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quinta-feira, 7 de maio de 2026

REFLEXÃO

ESPINHO, QUE EDUCAÇÃO AMBIENTAL?

Imagens de algumas ações de limpeza de praias de Espinho e Paramos levadas a cabo pelo Clube do Ambiente da ESMGA 
em 1997, 1998, 1999 e 2000.

Longe vão os tempos em que um punhado de professores e alunos da Escola Secundária Dr Manuel Gomes de Almeida, agrupados no seu Clube do Ambiente, levavam a cabo inúmeras atividades, incluindo observações costeiras, visitas de estudo, acampamentos, caminhadas e ações de limpeza de praias. Noutras localidades, grupos semelhantes faziam o mesmo e, quiçá, melhor.

A semente germinou e cresceu. Os tempos são outros, e o modelo da educação ambiental parece ter envergado outras roupagens.
Dezenas de professores e alunos do Agrupamento de Escolas Dr. Manuel Laranjeira passaram a manhã de quarta‑feira, 6 de maio, na Praia da Baía, recolhendo resíduos ao longo do percurso até à Praia dos Pescadores. O evento integrou também uma aula ao ar livre sobre o impacto dos resíduos marinhos e contou com atuações de dança artística e ginástica acrobática.
Pese embora o empenho dos alunos, professores, autarcas e agentes de comunicação, toda a ação pareceu cuidadosamente encenada para transmitir uma imagem de dinamismo ambiental — quase uma operação de cosmética pública destinada a suavizar o impacto da recente perda da Bandeira Azul por parte da praia da Baía.
Curiosamente, o Defesa de Espinho — semanário propriedade da EMPS, detida maioritariamente pela Solverde (Sociedade de Investimentos Turísticos da Costa Verde, SA), responsável pelos casinos de Espinho, Vilamoura e Figueira da Foz — disponibilizou, na íntegra e livremente, uma reportagem sobre o evento, ilustrada por dezenas de fotografias, embora nenhuma do conjunto dos resíduos que consta terem sido recolhidos...



Isabel Faustino/DE



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