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segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Menos agricultura intensiva para enfrentar cenários de seca

Regoufe. Foto de Pedro Figueiredo 10set2017.
  • A Quercus sugere travar a agricultura intensiva de regadio, que apresenta consumos elevados de água, para combater os cenários de seca, hoje e no futuro, que serão cada vez mais graves e frequentes. A agricultura é o setor com maior peso no volume de água consumido a nível nacional, representando cerca de 75%, considerando que este peso poderia ser menor se não fosse a excessiva aposta nas culturas agrícolas intensivas de regadio, assentes no uso de pesticidas que empobrecem os solos e contaminam os aquíferos. A Quercus defende que Portugal tem de resolver este problema na raiz, apostando na agricultura menos dependente de grandes quantidades de água e privilegiando variedades autóctones, mais adaptadas ao nosso clima e mais resistentes aos futuros cenários de seca, que vão ser por certo, infelizmente cada vez mais graves e frequentes. Sapo24.
  • A Cosmos denuncia como atentado ambiental na Ribeira da Ponta do Sol a retirada diária de toneladas de inertes do leito da Ribeira da Ponta do Sol, utilizando maquinaria pesada, o que além de porem em perigo a Vila da Ponta do Sol em caso de chuvas intensas, o seu «esgravatar» contínuo conspurca as águas desta ribeira que depois vão desaguar na frente-mar desta mesma vila, criando plumas de sedimentos na orla costeira, e provocando poluição na flora e fauna marítima. «Na ânsia de roubarem a pedra do leito da ribeira e suas margens, essas mesmas empresas destabilizam as vertentes sobranceiras a essa linha de água, cortam árvores, como tis e loureiros, e alteram e compactam o leito, e ao retirarem as grandes pedras e alisarem o fundo e os perfis laterais do curso de água, estão a aumentar a rapidez (cinética) das águas, e no caso de chuvas intensas irão provocar prejuízos a jusante, como aliás, já aconteceu junto da escola e da piscina municipal, em que num dos últimos invernos, a força das águas descalçou um dos muros de contenção da ribeira, provocando o desabamento dum segmento da estrada. E o mais grave ainda, é que imensos turistas fazem o percurso das duas levadas até à nascente da ribeira, e observam escandalizados como é que os “selvagens” da terra destroem os nossos recursos naturais e como esventram a natureza, tudo com a cumplicidade do sr. Presidente de Câmara da Ponta do Sol e da Sra. Secretaria do Ambiente”, conclui a Cosmos. DN.
  • Um estudo realizado por Patricia Moñino, do grupo Calagua, formado por investigadores do Instituto de Engenharia de Água e Meio Ambiente da Universidade Politécnica de Valência e do Departamento de Engenharia Química da Universidade de Valência mostra que o tratamento conjunto dos resíduos da purificação da água e da fração orgânica dos resíduos domésticos pode aumentar a produção de metano até 200%. ER.
  • À medida que se conhecem os pormenores dos impactos do furacão Irma mais evidente se torna a vulnerabilidade das comunidades pobres das Caraíbas, especialmente nas ilhas de Barbuda e Saint-Martin. É que os pobres não tiveram dinheiro para pagar uma viagem de avião para irem para outros lados mais seguros e tiveram que enfrentar a fúria do furacão nas suas casas frágeis, sujeitas e inundações e com muito poucos abrigos de emergência. Ronald Jackson, diretor da Caribbean Disaster Management Agency, afirmou que havia necessidade de melhorar a capacidade de drenagem das ilhas que tinha sido muito prejudicada devido ao abate de muitas árvores para dar espaço a empreendimentos. IRIN.
  • A qualidade da água do lago Mashapaug é tão duvidosa que voluntários do Watershed Watch, da University of Rhode Island, colocaram avisos em várias línguas para as pessoas não bricarem, não nadarem nem comerem os peixes que pescarem. EcoRINews.
  • Pesquisadores da Universidade de Waterloo inventaram uma maneira rápida e acessível para as comunidades pobres testarem se a sua água potável está contaminada com E. coli. Enquanto os testes atuais custam cerca de 70 dólares e demoram até três dias, a invenção Waterloo usa tiras de papel para produzir resultados em menos de três horas a um custo de 50 cêntimos. A tecnologia está a ser aperfeiçoada pela Mitra/ Glacierclean Technologies Inc. EurekAlert.
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