segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Energia a partir do carvão só até 2030

Talasnal.
  • O Ministro do Ambiente afirmou que as centrais de produção de energia portuguesa vão deixar de utilizar carvão até 2030, num esforço que vai começar já no próximo ano.
  • A Secretaria da Agricultura e Pescas da Madeira vai adquirir enxames aos Açores, para os entregar aos apicultores que, devido a doença ou aos incêndios, perderam os que tinham. DN Funchal.
  • O despejo sistemático de resíduos em Rolestown, Co Dublin, está sendo investigado após a descoberta de dezenas de toneladas do inertes de construção terem sido detetadas junto de casas abandonadas. Os vizinhos dizem que algumas destas casas foram comprados após alteração no zonamento que permitiu a reconstrução, tudo antes da depressão. The Irish Times.
  • Cerca de metade das 40 fábricas de produtos químicos no Texas estão localizadas dentro de uma meia milha de uma escola, conclui investigação da CSB. Via Ensia.

Mão pesada

O Corvo visto das Flores. Foto de Graça Quaresma.
  • A Slawson Exploration Co. foi multada em 2,1 milhões de dólares por poluir o ar na reserva índia de Fort Berthold. A empresa foi ainda intimada a investir 4,1 milhões na melhoria dos seus sistemas. EPA.
  • A S.P.D. Monte Real S.L. e a TRANSEXCADE S.L. foram multadas em 15 mil euros por despejo de inertes de construção em local inadequado. Ecologistas en Acción.
  • A Carnival Princess foi multada em 40 milhões de dólares por um dos seus navios de cruzeiro ter despejado ilegalmente efluentes no mar. Reuters.

Bico calado

Imagem apanhada aqui.
  • PC Porto? A SIC anda mesmo muito desnorteada.
  • Cristiano Ronaldo terá usado até 2014 uma empresa offshore nas Ilhas Virgens para sonegar milhões de euros em impostos, afirmou a revista alemã Der Spiegel. Segundo a revista, Cristiano Ronaldo teria utilizado uma empresa fictícia das Ilhas Virgens para ocultar receitas internacionais por publicidade no valor de 75 milhões de euros.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

EUA eliminam três barragens

Serra da Freita, entre o Merejal e Provisende. Foto de Nuno Coelho.
  • O recente pacote legislativo energético aprovado pela União Europeia poderá ter sido aprovado para mostrar que a atribuição de subsídios ao carvão será mais difícil daqui para o futuro. Mas há quem veja buracos na lei que permitirão aos estados-membros utilizar mecanismos de capacidade, isto é, pagamentos a empresas de energia que de outra forma não seriam rentáveis mas são necessárias para fornecerem capacidade de reserva, e não impede que o dinheiro vá para as usinas de carvãoEurActiv.
  • capacidade dos gasodutos dos EUA para as exportações de gás natural para o México expandiu-se rapidamente nos últimos anos, satisfazendo especialmente o nordeste e o centro do México. A nova capacidade projetada para ser concluída nos próximos anos ajudará a abastecer o noroeste do México. EIA.
  • Três barragens vão ser demolidas no oeste americano. Orçado em 50 milhões de dólares, o projeto pretende devolver os rios ao seu estado natural dentro dos próximos 10 anos. A primeira será no rio Naches, afluente do Yakima, que corre para o Columbia. A segunda será num afluente do rio Ventura. A terceira, - de facto uma série de pequenas barragens -, será na bacia hidrográfica do Rogue. National Geographic.
  • O Parlamento Paraná aprovou a proibição de operações de fraturação hidráulica no seu território, pelo menos durante 10 anos. NFB.

Mão pesada

A Nebraska Railcar Cleaning Services, LLC, de Omaha, Nebrasca, foi intimada a identificar, gerir e tratar resíduos potencialmente perigosos. O incumprimento da deliberação judicial poderá resultar em multa diária de 14 mil euros. EPA.

Bico calado

Foto de Johan Kloppers. Imagem captada aqui.
  • Foi a CIA que lançou as sementes do ISIS, garante Julian Assange na cerimónia da publicação de mais 500 mil documentos secretos até agora classificados. Tudo começou em 1979, quando a CIA, com a parceria da Arábia Saudita, injetou biliões de dólares para armar os Mujahideens no Afeganistão para encurralar a União Soviética, o que acabou gerando a al-Qaeda. Red Ice.
  • O fotojornalista canadiano Ed Ou foi interrogado e detido na fronteira quando regressava de uma reportagem aos protestos contra o oleoduto Dakota Access. CBC.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Sonda regista níveis de radioatividade

Serra da Freita. Foto de António Almeida 26nov2016.
  • O Ministério do Ambiente proibiu a empresa responsável (CITRI) pela importação de resíduos provenientes de Itália de depositar esses resíduos em aterro. O não cumprimento das determinações do Ministério poderá constituir contraordenação grave. Tudo porque as análises laboratoriais levadas a cabo a amostras recolhidas naqueles resíduos suscitam dúvidas, em especial no parâmetro relativo ao Carbono Orgânico Dissolvido (COD). RTP.
  • Sonda regista níveis de radioatividade a 400 m da fronteira de Portugal/Espanha. Até agora os dados medidos estão alinhados com as medidas oficiais da APA e não são preocupantes. AZU.
  • A França vai encerrar todas as suas centrais a carvão até 2023. The Independent.
  • Uma comissão nomeada pelo governo sueco recomendou que as companhias aéreas que operam na Suécia devem pagar um imposto entre 9 e 47 dólares por passageiro e voo para compensar a poluição climática. Reuters.
  • A refinaria da ExxonMobil Corp, em Baton Rouge, Louisiana, onde quatro trabalhadores morreram queimados no incêndio de 22 de novembro, há muito tempo não era objeto de manutenção adequada, denuncia a Louisiana Bucket Brigade, citada pela Reuters.
  • A cidade de Salem despejou o equivalente a 33 piscinas olímpicas de esgoto no rio Willamette na tarde do Dia de Ação de Graças e na manhã seguinte, na sequência de fortes chuvas que sobrecarregaram a rede de esgotos. Statesman Journal.

Reflexão – Reciclagem: indicadores da OCDE

Imagem extraída daqui.

A maioria dos países conseguiu reduzir a produção de resíduos! Portugal aumentou-a ligeiramente. Sinal de progresso, segundo «lentes» enviesadas?

Imagem extraída daqui.

Apenas a Áustria e a Finlândia reduziram os níveis de reciclagem dos resíduos produzidos pelos seus municípios. 

Panorama do Ambiente 2015, indicadores da OCDE
Conclusões principais 
  • Os países da OCDE emitem muito mais dióxido de carbono per capita do que a maioria das outras regiões, com 9,6 toneladas por pessoa em comparação com 3,4 toneladas por pessoa no resto do mundo. Com as políticas atuais, prevê se que as emissões globais de CO2 atinjam o triplo daquilo que seria necessário para limitar o aumento a longo prazo das temperaturas a 2°C. 
  • As emissões de óxido de enxofre e de óxido de azoto mantêm a sua tendência de descida como resultado das poupanças de energia, substituição de combustíveis, controlo da poluição e progresso técnico. 
  • Em metade dos países da OCDE, mais de 90% da população está exposta a concentrações de partículas finas acima das quais foram observados efeitos nocivos para a saúde. Estas partículas penetram profundamente nos pulmões e podem conter metais pesados e substâncias orgânicas tóxicas. 
  • A procura de água está a aumentar. As captações de água doce mantiveram se estáveis devido a uma utilização mais eficiente e a políticas de preços mais adequadas, mas também devido a uma maior exploração de fontes de água alternativas, nomeadamente, a reutilização e a dessalinização da água. Apesar de muitos países mostrarem uma dissociação relativa entre as captações de água e o crescimento do PIB, num terço dos países os recursos de água doce estão sob tensão média a elevada, e são muitos os países que têm de lidar com faltas de água locais ou sazonais. As alterações climáticas podem vir exacerbar essas faltas, incluindo nos países que beneficiam de um abastecimento de água fiável. 
  • Perto de 80% da população dos países da OCDE usufrui de tratamento das águas residuais por parte do Estado. Muitos países estão agora a deparar se com custos crescentes com a requalificação das redes de abastecimento de água e de saneamento devido ao envelhecimento das mesmas. 
  • A geração de resíduos municipais abrandou a partir de 2000. Uma pessoa que habite na zona da OCDE gera, em média, 520 kg de resíduos por ano; este valor representa menos 30 kg do que em 2000, mas mesmo assim mais 20 kg do que em 1990. Apesar de os resíduos serem, cada vez mais, lançados de novo na economia através da reciclagem, os aterros sanitários continuam a ser o principal método de eliminação em metade dos países da OCDE
  • As ameaças à biodiversidade estão a aumentar. Há muitas espécies animais e vegetais ameaçadas nos países da OCDE, designadamente em países com uma população e uma densidade de infraestruturas elevadas. Na América do Norte e na Europa, os terrenos agrícolas e as aves de floresta diminuíram cerca de 30% em 40 anos. Há muitas florestas ameaçadas de degradação, fragmentação e conversão para outros tipos de utilização. 
  • A intensidade energética continuou a melhorar ao longo do período 2000-14. As energias renováveis são cada vez mais utilizadas, em especial na Europa. As energias renováveis representam 21% da produção elétrica na OCDE (15,6% em 2000), e quase 9% da oferta total (6% em 2000). Mas os combustíveis fósseis continuam a dominar a oferta (80%). 
  • Na maioria dos países da OCDE, as taxas de crescimento do tráfego rodoviário foram superiores às do crescimento económico. Os esforços por parte dos países no sentido da promoção de veículos mais ‘limpos’ têm sido, em larga medida, contrariados por um aumento do parque automóvel e do trânsito, o que resulta num maior consumo de combustíveis e num aumento da poluição. 
  • A área ocupada por terrenos agrícolas diminuiu em quase todos os países. A percentagem de terras dedicadas à agricultura biológica continua a ser reduzida, pouco acima dos 2%; as percentagens tendem a ser mais elevadas na União Europeia, alcançando os 10% a 17% em alguns países. 
  • A percentagem de investimento em energias renováveis no total do investimento em energia aumentou de 8% para 24%. 
  • A aplicação de taxas ambientais está a aumentar, mas continua a ser limitada quando comparada com os impostos sobre o trabalho. As receitas que geraram representaram cerca de 1,6% do PIB em 2013, onde predominam os impostos sobre a energia (69%) e sobre os veículos motorizados e os transportes (28%). As variações nas taxas dos impostos sobre a energia, as desigualdades nos sinais de preço, os níveis reduzidos da fiscalidade sobre os combustíveis que têm impactos elevados sobre o ambiente, e as isenções sobre os combustíveis utilizados em alguns setores dificultam a transição para uma economia de baixo carbono. Há muitos países que continuam a aplicar à gasolina impostos mais elevados do que os aplicados ao gasóleos, e a percentagem de impostos sobre os preços da utilização final é geralmente mais elevada para as famílias do que para a indústria.

Mão pesada

Foto de Screen Grab/BBC
  • A Strabane Developments Limited, em Tyrone, Irlanda do Norte, foi multada em 2 mil libras por descarga de efluentes tóxicos para linha de água. Tyrone Times.
  • A UK Wood Recycling Ltd, de Manchester, foi multada em 143 mil libras por violação de regras de gestão de resíduos. GovUK.
  • A CITGO Petroleum Corporation e a PDV Midwest Refining, LLC foram multadas em cerca de 2 milhões de dólares por poluição do ar por pera da sua refinaria de Lemont, no Illinois. Foram ainda intimadas a investir 4 milhões em projetos e equipamentos para resolver os problemas detetados. EPA.
  • A Suzuki foi multada em 2 milhões de dólares por importar e comercializar modelo de moto de 2012 que não respeitava os padrões de emissões e por apresentar relatórios manipulados. EPA.
  • A Billings Diesel and Marine Services, Inc foi multada em 41 mil dólares por descarga de efluentes de lavagem de navios no mar.  EPA.

Bico calado

Imagem recolhida aqui.
  • «O anúncio de que o cronista Vasco Pulido Valente voltará, a partir da próxima semana, a ter “COLUNA”… é publicidade enganosa! Mesmo que lhe arranjassem uma emprestada, não a saberia usar!!!» Samuel Quedas, FB.
  • «”O que está hoje em causa é a passagem de uma rádio que se limitou durante anos ao papel de gira-discos, e por isso sucumbiu, ao estatuto dúbio de escoadouro sonoro de uma empresa cervejeira. Ou seja, da passagem de rádio vira discos a rádio vira copos.” Que isso tenha acontecido com o beneplácito da ERC mostra o estado a que chegou a regulação dos media em Portugal e a necessidade urgente de um novo modelo de regulação. O silêncio generalizado sobre este escândalo só foi quebrado pela concorrência das bebidas, tendo em conta a dificuldade em adoptar esquemas semelhantes. Possivelmente, estão a ser pouco optimistas, porque os poderes que autorizaram a rádio superbock não terão dificuldade em viabilizar a rádio vinho tinto ou o canal aguardente velhaJoão Alferes Gonçalves in Clube de Jornalistas.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Reino Unido importa carvão da Rússia

Imagem captada aqui.
  • Ativistas da Greenpeace iniciaram um protesto nas instalações da Gas Natural Fenosa  junto do parque natural de Doñana. Consideram uma barbaridade extrair e armazenar gás de xisto numa zona que, desde 19969, é protegida por normas internacionais por albergar uma imensa biodiversidade. A subscrição da petição faz-se aqui.
  • 77% dos franceses opõem-se à extração de gás de xisto nos próximos anos, enquanto apenas 23% apoiam a ideia, revela uma sondagem da Ipsos realizada pelo WWF. NGW.
  • 55% dos suíços rejeitaram, em referendo, o encerramento rápida das cinco centrais nucleares do país, já que as preocupações com a perda de independência energética superaram as preocupações de segurança levantadas pelos 45% que defendem a medida. Reuters/France24.
  • O Reino Unido está a importar milhões de toneladas de carvão de minas na Rússia. Calcula-se que, só em 2015, 9 milhões de toneladas tenham sido importadas daquele país. ED.
  • A China vai investir, pelo menos, 174 biliões de dólares em infraestruturas de energia hídrica e eólica entre 2016 e 2020. Reuters.

Reflexão – Relatório da Comissão de Acompanhamento sobre a poluição do Tejo


Excertos:
  • P6 Cerca de 50% das águas estão ainda com estado inferior a Bom
  • P6 A resolução dos problemas de poluição da bacia hidrográfica do rio Tejo assume‐se como uma prioridade do Plano de Gestão da Região Hidrográfica do Tejo e Oeste (PGRH Tejo e Oeste), aprovado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 52/2016, de 20 de setembro.
  • P9 Verifica‐se que por toda a bacia se encontram problemas históricos de qualidade da água devido ao tratamento ainda insuficiente de águas residuais urbanas e/ou industriais, problemas de poluição difusa com origem na agricultura e/ou pecuária, perda de conectividade decorrente de poucas barragens terem passagens para peixes e na sua maioria os regimes de caudais ecológicos não terem ainda sido implementados. A estes problemas acresce uma monitorização insuficiente das massas de água e das ações de acompanhamento. Cumpre igualmente referir, os problemas associados a zonas mineiras na parte norte da bacia, a redução de afluências naturais na secção de Cedillo em Espanha, zonas industriais contaminadas na área do estuário, e problemas de défice sedimentar na orla costeira (Arco Caparica‐Espichel) com risco de erosão e galgamento. (…) Entre as pressões pontuais foram consideradas as cargas dos setores urbano e industrial. Dentro do urbano foram incluídas as descargas de Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) Urbanas e de Aterros (lixiviados) e para o industrial foram considerados as indústrias abrangidas pelo regime PCIP, indústria transformadora e indústria alimentar e do vinho. Para a poluição difusa foram tidas em conta as cargas geradas pelo setor da agricultura, pecuária e golfe.
  • P10 Relativamente às indústrias PCIP, a sua generalidade localiza‐se na zona mais de jusante da Região Hidrográfica, concentrando‐se na margem direita do rio Tejo, em particular na área abrangida pelas Ribeiras do Oeste, junto ao seu troço principal e respetivo estuário. Em termos de carga rejeitada o setor da pasta de papel é o que apresenta valores mais elevados de CB05 e CQO, respetivamente, 73% e 80% da carga total rejeitada pelo universo das instalações PCIP. Em seguida surgem as instalações do setor químico, com valores para o CBO5 e CQO, respetivamente, de 17% e de 14%. As instalações do setor químico são responsáveis por 59% da carga de Nt, sendo este o valor mais alto do universo PCIP. Destacam‐se ainda as indústrias PCIP relativas à transformação de matérias‐primas para alimentação humana ou animal, com valores de 8%, 5% e 16%, respetivamente, para a carga total de CBO5, CQO e Ptotal. Este setor apresenta o valor mais elevado de Ptotal (46%) para o universo PCIP. A indústria alimentar tem um peso significativo ao nível das cargas poluentes (CBO5, CQO, Ptotal, Ntotal) produzidas pelas atividades económicas na Região Hidrográfica do Tejo e Oeste (RH5). A CAE 101  ‐  abate de animais, preparação e conservação de carne e de produtos à base de carne, é responsável por cerca de 47%, 64%, 42% e 70%, respetivamente, das cargas em CBO5, CQO, Ptotal e Ntotal produzidas por este setor. Os dois grandes núcleos de exploração mineira na área da RH5 situam‐se na zona Oeste, associados à extração de caulino e sal‐gema, e na Beira Interior, onde se verifica principalmente a exploração de quartzo e feldspato. Importa ainda referir que nestes dois núcleos existem várias explorações mineiras inativas onde ocorreu a extração de carvão (zona Oeste) e minerais radioativos (Beira Interior).
  • P11 A atividade de extração de inertes decorre ao longo do rio Tejo (num troço de cerca de 106 km, compreendido entre Abrantes e Vila Franca de Xira), na sua margem esquerda, em particular na sub‐bacia rio Sorraia, e ainda na área de montante da sua margem direita, sub‐bacias Rio Ocreza, rio Pônsul, Ribeira do Aravil e na zona mais a montante da sub‐bacia do rio Zêzere. No rio Tejo existem 18 locais de extração de inertes (02 – Zambujal, 03 ‐ Rossio ao Sul do Tejo, 04 ‐ Casal da Preta, 05 ‐ Mouchão das Éguas, 06 ‐ Casal de Montalvo, 08 – Labruja, 10 ‐ S. Caetano, 11 ‐ Porto do Carvão, 13 – Patacão, 14 ‐ Lameda, Santa Iria, 15 ‐ Porto da Courela, 16 ‐ Santa Iria, 17 – Ómnias, 18 ‐  Porto de Sabugueiro, 19 ‐ Porto de Sabugueiro, 20 – Escaroupim, 21 – Valada, 22 ‐ Cais da Santa), para os quais está permitida a extração máxima de 70 000 m3 /ano para cada local. Existem ainda alguns locais onde os volumes extração de inertes são inferiores a 500 m3.
  • P11 Como principais problemas transfronteiriços foram salientados no PGRH Tejo e Oeste a elevada taxa de utilização da água na bacia espanhola do Tejo, nomeadamente pela intensificação dos regadios, transvases (Tejo‐Segura), a eutrofização das albufeiras (Espanha), os problemas de contaminação pontual (urbana e industrial) e difusa (agricultura) e a falta de implementação de caudais ecológicos, bem como a necessidade de controlar a eventual radioatividade nas massas de água potencialmente oriunda da central nuclear localizada perto da fronteira. A redução das afluências naturais, devido ao elevado grau de regularização existente em toda a bacia internacional, é outra questão a salientar.
  • PP11-12 As afluências de Espanha assumem crucial importância na disponibilidade de água no troço principal do rio Tejo, repercutindo‐se para jusante até ao estuário. São determinantes para o regime hidrológico do rio Tejo, a variação dos volumes de água para usos consumptivos em Espanha, os transvases existentes na parte espanhola da bacia, e as descargas realizadas pelas barragens espanholas. Relativamente à quantidade, tem‐se verificado, ao longo do tempo, uma diminuição das afluências, por efeito do aumento dos usos da água associado ao aumento da capacidade de armazenamento nas albufeiras da região hidrográfica do Tejo em Espanha, traduzindo um decréscimo dos valores de escoamento anual em regime modificado da ordem de 33 e 51%, respetivamente, em ano húmido e em ano seco, em relação aos valores de escoamentos anual em regime natural.
  • P16 Das medidas definidas destacam‐se três a implementar em Vila Velha de Ródão, onde os problemas de poluição têm maior impacte: • Construção de um sistema de drenagem, tratamento e destino final adequado para os efluentes da Zona Industrial de Vila Velha de Ródão, sem descarga na ribeira de Açafal; • Redução do caudal e da carga orgânica poluente nos efluentes setoriais e no efluente rejeitado no meio hídrico pela Celtejo, por recurso à ampliação ou substituição da atual ETAR;Redução da carga poluente rejeitada pela unidade industrial da Centroliva no meio hídrico para: 1) minimizar a formação de águas pluviais contaminadas; 2) melhorar qualidade dos efluentes rejeitados no meio hídrico. Estas medidas prendem‐se com a construção de 1 pavilhão coberto para a matéria‐prima com 1000 m2 para evitar escorrências, a pavimentação e construção de um silo para cinzas (coberto), um sistema de recolha de escorrências e um sistema de tratamento de águas e ainda o tratamento do efluente do bagaço de azeitona. A implementação das referidas medidas terá como responsáveis, respetivamente, a Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão e as empresas Celtejo  ‐  Empresa de Celulose do Tejo, S. A. e Centroliva – Indústria e Energia S.A. Prevê‐se que a sua implementação ocorra num prazo de dois anos, estando concluída em 2017.
  • P8 Considera‐se fundamental criar mecanismos de partilha de informação que permitam articular o planeamento, coordenação e realização de ações de fiscalização e inspeção. Nesse sentido, a Comissão propõe a utilização de uma plataforma eletrónica de gestão da informação relativa à prevenção e controle da poluição no rio Tejo, a ser partilhada pelas entidades que integram a Comissão (bem como eventualmente outras). Esta plataforma poderá aproveitar a anunciada criação do iFAMA ‐ Plataforma Única de Inspeção e Fiscalização em matéria de ambiente.   
  • P19-20 Assim, entende a Comissão que esta iniciativa não deverá assumir um caráter pontual, propondo‐se a criação de condições para dotar as entidades que a integram dos meios logísticos e humanos que permitam assegurar a realização de um Plano Anual de Ação Integrado de Fiscalização e Inspeção para a bacia do rio Tejo, no qual deverão participar as mesmas entidades e, sempre que a área de intervenção e a natureza da ação assim o justifiquem, as Direções Regionais de Agricultura e Pescas (DRAP) e a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE). O Plano Anual de Ação Integrado de Fiscalização e Inspeção proposto deverá apresentar uma estratégia de atuação concertada que contemple, designadamente: • a distribuição e partilha de alvos com especial incidência nassituaçõesirregulares e/ou recorrentes já identificadas; • a calendarização das ações de acordo com a natureza e sazonalidade das atividades; • medidas corretivas a serem implementadas, e   • permitir ainda um acompanhamento muito próximo dos operadores responsáveis de forma a garantir a implementação das mesmas nos prazos estabelecidos para o efeito. (…). Igualmente, deverá ser mantido um elo permanente entre a ação fiscalizadora e o Plano de Monitorização da Qualidade das massas de água, definido pela APA. Esta entidade tem atualmente em curso um projeto de reforço do programa de “Monitorização do estado das massas de água rios e albufeiras”.
  • P21 A Comissão considera, assim, da maior importância iniciar um processo com Espanha, através dos mecanismos previstos na Convenção de Albufeira, com vista a assegurar o cumprimento dos objetivos estabelecidos para o Bom Estado das massas de água (quantidade e qualidade) no rio Tejo, nos termos do estabelecido na DQA, que deverão constituir um “input” no terceiro ciclo de planeamento da região hidrográfica. Adicionalmente, como é sabido, os aproveitamentos hidroelétricos das Barragens de Fratel e Belver são a “fio de água” e não foi definido no respetivo contrato de concessão um regime de caudal ecológico. Verificando‐se contudo que, nos anos de menor pluviosidade, é necessário garantir um caudal para jusante uma vez que a exploração hidroelétrica não assegura um caudal ambiental sustentável, sublinha‐se a urgência de por via contratual ou legislativa se definir o referido regime de caudal ecológico.
  • PP22-23  Comissão considera que devem ser implementadas (…) as medidas respeitantes às intervenções previstas nas ETAR dos concelhos de Almada, Palmela, Castanheira de Pêra, Sertã, Arraiolos, Sabugueiro, Arraiolos, Santarém, Cartaxo, Ourém, Alcanena, Abrantes, Montemor‐o‐Novo, Mora, Salvaterra de Magos, Benavente, Almeirim /Alpiarça e Torres Novas, assim como as medidas relativas à construção das ETAR nos concelhos de Montijo, Sertã, Pedrógão Grande, Torres Novas, Portalegre, Montemor‐o‐Novo, Cartaxo, Fronteira, Estremoz, Mora, Vila Nova da Barquinha, Avis, Elvas, Coruche, Ourém, Benavente e Borba. Por outro lado, entende a Comissão que são igualmente prioritárias as medidas que contemplam a remodelação dos sistemas de saneamento nos concelhos de Seixal, Montijo, Barreiro/Moita, Palmela, Tomar, Vila Franca de Xira, Vila Nova da Barquinha, Ourém, Estremoz, Nisa, Gavião, Torres Novas, Salvaterra de Magos, Benavente, Chamusca, Loures, Lisboa, Coruche, Castelo Branco, Elvas, Constância e Sabugal.

Bico calado

  • Dezenas de pessoas manifestaram-se em Vila real de Santo António contra a privatização dos serviços de água e resíduos. STAL.
  • 27 pessoas foram detidas em Moçambique suspeitas de envolvimento no desvio de 2,3 milhões de dólares do Fundo de Desenvolvimento Agrícola para contas pessoais. Club of Mozambic.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Salvemos a Ribeira da Boa Água: petição com milhares de assinaturas entregue no Parlamento

  • Cerca de 6 mil assinaturas foram entregues no Parlamento pelo movimento «Basta», um dos promotores da petição «Salvemos a Ribeira da Boa Água». A petição lamenta a poluição que tem destruído a qualidade das águas daquela ribeira  e pede à Assembleia da República que cumpra e faça cumprir o objetivo de defender o Ambiente e os recursos naturais, que obrigue os poluidores a tomarem medidas de precaução de modo a proteger, preservar e assegurar o desenvolvimento sustentável daquele ecossistema e que sejam tomadas medidas para a despoluição total da ribeira.
  • A União Europeia retirou da versão original de um documento a promessa da realização de testes à poluição produzida pelos novos modelos de automóveis. A culpa foi da pressão dos fabricantes. The Guardian.
  • Os municípios rejeitam projetos de construção de edifícios em zonas propensas a inundações, como as que estão próximas de linhas de água. Porém, não hesitam em tornar essas zonas em grandes parques de estacionamento automóvel. Bath, North East Somerset, South Norfolk e Wokingham são alguns dos municípios britânicos que parecem ainda não terem aprendido a lição. The Guardian. Já em 1970 Joni Mitchell abordava este problema numa das suas canções. Quase 50 anos depois parece que ninguém aprendeu nada.
  • O parque temático Space World, em Kitakyushu, no sudeste do Japão, encerrou e pediu desculpas depois de imensas críticas recebidas contra uma pista de gelo que tinha congelado 5 mil animais marinhos. El Mundo.

Reflexão – Geoengenharia e chemtrails ainda são teorias da conspiração?


Geoengenharia e chemtrails ainda são teorias da conspiração?
Vamos duvidar do diretor da CIA e da insuspeita Bloomberg?

John Brennan, diretor da CIA, já admitiu que  o clima está a ser manipulado através da geoengenharia, nomeadamente pela pulverização dos céus com partículas de aerossóis com o objetivo de refletir a luz solar de volta para o espaço. Ele admite que esta tecnologia pode trazer benefícios para algumas zonas e prejuízos para outras, o que poderá provocar conflitos.
A geoengenharia é considerada necessária para alcançar o acordo de Paris COP21 concluído em dezembro de 2015. «No acordo de Paris há uma suposição implícita de que haverá necessidade de reduzir as emissões de gases de efeito estufa», diz Phil Williamson, cientista da Universidade de East Anglia, que trabalhou no relatório. "Geoengenharia do clima é o que os países concordaram em fazer, embora de facto não tenham percebido isso».
As propostas de geoengenharia têm sido evitadas por causa das suas imprevisíveis consequências nos ecossistemas globais. A Universidade de East Anglia divulgou em fevereiro de 2016 um estudo que concluía que as tecnologias da geoengenharia eram perigosas e caras.

Já em 6 de fevereiro de 2012, o The Guardian falava acerca de um pequeno grupo de cientistas climáticos, subsidiados por bilionários como Bill Gates, Richard Branson, o fundador do Skype, Niklas Zennström e o magnata da fraturação hidráulica, Murray Edwards, que estavam a pressionar governos e organismos internacionais para apoiar experiências de manipulação do clima a uma escala global para evitar mudanças climáticas catastróficas. Os cientistas defendiam métodos de geoengenharia como a pulverização de milhões de toneladas de partículas refletivas de dióxido de enxofre a 30 milhas acima da Terra, e argumentavam que um plano B para a mudança climática seria necessário se a ONU e os políticos não concordassem em reduzir os níveis de emissões de gases de efeito estufa, e diziam que o governo dos EUA e outros deviam financiar um grande programa de pesquisa internacional.

Vejam chemtrails desenhados nos céus de Berlim em 23 e 24 de novembro de 2016.

Mais informação do Ambiente Ondas3 sobre esta temática:

Mão pesada

As autoridades brasileiras embargaram o projeto da Arena Porto e aplicaram aos responsáveis uma multa de R$ 600 mil. Tudo para tentar evitar um enorme desastre ambiental provocado pela construção de uma casa de shows 12 mil pessoas e estacionamento para 3 mil carros, tudo numa área de alagados que alimenta o mangue da região. Resultado? Peixes mortos sufocados pelo gasóleo despejado nas águas, queimadas e abate de árvores. Apesar de tudo, a Luan Eventos Ltda. pretende dar continuidade às obras alegando que o centro de convenções irá contribuir com o desenvolvimento do município e movimentar a economia da região. Folha PE.

Bico calado – afinal quem fabrica notícias falsas?

Imagem pescada aqui.

Foi você que falou em notícias falsas? Foi você que criticou as redes sociais e demais grupos, blogues e páginas digitais por serem responsáveis pela difusão de notícias falsas?

Pois então leia este texto publicado no insuspeito Washington Post de 25 de novembro de 2016. Nele, Robert G. Parkinson, professor da Binghamton University, desmonta o truque e fornece inúmeros exemplos de como não só os governos como os media de referência estão fartos de difundir propaganda e notícias falsas com objetivos obscuros e sinistros. 
Conta inclusive, baseado em documentos históricos oficiais, como o insuspeito, inteligente e extraordinário Benjamin Franklin, um dos pais fundadores dos EUA, fabricou em 1782 uma notícia acerca de uma falsa operação de 700 escalpes levada a cabo por índios. O seu objetivo foi cumprido: a falsa notícia foi divulgada nos jornais de vários estados e criou uma ótima oportunidade e excelentes condições para consolidar a independência do jovem país à custa de uma razia infligida à nação índia.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Ribeira da Boa Água chega à Comissão Europeia

Bosques da Saramagueira, Serra da Peneda.
  • O BE fez chegar à Comissão Europeia um pedido de intervenção, para obrigar o Estado Português a tomar medidas para resolver o problema de poluição da Ribeira da Boa Água. No texto a eurodeputada Marisa Matias expõe que «no Rio Almonda e na Ribeira da Boa Água, em Torres Novas, há uma situação preocupante de poluição cujos danos para o ambiente, saúde pública, e para a Reserva Natural do Paúl do Boquilobo (classificada pela UNESCO como Reserva Mundial da Biosfera), são bastante acentuados». Marisa Matias aponta como principal poluidora a «Fabrioleo, S.A., fábrica de óleos vegetais e unidade de gestão de resíduos líquidos, já acusada, por várias vezes e há vários anos, de fazer descargas irregulares».  Mediotejo.
  • Petição em favor das florestas e da restituição das casas abandonadas aos guardas florestais!
  • A Gronelândia exige à Dinamarca que limpe as instalações de um projeto de mísseis militares norte-americanos abandonados desde o fim da Guerra Fria. O acordo de 1951, segundo o qual a Dinamarca, membro da NATO, permitiu aos EUA construir 33 estações de radar na sua antiga província, não especifica quem é o responsável por qualquer limpeza. Fartos de esperar, os líderes da Gronelândia exigem agora que a Dinamarca remova o lixo que os americanos deixaram trás, guloseimas, incluindo uma rampa de lançamento de mísseis nucleares. Phys.
  • A Administração Obama cancelou concessões de extração de gás e petróleo em 30.000 acres da região de Badger-Two Medicine, no estado de Montana, perto do Parque Nacional Glacier, considerado sagrado pela Nação Blackfeet. Living on Earth.

Reflexão – Cimeira da Terra de 1992, no Rio de Janeiro



Discurso de Fidel Castro, um dos 100 líderes mundiais reunidos na Cimeira do Clima do Rio de Janeiro em junho de 1992:

«Uma importante espécie biológica - a humanidade - está em risco de desaparecer devido à eliminação rápida e progressiva do seu habitat natural. Estamos a tomar consciência do problema quando talvez já seja tarde demais para o evitar. É preciso que se diga que as sociedades de consumo são os principais responsáveis por esta terrível destruição ambiental.

Elas foram gerados pelas antigas metrópoles coloniais. Elas são o produto de políticas imperialistas que, por sua vez, trouxeram o atraso e a pobreza que hoje assolam a grande maioria da humanidade.

Com apenas 20% da população mundial, elas consomem dois terços dos metais e três quartos da energia produzida no mundo. Elas envenenaram os mares e os rios, poluíram o ar, destruíram a camada de ozono, saturaram a atmosfera de gases que alteraram as condições climáticas com efeitos catastróficos que já começamos a sofrer.

As florestas estão a desaparecer, os desertos estão a expandir-se, biliões de toneladas de solo fértil são arrastados todos os anos para o mar. Numerosas espécies extinguem-se. As pressões da população e da pobreza provocam esforços desesperados para sobreviver, mesmo à custa da natureza. Os países do Terceiro Mundo, ontem colonias e hoje nações exploradas e saqueadas por uma ordem económica internacional injusta não podem ser culpados por tudo isto.

A solução não pode ser impedir o desenvolvimento de quem mais dele precisa. Porque hoje, tudo o que contribui para o subdesenvolvimento e para a pobreza é uma flagrante violação do Ambiente.

Por isso, dezenas de milhões de homens, mulheres e crianças morrem todos os anos no Terceiro Mundo, mais do que em cada uma das duas guerras mundiais.

As trocas desiguais, o protecionismo e a dívida externa atacam o equilíbrio ecológico e promovem a destruição do Ambiente. Se quisermos salvar a humanidade desta autodestruição, teremos que distribuir melhor a riqueza e as tecnologias disponíveis. Menos luxo e menos desperdício em alguns países significariam menos pobreza e menos fome na maior parte do mundo.

Acabemos com a transferência para o Terceiro Mundo de estilos de vida e de hábitos de consumo que arruínam o Ambiente. Tornemos a vida humana mais racional. Adotemos uma ordem económica internacional justa. Usemos a ciência para alcançar o desenvolvimento sustentável sem poluição. Paguemos a dívida ecológica e não a dívida externa. Acabemos com fome e não com a humanidade.

Agora que a alegadas ameaças do comunismo desapareceram e não há mais pretextos para guerras frias, corridas armamentista e gastos militares, o que é que então impede estes recursos de serem imediatamente canalizados para promover o desenvolvimento do Terceiro Mundo e combater a ameaça de destruição ecológica do planeta?

Chega de egoísmo, chega de hegemonias, chega de insensibilidade, de irresponsabilidade e de engano. Amanhã será tarde demais para fazer o que deveríamos ter feito há muito tempo.»

domingo, 27 de novembro de 2016

Tejo: metade das suas águas não são boas

  • Metade da água do rio não é boa, admite o Relatório da Comissão de Acompanhamento da poluição do rio Tejo. «Verifica-se que por toda a bacia hidrográfica deste rio se encontram problemas históricos de qualidade da água devido ao tratamento ainda insuficiente de águas residuais urbanas e/ou industriais, problemas de poluição difusa com origem na agricultura e/ou pecuária, perda de conectividade decorrente de poucas barragens terem passagens para peixes e na sua maioria os regimes de caudais ecológicos não terem ainda sido implementados. A estes problemas acresce uma monitorização insuficiente das massas de água e das ações de acompanhamento», lê-se no relatório. O documento aponta medidas prioritárias a implementar, nomeadamente a criação de uma plataforma eletrónica de gestão de informação para prevenir e controlar a poluição no Tejo, a elaboração de um Plano anual de ação integrada de fiscalização e inspeção e o reforço da monitorização e modelação das massas de água. DN.
  • Estradas geradoras de energia solar poderão ser, em breve, uma realidade graças à nova tecnologia europeia. Colas SA, uma subsidiária da francesa Bouygues, criou painéis suficientemente robustos para aguentar a carga de um camião de 18 rodas, estando o sistema a ser testado em algumas estradas francesas. Inhabitat.
  • O Estado não tem investido o suficiente para combater o problema das descargas de esgotos não tratados ou indevidamente tratados em lagos, rios e zonas costeiras, admite o ministério do Ambiente da Irlanda. Dublin, Cork e Galway são apenas 3 das 124 áreas onde o tratamento de esgotos é deficiente. Sublinhe-se que há 43 zonas urbanas na Irlanda onde os esgotos são despejados para linhas de água sem qualquer tipo de tratamento prévio. The Irish Times.
  • O Tribunal de Justiça Europeu determinou que as informações dos testes de segurança sobre os pesticidas e produtos químicos potencialmente nocivos devem ser disponibilizados ao público. Esta decisão é de importância histórica, uma vez que contrariou as intenções da Comissão Europeia e da indústria química e, felizmente, veio colocar os interesses dos cidadãos europeus e o Ambiente *a frente do interesse da indústria dos produtos químicos e dos pesticidas. Client Earth.
  • Um número recorde de cidades europeias concorrem a prémios verdes. 28 cidades europeias anunciaram a sua candidatura para os prémios Folha Verde da Europa 2018 e Capital Verde da Europa 2019. Barreiro, Fundão e Oliveira do Hospital concorrem ao primeiro, enquanto Lisboa e Funchal concorrem ao segundo. EC.

Mão pesada

  • A fábrica de Açúcar Santa Terezinha e a empresa Aviação Agrícola Ottoboni foram autuadas cada uma em R$ 250 mil por uso de produto tóxico à saúde humana e perigoso para o Ambiente. Ibama.
  • A Petrobras foi multada em R$ 2,5 milhões pelo derrame de 1,8 mil litros de óleo bruto no litoral sul de Sergipe em 21 de outubro deste ano. A mancha atingiu as praias de Caueira, no município de Itaporanga D'Ajuda (SE), Abaís e Saco, em Estância (SE), espalhando-se ao longo de cerca de 30 km entre 21 e 24 de outubro. Este foi o terceiro derrame de óleo registrado no Sergipe nos últimos 18 meses. Ibama.

Bico calado

Imagem captada aqui
  • «Gostaria de dizer que em Cuba as eleições são viciadas e o poder não é escolhido pela maioria. Pois, mas a América vai ter um presidente que teve menos voto do que a rival em eleições sobre as quais há muitas dúvidas e o mesmo já tinha sucedido na Florida, a mesma Florida dos exilados cubanos. (…) Gostaria de dizer que os cubanos vivem mal por causa de Fidel, mas a verdade é que há mais miséria em todos os países da América Latina do que em Cuba, a verdade é que em muitos indicadores de desenvolvimento Cuba está ao nível dos países mais desenvolvidos e nalguns cassos mesmo acima dos Estados Unidos. (…) Gostaria de criticar Fidel por ter optado pelo isolamento, mas como posso esquecer que foi Cuba quem travou uma das maiores batalhas no continente africano, derrotando as forças armadas do Apartheid, em Cuito Cuanavale. Como posso criticar o isolamento de Cuba se foram os EUA que lhe impuseram o maior boicote comercial na história da humanidadeO Jumento.
  • «Sem Fidel, Cuba seria mais uma colónia estado-unidense. Imagino que uma espécie de Las Vegas, onde trump teria grandes-grandes-grandes casinos. Tenho a certeza de que poucos dos que ora gritam “morreu um criminoso” saberão da Cuba de fulgêncio, ‘Granma’ ser-lhes-á uma avó fofinha num filme de Hollywood, a CIA uma ONG humanista (…) Bem-hajas, Fidel. Não careces que a Justiça te faça História (podem trocar a ordem das parcelas). Tu és parte da História. E um capítulo negro na estória da infame cia (esse símbolo democrático que se passeia pelo mundo em acções clandestinas, matando quem acha por bem matar) que por mais de 600 vezes te tentou derrubar. E tu é que és o torcionário.» Rogério Costa Pereira in Eu, Canhoto.
  • Viva Fidel!canção de Jonathan Emile.