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quarta-feira, 29 de julho de 2026

ESPINHO: BIRD VAI DE CARRINHO

Foto: DE

A Câmara de Espinho notificou a Birdempresa responsável pelo sistema de bicicletas e trotinetas elétricas de uso partilhado, para retirar todos os equipamentos existentes no concelho até 31 de julho, na sequência da caducidade do protocolo em 26 de março.


Logo em meados de maio de 2022 o blogue Ambiente Ondas3 alertava para uma série de problemas provocados pela introdução deste negócio nas ruas de Espinho. O alerta pareceu merecer a indiferença das autoridades locais, apesar do dilúvio de críticas proferidas nos cafés e praças públicas
Só em meados de outubro de 2022 é que os responsáveis eleitos pareceram ter despertado para o problema, tendo o blogue Ambiente Ondas3 disso dado conta:

Espinho: trotinetes Bird incumprem protocolo assinado com a autarquia

A presença das trotinetes Bird em Espinho está envolta em pormenores nebulosos, próprios de uma suposta negociata. Não houve transparência, não houve concurso público, a presença e operação da Fastbird Rides Portugal, Unipessoal, Lda. foi um facto consumado. Esta operadora foi isentada de taxas de ocupação de espaço público apesar de visar fins lucrativos. Assume uma atitude predadora ao impôr um euro só pelo prévio desbloqueamento da trotinete. Contrariando o previsto no protocolo assinado em março de 2022, não há parqueamentos visíveis e devidamente assinalados, nem regras visíveis e físicas de utilização. Além disso, parece não haver transparência fiscal: a empresa exige ao utente o número fiscal mas não emite fatura, apenas uma espécie de recibo com referência ao IVA aplicado, englobando tudo, não discriminando o euro exigido antes da prestação de qualquer serviço e omitindo data, hora, duração do serviço prestado, distância percorrida, preço por minuto e o nome oficial da empresa - Fastbird Rides Portugal, Unipessoal, Lda.
Por isso, o PSD aprovou, em reunião de Câmara, contra a forma como o negócio foi feito. Posteriormente, fez aprovar na reunião da Assembleia Municipal de 18 de outubro, - com a solitária abstenção do presidente da Junta de Freguesia de Paramos -, um documento recomendando à Câmara que procedesse a uma reflexão sobre os pontos negativos do serviço prestado, apontasse à operadora os incumprimentos do protocolo estabelecido, elaborasse um regulamento para melhorar a política de mobilidade em espaço urbano, criasse condições para obrigar a operadora a colocar as trotinetas nos pontos de partida e fiscalizasse adequadamente esta atividade, garantindo o cumprimento do protocolo estabelecido.

Desconhecemos se alguma vez o protocolo estabelecido foi alguma vez cumprido na íntegra. Finalmente, quatro anos depois de tanto abuso e rebaldaria, as trotinetes de aluguer são expulsas. Espinho, Braga e Gaia já puseram os pontos nos ii. Há uns anos, a ‘coisa’ correu mal para as operadoras a ponto de elas próprias terem debandado de Santarém, Almeirim, Cartaxo e Tomar.

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