quarta-feira, 23 de Julho de 2014

Alemanha, Polónia e Reino Unido são campeões do carvão


Reflexão – utilização de idosos na manutenção de jardins não promove mais desemprego entre a juventude?

A Câmara Municipal da Vila do Porto, em Sta Maria, Açores, quer envolver os idosos na manutenção dos espaços verdes do concelho a partir de Outubro, através do projecto “jardinagem sénior”, estimulando uma cidadania activa e o contacto entre gerações.
Além da autarquia, que apoiará o projeto financeiramente, são parceiros as juntas de freguesia, os serviços florestais e as escolas de 1.º ciclo, já que se pretende envolver também os mais novos nos trabalhos de campo. 
Cristina Moreira, presidente da autarquia, reconhece que o projecto “jardinagem sénior” irá reduzir alguns custos municipais com a manutenção dos espaços verdes. 
E a juventude a ver passar navios...

Bico calado

  • “Mesmo em férias, não obstante haver ovelhas negras que envergonham a classe, os professores conseguiram mobilizar-se e mostrar aos restantes servidores do Estado como se faz para fazer um ministro parvalhão cair do cavalo: um por todos e todos por um. E bastante falta faz recordá-lo.” Filipe Tourais.
  • Anda tanto falso virgem a mostrar-se escandalizado com a crise que lavra no BES. Nem 3 anos de presença da troika foram capazes de controlar as vigarices dos ricaços do BES. Já há 5 anos Francisco Louçã denunciara o encobrimento de milhões de dólares do ditador chileno Pinochet por parte da sucursal do BES em Miami. E que aconteceu? O BE perdeu votos...
  • “A cimeira que deveria ficar na história da CPLP pelas melhores razões (...) ficará pelas piores: será a cimeira da vergonha. Ou da sem-vergonha: aquela em que a Comunidade abdicará de fatores, valores e princípios fundamentais, para admitir um país que nada tem a ver com a nossa língua nem com as culturas que (também) nela se exprimem, e que é uma das ditaduras mais sangrentas e corruptas de África.” José Carlos Vansconcelos in Visão 17jul2014.
  • Já pouca Palestina resta. Pouco a pouco, Israel está a apagá-la do mapa, por Eduardo Galeano. Tradução em língua portuguesa aqui.

terça-feira, 22 de Julho de 2014

Hortas urbanas do Grande Porto revelam elevados níveis de metais pesados



  • O município de Espinho adquiriu cerca de 75 mil euros em herbicidas para deservar espaços públicos. Abandonando a sachola e outras ferramentas de jardinagem, pulveriza-se as valetas, acreditando nas fortes potencialidades dos químicos aplicados mas ignorando a contaminação de solos e águas por infiltração ou arrastamento dos resíduos dos herbicidas para linhas de água.
  • Os níveis de metais pesados detetados em hortas urbanas e pastagens do Grande Porto (Maia, em Leça da Palmeira, em Matosinhos e em São Mamede de Infesta ) são superiores aos observados em zonas rurais, revela um estudo da universidade de Aveiro. Por exemplo, no azevém que serve de pasto a animais, os elevados níveis de cádmio, cobre e zinco excederam os critérios de qualidade para forragens animais e poderão entrar na cadeia alimentar dos portugueses. O problema é que Portugal não dispõe de procedimentos definidos para avaliação de risco para o ambiente e saúde humana nessas áreas, nem de critérios para a remediação de solos contaminados.
  • O supermercado da cadeia Sainsbury em Cannock vai passar a ter energia proveniente de uma central de digestão anaeróbica.
  • O governo de David Cameron lançou a reclassificação de espécies extintas e não as considera nativas para impedir a sua reintrodução na vida selvagem.
  • A Nestlé considera a escassez da água um problema muito mais grave e urgente de ser resolvido do que as alterações climáticas. E sabe muito bem porquê. Porque continua a extraí-la de zonas, como a Califórnia, que lutam com uma enorme escassez de água.
  • Como dormir tranquilamente nas quentes noites de verão: (1) coma uma refeição ligeira, beba muita água; (2) areje o quarto de cama antes de se deitar; (3) lave a cara, as mãos e os pés em água fria; (4) vista um pijama leve e fresco ou então deite-se nu; (5) se for casal, durma em camas separadas e (6) desligue todos os equipamentos eletrónicos, não os deixe em stand-by.

Reflexão – multado por poupar água e deixar secar o jardim?

Os impactos da prolongada seca que se abate sobre a Califórnia fez as autoridades aplicar medidas que obrigam os cidadãos a reduzir o consumo de água. Multas de 500 dólares foram estabelecidas para aqueles que desperdicem água. Porém, o casal Laura Whitney e Michael Korte enfrenta uma multa semelhante por terem deixado de regar o seu jardim, infringindo uma lei local que obriga as pessoas a conservá-los bonitos e verdejantes. 

Mão pesada

A Paul's Industrial Garage foi multada em 2.600 dólares pela descarga ilegal de resíduos na rampa de entrada de uma casa feita como retaliação pelo não pagamento de uma dívida.

Bico calado

segunda-feira, 21 de Julho de 2014

Águias contra gaivotas


Cascata das Lombadas, Ribeira Grande, S. Miguel. Foto: Pedro Silva 31mai2014.

Bico calado

“Desde o 25 de Abril que não há Governo mais intolerante e intolerável do que este, e os malefícios que tem provocado ao País registam-se como uma sinistra nota: desemprego, suicídios, fuga de milhares e milhares de jovens para o estrangeiro, encerramento de escolas e de tribunais, desertificação acelerada do interior do País, ataque ao mundo do trabalho, menos alunos no secundário e no universitário, venda ao desbarato de empresas públicas, escândalos consecutivos na banca, descrédito nas instituições, ataques absurdos ao Tribunal constitucional, cortes constantes nos salários e nas pensões, ruína moral e desespero sem remissão. Em três anos, este Executivo pôs em prática uma calamidade, com a colaboração do dr. Cavaco, cuja balança política pende para um só lado.” Baptista Bastos in Sente-se que a pátria desperta, JNegócios 18jul2014.

domingo, 20 de Julho de 2014

Espinho recebe mais de um milhão para enrocamento de 500 metros


Paramos 26fev2014 - a empresa Irmãos Cavaco aplica enrocamento de proteção à ETAR de Espinho. Em primeiro plano, podem ser vistos os rombos feitos pelo mar, durante as tempestades de inverno, no esporão a sul da Capela de S. João.
  • Espinho vai receber 1 milhão e 100 mil euros do Fundo de Coesão para fazer um enrocamento de 480 metros entre a Capela de S. João e o esporão a sul, em Paramos. Citada pelo semanário Maré Viva de 2 de julho de 2014, a Assembleia de Freguesia de Paramos, reunida em 30 de junho, mostrou-se desagradada pelo facto deste obra  ter sido agendada para iniciar-se em setembro. 
  • Portugal vai ter mais de 4 mil milhões de euros para projetos relacionados com adaptação e mitigação das alterações climáticas, no âmbito do acordo de parceria relativo aos fundos estruturais até 2020, anunciou o ministro do Ambiente Jorge Moreira da Silva. Água, gestão de riscos de incêndios e proteção da costa são algumas das áreas envolvidas.
  • O Infarmed alerta para aumento do comércio de sabonetes ilegais de fabrico artesanal, alegando perigo para serem confundidos com géneros alimentícios. O Infarmed anda preocupado com a concorrência artesanal. Devia antes preocupar-se e alertar para o facto de muitos produtos de limpeza serem vendidos em recipientes que sugerem refrigerantes e como tal podem ser confundidos por crianças.
  • Duas em cada 3 fatias  de pão vendido no Reino Unido regista resíduos de pesticidas, revelam dados colhidos por organismos governamentais. E 25% das fatias analisadas continham mais do que um pesticida.
  • “Aceito que haja uma multa de 500 dólares para quem, nesta seca, regar o jardim na Califórnia e 85 mil dólares pela evacuação aérea de alguem perdido nas escarpas do parque Yosemite, porque são problemas provocados pelas pessoas. Não entendo os 11 mil dólares de multa aplicados à Freedom Industries, responsável pelo derrame de substâncias químicas perigosas no rio Elk e que contaminaram as águas que abastecem os habitantes de Charleston, na West Virginia. Serão demasiados grandes para serem punidas?" Carl Pope in EcoWatch.

Reflexão - A insustentável utilidade da Linha do Tua

A insustentável utilidade da Linha do Tua, por Daniel Conde, in Público de 19 julho 2014.

“Há factos indesmentíveis que mostram por que a Linha do Tua é útil e sustentável.
No passado dia 8 de Julho deparei-me com um peculiar artigo de opinião , no Público, da autoria do arquitecto paisagista Henrique Pereira dos Santos. Nele, o colunista classificava a Linha do Tua de “inútil”, “insustentável” e que “não serve ninguém”, no mesmo artigo em que o próprio se considera um leigo em matéria ferroviária, e onde incentiva ao combate aos “preconceitos”, “antes de qualquer discussão de fundo”.
Para além das óbvias contradições explícitas no parágrafo supra, o arquitecto colunista  demonstra uma profunda ignorância sobre o que representa a Linha do Tua.  
À chegada à década de 1990, o movimento diário de mercadorias era de 500 senhas de  despachos até 20 quilos, 30 toneladas de mercadorias diversas e em média cerca de 70 toneladas  de adubo; são cinco camiões TIR num único comboio.
Em termos de passageiros, o brutal  desinvestimento aliado a horários que levavam trabalhadores e estudantes a chegarem depois  da hora de entrada e a partirem muito depois da hora de saída, levou a que numa década o  movimento passasse dos 500 mil para os 200 mil.  
Chegou o IP4, encerrou-se o troço Mirandela-Bragança na Noite do Roubo, alimentaram-se  empresas regionais rodoviárias de passageiros com contratos de prestação de serviços de  substituição do comboio, onde ao passageiro se cobrava a tarifa de comboio, mas à CP se  cobrava tarifa de autocarro (mais cara), negociou-se a venda de parte do material ferroso  passados poucos anos, e a Linha do Tua foi citada em escândalos como o “Carril Dourado” e o  “Face Oculta”, por furto e venda de carris.  
No último Verão de comboios Tua- Mirandela-Tua, em 2008, os 190 lugares disponíveis  esgotaram diversas vezes, logo à partida, com alguns casos de excursões a não poderem  embarcar no Tua. Em 2010, só nos 16 quilómetros de via disponíveis, o movimento foi de 70 mil  passageiros; são 14 vezes mais passageiros em um ano que o aeroporto de Beja em dois, e isto  falando de automotoras com o consumo de um autocarro, mas o dobro da capacidade de  passageiros.
Por fim, 2012 e 2013 foram anos consecutivos com contas a positivo para o  Metropolitano Ligeiro de Mirandela, que é mais do que se pode dizer dos metros de Lisboa ou  Porto, subsidiados pelo Estado.  
Estes são factos indesmentíveis, fruto não de preconceito e falta de conhecimento tácito,  ingredientes basilares do insulto gratuito.
Mas irei plus ultra: em Janeiro de 2013, foi requalificada uma via métrica gaulesa, que liga os  três municípios de Salbris, Romorantin, e Valençai, servindo um total de 25.210 habitantes, com  comboios a 70 km/h. A linha conecta-se com outra que se une em Tours a uma linha de Alta  Velocidade para Paris, e o investimento de 14 milhões de euros foi repartido pelas  correspondentes francesas às nossas CCDR, REFER e municípios. O projecto ganhou um prémio  de Inovação, e outro de Mobilidade.  
No eixo Mirandela-Bragança, a Linha do Tua serve três municípios com 74.967 habitantes, num  traçado para 60 a 70 km/h as it is. De Bragança à Sanábria, uma nova linha de 40 quilómetros ligaria  directamente a Linha do Tua à linha de Alta Velocidade Madrid-Corunha, deixando ambos os extremos a apenas duas horas de Bragança. Com a A4 fortemente portajada, um ano laboral de  deslocações entre Mirandela e Bragança ficará entre 2500 a 3000 euros mais caro do que indo  de comboio, comprando um passe.
Não compreendo que fontes o arquitecto colunista consultou – se consultou – antes de  classificar de forma tão leviana a Linha do Tua. As mesmas fontes que eu, certamente não foram.”

Bico calado

  • “Na quarta-feira, o dia começou com uma viagem de moliceiro pela ria, com Rangel e Melo à proa, quais homens do leme.” (sic). Expresso 23mai2014, Gente p15. E eu que pensava que o leme estava na ré...
  • “Na actual crise do GES/BES, os jornais não puderam calar mais as notícias que alguém decidiu ser o momento de as divulgar. E foram-no com um enorme estrondo. O GES/BES não tem mais capacidade para controlar a informação sobre si próprio. Mas há ainda quem  detenha essa capacidade. Ouvem-se já vozes a dizerem que o BES precisa de silêncio." Estrela Serrano.
  • NBC retira repórter que cobriu morte de 4 crianças palestinianas devido a bombardeamento israelita. Como não se pode matar a notícia, mata-se o mensageiro.
  • E se a cura para a SIDA estivesse no avião? pergunta de Trevor Stratton, investigador canadiano, acerca da morte de um grupo de cientistas a caminho de um congresso na Austrália.

sexta-feira, 18 de Julho de 2014

Suinicultores na mira da autarquia da Lourinhã

Lago Huron. Imagem retirada daqui.

quarta-feira, 16 de Julho de 2014

Caos em sistema de reciclagem de resíduos desperdiça milhões


Cascatas das Lombadas, S. Miguel. Foto: Maria de Deus 31mai2014.

Bico calado – Como as mineiras fogem aos impostos

Há empresas mineiras e empresas de auditoria que se concluiam para fugir aos impostos na República Democrática do Congo, conclui uma investigação da Southern Africa Resource Watch e da Congolese Civil Society. Por exemplo, a KCC e a TFM omitem documentos nas suas sedes de Lubumbashi que permitiriam fazer o cruzamento dedados de modo a confirmar as suas declarações, como manda a lei. Os seus dados estão depositados, respetivamente, na Suíça e em Phoenix, Arizona, fazendo com que apenas os investidores conheçam os lucros e os investimentos das empresas e as finanças fiquem de mãos a abanar.

terça-feira, 15 de Julho de 2014

Alunos portugueses vencem Olimpíadas Internacionais de Biologia

Foto: Filipe Andrade 6jul2014.

Raquel Oliveira, aluna da Escola Secundária de Esmoriz, e Francisco Ramos, da Escola Secundária Quinta do Marquês, em Oeiras, conquistaram medalhas de bronze nas Olimpíadas Internacionais de Biologia, onde Portugal concorreu pela primeira vez, e que decorreram na Indonésia entre 6 e 12 de julho.
O Ambiente Ondas3 congratula-se com este feito que muito honra o Ensino em Portugal e apresenta os parabéns não só aos alunos premiados como aos professores que os apoiaram neste projeto.

Reflexão - A barragem de Foz Tua, a tara do facto consumado e a luz ao fundo do túnel

A tara do facto consumado e a luz ao fundo do túnel, por João Joanaz de Melo

“Em Portugal existe uma doença endémica, ainda não descrita pela ciência: a tara do facto consumado. É esta doença que leva à passividade perante a corrupção e incompetência, aos fracos hábitos associativos e de participação cívica, e que permitiu o desperdício de dezenas de biliões de euros em obras públicas inúteis: auto-estradas sem carros, estádios sem espectadores, escolas sem alunos, aeroportos sem aviões, barragens inúteis para o sistema energético. Em última análise, é esta a doença que levou à crise orçamental e económica. Perante estes desacatos, o comum dos cidadãos encolhe os ombros e suspira: “eles” fazem o que querem, “nós” não podemos fazer nada.
 Só há uma cura para a tara do facto consumado: é pegar em casos concretos escandalosos, aparentemente consumados, transformá-los de casos perdidos em causas a ganhar, e trabalhar a sério para a inverter a situação. O tratamento exige força de vontade, como um toxicodependente que se quer livrar do vício.
Entre os muitos casos que merecem a nossa atenção, podemos destacar um: a barragem de Foz Tua. No quadro do Programa Nacional de Barragens (colectivamente uma fraude em toda a linha) Foz Tua é ainda assim um caso especial. Se avançar, destruirá valores únicos como a centenária linha ferroviária e a paisagem fabulosa do vale do Tua; e com eles qualquer possibilidade de um turismo de qualidade e perspectivas de desenvolvimento, condenando esta (ainda) bela região ao abandono, ao despovoamento e à pobreza. Igualmente importante, a barragem de Foz Tua é a maior ameaça à integridade do Alto Douro Vinhateiro.
Foz Tua não é apenas mais uma obra má: é o símbolo de tudo o que está errado nas políticas (ou falta delas) de energia, ambiente, transportes, cultura, turismo, investimento público  e desenvolvimento regional das últimas duas décadas. Os defensores desta barragem são os mesmos que provocaram a crise económica e de valores que o País atravessa.
Após sete anos de contestação persistente e com as obras recentemente iniciadas no terreno, atingimos um ponto de viragem. Por um lado, cresceu e consolidou-se um vasto movimento de opinião contra a barragem e a favor de um modelo de desenvolvimento alternativo, envolvendo residentes locais, ambientalistas, produtores de vinho, operadores turísticos, amantes e utilizadores do rio e do comboio, advogados, empresários, cientistas, engenheiros, artistas, jornalistas, políticos, autarcas, muitos milhares de cidadãos incluindo figuras públicas destacadas, nacionais e internacionais. Por outro lado, as propostas da EDP para os projectos complementares, como a mobilidade alternativa e a linha de muito alta tensão, revelaram-se absurdas, inviáveis, ou desrespeitam frontalmente as imposições da UNESCO e da avaliação de impactes. É hoje claro que as condições consideradas essenciais para a concretização da barragem NÃO vão ser cumpridas.
Parar a barragem é a única opção que neste momento faz sentido, por todos os motivos, sociais, culturais, ecológicos, económicos e até financeiros: é claramente a opção com custos mais reduzidos para o Estado e para os consumidores-contribuintes.”

Mão pesada

Um britânico foi condenado a pena de prisão de um ano suspensa por dois anos e proibido de ser diretor de empresas por 7 anos na sequência de ilegalidades cometidas na gestão de desperdícios em Oldbury, West Midlands.