sábado, 30 de Agosto de 2014

Enrocamento vai proteger ETAR de Paramos

Paramos 26fev2014 - a empresa Irmãos Cavaco aplica enrocamento de proteção à ETAR de Espinho. Em primeiro plano, podem ser vistos os rombos feitos pelo mar, durante as tempestades de inverno, no esporão a sul da Capela de S. João.

Mais 350 mil euros para um enrocamento em Paramos. Será esta verba uma tranche do anunciado milhão e 100 mil euros do Fundo de Coesão para fazer este enrocamento de 480 metros entre a Capela de S. João e o esporão a sul? Ou será uma espécie de... 'trabalhos a mais'? É que já em fevereiro deste ano, logo após as tempestades que varreram o litoral espinhense, a empresa Irmãos Cavaco procediam à colocação de enormes pedras de granito ao longo da fustigada duna da ETAR de Paramos...


Sobre a situação deste enrocamento em fevereiro e em julho de de 2014, vale a pena (re)ler isto
Para acesso a mais imagens dos impactos das tempestades de janeiro e fevereiro na orla costeira de Espinho, clicar nas seguintes hiperligações: (1), (2), (3), (4), (5), (6), (7), (8), (9), (10), (11), (12), (13) e (14).

Ovar com parque fotovoltaico

Reflexão – O que querem os rankings provar?

Rankings há muitos e para todos os gostos. A prová-lo eis o último, sobre as 10 cidades mais limpas do mundo. Sendo as fontes aparentemente as mesmas, as conclusões são as mais díspares, conforme pude concluir após alguma investigação. Será caso para desconfiar deste tipo de rankings que mais parecem feitos à medida de quem os encomenda e divulga? 

Bico calado

Já viram um forum sobre A Alimentação de Amanhã sem um único agricultor convidado para falar? Vai acontecer em 11 e 12 de novembro em New York. Pela mão do New York Times.

sexta-feira, 29 de Agosto de 2014

Monsanto tentou pressionar Reuters

Iguaçu, Brasil. Foto de Fernando Vilarinho 19ag2014.

Reflexão - guerra de balões de água!?

Uma Guerra de Balões de Água vai acontecer no centro histórico de Leiria. São esperados milhares de participantes, que serão divididos em dois grupos: adultos e crianças. Os responsáveis dizem que atirar 50 mil balões de água vai ser uma guerra saudável, para além de proporcionar uma sessão de banho público que está muito na moda nos últimos tempos.
Esta gente não se enxerga. É disparate atrás de disparate. Para além de se desperdiçar milhares de m3 de tão precioso líquido, tão necesssário para regas especialmente no verão, o evento vai produzir quilos de resídfuos de plástico e borracha. Já não bastava esta patetice ter estado longos anos limitada ao dia de Carnaval em Ponta delgada. Agora veio para Leiria e já se pensa estendê-la a Coimbra, Lisboa e Porto. Tenham juízo, poupai água.

Bico calado

  • Maria Fernandes, uma portuguesa de New Jersey, morreu enquanto dormitava no seu jipe. Tentava descansar entre os seus 4 empregos.
  • “Vivemos no preconceito do número, e o «economês» substituiu-se à análise política dos factos. O idioma críptico utilizado pelos preopinantes que infestam jornais, rádios e televisões chega a atingir as fronteiras do absurdo. Jornalismo, propriamente dito, a reportagem, a crónica, a notícia, o artigo que esclarece, desenvolve o raciocínio e explica a natureza dos acontecimentos, foram engolidos por uma massa caótica de palavras, as mais das vezes sem direcção nem sentido.” Baptista Bastos in Os homens de palha, DN 28ag2014.

quinta-feira, 28 de Agosto de 2014

Cristas faz frete ao lóbi da indústria agroquímica

Abate de árvores em Aveiro. Foto Rosa Pinho 27ag2014.
  • A ministra da Agricultura e do Mar Assunção Cristas alinhou com o lóbi da indústria agroquímica e votou contra a retirada dos pesticidas tipo neonicotinóides (tioametoxam, imidacloprid e clotianidin), responsáveis pelo extermínio das abelhas. A Bayer e a Syngenta agradecem.
  • A câmara de Aveiro acaba de abater 9 choupos entre o Bairro da Gulbenkian e a cadeia por alegado perigo em caso de ventos fortes.
  • As caminhadas em áreas protegidas deixam de exigir pagamento de taxa.

Mão pesada

A DuPont foi multada em mais de 3 milhões de dólares por fugas de substâncias tóxicas entre maio de 2006 e janeiro de 2010 da sua fábrica de Belle, West Virginia.

Bico calado

  • Christine  Lagarde, a diretora do FMI, é suspeita de atos de corrupção ocorridos nos anos 90 enquanto minitra das Finanças de França.
  • “O que havia, nesta quarta-feira, era um número invulgar de profissionais da comunicação social à porta do Colombo. À volta de vinte. Alguns andavam de entrada em entrada, dentro e fora do centro, e iam consultando, nos telemóveis, a página do evento, na qual havia já várias publicações de tom humorístico. Um utilizador publicou uma fotografia de um carro blindado a dizer que estava a chegar e a estacionar e outros diziam que a polícia e os jornalistas tinham sido enganados. Repórteres, fotojornalistas, televisões com carros de exteriores, microfones, câmaras. Foi um meet de jornalistas.” É de facto, um baile a toda a largura do palco. Valia a pena os media pararem um pouco para pensar. Pensar no que realmente é essencial para a sociedade. Se não o fizerem, se preferirem realçar eventos impostos por modinhas de gosto e substância duvidosos, poderão ter a certeza de que cairão em mais situações deste género.  Sobre este tipo de jornalismo, valerá a pena ler Samuel Quedas.

quarta-feira, 27 de Agosto de 2014

Sydney não está bem de saúde

Silvalde, Espinho. Foto de Paulo Horta Carinha 23ag2014.

Sydney anda mal de saúde, a fazer fé nos resultados de estudos agora publicados por investigadores universitários. 
Não é apenas o solo contaminado com chumbo com quantidades 13 vezes superiores ao legalmente estabelecido. É também o elevadíssimo volume de resíduos de plástico no seu porto.

Bico calado

  • Por que será que os recentes terramotos no Chile e no Peru praticamente passam despercebidos mas o da Califórnia é tão badalado?
  • Não querem pulseira eletrónica para os seus rebanhos? Então não recebem subsídios europeus!

segunda-feira, 25 de Agosto de 2014

Focas alimentam aquicultura de salmão


Porto. Foto de Angélica Carmo 21jan2014.

Reflexão - vacina contra o Ébola nas mãos da Monsanto e dos militares norte-americanos

A Monsanto assinou uma parceria com o Departamento de Defesa dos EUA para, através da Tekmira Pharmaceuticals Corporation, produzir uma vacina contra o ébola. Pais pormenores aqui.

Bico calado

  • “Um néscio, por mais talentoso, letrado, presumido, acalentado, untuoso, extravagante, mimado, protegido, premiado, poliglota, conhecido, publicitado, editado, favorecido, bafejado, convencido, abençoado, agraciado, gracioso, irónico, verrinoso, exótico, cavernoso, lunático, verboso, prolixo, argumentativo, que seja; quer viva no parnaso, no nirvana, em Cascais, na Quinta do Conde, numa corte de aduladores, na Califórnia, em Cardiff, na Porcalhota, num lupanar, ou em Malavado; disponha duma corte de tias apreciadoras das suas graçolas ou dos seus arroubes românticos, faça parte dum clube com mais fãs que o de Tony Carreira ou que  tenha cinquenta mil amigos e um milhão de likes no Facebook ; continuará sempre a ser um NÉSCIO, rudimentar, boçal como a maioria dos néscios. Porém alguns, que são retrógrados e reacionários por snobismo e cagança, prefiro designá-los por lerdaços. LERDAÇOS soa melhor. Ponto.” Daniel D. Dias in Notícias sem censura. Transcrevi na íntegra este texto em protesto contra qualquer tipo de censura, que é o que parece estar a ser feito em relação a este link. Passado um dia, “alguem” continua a desviar este link para o Google...
  • “No seguimento do golpe do 25 de Novembro de 1975, os militares comprometidos com o movimento popular e com a democratização das Forças Armadas, foram presos e colocados em Caxias e Custóias. Os presos em Custóias, sob custódia militar de Pires Veloso, foram colocados em isolamento absoluto, em celas de 3X2 m mais o balde da merda por companhia. Um dia foram surpreendidos pela algazarra de um grupo de presos de delito comum que investiram pelas 3 alas ocupadas pelos presos militares e, de posse dos respectivos molhes de chaves, lhes abriram as portas das celas gritando, “fujam que já abrimos tudo”. Valeu o sangue frio dos presos militares travados, aliás, no natural impulso de ganhar a liberdade – convém lembrar que o isolamento incluía a inexistência de qualquer informação sobre as causas da prisão, sobre o enquadramento da sua situação e sobre o destino que os esperava e que tudo era possível - pela intervenção dos majores Cruz Oliveira, Queiroz Azevedo e Campos Andrada que gritaram “o pessoal não sai daqui”. Porque aquela cena só podia tratar-se de uma provocação para serem abatidos quando tentavam fugir. Os três majores dirigiram-se através de corredores desertos e portas escancaradas até ao posto da chefia dos guardas prisionais onde lhes foi dito nada saberem! Para lá do portão, lá fora, um pelotão da GNR aguardava…”  Mário Tomé in Pires Veloso: nem vice-rei nem homem, apenas canalha.

domingo, 24 de Agosto de 2014

ETARs de Detroit e Baltimore impotentes


  • Antecipando-se à Cimeira do Clima das Nações Unidas que começou ontem, “Carbono” tenta aprofundar o debate, explorando como os governos em todo o mundo estão a taxar o carbono. “Carbon” é a primeira de uma série de quatro episódios narrado por Leonardo DiCaprio. 
  • As ETARs da área metropolitana de Detroit descarregaram enorme quantidade de esgoto não tratado para rios e ribeiras por não aguentaram o ímpeto das grandes chuvadas da semana passada, admitem os responsáveis. O mesno aconteceu na área de Baltimore.

Bico calado


  • “O capitalismo está em insolvência, já se percebeu, e não se descortina outro sistema, mais humano, mais próximo da nossa razão de existir, que se oponha, veementemente, a esta brutalidade. Porque os conflitos e as chacinas, registados um pouco por todo o mundo, não são, apenas, de ordem religiosa, o que já não seria pouco: resultam da crise geral do capitalismo; da necessidade de expansão da indústria armamentista, e da cedência imoral das forças que deveriam constituir-se como escudo contra a selvajaria.” Baptista Bastos in JNegócios 22ag2014.
  • “O povo construído pela televisão é degenerado, ridículo, monstruoso. E os seus criminosos construtores têm nomes publicamente conhecidos e sucesso alargado: são as Júlias, as Luísas, os Joões, os Manueis e os seus directores de programas, produtores, chefes, empresários, até ao topo da hierarquia. (...) O povo da televisão — e esse é o segredo da sua telegenia — coincide quase sempre com os pobres, os deserdados, os excluídos, os que não têm acesso aos centros do poder. Mas a televisão não concede ao seu povo existência política. Pelo contrário, retira-lha e despolitiza-o, mesmo quando ele surge enquadrado num contexto ou num motivo políticos. Quantas vezes não assistimos já às câmaras a fazerem um grande plano sobre as mãos encarquilhadas, ou qualquer outra parte do corpo, do indivíduo do “povo” que se queixa de uma qualquer decisão — ou da ausência dela — dos governantes? Nesse momento, a pessoa é espoliada do seu estatuto político e ganha uma espécie de qualidade étnica. Já alguém deu por a televisão fazer um grande plano das mãos de um ministro? Já alguém viu, na televisão, as mãos de Marcelo Rebelo de Sousa a não ser como instrumentos de gesticulação expressivo-didáctica? O povo da televisão não é representado como sujeito minoritário do corpo de todos os cidadãos. É visto, antes, como espécie castiça de um parque natural que fica longe, muito longe, da Comporta. Deste modo, este povo que a televisão reconstrói e deforma à medida das suas exigências tem alguns pontos de coincidência com o povo do populismo. Mas há uma diferença fundamental: o populismo dirige-se à classe geralmente excluída da política e que, por isso, não tem privilégios de sujeito político constitutivo, reclamando que essa classe é o único poder legítimo, é uma parte do povo como categoria política, detentor da soberania, que deve funcionar como a totalidade da comunidade. A televisão, pelo contrário, quer tudo muito bem arrumado nos seus lugares e que não se quebre a harmonia estabelecida no parque natural do povo." António Guerreiro in O povo da televisão, Público 22ag2014 .
  • “Não sejamos inocentes. Ninguém paga as quotas de alguém sem esperar alguma coisa em troca. O caso de Braga não é novo. Nos últimos anos, os partidos com disputas internas fizeram grandes esforços para acabar com os fantasmas que durante décadas foram um triste clássico da vida política portuguesa: as inscrições-fantasma, as quotas-fantasma, os militantes-fantasma, as moradas-fantasma. Desapareceram, por exemplo, as histórias de militantes que chegavam às sedes dos partidos com caixas de sapatos cheias de notas para pagar as quotas de dezenas de pessoas de uma só vez. (...) Não é por isso aceitável que os partidos, os seus líderes e os seus conselhos de fiscalização se escudem em questões técnicas ou jurídicas para não serem mais transparentes e eficazes. Não é verdade que o PS não pode fazer mais nada além de retirar das listas os nomes dos militantes que pagaram quotas, mas que afinal estavam mortos. Sendo o PS titular da conta na qual foram depositadas as quotas, o PS pode — se quiser — pedir ao seu banco o nome de quem pagou a quota em nome de outra pessoa. Esse direito faz parte, por exemplo, da Lei de Defesa do Consumidor de 1996. O PS pode não querer divulgar, em nome do sigilo bancário, o nome de quem fez as transferências bancárias, mas pode identificar os autores destes “presentes” e agir sobre isso. Estes militantes voluntariosos não estão a violar a lei nem os estatutos do partido, mas não deveriam ter lugar nas estruturas partidárias. E isso só a direcção pode fazer —se quiser. Editorial Público 23ag2014.
  • “Hospitais privados crescem e já têm mais de um quarto do total de camas. Os hospitais privados multiplicaram-se nos últimos anos e hoje já são responsáveis por 28% das consultas externas e 12% das urgências. Este ano, apesar da crise, estão a crescer mais do que é habitual. Público.

sábado, 23 de Agosto de 2014

Degradação avança na Lagoa da Sancha


Reflexão – Mais uma estória de racismo ambiental

Quando um enorme derrame de cinza de carvão enterrou a zona ribeirinha de um subúrbio de classe média branca (Kingston, Tennessee, 2008), os resíduos foram tratados como tóxicos. 
Para evitar futuros problemas semelhantes, o aterro de cinzas foi deslocalizado para Uniontown, uma comunidade maioritariamente negra do Alabama, disfarçado de aterro para resíduos domésticos e de construção. As cinzas que vêm de outros estados são espalhadas pelo vento e os vizinhos não cessam de sofrer problemas de saúde. Os produtos cultivados nos seus quintais e quintas também têm sofrido os impactos. O valor dos terrenos e das casas não pára de cair e muita gente pondera abandonar o local. As suas queixas têm caído em saco roto. Porém, recentemente parece que o ministério do Ambiente começou a investigar...

Bico calado – decapitação encenada?

A decapitação do jornalista norte-americano poderá ter sido encenada, como já aconteceu com outros casos, para provocar conflitos e despoletar intervenções militares, alerta o jornalista britânico Paul Joseph Watson. 
Pode até fazer parte de uma narrativa de propaganda para justificar uma poderosa intervenção militar: (1) Foley não reage, não oferece resistência, apenas lê, tranquilamente, a declaração que lhe apresentam como se ignorasse que ia ser decapitado; (2) em anteriores ocasiões semelhantes, há sempre um grupo de fanáticos a gritar ameaças e cânticos, o que aqui não acontece; (3) o video da decapitação não mostra a decapitação, apenas mostra um indivíduo todo coberto apontando uma faca ao pescoço do jornalista e depois uma imagem parada da cabeça do jornalista no chão, sem sinais de sangue derramado; (4) a ISIS, fundada por potências ocidentais, cuja imagem de marca é a sua brutalidade, aqui não revela cenas brutais; (5) Como se explica que a secreta britânica tenha avisado Paul Watson de que ver, descarregar e difundir este vídeo seria considerado um ato terrorista e, por isso, sujeito a consequências? Estarão os canais portugueses de televisão a correr esse risco por terem revelado um pouco do video?