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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

FRANÇA: ABANDONADA A PISTA DE ESQUI ARTIFICIAL DE ARTOUSTE

© Thibaut Durand / Hans Lucas / Hans Lucas via AFP
  • A estação de Artouste, nos Pirenéus, desistiu da sua pista de esqui artificial. Os políticos ecologistas criticaram este projeto que visava manter o esqui a todo o custo, apesar da escassez de neve. Fonte.
  • À medida que as catástrofes climáticas fazem subir o preço dos seguros residenciais, três estados dos EUA (California, New York e Hawaii) ponderam dar poderes aos seus procuradores estaduais para processarem os principais poluidores pelo seu papel no aumento desses custos. Fonte.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

EUA: O MAIOR PRODUTOR DE MAGNÉSIO FALIU. QUEM VAI LIMPAR A CONTAMINAÇÃO ABANDONADA?

Foto: Francisco Kjolseth / The Salt Lake Tribune
  • A falência da U.S. Magnesium, a maior produtora de magnésio dos EUA, localizada perto do Great Salt Lake, no Utah, deixou para trás um problema ambiental significativo, incluindo 18 lagoas cheias de resíduos tóxicos e radioativos. Essa contaminação representa uma séria ameaça a longo prazo para o lago, um ecossistema crucial. A U.S. Magnesium operou durante décadas com supervisão mínima e sem um plano formal de limpeza, em parte devido à sua localização em terras soberanas pertencentes ao estado, o que limitava a aplicação da lei federal. A Magnesium Reduction Company, uma operadora anterior no local, também falira em 2001, deixando para trás uma contaminação semelhante, estabelecendo um precedente preocupante. Este caso evidencia um padrão recorrente em que empresas privadas lucram com os recursos naturais, mas evitam o custo total da limpeza, passando o ônus financeiro e ambiental para o público. Fonte.
  • Nos últimos cinco anos, o transporte público local na Itália perdeu 4 mil milhões de euros devido à inflação. Para chamar a atenção para a importância do setor e pedir mais investimentos, a Clean Cities, a coligação europeia de mais de 130 ONGs que tem como objetivo a mobilidade urbana com zero emissões até 2030, organizou em Roma um flash mob na paragem de autocarro da Viale Einaudi. Fonte.
  • As faturas de energia nos EUA aumentaram 13% desde que Trump assumiu o cargo, de acordo com estudo da Climate Power.
  • Porque é que as montanhas são tão importantes: descubra como influenciam a precipitação e o armazenamento de água. Silvia Ferrer, Meteored.
  • Lóbi dos pesticidas usa agricultores como pretexto para reduzir normas de segurança. Nina Holland, Público.
  • Colonos israelitas invadiram a aldeia de Burqa, a leste de Ramallah, na noite de segunda-feira, e incendiaram várias oliveiras. Fontes locais afirmaram que as árvores arderam apesar da chuva, indicando que foram utilizados materiais altamente inflamáveis, o que representou uma ameaça direta às casas próximas. Fonte.
  • Uma nova queixa criminal apresentada em França acusa a empresa petrolífera francesa TotalEnergies de cumplicidade em crimes de guerra. As acusações dizem respeito à morte de 97 aldeões que terão sido detidos, torturados e executados por soldados moçambicanos na entrada do projeto de gás Afungi da empresa, no norte de Moçambique, em 2021. Fonte.

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

INGLATERRA: EÓLICAS AQUI, NÃO

  • O projeto de um grande parque eólico em Hope Moor, na periferia de Yorkshire Dales, está a ser contestado. Suzy Wilson, porta-voz do grupo, afirmou: «Embora o grupo apoie as energias renováveis como ferramenta vital no combate às alterações climáticas, opõe-se veementemente a projetos que causam danos irreversíveis a habitats ecologicamente sensíveis, turfeiras e florestas antigas. Alega-se ainda que o parque eólico seria visível a 120 km de distância e poderia ser visto de West Yorkshire, Teesside, Tyneside e Lake District. Se aprovado, o parque eólico de 20 turbinas com cerca de 200 m de altura geraria energia suficiente para abastecer 81 000 residências e empresas. Fonte.
  • Um proprietário rural foi multado em £ 15.000 por danos causados a um local protegido na Cornualha ao supervisionar a importação de resíduos sem a necessária licença ambiental. Martin McAnulty, de London Road, Berkhamsted, também foi condenado a pagar custas no valor de £ 14.032,05 e uma sobretaxa à vítima no valor de £ 2.000. Fonte.
  • Já imaginou como é o topo do Everest? Na publicação, é possível ver uma selfie de um alpinista completamente rodeado por montes de lixo abandonado. De tendas que foram deixadas para trás a equipamentos quebrados e até cilindros de oxigénio vazios, há uma enorme quantidade de lixo que parece ter-se acumulado na montanha ao longo dos anos. A imagem foi captada há 5 anos, mas a gravidade do problema persiste.

terça-feira, 1 de julho de 2025

FRANÇA: VIZINHOS DE UMA ESTÂNCIA DE ESQUI NOS ALPES VOTAM A FAVOR DO SEU ENCERRAMENTO

  • Os habitantes de Allos (Alpes-de-Haute-Provence) votaram a favor da suspensão da prática de esqui alpino na sua estância de Val d'Allos-Le Seignus. Confrontado com um défice crónico - 700 000 euros este ano - e com condições de neve cada vez mais imprevisíveis, o município propôs três opções aos seus cerca de 5000 contribuintes, residentes permanentes e sazonais: manter a atividade com um aumento de impostos de 30-35%, restringi-la parcialmente à custa de um aumento de impostos de 10-15%, ou abandoná-la completamente. A decisão final depende agora do Conselho Municipal. Fonte.
  • A UE está a planear enfraquecer significativamente os requisitos relativos aos OGMs com um novo regulamento para os novos OGMs, também designados por "novas técnicas genómicas". Se o regulamento for aprovado, deixará de haver controlos de segurança prévios, rastreabilidade obrigatória ou rotulagem na embalagem para os novos OGMs. Isto significaria que os produtos geneticamente modificados poderiam chegar aos nossos campos e pratos sem que tivéssemos conhecimento deles. Envie um e-mail aos seus deputados do Parlamento pedindo-lhes que defendam uma regulamentação rigorosa para todos os novos OGMs!
  • Como Lisboa se tornou irresistível para os turistas - e se tornou a cidade menos acessível da Europa. Fonte.

sábado, 7 de junho de 2025

FRANÇA: ESCALADA A FALÉSIA ENCERRADA PARA DEFENDER NIDIFICAÇÃO DE ÁGUIA

  • Em Ardèche, um município suprimiu as vias de escalada numa falésia para facilitar o regresso da águia de Bonelli. Esta decisão foi contestada por vários alpinistas, que levaram o caso a tribunal. O processo foi arquivado. Fonte.

  • Na Unoc, a Cimeira Mundial dos Oceanos, o Ministério francês da Transição Ecológica promoveu a CMA CGM. Este colossal e altamente poluente grupo marítimo francês é mesmo um parceiro do evento. O seu diretor-geral, Rodolphe Saadé, é próximo de Macron. Fonte.
  • A TotalEnergies enfrenta um processo judicial de greenwashing em França, movido por organizações ambientais como a Greenpeace France, Friends of the Earth France e Notre Affaire à Tous. O processo alega que a campanha de rebranding da empresa em 2021, que incluiu 44 comunicações, como anúncios e publicações nas redes sociais, induziu os consumidores em erro ao apresentar a TotalEnergies como líder na transição energética e empenhada em alcançar a neutralidade carbónica até 2050, apesar da sua expansão contínua da produção de combustíveis fósseis. Os queixosos argumentam que a promoção do gás natural como fonte de energia “limpa” ou “de transição” é enganosa, dado o significativo potencial de aquecimento global do metano. Pedem uma ordem judicial que exija que a TotalEnergies inclua avisos de isenção de responsabilidade nos materiais promocionais que reflitam as suas atividades continuadas de combustíveis fósseis. Fonte.

quinta-feira, 29 de maio de 2025

CE: ORDEM PARA REDUZIR O CONSUMO DE ÁGUA EM 10% ATÉ 2030

  • A Comissão Europeia propôs que os países da União Europeia reduzam o consumo de água em pelo menos 10% até 2030, como resposta ao aumento das secas e à diminuição das reservas de água subterrânea. Esta iniciativa visa melhorar a eficiência hídrica em todo o bloco, incentivando investimentos em infraestruturas para reduzir perdas de água, que atualmente representam cerca de 25% na UE, e promovendo o aumento da reutilização de água, atualmente em apenas 2,4%. Embora a meta de redução não seja vinculativa, a Comissão encoraja os Estados-membros a estabelecerem objetivos nacionais e a melhorarem a recolha de dados sobre o uso da água. O Banco Europeu de Investimento apoiará a iniciativa com €15 mil milhões em empréstimos e garantias entre 2025 e 2027, enquanto se estima que sejam necessários €23 mil milhões anuais para infraestruturas hídricas adequadas. A estratégia destaca a urgência de uma ação coordenada para fortalecer a resiliência hídrica face às pressões climáticas crescentes. Financial Times.
  • A Thames Water foi alvo de uma coima recorde de 104 milhões de libras devido a infrações ambientais envolvendo derrames de águas residuais, depois de não ter operado e gerido eficazmente as suas instalações de tratamento e redes de águas residuais. Fonte.
  • Os visitantes da Giant's Causeway são convidados a não enfiar moedas nas rochas icónicas. As moedas estão a danificar as famosas formações rochosas de um dos locais mais famosos da Irlanda do Norte. Fonte.
  • Uma enorme secção de um glaciar nos Alpes suíços partiu-se, provocando um dilúvio de gelo, lama e rocha que soterrou a maior parte da aldeia de Blatten evacuada no início do mês devido ao risco de um deslizamento de rochas.
  • O regime de Trump ordenou o encerramento de 25 centros científicos que monitorizam as águas dos EUA relativamente a inundações e secas, e gerem os níveis de abastecimento para garantir que as comunidades de todo o país não fiquem sem água. Fonte.
  • As autoridades emitiram um aviso para os residentes de partes da capital da Virgínia ferverem a água da torneira, na sequência de um problema operacional na estação de tratamento de água da cidade, pela segunda vez este ano. Fonte.
  • A entidade reguladora da energia offshore da Austrália lançou uma investigação sobre um derrame de petróleo e gás num projeto da Woodside Energy ao largo da costa de Pilbara, na Austrália Ocidental. Estima-se que 16.000 litros de produtos petrolíferos tenham sido despejados no Oceano Índico a 8 de maio, durante a desativação do campo Griffin da empresa, 58 km a noroeste de Exmouth e a 60 km do parque marinho de Ningaloo. O campo deixou de produzir em 2009. Fonte.
  • Subsídios públicos incentivam atividades degradadoras do meio ambiente, sugere um estudo recente coordenado por Victoria Reyes-García.
  • A Tragédia Persistente do Plástico - Guia de Estudo. EcoDebate.

quarta-feira, 23 de abril de 2025

BRASIL: RONILSON DE JESUS SANTOS ASSASSINADO NA MESMA REGIÃO ONDE MATARAM DOROTHY STANG

  • O assassinato de Ronilson de Jesus Santos, líder de um assentamento em Anapu (PA) na ultima 6ª feira (18 abril), reacendeu o alerta sobre a violência crónica contra defensores de direitos agrários no Brasil. Coordenador local da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da Central Única dos Trabalhadores (CONTRAF-CUT), Santos foi morto numa região historicamente marcada por conflitos entre pequenos agricultores e madeireiros, cenário semelhante ao que vitimou a missionária Dorothy Stang em 2005. Duas décadas após o assassinato de Stang – encomendado por fazendeiros contra o seu trabalho com agricultores ameaçados –, a região continua palco de tensões entre projetos de desenvolvimento sustentável e interesses de grileiros e madeireiros. O caso expõe a fragilidade das políticas de proteção a ativistas e a lentidão na resolução de conflitos agrários, que transformam áreas como o Pará em zonas de risco permanente para quem defende a reforma agrária e a preservação ambiental. Fonte.
  • As empresas sauditas estão a adotar cada vez mais a energia solar devido à redução dos subsídios à energia por parte do governo, o que tornou as fontes de energia tradicionais mais caras. Esta mudança faz parte de uma estratégia mais ampla para diversificar a economia e cumprir os objectivos de sustentabilidade, visando 50% da produção de energia a partir de fontes renováveis até 2030. Fonte.
  • O manto de neve persistente sobre as cadeias montanhosas dos Himalaias e do Hindu Kush (no Afeganistão e no Paquistão) está 23,6% abaixo do normal, o nível mais baixo desde que se iniciaram as medições, há 23 anos. Esta situação, que cobre 12 bacias hidrográficas, incluindo o Indo, o Ganges e o Brahmaputra, ameaça o abastecimento de água a quase 2 mil milhões de pessoas desde o Afeganistão até à Birmânia. Fonte.

domingo, 12 de janeiro de 2025

GRANADA: NEVE ARTIFICIAL PARA A SERRA NEVADA - O QUE A JUNTA DE ANDALUZIA OMITE

 Borreguiles, na estância de esqui de Sierra Nevada (Granada). Foto: ACEBAL / CC BY 2.0

Perante temporadas de esqui cada vez mais curtas e irregulares, a Cetursa e o Presidente da Andaluzia Moreno Bonilla pedem o dobro da água a extrair do rio Monachil para produzir mais neve artificial. O argumento oficial é que isso não terá qualquer impacto ambiental. Para o governo regional, a operação não agravará a crise hídrica que a região atravessa devido a uma seca quase crónica, porque a água extraída volta mais tarde ao circuito, um argumento que é refutado pelos especialistas. Os peritos refutam-no. De acordo com um relatório recente do Observatório das Alterações Globais da Serra Nevada, o manto de neve está a diminuir há 40 anos. Ricardo Aliod, professor de Engenharia Hidráulica e de Rega na Escola Superior de Agrónomos de Huesca e membro da Fundação Nova Cultura da Água, adverte que o argumento da Junta omite que parte da neve não derrete, evapora-se e perde-se na atmosfera, não é recuperada. "Na Serra Nevada, esta sublimação situa-se entre 15 e 20 por cento. Por outro lado, acrescenta Alido, "os regressos não vão necessariamente para o mesmo leito de onde partiram". Por conseguinte, a ideia de que, uma vez derretida, a água regressará ao leito do Monachil é errónea.

Rafael Seiz, da WWF, adverte que a precipitação está a concentrar-se em menos semanas e em maior volume no início da primavera e isto significa que o aumento das captações de água no inverno a partir das zonas de cabeceira pode ter um efeito negativo mais grave e intenso, reduzindo os caudais nos meses mais importantes. E sublinha que as regras de gestão da água em vigor em Espanha dão prioridade ao abastecimento urbano (água da torneira), seguido da irrigação (produção alimentar) e dos usos industriais, como a produção de energia. "Os usos recreativos estão no fim da lista e deve entender-se que a produção de neve artificial para uma estância de esqui é um uso recreativo enquanto tal", conclui.

Andrés Actis, Climática.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2025

ENERGIA SOLAR: ABRANDAMENTO DA PROCURA PROVOCA FALÊNCIAS

Igor Metelskiy/2024 Fotógrafo de Vida Selvagem do Ano

  • O crescimento da capacidade de produção de energia solar na Alemanha abrandou acentuadamente em 2024. O abrandamento da procura e o ritmo mais lento das instalações levaram à insolvência de várias empresas de energia solar sediadas na Alemanha ao longo do último ano, como a ESS Kempfle, a PV Fellensiek e a Solarmax. Outras empresas alemãs do setor da energia solar, como a Zolar, despediram trabalhadores, devido ao colapso da procura de energia solar residencial por parte dos proprietários de casas. Os principais mercados da UE, incluindo a Alemanha, a Áustria, a Itália, a Polónia, os Países Baixos, a Bélgica, a Suécia, a Espanha e a Hungria, registaram declínios substanciais no segmento dos sistemas solares residenciais, diz a SolarPower Europe. "Não se pode ter uma transição verde com números vermelhos. O sector tem de ser rentável", afirmou Dries Acke, diretor executivo adjunto da SolarPower Europe, comentando o abrandamento do mercado alemão e europeu da energia solar. Fonte.
  • O salmão está a desaparecer no sudoeste de França. Este esgotamento obrigou a prefeitura de Nouvelle-Aquitaine a proibir a pesca do salmão em toda a bacia do Adour, bem como nas costas das Landes e do País Basco, durante todo o ano de 2025. Fonte.
  • Os reguladores da Califórnia aprovaram uma proposta para adiar o encerramento da instalação de gás natural de Aliso Canyon, o local da maior fuga de metano conhecida na região, que obrigou milhares de famílias a abandonar as suas casas em Los Angeles em 2015. Fonte.
  • "Daqui a 10 anos podemos deixar de existir": a subida do mar e o afluxo de turistas ameaçam engolir a ilha do Panamá. Fonte.
  • O governo português aprovou no Decreto-Lei n.º 122/2024, de 31 de dezembro, a criação da Agência para o Clima, I. P. (ApC, I. P.), agregando serviços que transitam da Secretaria-Geral do Ministério do Ambiente, potenciando assim o planeamento e execução em matérias essenciais como o combate às alterações climáticas. A agência coordenará e gerirá fundos nacionais, europeus e internacionais, como o Fundo Ambiental, EEA Grants, Fundo Social para o Clima, Fundo de Modernização e Fundo Azul. A ApC também assumirá as competências da Agência Portuguesa do Ambiente (dela recebendo 140 funcionários) em matéria de clima e acompanhará o desenvolvimento do Mercado Voluntário de Carbono.


domingo, 18 de agosto de 2024

FAPAS E PAN CONTESTAM PROJETO MUNICIPAL NA CASCATA DO TAIHTI NO GERÊS

CM

  • A FAPAS alerta que o Gerês pode deixar de ser um parque nacional, porque está a ser continuamente degradado com uma totalmente errada lei da cogestão das áreas protegidas. A Câmara de Terras de Bouro pretende avançar com a obra invocando a sinistralidade na mais conhecida como a Cascata do Tahiti, mas a FAPAS está contra a obra porque irá artificializar a área protegida. “Se perdermos a classificação da Peneda-Gerês, não teremos outro parque nacional em Portugal, com todo o prejuízo que isso significaria para a conservação da natureza e para as economias locais que se desenvolveram muito à custa da marca ‘parque nacional’ e para a história ficarão os nomes daqueles que, em nome de um falso desenvolvimento de um lucro imediato e de um crescimento não sustentável, contribuíram para a delapidação do nosso único parque nacional”, defende a FAPAS. Fontes aqui e aqui.

  • Há uma grande concentração de Azolla filiculoides (azola) no Rio Alcoa. Há grandes máquinas em obras no Rio Alcoa e centenas de peixes mortos a chegar à comporta situada na Rua da Carrasqueira, estrada que vai para o Bárrio. António de Lemos, Guardiões do Mar Alcobaça e Nazaré.
  • "PARQUE DE ESTACIONAMENTO NA PRAÇA DO MUNICÍPIO - NÃO! Numa cidade com mais de 100 mil habitantes e uma enorme pressão turística, onde não existe um terminal de autocarros que permita a conexão entre transportes públicos urbanos e interurbanos, o executivo da Câmara do Funchal insiste no insano objectivo de construir um parque de estacionamento subterrâneo para automóveis privados na Praça do Município. Um desastre, quer para o património edificado, quer para a mobilidade no centro histórico. É tempo de dizer Não. É tempo dos cidadãos preocupados com a qualidade de vida das gerações futuras se unirem com o objectivo de travar o movimento de destruição do património natural e cultural no Funchal, na Madeira. É tempo de autarcas e governantes serem obrigados a aprender o significado da palavra SUSTENTABILIDADE." Raimundo Quintal.
  • A Polícia Judiciária em colaboração com a Guarda Nacional Republicana, deteve a presumível autora de sete crimes de incêndio florestal, ocorridos entre os dias 23 de julho e 7 de agosto, em diversas freguesias do concelho de Póvoa de Lanhoso. Fonte.
  • Plano Municipal de Ação Climática de Penacova em consulta pública até 15 de setembro. Fonte.

sábado, 25 de maio de 2024

‘OPÇÃO ALCOCHETE AMEAÇA RESERVA ESTRATÉGICA DE ÁGUA’

  • Avaliação feita em 2010 aponta impactes ambientais ‘negativos, significativos e não minimizáveis’. Os principais impactes do projeto decorrem da redução da recarga do aquífero do Tejo-Sado, com a impermeabilização de solos que limitam a infiltração da água das chuvas e da contaminação por óleos e combustíveis, em situação de acidente ou por problemas de conservação da plataforma. Há também impactes negativos nas águas superficiais da ribeira de Vale Cobrão e no rio Sorraia. “Temos um elefante na sala”, aponta João Joanaz de Melo, dirigente GEOTA. Para ele, o aquífero do Tejo-Sado é uma das mais importantes reservas estratégicas de água da Península Ibérica e equivale a 50 albufeiras de Alqueva. E é sobre esta massa de água que querem meter um aeroporto e uma cidade aeroportuária que ainda vai exercer mais pressão sobre as disponibilidades hídricas. Carla Tomás, Expresso 24mai2024.
  • Em França, as questões climáticas estão ausentes da campanha eleitoral da UE. Julie Carriat e Matthieu Goar, Le Monde.
  • As montanhas não devem continuar a ser um parque de diversões para os ricos. Agora, até influenciadores vão escalar o Everest. As montanhas tornaram-se um produto comercial, até mesmo um produto de luxo. É urgente reinventar a nossa relação com ela, escreve Gaspard d'Allens, no Reporterre.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

SERRA DA ESTRELA: ASSOCIAÇÕES CRITICAM PROGRAMA DE REVITALIZAÇÃO DO PARQUE NATURAL

 


 

Foto: Seia Digital.

  • 28 associações cívicas e ambientais criticam o Programa de Revitalização do Parque Natural da Serra da Estrela, denunciando várias falhas no seu processo de elaboração, falta de transparência e participação. Dizem que foram confrontados com um comunicado que fala em grandes obras sem uma palavra dirigida à conservação ou resiliência, completamente desligado das verdadeiras origens das catástrofes cíclicas que assolam este parque natural. Na perspetiva dos signatários, “este programa deveria ter como principal preocupação a sustentação e regeneração de um território de conservação e de prestação de serviços de ecossistema, nomeadamente ao nível da água e dos solos, do carbono e da própria biodiversidade.” Joana Viveiro, do Movimento Estrela Viva, criado na sequência da calamidade de 2017, diz: "As associações depositavam neste ‘Plano Marshall’ para a Serra da Estrela, alguma esperança. Mas o processo começou mal, com a falta de envolvimento efetivo da sociedade civil e a pouca transparência na elaboração do documento, que não foi alvo de qualquer consulta pública. Para além disso, este programa deveria ter como principal preocupação a regeneração de um território de conservação e a remuneração justa pelos serviços de ecossistema, e parece-nos que não será bem essa a prioridade!" Via Esquerda.
  • A Marinha auxiliou um navio à deriva carregado com 13 toneladas de fertilizante e mais de 200 de combustível, evitando uma catástrofe ecológica e salvaguardando a navegação e a proteção da orla costeira alentejana, a 22 quilómetros do cabo Espichel. JN 25fev2024.

sábado, 17 de fevereiro de 2024

AÇORES: O PLÁSTICO É REI DO CARNAVAL EM PONTA DELGADA

  • “Como já é hábito, no dia de Carnaval em Ponta Delgada assiste-se a um autêntico atentado ambiental, autorizado e patrocinado pela Câmara Municipal, também com o apoio de algumas empresas privadas. São mais de 1 milhão de sacos de plástico com água que são arremessados pelos ditos “guerreiros” que vão parar todos ao chão e muitos deles ao mar. Numa cidade que se candidatou a capital europeia da cultura, numa região que divulga a sua natureza como forma de atração turística, num país que publica a lei 77/2019 contra a disponibilização de sacos de plástico nas superfícies comerciais, por favor expliquem-nos como isto é possível.” Jpedro Medeiros.  Veja a repetição deste tipo de atentado em 2020, em 2019 e em 2016,

  • "Este é o novo miradouro do Zebro, em Oleiros. Segundo o autor do projeto, o arquiteto Siza Vieira, “como o afloramento rochoso tem uma espécie de quilha, pensei que se pudesse lançar no espaço uma plataforma com um suporte que fixava contra essa frente da rocha e que garantiria estabilidade e essa sensação de estar sobre o abismo, como se estivesse num balão ou num avião (...) Tive a oportunidade, que nem sempre acontece, de construir algo num lugar livre da invasão caótica que se vê em muitas paisagens e que deixaram de ter a beleza que tinham. Via Gonçalo Pereira Rosa.

terça-feira, 5 de dezembro de 2023

Serra da Estrela: ICNF manda encerrar parque de campismo por descarga de efluentes não tratados

  • O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) determinou a suspensão preventiva do funcionamento do Parque de Campismo Vale do Rossim Ecoresort, nas Penhas Douradas, Gouveia, devido a descargas de efluentes não tratados. As descargas foram detetadas em 26 de agosto e, em 22 de novembro, foi constatada a continuidade da infração. A empresa gestora do equipamento foi notificada em 24 de novembro que deveria encerrar a atividade das respetivas infraestruturas, mas o ICNF acrescentou que, dois dias depois verificou-se que o equipamento se mantinha em atividade. Por a ordem não ter sido cumprida, o ICNF solicitou intervenção judicial do Ministério Público, de forma a atuar face ao crime de desobediência registado e à necessidade de se cumprir a ordem administrativa de encerramento. Lusa/Centro TVEntretanto, a Câmara Municipal de Gouveia diz-se totalmente alheia do problema, uma vez que o parque de campismo se encontra no domínio privado da área comunitária dos baldios de Mangualde da Serra, área sob a jurisdição do ICNF e que o empreendimento pertence à área de concessão da empresa Turistrela, que subconcessionou a sua exploração à empresa Trilhos & Lagoas.
  • Análises realizadas pelo laboratório do Centro Tecnológico das Indústrias do Couro (CTIC) desmentem estudo divulgado pela Plataforma Transgénicos Fora que apontava para uma elevada concentração de glifosato em Idanha-a-Nova, Castelo Branco. Os resultados das análises realizadas pelo CTIC dizem que a concentração de glifosato é inferior a 0,03 miligramas/litro. Face a estes resultados, a Câmara Municipal de Idanha-a-Nova “lamenta os danos causados à imagem do concelho por um estudo de credibilidade duvidosa cujos critérios continuam desconhecidos” e no qual era referido que “uma amostra de água recolhida na zona da Fonte Insonsa continha uma concentração de glifosato de 3 microgramas/litro, 30 vezes mais que o limite legal”. O município reafirma a sua oposição à utilização de glifosato e incita as entidades governamentais com responsabilidade nesta matéria a adotar as recomendações da Organização Mundial da Saúde, que classifica este produto como um potencial carcinógeno e apela à proibição da sua utilização. Lusa/AgroportalPorque será que o site do CTIC não é considerado seguro pelo software antivirus?

terça-feira, 25 de julho de 2023

Reflexão: Salvaguarda dos direitos da comunidade e a questão de "facilitar a aceitação pública"

Não há "mineração verde": Os decisores políticos e o setor mineiro estão a adotar o conceito de "extrativismo verde" e a utilizá-lo como justificação para as atividades mineiras na Europa. Alegam que esta atividade mineira não só é vital para a transição energética, como também é imperativa do ponto de vista geopolítico para reforçar a resiliência da Europa e diminuir a dependência de outras nações em relação a matérias-primas cruciais. Dado que certos metais e minerais são indispensáveis para as tecnologias verdes, tanto as empresas como os governos estão a aderir entusiasticamente a esta tendência, aumentando os investimentos em novos empreendimentos mineiros. Mas a que custo?

A Lei Europeia das Matérias-Primas Críticas (CRMA), recentemente proposta, tem por objetivo garantir um "abastecimento seguro e sustentável de matérias-primas críticas" para a UE. No entanto, a sua premissa baseia-se fundamentalmente num modelo de crescimento insustentável e aceita implicitamente que o aumento da procura de matérias-primas é inevitável, sem nunca questionar esse facto ou a sua viabilidade. Este ato legislativo faz parte de um movimento global que visa cadeias de abastecimento de matérias-primas mais resilientes para permitir a descarbonização, a digitalização e o aumento da militarização, mas arrisca consequências significativas para o ambiente e as comunidades afetadas pelos projetos mineiros.

Uma das principais questões atualmente em debate na proposta da Comissão Europeia é a noção de que aqueles que promovem projetos de mineração devem "facilitar a aceitação pública", em vez de um verdadeiro consentimento. A mina de lítio da Savannah Resources no norte dePortugal é um caso que exemplifica os mecanismos (muitas vezes insidiosos) utilizados pelas empresas mineiras para contornar um envolvimento significativo com a sociedade civil e as populações locais para "facilitar a aceitação pública".

A referência explícita aos acordos internacionais relativos aos direitos humanos e à justiça ambiental, a eliminação desta linguagem problemática sobre "facilitar a aceitação pública" e a incorporação da redução da procura são mudanças necessárias que devem ser feitas para reduzir os resultados potencialmente prejudiciais do CRMA.

A mina do Barroso no norte de Portugal

A proposta da "Mina do Barroso", no concelho de Boticas, no norte de Portugal, deverá afetar pelo menos quatro aldeias cujas economias são impulsionadas pela produção agrícola e pecuária. A região do Barroso alberga também espécies vegetais e animais endémicas e possui um dosmelhores recursos hídricos de Portugal. Foi também o primeiro local em Portugal a ser designado como "Sistema de Património Agrícola de Importância Mundial" pela FAO. Este reconhecimento é um testemunho não só da prática continuada da gestão tradicional da terra em terras comuns, mas também devido à agrobiodiversidade da região e à sua preservação de espécies vegetais e animais locais. Para além da história da região do Barroso ser rica em tradições culturais e sistemas de organização social, possui também abundantes depósitos minerais, pelo que se tornou também alvo de prospeção e exploração mineira. Desde que o contrato da mina foi iniciado, têm sido introduzidas alterações sem aviso público ou períodos razoáveis para o feedback do público. Por exemplo, em março de 2023, a Savannah Resources permitiu um período de consulta pública de dez dias após a revisão do seu Estudo de Impacto Ambiental (EIA), depois de ter recebido um parecer desfavorável no verão anterior.

Como a indústria mineira facilita a "aceitação"

Apesar dos movimentos locais anti-mineração e da mobilização em solidariedade com a região do Barroso desde 2017, houve táticas coercivas utilizadas pelo Estado e pela Savannah Resources para influenciar a opinião pública e marcar o projeto como "verde". A Savannah foi conivente de forma aberta e sistemática com entidades estatais, para além de tentar manipular a opinião pública através de técnicas mais subtis.

Os investigadores em ciências sociais, Alexander Dunlap eMariana Riquito, examinaram as formas como a "guerra social" é empregue para justificar e promover a "mineração verde" nesta região de Portugal. Discutem o facto de os funcionários do governo português, a todos os níveis, serem vistos como coniventes com as autoridades mineiras. As intenções do Estado português vão muito além da comercialização do potencial de recursos do país e da atração de investimento estrangeiro, especialmente para a extração de lítio. O seu objetivo é posicionar-se como um contribuinte crucial para a prossecução dos "objetivos de energia limpa" da UE. Este objetivo exige a aceleração do processo de criação de "rostos socialmente amigáveis" para as empresas mineiras, o que pode assumir muitas formas - através da manutenção das estruturas de poder existentes a favor das minas propostas, da legitimação da extração através de campanhas científicas e mediáticas "apolíticas" e do contornar da sociedade civil e da resistência local.

De acordo com a análise de Dunlap e Riquito, a Savannah co-subsidia antigos residentes do Barroso que atualmente vivem noutros locais, muitas vezes no estrangeiro, para que possam participar nas decisões municipais. À luz da negação histórica do acesso dos cidadãos à informação - incluindo uma declaração de impacto ambiental - muitos residentes sentem que esta é simplesmente mais uma forma de as empresas mineiras conseguirem criar condições favoráveis para os seus projetos a um grande custo social e ecológico.

Alguns dos mecanismos dissimulados que Dunlap e Riquito descrevem como contribuindo para a "pacificação social" incluem iniciativas de relações públicas e de sensibilização da comunidade porta-a-porta, o financiamento de projetos para melhorar as infraestruturas locais, a utilização do meio académico para classificar a sua mina de lítio como ambientalmente sustentável, a disseminação de propaganda através dos media locais e o incentivo aos residentes para venderem as suas terras à Savannah (juntamente com a ameaça velada de potencial expropriação).

Sophie Creager-Roberts , EEB.

segunda-feira, 17 de julho de 2023

Bico calado

  • Bloco vota contra mais dinheiro público para as “Jornadas Mundiais da Juventude”. Moedas vai gastar “tanto num evento privado de uma semana como em quatro anos de investimento nos bairros municipais”, denuncia o gabinete da vereação do BE. O partido critica ainda que se mobilizem “as pessoas que trabalham nas escolas, mesmo que tenham férias marcadas”. Esquerda.
  • O parlamento polaco aprovou, por unanimidade, uma resolução que insta a Ucrânia a reconhecer a responsabilidade pela morte de cerca de 100 mil pessoas na região polaca da Volínia em 1943. Faz agora 80 anos que milícias ucranianas, aliadas das tropas nazis, e lideradas politicamente por Stepan Bandera cometeram este genocídio. Bruno Amaral de Carvalho, Telegram.
  • Os republicanos eliminam as esperanças de Marjorie Taylor Greene de bloquear o financiamento da Ucrânia em 300 milhões de dólares. KATHERINE FUNG, Newsweek.
  • Companhias aéreas estão a ficar com taxa do Estado. Entre 2015 e 2021, mais de 500 empresas de transporte aéreo foram multadas por ficar com a taxa de segurança cobrada aos passageiros e que deveria reverter para o Estado. Foram abertos mais de mil processos. Esquerda.

domingo, 14 de maio de 2023

Bico calado

Penha Garcia

  • Milhares de pessoas protestaram contra o novo estádio da AFL e pedem fundos para a habitação e a saúde. Numa das maiores manifestações na capital da Tasmânia, entre 6000 e 7000 pessoas protestaram em frente ao Parlamento para dizer "não" a um novo estádio de futebol - com um custo de 715 milhões de dólares - no coração da zona ribeirinha. Os manifestantes traziam cartazes indicando onde queriam que os fundos fossem gastos: "Construir casas, não um estádio" e "Hospitais; habitação; saúde; educação não um elefante branco". Robynne Murphy, Green Left.
  • Apesar da retórica da Casa Branca sobre o apoio à democracia mundial, os EUA venderam armas em 2022 a 57% dos regimes autoritários do mundo. De acordo com dados oficiais, um total de 142 países e territórios compraram armas dos EUA em 2022, num total de 85 mil milhões de dólares. Dos 84 países classificados como autocracias no sistema Regimes of the World em 2022, os Estados Unidos venderam armas a pelo menos 48, ou 57%, deles. O qualificador "pelo menos" é necessário porque vários fatores frustram o rastreamento preciso das vendas de armas dos EUA. O relatório do Departamento de Estado sobre as vendas de armas comerciais durante o ano fiscal faz um uso prodigioso de "vários" na sua categoria de destinatários; como resultado, os destinatários específicos de quase 11 mil milhões de dólares em vendas de armas não são divulgados. Stephen Semler, May 11 2023, The Intercept.

  • «Em 1983, o Governo de Thatcher introduziu uma Lei da Nacionalidade que institucionalizou o racismo ao retirar o direito automático à cidadania a todos os filhos de imigrantes nascidos no Reino Unido. Estes não-cidadãos não podem votar e estão excluídos dos benefícios sociais. O reagrupamento familiar foi praticamente eliminado e uma atmosfera de racismo gera violência todos os dias. Com razão, a comunidade imigrante considera a polícia e grande parte da autoridade como seus inimigos. Do mesmo modo, os governos da Europa Ocidental tentaram repatriar os "trabalhadores convidados" e reduzir os reagrupamentos familiares. O assédio policial às minorias e os ataques racistas são agora comuns. Os partidos fascistas, como a Frente Nacional em França e os Democratas Nacionais na Alemanha, podem explorar a "nova xenofobia", enquanto as comunidades étnicas são cada vez mais marginalizadas.» John Pilger, A secret country (1989) – Vintage 1992, p 231.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

País de Gales: novos projetos rodoviários suspensos

  • Quase metade dos novos projetos rodoviários avaliados pelo Governo galês foram cancelados ou adiados devido a preocupações climáticas e ambientais. O objetivo é tentar mudar o foco para alternativas mais sustentáveis tais como o caminho-de-ferro, o autocarro e a mobilidade ativa. Stuart Stone, Business Green.
  • Activistas da Extinction Rebellion bloquearam terminais de jatos privados no Aeroporto de Luton para protestar contra os poluidores ricos. EMILY CHUDY, The Big Issue.
  • A duração da cobertura de neve nos Alpes é agora 36 dias mais curta do que a média a longo prazo - um declínio sem precedentes nos últimos 600 anos, concluem investigações recentes publicadas na Nature Climate Changecom base em registos de largura de anéis de arbustos de zimbro para avaliar a duração da cobertura de neve nos Alpes ao longo dos últimos seis séculos.
  • A empresa de mineração suíça Glencore reportou lucros recorde impulsionados pelos elevados preços da energia e pela guerra da Ucrânia. Mais de metade dos 34 mil milhões de dólares que a empresa ganhou em 2022 vieram da mineração de carvão, onde os lucros mais do que triplicaram em relação a 2021. FT.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

Espanha: canais de rega medievais recuperados para combater seca

  • Agricultores espanhóis restauram canais de irrigação medievais para combater a seca. Os 'acequias' forneceram água aos campos e aldeias espanholas durante séculos, antes de caírem em desuso. Os agricultores estão agora a restaurar este sistema barato e eficiente. Sandrine Morel, Le Monde.
  • A Suíça acolhe no sábado o Campeonato do Mundo de esqui, que se realizará em neve 100% artificial porque as altas temperaturas para a época e as chuvadas derreteram a neve natural. Os canhões de neve têm um custo ambiental: cerca de 80% para a estância como um todo. Num Inverno médio perto do final do século, o consumo ascendia a cerca de 540 milhões de litros de água, em comparação com os 300 milhões de litros atuais. E depois há o custo ambiental dos canhões de neve:  aproximadamente 3,5 a 4,3 kWh de energia para produzir um metro cúbico de neve. The Independent.
  • A Alemanha recebeu o seu primeiro carregamento de GNL num dos seus terminais recentemente construídos no Mar do Norte. Os ativistas protestaram por ser extraídoatravés de fraturação hidráulica. DW.
  • A partir de 1 de janeiro de 2023, em França, já não é possível para os anunciantes promover a neutralidade de carbono de um produto ou serviço sem provar essa alegação. As ONGs lamentam, no entanto, que produtos que têm um impacto elevado no planeta, como gasolina, viagens aéreas ou carne de bovino, ainda possam ser anunciados como "neutros em carbono", semeando a dúvida na mente dos consumidores. Concepcion Alvarez, NovEthic.
  • O oleoduto Keystone, que vai do Canadá ao Texas e Illinois, derramou 14.000 barris de petróleo perto da fronteira Kansas-Nebraska no início de dezembro. O derrame tornou negro o Mill Creek e depositou petróleo em terras agrícolas perto de Washington, Kansas. Duas semanas após o derrame, mais de 400 pessoas estavam no local a limpar o petróleo. Os operacionais construíram açudes para conter o derrame e começaram a aspirar o óleo da ribeira e áreas circundantes. Agora tentam desviar temporariamente a ribeira de montante do derrame do oleoduto para jusante dos açudes de contenção com o objetivo de acelerar a limpeza e recuperação da ribeira.  ALLISON KITE, Missouri Independent.
  • O roubo de petróleo na Colômbia dispara, deixando um rasto de danos ambientaisOliver Griffin, Reuters.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2022

«Era uma vez a lã»

  • Era uma vez a lã. Documentário de Sofia Leite, com imagem de Hugo Antunes, Mário Piteira e Carlos Pinota, edição vídeo de Nuno Pereira, sonoplastia de Rui Soares e produção de Natacha Silva Frey. RTP (35’)
  • A propaganda mediática sobre fusão nuclear está concebida para fazer com que a investigação sobre armas termonucleares pareça aceitável. Gordon Edwards.