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domingo, 13 de setembro de 2026

AZAMBUJA: EXPLORAÇÕES PECUÁRIAS AUTUADAS POR POLUÍREM RIBEIRA

Foto: Correio de Azambuja
  • Explorações pecuárias foram alvo de três acções de fiscalização relacionadas com denúncias de poluição causada por efluentes pecuários na zona de Azambuja que deram origem a autos de contra-ordenação por infracções que, nos casos mais graves, podem levar a coimas entre 24 mil e 144 mil euros. As fiscalizações surgem num contexto de queixas sobre a poluição da ribeira do Valverde, que atravessa Azambuja e que é há vários anos motivo de preocupação. Nas últimas semanas, os maus cheiros voltaram a provocar protestos, com um munícipe a denunciar em reunião pública do executivo da Câmara de Azambuja, um odor intenso associado a efluentes pecuários. Fonte.
  • “17 horas de sábado, 35 graus em Monte Córdova. Um vento quente e perigoso que se levanta. Na festa de Valinhas prepara-se mais um bombardeamento dos nossos ouvidos, que matará também passarada, deixará outros animais abalados, surdos, etc. Este ano a festa tem também o apoio da Edilages, a pedreira que vai ser responsável pelos próximos rebentamentos, bem ali perto de casas e de onde hoje o fogo de artifício vai iluminar o céu de uma noite de verão e ventania. Já não é o primeiro ano que este fogo provoca incêndio nesta zona. Boa sorte para logo. E como não há vigilância nem autoridades para suspender o fogo, até um ateu como eu não tem escolha senão confiar na nossa senhora de Valinhas.” Ricardo Meireles.

terça-feira, 1 de setembro de 2026

REFLEXÃO

COMO RECUPERAR RIBEIRAS URBANAS ENTERRADAS
Luna Khirfan, Swati Mestri e Andrew Zinin, The Conversation. Rev. O’Lima.
Um troço do Still Creek em Burnaby, na Colúmbia Britânica. Crédito: Flying Penguin, CC BY-SA

À medida que muitas cidades se desenvolveram, os cursos de água que outrora corriam à superfície foram enterrados para dar lugar a infraestruturas em expansão. No entanto, à medida que chuvas mais intensas, fenómenos meteorológicos extremos e infraestruturas envelhecidas exercem uma pressão crescente sobre as cidades, estes cursos de água enterrados podem vir a fazer parte da solução.

A recuperação de cursos de água à superfície pode ajudar a gerir as águas pluviais, a restaurar habitats e a criar espaços públicos mais verdes e mais propícios à mobilidade pedonal. No entanto, reconhecer estes benefícios é mais fácil do que concretizar um projeto bem-sucedido.

Os municípios têm de encontrar locais viáveis, coordenar-se entre departamentos, garantir financiamento e planear a manutenção a longo prazo. Mas têm também de assegurar que as melhorias ambientais beneficiem os residentes atuais, em vez de contribuírem para a deslocalização da população.

A nossa investigação sobre a reabertura de cursos de água compara duas abordagens contrastantes em Seul, na Coreia do Sul, e em Zurique, na Suíça. Os resultados sugerem que os municípios não precisam de escolher entre um único grande projeto e muitas pequenas intervenções. Precisam de programas flexíveis que consigam identificar a abordagem certa para cada local e aplicar as lições aprendidas num projeto ao seguinte.

Duas cidades, duas abordagens

Entre 2003 e 2005, Seul restaurou o rio Cheonggyecheon através de um projeto rápido, centralizado e dispendioso ao longo de um importante corredor no centro da cidade. A cidade removeu uma autoestrada elevada e integrou o rio restaurado com transportes públicos, infraestruturas para ciclistas, pontes pedonais, passeios e espaços públicos.

Este exemplo mostra o que a reabilitação de um curso de água pode alcançar quando a liderança política, a renovação das infraestruturas e um investimento público significativo estão em sintonia. Revela também os riscos associados a grandes projetos emblemáticos. O projeto exigiu um investimento de capital substancial e continua a implicar custos de manutenção.

Os críticos têm questionado a sua integridade ecológica, uma vez que a água é fornecida ao canal por meio de bombas. A reabilitação urbana em torno do corredor também aumentou o valor dos terrenos e levou à deslocação de algumas pequenas empresas.

O «Bachkonzept» de Zurique adotou uma abordagem diferente. A cidade começou com projetos-piloto na década de 1980 e restaurou inúmeros segmentos de cursos de água de menor dimensão ao longo de várias décadas.

Zurique associou os projetos à gestão do sistema de esgotos, à renovação das infraestruturas, à restauração ecológica e ao planeamento dos bairros. Os cursos de água agora expostos à luz do dia atravessam zonas residenciais, parques e espaços públicos. Muitos deles são acompanhados por caminhos, pequenas pontes, bancos, parques infantis e áreas recreativas.

Nenhum projeto isolado em Zurique tem a visibilidade pública do Cheonggyecheon, em Seul. No entanto, em conjunto, os projetos formam uma rede distribuída que melhora o funcionamento da bacia hidrográfica, liga habitats e proporciona aos bairros um maior acesso à água.

Esta abordagem gradual pode revelar-se mais prática para muitos municípios de menor dimensão. As cidades podem começar por locais de dimensão mais reduzida, monitorizar o seu desempenho e avançar com novos projetos à medida que a renovação das infraestruturas ou a reabilitação urbana criam oportunidades.

Descobrir oportunidades antes que desapareçam

O primeiro passo não é a construção. É o mapeamento. Os municípios podem combinar inventários de bueiros e mapas históricos de cursos de água com dados sobre riscos de inundações e ondas de calor, vulnerabilidade social, terrenos públicos, parques, projetos de infraestruturas planeados e grandes áreas de reabilitação urbana. O mapeamento não implica que todos os cursos de água enterrados devam voltar à superfície. Proporciona aos municípios uma forma coerente de identificar locais que merecem um estudo técnico antes que outras decisões relativas ao uso do solo e às infraestruturas tornem a reabertura desses cursos de água difícil ou impossível.

Toronto ilustra este desafio. A cidade reconhece os cursos de água históricos e apoia a sua restauração sempre que possível. No entanto, esse apoio não identifica quais os locais que devem ter prioridade, quem deve avaliá-los ou como um projeto seria financiado e mantido.

Estudos sobre os riscos de inundações em Toronto identificam Black Creek e Flemingdon Park entre os bairros onde a exposição a inundações se cruza com a vulnerabilidade social e a capacidade limitada de adaptação. Combinar estes dados com o mapeamento de cursos de água desaparecidos, a propriedade de terrenos públicos e os planos de investimento poderia ajudar a cidade a identificar oportunidades-piloto equitativas.

Escolher a via de implementação adequada

A reabertura de cursos de água à luz do dia é geralmente incorporada nas práticas municipais através de uma de duas vias.

A primeira consiste em obras públicas de infraestruturas. A substituição de condutas, a separação de esgotos, a reconstrução de estradas, a renovação de parques, a recuperação de ravinas e os projetos de controlo de cheias oferecem aos municípios oportunidades para avaliar se um curso de água deve permanecer subterrâneo. Esta via é especialmente promissora em terrenos públicos, onde o município tem maior controlo sobre o projeto, o acesso público e a manutenção.

A segunda via é a reabilitação privada. Grandes terrenos industriais, comerciais, terrenos abandonados ou em zonas de trânsito podem proporcionar espaço suficiente para restaurar o leito de um curso de água, acomodar águas de cheia e estabelecer vegetação.

O momento certo é fundamental. Uma vez consolidados os edifícios, as estradas e as densidades de desenvolvimento, torna-se muito mais difícil a recuperação de um curso de água. Os municípios devem analisar atempadamente os grandes terrenos e tornar transparentes as decisões relativas à afetação de terrenos, aos direitos de desenvolvimento, ao acesso público, aos custos de construção e à manutenção.

O Still Creek, em Vancouver, mostra como o investimento municipal, as oportunidades de reabilitação urbana, o planeamento da bacia hidrográfica e a gestão comunitária podem apoiar uma restauração gradual, em vez de um único projeto determinante.

Ao longo de mais de duas décadas, a cidade e os seus parceiros concretizaram projetos específicos para cada local, envolvendo a restauração de habitats, a gestão das águas pluviais e o acesso público, incluindo um projeto de recuperação do curso de água financiado por um promotor imobiliário, concluído em 2009.

Os planos atualizados associam agora a futura restauração à reabilitação urbana e à gestão das cheias, enquanto as organizações comunitárias contribuem através da gestão responsável e da monitorização do salmão.

Criar um programa que aprenda

Um projeto de renaturalização de um curso de água não termina quando a construção fica concluída. A vegetação vai-se estabelecendo, as condições da água mudam e as comunidades utilizam os novos espaços públicos de formas inesperadas. Os municípios devem, por isso, seguir um ciclo adaptativo: mapear, avaliar, conceber em conjunto, implementar, monitorizar, aprender, ajustar e expandir.

A monitorização deve abranger o desempenho em caso de cheias, a qualidade da água, o habitat, a utilização pública, a acessibilidade, os custos de manutenção e a equidade. Os municípios devem, em seguida, utilizar as conclusões para gerir os locais concluídos e melhorar a seleção e a conceção de projetos futuros.

A equidade também requer uma atenção contínua. Espaços públicos atraentes podem aumentar a atratividade do bairro e a pressão de desenvolvimento. Medidas de habitação a preços acessíveis, benefícios para a comunidade e monitorização contínua podem ajudar a garantir que os residentes partilhem dos ganhos.

Ampliar um programa de recuperação de cursos de água à superfície não significa necessariamente construir um projeto de maior dimensão. Pode significar criar um conjunto interligado de intervenções de menor escala que restaurem gradualmente a função da bacia hidrográfica.

A recuperação de cursos de água à superfície não será viável em todos os locais. No entanto, sem um programa claro, os municípios nunca poderão identificar onde tal seria possível.

A principal lição de Seul e Zurique é que as cidades devem tratar os cursos de água enterrados não apenas como elementos naturais esquecidos. Trata-se de sistemas ecológicos, infraestruturas climáticas e, se desenvolvidos com cuidado, espaços públicos de que todos os residentes podem desfrutar.

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

RIBEIRA DO MOCHO: IMPACTOS DA CHUVA NA ORLA COSTEIRA ENVOLVENTE – QUE SE PASSA?


Segunda-feira, 24 agosto: fortes chuvadas aumentam o caudal da ribeira e forçam a abertura da sua foz, dias antes obstruída e formando uma pequena lagoa.

Quarta-feira, 26 de agosto: manhã de bátegas fortes e trovoada. Cor da água do mar alterada na foz e zona envolvente da ribeira. Terá havido descarga de efluentes a montante?

Terão os peritos na matéria e as autoridades locais e/ou regionais disponibilidade, meios e competência para investigarem e informarem os munícipes?

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

ESPINHO: FOZ ESTAGNADA É PERIGO PARA A SAÚDE PÚBLICA

  • A ribeira do Mocho, em Espinho, chega ao verão praticamente sem caudal. A água estagna antes de alcançar o mar, criando uma pequena lagoa sem renovação. Apesar disso, há quem insista em nadar ali, atraído pela temperatura amena daquela massa de água estagnada. O problema é que essa lagoa representa um risco sério para a saúde pública. As autoridades sanitárias conhecem bem o perigo. Os autarcas, eleitos para proteger a população, têm a obrigação de o saber também. No entanto, parecem mais preocupados com aquilo que rende boas selfies. É por isso que continuam a gastar uma pipa de massa na lavragem e massagem da praia da Baía — mesmo depois de perder a Bandeira Azul devido a falhas na manutenção da rede de esgotos. Enquanto isso, a lagoa da ribeira do Mocho permanece ali, discreta mas perigosa, à espera que alguém assuma responsabilidades. Não cremos que o fecho da foz desta ribeira tenha sido provocado com o objetivo de impedir a saída e descida de águas com menor qualidade para sul, o que poderia comprometer a existência da única bandeira azul do concelho naa Praia da Seca.
  • Barcelos: Presidente, vereadores e assessores com estacionamento à borla na Câmara. Estacionamento público “vedado” à população é ocupado na totalidade por eleitos e funcionários. Fonte.

quinta-feira, 11 de junho de 2026

PAÍSES BAIXOS: PROPRIETÁRIOS DE PAINÉIS SOLARES CONVIDADOS A DESLIGAR SISTEMAS DURANTE OS PERÍODOS DE PICO PARA ALIVIAR A CRISE DE DISTRIBUIÇÃO

Foto: Eneco.
  • Os Países Baixos enfrentam um grave congestionamento na rede elétrica, e a Liander, operadora do sistema de distribuição, afirma que cerca de 7 300 clientes estão a enfrentar longos atrasos ao tentarem aumentar a potência das suas ligações à rede. Estes atrasos afetam famílias e empresas que pretendem instalar bombas de calor, carregadores de veículos elétricos ou sistemas solares de maior dimensão. A diretora de operações da Liander, Sarike van Wette, explica que muitos clientes solicitam ligações de maior potência desnecessariamente, o que agrava o congestionamento. Ela apela aos consumidores que ajustem o seu consumo de energia — por exemplo, carregando veículos elétricos à noite ou utilizando eletrodomésticos durante os picos de energia solar diurnos — para reduzir a pressão sobre a rede. Fonte.
  • Carolina do Norte processa empresa química por poluir um ribeiro nas proximidades. Desde 2023, a cidade de Durham aplicou multas no valor de 157 000 dólares à Brenntag por infrações relacionadas com a contaminação da água. Fonte.

sábado, 18 de abril de 2026

COIMBRA: ALTERAR O PDM PARA CONSTRUIR MAIS 30% EM ZONAS RIBEIRINHAS?

  • A Câmara Municipal de Coimbra quer aprovar uma proposta de suspensão parcial do PDM por dois anos, para responder à transformação estrutural que a cidade enfrenta, com a chegada de grandes investimentos na mobilidade, e à pressão crescente sobre o mercado da habitação. A proposta foi debatida numa sessão pública organizada pela autarquia. Fonte.
  • O governo abandona a Reserva Natural das Berlengas, acusa o Sindicato Independente dos Trabalhadores da Floresta, Ambiente e Proteção Civil (SinFAP). Os Vigilantes da Natureza não dispõem de condições mínimas para garantir a proteção eficaz desta área classificada, património natural de importância nacional e internacional. A habitação de serviço existente na ilha não reúne condições de habitabilidade dignas, comprometendo a permanência dos profissionais no território. Paralelamente, os meios operacionais essenciais encontram-se inoperacionais ou inexistentes. Fonte.
  • A GNR identificou dois homens, na Murtosa, por alegada descarga ilegal de resíduos, incluindo componentes eletrónicos, plásticos, fragmentos de placas de circuito eletrónico e vidro triturado. Fonte.
Ribeira de Silvalde, Espinho. Foto: Zé Quinta, 4mai2019
  • Consulta pública até 18 de maio: PRO~RIOS 2030 - Restauro Ecológico de Rios e RibeirasO restauro ecológico dos rios tem por objetivo recuperar a funcionalidade natural dos sistemas fluviais, travar a perda de habitats e espécies, reduzir a vulnerabilidade a cheias e secas, reforçar a adaptação climática e valorizar os territórios, contribuindo para uma gestão dos recursos hídricos mais resiliente, eficiente e inteligente, alinhada com os compromissos nacionais e europeus. Foi desenvolvido um dashboard PRO~RIOS, enquanto instrumento de monitorização e disseminação de conhecimento, disponível em https://proriosgeo.apambiente.pt .

sexta-feira, 13 de março de 2026

ESPINHO: PARA QUANDO A REQUALIFICAÇÃO DA RIBEIRA DO MOCHO?


A Assembleia Municipal de Espinho aprovou a transferência de competências e verbas para as Freguesias. Vários vogais denunciaram a aparente desigualdade de critérios na atribuição de verbas, salientando o benefício das freguesias costeiras em relação às freguesias do interior do concelho. Na ocasião, o presidente da Junta de Freguesia de Guetim, Alfredo Rocha, exigiu meios para a requalificação da Ribeira do Mocho, merecedora de igual atenção já dedicada às praias.

Recorde-se que, segundo o Defesa de Espinho de 22 de julho de 2021, Vicente Pinho (PSD), vice-presidente da Câmara de Espinho e candidato a presidente nas eleições seguintes, prometera criar percursos pedonais e ciclovias previstas no PDM para ligar o Parque da Picadela, o Parque da Cidade e o Castro de Ovil às praias: “Aproveitando as ribeiras existentes no concelho, iremos criar percursos pedonais e ciclovias que acompanhem os mesmos e que liguem os principais espaços verdes do concelho, como o Parque da Picadela, o Parque da Cidade e o Castro de Ovil ao mar e à nossa praia”.

Há 10 anos, em 30 de janeiro de 2016, o Ambiente Ondas3 escrevia«As ribeiras do município de Espinho vão, finalmente, merecer a atenção que lhes é devida. O novo PDM assim o determina. Vai ser uma tarefa hercúlea, dado o avançado estado de degradação em que se encontram alguns dos troços da Ribeira do Mocho, em Espinho, da Ribeira de Silvalde e da ribeira de Rio Maior, em Paramos. Operações de desassoreamento, de limpeza e de consolidação das margens serão levadas a cabo. A maior dificuldade, presume-se, será conseguir resolver os inúmeros casos de ocupação indisciplinada e abusiva de alguns setores dessas margens. Para já não referir o estafado problema da duvidosa qualidade das águas que, por vezes, nelas correm e que empestam o seu leito e as suas margens e contaminam o ar com maus cheiros. O PDM propõe uma rede de mobilidade suave, - ciclovias e quejandos -, que deverá ligar as fozes das três ribeiras, respetivamente, ao parque da Gruta da Lomba/Picadela, ao Parque da Cidade e ao Castro de Ovil. Muitos se questionam acerca da exequibilidade da intenção em 10 anos, mas os responsáveis autárquicos fazem questão de sublinhar que os projetos são realistas.»

quarta-feira, 4 de março de 2026

ESPINHO: RIBEIRAS INTERVENCIONADAS PARA GARANTIR BANDEIRAS AZUIS

Foto: Isabel Faustino/DE

Maria da Graça Carvalho, ministra do Ambiente e Energia, visitou esta segunda-feira [2 de março] a obra que decorre no esporão sul de Espinho, na praia dos Pescadores, garantindo que a empreitada estará concluída até ao final do ano e que a Ribeira do Mocho, a Ribeira de Silvalde e a de Paramos vão sofrer obras para garantir que as praias possam ter bandeira azul no próximo verão. “Vamos fazer uma obra em cada uma delas, queremos ver as questões de poluição, renaturalizar as margens, compô-las e limpá-las”, anunciou Maria da Graça Carvalho.

“A Câmara de Espinho já nos enviou toda a informação, queremos identificar as fontes poluidoras, reabilitar e recuperar as margens, com o objetivo de garantir boa qualidade da água. As ribeiras são muitos importantes e impactam muito a época balnear”, afirmou José Carlos Pimenta Machado, presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA)

A intervenção que está a decorrer no esporão sul de Espinho e que tem um investimento de cerca de 2,4 milhões de euros desenvolve-se numa extensão de 350 metros. De acordo com José Carlos Pimenta Machado, “vão ser colocados 360 tetrápodes” popularmente conhecidos como pés de galinha e “cada um pesa 34 toneladas”, onde o objetivo “é refazer a cabeça do esporão” para, de seguida, “reabilitar os taludes a nível lateral que protegem o esporão”.

Para além deste esporão, os dois esporões de Paramos também vão ser reparados, estando os projetos a ser ultimados de modo a candidatar a empreitada até ao final de abril no âmbito do programa operacional Sustentável 2030. Fonte.

domingo, 18 de janeiro de 2026

LEIRIA: DESCARGA ILEGAL DE EFLUENTES SUINÍCOLAS EM POMBAL


Numa ação de patrulhamento em espaço florestal, os militares detetaram uma linha de água com evidentes indícios de contaminação e após percorrerem a linha de água no sentido montante, localizaram uma exploração suinícola que “se encontrava a efetuar a descarga contínua de efluentes diretamente para a ribeira do Travasso, afluente do rio Arunca, pertencente à bacia hidrográfica do Mondego”.

Desta ação resultou a identificação da exploração pecuária, tendo sido elaborado um auto de contraordenação ambiental por rejeição de efluentes suinícolas em linha de água, sem a necessária autorização da entidade competente. Fonte.

domingo, 14 de dezembro de 2025

REINO UNIDO: ESGOTOS EM REDE PLUVIAL CORREM POR BAIXO DE ZONAS CHIQUES DE LONDRES

LONDRES: A SECRETA CRISE DO ESGOTO
Jim Waterson, London Centric/Substack. Trad. O’Lima.


Hoje, como na maioria dos dias, alguém numa rua nobre em Crouch End enviará esgoto bruto não tratado para fora do seu edifício e diretamente para o sistema fluvial da capital — e talvez nem perceba que está a fazer isso.
É apenas uma das milhares de propriedades em Londres que têm os seus esgotos ligados diretamente à antiga rede de ribeiras e rios locais da cidade. Especialistas dizem que pode haver dezenas de milhares de outros casos na capital, enviando coletivamente «níveis medievais de esgoto» para o rio Tamisa.
Pela primeira vez, a Thames Water não é a maior vilã nesta história menos conhecida de poluição fluvial. Em vez disso, trata-se de um escândalo potencialmente mais preocupante e difícil de resolver, que passou praticamente despercebido. É causado por um número cada vez maior de construtores e canalizadores amadores — e é um problema que ameaça a promessa de Sadiq Khan de limpar os rios de Londres.


A London Centric conta um dos escândalos de poluição mais ignorados do país, acompanhando o percurso de um único cano ilegal pela capital, reunindo informações através de dezenas de pedidos de informação ambiental.

Pela primeira vez, também publicamos números que mostram quantos casos semelhantes existem em cada bairro de Londres — permitindo que veja se os seus vizinhos estão a contribuir para a poluição.

Texto: Rachel Rees, Fotografia: Jennifer Forward-Hayter, Ilustrações: Carly A-F, todos encomendados pela London Centric.

1. O local do crime: Park Road, Crouch End

Lojas na Park Road, Crouch End. Não há indícios de que essas empresas tenham o cano mal ligado que está a poluir o rio local, que o conselho municipal se recusou a identificar.

Park Road é uma rua sofisticada em Crouch End, à sombra do Alexandra Palace, o «palácio do povo» vitoriano do norte de Londres. É o lar de lojas orgânicas, bares de vinho, extensos campos de jogos, casas que são vendidas por mais de um milhão de libras — e uma propriedade que é uma pequena parte de um dos maiores escândalos de esgoto da capital.

As descargas massivas de esgoto pela contestada Thames Water tendem a chegar às manchetes. Elas ocorrem quando tempestades sobrecarregam as estações de tratamento, forçando a empresa a descarregar esgoto não tratado diretamente nos rios de Londres. A questão tornou-se politica e ambientalmente tóxica, sintomática de como uma indústria de água privatizada não invesiur na sua infraestrutura. A Thames Water, com as suas contas em rápido aumento e insegurança financeira, também serve como um alvo fácil de ódio.

Casas na Park Road, Crouch End. Não há indícios de que qualquer uma dessas propriedades esteja a poluir o rio local.

Mas a Thames Water não é responsável pela poluição de um parque em Tottenham pela propriedade Crouch End, nem pelas milhares de outras propriedades em toda a capital que também estão a verter esgoto bruto nos cursos de água locais. Em vez disso, a questão aqui é algo chamado «ligações incorretas».

A maior parte da Grande Londres tem duas redes de esgoto separadas. Uma é um esgoto de águas residuais domésticas e comerciais, que flui para uma estação de tratamento de esgoto. O outro esgoto é para a água da chuva das caleiras, que é legalmente permitida a fluir para os riachos e rios locais.


As ligações incorretas ocorrem quando sanitários e outros equipamentos, como chuveiros, pias e máquinas de lavar, são ilegalmente ligados ao esgoto destinado à água da chuva. Às vezes, isso é feito propositadamente pelos construtores como medida de redução de custos. Às vezes, é feito por preguiça. Às vezes, é pura ignorância.

De acordo com um pedido de liberdade de informação feito pela London Centric, uma propriedade na Park Road está a enviar águas residuais não tratadas para um cano de água da chuva que corre diretamente para o rio Moselle, um antigo curso de água local que flui de Highgate para Tottenham, que foi em grande parte enterrado no subsolo. A Câmara de Haringey recusou-se a identificar o edifício específico que está a causar o problema — mas era fácil ver o seu impacto mais abaixo na colina.

2. O parque local com «níveis medievais de esgoto bruto e não tratado»

Cerca de três quilómetros a leste de Crouch End fica o Lordship Recreation Ground, o maior parque de Tottenham. Neste parque, no sopé de uma colina, a ribeira Moselle surge e corre perto do bairro residencial Broadwater Farm.

As margens da ribeira Moselle, em Tottenham.

Neste ponto, a ribeira Moselle deveria levar água cristalina de nascente misturada com alguma água da chuva recolhida das calhas das propriedades domésticas e das estradas. Mas esgoto não tratado proveniente de propriedades mal conectadas nas áreas mais caras de Londres, incluindo Park Road, está a fluir ilegalmente para o rio. Como resultado, a ribeira está cheia de toalhetes húmidos usados, fungos viscosos do esgoto e outros indícios de resíduos humanos. Placas alertam o público contra a prática de natação.

Toalhetes húmidos e outros detritos acumularam-se na grade onde a ribeira Moselle emerge, no Lordship Recreation Ground.

Theo Thomas, fundador da London Waterkeeper, disse que a «poluição persistente e crónica» tornou este troço da ribeira «essencialmente morto». Testes regulares da água revelam altos níveis de amoníaco, oxigénio dissolvido e fosfato, todos indícios de esgoto. «O que deveria ser um espaço azul e verde incrível e de alta qualidade fede. Se você for lá no verão, sentirá o cheiro antes mesmo de ver.»

A poluição nesta parte da ribeira só pode ser causada por ligações incorretas, disse Thomas: «Se houver algo como 50 sanitas e algo como 150 máquinas de lavar roupa a despejar, isso é muita poluição. São níveis medievais de esgoto bruto e não tratado a despejar.»

Pelo menos duas escolas primárias locais foram encontradas a descarregar esgoto diretamente nesta ribeira devido a tubos mal conectados. A certa altura, uma única escola estava a enviar 90 000 litros de águas residuais não tratadas diretamente para o rio.

Placas alertando o público contra a prática de natação na ribeira Moselle, no Lordship Recreation Ground.

Voluntários da Haringey Water Squad realizam sessões regulares de limpeza na ribeira — mas a poluição continua, devido a ligações inadequadas antigas e novas.

«É uma questão de justiça social ambiental», acrescentou Thomas, observando a disparidade de riqueza entre as áreas arborizadas onde se encontram algumas das propriedades com ligações incorretas, como Crouch End e Muswell Hill, e os arredores mais carentes do parque em Tottenham. «A ribeira está a ser danificada e a capacidade das pessoas de desfrutar dela está a ser prejudicada.»

3. O esgoto entra no rio Lea

A antiga ribeira Moselle retorna ao seu canal subterrâneo e transporta os resíduos mal conectados de Crouch End, passando pelo estádio Tottenham Hotspur. Perto dos pântanos a oeste de Walthamstow, ela deságua no rio Lea, que corre de Bedfordshire até o Tamisa.

O Lea está normalmente repleto de praticantes de caiaque, remadores — e esgoto.

Este troço do rio enfrenta uma «poluição crónica e contínua causada por ligações incorretas», alertou Thomas, da Waterkeeper. «É um influxo constante — não apenas da Moselle, mas também de outras ribeiras que desaguam nela.»

Remadores no rio Lea, junto à foz da ribeira Mosela.

Rob Gray, diretor da FORCE, sediada na zona oeste de Londres, disse que as ligações incorretas «podem ser o maior problema em termos de poluição fluvial em Londres». Ao contrário da «dor aguda» causada quando uma estação de tratamento da Thames Water sobrecarregada descarrega grandes quantidades de esgoto, as propriedades com ligações incorretas causam um influxo constante de poluição nos cursos de água da capital, criando um «envenenamento silencioso, constante e de fundo».

É difícil quantificar a dimensão total do problema. Encontrar ligações incorretas é uma operação demorada, que exige que voluntários percorram cursos de água poluídos em busca de emissários, antes que a Thames Water tente rastrear as fontes de poluição até propriedades individuais.

De acordo com uma investigação interna da Thames Water consutada pela London Centric, mais de 3.500 ligações incorretas foram resolvidas em Londres desde 2020, embora especialistas estimem que os números reais possam ser muito maiores.

A Thames Water estimou anteriormente que cerca de 1 em cada 10 propriedades estão mal conectadas em toda a área que cobre, habitada por cerca de um quarto da população do Reino Unido. Martin Beattie, vice-presidente e cofundador da Associação Nacional de Empreiteiros de Drenagem, disse-nos que pode haver até 50.000 ligações incorretas em Londres e nos condados vizinhos.

4. A água poluída corre através dos pântanos de Hackney e do Parque Olímpico

No Lea, a poluição proveniente de ligações incorretas, como a da propriedade Crouch End, mistura-se com o esgoto de centenas de outras ligações incorretas. A mistura tóxica flui então por vastas áreas do leste de Londres, passando por áreas como Clapton, Hackney Wick e Stratford. Este rio atravessa espaços verdes como Hackney Marshes — onde muitos londrinos desafiam as placas e o esgoto para nadar em dias quentes — e o Parque Olímpico.

Quando a Thames Water encontra ligações incorretas, entra em contacto com os proprietários, que são responsáveis por corrigi-las. Mas a resolução pode ser cara e frustrante. Se os proprietários não corrigirem o problema voluntariamente, os casos são encaminhados para as autarquias locais, cuja responsabilidade é garantir que as ligações incorretas sejam corrigidas e que podem processar os proprietários que não cumprem as normas.

A London Centric pode revelar a distribuição por bairro das milhares de ligações incorretas identificadas pela Thames Water nos últimos cinco anos, com base num Pedido de Informação Ambiental que enviámos à empresa.

O número de ligações incorretas identificadas em cada bairro desde junho de 2020. Esta lista exclui bairros com um sistema de esgoto combinado, onde ligações incorretas não são possíveis.

Estes incluem apenas as novas ligações incorretas identificadas no período em questão e não aquelas descobertas anteriormente, mas que os proprietários ou Câmaras não conseguiram resolver.

Haringey tem 161 casos identificados de ligações incorretas, o maior número entre todos os bairros de Londres. Há mais de 16 anos que uma propriedade no bairro despeja esgoto continuamente, sem que nenhuma medida tenha sido tomada. Outros bairros particularmente afetados incluem Barnet, Enfield, Ealing e Harrow.

«Não é claro se Haringey [conselho] está a investir recursos para lidar com essas ligações incorretas», disse John Miles, presidente da Haringey Water Squad, uma organização local liderada por voluntários. Ele descreveu o bairro como consistentemente «o último da tabela» entre as autoridades de Londres.

Um porta-voz do conselho de Haringey afirmou: «Levamos muito a sério qualquer poluição dos nossos cursos de água locais por contaminação e o impacto que isso tem nos nossos residentes e no ambiente. A Thames Water é responsável pela infraestrutura de esgotos em Londres e tem o poder de prevenir e impedir a poluição, o que inclui tomar medidas quando são identificadas ligações incorretas. Trabalhamos em conjunto com a Thames Water para investigar e obrigar os responsáveis a reconectar os seus sistemas de drenagem quando ocorrem ligações incorretas em propriedades privadas.»

5. O esgoto de Crouch End finalmente entra no rio Tamisa, do outro lado da rua do gabinete de Sadiq Khan.

As águas residuais da propriedade de Park Road, juntamente com centenas de outras ligações incorretas no norte e leste de Londres, acabam por chegar ao rio Tamisa em Bow Creek. Em seguida, são despejadas no principal curso de água da capital, em frente ao O2 e a apenas algumas centenas de metros do gabinete de Sadiq Khan na Câmara Municipal.

A falta de consciência sobre as ligações incorretas é um dos maiores obstáculos no combate à crise secreta do esgoto em Londres. Rhiannon England, uma das voluntárias que testa regularmente a poluição da ribeira Moselle, disse que antes de se juntar ao grupo nunca tinha ouvido falar do termo. «Duvido que alguém saiba sobre ligações incorretas», disse ela, apelando às autoridades como Khan para que adicionem o tema ao currículo das escolas de Londres.

O porta-voz de Sadiq Khan sublinhou o compromisso do prsidente da Câmara em trabalhar com conselhos e outras organizações para resolver as ligações indevidas. «Trata-se de tornar os nossos rios algo de que todos os londrinos se possam orgulhar, à medida que continuamos a construir uma Londres mais verde e mais justa para todos.

A impopularidade da Thames Water junto do público — a sua montanha de dívidas, contas elevadas e infraestruturas cheias de falhas — não ajuda a melhorar a atitude do público em relação a um problema que é difícil de compreender.

No entanto, há alguma esperança. Quando a London Centric noticiou pela primeira vez esta questão em abril, divulgámos publicamente os nomes de sete blocos de apartamentos que estavam a enviar esgoto não tratado para os rios do oeste de Londres. No final de novembro, recebemos uma fotografia de grandes obras de construção a decorrer no exterior de um dos edifícios que tínhamos destacado em Ealing. Após uma década a enviar esgoto para o curso de água local, os canos em breve estarão a funcionar na direção certa.

sábado, 19 de abril de 2025

QUALIDADE DAS ÁGUAS SUPERFICIAIS PIOROU NA ÚLTIMA DÉCADA

Rio Amarela, em Pontemieiro. Um refúgio de exceção. Foto: OLima 2024

A qualidade das águas superficiais piorou globalmente na última década. De acordo com os dados agora divulgados, a proporção de massas de água com bom ou excelente estado ecológico baixou de 53,9% em 2015 para 46,6% em 2024. Apenas sete concelhos apresentam 100% das massas de água com boa ou excelente qualidade em 2024: Arcos de Valdevez, Castanheira de Pêra, Manteigas, Montalegre, Pedrógão Grande, Ponte da Barca e Vila de Rei. Desses, apenas dois — Castanheira de Pêra e Vila de Rei — já ostentavam essa classificação em 2015. Por outro lado, concelhos como Lousã, Vila Nova de Poiares e Miranda do Corvo, que em 2015 estavam no patamar máximo de qualidade, sofreram quedas abruptas. As causas para esta regressão da qualidade das águas superficiais são múltiplas: descargas poluentes não tratadas, redes de saneamento degradadas, expansão descontrolada da agricultura intensiva, ausência de investimentos estruturais em despoluição e, sobretudo, inação política. Fonte.


sexta-feira, 11 de abril de 2025

ESPINHO: FÁBRICA DE PAPEL CONDENADA POR DESCARGAS DE POLUENTES


A fábrica de papel Ponte Redonda, S.A., e o seu então administrador, Raúl Loureiro, foram condenados pelo Tribunal de Espinho devido a crimes ambientais relacionados com descargas poluentes numa ribeira. A empresa de Gulhe, Silvalde-Espinho, foi acusada de despejar substâncias poluentes, sem o devido tratamento, causando danos ambientais significativos. As descargas excediam os limites legais de poluentes permitidos, violando a legislação portuguesa e europeia sobre proteção ambiental. Houve alegações de que a empresa manipulou análises de qualidade da água para ocultar os níveis reais de poluição. Raúl Loureiro, como responsável máximo da empresa na altura, foi considerado culpado por não tomar as medidas necessárias para evitar os danos ambientais e condenado com uma pena de 36 meses de prisão, sus­pensa por igual período, enquanto a Fábrica de Papel Ponte Redonda foi condenada a pagar uma multa cor­respondente a 360 dias à taxa diária de 250 euros, sendo esta pena subs­tituída por “sanção de boa conduta no valor de 9.000 euros pelo período de três anos”. Fonte.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

ESPINHO: ESGOTO POLUI RIBEIRA DO MOCHO

Esgotos não tratados continuam a ser despejados perto da foz da Ribeira do Mocho, ao Rio Largo, Espinho. Com a distração, indiferença, beneplácito das competentes autoridades locais.

sexta-feira, 29 de novembro de 2024

LEI DOS SOLOS: ALTERAÇÃO VIABILIZA CONSTRUÇÃO EM SOLOS RÚSTICOS

  • O governo de Luís Montenegro aprovou alteração à lei dos solos. “Flexibilizar o uso dos solos criando um regime excecional que permite que, por decisão da Assembleia Municipal, seja possível construir onde hoje não é possível, designadamente em solos classificados como rústicos”, explicou um ministro. Fonte

  • A Paróquia de Guetim pondera requalificar o Parque da Gruta da Lomba, com o apoio da Junta de Freguesia e da comunidade. O espaço está visivelmente degradado, coberto de folhagem e de ervas daninhas, mas os responsáveis dizem que não está ao abandono. Defesa de Espinho 28nov2024.
  • Rua da Portela, Anta, Espinho: fuga de água há mais de uma semana. Fonte.
  • A ANP|WWF vai remover o açude Horta do Fialho, localizado na Ribeira de Oeiras, que já não cumpre a função para a qual foi construído e que está apenas a obstruir o curso natural da ribeira. A remoção vai permitir restaurar a conectividade fluvial da Ribeira de Oeiras, recuperando 2,34 quilómetros desta ribeira e melhorando o seu estado ecológico. Vai ainda contribuir para melhorar não só a vegetação ripícola na área de intervenção, mas também o habitat para peixes nativos e espécies de mexilhões ameaçadas. Fonte.

quinta-feira, 28 de novembro de 2024

ERSAR PASSA A FIXAR TARIFAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA E SANEAMENTO

Cascatas do Rio Poio, Alvão

  • O governo de Luís Montenegro volta a retirar competências aos Municípios, atribuindo à Entidade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos as competências para a fixação das tarifas de abastecimento de água e saneamento. A juntar a esta medida, tem havido aumentos da taxa geral de resíduos, que vieram onerar não só a despesa das autarquias no que diz respeito ao tratamento dos resíduos sólidos urbanos, mas também a fatura da água das populações. Também aqui a ERSAR tem vindo a impor o aumento do valor da tarifa, sem nunca propor outra solução que vise minimizar o impacto financeiro destas medidas sobre os orçamentos municipais. Fonte.

  • O regato do Bolhão, também conhecido por Ribeira de Fiães, afluente do rio Uima voltou a correr branca. Apesar de várias denúncias a quem de direito, o crime persiste, denuncia a Quercus Aveiro, que apela à comunidade a ação pela defesa da Ribeira de Fiães e a partilha deste crime ambiental.
  • 25% as famílias residentes no concelho de Barcelos recusam-se a ligar à rede pública de saneamento e de água, apesar de terem as infraestruturas à porta, prontas a ligar e continuam a optar por meios mais rudimentares, como fossas sépticas. Fonte.
  • A Câmara de Torres Novas considera que a fábrica da Cratoliva, instalada em Parceiros de Igreja e responsável pelo processamento de bagaço de azeitona, não tem condições para continuar a laborar por causa dos constantes maus cheiros que emite e que são motivo de queixas da vizinhança. Por isso, deu um prazo de 3 meses à empresa para regularização e legalização de alguns licenciamentos, após uma vistoria efetuada às instalações da fábrica. A empresa veio dizer que já encomendou um eletrofiltro, que será montado até ao final do ano, para evitar os fumos e os cheiros. Recorde-se que em Julho de 2024, esta fábrica foi alvo de uma operação da ASAE, tendo sido instaurado um processo-crime por suspeita de fraude sobre mercadorias e apreendidos 18.200 litros de óleo alimentar e 177.690 rótulos com menção de azeite. Fonte.

quinta-feira, 7 de novembro de 2024

ESPINHO: DESPEJOS DE INERTES DE OBRAS NA RIBEIRA DE SILVALDE

50 anos depois do 25 de abril, quando julgávamos que tínhamos evoluído para melhor, eis que há gente que continua a despejar resíduos de obras numa margem da Ribeira de Silvalde, em Espinho.

Para além de degradar a paisagem e reduzir o valor recreativo e turístico da área, os resíduos acabam libertando substâncias tóxicas na água, afetando a sua qualidade e prejudicando a fauna e flora locais, levando à perda de biodiversidade. O despejo de restos de obras na ribeira pode atrair pragas e vetores de doenças e, em último caso, bloquear a saída para o mar, aumentando o risco de inundações.

Quantos mais anos vamos precisar para sabermos reciclar ou descartar este tipo de resíduos nos locais próprios disponibilizados pela autarquia?

Ou será que não gostamos desta terra e vamos continuar a conspurcá-la?

quinta-feira, 3 de outubro de 2024

ESPINHO: RIBEIRA DE RIO MAIOR ALVO DE MONITORIZAÇÃO NO CASTRO DE OVIL

  • A ribeira de Rio Maior foi alvo de uma ação de monitorização junto ao troço do Castro de Ovil, em Paramos, Espinho, no âmbito do Projeto Rios. Os voluntários recolheram muito lixo nas margens e registaram o mau cheiro e espumas que sugerem a presença de poluentes, a erosão e o assoreamento em alguns pontos, a frágil galeria ripícola e a presença de plantas invasoras nas imediações, nomeadamente acácias, tintureira, tradescância e erva-das-pampas. Fonte.
  • Persiste o mau cheiro que paira no Cabouco, Lagoa-Açores, desconforto que, tendo surgido há mais de uma década, tem aumentado significativamente nos últimos tempos. As denúncias feitas pelos munícipes junto das entidades competentes parecem cair em saco roto, pois a fonte poluidora continua por ser identificada. “A circulação na via rápida, no sentido Ribeira grande-Lagoa, faz com que avistemos um dos focos deste cheiro nauseabundo, podendo estar relacionado com o ‘encaixotamento’ de animais de pecuária”, escreve Maria Chaves Martins, no Diário da Lagoa. E conclui: “Como são autorizadas explorações agropecuárias junto de habitações e sem cumprir requisitos para armazenamento de efluentes produto da atividade? Não há fiscalização posterior ao licenciamento e após tantas denúncias? Como é possível ignorar a poluição atmosférica concelhia? Não vos cheira?… Talvez seja tempo de criar legislação sobre a libertação de efluentes agrícolas e ‘por pés a caminho’ para fiscalizar e solucionar uma problemática com mais de uma década de existência.”
  • O projeto “NABIA – New Approach to Bioremediation using Algae”, liderado por Telma Encarnação e Abílio Sobral, investigadores do Centro de Química da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, está a testar a aplicação de microalgas para remover poluentes de águas residuais, aproveitando essa biomassa para a produção de produtos de base biológica. Fonte.

quinta-feira, 1 de agosto de 2024

PORTO: JARDIM PAULO VALLADA VAI SER TRANSFORMADO NUM 'ESPONJA'

  • Quando chove torrencialmente no Porto, a formação de um efeito cascata na zona das Fontainhas já não é um fenómeno raro. A severidade com que a água, que tem origem na entubada ribeira do Poço das Patas, passa por aquela zona da cidade já levou a autarquia a retirar moradores da Ilha dos Moinhos para criar ali uma bacia de retenção, que está ainda em fase de projeto. A montante, como parte do mesmo sistema, a Câmara Municipal do Porto Vai criar uma outra zona de retenção, no Jardim Paulo Vallada, perto do Campo 24 de Agosto, e tentar mitigar os efeitos de cheias em episódios extremos. A intervenção passa por criar várias pequenas bacias e rebaixar o campo de futebol do jardim, que poderá servir também como área de armazenamento de água, durante fenómenos extremos. As bancadas serão desenhadas com o relevo do terreno. O objetivo é lidar melhor com a quantidade de água que cai num curto espaço de tempo. Os trabalhos para transformar o jardim encaixado entre a Rua de San tos Pousada e a Avenida de Fernão Magalhães numa “esponja” custam 550 mil euros e devem começar na segunda quinzena de Setembro. A empreitada durará cerca de oito meses. Público 31Jul2024.
  • A Câmara de Estarreja deu parecer favorável, por unanimidade, ao requerimento de reconhecimento como de Potencial Interesse Nacional (PIN) feito por uma empresa do Grupo José de Mello para localizar no concelho a primeira fábrica de refinação de lítio em Portugal. A construção da fábrica está a ser projetada pela Lifthium Energy S.A. , do grupo que também integra a Bondalti (antiga CUF / Quimigal), há muitas décadas presente no complexo químico de Estarreja. Fonte.
  • O incêndio na Auto Sueco provocou uma descarga poluente na ribeira da Granja, tendo a Câmara do Porto acionado os meios para tentar conter o foco de contaminação das águas. A descarga foi provocada pelas escorrências na rede de águas pluviais de materiais poluentes, resultantes do incêndio. Foram colocadas barreiras de contenção para derrames e, em simultâneo, está a ser aspirada a matéria poluente em suspensão. Estão proibidos os banhos e a pesca lúdica em toda a extensão desde o cais de cimentos até à foz do rio Douro. JN 31jul2024.
  • A praia de Bitetos voltou a ser de novo desaconselhada a banhos. Localizada na margem direita do rio Douro, em Alpendorada, Várzea e Torrão, no concelho do Marco de Canaveses, a praia, em meados de julho, já tinha estado interdita a banhos. Em causa estão os valores microbiológicos da água acima dos limites aceitá veis detetados em análises pela Agência Portuguesa do Ambiente. JN 31jul2024.
  • A requalificação da Ribeira de Rio de Moinhos, em Abrantes, dita a sua morte ecológica, acusa a Zero.

  • Pelo terceiro ano consecutivo, a refinaria de Sines da Petrogal foi a instalação mais poluente do país. A TAP foi a empresa que mais aumentou (em 15%) as emissões de dióxido de carbono entre 2022 e 2023, segundo o ranking das dez empresas mais poluentes elaborado pela Zero. Sublinhe-se que as dez unidades que mais poluem reduziram em 14% o total de emissões. A lista graduada da Zero é feita com base nos dados disponibilizados pela Agência Portuguesa do Ambiente referentes ao registo de emissões associado ao Comércio Europeu de Licenças de Emissão.
  • “Não vamos comprar tantos comboios quanto a CP queria. A CP tinha a ambição de comprar comboios que lhe dariam uma quota de mercado de 80% e não acho isso saudável para o mercado”. Miguel Pinto Luz, ministro das Infraestruturas, em 24 de julho, citado pelo DN de 31 de julho.

terça-feira, 30 de julho de 2024

SILVES: CAUDAL REDUZIDO PROVOCA MORTALIDADE DE PEIXES NA RIBEIRA DE ALCANTARIHA

  • A mortalidade de peixes na foz da ribeira de Alcantarilha, no concelho de Silves é provocada pela redução de caudais resultante da seca hidrológica no Algarve. Fonte.
  • A poluição do rio Sena obrigou ao cancelamento do treino de natação dos triatletas olímpicos em Paris, pelo segundo dia consecutivo, depois de a sessão de familiarização de domingo ter sido cancelada pelo mesmo motivo. Fonte.
  • A Hungria tenciona permitir que o limite de temperatura de um troço do Danúbio que recebe água de refrigeração da central nuclear de Paks seja ultrapassado por razões de segurança do abastecimento. Fonte.
  • A entrega marítima da ajuda humanitária dos EUA será transferida para o porto israelita de Ashdod para nunca mais ser entregue em Gaza. A Mãe Natureza, com os seus ventos e ondas não tão fortes, destruiu o cais temporário multimilionário que levou dois meses aos militares dos EUA para ser transportado de uma base do Exército dos EUA na Costa Leste dos EUA e mais dois meses para construir como blocos de Lego. A Mãe Natureza teve de intervir não uma, nem duas, mas três vezes antes que o governo dos EUA finalmente entendesse a mensagem. Fonte.
  • A barragem da albufeira de Kialimskoye não conseguiu conter a subida das águas devido à forte precipitação e rompeu-se, afetando quatro aldeias da região. Fonte.
  • Os veículos elétricos pressionam a aliança entre fabricantes de automóveis e grandes petrolíferas. Na batalha dos automóveis ‘limpos’, a indústria petrolífera apoia-se em amigos - incluindo Donald Trump - para manter vivo o transporte a gasolina, enquanto os fabricantes de automóveis se orientam para um futuro de veículos elétricos. Marianne Lavelle, ICN.

segunda-feira, 15 de julho de 2024

SÃO JOÃO DA MADEIRA: HORTA COMUNITÁRIA COM 300 TALHÕES NUMA RUA?

  • Estão a ser construídos 300 talhões na Rua S. João de Brito e na Mamoinha, em S. João da Madeira, para disponibilizar a famílias desfavorecidas do concelho. O investimento, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência, é de 343 mil euros. O objetivo, diz o Município, é promover o cultivo de produtos hortícolas e frutícolas de forma biológica e sustentável, contribuindo para uma alimentação diversificada e saudável e poupar nas compras. JN 14julho2024. Esta notícia tresanda a embuste e a propaganda. Ficamos a saber que uma horta se constrói, mas ficamos sem saber que área tem a horta comunitária e a área de cada talhão. Tudo numa rua. Andem-me a caçar!
  • 30 Km do curso de uma ribeira em Freixiel foram recuperados no âmbito deum projeto nacional que tem por objetivo requalificar 500 Km de rios até 2030. O Município de Vila Flor vai criar uma equipa de sapadores dos rios, uma espécie de guarda-rios, que existiram no passado, para cuidar dos rios e ribeiras. JN 14 julho 2024.
  • Bisontes-europeus são os novos heróis no combate aos incêndios. Vieram da Polónia e, patrocinados pela Rewiolding Portugal, andam a ‘trabalhar’ na Herdade do Vale Feitoso, no concelho de Ida nha-a-Nova, desbastando acácias e criando corta-fogos. JN 14jul2024. Estes bisontes são uma atração para turistas que visitam a propriedade de Ricardo Machado, adquirida ao Grupo Espírito Santo e destinada a caça turística. Esperemos que não lhes façam o mesmo que os colonos americanos fizeram aos bisontes dos índios.