A Junta de Freguesia de Anta defende a revisão do projeto da Linha Ferroviária de Alta Velocidade entre Campanhã e Oiã nas zonas em que considera existirem impactos mais gravosos para o território, a população e o ambiente.
Anta é uma das freguesias mais penalizadas pelo traçado, num território que já foi marcado, nas últimas décadas, pelo seccionamento provocado pelas autoestradas A29 e A41. A Junta alerta para a perda de espaços florestais, áreas ecológicas e recursos hídricos, bem como para impactos na paisagem, na mobilidade local e na qualidade de vida da população. Uma das principais preocupações diz respeito à ponte prevista sobre a Ribeira de Silvalde, com cerca de 614 metros. A Junta entende que a estrutura não apresenta preocupação suficiente de integração paisagística ou valorização arquitetónica, podendo agravar a fragmentação de um território já atravessado por grandes infraestruturas. O lugar de Esmojães é apontado como uma das zonas mais sensíveis, pelo risco de ficar cercado por vias rodoviárias e ferroviárias. A Junta de Anta reclama o reforço das medidas de compensação, defendendo a criação de corredores verdes, a rearborização das áreas afetadas e a proteção efetiva da Ribeira de Silvalde, da Ribeira da Gaiteira* e dos recursos hídricos existentes. Entre as preocupações está também a salvaguarda da Fonte do Pereiro, cuja água continua a ser procurada regularmente pela população. A autarquia defende ainda que o projeto deve garantir a proteção das redes de abastecimento de água, drenagem e saneamento, bem como a monitorização da estabilidade da ponte da Rua da Aldeia Nova sobre a Ribeira da Gaiteira. MV 1jul2026.
* Em 2023, os vizinhos alertavam para visíveis desgastes nos seus pilares.
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