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sexta-feira, 3 de julho de 2026

BICO CALADO


Ann Telnaes
  • “Num acto de extorsão por parte dos EUA, foi assinado no ano passado um acordo humilhante para a União Europeia que entra em vigor esta semana. A senhora Ursula von der Leyen viajou no verão passado até à Escócia, ao encontro do prepotente Trump de férias num dos seus campos de golf, para colocar o desacreditado nome de presidente da Comissão Europeia no documento. Para entrarem nos EUA, os produtos da UE passaram a ter uma taxa de 15% (em média três vezes mais do que antes), no sentido inverso, a taxa dos produtos dos EUA que entram na UE foi reduzida a Zero. (…) E o que faz António Costa? Congratula-se, chama-lhe um "Grande Dia". E acrescenta: "Hoje é um bom exemplo de como, através de acordos comerciais, conseguimos garantir uma relação comercial justa e previsível com os nossos parceiros, nomeadamente com os Estados Unidos". Costa pode falar mal inglês e miseravelmente francês, mas já é fluente em novilíngua, esse idioma de controlo político que distorce a realidade e foi inventado por Orwell para descrever uma distopia.” Miguel Szymanski, Costa chama "Grande dia" a humilhação da UE.
  • A Comissão Europeia recusa-se a divulgar 17 relatórios secretos sobre infraestruturas financiadas pela UE em Gaza, que poderiam revelar mais provas da destruição, por parte de Israel, de projetos civis apoiados pela Europa e aumentar a pressão sobre Bruxelas para que analise se a sua parceria contínua com Israel viola as obrigações em matéria de direitos humanos que sustentam as relações entre a UE e Israel. A recusa ocorreu no mesmo dia em que um inquérito da ONU concluiu que Israel continua a cometer genocídio em Gaza, atacando deliberadamente crianças palestinianas, o que levanta questões sobre se a UE estará a ocultar provas que poderiam reforçar os apelos para suspender ou rever os seus acordos com Israel. De acordo com o jornalista do EUobserver Nikolaj Nielsen, a recusa foi assinada a 23 de junho por Michael Karnitschnig, chefe interino do departamento da Comissão responsável pelo Médio Oriente. Fonte.
  • A Holanda é o principal destino do investimento israelita no estrangeiro. Será que isso se deve ao facto de o sistema holandês permitir que as empresas evitem o pagamento de impostos quando investem noutros países através da Holanda, recorrendo frequentemente a empresas de fachada? Fonte.
  • Israel cede por um dólar aos EUA terreno confiscado aos palestinianos para embaixada em Jerusalém. Fonte.
  • A carreira política de Nigel Farage está em crise depois de ter sido apanhado a mentir sobre um donativo de 5 milhões de libras proveniente de um bilionário tailandês do setor das criptomoedas. O seu chocante desrespeito pelas regras, as suas mentiras incessantes e a sua falta de resistência transformaram um escândalo numa tempestade mediática que não dá sinais de abrandar. Fonte.

Gosto muito deste título: ‘Lisboa, capital mundial do azeite’.
  • A transferência da Refinaria de Sines para a IndustrialCo — uma nova sociedade controlada maioritariamente pela espanhola Moeve, na qual a Galp deterá apenas cerca de 20% — está a ser alvo de fortes críticas por parte da Comissão Central de Trabalhadores (CCT) da petrolífera portuguesa. Em comunicado divulgado esta quarta-feira, a CCT acusou o negócio de colocar em risco a soberania energética nacional e a continuidade da infraestrutura Fonte.

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