segunda-feira, 27 de abril de 2015

EUA criticam política europeia para os transgénicos

Reflexão: quem lê o Ambiente Ondas3 e quais as preferências?


No Ambiente Ondas3, as 3 textos mais populares dos últimos 8 dias foram, segundo a Google Analytics:
As visitas vieram, por ordem decrescente, de Portugal, do Brasil, dos EUA, de França, de Angola, de Espanha, do Reino Unido, da Suíça, da Alemanha e de Itália.
Proveniência, também por ordem decrescente, dos leitores de língua portuguesa: Espinho, Lisboa, Porto, Gaia, Coimbra, Aveiro, Braga, São Paulo e Amadora.

Obrigado pela vossa preferência. Voltem sempre.

Bico calado

sábado, 25 de abril de 2015

Eólica flutuante da Aguçadoura com luz verde de Bruxelas

Ilheu de Vila Franca do Campo, Açores. Imagem retirada daqui.

Reflexão – Os cruzeiros são amigos do ambiente?

Ponta Delgada, S. Miguel-Açores. Imagem retirada daqui.

Conhece os impactos ambientais dos cruzeiros? A Friends of the Earth avaliou as 16 maiores companhias de cruzeiros segundo 4 parâmetros: tratamento de esgotos, redução de poluição, qualidade da água e transparência. Leia aqui.

Mão pesada

Bico calado - 25 de Abril Sempre!


Os media portugueses ameaçam não fazer qualquer cobertura das eleições legislativas. Tudo porque o PSD, o cDS e o PS querem obrigá-los a apresentar planos de cobertura dos procedimentos eleitorais a uma comissão mista que junta Comissão Nacional de Eleições e Entidade Reguladora da Comunicação Social, que tem de os validar, numa espécie de visto prévio. Os planos deverão incluir o modelo de cobertura das acções de campanha das diversas candidaturas, a previsão de entrevistas, debates, reportagens alargadas, emissões especiais ou outros formatos informativos de forma a assegurar a igualdade das candidaturas. Pormenor curioso: os planos terão de ser apresentados mesmo antes de terminado o prazo de apresentação das candidaturas.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Transgénicos temperam broa portuguesa

Foto: OLima. Meados de Agosto de 2010. Cabouco, Lagoa-Açores, perto do Pico do Lamego.

Reflexão – As abelhas gostam de néctar com neonicotinoides?

As abelhas preferem néctar com dois dos três neonicotinoides mais populares, revela um estudo realizado por investigadores da Newcastle University e do Trinity College de Dublin. Segundo os autores, elas podem tornar-se viciadas, tal como os fumadores perante a nicotina...

Bico calado

«As comemorações do 25 de Abril, no sábado, são duas, e definem a divisão do País. As "oficiais", em circuito fechado, vão dar azo a que o dr. Cavaco repita o chorrilho de inocuidades. Sem cravo na lapela, para não ofender os que restam, o cavalheiro, melancólico e soturno, parece deslocar-se para um funeral. Há uma certa verdade no quadro: ele não tem nada a ver com aquilo e, notadamente, está ali a fazer um frete. A Associação 25 de Abril, como o tem feito, vai estar ausente, alguns senhores ostentarão o cravo, toque de ‘A Portuguesa’, e a festa acaba, como se fora o cenotáfio de um morto, porém empalhado.»  Baptista Bastos in O Grito de um Viva, CM 22abr2015.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Dezenas de toneladas de peixes mortos na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio

Junkers: «Transgénico? Quando a coisa é séria, tem de se mentir.» Imagem retirada daqui.

Mão pesada

A Monsanto está a ser processada na China, acusada de propaganda enganosa. Tudo porque pretende garantir que o glifosato, a substância ativa do Roundup, é inofensivo para os humanos porque tem como alvo uma enzima apenas presente em plantas e não em seres humanos ou animais. Os promotores da acusação alegam que a enzima EPSO pode ser encontrada em micróbios nos intestinos de animais e de humanos.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Europa intima Tailândia a reprimir pesca ilegal

Salinas de Aveiro. Foto de Peter Mooney 20abr2015.

Reflexão – Dia Mundial da Terra

Imagem retirada daqui.

Instituído em 1970, o Dia Mundial da Terra pretende consciencializar os cidadãos para as problemáticas que se colocam ao planeta, nomeadamente aos seus recursos naturais.

Os 7 pecados ambientais de Portugal, segundo a Quercus:

1. O Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável caiu no esquecimento
2. A remodelação ao financiamento das autarquias não é o correcto
3. Portugal consume cada vez mais energia
4. Excesso de tráfico em circulação
5. Portugal desperdiça por ano 3 100 000 000 000 litros de água
6. A Conservação da Natureza ainda não passou à parte prática
7. Reciclagem ainda longe dos hábitos portugueses

Mão pesada

Cinco caçadores de lobos foram condenados a penas de prisão entre 5 e 20 meses na Noruega.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Corrupção nas eólicas espanholas

Foto: Mário Cales. Paramos, Espinho 20abr2015.
  • Altos cargos da administração regional, promotores de parques eólicos e empresas elétricas terão pago pelo menos 110 milhões de euros para agilizar a implantação de parques eólicos em Castela e Leão, denuncia a Agencia Tributaria ha denunciado à Fiscalía Anticorrupción. Casos houve em que as elétricas transferiram as ações das sociedades criadas conseguindo, desta maneira, fazer multiplicar cem ou mil vezes o capital inicialmente referido sem que tenham sido instalados aerogeradores para a produção de energia.
  • A Adidas anunciou que vai colaborar com Parley para desenvolver fibras feitas a partir de resíduos de plástico retirados do mar e aplicá-los em seus equipamentos desportivos.
  • Cinco unidades petroquímicas foram encerradas em Haifa, Israel, na sequência de alerta do ministério da Saúde chamando a atenção para o elevado número de casos de cancro registados naquela região e que estão relacionados com a poluição do ar.
  • Yevgenia Chirikova, uma ambientalista russa vencedora, em 2012, do prémio Goldman, foi obrigada a fugir para a Estónia. Tudo porque a sua campanha, contra a abertura de uma estrada que ligaria Moscovo a São Petersburgo através de uma floresta antiga, colidiu com os interesses de um dos homens mais ricos do país, amigo de infância de Putin. Refira-se que o jornalista Mikhail Beketov, que acokmpanhou a campanha de Chirikova, morreu após ter sido brutalmente agredido. Entretanto, a América Latina continua a ser o zona mais perigosa para os ativistas ambientais, denuncia a Global Witness. Em 2014, das 116 mortes registadas, 90 ocorreram aqui. O Brasil lidera, com 25% dessas mortes. Seguem-se-lhe a Colômbia (25), as Filipinas (15) e Honduras (12). A causa das mortes reside em lutas pela posse de terras frente a interesses agroindustriais, mineiros e hidroelétricas. A maioria dos processos de investigação sobre esses assassinatos é arquivada por alegada falta de culpados. 
  • Perante a prolongada seca, as autoridades californianas ordenaram cortes no abastecimento e uso da água. As últimas restrições estão a provocar uma autêntica revolta contra a indústria de água engarrafada, após ter-se sabido que a Nestlé e outras grandes empresas estão-se a aproveitar da má supervisão do governo para esgotar córregos de montanha e de bacias hidrográficas e embolsar grandes lucros. Por exemplo, a Nestlé continua a extrair água do Desert Sun, em San Bernardino, uma das zonas mais atingidas pela seca, apesar do contrato já ter expirado há 27 anos. O mês passado, um protesto junto da fábrica da Nestlé em Sacramento obrigou ao seu encerramento. Uma petição exigindo a suspensão imediata da captação de águas por parte da Nestlé já recolheu 150 mil assinaturas. 
  • Os EUA e a China lideraram, em 2014, a produção de resíduos eletrónicos a nível mundial. Seguiram-se-lhes o Japão, a Alemanha e a Índia.
  • Sismologistas investigam uma série de tremores de terra perto de Dallas, Texas, alegadamente provocados pela extração de gás e petróleo através da polémica tecnologia de fraturação hidráulica.
  • Cinco anos depois da explosão da plataforma Deepwater Horizon e da catástrofe ambiental desencadeada pela enorme maré negra ao longo das costas do Golfo do México, muitos mariscadores de ostras da Louisiana receiam que a população de moluscos não recupere.
  • Vencedores dos Prémios Golman 2015: Phyllis Omido, do Kenya, por liderar o processo de encerramento de uma fundição em Monbasa responsável pela exposição das pessoas a químicos perigosos; Myint Zaw, de Myanmar, por ter conseguido fazer suspender a construção da barragem de Myitsone; Howard Wood, da Escócia, pelo contributo para a criação da primeira área marinha protegida e desenvolvida pela comunidade; Jean Wiener, do Haiti: pela criação das primeiras áreas marinhas protegidas do país. Marilyn Baptiste, do Canadá, como antiga chefe índia dos Xeni Gwet, liderou a luta contra a implantação de uma mina de ouro e cobre na British Columbia; Berta Cáceres, das Honduras, liderou a luta, com sucesso, contra a construção de uma barragem em Agua Zarca.

Bico calado

  • Uma casa de Ricardo Salgado foi feita numa duna a 400 metros do mar, na zona da Comporta, junto à praia do Pego, na freguesia do Carvalhal, onde as novas construções são proibidas. A autarquia diz que se tratou de uma reconstrução, mas o que foi feito nada tem a ver com as modestas casas supostamente reconstruídas, nem com o que consta do registo predial actualizado. 
  • «Tolentino da Nóbrega, na insularidade democrática da sua Madeira, onde o poder absoluto de Jardim era um cutelo sobre a liberdade de expressão, impondo o medo e a subserviência, foi sempre uma voz livre, rompendo essas limitações com a prática de um jornalismo cívico (atrevamo-nos a dizê-lo), nunca deixando de seleccionar a realidade naquilo que verdadeiramente era o essencial. Os direitos, a sociedade, as pessoas: a expressão de uma escrita com dimensão cultural. A sua morte (tão prematura) deixou, de facto, um vazio no jornalismo português, embora o seu exemplo, a sua exemplaridade cívica e cultural permaneçam para iluminar os caminhos do quotidiano.» Pernando Paulouro in Tolentino da Nóbrega: cidadão livre e jornalista independente.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Ministério do Ambiente tem 14 edifícios com amianto

Bariloche, Argentina. Foto de Linda Yael 17abr2015. 
A minha amiga diz que foi uma manhã de outono estranha...

Reflexão: quem lê o Ambiente Ondas3 e quais as preferências?

No Ambiente Ondas3, as 3 textos mais populares dos últimos 8 dias foram, segundo a Google Analytics:
As visitas vieram, por ordem decrescente, de Portugal, do Brasil, dos EUA, de França, de Espanha, do Reino Unido, de Angola, da Suíça, do Quénia e da Bélgica.

Proveniência, também por ordem decrescente, dos leitores de língua portuguesa: Espinho, Lisboa, Porto, Gaia, Aveiro, Coimbra, Braga, SJ da madeira e Amadora.

Obrigado pela vossa preferência. Voltem sempre.

Bico calado

  • « (...) penso que o papel da ‘cunha’ pouco diminuiu na sociedade portuguesa, como alguns pensam. Só mudaram os processos e os destinatários, e com o declínio de muita da nossa economia, em particular na indústria, o Estado tornou-se o verdadeiro centro das ‘cunhas’ e os aparelhos partidários o seu principal veículo.(...) Os ‘facilitadores’ vivem desse mundo e olhando para certas carreiras mesmo no topo do estado a pergunta é como é que chegaram lá. Como é que meia dúzia de pessoas sem qualquer carreira, saber académico, experiência de vida, trato do mundo, podem mandar nalguns casos mais do que um Primeiro-ministro ou um Presidente da República, ao deterem o controlo dos partidos? A resposta é: meteram muitas ‘cunhas’ e prestaram muitos serviços numa fase da vida, e facilitaram muitas ‘cunhas’ noutra. São espertos e hábeis. Conhecem-se entre si e sabem melhor do que ninguém as regras do jogo. Uns sofisticaram-se, outros não, mas há ‘espaço’ para todos. Mas o seu efeito na vida pública é baixar os níveis de qualidade, estiolar a competição política, controlar o seu território com mão de ferro, e gerar à sua volta um círculo de iguais. E pôr em risco a democracia.» Pacheco Pereira in História social da ‘cunha’, Público 18abr2015.
  • «Ontem vi na televisão um reconhecimento da sua obra bastante generalizado. Não consigo avaliar com rigor o grau de hipocrisia de algumas das declarações, mas, pelo menos, este reconhecimento do seu papel crucial para nos colocar em matéria científica muito mais próximo do nível dos países europeu mais desenvolvidos, significa alguma coisa. Por uma vez, o país teve sorte: Mariano Gago teve tempo para consolidar a sua política através do critério imbatível dos resultados, porque esteve doze anos, primeiro no Ministério da Ciência e, depois, da Ciência e do Ensino Superior. A breve interrupção de dois anos (Barroso-Santana) não chegou para destruir o que ele já deixara feito. Hoje, quando vemos os nossos cientistas a brilhar lá fora, mas também cá dentro, nos centros de investigação de excelência, ninguém pode negar aquilo que o país lhe deve. (...)Hoje, toda a gente lhe tece elogios, mas foi contestadíssimo enquanto governou pelos mesmos que agora se curvam perante o seu contributo nacional. Assisti a vários episódios desses. Lembro um. Quando Mariano Gago lançou as parcerias com algumas grandes universidades americanas, como o MIT, assisti de boca aberta, confesso, a críticas ferozes à sua mania das grandezas. Como sempre acontece neste país, os que diziam isso deixaram de falar sobre o assunto a partir do momento em que os resultados se tornaram óbvios. (...)Mas há outro lado da vida de Mariano Gago que é ainda mais raro, mesmo que comum a outras pessoas que conheço da sua geração. Olhava-se como um servidor do Estado. Ou melhor, o Estado era para ser servido (de preferência pelos melhores) e não para se servirem dele. E o Estado era ou devia ser uma coisa séria e um instrumento estratégico para ajudar a pensar o país. Pensava assim e a sua vida foi assim, mesmo quando essa visão era esmagada por uma moda ideológica que via no Estado um obstáculo burocrático e dispendioso.» Teresa de Sousa in É a excelência, estúpido, Público 19abr2015.
  • «A atenção é o recurso que move a economia de hoje. Cada vez mais a nossa atenção é invadida de tal modo que já não controlamos a nossa própria atenção como queremos. O espaço público é ocupado por publicitários exigindo a nossa atenção e os lugares tranquilos on de podíamos pensar ou conviver são ocupados por música alta. Em todo o lado, de restaurantes a casinos, há tentativas de controlar os nossos humores. O silêncio, uma coisa que considderávamos garantida como o ar ou a água limpa, tornou-se um bem de luxo. Em todo o lado reina a cacofonia. Parece que já nos habituamos a ver os nossos humores a serem geridos e manipulados de todas as maneiras, a ver a nossa atenção a ser roubada em todos os lugares públicos.» Matthew B. Crawford, autor de The World Beyond Your Head.