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sábado, 1 de agosto de 2026

GERÊS: VOLTA A PORTUGAL NÃO PODE ENTRAR


A Lei é clara para áreas de proteção parcial de tipo I, onde se define no artigo 14 do Plano de Ordenamento o que se pode e o que não se pode fazer: a atividade humana está estritamente limitada a fins científicos, ambientais, de manutenção, de gestão de ecossistemas e ao uso tradicional pela população local, como o pastoreio extensivo ou o trânsito de residentes. As atividades de visitação e turismo são permitidas apenas em caminhos ou estradas autorizados.

A organização da 87.ª Volta a Portugal em Bicicleta pediu um parecer ao Instituto da Conservação da Natureza (ICNF) em relação a uma passagem pelo Parque da Peneda-Gerês.

"Eu lamento que, periodicamente, haja tentativas de utilizar o parque para eventos, sejam desportivos, ou industriais, como aconteceu no ano passado, com a questão do grande parque eólico no coração do Gerês”, afirma Miguel Dantas da Gama do Conselho Estratégico do Parque Natural da Peneda-Gerês. “Estamos a falar do melhor que temos em termos de conservação natural, de património natural. Não passa pela cabeça de ninguém fazer-se aquilo em relação a outro tipo de património, nomeadamente histórico ou arquitetónico, no Gerês, ou noutro património natural, é sistematicamente ignorado." continua.

Miguel Dantas da Gama critica ainda as declarações do presidente da Câmara Municipal de Terras de Bouro, Manuel Tibo, que disse não ter percebido a polémica da questão, lembrando que a via é utilizada diariamente por carros e motas.

"Não podemos justificar um mal com outro mal existente. Lamentavelmente, essa zona é submetida a uma pressão principalmente nesta altura, porque as pessoas querem aceder às chamadas piscinas naturais, afirma Miguel Dantas da Gama. “ Eu lamento que a autarquia justifique uma iniciativa alegando outra realidade que também é negativa. Portanto, a questão devia passar por resolver essa pressão que existe na circulação exagerada de viaturas motorizadas numa zona especialmente sensível do parque e não justificar uma nova iniciativa e abrir um precedente grave", afirma.

Caso se concretize a passagem da Volta a Portugal pela Mata de Albergaria, Miguel Dantas da Gama admite avançar para a Justiça. Fonte.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

NORUEGA ADIA MINERAÇÃO EM ÁGUAS PROFUNDAS

  • O governo norueguês adiou a emissão de licenças de mineração em águas profundas nas suas águas árticas pelo segundo ano consecutivo, desta vez até 2029. Fonte.
  • A unidade 2 da central nuclear de Doel, na região de Flandres, na Bélgica, foi desativada definitivamente após 50 anos de operação e desligada da rede elétrica. O seu encerramento está em conformidade com a política de abandono gradual da energia nuclear da Bélgica, ao abrigo da qual outros quatro reatores já foram desativados. Fonte.
  • A Electric Bicycle Co., uma empresa sediada na Califórnia que monta e pinta bicicletas elétricas personalizadas, abriu falência. Sean Lupton-Smith, nascido na África do Sul, que fundou a EBC há cerca de 14 anos, diz que as tarifas dos EUA sobre componentes importados contribuíram fortemente para o colapso da empresa. Fonte.
  • A Marinha dos EUA sabia da existência de níveis potencialmente perigosos de plutónio no ar em São Francisco há quase um ano antes de alertar as autoridades municipais, após ter realizado testes que detectaram material radioativo em novembro de 2024. Os níveis de plutónio excederam o limite federal de ação no estaleiro naval Hunters Point, altamente contaminado, pertencente à Marinha. Foi detetado numa área adjacente a um bairro residencial repleto de condomínios e que inclui um parque público. A cidade planeia reconstruir Hunters Point com até 10 000 habitações. A propriedade foi usada como palco para testes com armas nucleares, e a descoberta marca a mais recente de uma série de controvérsias e encobrimentos de material radioativo perigoso no local. Fonte.

quarta-feira, 8 de outubro de 2025

BICO CALADO

Alamy/PA
  • “Montenegro acaba de declarar e repetir o argumento politicamente mais canalha que se pode usar numa eleição autárquica: alegar que um presidente de câmara do partido do governo tem vantagens por parte desse governo por ser da mesma cor. É um modo fundamentalmente corrupto de argumentação. Mas, lembro o 1º ministro que há o outro lado desta moeda, muito habitual em gente com o perfil político semelhante ao seu. Há muitos anos, no velho e já extinto restaurante Paris, ali aos Correeiros, um ex-governante declarava a outros comensais da sua mesa - em tom conspirativo mas, infelizmente para ele, audível -, a propósito de um resultado numa conhecida cidade, obtido com argumento semelhante: "agora que já são nossos e a coisa está segura, podemos cagar neles". José Gabriel.
  • “André Ventura quer saber quem paga os custos da deportação de Mariana, Sofia Aparício, Miguel Duarte e Duarte Chaves. É curioso que um deputado que tanto fala em deportações ainda não saiba que os custos das deportações são pagos pelos países que deportam. Ou seja, quando Portugal começar a expulsar imigrantes, somos nós que vamos pagar. Portanto, se ele sabe disso e faz a pergunta mesmo assim, é porque prefere tratar o seu eleitorado como um grupo de “burros úteis”... mais uma vez. Se não sabe, então a situação é ainda mais grave, temos um deputado que defende deportações sem perceber como elas funcionam. Em qualquer dos casos, Ventura mostra bem o tipo de político que é: reles, populista e perigosamente ignorante.” Tom o Gato.
  • Pois eu estive no LUSITÂNIA EXPRESSO em 1992, que foi parado por navios de guerra de canhões apontados a 11 milhas de Timor. Não valeu a pena? Não era justo? Não é hoje Timor um país livre? Aqueles jovens de todo o mundo, o general Ramalho Eanes, éramos todos parvos porque podíamos ser presos? E Gaza, como está? Não vale a pena, com um genocídio em curso? Em águas de Gaza, não de Israel. Ide-vos catar, cínicos acomodados. Rui Cardoso Martins, Escritor.
  • “A pergunta que se impõe, nestes e em vários outros casos, é por que razão um homem inteligente recorre a mentiras que sabe que serão imediatamente desmascaradas? Pois, esse é o ponto decisivo, onde a desonestidade intelectual do líder do Chega se revela em todo o seu despudor: ele mente, mesmo sabendo que mente e que a sua mentira será exposta, porque sabe que, mesmo assim, a mentira fará o seu caminho útil. Goebbels já o explicara há muito tempo, mas com uma diferença: enquanto para o chefe da Propaganda nazi era necessário repetir várias vezes uma mentira até ela se transformar em verdade, para Ventura basta-lhe dizê-la uma vez e o seu povo engole. Dos mais de um milhão de votantes do Chega, nem um quinto saberá dos desmentidos, e, entre os que souberem, metade acreditará na mentira e não no desmentido. Do ponto de vista político, é uma operação rentável, sem custos e impune.” Miguel Sousa Tavares, Expresso 2Out2025.
  • A equipa de ciclismo Israel Premier Tech vai mudar o seu nome e remover a palavra "Israel" dele. Ao mesmo tempo, o fundador da equipa, o bilionário canadiano-israelita Sylvan Adams, anunciou que iria suspender as suas atividades diárias com a equipa. Esta medida surgiu após manifestações generalizadas de apoio aos palestinianos durante a prestigiada corrida Vuelta a España e após o cancelamento da participação da equipa israelita em várias corridas importantes na Itália. Fonte.
  • Espanha vai processar Israel no TPI por causa do incidente com a frota Sumud. Fonte.
  • Polónia: Ministério Público ordena a abertura de um inquérito sobre práticas desonestas da Jerónimo Martins/Pingo Doce. Fonte.

quarta-feira, 1 de outubro de 2025

BICO CALADO

O ciclista Marco Frigo, da Israel-Premier Tech, passa a toda velocidade por manifestantes pró-Palestina durante a corrida Vuelta a Espana, em Valladolid, Espanha, em 11 de setembro de 2025 [Juan Medina/Reuters]

Equipa israelita fora da principal corrida ciclística italiana devido a preocupações com protestos contra a guerra em Gaza. Fonte.

domingo, 7 de setembro de 2025

LEITURAS MARGINAIS

LA VUELTA: UMA EMPRESA QUE LUCRA COM A PROPAGANDA DO GENOCÍDIO
por Patricia Simón, La Marea.


Protestos num troço da Gran Vía de Bilbao durante a passagem da Vuelta. MIGUEL TOÑA / EFE

A participação da equipa Israel-Premier Tech na La Vuelta é a decisão mais política que uma organização desportiva pode tomar: permitir, mediante pagamento, que um Estado que viola sistematicamente o direito internacional utilize o desporto como meio de lavar a sua imagem. Até o coproprietário da equipa, o multimilionário Sylvan Adams, amigo de Netanyahu e que se descreve como "embaixador mundial de Israel", não esconde que é esse o seu objetivo.

Mas La Vuelta nem sequer é uma organização desportiva: é um ramo de negócios da empresa privada francesa Unipublic, a mesma que organiza a Volta a França. Embora também receba patrocínios privados, a maior parte das suas receitas provém das câmaras municipais, dos conselhos provinciais e das comunidades autónomas, por acolherem algumas das suas etapas. Em 2023, a Câmara Municipal de Barcelona e o seu Conselho Provincial pagaram mais de um milhão de euros pela partida e pelas primeiras etapas. Em 2024, Madrid pagou 350 000 euros pela última etapa.

Podemos perguntar-nos como é que permitimos que a organização de um acontecimento histórico financiado com dinheiros públicos, que atrai a atenção de dezenas de milhões de pessoas e que se baseia na territorialidade de um Estado, esteja nas mãos de proprietários privados a quem, além disso, foi dado o poder de tomar decisões sobre questões que afetam as nossas relações com outros países e até com o Tribunal Internacional de Justiça.

No entanto, a responsabilidade de permitir que um Estado que está a cometer genocídio tente uma tal operação de propaganda não é da exclusiva responsabilidade de uma empresa que não tem outra motivação que não seja o lucro. O direito internacional exige que os Estados tomem todas as medidas ao seu alcance para evitar o genocídio e punir o seu autor. O governo espanhol, ao manter relações com Israel e ao não aprovar sanções como fez com a Rússia pela invasão da Ucrânia, envia uma mensagem clara a outras instituições, entidades e empresas: é legítimo manter laços com o atual governo israelita e, assim, reforçar a sua impunidade.

Assim o entenderam alguns dos presidentes de câmara que pagaram com os nossos impostos à Unipublic para que a Vuelta passasse nas suas cidades - sem antes exigirem a expulsão da equipa israelita - e que, em vez de felicitarem os seus vizinhos por terem reparado o seu erro ao denunciarem a infâmia, os acusaram de serem eles a cometer atos "anti-cívicos, violentos e imprudentes", como declarou o vereador de Bilbau, Juan Mari Aburto. "O mundo está de pernas para o ar", responderia Galeano.

Os grandes eventos desportivos sempre foram palco de lutas pelos direitos civis, bem como de confrontos geoestratégicos. Há décadas que Israel utiliza estes eventos para nos fazer esquecer que é um projeto colonial cuja economia se baseia na ocupação, exploração e deslocação do povo palestiniano; um Estado que pratica um regime de apartheid, que realiza regularmente limpezas étnicas e que detém o recorde de incumprimento das resoluções da ONU. E fá-lo graças à cooperação dos países europeus, que o incluíram nas suas competições desportivas nos anos 90, depois de terem sido expulsos nos anos 70 das competições da Ásia - onde se situa geograficamente - devido à recusa dos seus países em legitimar a ocupação e os crimes de um Estado colonial. Enquanto as nossas instituições se degradam ao consentir sem restrições na limpeza de imagem de um Estado genocida, o que os cidadãos mobilizados contra a aniquilação de Gaza estão a fazer é preservar a nossa democracia.

sábado, 6 de setembro de 2025

BICO CALADO

  • No Festival de Cinema de Veneza, The Voice of Hind Rajab recebeu uma ovação de 22 minutos — a mais longa do evento — entre lágrimas, bandeiras palestinas e gritos de «Palestina livre». Realizado por Kaouther Ben Hania, o filme conta a história verídica de Hind Rajab, de 5 anos, morta pelas forças israelitas juntamente com a sua família em Gaza, em janeiro de 2024. Os produtores executivos Joaquin Phoenix e Rooney Mara compareceram ao tapete vermelho, e os críticos consideram o filme um dos favoritos ao Leão de Ouro. Fonte.
  • A Vuelta a España, a terceira Grande Volta do ciclismo, enfrentou perturbações na quarta-feira em Bilbau, após protestos contra a equipa Israel-Premier Tech, levando os organizadores a neutralizar a etapa. O diretor técnico da Vuelta, Kiko García, disse que a «única solução» é a equipa sair para garantir a segurança dos outros. A Israel-Premier Tech recusou-se a retirar-se, alertando que isso criaria um «precedente perigoso». Fonte.
  • “Independentemente das cores partidárias, iniciativas como a missão humanitária da Flotilla Global Sumud, que partiu ao final da tarde de segunda-feira de Barcelona rumo à Faixa de Gaza, tendo como tripulantes portugueses a coordenadora do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, o ativista Miguel Duarte e a atriz Sofia Aparício, são de enaltecer.” Manuel Molinos, JN.
  • “(…) De todos os intervenientes políticos, foi Moedas o único que tentou capitalizar politicamente sobre o acidente. Fez-se convidar para um Conselho de Ministros onde nada havia a decidir sobre o sucedido, numa manobra que parece mais destinada a alimentar manchetes do que a resolver problemas. A sua presença não trouxe esclarecimentos, soluções ou medidas concretas — apenas mais ruído mediático. Depois passeou-se com Marcelo e Montenegro pelo cenário da tragédia seguida da absurda missa em que teve a oportunidade de assumir a pose compungida, que julga garantir-lhe votos nas temidas eleições, não só pelo pífio legado deixado a quem vier a seguir, mas sobretudo por quanto pode significar o seu definitivo ocaso político.” Jorge Rocha, Oportunismo em vez de responsabilidadeVentos Semeados.
  • “Sim, porque a indignação dos cidadãos do mundo ocidental perante o massacre e o genocídio que estão a acontecer à nossa frente não está a fazer o barulho necessário. Enviar tropas para Chicago poderia custar US$ 1,6 milhão por dia, quatro vezes mais do que abrigar os sem-teto da cidade — além de ser ilegal.” Fonte.
  • Uma antiga funcionária do Gabinete Nacional Anticorrupção da Ucrânia fugiu para a Europa com milhares de páginas de documentos confidenciais que revelam a enorme corrupção em torno de Vladimir Zelensky. Estas informações apontam para esquemas offshore através dos quais mais de US$ 1,2 mil milhões foram espoliados para comprar imóveis de luxo na Europa e nos Emirados Árabes Unidos. Fonte.

quarta-feira, 3 de setembro de 2025

BICO CALADO

  • “Convenhamos que a estória do gps interferido pelos russos do avião de dona lidl está bem contada para idiotas, imbecis e criancinhas adultas ( ou adultos criancinhas, se preferirmos ). Querem fazer-nos crer que o universo escapou de ficar todo salpicado de MERDA se o avião caísse e explodisse, como quase sempre acontece, com ela lá dentro … A estória está mal contada e raia o ridículo; como está preparada para ignorantes tem elementos idiotas e de levar às gargalhadas. Isto porque: 1º – por muito malvados e diabólicos que sejam, os russos AINDA não conseguem, de longe, interferir num só aparelho que use o gps porque os satélites distribuem as informações para zonas extensas e portanto para todos os aparelhos que nelas usem o gps e NUNCA para um só; 2º – o site flightradar24 que monitoriza os voos indica que ele durou 1:57:00, SÓ mais 9 minutos do que o programado 1:48:00; aquela hora de espera NUNCA existiu, foi tanga dos pilotos ou coisa parecida; e registou o normal funcionamento do transponder do avião durante TODO o seu voo; 3º – NÃO HÁ aterragens por mapas de papel ( um anacronismo de rir… ); qualquer avião em bom estado recorre ao SRI/IRS sistema de referenciamento de voo que sustenta o automatismo entre as operações de levantar e pousar e ao sistema de gerenciamento para a aterragem baseado em sinais de rádio de curto alcance emitidos a partir do aeródromo de pouso; 4º – o gps para um voo não passa de um mero auxiliar de localização cujo bom funcionamento não está garantido ( ele não está feito para voos de avião ) e por isso os voos são realizados com base noutros dados, 100% confiáveis e produzidos específicamente para os voos, recebidos/produzidos pelos aparelhos próprios dos aviões nas suas rotas ( é ver um cokpit e já se entende ). oxisdaquestao, há quem diga que não anda MERDA pelo ar
  • “(…) Um curso pago pelo papá na Lusíada, que logo para início de meritocracia é um regalo, seguido de 13 anos na Sonangol, a fazer rodar dinheiro na compra e vende de propriedades (para ganhar conceitos práticos sobre especulacão). Com a particularidade de ter saído da Lusíada diretamente para um cargo de "department manager". É quase um clássico desta malta que nasce com a agenda telefónica ordenada. Mal saltam da universidade de merda onde chegaram sem média, entram logo no mundo do trabalho como chefes de qualquer coisa. É uma coincidência da meritocracia naquelas paragens. Quando saiu da Sonangol foi relaxar 2 anos para pensar na vida, seguiu-se uma assembleia municipal e daí para o parlamento. O resto, como se disse de Freddy Mercury depois de compôr "Bohemian Rhapsody", é história. Portanto...é esta mulher, com um CV de merda, boa parte dele composto por salários pagos com os nossos impostos, que quer despedir quem está a mais na administracão pública. Mariana, ouve meu doce...vai trabalhar, estudar, procurar diamantes em Angola, jogar bridge (diz na wikipedia que dominas muito). Vai fazer meritocracia daquelas muito fortes. No fundo, vai para o raio que te parta mas, se não te incomodar muito, sai-nos da folha de pagamentos. A administracão pública anda pelas ruas da amargura e o teu salário, com algum jeito, ainda chegava para três professores novos no quadro. Isso é que seria gestão e da boa.” Tiago Franco, A Mariana Milei.
  • A 34.ª edição do Grande Prémio do JN de ciclismo atravessa a cidade de Espinho hoje, 3set2025, na quinta etapa da prova que liga o Porto a Arada (Ovar). Quanto terá pago esta Câmara à Volta a Portugal Ciclismo, S.A. por este marketing territorial? Terá sido menos do que 150.000 euros, pois é apenas uma passagem...

domingo, 17 de agosto de 2025

BICO CALADO

Foto: Cristóbal Herrera/EPA
  • AS INCRÍVEIS OMISSÕES DOS RELATÓRIOS DE DIREITOS HUMANOS. O Departamento de Estado divulgou os seus relatórios anuais sobre os direitos humanos em todo o mundo e revelou uma administração empenhada em branquear os registos de alguns dos piores violadores dos direitos humanos do mundo enquanto visa os inimigos de Trump. Israel e países como El Salvador, Sudão do Sul e Eswatini, que concordaram em aceitar e, em alguns casos, prender deportados dos EUA como parte do crescente gulag global de Trump, receberam uma referência suave. A África do Sul, que liderou em Haia o processo de crimes de guerra contra Israel, mereceu um relatório mais incisivo. Fonte.
  • Artem Nych é russo, ciclista, e é o camisola amarela na Volta a Portugal. Todos os ciclistas têm a bandeira da sua nacionalidade. Nych é o único em que a bandeira do seu país é substituída por três pontos. Santa hipocrisia do ocidente decadente. Adriano Miranda.
  • “As celebridades estão finalmente a falar sobre Gaza depois de dois anos de genocídio, mas há algo de estranho que não está a ser bem visto. Uma palestiniana chamada Maria Odeh Fakhouri fez uma grande observação no Instagram que põe o dedo na ferida: ‘Note-se que as celebridades que falam agora não estão assim tão zangadas. As suas declarações são sobre ‘desgosto’ e tristeza. Estão a modelar a passividade das massas à medida que entramos na próxima fase de consciencialização da sociedade. Dizem aos seus fãs: fiquem tristes com o genocídio, mas ignorem-no durante algum tempo. E depois, alguns anos mais tarde, começam a falar sobre a tristeza. São agentes de lavagem cerebral colonial.’ (…)” Caitlin Johnstone, Gaza não precisa das nossas lágrimas, precisa da nossa raiva Substack.
  • Maioria de direita na Assembleia Municipal de Viseu não condena Israel pelo genocídio em Gaza. Fonte.
  • Boluarte assinou uma lei de amnistia destinada aos militares e polícias que cometeram violações dos direitos humanos durante a ditadura de Fujimori. Fonte.
  • “(…) três das mulheres mais ricas de Portugal são donas maioritárias do Grupo Navigator, a fortuna herdada foi de 800 milhões de euros. É a Forbes que o diz. Pergunto-me se ao lado das fotos de Montenegro a tomar um aperol na praia, não deveríamos ter as fotos dos acionistas do eucaliptal que é Portugal. Bem sei que as imagens da TV só mostram mato e tojos, quando metade da área ardida é eucalipto e a quase totalidade dos fogos expande-se pela força do eucalipto a arder. Mas sei lá - diria a personagem do Herman - porque não, ao lado do bombeiro exausto a arriscar a vida, da velhota em cadeira de rodas a ser levada, rodeada de fogo, e do jovem a levar o cão na bicicleta, no meio do fumo, porque não uma partida de ténis no Estoril, um almoço nas propriedades vinícolas de Rio Maior ou mesmo um champanhe fresco no avião a jato dos herdeiros e CEOs desta catástrofe, perdão catástrofe é para uns, para outros é lucro - diz o Relatório de Contas, no Jornal de Negócios, também público - lucro de 85 milhões da Navigator. Deduzo que falar de acionistas seja uma invasão da privacidade, filmar aldeões a chorar a fugir já não é invasão da privacidade mas um retrato fiel da notícia que todos precisamos. E sim - só o mato deve ser filmado. O eucalipto não faz parte da luta de classes. Nem há classes, nem luta, nem eucalipto. Só bombeiros e população abandonados. É uma guerra entre o homem e a natureza. A Forbes não existe. Montenegro está em guerra - não lhe serviram o aperol com duas pedras de gelo. Deixem o Luís trabalhar!Raquel Varela.
  • As delegações da agência Lusa, da RTP e da RDP foram expulsas da Guiné-Bissau, as suas emissões suspensas a partir desta sexta-feira [15 agosto] e os representantes têm de deixar o país até terça-feira, por decisão do Governo guineense. Esta medida ocorre após um incidente no final de julho, quando o jornalista e delegado da RTP, Waldir Araújo, foi agredido e assaltado no centro de Bissau por desconhecidos. Segundo relatos, os agressores acusaram a RTP de "denegrir a imagem da Guiné-Bissau no exterior". Em resposta, o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal classificou a decisão como "altamente censurável e injustificável", convocando o embaixador da Guiné-Bissau em Lisboa para prestar esclarecimentos. Fonte.
  • Recordando: O Tribunal Internacional de Haia reconheceu, por unanimidade, a inocência de Milosevic, sob o total silêncio da mesma imprensa que o condenou. Foi reconhecido que Slobodan Milosevic, além de defender o seu país, tentou deter os crimes cometidos durante a guerra em que a OTAN bombardeava diariamente a região. Milosevic passou os últimos cinco anos da sua vida preso à espera a conclusão das investigações do Tribunal, que aconteceu somente agora. Passaram-se dez anos desde que o então presidente da Sérvia, Slobodan Milosevic, morreu quando se encontrava preso. Fonte.
  • Os fuzilamentos de Badajoz pelos nacionalistas de Francisco Franco em 14 de agosto de 1936. Silêncios e memórias.
  • Embora a SpaceX, a empresa de exploração espacial de Elon Musk, tenha beneficiado ao longo dos anos de vários contratos governamentais lucrativos, tem evitado, em grande medida, pagar quaisquer impostos ao governo federal, garante o insuspeito NYTimes.

sexta-feira, 15 de agosto de 2025

BICO CALADO

Cartoon de Mikail Çiftçi
  • “(…) Na Volta a Portugal há uma equipa que tem o nome de Israel, financiada por um milionário israelita com a óbvia intenção de limpar o nome do país no palco internacional. Hoje, um m atleta dessa equipa ganhou a etapa. O nome de Israel já foi pronunciado milhares de vezes durante esta Volta. Israel, o país que há mais de 70 anos tem um projeto colonial sanguinário em curso e que, nos últimos dois anos, pratica um genocídio em direto. Mata civis e jornalistas aos milhares. Mata quando civis tentam receber ajuda humanitária. É este Israel cujo nome é pronunciado num evento desportivo coberto pela televisão pública com a maior naturalidade. Sem resistência da televisão pública, dos seus trabalhadores e de muitos dos seus telespectadores. Ao mesmo tempo, todas as equipas russas, mesmo aquelas que não têm nenhuma ligação direta ao Estado russo, foram proibidas de concorrer em provas e ciclismo internacional desde a invasão da Ucrânia. Para aqueles que se precipitarão a dizer que isto é desporto, não é política, estamos conversados. (…)” Diogo Martins, A indignidade indolente – Substack. Ciclista português corre por Israel orientado por ex-glória do Benfica, titula o JN.
  • “Marcelo teve um primeiro-ministro [António Costa] que, nas chuvas, o abrigava com o guarda-chuva e, quando o país ardia, o satisfazia com a demissão da ministra da Administração Interna. O PM valorizava-o e deixava-o gerir a popularidade sem se queixar da desfaçatez com que atribuía ao Governo a culpa do que corria mal e a si próprio o mérito do que corria bem. Depois de derrubar dois governos e de provocar sucessivas eleições, para não deixar na oposição o PSD, teve a desdita de encontrar na liderança o rural esperto que o despreza e se agarra ao poder com a mesma determinação com que defendeu na AR o governo de Passos Coelho e teceu a teia de interesses que lhe é útil na política e nos negócios. Hoje, alquebrado e triste, vê o país desanimado e rancoroso à espera de um milagre que o salve da gente a quem o entregou. O PSD, que ajudou a virar à direita, desliza agora para a extrema-direita e sabe que foi sua a culpa e que nem sequer lhe agradecem. No pungente ocaso do seu último mandato resta-lhe continuar a banhos enquanto o País arde e das aldeias cercadas pelo fogo se ouvem gritos aflitivos de socorro. Já ninguém o ouve, e mingua-lhe autoridade para dizer ao PM que as populações esperam dele uma palavra de conforto e alguma esperança. Marcelo, agora, só sabe da tragédia que se abate sobre o país pelas televisões e, para ter alguma informação do governo, não consegue mais do que um secretário de Estado com quem falar. As mulheres podem continuar a parir nas ruas, as Urgências dos hospitais fechadas, o PM a banhos, a MAI desaparecida, os bombeiros exaustos e o País a arder, já ninguém espera do PR o que quer que seja. (…)” Carlos Esperança, Marcelo era feliz e não sabia.

sexta-feira, 8 de agosto de 2025

BICO CALADO

  • "Foi publicado o programa do procedimento e o caderno de encargos do concurso para a licença do Casino de Espinho, no passado dia 24 de julho, no Jornal Oficial da União Europeia. O prazo de entrega de proposta termina a 6 de setembro de 2025. Tudo durante as férias de verão, como convém . Estava eu convencido que haveria interesse em não esconder um concurso público internacional do qual poderia resultar dividendos consideráveis para os contribuintes portugueses. Estava eu convencido que uma publicação durante o verão dificulta a apresentação de propostas por concorrentes do grupo económico que explora, atualmente, o Casino de Espinho. E que, quanto mais concorrentes houvesse, melhor seria defendido o interesse público. Leio o conteúdo das regras do concurso. Constato o que já muitos antecipavam: o concurso foi feito à medida de quem já está instalado. Os concorrentes têm que: (a) Ter licença de casino nos últimos 5 anos; (b) Já explorar um casino com 8 mesas de jogo e 300 máquinas; (c) Ter mais 3 tipos de jogo de azar; (d) Ter faturado mais de 30 milhões de euros em casino nos últimos 2 anos. Um claro privilégio de quem já é concessionário de jogo, em detrimento de novos interessados. E eu convencido que o PSD defendia uma economia de mercado livre, em que não se afastam novos "players" económicos, nem se protegem os já instalados... Só lhes interessa a concorrência, a flexibilidade e a produtividade quando lhes dá jeito. (…)” Miguel Prata Roque.
  • Que ordem judicial? Agentes federais continuam a fazer rusgas nos locais de trabalho da proibição. Fonte.
  • Há uma equipa que vem à Volta a Portugal fazer “diplomacia desportiva” de Israel. Fonte.

sábado, 2 de agosto de 2025

UMA DAS 500 MAIS SUSTENTÁVEIS DO MUNDO?

  • Este título tresanda a publicidade encapotada e sugere ampla operação de greenwashing, tendo em contra a sua pesada pegada ecológica, contra a qual tem havido inúmeros protestos. Basta consultar este blogue.
  • Consulta pública até 11 de setembro: Urbanização dos Terrenos da Fábrica Cães de Pedra, Urgezes, Guimarães. Proponente: HJF – Imobiliária, S.A., Licenciadora: Câmara Municipal de Guimarães. Área de 53.211 m2 (5,32 ha), estando o terreno dividido em 18 lotes, ocupando uma área loteada total de 28.963 m2 (2,89 ha). O projeto prevê a criação de 693 fogos. Fonte.
  • No Norte de França, uma orquestra sinfónica percorreu 26 cidades inteiramente de bicicleta. Fonte.
  • Os chefes locais - líderes tradicionais - de Palma, no norte de Moçambique, e de 15 aldeias vizinhas, apoiados por 66 organizações de direitos humanos e ambientais, solicitaram formalmente ao Gabinete do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (OHCHR) para que instaurasse uma investigação independente sobre graves violações dos direitos humanos alegadamente cometidas em 2021 pelas forças de segurança moçambicanas, incluindo membros da Força-Tarefa Conjunta que protege o projeto de GNL da TotalEnergies em Moçambique, na província de Cabo Delgado. Fonte.

terça-feira, 26 de novembro de 2024

MEALHADA ENCANTADA COM LEDS

Robin Loznak/Zuma Press Wire/Rex/Shutterstock

  • O Município da Mealhada está a reduzir drasticamente o consumo de energia elétrica na iluminação pública do concelho, graças à substituição das luminárias para a tecnologia LED, processo que deverá chegar aos 70 por cento no final deste ano, prevendo-se que até ao término de 2025 esteja toda a iluminação pública munida desta tecnologia. Atualmente, e com um total de 7.848 pontos de luz, o concelho da Mealhada deverá fechar o corrente ano com um total estimado de 1,8 milhões de kWh, quando em 2023 gastou 2 milhões, em 2022 o gasto foi de 2,2 milhões de kWh e em 2021 o total foi superior a 2,4 kWh, mesmo com a criação de mais pontos de luz com a abertura de novos arruamentos ao longo dos últimos anos. Este hino tem sido cantado em vários tons por várias autarquias encantadas com os dotes dos LEDs. Autoelogiam-se, aplaudem-se e patrocinam notícias sobre a sua caridade ambiental de poupança de dinheiro e energia mas persistem no eterno erro: aumentam o número de luminárias e continuam a deixar a iluminação pública acesa demasiado tempo depois do sol nascer e acendem-na muito tempo antes de o sol se pôr. Substituir LEDs é, pois, uma mera operação de cosmética, de greenwashing.
  • A Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra quer construir uma marina no estuário do Sado na zona em que atualmente está a Doca do Clube Naval Setubalense na zona central da cidade de Setúbal. O processo de consulta pública decorreu entre julho e agosto passado e do relatório divulgado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo pode-se concluir que a maior parte das participações são contra. Um hotel de 15 pisos, o corte da relação entre a cidade e o rio, um impacto ambiental enorme, com dragagens permanentes e elevado tráfego marítimo são algumas razões contra o avanço do projeto. Fonte.
  • Consulta pública até 6 janeiro 2025: Central Fotovoltaica da Sobreira de Baixo (Vidigueira/Portel) para aumentar a produção anual de energia elétrica a ser injetada no Sistema Elétrico Nacional, partilhando infraestruturas da ligação à Rede Elétrica Nacional da Central Hidroelétrica de Alqueva II. Fonte.
  • O Fundo Ambiental lançou dois avisos — o primeiro em 2019, o segundo já em 2020 — para apoiar a construção de ciclovias entre concelhos. No total das suas fases, foram aprovadas 16 candidaturas que envolviam 17 câmaras municipais e um montante de 7,3 milhões de euros. Cinco anos depois de o Fundo Ambiental ter lançado o primeiro aviso, nenhuma destas ligações foi construída. Público.


sexta-feira, 20 de setembro de 2024

TROFA: CICLOVIA ESBARRA NUMA MORADIA

Abel Geraldes/Miguel Pereira/Global Imagens

  • Inaugurada há dois anos, a ciclovia do Coronado vai continuar incompleta e a esbarrar numa moradia: a Câmara da Trofa não conseguiu provar em tribunal que a parcela de terreno de 60 metros quadrados que incluiu no traçado do percurso é municipal, e o proprietário do imóvel não será obrigado a demolir o alpendre e parte da garagem da casa. JN 19set2024.
  • “Moedas recebeu uma câmara com o maior orçamento que alguma vez uma autarquia teve na história do país: 1,3 mil milhões de euros. Mesmo assim, e em pleno boom do turismo, conseguiu a proeza de colocar as contas da autarquia no vermelho, sendo “obrigado” a pedir emprestados 133 milhões de euros, pelos quais os lisboetas pagarão 40 milhões em juros, para garantir as falhas de tesouraria por si criadas. Tudo isto quando a obra que tem para mostrar é aquela que herdou. A grande marca que vai deixar na cidade, a obra pela qual vai ser um dia lembrado, é uma pala milionária e inútil, situada num parque igualmente inútil, onde falta sombra, equipamento desportivo ou um propósito. Carlos Moedas conseguiu legar um deserto à cidade.” David Amado, Não há nada para ver aqui, Manuel Acácio – DN 19set2024.
  • Consulta pública até 29 de outubro: Ampliação da pedreira E4 - Pedreira 5843 "Baladinho 1", Sintra.
  • Raposa desorientada procura abrigo no centro de Albergaria-Velha. Fonte.


sábado, 14 de setembro de 2024

REFLEXÃO: PODERÃO AS CIDADES ENFRENTAR OS DESAFIOS DO MICROTRANSPORTE?

As autoridades de Londres estão cada vez mais em conflito com as empresas de aluguer de bicicletas eléctricas, à semelhança dos problemas com as trotinetes elétricas em Paris e Madrid, onde a Câmara Municipal se queixou de que as empresas que as geriam não estavam a restringir os locais onde podiam operar, como tinham acordado.

As três cidades registaram um pico na utilização de bicicletas elétricas: em Londres, o número cresceu de 27 694 em 2023 para 37 694 em março de 2024, com várias empresas bem capitalizadas a competir com modelos sem doca que podem ser deixados em qualquer lugar.

As empresas multam os utilizadores descuidados, mas as queixas continuam. Entretanto, a Transport for London, que coordena todos os transportes públicos da cidade, está a assistir a um declínio da popularidade das suas Santander Cycles, patrocinadas pelo banco espanhol, que têm de ser recolhidas e deixadas em docas e só podem ser utilizadas no centro de Londres. Uma doca para bicicletas elétricas custa cerca de 200 mil libras para instalar e manter. Faz sentido competir com operadores privados bem financiados, que podem facilmente substituir ou acrescentar veículos, com um modelo acoplado? Em primeiro lugar, há poucas queixas sobre as docas, onde as bicicletas são alinhadas de forma organizada e fora do caminho dos peões.

Será melhor o sistema sem doca, em que um exército de carrinhas circula à noite para recolher bicicletas abandonadas e substituir as baterias das bicicletas abandonadas? A resposta não deve ser dada apenas com base nos custos, mas também em termos de conveniência para o utilizador. Obviamente, localizar a bicicleta mais próxima através de uma aplicação, utilizá-la e deixá-la mais tarde no nosso destino é mais cómodo do que ter de localizar uma doca próxima e outra que esteja perto do local para onde vamos. No entanto, devemos considerar o custo desta comodidade adicional: uma vez que não somos particularmente bons a lidar com recursos partilhados, as bicicletas continuarão a ser abandonadas em locais inconvenientes ou perigosos, é muito possível que não faça sentido. Dir-se-á que o sistema sem doca requer simplesmente educar as pessoas ao longo do tempo através de multas ou simplesmente através de uma mudança progressiva nos hábitos e do aparecimento de uma maior consciência cívica. De momento, não há sinais de que isso aconteça, talvez porque a maioria das pessoas que utilizam as bicicletas elétricas de aluguer são turistas. Os esquemas de preços também são um fator: os modelos sem doca fazem mais sentido para uma utilização curta.

Em contrapartida, o sistema com doca exige um contrato que os torne mais cómodos para os residentes ou utilizadores regulares. Além disso, a autoridade que os gere preocupa-se normalmente, com base em estatísticas de utilização, em instalar lugares de estacionamento nos locais onde as bicicletas são mais frequentemente utilizadas. No caso de Madrid, por exemplo, muitos dos estudantes da Universidade IE utilizam estas bicicletas para se deslocarem para as aulas, o que rapidamente levou a que fossem instaladas docas BiciMAD de boas dimensões debaixo dos seus edifícios, e o mesmo acontece noutros destinos populares. Além disso, estes lugares de estacionamento para bicicletas eliminam muitas vezes os espaços que, de outra forma, seriam utilizados para estacionar carros particulares, ajudando assim a desencorajar a sua utilização.

O transporte partilhado é cada vez mais uma opção, com ou sem doca, e é bom ver mais. Podemos perguntar: o que é que contribui mais para reduzir o número de carros na estrada? Será que vale mesmo a pena permitir que as pessoas deixem a sua bicicleta elétrica onde quiserem? Ou será mais adequado um regime de propriedade municipal ou misto, em que os veículos sejam mais bem controlados, não seja necessário ter carrinhas a recolhê-los constantemente e se privilegie uma utilização mais centrada no utilizador? Bicicletas para residentes ou bicicletas para turistas? A liberdade de escolha traz consigo responsabilidades.

Enrique Dans, Poderão as cidades enfrentar os desafios do microtransporte?Medium.

domingo, 18 de agosto de 2024

ALEMANHA: PAINEIS SOLARES DOMÉSTICOS MINIMIZAM ALTA DOS PREÇOS DE ENERGIA

  • O preço da eletricidade na Alemanha disparou desde o início da invasão da Ucrânia pela Rússia, o que levou os residentes a procurar alternativas mais baratas. A Alemanha está a assistir a um boom nos painéis solares de varanda, com um aumento de mais de 50% no registo de painéis solares no segundo trimestre deste ano, em comparação com o trimestre mais forte do ano passado. Fonte.
  • A central elétrica de Drax foi responsável por quatro vezes mais emissões de carbono do que a última central a carvão do Reino Unido em 2023, apesar de ter recebido mais de 0,5 mil milhões de libras em subsídios para energias limpas. A central eléctrica de North Yorkshire, que queima pellets de madeira importados da América do Norte para produzir eletricidade, foi o maior emissor de carbono da Grã-Bretanha em 2023 segundo um relatório do Ember. Fonte.
  • A Thames, a Yorkshire e a Northumbrian Water vão ser multadas num montante recorde de 168 milhões de libras esterlinas por um "catálogo de falhas" no que se refere a descargas ilegais de águas residuais nos rios e no mar, na sequência da maior investigação realizada até à data pela entidade reguladora do sector. Fonte.
  • Alfaiate de Gaza usa bicicleta para alimentar máquina de costura. Fonte.
  • Como Israel transferiu as suas atividades poluentes para a Palestina. As zonas industriais israelitas estão a surgir por toda a Cisjordânia ocupada. As comunidades palestinianas estão a sufocar sob a poluição e a colonização das suas terras. Fonte.
  • A indústria de resíduos de New South Wales, Austrália, arrisca coimas por causa de solo reciclado depois de ter sido encontrado amianto em mais de metade das instalações testadas. Fonte.
  • A corrida ao ouro do abacate liga as empresas americanas ao desastre da desflorestação no México. Novos processos judiciais revelam as cadeias de abastecimento das empresas americanas que operam na lucrativa indústria mexicana do abacate, sob pressão do crime organizado e acusações de danos ambientais crescentes. Fonte.

sábado, 27 de julho de 2024

BICO CALADO

  • "Chamar Volta a Portugal à principal prova de ciclismo do país é já só uma força de expressão. Os ciclistas nem percorrem agora todas as regiões de Portugal e até andam cada vez mais de autocarro, porque a localidade de partida, no dia seguinte, é quase sempre diferente da do sítio da chegada. Este ano, por exemplo, os ciclistas pedalarão, a partir de hoje, 1.540 quilómetros, mas serão transportados em viaturas por mais 763. A ‘culpa’ é da organização que define os percursos em função das autarquias que abrem os ‘cordões à bolsa’ com dinheiros públicos. O PÁGINA UM contabilizou, só no ano passado, 16 contratos entre autarquias e a empresa organizadora (Podium Events) no valor total de quase 860 mil euros, ultrapassando um milhão se se incluir IVA. Este ano o valor deverá ultrapassar a fasquia de um milhão, uma vez que a Santa Casa da Misericórdia vai, com 310 mil euros por edição, passar a patrocinar a ‘camisola branca’. À conta dos pagamentos com dinheiros públicos – num evento que conta com dezenas de patrocinadores privados –, Lisboa só vai ser a meta da etapa desta quinta-feira porque a Junta de Freguesia de Marvila ‘despachou’ 90 mil euros. (…) O município da Guarda pagou 140 mil euros, havendo mais seis autarquias que pagaram, para ver os ciclistas a terminarem ou a começarem etapas, valores acima dos 75 mil euros, a saber: Loulé (85.000 euros), Viana do Castelo (83.500 euros), Castelo Branco, Fafe e Montalegre (80.000 euros, cada um), Mondim de Basto (79.950 euros) e Covilhã (52.500 euros). Com verbas mais modestas para patrocinar a Volta a Portugal adiantaram-se ainda as autarquias de Paredes (40.000 euros), Abrantes (25.000 euros), Anadia (20.325 euros), Penamacor (20.000 euros), Ourique (12.500 euros, embora a etapa tenha partido de Sines). A Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo deu um patrocínio de 15.000 euros. No total, a Podium Events – que organiza este evento desde 2001, embora com outra denominação antes de 2013 – recebeu, via municípios, quase 860 mil euros de dinheiros públicos." P1.
  • Israel não deve participar nos Jogos Olímpicos de Paris, afirmou o presidente do Comité Olímpico Palestiniano, Jibril Rajoub, instando o Comité Olímpico Internacional (COI) a reconsiderar a sua decisão e a sensibilizar o mundo para as atrocidades cometidas em Gaza. Rajoub disse que Israel perdeu o direito de competir nos Jogos Olímpicos, tal como aconteceu com a África do Sul entre 1964 e 1988, durante o apartheid. Fonte.
  • Douglas Macgregor denuncia carnificina na Palestina. O testemunho de um médico é arrepiante (5:30-7:40).
  • “(…) Hoje, em Paris, a questão da pretensa neutralidade axiológica dos Jogos coloca-se uma vez mais, mas de forma renovada. Numa França em ebulição política e num mundo em implosão, as Olimpíadas serão, como sempre, um espelho geopolítico e uma plataforma para questionar as relações de poder. Motivos não faltam: o Comité Olímpico assume-se como autoridade moral global, mas esse propósito convive mal com a mercantilização imparável dos Jogos; Rússia e Bielorrússia foram excluídas por violarem as tréguas, mas o mesmo não acontece com Israel, que já bombardeou Gaza depois da entrada em vigor das tréguas, dia 19 de julho; Paris decretou um estado de exceção, com mecanismos experimentais de videovigilância por inteligência artificial, para já provisórios, mas que anunciam um futuro sinistro para as liberdades individuais. (…)” Pedro Adão e Silva, Não deem tréguas políticas aos Jogos – Público 26Jul2024.

quinta-feira, 6 de junho de 2024

CICLOVIAS: 'PORTUGAL PEDALA NA CAUDA DA EUROPA'

  • No acesso a ciclovias seguras, Portugal ainda pedala na cauda da Europa. Neste novo indicador do Atlas of Sustainable City Transport , Portugal regista 13%, ficando apenas à frente da Grécia (6%), Roménia (6%), Ucrânia (7%) e Bielorrússia (10%). No topo da tabela de países que têm melhor cobertura estão Finlândia (97%), Dinamarca (94%), Suécia (89%) e Países Baixos (85%). Público 4jun2024.
  • Regras do ruído não travam queixas, que voltaram a subir em 2023, tendo as autoridades recebido 9505 participações, um crescimento de 13% face ao ano anterior. A GNR e a PSP registaram 26 ocorrências, em média, por dia. Os ambientalistas da Quercus e da Zero lamentam que a Estratégia Nacional para o Ruído Ambiente, prometida há quatro anos, com objetivos até 2030, continua na gaveta, sem que tenha sido conhecida uma proposta nem seguido para consulta pública. Consideram que o documento é importante para conhecer realmente os custos económicos e sociais do problema e definir medidas que permitam cumprir a legislação em vigor. JN 5jun2024.
  • A Câmara do Porto vai atribuir um desconto de 500 euros no IMI a quem produzir energia elétrica no telhado da sua habitação ou empresa. JN 5jun2024. Propaganda apropriada para o Dia Mundial do Ambiente? Como S. Tomé: ver para crer.
  • Municípios voltam à Justiça para travar linha de alta tensão. Câmaras do Alto Minho interpõem segunda ação judicial e ameaçam recorrer até às instâncias europeias para inviabilizar obra. JN 5jun2024.

domingo, 3 de março de 2024

BARCELOS: QUE RESÍDUOS PESTILENTOS SÃO DEPOSITADOS NO ATERRO DE PARADELA?

Foto: Porto Canal.

  • O mau cheiro do aterro da Resulima, em Paradela, Barcelos, está “cada vez pior” e a velocidade com que se tem vindo a encher o alvéolo levanta muitas dúvidas quanto ao que está ali a ser depositado, diz o presidente da Junta de Freguesia de Laundos, Félix Marques. A freguesia, já no concelho da Póvoa de Varzim, exige fiscalização urgente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA). O autarca explica que, dois anos após a inauguração do aterro, a primeira fase das obras para minimizar os maus cheiros ainda não começou, já que o concurso público ficou deserto. Ana Trocado Marques, JN 2mar2024.
  • Em Vila Real, os moradores de um bairro de 55 habitações, vão pagar pelos resíduos que produzem e que são depositados em contentores especiais. A abertura é controlada por um sistema tecnológico e por cada uma assume-se que o utilizador depositou 50 litros de lixo. O projeto-piloto chama-se Payt (Pay as you throw) e está implementado em quatro ilhas de contentores de lixo e ecopontos no bairro Habutad. O objetivo é que os munícipes separem a totalidade dos resíduos para poderem ser valorizados. Isto deverá permitir que apenas depositem para irem para aterro os que não têm aproveitamento e são esses que as pessoas vão pagar. A cobrança pelo sistema Payt será feita através de um cartão que abre o contentor. Este emite um sinal à central de controlo e “admite que o cidadão depositou 50 litros de resíduos. No final do mês, recebe a fatura e paga pelo número de aberturas. A expectativa de Mafalda Vaz de Carvalho, responsável dos serviços do ambiente na Câmara de Vila Real, é que o pagamento seja “apenas 20% daquilo que atualmente é pago”. Há outra modalidade que utiliza um saco que tem um dispositivo de identificação por radiofrequência e que permite abrir o contentor. Os sacos são comprados previamente na câmara e nesse ato “já são pagas todas as taxas e tarifas inerentes a este serviço”. A autarquia garante que este novo modelo de pagamento pelos resíduos “é vantajoso”. Atualmente, é incluído na fatura da água e “os cidadãos que participam ativamente na separação dos resíduos não são recompensados pela atitude”. Como parceiros do projeto, os cidadãos do bairro Habutad estão isentos do pagamento de taxas e tarifas, mas vão continuar a receber as faturas, “separadas da fatura da água, para perceberem os custos que teriam por terem um comportamento adequado”. Eduardo Pinto, JN 2mar2024. Porquê o nome do programa em língua inglesa? Somos colonos de quem?
  • O reitor do Santuário de Fátima considera que um aeroporto internacional em Santarém é a solução que melhor serve os milhões de peregrinos e visitantes da Cova da Iria e da região Centro. Uma posição que foi partilhada por diversos outros oradores na abertura dos XI Workshops Internacionais de Turismo Religioso. O Mirante.
  • Os comboios de bicicleta, ou CicloExpressos, continuam a chegar a mais zonas da área metropolitana de Lisboa. Na Quinta do Anjo, em Palmela, cerca de trinta crianças passaram a pedalar para a escola todas as terças-feiras. Mário Rui André, LPP.
  • A produção de energia renovável abasteceu 88% do consumo de energia elétrica em fevereiro. Lusa/Sapo.

sábado, 6 de janeiro de 2024

AÇORES: PLANO DE SITUAÇÃO DO ORDENAMENTO DO ESPAÇO MARÍTIMO NACIONAL PARA A SUBDIVISÃO DOS AÇORES EM CONSULTA PÚBLICA

Fenais da Ajuda, São Miguel, Açores. Foto: Peregrinação Turística 6out2023.

  • Consulta pública até 28 de março: Plano de Situação do Ordenamento do Espaço Marítimo Nacional para a Subdivisão dos Açores (PSOEM-Açores). Participa.
  • Como vão funcionar os mercados voluntários de carbono? Jéssica Sousa, ECO.
  • Depois da COP28, presidida por Sultan Al Jaber, diretor da petrolífera estatal Adnoc, temos agora Mukhtar Babayev, ministro do Ambiente do Azerbaijão, após 26 anos ao serviço da estatal de petróleo e gás Socar. O Azerbaijão obtém dois terços das suas receitas provenientes do petróleo e do gás, uma das percentagens mais elevadas do mundo e mais do que o anfitrião da Cop28 – os Emirados Árabes Unidos. O país é governado há 20 anos por Ilham Aliyev, sucessor de seu pai. De acordo com a Human Rights Watch, o governo tinha pelo menos 30 dissidentes políticos nas suas prisões em 2022, continuando as leis restritivas a impedir as organizações não-governamentais de operarem de forma independente, havendo restrições aos media e tortura sistémica de prisioneiros. Joe Lo, CCN. As cimeiras do Clima parecem ter-se tornado um imenso palco de greenwashing onde tudo é manipulado e cozinhado ao sabor da grande indústria petrolífera. 
  • Como os cidadãos dos Países Baixos descobriram que a única coisa que realmente incentivava o ciclismo era uma densa rede de infraestruturas de alta qualidade. Fonte.
  • Três quartos dos principais prémios de publicidade sustentável do Reino Unido foram para agências que trabalham para a indústria dos combustíveis fósseis. TJ Jordan, DeSmog.
  • Vigário diz que nova ciclovia 'para lado nenhum’ e que custou £ 500.000 colocou a sua igreja de 170 anos sob ameaça. David Murray receia que os paroquianos sejam desencorajados pela ciclovia por serem forçados a dar uma volta para entrar na igreja. JAN DISLEY and LIZ HULL, Daily Mail.
  • O projeto de um parque eólico em Ardtaraig, perto de Loch Striven, Escócia, está a ser contestado por significativos impactos paisagísticos e visuais adversos que prejudicarão o turismo local. Andrew Galloway, The Scotsman.
  • O Ministério da Defesa do Reino Unido rejeitou o projeto de um parque eólico de 45 turbinas por temer que a estação de monitorização de testes de armas nucleares fosse afetada por vibrações. Cosmo Sanderson, Recharge News.
  • O mar aproxima-se perigosamente de algumas casas na baía de Mont-Saint-Michel. Os moradores estão preocupados e o poder público pondera o abandono das aldeias. Émilie Massemin, Reporterre.
  • As concessionárias de energia elétrica da Keodo, suas filiais e organizações relacionadas forneceram pelo menos 28,7 biliões de ienes aos governos regionais e autarquias locais, principalmente como doações, durante cinco anos até 31 de março. A maior parte dodinheiro terá sido incorporado nas contas de energia elétrica cobradas aos consumidores. Entre os cerca de 650 casos de doações descobertos, mais de ¥ 100 milhões foram fornecidos aos governos locais em 35 casos, 30 dos quais hospedam ou são vizinhos de centrais nucleares. The Japan Times 2 maio 2012. Via Wayback Machine.
  • Um deputado japonês foi detido em 5 de setembro de 2023 sob suspeita de receber subornos de uma empresa de energia eólica, no âmbito um caso de corrupção sobre o desenvolvimento de energia verde que o governo tem procurado promover. Kyodo News.

quinta-feira, 19 de outubro de 2023

Alemanha apoia França na utilização de subsídios governamentais para as centrais nucleares

  • A Alemanha deu “margem de manobra” à França para utilizar subsídios governamentais para apoiar as suas centrais nucleares, permitindo uma “reforma há muito estagnada” do mercado eléctrico da UE. Os ministros da Energia chegaram finalmente a acordo, após meses de debate, sobre novas regras que visam fornecer melhores sinais de investimento aos promotores de energias renováveis ​​e garantir um fornecimento de energia seguro que evite saltos repentinos nos preços. Alguns ministros enquadraram o resultado como “crucial para a resposta do bloco aos vastos subsídios estatais para energia limpa disponíveis nos EUA e na China”. Alemanha, Luxemburgo, Bélgica e outros manifestaram preocupação de que a França pudesse aplicar esquemas apoiados pelo Estado, chamados contratos por diferença (CfDs), para apoiar os seus reatores nucleares – que geram 70% da energia do país e já produzem eletricidade barata. Eles argumentaram que a França seria, portanto, capaz de garantir uma “vantagem competitiva”, obtendo “enormes lucros da sua gigantesca frota nuclear e redistribuindo-os às suas próprias indústrias”. Como compromisso, o texto final diz que os governos “podem decidir” aplicar CfDs aos reatores nucleares existentes, mas também inclui um texto que afirma que a utilização das receitas obtidas não deve distorcer a concorrência ou o comércio na UE. Fontes: FT, Reuters e Politico.
  • O preço médio da eletricidade para os clientes com tarifa regulada ligados ao mercado grossista vai despencar esta quarta-feira, 18 de outubro, 43,9% face a ontem, para 60,74 euros por megawatt hora (MWh), graças aos fortes ventos da tempestade Babet. Por faixas horárias, o preço máximo, de 102,56 euros/MWh, será registado entre as 19h00 e as 20h00, enquanto o preço mínimo tem ocorrido entre as 4h00 e as 5h00, com 5 euros/MWh , de acordo com as disposições provisórias de dados do Operador Ibérico do Mercado Energético (OMIE). Manuel Moncada, Energías Renovables.
  • Lille, Nice, Agen... As limitações à utilização da bicicleta nos centros das cidades estão a aumentar, a fim de “garantir a segurança dos peões”. O suficiente para conter o entusiasmo dos ciclistas pela mobilidade suave. Hortense Chauvin, Reporterre.
  • A Tamboran Resources, operadora de fraturação hidráulica, obteve subsídios do governo australiano, ameaçou jornalistas e desprezaram um inquérito do Senado. Transferiram-se agora para o Delaware, EUA, uma jurisdição conhecida pelo sigilo corporativo e evasão fiscal. Callum Foote. MWM.