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sábado, 2 de maio de 2020

Algeciras: erosão das praias agudizou-se após expansão do porto

  • Um estudo feito pela Águas do Tejo Atlântico através da análise do sistema de tratamento de esgotos de 23 concelhos - com 2,4 milhões de pessoas — constatou que o pico das descargas, que antes da pandemia se verificava antes das 8h da manhã, passou para cerca das 10h, com novo pico a acentuar-se perto da hora de almoço. De acordo com a “sociologia do esgoto”, isto significa que «as pessoas estão a acordar cerca de duas horas mais tarde e a confecionar mais refeições em casa à hora de almoço, que agora também acontece um pouco mais tarde, pelas 14h», explica Conceição David, daquela empresa. Expresso.
  • A Verdemar-Ecologistas en Acción exige ao ayuntamiento de Algeciras que peça explicações à Autoridad Portuaria Bahía de Algeciras, responsável pela perda anual de milhares de metros cúbicos das praias. A erosão costeira agudizou-se após obras para o prolongamento do porto, e não consegue ser compensada pelas sucessivas operações de recarregamento de areia.
  • O rio Scheldt, também chamado Escaut, sofreu uma enorme descarga poluente que provocou a morte a várias toneladas de peixe. As autoridades belgas de Wallonia acusaram as congéneres francesas de terem demorado em emitir o alerta do derrame de efluentes de uma refinaria de berterraba açucareira em Escaudoeuvres, tendo a empresa Tereos negado qualquer relação entre o peixe morto na Bélgica e o derrame. Reuters.
  • O secretário dos transportes do Reino Unido, Grant Shapps, prometeu à EasyJet que os impostos verdes não seriam cobrados às companhias aéreas seis meses antes de a empresa receber um empréstimo de crise de coronavírus de £600 milhões sem condições ambientais, diz o The Guardian, citando uma investigação da Greenpeace. Os documentos revelam que Shapps se reuniu com o CEO da EasyJet, Johan Lundgren, no ano passado e concordou que a cobrança de impostos ecológicos às companhias aéreas «não era um caminho a seguir». 
  • Os peixes das águas costeiras da Argentina estão a ser pirateados por frotas da Ásia de leste, denuncia a Greenpeace. Aproveitando o relaxamento da fiscalização forçado pela covid-19, uma armada superior a 100 esperara pelo anoitecer, desliga os sistemas de rastreamento por satélite e invadem o Mar da Prata, rico em lulas. Calcula-se que ca barco capture 50 toneladas por dia, o que significaria o esgotar da quota argentina em 3 semanas. The Guardian.

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