sábado, 13 de junho de 2026

MUNDIAL: CALOR EXTREMO TERÁ MAIOR IMPACTO SOBRE ARGENTINA, PORTUGAL E ESPANHA

Imagem criada por AI
  • O calor extremo, agravado pela crise climática, terá um impacto maior nas favoritas Argentina, Espanha e Portugal. A primeira das duas terá de enfrentar o percurso mais escaldante rumo ao troféu, com a probabilidade de pelo menos 6 dos seus jogos serem sob temperaturas superiores a 28 °C; também a segunda (5,7 jogos) e Portugal (5,9 jogos) terão de enfrentar encontros igualmente quentes, enquanto a equipa dos EUA, país anfitrião, tem o percurso com temperaturas mais baixas. Fonte.
  • Depois de reprovado o anterior traçado, o novo percurso da Linha de Alta Velocidade, no troço entre o Porto e Oiã, irá poupar várias casas, o campo de futebol de Guetim, a Quinta da Gata e a habitação ali próxima e o campo de futebol de Cassufas. Não escapam à demolição a casa de Rita Silva, em Guetim, quatro habitações em Anta e uma em Silvalde. A solução encontrada pelo consórcio foi a construção de túneis mineiros [feitos em perfuração e não por escavação em vala] e ligeiramente mais extensos, assim como um ligeiro desvio do traçado a nascente. Fonte.

segunda-feira, 8 de junho de 2026

MUNDIAL DE FUTEBOL VAI BATER RECORDES DE RECEITAS E POLUIÇÃO


O Mundial de Futebol de 2026 — ampliado para 48 equipas e sediada no México, Canadá e EUA— deverá tornar-se o evento desportivo mais lucrativo e mais poluente da história.

Investigadores da Universidade de Lausanne estimam que o torneio irá gerar entre 5 e 9 milhões de toneladas de CO₂, excedendo em muito os 1,75 milhões de toneladas das Olimpíadas de Paris de 2024, os 2,17 milhões de toneladas da Copa do Mundo de 2018 na Rússia e os 3,17 milhões de toneladas da Copa do Mundo de 2022 no Catar.

Embora todos os 16 estádios já existam, as grandes distâncias entre as cidades-sede — como os 4.500 km entre Miami e Vancouver — provocarão aumentos massivos nas viagens aéreas, a maior fonte de emissões. A FIFA espera que mais de cinco milhões de adeptos assistam aos jogos, ampliando ainda mais a pegada ecológica.

A FIFA é criticada por alargar os torneios (mais equipas, mais jogos, mais deslocações), não oferecer garantias de neutralidade climática após ter sido repreendida em 2023 por alegações enganosas e por continuar a expandir os eventos apesar dos evidentes impactos ambientais.

Os investigadores defendem que o «apetite insaciável pela expansão» da FIFA é incompatível com os objetivos de sustentabilidade.

sexta-feira, 22 de maio de 2026

AÇORES: PRESIDENTE DO GOVERNO REGIONAL DISTINGUIDO COM ÓSCAR DO OCEANO

  • O Presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, foi distinguido com o prémio internacional “Peter Benchley Ocean Awards”, na categoria “Excellence in National Leadership”, uma das mais prestigiadas distinções mundiais na área da conservação dos oceanos. A cerimónia de entrega dos prémios decorreu no Monterey Bay Aquarium, na Califórnia. Criados por Wendy Benchley e David Helvarg, os “Peter Benchley Ocean Awards” são considerados os “Óscares do Oceano”, distinguindo, todos os anos, personalidades e instituições que contribuem de forma exemplar para a proteção e recuperação do meio marinho. Fonte.
  • O Movimento Gaia Verde manifesta a sua preocupação com a realização do Festival Internacional de Forró no Parque de São Paio, junto à Reserva Natural Local do Estuário do Douro, nos dias 29 e 30 de maio entre as 13h e as 00h. Esta localização é desaconselhável para eventos desta dimensão, no qual são esperadas mais de 10.000 pessoas, devido à pressão sobre habitats, fauna e tranquilidade do espaço. A proximidade à reserva levanta riscos relacionados com ruído, afluência de público, produção de resíduos e iluminação dos espetáculos, todos fatores de enorme perturbação da avifauna. Recorde-se que este mesmo local já foi no passado objeto de uma luta intensa do movimento ambientalista de Gaia, contra a instalação do Festival Marés Vivas, precisamente devido aos impactos negativos que um evento de grande dimensão poderia causar num espaço de reconhecido valor natural.
  • Consulta públitraca até 3 de julho: O projeto de Quadruplicação do Troço Castanheira do Ribatejo – Azambuja, na Linha do Norte, entre o pk 34+100 e o pk 47+000, tem uma extensão de cerca de 12,9 km e encontra-se em fase de Projeto de Execução. Fonte.

terça-feira, 19 de maio de 2026

AÇORES: CONTAMINAÇÃO DE TANQUE DE COMBUSTÍVEL SUSPENDE ABASTECIMENTO DE AVIÕES CIVIS


A contaminação de um tanque de combustível na base das Lajes, nos Açores, está a suspender o abastecimento de aviões civis. FonteFantástico, nada a ver com o combustível para os aviões de guerra do vizinho. Uma distração para desviar as atenções sobre a polémica utilização da base das Lajes por parte de aviões de apoio à guerra no Irão. Entretanto, as memórias por vezes são inconvenientes: “Açores: Reportagem do Expresso sobre a contaminação dos solos na Terceira pela atividade da Base das Lajes galardoada com Prémio Gazeta de Imprensa 2018”.