A presença das trotinetes Bird em Espinho está envolta em
pormenores nebulosos, próprios de uma suposta negociata. Não houve
transparência, não houve concurso público, a presença e operação da Fastbird
Rides Portugal, Unipessoal, Lda. foi um facto consumado. Esta operadora foi
isentada de taxas de ocupação de espaço público apesar de visar fins
lucrativos. Assume uma atitude predadora ao impôr um euro só pelo prévio
desbloqueamento da trotinete. Contrariando o previsto no protocolo assinado em
março de 2022, não há parqueamentos visíveis e devidamente assinalados, nem
regras visíveis e físicas de utilização. Além disso, parece não haver
transparência fiscal: a empresa exige ao utente o número fiscal mas não emite
fatura, apenas uma espécie de recibo com referência ao IVA aplicado, englobando
tudo, não discriminando o euro exigido antes da prestação de qualquer serviço e
omitindo data, hora, duração do serviço prestado, distância percorrida, preço
por minuto e o nome oficial da empresa - Fastbird Rides Portugal, Unipessoal,
Lda.
Por isso, o PSD aprovou, em renião de Câmara, contra a
forma como o negócio foi feito. Posteriormente, fez aprovar na reunião da
Assembleia Municipal de 18 de outubro, - com a solitária abstenção do
presidente da Junta de Freguesia de Paramos -, um documento recomendando à
Câmara que procedesse a uma reflexão sobre os pontos negativos do serviço
prestado, apontasse à operadora os incumprimentos do protocolo estabelecido,
elaborasse um regulamento para melhorar a política de mobilidade em espaço
urbano, criasse condições para obrigar a operadora a colocar as trotinetes nos
pontos de partida e fiscalizasse adequadamente esta atividade, garantindo o
cumprimento do protocolo estabelecido.


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