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terça-feira, 21 de abril de 2015

Corrupção nas eólicas espanholas

Foto: Mário Cales. Paramos, Espinho 20abr2015.
  • Altos cargos da administração regional, promotores de parques eólicos e empresas elétricas terão pago pelo menos 110 milhões de euros para agilizar a implantação de parques eólicos em Castela e Leão, denuncia a Agencia Tributaria ha denunciado à Fiscalía Anticorrupción. Casos houve em que as elétricas transferiram as ações das sociedades criadas conseguindo, desta maneira, fazer multiplicar cem ou mil vezes o capital inicialmente referido sem que tenham sido instalados aerogeradores para a produção de energia.
  • A Adidas anunciou que vai colaborar com Parley para desenvolver fibras feitas a partir de resíduos de plástico retirados do mar e aplicá-los em seus equipamentos desportivos.
  • Cinco unidades petroquímicas foram encerradas em Haifa, Israel, na sequência de alerta do ministério da Saúde chamando a atenção para o elevado número de casos de cancro registados naquela região e que estão relacionados com a poluição do ar.
  • Yevgenia Chirikova, uma ambientalista russa vencedora, em 2012, do prémio Goldman, foi obrigada a fugir para a Estónia. Tudo porque a sua campanha, contra a abertura de uma estrada que ligaria Moscovo a São Petersburgo através de uma floresta antiga, colidiu com os interesses de um dos homens mais ricos do país, amigo de infância de Putin. Refira-se que o jornalista Mikhail Beketov, que acokmpanhou a campanha de Chirikova, morreu após ter sido brutalmente agredido. Entretanto, a América Latina continua a ser o zona mais perigosa para os ativistas ambientais, denuncia a Global Witness. Em 2014, das 116 mortes registadas, 90 ocorreram aqui. O Brasil lidera, com 25% dessas mortes. Seguem-se-lhe a Colômbia (25), as Filipinas (15) e Honduras (12). A causa das mortes reside em lutas pela posse de terras frente a interesses agroindustriais, mineiros e hidroelétricas. A maioria dos processos de investigação sobre esses assassinatos é arquivada por alegada falta de culpados. 
  • Perante a prolongada seca, as autoridades californianas ordenaram cortes no abastecimento e uso da água. As últimas restrições estão a provocar uma autêntica revolta contra a indústria de água engarrafada, após ter-se sabido que a Nestlé e outras grandes empresas estão-se a aproveitar da má supervisão do governo para esgotar córregos de montanha e de bacias hidrográficas e embolsar grandes lucros. Por exemplo, a Nestlé continua a extrair água do Desert Sun, em San Bernardino, uma das zonas mais atingidas pela seca, apesar do contrato já ter expirado há 27 anos. O mês passado, um protesto junto da fábrica da Nestlé em Sacramento obrigou ao seu encerramento. Uma petição exigindo a suspensão imediata da captação de águas por parte da Nestlé já recolheu 150 mil assinaturas. 
  • Os EUA e a China lideraram, em 2014, a produção de resíduos eletrónicos a nível mundial. Seguiram-se-lhes o Japão, a Alemanha e a Índia.
  • Sismologistas investigam uma série de tremores de terra perto de Dallas, Texas, alegadamente provocados pela extração de gás e petróleo através da polémica tecnologia de fraturação hidráulica.
  • Cinco anos depois da explosão da plataforma Deepwater Horizon e da catástrofe ambiental desencadeada pela enorme maré negra ao longo das costas do Golfo do México, muitos mariscadores de ostras da Louisiana receiam que a população de moluscos não recupere.
  • Vencedores dos Prémios Golman 2015: Phyllis Omido, do Kenya, por liderar o processo de encerramento de uma fundição em Monbasa responsável pela exposição das pessoas a químicos perigosos; Myint Zaw, de Myanmar, por ter conseguido fazer suspender a construção da barragem de Myitsone; Howard Wood, da Escócia, pelo contributo para a criação da primeira área marinha protegida e desenvolvida pela comunidade; Jean Wiener, do Haiti: pela criação das primeiras áreas marinhas protegidas do país. Marilyn Baptiste, do Canadá, como antiga chefe índia dos Xeni Gwet, liderou a luta contra a implantação de uma mina de ouro e cobre na British Columbia; Berta Cáceres, das Honduras, liderou a luta, com sucesso, contra a construção de uma barragem em Agua Zarca.
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