quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Catalunha impõe restrições ao consumo de água

Terceira, Açores. Foto de Luís Godinho.
  • Na Catalunha, vários municípios impuseram restrições ao consumo de água devido à prolongada seca que afeta a região. El País.
  • Mais de mil residentes de 346 casas de um bairro social de East Chicago, Indiana, foram desalojados. Os edifícios terão de ser demolidos devido aos elevados níveis de chumbo e arsénio detetados no solo. Este bairro, maioritariamente habitado por negros e hispânicos, situa-se perto de uma antiga fundição, encerrada em 1985. RT.
  • A subida do nível das águas na costa do estado da Louisiana pode representar um pesadelo de 100 biliões de dólares para as petrolíferas. Mas quem sofre mais ao os costume: os pobres e as minorias étnicas. Bloomberg.

Reflexão – como entupir os esgotos de uma aldeia olímpica

Imagem apanhada aqui.

As centenas de milhares de preservativos distribuídos aos atletas residentes da Aldeia Olímpica do Rio2016 têm sido uma das causas para o congestionamento do sistema de esgotos. Já em 2007, por ocasião dos Jogos Pan-americanos no Rio de Janeiro, o prédio da Argentina ficara com a rede obstruída, devido aos preservativos. JN. Em 9 anos os atletas parece não terem aprendido nada. Não aprenderam que os preservativos vão com os resíduos orgânicos e não na sanita…

Mão pesada

  • Um indivíduo de Sea Lane, Worthing, West Sussex, foi mutado em 3 mil libras e condenado a um mês de prisão por violação de regras de gestão de resíduos de madeira. GovUK.
  • A Harley-Davidson foi multada em 12 milhões de dólares vender acessórios que aumentam as emissões para além das que a marca declara ao ministério do Ambiente. Reuters.
  • 14 pessoas foram detidas na China por venda de marisco com radiações de Fukushima. El País.

Bico calado

Imagem apanhada aqui.
  • Os fãs do Celtic de Glasgow recolheram mais de 100 mil libras para apoiar ONGs palestinianas na sequência da multa aplicado ao clube por deixar os fãs desfraldarem bandeiras palestinianas durante um jogo contra Israel. The Guardian.
  • «Chegou tarde, mas chegou em força, a temporada de incêndios. Como sempre, nesta altura, há especialistas em incêndios nos sete canais. Todos têm teorias sobre o que já devia ter sido feito, o que não se fez e o que não deviam ter desfeito. Chegando o fresco Setembro, já nunca mais ninguém pensa nisto. Depois, passam uns meses e vêm os especialistas nas cheias em Albufeira e Santarém, e o ano termina com a falta de limpa-neves na serra da Estrela (que tem a única estância de esqui do mundo que, quando neva, fecha). Já todos sabemos que, depois, fica tudo na mesma.» João Quadros in Fogo que arde e se vêJNegócios 19ago2016.
  • «Estive a escutar, com cautela, as frases do dr. Passos Coelho na estância de turismo do Pontal. O homem está cada vez mais semelhante a um arlequim. Entendo que pouco mais pode dizer do que aquilo que disse, mas a verdade verdadinha é que ele parece cada vez mais um boneco de fala mansa e ordenada, sem uma ideia nova, uma promessa medíocre que fosseBaptista Bastos in Criminosos à soltaJNegócios 19ago2016.
  • «Isso acontece devido à hegemonia do pensamento conservador que considera “normal” que se seja de direita, e portanto não digno de ser sublinhado ou sequer referido, e “anormal” que se seja progressista, e portanto exigindo referência que sublinhe esse “desvio”. Para este pensamento hegemónico, ser de direita não é ser nada porque essa é a posição “natural”, enquanto ser de esquerda é ser algo “não natural”. Era precisamente pela mesma razão que, durante o Estado Novo, os apoiantes de Salazar “não faziam política”, por muito radicais que fossem nesse apoio em todas as facetas da sua vida, e os oposicionistas eram considerados “políticos”. É evidente que os jornalistas, de direita ou de esquerda, sabem que é tão marcadamente ideológico ser de direita como de esquerda, mas por que razão sublinham então uma coisa e passam a outra em branco? Em certos casos, por mimetismo irracional. Muitos querem apenas to blend in e seguem a onda, imitam os colegas, as revistas, os famosos, os gurus que aparecem nosmedia – e estes são esmagadoramente de direita mesmo quando “não falam de política”. Noutros casos, por mimetismo premeditado. Querem apenas passar despercebidos e não pôr em risco o seu posto de trabalho. Noutros casos por cálculo. Querem fazer carreira, seja onde for, e aprenderam na escola de antijornalismo por onde andaram que a adulação funciona e que não se pisam os calos dos poderosos. Noutros caso por medo. A direita conservadora está no poder e tem o dinheiro, a força e muito da lei do seu lado. Noutros casos, devido ao ritmo industrial de produção imposto na maior parte das redacções, que obriga a aproveitar a informação primária tal como chega de algum centro de poder e a republicá-la sem tempo para a editar, reconstruir, verificar seja o que for ou sequer pensar. Noutros casos por pura distracção, porque o vento reaccionário é tão constante que se torna hipnótico. Noutros casos ainda, uma minoria, por consciente adesão a um modelo ideológico que se pretende reproduzir. Estas circunstâncias têm todas algo em comum. São todas contrárias à deontologia que rege o jornalismo, que obriga a uma total independência dos poderes e à adopção de uma atitude de equidade e saudável cepticismo em relação à informação recebida das fontes, oficiais ou não.» José Vítor Malheiros in O jornalismo tem razões para se arrepender todos os dias - Público 23ago2016.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Vila do Bispo: autarquia censura arte pública

Imagem capturada aqui.

A câmara de Vila do Bispo acabou por censurar arte pública que criticava projeto de exploração de petróleo no Algarve. Sublinhe-se que Vila do Bispo é a terra natal de Sousa Cintra, concessionário dos dois blocos de pesquisa de hidrocarbonetos em terra, onshore, em quase metade do Algarve. Sul Informação.

Rio: atleta olímpico solidário com deslocalização do povo Oromo


Iagem captada aqui.

  • Cerca de 4 mil empregos perderam-se em Tete, Moçambe, em consequência da constante queda dos preços do carvão nos mercados internacionais. CM.

Mão pesada

Uma decisão judicial determinou a suspensão de validade de todas as licenças ambientais da empresa Samarco Mineração. Tudo porque a empresa não tomou medidas concretas para garantir a segurança das estruturas remanescentes, bem como para a contenção do carreamento de rejeitos que ainda impactam os cursos de água atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão, Mariana, em 5 de novembro de 2015. EcoDebate.

Bico calado

  • Portas dá consultoria no Parlamento. Os encontros com os homens da Mota-Engil decorreram uma semana antes do congresso do MPLA. CM.
  • A administração do Casino da Póvoa de Varzim chamou a PSP para intimidar os sindicalistas que distribuíam um comunicado aos clientes a denunciar que os trabalhadores não são aumentados há sete anos. Abril, Abril.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Resíduos em Espinho: atitudes e comportamentos mudaram pouco em 9 anos

Fotos tiradas no mesmo local: Espinho, rua 23, entre a 2 e a 4. A da esquerda, publicada em 13 de agosto de 2007 pelo blogue Ondas3 (Sapo) e a da direita, publicada em 17 de agosto de 2016 pelo semanário Maré Viva.

O semanário Maré Viva de 17 de agosto de 2016 publicou uma reportagem sobre o estado da recolha de resíduos sólidos urbanos no centro turístico de Espinho. Nela ressaltam várias críticas de profissionais da restauração e cidadãos comuns. São os maus cheiros, as moscas, as escorrências no chão que mais os afligem. Tudo por causa de más práticas de utilização dos recetáculos por parte de alguns. Por exemplo, a deposição de sacos de lixo ao lado de contentores já cheios ou de contentores subterrâneos que os utentes não conseguem abrir. Ou ainda, convém acrescentar, a descarga de resíduos, com garrafas de vidro à mistura, nos contentores verdes. Não se vê, mas ouve-se alto e bom som pelo menos duas vezes por dia e no mesmo local. Estranha-se que os operadores de recolha do lixo não reportem aos serviços competentes anomalias como a existência de dezenas de garrafas de vidro nos contentores verdes...

O vereador Quirino de Jesus não gosta de ler ou ouvir críticas à recolha dos resíduos. Garante que todos os dias são efetuadas limpezas nos sítios onde há contentores e ecopontos. Não especificou que sítios têm esse privilégio, porque, passando ao lado de muitos contentores, o cheiro que deles emana não denuncia o uso de detergente ou desinfetante. A menos que Quirino de Jesus empregue o termo «limpar» querendo dizer «recolher». Para ele, a culpa é dos empregados dos restaurantes que, em vez de despejarem os sacos com os resíduos nos devidos contentores, preferem encosta-los aos ditos. Por isso, apela ao civismo dos espinhenses para que cumpram as normas e as boas práticas. Até porque, sublinha, o lixo não é um problema da cidade, é um problema de todos nós.

Claro que o lixo é um problema de todos nós, especialmente se persistirmos em consumir cada vez mais e se exibirmos esse consumismo como imagem de sucesso social e económico. Entretanto, um dos truques para pagarmos menos taxas de resíduos e de saneamento será consumirmos menos água. Pelo menos enquanto os inteligentes que podem e mandam insistirem em anexar as taxas de resíduos e de saneamento à fatura da água que consumimos e não faturam os resíduos consoante o peso com que são descartados.

Viana do Castelo: mais eucalipo, não.

Imagem captada aqui.
  • O presidente da Câmara de Viana do Castelo apela ao Ministério da Agricultura para «impor limites à reflorestação de eucaliptos», depois de ter perdido 30% da área florestal do concelho nos incêndios da última semana. «É preciso que, de uma vez por todas, se aposte em espécies autóctones, mais resilientes ao fogo e com menos riscos para a população, para os bombeiros e para o ambiente», sublinhou José Maria Costa, citado pelo Expresso. Como o Ambiente Ondas3 teve ocasião de referir, a autarquia de Arouca também já exigiu medida semelhante.
  • Paga-se mais pelas taxas de saneamento e resíduos indexadas ao preço da água do que o valor pago pelo que se consome, escreve João Paz no Correio dos Açores de 18 de agosto de 2016. Meu caro João Paz, esta fita é a mesma de Espinho. Ora leia.
  • Sabe por que motivo em Espanha, no verão, as faturas de eletricidade são mais altas do que no resto do ano? A Grenpeace explica: (1) O preço grossista da eletricidade varia segundo as tecnologias que a produzem e é estabelecido por um mercado grossista a cada momento; (2) as primeiras fontes de energia a aceder ao mercado grossista são as renováveis porque são mais baratas e a nuclear, que externaliza a maioria dos seus custos ambientais; (3) sendo precisa mais energia, recorre-se depois às centrais a carvão e a gás; (4) todas recebem o mesmo preço estabelecido pelo mercado grossista; (5) quanto menos renováveis forem solicitadas e entrarem no mercado grossista mais necessidade haverá de usar as centrais maios caras e poluentes, como o carvão e o gás; (6) os meses de janeiro, junho e julho são os mais exigentes em termos energéticos; (7) no verão, há menos vento e menos disponibilidade de água nas hidroelétricas, pelo que é necessário comprar mais energia de fontes mais caras; (8) Espanha, campeã de sol, reduziu drasticamente o investimento em centrais solares desde 2012…
  • A Monsanto está a ser processada por não ter levado a cabo testes sobre os ingredientes «inertes» do Roundup, nomeadamente a Polioxietilenamida (POEA). A empresa tinha sido acusada de enganar os consumidores ao dizer que os seus pesticidas são seguros e não provocam o cancro quando sabe que provoca. Project Censored.
  • A súbita subida dos preços de eletricidade no Sul da Austrália sugerem manipulação de mercado, uma vez que a capacidade de produção foi superior à procura. As centrais termo elétricas terão reduzido a sua oferta com o objetivo de provocar a subida dos preços e assim catapultar os seus lucros, denuncia um relatório da GetUp citado pelo The Guardian.

Mão pesada

A Yorkshire Water foi multada em 350 mil libras por poluição com esgotos não tratados perto de Sherwood Drive, Harrogate. GovUK.

Bico calado

  • TTIP – a privatização das justiça: O Acordo de Parceria Transatlântica de comércio e Investimento prevê a existência de tribunais arbitrais para resolver conflitos comerciais. Estão à margem e acima dos sistemas judiciais nacionais e internacionais. Isto e muitos mais truques, aqui neste vídeo de 14 minutos. Narrado em espanhol.
  • «Curiosamente, uma das grandes áreas ardidas de mato corresponde ao futuro local de construção do novo quartel dos Bombeiros do Concelho de Espinho.» Maré Viva 17ago2016.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Arouca: mais eucalipto, não

Imagem captada aqui.

Autarcas e ambientalistas de Arouca exigem do governo de António Costa a imposição de limites à plantação de eucalipto nos 170 Km2 de área ardida no concelho. «Já em 2005 perdemos 90 Km2 e não se aprendeu nada. Cada proprietário fez como lhe apeteceu, só se plantou eucalipto e ele agora ardeu todo como pólvora, enquanto as zonas que tinham árvores autóctones funcionaram muito melhor como barreira ao incêndio, por essas espécies demonstrarem maior resistência ao fogo", diz José Artur Neves, presidente da câmara de Arouca. Embora a recuperação das áreas ardidas deve obedecer a uma orientação nacional, o autarca sugere que cada concelho «adote um plano de ordenamento e gestão florestal próprio, a implementar de forma integrada com os territórios vizinhos». Margarida Belém, vereadora do Turismo, sublinha que o elevado potencial de combustão dos eucaliptais foi determinante «na desgraça que se abateu sobre o património local da Rede Natura 2000», cujos habitats de fauna e flora selvagens estavam protegidos por diretivas europeias. JN.

Príncipe trava turismo de massas

Ilhéu das Rolas.
  • Em Amsterdão, a primeira ciclovia solar do mundo já produz mais energia do que o previsto. Ecocosas.
  • O presidente do governo regional da ilha do Príncipe, em Tomé e Príncipe, recusa transformar o território num destino turístico de massas. Dinheiro Vivo.
  • Em Madagascar, há conservacionistas a trabalhar em segredo para proteger uma das mais belas tartarugas do mundo de caçadores furtivos – a tartaruga radiada. BBC.
  • A Nação Navajo vai processar o ministério do Ambiente dos EUA por nada ter feito para minimizar os estragos causados aos seus terrenos e colheitas por um derrame da mina Gold King ocorrido em agosto de 2015. Já em maio passado o estado do Novo México processara o ministério do Ambiente pelos mesmos motivos, e, em junho, proicessara o estado do Colorado acusando-o de ser responsável pelo derrame e falta de controlo dos contaminantes que há décadas fluem das suas minas. The Denver Post.
  • Em Havelock North, Nova Zelândia, centenas de pessoas sentiram-se mal após ingerirem água contaminada. As escolas foram obrigadas a encerrar e 21 pessoas foram hospitalizads por testarem positivo à bactéria campylobacter. Fox.

Mão pesada

O departamento de transportes do estado do Nevada foi multado em 60 mil dólares por infrações relativas ao controlo de poluentes que dão entrada nas suas redes de pluviais. Está ainda intimado a investir 200 mil dólares na melhoria do sistema de informação das suas redes de pluviais. EPA.

Bico calado

  • «O jazz aplicado à política? Não, não, senhores que mandam no PSD. Se eu quiser ouvir bons improvisos ponho a tocar John Coltrane.» João Miguel Tavares in Ó Passos, escreve os discursosPúblico 16ago2016. O fogoso jornalista anda desnorteado ou não pesca nada de jazz. Se soubesse música (se soubesse ler, escrever e tocar um instrumento musical) saberia que o improviso no jazz se consegue após muito estudo e muita prática. No jazz, o improviso significa libertação da partitura original, feita a compasso, como mandam as regras. A partitura é como um mapa: orienta, mas nunca condiciona ou controla e domina o intérprete. Essa libertação torna possível a verdadeira interpretação. Sem ela, temos apenas músicos a dividir compassos, a «cumprir» como se diz na gíria musical. João Miguel, inconscientemente, quase poluiu o jazz com o Passos. Devia descarregar uma  ou várias partituras de temas de Coltrane e apreciar como ele e os seus músicos as interpretaram. Devia, simultaneamente, identificar as diferenças entre a notação inserida na pauta e a respetiva interpretação da orquestra. Se é que, volto a sublinhar, sabe ler música.
  • «Os politicos suecos… e os portugueses»  por Paulo Vieira da Silva in Insónias.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Torres Novas: mapa de prevaricadores ambientais

Imagem captada aqui.
  • Mapa dos prevaricadores ambientais em Torres Novas, com foco no Almonda e no ribeiro da Boa Água. Fonte.
  • A Espanha registou, em 2015, um aumento de 4,23% na emissão de gases de efeito de estufa em relação a 2014. Os Ecologistas en Acción consideram este facto uma total falta de compromisso do estado espanhol na luta contra as alterações climáticas.
  • Shishmaref, Alaska, pode ser a primeira localidade norte-americana a deslocalizar-se por causa dos impactos das alterações climáticas. The Guardian.

Bico calado

Imagem apanhada aqui.
  • «(…) A floresta arde descontroladamente porque, uma vez mais, nos preocupamos mais com o aparato dos Kamov do que com a limpeza das matas, nos entretemos mais com os “teatros de operações” do que com o esforço duro e silencioso de criar aceiros ou limpar caminhos rurais. Continuamos a ser como uma mulher de casaco de peles que enverga por baixo um reles vestido de chita. Espanto? O melhor é recordar o que Sá de Miranda escreveu, já há 500 anos: “Pasmado e duvidoso do que vi, m'espanto às vezes, outras m'avergonho”. (…) Os grandes incêndios que, nos anos piores, foram responsáveis por 85% da área ardida, só se controlam se houver um trabalho prévio de prevenção, de planeamento e de ordenamento. Há anos que isto se sabe. Há anos que nos prometem atacar este problema. Há anos que nos mentem. Espanto? Ou vergonha? (…) Sem planos regionais a enquadrar as decisões individuais, o Norte e o Centro do país caminham a passos rápidos para a monocultura. O risco de incêndios incontroláveis como os que há uma década devastaram o Pinhal Interior, a outrora maior mancha de pinho da Europa, existe agora em Águeda ou Arouca, onde o eucalipto domina. A destruição a que assistimos esta semana é pois a consequência de 25 anos de irresponsabilidade política, da demissão da comunicação social (em Portugal há três ou quatro jornalistas capazes de escrever sobre a floresta para lá do lugar-comum), da negligência dos proprietários e da indiferença colectiva. É preciso o país arder para que os políticos se movam. O ministro de Administração Interna de 2006 tem agora a oportunidade de se redimir na pele de primeiro-ministro. (…) Precisa ainda de acreditar que nada se fará se não se reforçar o apoio às associações e aos proprietários que estão no terreno – ao contrário da Europa, a floresta nacional é privada e só se pode fazer exigências aos privados se o Estado os apoiar pelo bem público que gerem. Este ano está perdido, mas o Governo tem a oportunidade de ficar na História se mudar o rumo da floresta. Lutar pelo mais importante recurso renovável do país, a mola de três fileiras que respondem por mais de 11% das exportações nacionais, pela fonte de sequestro de carbono e um elemento indelével da nossa paisagem rural é um dever do Estado. Se pensarmos no futuro, o país tem poucos trunfos desta valia. Renunciar a esse potencial não é só estúpido; é criminoso.» Manuel Carvalho in Para além da cortina de fumoPúblico 14ago2016.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Rio: Atleta adoece com infeção intestinal

  • A plataforma petrolífera que deu à costa na ilha de Lewis, Escócia, verteu grande volume de gasóleo.
  • “Os Verdes” realizaram uma ação contra o TTIP – Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento, com distribuição de documentos e de sementes biológicas de girassol, em Cacilhas, no terminal fluvial. Setúbal na Rede. Sobre os truques e as malfeitorias deste famigerado TTIP, convirá consultar vários textos já publicados pelo Ambiente Ondas3.
  • A atleta olímpica Evi Van Acker adoeceu com infeção intestinal após competir nas águas poluídas da baía de Guanabara. The Guardian.

Reflexão – Os impactos de uma ponta de cigarro


Foi você que atirou uma ponta de cigarro para o chão?
Então veja este vídeo de 4 minutos. Pense bem e seja amigo do Ambiente.

Mão pesada

A Pacific Gas and Electric Company (PG&E) foi multada em 3 milhões de dólares por danos causados pela explosão ocorrida em setembro de 2010 num dos seus oleodutos e que matou 8 pessoas e destruiu dezenas de casas em San Bruno. RS.

Bico calado

  • Eucaliptugal, o ecocídio da floresta nacional, por João Camargo in Visão 10ag2016.
  • «(…) Como é possível que Albuquerque tenha agradecido o telefonema que recebeu da ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, “disponibilizando todos os meios caso a situação se agrave”, e tenha, do alto de uma arrogância que ainda está para se entender, recusado o que o governo central ofereceu, dizendo que “a situação está perfeitamente controlada” e “relativamente consolidada”? Só uma enorme ignorância, arrogância e autossuficiência – habitualmente, as três coisas andam ligadas – permitem a Miguel Albuquerque dar aquela conferência de imprensa quando a Madeira já está às portas do inferno. Mais grave que um erro de avaliação é persistir no erro depois das consequências. Depois de ver a Madeira devastada, Miguel Albuquerque continua a insistir que não existiu qualquer atraso nos pedidos de ajuda para combater os incêndios. Isto vai para além do erro – é incapacidade completa e dissociação da realidade.  (…)» Ana Sá Lopes in A Madeira em chamas e Albuquerque em alucinação – iOnline.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Londres: espaços verdes ultrapassam limites de poluição

Terceira, Açores. Foto de Luís Godinho.
  • As eólicas escocesas satisfizeram todas as necessidades de energia durante um dia. Aconteceu no domingo, 7 de agosto. EDIE.
  • Dados recentes revelam que mesmo os espaços verdes de Londres ultrapassam os limites de poluição legalmente estabelecidos. EDIE.
  • Elevados níveis de substâncias químicas registadas na água consumida por 6 milhões de norte-americanos são responsáveis por casos de cancro e outros problemas de saúde em especial em zonas industriais, militares e ETARs. RS.
  • O aumento da procura mundial do abacate e consequente subida dos preços acelerou o abate de florestas no México. The Guardian.

Reflexão – Como impedir a subida das temperaturas das águas dos rios?

Rio Homem. Foto de Diogo Sá Lima.

Há que impedir a subida da temperatura das águas dos rios. Muitas espécies de peixes de águas frias enfrentam cada vez mais dificuldades e perigos à medida que as alterações climáticas provocam alguma subida das temperaturas. Por isso, foi lançada uma campanha de plantação de árvores de espécies autóctones ao longo das margens dos rios de modo a dar-lhes sombra e impedir a subida da temperatura das suas águas. 

No Reino Unido, apela-se a proprietários, pescadores, agricultores, ambientalistas e fundações para unirem esforços neste projeto. Para tal, foi produzido um manual com instruções pormenorizadas para a plantação, seleção de espécies e localização. 


Mão pesada

O governo filipino suspendeu as operações em mais duas minas na sequência de graves violações ambientais registadas por uma auditoria ao setor mineiro do país. Reuters.

Bico calado

Documentos tornados públicos revelam que o antigo secretário de Estado Henry Kinsinger  boicotou todos os esforços a administração do presidente Jimmy Carter para evitar a eliminação massiva de opositores à ditadura militar argentina entre 1976 e 1983. Press TV.