O Mundial de Futebol de 2026 — ampliado para 48 equipas e sediada no México, Canadá e EUA— deverá tornar-se o evento desportivo mais lucrativo e mais poluente da história.
Investigadores da Universidade de Lausanne estimam que o torneio irá gerar entre 5 e 9 milhões de toneladas de CO₂, excedendo em muito os 1,75 milhões de toneladas das Olimpíadas de Paris de 2024, os 2,17 milhões de toneladas da Copa do Mundo de 2018 na Rússia e os 3,17 milhões de toneladas da Copa do Mundo de 2022 no Catar.
Embora todos os 16 estádios já existam, as grandes distâncias entre as cidades-sede — como os 4.500 km entre Miami e Vancouver — provocarão aumentos massivos nas viagens aéreas, a maior fonte de emissões. A FIFA espera que mais de cinco milhões de adeptos assistam aos jogos, ampliando ainda mais a pegada ecológica.
A FIFA é criticada por alargar os torneios (mais equipas, mais jogos, mais deslocações), não oferecer garantias de neutralidade climática após ter sido repreendida em 2023 por alegações enganosas e por continuar a expandir os eventos apesar dos evidentes impactos ambientais.
Os investigadores defendem que o «apetite insaciável pela expansão» da FIFA é incompatível com os objetivos de sustentabilidade.
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