- Interdita nos últimos dias devido ao mau tempo e ao risco de inundações, a Rua da Praia, na freguesia de Paramos, junto ao Regimento de Engenharia, vai reabrir à circulação automóvel, a partir da tarde de sexta-feira, 6 de fevereiro, tal como na zona junto à capela de São João. Fonte. Precisamente num dia em que a Proteção Civil alerta repetidamente para o agravamento das condições meteorológicas provocadas pela chegada da tempestade Marta e para a tomada de providências adequadas a situações de perigo iminentes.
- A área a nascente da Escola Secundária Dr. Manuel Gomes de Almeida, em Espinho, sofre inundações sistemáticas sempre que ocorrem chuvas, situação vivida novamente nesta sexta-feira, 6 de fevereiro, como documenta a fotografia acima. Este problema, que se arrasta há mais de três décadas, para além dos evidentes riscos e incómodos que representa, tem um impacto direto no trânsito local. Nas horas de ponta de entrada e saída dos alunos, as ruas 30, 33 e 35 ficam completamente paralisadas, gerando engarrafamentos ruidosos. Esta situação causa não apenas arrelias, mas também graves transtornos para os utentes das vias e moradores da zona, comprometendo a sua mobilidade e qualidade de vida. Para quando uma intervenção definitiva das entidades responsáveis para resolver esta situação crónica?
- As fortes chuvas registadas nos últimos dias provocaram um novo colapso de uma estrutura de rejeitados mineiros nas Minas da Panasqueira, em São Jorge da Beira, no concelho da Covilhã, com o arrastamento de grandes volumes de resíduos para a ribeira de Cebola, afluente do rio Zêzere. A Empresa Portuguesa das Águas Livres recolheu amostras de água em vários pontos da região para avaliar eventuais impactos na qualidade da água destinada ao consumo humano, incluindo na albufeira de Castelo de Bode, principal origem de água para a Área Metropolitana de Lisboa. Este é o terceiro colapso conhecido desta infraestrutura de rejeitados nas últimas décadas. As Minas da Panasqueira são exploradas pela Beralt Tin and Wolfram Portugal, subsidiária da mineira canadiana Almonty Industries. A exploração gerou ao longo de mais de um século enormes volumes de resíduos mineiros, muitos deles ricos em sulfuretos e suscetíveis à drenagem ácida. Alguns depósitos, como os do Cabeço do Pião, encontram-se em contacto direto ou muito próximo do rio Zêzere. Vários estudos científicos têm identificado níveis elevados de arsénio e outros metais pesados nos solos, sedimentos e cursos de água associados aos rejeitados da Panasqueira, apontando para riscos ambientais persistentes e potenciais impactos na saúde humana. Apesar desse conhecimento, não foram implementadas soluções estruturais de remediação nem programas de reaproveitamento dos rejeitados, que continuam a conter quantidades relevantes de volfrâmio e outros materiais críticos, acusa a MiningWatch Portugal. Paralelamente, têm sido denunciadas descargas recorrentes de águas residuais não tratadas ou insuficientemente tratadas para a ribeira do Bodelhão durante os meses de maior precipitação. Observadores ambientais consideram que a repetição de acidentes e incumprimentos revela uma tolerância prolongada por parte das autoridades responsáveis pela fiscalização ambiental. O colapso mais recente afetou diretamente tolivais e vinhas adjacentes. Os proprietários exigem agora o apuramento de responsabilidades e compensações pelos prejuízos sofridos. Os materiais libertados são potencialmente ácidos e podem conter concentrações elevadas de arsénio e outros elementos perigosos, levantando preocupações quanto à contaminação dos solos e à perda de produtividade a médio e longo prazo. Fonte.
- A Associação Unidos em Defesa de Covas do Barroso e a ClientEarth intentaram uma ação contra a Comissão Europeia, no Tribunal de Justiça da União Europeia, por atribuir o estatuto de “projeto estratégico” à mina do Barroso. As organizações defendem que a Comissão Europeia “ignorou lacunas evidentes na avaliação dos impactos ambientais, incluindo os impactos sobre espécies protegidas e a segurança da infraestrutura prevista para o armazenamento de rejeitados (…) Classificar um projeto como ‘estratégico’ e de interesse público, enquanto se fecha os olhos a riscos bem documentados para a água, os ecossistemas, a saúde humana e os meios de subsistência locais, é simplesmente inaceitável. A transição energética tem de assentar no direito, na ciência e na justiça – não em atalhos políticos que transformam regiões rurais em zonas de sacrifício”. Em junho de 2025, a Associação Unidos em Defesa de Covas do Barroso, a MiningWatch Portugal e a ClientEarth apresentaram uma queixa contra a Comissão Europeia, para que reconsiderasse a classificação “projeto estratégico”, desta mina de lítio situada em Covas do Barro, concelho de Boticas, tendo em conta o Regulamento das Matérias-Primas Críticas. Em novembro, a Comissão Europeia recusou-se, alegando que o seu papel é apenas “identificar erros manifestos nas candidaturas de projetos” e que só recusaria o estatuto “se fosse manifestamente claro que o projeto não seria implementado de forma sustentável”. A mina de lítio a céu aberto obteve uma Declaração de Impacte Ambiental (DIA) favorável condicionada em 2023 e a Savannah prevê iniciar a produção de lítio em 2027, no concelho de Boticas, no distrito de Vila Real. Fonte.
- Várias minas numa importante jazida de coltan no leste do Congo desabaram devido a deslizamentos causados por fortes chuvas. O coltan contém tântalo, um componente essencial de telemóveis e computadores portáteis. Pelo menos 300 pessoas morreram no desastre, e muitas ainda estão soterradas. Fonte.
- A Malásia anunciou uma proibição imediata e total da importação de resíduos eletrónicos. O governo afirma que o país não será um «depósito de lixo» para os resíduos do mundo. A proibição surge no momento em que as autoridades ampliam uma investigação de corrupção relacionada a gestão de resíduos eletrónicos. Em 2025, o governo informou ter apreendido mais de 70 contentores de resíduos eletrónicos perigosos, principalmente provenientes dos EUA, num porto da Ilha de Batam. No mês passado, quatro desses contentores — contendo computadores usados, discos rígidos, dispositivos de áudio e vídeo, modems, placas de alimentação e placas de circuito impresso — foram devolvidos aos EUA. Fonte.
- Apanhados do clima. Video clip.
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