quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Energia solar mais barata


Ribeira de Silvalde, Espinho, entre a Avenida 32 e a EN-109, durante as obras de regularização das margens levadas a cabo pela REFER.

Bico calado

Maioria PSD-CDS impede ex-dirigente de contar no parlamento os factos que desencadearam o colapso do Citius. Rui Pereira, o ex-presidente do Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça que gere o Citius acusa-os de proteger a ministra da Justiça que, segundo ele, não terá competências técnicas para ser responsabilizada pelo colapso, mas terá responsabilidades políticas.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Ribeira de Silvalde contaminada

Foto: Trícia Sarmento 26jan2015.

A Ribeira de Silvalde foi alvo de uma descarga poluente de cor azulada, desconhecendo-se, até ao momento, a causa e proveniência da contaminação. A fotografia mostra o aspeto das águas da Ribeira de Silvalde, entre a Nave Desportiva e a Bicha das Sete Cabeças. A denúncia partiu de um grupo de jovens espinhenses que, passeando no local, detetaram a água da Ribeira de Silvalde a correr com tons de azul carregado. Isto na 2ª feira, 26 de janeiro. No dia seguinte, o tom azulado deu lugar ao turvo. O caso foi participado à Câmara de Espinho e enviado para divulgação nos media locais.

Bico calado

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

China reduz carvão em 2%

Salto do Cabrito, S. Miguel. Foto: Pedro Silva 24jan2015.

BusinessEurope captura política ambiental da Europa

A Comissão Europeia (CE) confirmou o abandono do seu pacote «Economia Circular» de legislação de resíduos, reciclagem e incineração. Este pacote de medidas pretendia aumentar os níveis de reciclagem e estabelecer mais rigor nas leis dos aterros e das incineradoras. Consistia em 6 leis sobre resíduos, embalagens, aterros, veículos em fim de vida, baterias e acumuladores e resíduos eletrónicos.
A decisão foi tomada contra a vontade da comissão do Ambiente, que de balde exigiu uma explicação da parte do presidente da CE e do comissário europeu para o Ambiente Karmenu Vella. O eurodeputado alemão Karl Heinz Florenz desabafou: «Porque é que o comissário não está aqui? Ele é bem pago para isso», acrescentando que se ele fosse o CEO de uma empresa privada teria sido despedido por ter faltado à reunião. Por isso, disse que precisava de tomar um Valium para se acalmar. Isto porque ele é do EPP, o maior grupo partidário a que o presidente Jean-Claude Juncker também pertence.
Muitos eurodeputados acusam o poderoso lóbi BusinessEurope desta súbita mudança que vai impedir a criação de muitos empregos, de muitas poupanças e do crescimento do PNB em 1%. 
Convém saber que Karmenu Vella, comissário europeu do Ambiente, Assuntos Marítimos e das Pescas, já quando era deputado no parlamento de Malta, andava envolvido com empresas privadas ligadas ao imobiliário, à hotelaria, às viagens, ao jogo e às apostas.
Convém ainda relembrar o longo currículo de Jean-Claude Juncker como facilitador da otimização de impostos enquanto primeiro-ministro do Luxemburgo.

Bico calado

Tubo de Ensaio - Edição de 26 de Janeiro 2015 - Somos todos gregos.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Lisboa fez mais lixo

Foto: Robin Moore/Robin Moore/Cortesia da The Rainforest Alliance.
  • Lisboa fez mais lixo em 2013, mas Algarve teve mais por habitante. O Algarve apresenta valores muito mais elevados do que a média do país, com 744 quilogramas por cada habitante. A região norte representa 33% do lixo produzido, ficando em segundo lugar, depois de Lisboa, seguindo-se a região centro no terceiro posto.
  • 26 janeiro – Dia da Educação Ambiental, no Brasil.

Reflexão: quem lê o Ambiente Ondas3 e quais as preferências?

No Ambiente Ondas3, as 3 postas mais populares dos últimos 8 dias foram, segundo a Google Analytics:
As visitas vieram, por ordem decrescente, dos Estados Unidos, de Portugal, da Alemanha, da Rússia, da França, do Brasil, da China, da Irlanda, do México e da Ucrânia.

Obrigado pela vossa preferência. Voltem sempre.

Bico calado

  • José Manuel Pureza põe os pontos nos ii sobre a alegada imparcialidade da RTP em relação à cobertura das eleições na Grécia: «A RTP não se portou bem em relação à cobertura das eleições na Grécia. A cobertura passou por momentos de grande infelicidade: uma reportagem recente dizia que os gregos que passavam em frente à casa do ministro da Defesa, preso por corrupção,  eram todos paralíticos que andavam à procura de mais um subsídiozinho. Isto é insultuoso para com o povo grego.  Os gregos mostraram que não estão à espera de um subsidiozinho. Quem foi preso por corrupçaõ em matéria de submarinos foram cidadãos alemães. Será que os alemães são uns paralíticos que andam à procura de um subdsidiozinho?»
  • A grande fraude quer refraudar por Rui Caroso Martins in Público: «(…) E aí, molhando a ponta do charuto na poncha da garrafita desrolhada do bolso, trazida na bagagem, Alberto João recordou uma vida dedicada ao poder: De quando chegou ao Governo, abriu a boca e os independentistas da Flama (Frente de Libertação do Arquipélago da Madeira) deixaram de pôr bombas, decerto por lhes ter despertado bons sentimentos. De quando mandava publicar “notas oficiosas” obrigatórias nos jornais, a chamar “traidores” e para responder aos “imbecis, relapsos e contumazes” que lhe faziam frente, ou para explicar que um artigo não elogioso se devia “à indisposição própria do período” da jornalista. De quando nomeava os directores e escolhia as notícias e ainda escrevia os comentários dos jornais pagos pelos contribuintes para dizerem só bem dele. De quando mandou cortar o cabo submarino da Marconi para ninguém relatar a maré negra do Porto Santo, em 1991. De quando fechava as portas na administração pública a quem não lhe fazia a vénia, de quando abria as portas da fortuna aos amigos do partido. De quando mandava “para a rua” quem dele discordava. De quando o braço-direito Jaime Ramos arrancou com um negócio de sifões de retrete para uma carreira na política regional. De quando defendeu a diocese do Funchal dos “ataques” e a “perseguição” ao padre Frederico e aos seus famosos vídeos domésticos com rapazinhos. De quando dizia “quero que a Assembleia da República se foda” e de quando chamou “bastardos, para não lhes chamar filhos da puta”, aos jornalistas que noticiaram que Jardim acumulava a reforma com a remuneração de presidente regional. De quando dizia o pior possível do “Senhor Silva” ou de José Sócrates, até conseguir mais dinheiro para estourar em túneis e clubes de futebol e passava a gostar deles. (...)»
  • Porque ainda tenho memória ou a verdade escondida de Cavaco Silva, por Rogério Leite Ferreira.
  • Critiano Ronaldo agride jogadores do Córdova.

sábado, 24 de janeiro de 2015

Grandes energéticas tentam controlar renováveis para impôr gás


Trees for Life, um projeto de reflorestação da floresta da Caledónia.

Reflexão – os media tornaram-se porta-vozes da elite


Os nossos media «imparciais» tornaram-se porta-vozes da elite, por George Monbiot in The Guardian 20jan2015 (resumo)

Quando as pessoas dizem que não têm política, isso significa que a sua política alinha com o status quo. Ninguém é imparcial, ninguém está arredado da questão do poder. Somos criaturas sociais que absorvem as perspectivas e opiniões das pessoas com quem nos relacionamos, e fazemos eco delas. A objetividade é impossível.
A ilusão de neutralidade é uma das razões para o atual estado podre do jornalismo, uma vez que aqueles de quem se podia esperar que exigissem responsabilidades ao poder, andam ao colo desse mesmo poder. Os que deviam escrutinar a elite financeira e política estão envolvidos com ela até ao pescoço, acabando por amplificar as vozes da elite e abafar as vozes dos adversários. 

Evidências:
(1) o escândalo dos estagiários do Royal Bank of Canada e a maneira como Amanda Lang, da CBC, tratou este conteúdo, prova-o, revelando que a jornalista já faturara 15 mil dólares por palestras patrocinadadas por aquele banco e que o seu parceiro era um dos diretores do mesmo banco. 
(2) Outra prova é o resultado de uma investigação da Cardiff School of Journalism ao programa BBC Today: em 2008, quase todos os colaboradores eram corretores de bolsa, banqueiros de investimentos e gestores de fundos especulativos, enquanto os críticos ou céticos dos benefícios de tão vasto setor financeiro ficaram de fora. As elites políticas e económicas dominaram os debates acerca da necessidade de austeridade, enquanto os especialistas que achavam as medidas exageradas ou que propunham programas de tipo Keynesiano foram mantidos ao largo.  Conclusão: a BBC ajudou a formatar o consenso político sob o qual muitos sofrem agora. Fê-lo ao não fornecer pontos de vista alternativos. 
(3) Mais uma prova é o noticiário da BBC das 18 horas: os representantes das empresas ultrapassam os dos sindicatos numa relação de 19 para 1. Conclusão: a BBC tende a reproduzir uma visão do mundo conservadora, eurocética, favorável ao patronato. 
(4) A BBC e a ITV dedicaram ao caso Madeleine McCann, 7 anos após o seu desaparecimento, o mesmo tempo que a todos os temas ambientais. 

Bico calado

Imagem retirada daqui.

Morreu o rei Abdullah, da Arábia Saudita. O seu desaparecimento mereceu os maiores encómios por parte de individualidades como David Cameron, Eric Blair e Obama, todos eles salientando o papel do rei como aliado estável e seguro.
Porém, o seu reinado registou um vasto currículo de violações dos direitos humanos. Exemplos: Raif Badawi, um bloguer que está a ser chicoteado por ter criado uma página eletrónica laica; Laila Bint Abdul Muttalib Basim, decapitada a segunda-feira passada depois de ter sido arrastada pelas ruas; 10 execuções nas primeiras duas semanas de 2015. Mas há mais: a Arábia Saudita financiou a  Al-Qaida
As organizações de defesa dos direitos humanos não esquecem as prisões, os julgamentos e condenações de dissidentes pacíficos e a dispersão violenta de manifestações de cidadãos pacíficos. A Arábia Saudita continua a violar os direitos das mulheres e dos trabalhadores estrangeiros. 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Plataforma Salvar o Tua intentou Ação Administrativa Especial contra a Agência Portuguesa do Ambiente

Algures no Soajo. Foto: Zé David/Caminheiros do Oeste30dez2014.

Mão pesada para 155 chineses

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

E se lhe pagassem 25 cêntimos por Km para pedalar para o trabalho?


Imagem retirada daqui.

Reflexão – Detido por querer levar os filhos da escola para casa a pé?

No fim das aulas, dois irmãos, de 10 e de 6 anos, regressavam a casa a pé. Alguém chamou a polícia, que prontamente chegou e transportou os meninos a casa. Um técnico da segurança social exigiu posteriormente que os pais das crianças assinassem um documento prometendo não deixar os filhos sozinhos sob pena de eles lhes serem retirados. 
Já em 2013, no Tennessee, o pai de duas crianças foi detido por insistir em querer levar os seus filhos da escola para casa a pé. A escola não quis entregar-lhe os miúdos porque não iam de carro.

Bico calado

  • «O ministro Pires de Lima chegou ao proscénio e, grave e assertivo, sem a mínima sombra a toldar-lhe a límpida certeza, disse que os sindicatos não concordantes com o Governo, no caso da TAP, seriam afastados dos "benefícios" estabelecidos. Além de proceder a implacáveis marginalidades, o cruel ministro parece ignorar a Lei Geral do Trabalho, que impede este e outro tipo de eliminações. No dia seguinte, afobado e não dissimulando a triste tortura por que passava, o primeiro-ministro desmentiu o ministro, fornecendo ao português comum a convicção, já presumida pelo português comum, de que, no Governo, ninguém se entende. Ou, então, que as instruções do dr. Passos Coelho não são mais do que puro exercício de retórica, que os ministros desconsideram. O imbróglio acumula-se às omissões, às mentiras, às evasivas de um Executivo que nos não respeita porque se não respeita a ele mesmo. Um Executivo que vive no turvo país dos mitos, desordenado e caótico, no qual cada ministro diz o que lhe vem à boca sem peso, conta e medida. Além de falar num idioma de eguariço. (...)Faltam médicos, faltam enfermeiros, faltam serviços de apoio; falta, sobretudo, vergonha a esta gente, que nos fere, nos despreza e nos condena a uma vil existência. A adicionar ao drama português ponha lá a endemia que parece ter atacado gente, presuntivamente gente de bem, que muda de cor e de palavra logo-assim chega ao poder.» Baptista Bastos in Eles não mudam.
  • Fiscalidade explicada com legos à ministra das Finanças. TVI (1:37)