A Assembleia Municipal de Espinho aprovou a transferência de competências e verbas para as Freguesias. Vários vogais denunciaram a aparente desigualdade de critérios na atribuição de verbas, salientando o benefício das freguesias costeiras em relação às freguesias do interior do concelho. Na ocasião, o presidente da Junta de Freguesia de Guetim, Alfredo Rocha, exigiu meios para a requalificação da Ribeira do Mocho, merecedora de igual atenção já dedicada às praias.
Recorde-se que, segundo o Defesa de Espinho de 22 de julho de 2021, Vicente Pinho (PSD), vice-presidente da Câmara de Espinho e candidato a presidente nas eleições seguintes, prometera criar percursos pedonais e ciclovias previstas no PDM para ligar o Parque da Picadela, o Parque da Cidade e o Castro de Ovil às praias: “Aproveitando as ribeiras existentes no concelho, iremos criar percursos pedonais e ciclovias que acompanhem os mesmos e que liguem os principais espaços verdes do concelho, como o Parque da Picadela, o Parque da Cidade e o Castro de Ovil ao mar e à nossa praia”.
Há 10 anos, em 30 de janeiro de 2016, o Ambiente Ondas3 escrevia: «As ribeiras do município de Espinho vão, finalmente, merecer a atenção que lhes é devida. O novo PDM assim o determina. Vai ser uma tarefa hercúlea, dado o avançado estado de degradação em que se encontram alguns dos troços da Ribeira do Mocho, em Espinho, da Ribeira de Silvalde e da ribeira de Rio Maior, em Paramos. Operações de desassoreamento, de limpeza e de consolidação das margens serão levadas a cabo. A maior dificuldade, presume-se, será conseguir resolver os inúmeros casos de ocupação indisciplinada e abusiva de alguns setores dessas margens. Para já não referir o estafado problema da duvidosa qualidade das águas que, por vezes, nelas correm e que empestam o seu leito e as suas margens e contaminam o ar com maus cheiros. O PDM propõe uma rede de mobilidade suave, - ciclovias e quejandos -, que deverá ligar as fozes das três ribeiras, respetivamente, ao parque da Gruta da Lomba/Picadela, ao Parque da Cidade e ao Castro de Ovil. Muitos se questionam acerca da exequibilidade da intenção em 10 anos, mas os responsáveis autárquicos fazem questão de sublinhar que os projetos são realistas.»
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