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sexta-feira, 4 de setembro de 2026

LIXO MARINHO DOS EUA E CANADÁ CHEGA AOS AÇORES DÉCADAS DEPOIS

  • O lixo plástico da pesca da lagosta nos EUA e Canadá atravessa o Atlântico e chega aos Açores décadas depois, conclui o mais recente estudo do OKEANOS. Esse lixo é constituído sobretudo por plásticos de armadilhas utilizadas na pesca da lagosta, como dispositivos de escape e etiquetas de identificação dos aparelhos de pesca. "Estas etiquetas mostraram que 63% eram provenientes dos EUA, sendo 76% delas provenientes do estado do Maine, e as restantes do Canadá", adiantaram os investigadores. O Instituto de Investigação em Ciências do Mar da Universidade dos Açores defende mais cooperação entre países, melhor identificação das artes da pesca e medidas para reduzir a perda de plástico no mar. FonteJá não nos bastava a contaminação de solos produzida pela básea aérea dos EUA na Ilha Terceira…
  • A Quercus manifestou-se contra a construção de uma nova incineradora no Algarve, considerando a proposta do Governo uma solução obsoleta e desajustada para resolver a falta de capacidade dos dois aterros da região. A Quercus sublinha que este cenário de rutura resulta de décadas de falta de investimento público em sistemas sustentáveis e de reciclagem. Adicionalmente, aponta que o modelo de incineração é tecnicamente ineficaz para a realidade algarvia, uma vez que estas centrais necessitam de um fluxo constante de resíduos e não conseguem lidar de forma eficiente com a forte oscilação sazonal provocada pelo turismo no verão. Como alternativa à queima, a Quercus defende um forte investimento na recolha seletiva, na modernização das centrais de tratamento mecânico e biológico já existentes e na aplicação do sistema tarifário “Pay As You Throw” (pagar em função do lixo produzido). Sugere ainda a criação de circuitos dedicados para o setor hoteleiro e projetos de compostagem comunitária. Fonte.

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