sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Degelo do Ártico pode beneficiar Portugal?

Imagem retirada daqui.

Reflexão

Porque é que a ascensão do fascismo é outra vez o problema, por John Pilger.

Pontos a reter:

1 Se os nazis não tivessem invadido a Europa, Auschwitz e o Holocausto não teriam acontecido. Se os Estados Unidos e os seus satélites não tivessem começado a guerra de agressão ao Iraque em 2003, cerca de um milhão de pessoas estariam hoje vivas e Estado Islâmico, ou ISIS, não nos teria feito reféns da sua selvajaria. 

2 Tal como o fascismo dos anos 30 e 40, as grandes mentiras são divulgadas com a precisão de um metrónomo: graças aos onipresentes e repetitivos media e à sua censura venenosa por omissão. Tomemos por exemplo a catástrofe na Líbia. Em 2011, a NATO lançou 9.700 ataques contra a Líbia, mais de um terço dos quais contra alvos civis. Foram utilizadas ogivas nucleares (...) A Cruz Vermelha identificou valas comuns, e a Unicef informou que a maioria das crianças mortas tinham menos de dez anos. A sodomização pública do presidente da Líbia, Muammar Gaddafi, foi recebida pela secretária de Estado de então, Hillary Clinton, com as palavras: «Nós viemos, nós vimos, ele morreu.» O seu assassinato, tal como a destruição do seu país, foi justificado com uma grande mentira: ele estava a preparar um genocídio contra o seu próprio povo. Para Obama, Cameron e Hollande, o verdadeiro crime de Gaddafi era a independência económica da Líbia e a sua intenção de acabar com a venda das reservas de petróleo africano em dólares americanos. O petrodólar é um pilar do poder imperial americano. Gaddafi planeava criar uma moeda comum africana apoiada no ouro, estabelecer um banco pan-africano e promover a união económica entre países pobres com recursos valiosos. Depois do ataque da Nato, Obama confiscou 30 biliões de dólares do banco central da Líbia destinados por Gaddafi para estabelecer um banco central africano.

3 Em 1999, Bill Clinton e Tony Blair enviaram a Nato para bombardear a Sérvia porque, mentiram eles, os sérvios estavam a cometer um genocídio contra as minorias étnicas albanesas no Kosovo, tendo, segundo essa mentira, sido exterminados 225 mil albaneses. Depois dos bombardeamentos da Nato, com todas as infraestruturas sérvias destruídas, equipas judiciais desceram à cena para recolher provas do alegado holocausto. Passado um ano, o tribunal das Nações Unidas anunciou o registo de 2788 mortos no Kosovo, rejeitando o conceito de genocídio. O holocausto fora uma mentira. O ataque da Nato fora uma fraude. Atrás da mentira, houve um objetivo a cumprir. A Jugoslávia era um país independente, multi-étnico, que fora uma ponte económica e política durante a Guerra Fria. A maior parte dos seus serviços e empresas eram públicas e isto não era aceitável para a Comunidade Europeia, em especial para a recém unificada Alemanha, que começava a reconquistar mercados na Croácia e na Eslovénia. Já em 1991, à margem da cimeira de Maastricht, um acordo secreto previa o reconhecimento da Croácia por parte da Alemanha. O Banco Mundial começou a negar empréstimos à Jusgoslávia. Em 1999, numa conferência de paz para o Kosovo, realizada em Rambouillet, França, houve um anexo B secreto, introduzido à última hora, exigindo a ocupação militar de toda a Jugoslávia e a introdução de uma economia de mercado livre e a privatização de todos os bens governamentais. Como esta cláusula não foi aceite, as bombas da Nato resolveram o assunto. Este caso foi o precursor das catástrofes do Afeganistão, do Iraque, da Síria, da Líbia e da Ucrânia.

4 Nos anos 60, uma revolução transformou o Afeganistão, na altura o país mais pobre do mundo. As reformas aboliram o feudalismo, deram liberdade de religião e direitos iguais para as mulheres e justiça social para as minorias étnicas. O governo introduziu cuidados médicos grátis para os mais pobres e um vasto programa de alfabetização foi lançado. Todas estas mudanças foram consideradas desestabilizadoras. Em 1979 a Casa Branca autorizou a oferta de 500 milhões em armas e logística para apoiar grupos fundamentalistas para derrubar este governo reformista. Estes mujahedins foram os antecessores da al-Qaeda e do Estado Islâmico. O seu lider, Gulbuddin Hekmatyar, recebeu milhões da CIA. Na vida real traficava ópio e despejava ácido nas caras das mulheres que recusassem o uso do veu. Foi elogiado pela primeira-ministra britânica Thatcher como «combatente da liberdade». Muitos dos operacionais que aderiram aos Talibans e à a-Qaeda foram recrutados numa universidade islâmica em Brooklyn, Nova Iorque, e treinados num campo da CIA na Virginia.

5 «Acredito no excepcionalismo americano com toda a fibra do meu ser», disse Obama, evocando declarações do fetichismo nacional dos anos 30. Carl Schmitt, um admirador de Hitler, dizia que «o rei é aquele que decide a excepção». Isto resume o americanismo, a ideologia dominante. Mantê-la disfarçada como ideologia predatória é o objetivo de uma lavagem ao cérebro também disfarçada. Cresci numa dieta cinematográfica de glória americana. Eu não sabia que o Exército Vermelho tinha destruído a maior parte da máquina de guerra nazi à custa da perda de 13 milhões de soldados, enquanto as perdas americanas se ficaram pelos 400 mil. Hollywood trocou este pormenor. 

6 Durante a Segunda Guerra Mundial, a América e o Reino Unido atacaram a Grécia, que tinha lutado heroicamente contra o nazismo e resistia contra a ascensão do fascismo grego. Em 1967, a CIA ajudou a colocar no poder uma junta militar fascista em Atenas, tal como fez no Brasil e noutros países da América Latina. Alemães que se tinham conluiado com a agressão nazi e cometido crimes contra a humanidade mereceram paraísos seguros nos EUA.

7 Nos anos 90, as antigas repúblicas soviéticas e os Balkans tornaram-se postos avançados da Nato. Responsável pelas mortes de milhares de judeus, polacos e russos durante a invasão nazi da União Soviética, o fascismo ucraniamo foi reabilitado e rotulado de nacionalista. Em 2014, Obama investiu 5 biliões de dólares num golpe contra o governo eleito. As tropas de choque foram os neo-nazis do Svoboda e do Sector Direita, mais tarde integrados no governo golpista de Kiev. Victoria Nuland, vice-secretária de estado para os Assuntos Europeus, criticou os europeus por estarem contra o armamento do regime de Kiev. Ela foi o cérebro do golpe de Kiev. Mas o golpe não correu como eles queriam. A Nato foi impedida de invadir a Crimeia. A maioria da população russa da Crimeia, ilegalmente anexada por Nikita Krushchev em 1954, votou em massa para pertencer à Rússia. Não houve nenhuma invasão. Simultaneamente, o regime de Kiev tenta fazer uma autêntica limpeza étnica na população russa do leste do país. Tem valido tudo. Mais de um milhão de refugiados fugiram para a Rússia. Segundo os media ocidentais, eles fogem da violência provocada pela invasão russa. Nenhuma prova dessa invasão foi até agora exibida, o que é estranho numa época em que é fácil usar provas via satélite. Em 2 de maio de 104, em Odessa, 41 russos foram queimados vivos na sede do sindicato na presença da polícia. Os media americanos e britânicos consideraram a ocorrência uma triste tragédia, resultado de escaramuças entre nacionalistas (neo-nazis) e separatistas (pessoas que recolhiam assinaturas para um referendo sobre uma Ucrânia federal). O New York Times enterrou a estória, o Wall Street Journal responsabilizou as vítimas pelo massacre e Obama elogiou a junta pela sua moderação. Em 21 de fevereiro, o senador republicano James Inhofe, propôs o envio de armas para o regime de Kiev. Na sua apresentação ao Senado, usou fotos que disse serem de tropas russas invadindo a Ucrânia, mas as fotos foram de imediato consideradas falsas. Isto faz lembrar as provas falsas fornecidas por Colin Powell acerca das armas de destruição massiva no Iraque. Os donos do mundo querem dominar a economia da Ucrânia e querem torná-la uma base de mísseis. A nova ministra das Finanças de Kiev, Nataliwe Jaresko, é uma antiga técnica do departamento de Estado responsável pelo investimento norte-americano no estrangeiro. Deram-lhe a cidadania ucraniana à pressa. Eles querem o gás da Ucrânia; o filho do vice-presidente Joe Biden faz parte da administração da maior empresa ucraniana de petróleo, gás e fraturação hidráulica. A gigante de sementes transgénicas Monsanto quer os terrenos férteis da Ucrânia. No fundo, eles querem o poderoso vizinho da Ucrânia: a Rússia. Querem desmembrá-la para explorar a maior fonte de gás natural do mundo. Com o gelo do Ártico a derreter, eles querem controlar o Ártico e as suas riquezas energéticas. O seu agente em Moscovo era Boris Yeltsin, um bêbado que estendeu a economia do país ao ocidente. Putin, o seu sucessor, reestabeleceu a soberania russa, e esse é o seu crime.

Bico calado

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Torre Eiffel esconde turbinas eólicas

Serra Devassa-Serra Gorda (S. Miguel-Açores). Foto de António Rego.
  • Uma mina polémica, responsável por um dos piores desastres ambientais em Espanha, vai reabrir. O desastre da mina de Los Frailes, em Aznalcóllar, perto de Sevilha, aconteceu quando um dos seus diques rebentou e uma enorme quantidade de lamas tóxicas deslizaram para o rio Guadiamar. A mina de cobre, zinco e chumbo vai ser explorada pelo Grupo México, uma empresa que, o ano passado, teve que gastar 150 milhões de dólares em operações de limpeza e descontaminação após acidente na mina de Buenavista, no noroeste do México, que contaminou um setor do rio Sonora com ácido sulfúrico.
  • A torre Eiffel esconde duas turbinas eólicas para gerar eletricidade limpa. 
  • O Ibama e a Polícia Federal Ambiental do Pará prenderam o grileiro Ezequiel Antônio Castanha, considerado o maior desmatador da Amazônia, acusado de dirigir uma quadrilha que se apoderava ilegalmente de terras de titularidade pública para depois desmatá-las e vendê-las como pasto a um preço elevado.
  • Agricultores peruanos estão contra o projeto de expansão de uma mina de cobre em Cajamarca, explorada pela Yanacocha, uma filial da gigante norte-americana Newmont. Alegam que a expansão vai comprometer o abastecimento de água às suas terras.
  • Acabar com a corrupção que grassa na indústria do abastecimento de água é fundamental para evitar conflitos derivados de situações de desespero, alerta um relatório das Nações Unidas baseado em estudos de caso de 10 países (Bangladesh, Bolívia, Canadá, Indonésia, Repúblic da Coreia, Paquistão, Singapura, Uganda, Vietname e Zâmbia. A corrupção tem provocado uma hemorragia de preciosos recursos financeiros, 30% dos quais provenientes de subsídios para investimentos nessa área. É, por isso, um crime contra a humanidade.
  • Colonos israelitas continuam a abater oliveiras em propriedade de palestinianos do sul do Monte Hebron, o que viola o estabelecido nas convenções de Genebra. Não só abatem oliveiras como proibem e impedem os palestinianos de plantar oliveiras nos seus terrenos.

Bico calado


Virunga é a estória de um grupo de gente corajosa que arrisca as suas vidas para preservar e lutar por um futuro melhor numa parte esquecida de África. Eles protegem o Parque Nacional de Virunga, no Congo, contra milícias armadas, caçadores furtivos e forças obscuras que tentam controlar e conquistar os recursos naturais da zona.
Entretanto, um grupo de deputados britânicos, exigiu às autoridades britânicas e norte-americanas a abertura de um inquérito à Soco Internacional, uma petrolífera sedeada em Londres acusada de ter subornado empreiteiros e rebeldes armados na zona do Parque Nacionalde Virunga, onde a empresa tem interesses.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Taludes da Ribeira de Silvalde não suportam aumento de caudal

Ribeira de Silvalde, perto da foz, em Espinho.

Bastou um pouco de chuva coincidir com a preiamar e o mar agitado para haver rombos nos taludes. Nada que não possa ser corrigido, não sendo, para tal, exigidos grandes meios técnicos e financeiros. Bastará querer. 

Ribeira dos Milagres: mais uma descarga

  • Enorme descarga de efluentes suinícolas foi registada na Ribeira dos Milagres. As descargas para a Ribeira dos Milagres ocorrem há várias décadas, prevendo-se que o problema seja resolvido com a construção de uma ETAR, cuja obra foi aprovada como Projeto de Interesse Nacional (PIN). Em junho de 2013 a ministra da Agricultura, Assunção Cristas, presidiu à assinatura de um protocolo que previa construir a ETES em dois anos, obra no valor de 20 milhões de euros. O protocolo envolve aquele ministério, a SIMLIS, empresa responsável pelo Sistema Multimunicipal de Saneamento do Lis, as autarquias da Batalha, Porto de Mós e Leiria, bem como as entidades promotoras Recilis, Fomentinvest e a Luságua, que ficarão responsáveis pela construção, instalação e exploração da estação.
  • Há agricultores franceses que continuam a importar de Figueras, Espanha, fungicidas que estão ilegalizados no país. A carbendazim, da Cheminova, comercializada com o nome de Maypon Flow, é interdita em França por ser considerada muito perigosa.
  • Tulare, no Vale de San Joaquin, Califórnia, já tem uma central de etanol produzido a partir de excrementos de vacarias.

Mão pesada

  • A South West Water foi multada em 50 mil libras por contaminação da ribeira de Polly, em Woodbury, Devon, com esgotos não tratados.
  • A Stack Metallurgical Services, a Dickinson Frozen Foods, a Apple King e a Wind Flow Fertilizer foram multadas num total de 167 mil dólares por não terem comunicado às autoridades competentes a fuga de amoníaco anidro das suas unidades industriais.
  • A Chem-Solv e a Austin Holdings-VA foram multadas em 613 mil dólares por irregularidades no tratamento e armazenagem de resíduos perigosos.
  • A CSX Transportation foi multada em 380 mil dólares pela contaminação do rio James, em West Virginia, provocada pelo descarrilamento  de vagões carregados com crude.

Bico calado

  • «Estou convencida de que isto não passará, até porque na legislação há uma coisa chamada responsabilidade dos titulares de cargos políticos, e se um autarca aprovar um benefício que não tenha enquadramento legal, que é um benefício a terceiros, pode incorrer numa pena de crime, com uma sanção penal elevada. E, portanto, não estamos a brincar. É bom que as pessoas percebam que as câmaras municipais não têm o poder absoluto. Sobre as câmaras existe uma coisa chamada assembleias municipais e, no caso concreto de Lisboa, a assembleia municipal dedica muito do seu tempo a fiscalizar os actos do executivo.» Helena Roseta, presidente da AM de Lisboa, sobre a isenção de taxas urbanísticas, no valor de cerca de 1,8 milhões de euros, solicitada pelo Sport Lisboa e Benfica.
  • «Os europeus poderão candidatar-se à cidadania índia. Basta que o candidato escreva um pedido de desculpas pelos crimes cometidos pelos seus antepassados e pague uma taxa de 5 mil dólares. Não serão aceites os portadores de doenças contagiosas ou tiverem cometido crimes.» Conselho das Tribos Índias Americanas, reunido em Taos, Novo México.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Virus introduzido para matar coelhos?

Foto de Ionel Onofrash.

Bico calado

Israel abriu represas, sem aviso, obrigando centenas de palestinianos a abandonar as suas casas inundadas na Faixa de Gaza, informa a RT citando a agência Maan.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Poluição do ar induz suicídio?

Foto de Matt Doggett.

Reflexão: quem lê o Ambiente Ondas3 e quais as preferências?

No Ambiente Ondas3, as 3 postas mais populares dos últimos 8 dias foram, segundo a Google Analytics:
As visitas vieram, por ordem decrescente, dos Estados Unidos, de Portugal, da China, da Alemanha, da Rússia, do Brasil, da Irlanda, da França, da Coreia do Sul e da Suíça. 

Obrigado pela vossa preferência. Voltem sempre.

Bico calado

  • «O leitor lembra-se da primeira viagem que François Hollande fez após tomar posse? E qual foi a primeira viagem que Passos Coelho fez depois de tomar posse (embora antes já tivesse feito algumas para o mesmo destino)? Pois, foram as duas a Berlim para colocar a chanceler Angela Merkel a par dos seus planos. E ainda se lembram do ex-ministro português das Finanças, Vítor Gaspar, a pedir delicadamente ajuda ao seu homólogo alemão, Wolfgang Schauble, com este a dizer-lhe displicentemente que depois de haver resultados se veria? Pois, os gregos não fizeram nada disso e vieram lembrar-nos que a ordem natural das coisas na Europa é outra. O poder na União Europeia está hoje em Berlim. Melhor: está em Angela Merkel e Wolfgang Schauble e, depois deles, em todas as suas correias de transmissão, desde primeiros-ministros e governos submissos, a economistas, universitários, analistas e comentadores, cada qual mais fundamentalista que o anterior. Ora o primeiro-ministro e o ministro das Finanças gregos, Alexis Tsipras e Yanis Varoufakis, fizeram algo tão simples como colocar no topo dos seus interlocutores europeus o Parlamento, a Comissão e os Estados membros sem discriminação. É algo tão natural que ninguém se devia surpreender. Mas como nos últimos anos os líderes fracos que governam a Europa (e o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, que ocupou o cargo durante uma década) deixaram que o eixo do poder se movesse para a Alemanha sem qualquer oposição, a decisão grega surge quase como uma afronta à ordem estabelecida. Mas não. A ordem que existia até agora é que não é normal. A Europa foi construída como base na solidariedade e a igualdade entre os Estados membros e não como uma organização em que manda um e todos os outros obedecem. E por isso todos nós, europeus, temos de agradecer a Tsipras e a Varoufakis por estarem a devolver aos europeus o orgulho de pertencerem ao clube mais solidário e democrático do mundo.» Nicolau Santos in Esparta não se rendeu a Xerxes. E náo se renderá a BerlimExpresso 6fev2015.
  • «(...) Dizem as agências noticiosas, citando fontes do governo grego, que Portugal e Espanha foram os dois países que mais se opuseram à obtenção do acordo final. Triste fado, o nosso, termos um Primeiro-Ministro tão incapaz de ver que defender o acordo com a Grécia não seria defender só os interesses da Grécia, mas também defender os interesses de Portugal. É que, este acordo, é uma pequena porta que se abre para a flexibilização das medidas de austeridade que são impostas aos países intervencionados. E por bizarro que seja, é isso que Passos nunca quis, porque não é um patriota. Ele que sempre quis a dureza da austeridade e do empobrecimento para ter argumentos para a sua inépcia política e ausência de estratégia que estivesse para além da simples venda do país em saldos. Lamentável. Passos engoliu o primeiro sapo. Até Outubro, estimo que não terá barriga suficiente para engolir os que ainda estarão para vir.(...)» Estátua de Sal in Os defensores da austeridade tomaram o primeiro Kompensa.
  • Tensão entre Portugal e Grécia. Varoufakis invoca ‘boas maneiras’ para não falar sobre Maria Luís. JNegócios 20fev2015.
  • «(...) Esta sucessão de hipóteses mostra a volatilidade em que está mergulhada a vida política portuguesa, em si mesmo também um resultado dos anos de “ajustamento”, que tornaram amorfas as diferenças e uniformizaram a política por via da “inevitabilidade”, ou seja, impuseram os “mercados” e não os eleitores como julgadores das políticas e definiram fronteiras do que é “aceitável” ou não, fora do terreno da decisão democrática. Aquilo que se tem chamado a “ditadura dos mercados” é a forma moderna de fusão dos interesses económicos com a política, que já não permite a caricatura dos capitalistas de cartola, senhores do aço e das fábricas de altas chaminés, mas sim os impecáveis banqueiros e altos consultores vestidos depin stripes, assessorados por uma multidão de yuppies vindos das universidades certas com o seu MBA, que num qualquer gabinete do HBSC movem dinheiro das ilhas Caimão para contas numeradas na Suíça. (...)» Pacheco Pereira in Votalilidade, Público 21fev2015.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Holanda ignora terramotos provocados por extração de petróleo

Dezenas squrfam a mesma onda no rio Dordogne, no sudoeste da França.


Bico calado

  • Não foi pecado, Juncker, foi crime, por Renato in Obeissance Morte.
  • Luís Figo, o peseteiro, por Valdemar Oliveira in Correio dos Açores 18fev2015: «(...) Para que as pessoas compreendam aquilo que quero dizer, para que percebam o grande risco que o bom nome de Portugal correria com a eleição de Figo para a presidência da FIFA, junto anexo um resumo da vida de Luís Figo que circula na Internet. (...) - Em 1989, era Sousa Cintra presidente do Sporting quando Figo assinou um contrato com o Benfica. Voltou atrás quando o Sporting dobrou a proposta dos benfiquistas. - Em 1995, era ainda jogador do Sporting quando assinou por 2 clubes italianos ao mesmo tempo, Parma e Juventus, dando origem a um imbróglio jurídico inédito no futebol europeu. Foi impedido pela Federação Italiana de Futebol de se inscrever por qualquer clube italiano durante 2 anos. - Ainda nesse ano, recusou a renovação pelo Sporting, razão pela qual, em fim de contracto, acabou por sair para o Barcelona, por um valor irrisório, prejudicando em muitos milhões o clube que o formou e lançou no futebol; - Em 2000, idolatrado pelos adeptos do Barcelona e por toda a Região da Catalunha, concordou ser usado pelo presidente do Real Madrid, durante a sua campanha eleitoral. Acto contínuo, naquele ano de 2.000, recusou-se renovar pelo Barcelona, e assinou contracto com o Real Madrid, sem qualquer explicação, daí o nome que o tornou célebre em toda a Espanha, principalmente na Catalunha, de “Pesetero” ou seja, amante e cego pela moeda espanhola de então, a peseta. - Em 2001 quando foi eleito o melhor jogador do mundo, pela FIFA, foi tão nacionalista e amava tanto Portugal, que proferiu o seu discurso de vitória em espanhol; - Em 2006, já como jogador do Inter de Milão, festejou de forma efusiva e despropositada, no banco de suplentes, o golo do Inter contra o Sporting; - Em 2007 anunciou que iria jogar na Arábia Saudita e chegou a ser apresentado em conferência de Imprensa pelos sauditas, dando depois o dito por não dito; - Em 2008 disse que gostava de ter voltado ao Sporting, mas que nunca fora convidado, o que se veio a revelar ser uma grande mentira; - Em Setembro de 2009, durante a campanha nacional para as Legislativas, alegadamente anunciou o seu apoio a José Sócrates, a troco de 750 mil euros, retirados aos bolsos dos contribuintes. Para demonstrar a sua amizade e apoio a Sócrates, tomou publicamente o pequeno-almoço, com o então Primeiro-ministro, com toda a comunicação social convidada para assistir. Após José Sócrates ter sido detido, por indícios de corrupção, Figo veio a público negar conhecer ou ter sequer qualquer laço de amizade com ele; - Figo esteve envolvido, com proveito pessoal de dinheiros públicos, no escândalo do Tagus Park, assim como também esteve envolvido, com proveito pessoal, na venda da sua imagem ao banco BPN (...)
  • «No noticiário das 3 da tarde na Antena 1, Jorge Jesus, naquela sua característica voz de quem está à rasquinha, opinava que levar Eusébio para o Panteão era ‘uma ideia merecida’». in Linguagista.
  • Grande parte do dinheiro que a elite angolana usou para comprar propriedades em Portugal não veio do petróleo angolano, veio dos depósitos de clientes do BES em Portugal, revela Paulo Morais. Youtube (6:20)
  • «A ministra Paula é uma figura um pouco desencontrada, pelo ímpeto e pela falta de contenção. Marinho e Pinto, quando bastonário da Ordem dos Advogados, chamou-a de "barata tonta", sem resposta adequada. Interrogado por jornalistas, Passos nem levemente se mostrou agastado. "Não é prioridade do Governo", disse e sorriu. Mas a tempestade fora desencadeada. João Goulão, presidente do Instituto da Droga e da Toxicodependência, pôs água na fervura e atenuou, com a sabedoria internacionalmente reconhecida, o que poderia tornar-se um berbicacho. "Drogas leves? Só para fins terapêuticos." Os desencontros entre membros do Executivo e o primeiro-ministro são, há muito, objecto de anedotas devastadoras. E constituem prova evidente da inexistência de coordenação, da falta de normas ideológicas, de competência e da perda de sentido da razão nacional, para ser mais ameno. Há dias, chegou a ser pungente a presença do ministro dos Negócios Estrangeiros num encontro com outros ministros, não importa qual encontro, porque o pobre Rui Machete parece estar sempre em outro lado, que não aquele para aonde o enviam.» Baptista Bastos in Droga de Vida, CM 11fev2015.
  • Os proprietários do Daily Telegraph garantiram um empréstimo de 250 milhõesde libras do HSBC pouco tempo antes de repórteres de o jornal terem sido alegadamente desencorajados a escrever artigos críticos em relação ao banco, revela o The Guardian.
  • « Só um ingénuo acredita que a realidade pode, por intermédio das palavras, ser descrita de forma neutra. O emagrecimento do Estado ou o desmantelamento do Estado? Austeridade ou empobrecimento? Alívio fiscal das empresas ou benefícios ao capital (que com C maiúsculo ainda pesa mais)? Liberalização do aborto ou descriminalização da interrupção voluntária da gravidez? Flexibilização do mercado de trabalho ou desregulamentação do mercado de trabalho? Economia de mercado ou capitalismo? Entre umas e outras… vai todo um programa. A escolha das palavras obedece a uma lógica de propaganda que, como é sabido, quanto mais insidiosa, mais eficaz. Em tempos de crise, há mais “insolvências” do que duras “falências”, sobreabundam as amoráveis “almofadas financeiras”, já não se raciona – racionaliza-se. Racionalizar é tornar racional, submeter ao domínio da razão. Quem poderá erguer-se contra os “cortes”? Só um indivíduo desprovido de razão. Curiosa é também a polidez (ou a hipocrisia?) da “inverdade” que vai triunfando sobre a “mentira”. Manuel Matos Monteiro in Pare, escute e pense – da importância das palavras, Público 20fev2015.
  • A eloquência patética do presidente, por António Guerreiro in Público 20fev2015.
  • O crescimento do fascimo na Ucrânia, segundo Vladimir Golstein, professor da Brown University. Pontos essenciais: 1 O fascismo que se alstra na Ucrânia é idêntico ao que existiu na Europa dos anos 30 e 40 e, tal como esse fascismo, também disfaça a sua agenda racista e genocida atrás de slogans anti-comunistas. 2 O ódio que cresce na Ucrânia foca-se contra a Rússia e os russos, usando o mesmo tipo de linguagem genocida dos  fascistas dos anos 30 e 40 contra os eslavos e os judeus. 3 Os governos e os media do ocidente deixaram-se enganar pelos slogans anti-comunistas da Ucrânia e pelo seu falso europeismo a ponto de fazerem que não vêem a realidade, o que pode trazer resultados desastrosos com o degradar da situação.