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quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Oliveira do Hospital: biocombustível a partir de resíduos de podas

  • Um projeto de aproveitamento de resíduos das podas de vinhas e árvores de fruto na produção de biocombustível avançado está a ser desenvolvido no Campus de Tecnologia e Inovação da BLC3, em Oliveira do Hospital. O biocombustível é similar e equivalente ao gasóleo agrícola para usar nas próprias máquinas de exploração e de atividade agrícola. Lusa.
  • «O Ministério do Ambiente não pode fazer nada, no sentido em que o poder local é uma das principais conquistas de Abril e mal ia se interferisse numa decisão sobre a construção de um parque de estacionamento urbano». João Pedro Matos Fernandes, Ministro do Ambiente, sobre a construção do parque de estacionamento subterrâneo na zona do Rossio, em Aveiro. Diário de Aveiro.
  • Na segunda-feira, 27 de janeiro, a água da Veia Real, em Cochadas, Coimbra, corria muito poluída. O problema é antigo e já foi motivo de várias queixas e de promessas de resolução que parecem demorar a serem concretizadas. Por isso, Rogério Guímaro desabafa: «Convidamos o Sr ministro da poluição, o presidente da APA, da CCDRC, da ERSAR e o Sr Presidente da República, para um banho nestas águas límpidas e no final, uma SELFIE, pois este é verdadeiramente o espelho e fotografia dos nossos políticos!»
  • Clubes de futebol franceses usam cada vez mais transportes públicos e menos avião para reduzir a sua pegada de carbono. EurActiv.
  • Os outrora movimentados bairros de lata do litoral de Lagos, Nigéria, estão desertos. A Marinha «limpou» toda a zona nas últimas semanas para alegadamente acabar com o constante roubo de combustível dos oleodutos. Os mais informados sabem que se trata de uma vasta operação de gentrificação de toda a zona para lá construir edifícios. AFT/Oil Gas Daily.
  • Passada uma década, a operação ilegal da Rhode Island Recycled Metals (RIRM) insiste em expandir-se. Instalada em 2009 sem as devidas licenças, a RIRM só em 2015 é que foi alvo de ação do Estado numa tentativa de repor a legalidade. A zona onde está implantada em South Providence tem sido palco de desmantelamento de computadores, navios e veículos, atividades que contaminaram o solo e poluem o rio Providence. Apesar de tudo isto, a gerência conseguiu, há 4 anos, licença para desmantelar resíduos eletrónicos sem garantir as necessárias infraestruturas que evitem a fuga de substâncias contaminantes. Por isso, uma centena de ativistas manifestou-se contra o aumento do volume de resíduos a tratar uma vez que isso irá aumentar significativamente a circulação de camiões pesados junto de uma escola.
  • Cerca de 96.000 galões, o suficiente para encher mais de 500.000 garrafas de vinho, derramaram da Rodney Strong Vineyards para o rio Russian, na Califórnia. The Press Democrat.
  • O papa Francisco recordou a tragédia de Brumadinho, no Brasil, onde há um ano a rutura de uma barragem de mineração provocou 270 mortos, e apelou para a ajuda aos familiares das vítimas e a proteção do ambiente. Notícias ao minuto.
  • A Companhia Estadual de Águas e Esgoto e seus ex-diretores e gerente são acusados de responsabilidades na poluição, com o lançamento de esgoto não tratado em cinco estações de tratamento de esgoto, na Baía de Guanabara e no Oceano Atlântico desde 2015. EcoDebate.
  • Em Viena, quem usar transporte público, andar de bicicleta ou caminhar, pode, através de uma aplicação, ganhar ingressos gratuitos para espetáculos e museus. Space Daily.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Albufeiras e barragens com pouca água


  • Mais de 80% das bacias hidrográficas portuguesas registam uma quantidade de água armazenada inferior à média para esta altura do ano. RTP.
  • O acordo de Copenhagen não tem duas páginas e meia. Globo.
  • 4 activistas da Greenpeace correm o risco de passar o Natal na prisão na sequência dos protestos que lideraram durante o jantar de chefes de Estado na cimeira de Copenhagen. Os chefes de Estado, que pouco fizeram para que houvesse avanços, desapareceram. Alguns antes da cena acabar.

Bico calado

  • "Obama veio, falou e saiu pela porta dos fundos, mas o cheiro do enxofre continua a ser sentido aqui, pelo mundo. É o império, o império que chega à meia-noite, e que, na escuridão, às costas da maioria, de maneira antidemocrática, pretende cozinhar um documento que nós não aceitamos, nem aceitaremos ". Hugo Chávez, presidente da Venezuela, na conferência do clima de Copenhague.
  • Portugal pode ficar com 5 milhões de vacinas na prateleira. DN. Quererá isto dizer que metade de Portugal não se deixou levar pela propaganda?
  • Escola de Vialonga, em Vila Franca de Xira, inaugurada há três meses já precisa de intervenção. O Mirante.
  • Portugueses são segundos nas baixas anuais, diz o Economist. Por que será?
  • Os membros de uma delegação que às vezes até fala em português. DN. E por que é que há gente que, sem saber inglês, pensa que sabe o suficiente para o fazer em conferências internacionais? Lula da Silva, o actual presidente do Brasil, não precisa de fingir que sabe falar inglês para julgar que se faz entender a nível mundial. Fala a língua de Camões e parece ter muito orgulho nela. Os outros, os que pretendem falar inglês, sem o saber, não só parecem ter vergonha da sua língua nativa como parecem apostados em fomentar situações caricatas nada abonatórias dos cargos que ocupam. Lamentável!
  • Em 3 anos, sistema público de educação perde 20 mil docentes do quadro. ProfBlog.
  • Participação cívica: "Incomodem! Por que é que não incomodam mais?". Público.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Corte de 15% no chicharro?






Hipódromo de Espinho. Por ocupar território de influência da Barrinha de Esmoriz-Lagoa de Paramos, é frequente  a Natureza regressar ao sítio e lembrar que a zona lhe pertence.
  • Uma horta no centro da cidade. No Monte Abraão, em Queluz. i.
  • O EVE, organismo dependente do governo basco, anunciou que em 2010 iniciará a produção de furgonetas eléctricas da Merdedes-Benz. Energias RenOvables.
  • A Comissão Europeia quer  reduzir em 15% as capturas de chicharro  nas águas dos Açores e da Madeira, com base em critérios científicos. O ministro das Pescas, que está a participar no Conselho de Ministros da Agricultura e Pescas, que se reúne em Bruxelas, contrapõe com um estudo da Universidade dos Açores, que aponta para um bom estado dos stocks da espécie, não prevendo necessidade de reduzir. AO.
  • Copenhagen: A polícia dinamarquesa apreendeu óleo de cozinha reciclado que movia autocarro que transportava 3 dezenas de franceses. A polícia alegou que o óleo poderia ser utilizado como explosivo e por isso representava perigo. REBIA. Os outros combustíveis fabricados pelas marcas que se sabem não podem ser usados como explosivos!? Andem-me a caçar!
  • Copenhagen: os representantes dos países africanos à cimeira climática abandonaram as conversações denunciando os países ricos por alegada tentativa de enterrar o Protocolo de Quioto por cujos princípios têm mais responsabilidades. As negociações foram posteriormente retomadas após lhes terem sido dado garantias de que dariam mais atenção aos seus pontos de vista. A ministra australiana acusou, entretanto, os representantes africanso de encenação. Globo.

Bico calado

  • "Aprendi a lição do padre António e não duvido que, se no seu tempo houvesse aviões, Cristo também andaria com cama, salão social e capela atrás de si." Manuel António Pina in A pobreza dos outros, JN 14Dez2009.
  • "Se os professores passarem dois terços do tempo a mandar calar, a convencer alunos a estarem sentados e a pedir-lhes para terem mais cuidado com o que dizem, resta-lhes um terço do tempo para ensinar. Ora, é isso que acontece em muitas salas de aula do país. E isso acontece por duas razões: o ME tirou autoridade aos professores; o estatuto do aluno protege e incentiva a indisciplina e o absentismo." Ramiro Marques, ProfBlog.
  • "É por isto que os nossos meninos andam aí nas drogas" - vídeo (2:3). i.
  • Autarcas suspeitos, por Rafael Barbosa, JN 14Dez2009.
  • "E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha. O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político. Este é o país do palhaço. Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar. A escolha é simples. Ou nós, ou o palhaço." Mário Crespo in O palhaço, JN14Dez2009.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Fundo verde ajuda Ambiente?


  • O milionário financeiro George Soros parece ter descoberto o segredo para a solução dos males do famigerado aquecimento global. E o segredo reside na criação de um fundo monetário verde controlado pelo FMI! Reuters. Já estou a ver o filme, que promete bastante, dado o longo e substancial currículo não só do FMI como deste mui generoso e altruista indivíduo. Mais subsídios para o seu curriculum vitae. Entretanto, os lideres reunidos em Copenhagen aprovaram um orçamento de 2.4 biliões de euros anuais até 2012 para ajudar os países pobres, principalmente africanos, a combater o dito aquecimento global. Que projectos vão ser esses?
  • Fraudes no comércio de emissões terão provocado durante os últimos 18 meses 5 biliões de euros de prejuizos em impostos, revelou a Europol, admitindo que em alguns países 90% da actividade do comércio de emissões terá sido fraudulenta. Após a França, a Holanda e o Reino Unido terem alterado as suas regras do IVA para combater esta fraude, o volume de transacções de créditos de carbono baixou 90%, o que veio confirmar a amplitude da fraude. Esta fraude poderá estender-se aos sectores do gás e da electricidade, prevê a Europol. A fraude acontece quando os créditos de carbono são comprados e importados isentos de impostos de países europeus e depois vendidos a terceiros aplicando-se o IVA. Os vendedores desaparecem depois sem pagar os impostos aos governos. Reuters. Esta infogravura mostra bem o esquema.
  • A pior ameaça do aquecimento global é, neste momento, a segurança nacional e os refugiados ambientais, diz o realizador Michael Nash, que apresenta o seu filme Climate refugees para uma plateia de elite em Copenhagen na próxima segunda-feira. Reuters.
  • No Novo México, há 150 explorações agro-pecuárias sem estações de tratamento de fezes dos animais e que estão a contaminar grandes lençõis freáticos. Mas as imagens que os patrões mandam imprimir nos pacotes de leite mostram vacas limpas em limpos e verdejantes prados! NPR.
  • O primeiro-ministro australiano ameaçou processar o Japão se este país não acabar com o programa de caça à baleia para alegados fins científicos.
  • A pesca do bacalhau vai estar interdita na Noruega em 2010. Miguel Cunha, presidente da ADAPI (Associação dos Armadores das Pescas Industriais), lamenta a inflexibilidade das autoridades europeias alegando que “os stocks de bacalhau estão bem e a crescer mais do que se previa”. Portal de Aveiro.
  • 3 variedades de milho transgénico são tóxicas e danosas para o fígado e rins, garante um estudo levado a cabo por J. Spiroux de Vendomois, F. Roullier, D. Cellier e G.E. Seralini e publicado no International Journal of Biological Sciences. O estudo dos investigadores da CRIIGEN e das univerisdades de Caen e Rouen durante 90 dias contradiz as opiniões da EFSA, da AFSSA, da CGB e das autoridades alimentares francesas e europeias que tinham negado quaisquer impactos negativos daquelas variedades e, por isso, tinham autorizado a csua comercialização. GMWatch.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Copenhagen por um fio?


  • José Soeiro, um deputado com pedalada. TSF.
  • Os portuenses que moram junto à Via de Cintura Interna (VCI), na zona do Amial, "estão sujeitos a níveis de benzeno [um hidrocarboneto carcinogénico] que excedem os valores-limite de protecção à saúde humana". Esta é a principal conclusão de um estudo apresentado ontem por Nélson Barros, do Centro de Investigação em Alterações Globais, Energia, Ambiente e Bioengenharia da Universidade Fernando Pessoa (UFP). Público.
  • A Cimpor tem legitimidade para avançar com a co-incineração de resíduos industriais perigosos em Souselas, decidiu o Supremo Tribunal Administrativo, apoiando assim a anterior sentença do Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra, favorável ao Ministério do Ambiente e à Cimpor. Os vizinhos da cimenteira estão revoltados e alegam o número anormal de patologias entre os habitantes devido à poluição. Diário de Coimbra.
  • Em Copenhagen, as negociações estão por um fio porque se verifica uma clivagem profunda entre os representantes dos países que apoiam um novo protocolo proposto por Tuvalu e outros que querem continuar a seguir o estipulado no Protocolo de Quioto. A crise foi, em parte, despoletada pela notícia de uma proposta da Dinamarca que enterraria o Protocolo de Quioto. A proposta de Tuvalu prevê uma maior redução de emissões a nível global e o dever dos países em desenvolvimento assumirem as suas responsabilidades com mais empenhamento erigor. Os adversários desta proposta preferem apoiar o Protocolo de Quioto que dá maior liderança aos países desenvolvidos. The Gaurdian.
  • A Ucrânia venceu o Prémio do Fóssil do Dia atribuído por várias ONGAs pelo seu contributo para a obstrução do progresso das negociações climáticas. BankWatch.
  • O governo de Obama vai indemnizar os índios da Lumbee Tribe in Washington em 3.4 biliões de dólares. Tudo porque, em 1887, lhes tinham retirado terras ricas em recursos naturais. BBC.
  • A Marcal, produtora de lenços de papel reciclados, disponibilizada planos de aula e recursos de sala de aula. Yahoo.
  • No Vietname, antigas bases aéreas americanas no sul do país continuam contaminadas com o famigerado agente laranja responsável por problemas graves de saúde registados nos habitantes. Chicago Tribune.

Bico calado

  • Copenhagen: a pegada ecológica da cimeira (gráfico).
  • A Câmara do Cartaxo aprovou a anulação da adjudicação das empreitadas para construção das ETARs de Vale da Pedra, Lapa, Casais de Luíses e Pontével e da ETAR de Casais dos Penedos e Casais da Amendoeira. As empresas que tinham ganho as empreitadas garantiram que não vão exigir indemnizações pelo facto de ficarem sem as obras. O Mirante.
  • Os EUA recusam autorizar os inspectores das Nações Unidas a visitar os sítios onde alojam as suas armas biológicas. AFP.
  • Pouco antes de sair do Governo, o ex-ministro Mário Lino foi buscar cerca de 180 milhões de euros à Acção Social Escolar para liquidar os encargos com o Magalhães e para a Fundação das Comunicações Móveis fazer o acerto de contas com as operadoras Visão.
  • A Directora da DREC demitiu-se antes de tomar posse. DN.
  • Portugal de cócoras, por Santana Castilho. ProfBlog.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

A treta do comércio de emissões

Wordle: A treta do comércio de emiss
Aí está a cimeira de Copenhagen em todo o seu esplendor mediático, com toda a pompa de declarações e intenções, com as suas cortes e circos. Subitamente, toda a gente tem algo a dizer sobre o evento. Aliás, ciclicamente, o tema do Ambiente é objecto de mágicos alertas que têm o condão de pôr combóios de boa gente a falar dele tanto e tão bem como antes terão falado de futebol, de escutas, de filas de espera, do último modelo de telemóvel, ou de chouriços. Ou ainda da alegada fuga de emails denegrindo ditos cientistas que terão manipulado dados sobre as famigeradas alterações climáticas e o não menos famigerado aquecimento global, visando, no essencial, desacreditar, menosprezar e achincalhar o movimento ambientalista em geral.
No meio de todo o ruído, não percebo tamanha surpresa e admiração perante dados de que há muito se falava. Por exemplo, entre Julho de 2006 e Novembro de 2009, a negociata, a fraude, o embuste do comércio de emissões mereceu, pelo menos, 16 referências no Ondas3. Mas como o Ondas3, blogue de informação e reflexão sobre temas ambientais desde Janeiro de 2004, ainda não é blogue de referência, isto é, não é citado pelos media de referência, as dicas e comentários aqui disponibilizados terão passado despercebidos.
Para memória futura e para eventual ajuda dos tais media de referência, dos distraídos e ainda dos que, tranquilamente, vão tirando mestrados e doutoramentos na área do Ambiente,  aqui reuno as dicas e comentários feitos pelo Ondas3 entre Julho de 2006 e Novembro de 2009 (uma em 2006, cinco em 2007, três em 2008 e sete em 2009):
  • 1. 18Julho2006:  5 anos após a Europa lançar o comércio de emissões como meio de salvar o planeta, conclui-se que estamos a falhar os objectivos. Em vez de ter reduzido as emissões de dióxido de carbono, o sistema fez aumentar os preços da electricidade em mais de 50% e quem ganhou com isso foram empresas como a RWE AG.
  • 2. 5Mar2007: O actual sistema de comércio de emissões não passa de um jogo de blefe que permite que os poluidores do mundo rico passem a responsabilidade da redução das emissões para as fábricas do mundo pobre.
  • 3. 13Mar2007: A primeira vaga do mercado de carbono foi formada por empresas que viram nas oportunidades de créditos de carbono uma oportunidade de fazer dinheiro. A segunda vaga está a começar. É formada por empresas preocupadas em dar uma imagem verde de si.
  • 4. 15Jun2007: O mecanismo do comércio de emissões está condenado a falhar, diz a WWF. Tudo porque na primeira fase permitiram que as empresas que reduzissem as suas emissões recebessem créditos extra para vender e ganhar dinheiro.
  • 5. 19Jun2007: As empresas de energia fizeram grandes lucros à custa dos consumidores e à pala do esquema do comércio de emissões, admite o governo britânico.
  • 6. 3Dez2007: O comércio de emissões está a ser invadido por centenas de projectos que vão aumentar significativamente o volume de emissões para a a atmosfera, denuncia a International Rivers  em relatório intitulado Failed Mechanism. As empresas hidroeléctricas podem ganhar uma pipa de massa vendendo créditos de carbono falsos a empresas e governos que os podem usar para justificar um aumento nas suas emissões.
  • 7. 27Mai2008: Biliões de libras estão a ser desperdiçadas a pagar a indústrias de países em vias de desenvolvimento para reduzirem as emissões de gases de efeito de estufa, dizem estudos recentes. O fundo de compensações das NU está a ser mal utilizado, havendo muitas empresas que reclamam créditos de redução de emissões para projectos que não mereciam creditação. Por isso não se verifica redução de emissões a sério.
  • 8. 15Julho2008: As Nações Unidas dizem que vão tomar medidas para acabar com o caos que reina no comércio de emissões, vulgo negócio do carbono. Tudo porque as agências que operam nesta espécie de bolsa de valores do carbono facturam sobre projectos que são subsidiados mas que não promovem a qualidade do ambiente.
  • 9. 13Dez2008: Angela Merkel só adopta políticas verdes se não atingirem as grandes indústrias, escreve George Monbiot em artigo agora publicado no Guardian. Pontos a reter: (2) os países pobres que já venderam créditos fáceis aos países ricos vão ter mais dificuldades para reduzir as suas próprias emissões, o que é um autêntico colonialismo no qual a Europa apanha a fruta dos países pobres que está à mão, deixando-os com escolhas muito mais difíceis de fazer no futuro; (3) o esquema do comércio de emissões preverte a justiça ambiental porque os poluidores acabam por ganhar dinheiro alijando as licenças de poluição para os clientes; (4) os representantes europeus romperam a promessa de leiloar os créditos de emissões das indústrias poluidoras em 2020 deliberando que os poluidores só pagarão 70% dos prejuizos que fizerem e, pior ainda, as empresas receberão tudo o que investiram se provarem que estão a perder com a concorrência de empresas externas à União europeia; (5) este esquema foi todo montado por Angela Merkel, que consegiu suavizar os padrões de rigor da eficiência de combustíveis nos carros, que fez aprovar um substancial pacote de medidas para ajudar a indústria automóvel e agora apoia a isenção das cimenteiras, das químicas e do aço.
  • 10. 16Fev2009: Cabo Verde deverá vender créditos de carbono a Portugal para que as indústrias portuguesas possam poluir mais sem pagar multas à Europa. Sobre este esquema de comércio de emissões considerado por alguns como forma de neo-colonislismo, convirá reler as ideais-base de um artigo de George Monbiot aqui referido, Espero que o caos detectado pelas Nações Unidas neste esquema de comércio de emissões tenha já sido resolvido, sob pena das agências que operam nesta espécie de bolsa de valores do carbono continuarem a facturar sobre projectos subsidiados que pouco ou nada contribuem para a qualidade do ambiente. A Grécia já teve problemas por causa deste negócio.
  • 11. 24Fev2009: O mercado de carbono entrou em colapso. “O ano passado Bruxelas estabeleceu um limite de créditos de carbono aos maiores poluidores europeus. As indústrias que reduzissem a sua poluição poderiam vender créditos a outras que precisassem. Enquanto a procura ultrapassou estes limites e o preço dos créditos era alto, houve motivos para se investir em energia verde. Para quê comprar créditos caros para manter uma central a carvão quando se podia investir em energia limpa?” explica Julien Glover (JG) no Guardian de 23 de Fevereiro.  Este comércio de emissões funciona enquanto há escassez de créditos e há especulação. Se os créditos são baratos e toda a gente tem muitos, então os incentivos verdes entram em colapso. A crise e a recessão trazem menos produção, menos poluição e, consequentemente, mais créditos a preços mais baixos e possibilidade de poluir mais. “O resultado é um sistema que não resolve nada contra as alterações climáticas mas enche os bolsos aos mega-poluidores como a produtora de aço Corus”, explica JG
  • 12. 12Mar2009: James Lovelock concorda com Michael Meacher: o comércio de emissões é um esquema desastroso que não ajuda a reduzir as emissões mas apenas contribui para aumentar os lucros das grandes empresas poluidoras. “Os governos, especialmente o alemão, vergaram às pressões da indústria e atribuiram muito mais créditos do que a indústria precisava”, esclarece. Por isso o preço do carbono colapsou e a capacidade das empresas pedirem créditos para investir em projectos ditos limpos em países pobres teve como consequência nada terem feito para despoluir as suas próprias indústrias.
  • 13. 25Mar2009: 20 teses contra o capitalism verde, de Tadzio Mueller e Alexis Passadakis.
  • 14. 2Jun2009: A grande vigarice do negócio do carbono: porquê pagarmos ao Terceiro Mundo para poluir o seu ambiente? pergunta Nadene Ghouri em extensa reportagem publicada no Mail on Sunday de 31 de Maio.
  • 15. 16Jun2009: A Australian Conservation Foundation e o Australian Climate Justice Program acusaram 6 empresas (Woodside, Xstrata, Rio Tinto, Boral, Caltex Australia e BlueScope Steel) de inflaccionarem o custo do programa de comércio de emissões para conseguirem mais apoios governamentais.
  • 16. 6Nov2009: O esquema do comércio de emissões pouco ou nada tem feito para reduzir as emissões, mas tem contribuído muito para a corrupção, dizem os ambientalistas do Friends of the Earth. E o esquema até pode provocar uma crise financeira semelhante àquela que estamos a atravessar. "A maior parte do negócio é feito não entre as indústrias poluidoras e as fábricas aderentes dos esquemas do comércio de emissões mas por bancos e investidores que lucram com a especulação nos mercados de carbono", concretiza Sarah-Jayne Clifton.