- O GEOTA (Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente) considera que o relançamento do projeto da barragem de Girabolhos, no rio Mondego, é um erro estratégico, com impacto ecológico significativo e utilidade prática limitada, desviando recursos de soluções mais eficazes e sustentáveis para gerir o território e prevenir cheias. Para o GEOTA, o histórico de decisões demonstra esta falta de viabilidade; se o projeto avançar será mais um buraco nas contas públicas. Não resolve o problema das cheias do Baixo Mondego. As cheias nesta região não resultam da falta de barragens, mas da má gestão do território: desflorestação das cabeceiras deliberada ou por força dos incêndios, assoreamento do rio, ocupação de leitos de cheia, impermeabilização dos solos, destruição de zonas húmidas. Girabolhos não terá capacidade para amortecer de forma eficaz episódios de chuva intensa, nem é essa a missão principal das barragens. Tem impactos ecológicos e territoriais muito elevados. A construção implicaria a submersão de territórios rurais e ecossistemas ribeirinhos (entre os melhores do Mondego), afetando também a paisagem, os modos de vida, a agricultura e o ecoturismo, e contrariando as metas de restauro da conectividade fluvial. É ilegal. Não foi realizada a devida e obrigatória avaliação de impacte ambiental. “Girabolhos é uma falsa solução para problemas reais e não parece ser a melhor solução a nível de gestão de bacia. Não protege eficazmente contra cheias, e não é necessária para o abastecimento de água nem para a produção elétrica. Em vez de investir numa grande obra de elevado impacto e baixa eficácia, o país deve apostar em soluções baseadas na natureza, na recuperação dos rios e numa verdadeira gestão integrada da bacia do Mondego”, afirma Ana Catarina Miranda, coordenadora do Programa Rios Livres do GEOTA.
- O Bloco de Esquerda pediu esclarecimentos sobre os impactos sociais e ambientais da refinaria de antimónio prevista para Sines, exigindo a suspensão do processo de reconhecimento como Projeto de Interesse Nacional desta unidade industrial. O BE alertou para os riscos associados à operação industrial de um metal potencialmente cancerígeno e altamente tóxico, com elevada capacidade de contaminação das águas e por via atmosférica. Além da suspensão do processo de reconhecimento” como PIN, o BE quer ainda saber qual o destino final deste novo metal a refinar em Sines. O antimónio é um metal essencial para o desenvolvimento de grandes empresas tecnológicas, nomeadamente para equipamentos bélicos, como produção de balas, cartuchos, estilhaços ou em dispositivos de visão noturna e radares. Fonte.
- Praias do Furadouro e do Areinho (Ovar) interditad a banhos devido, respetivamente, a obras e má qualidade das águas. Fonte.
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