ISRAEL LANÇA BOMBAS DE FÓSFORO CONTRA POPULAÇÃO LIBANESA
Israel lançou bombas de fósforo branco contra a população libanesa. O fósforo provém da fábrica de glifosato da Bayer em Soda Springs, nos EUA
O Ministério da Agricultura do Líbano encontrou amostras de solo que contêm níveis de glifosato que excedem os «níveis normais em cerca de 20 a 30 vezes».
A utilização de herbicidas cancerígenos como armas militares amplia uma doutrina tática já testada pelo exército israelita na Faixa de Gaza em 2014, violando uma promessa anterior de eliminar gradualmente a substância das áreas povoadas.
Embora, em abril, a direção da Bayer tenha negado o fornecimento direto de glifosato ao exército israelita ou norte-americano, não negou a entrega das matérias-primas com as quais se fabrica o fósforo branco.
A Amnistia Internacional afirma que a utilização de fósforo branco em Gaza teve início a 7 de outubro de 2023, quando Israel desencadeou a guerra contra os palestinianos na Faixa de Gaza.
A Human Rights Watch verificou a utilização desta munição em, pelo menos, 17 municípios libaneses desde outubro de 2023, enquanto investigadores independentes documentaram mais de 200 utilizações que resultaram em 600 incêndios.
No sul do Líbano, residentes e profissionais de saúde relataram que nove civis sofreram lesões respiratórias causadas por fumo «semelhante ao do alho» em outubro de 2023.
Em abril, foram formalmente apresentadas acusações contra as forças armadas israelitas, com relatos de 25 000 milhões de dólares em danos, incluindo a destruição de milhares de hectares de floresta e uma contaminação extrema do solo que «remodelou a paisagem física e ecológica» do sul do Líbano (*).
Uma reportagem publicada a 6 de junho pelo New York Times forneceu uma extensa documentação visual do exército israelita, que lançou repetidamente fósforo branco sobre áreas povoadas do Líbano.
Imagens verificadas mostraram vestígios de fumo e explosões no ar em áreas povoadas como Tiro, Nabatieh, Qlayaa, Khiam e Yohmor durante o mês de maio deste ano.
A investigação identificou projéteis de artilharia M825A1 fabricados nos EUA, que libertam 116 cunhas de feltro em chamas capazes de provocar incêndios num raio de 250 metros, embora sejam frequentemente transportadas pelo vento para distâncias ainda maiores.
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