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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Minas de urânio abandonadas: ainda muito que fazer

Albatroz deixa ornitólogo pesar a cria.
  • O Governo de António Costa anunciou que vai arrancar com novos projetos em energias renováveis, com uma capacidade instalada de cerca de 750 megawatts. Para além da aprovação de 41 megawatts relativos a três centrais de biomassa, está preparada a instalação de mais 216 megawatts em parques eólicos e do projeto de energias das ondas Windfloat. O Instalador. Refira-se que Portugal teve, a nível europeu, a 7ª taxa mais elevada, com 27.8% da sua energia proveniente de fontes renováveis em 2015.
  • «O Ministério da Agricultura [de Portugal] encontrou uma nova base de sustentação para o diploma da reforma da floresta que trava o crescimento da área de eucalipto em Portugal: uma resolução do Conselho de Ministros do anterior Governo, com data de Março de 2015, que ao aprovar a Estratégia Nacional para as Florestas determinava o congelamento até 2030 dos 812 mil hectares dos povoamentos com eucaliptoPúblico 6fev2017. Ver para crer. É ver o que esta indústria anda a fazer ao Tejo.
  • Após 16 anos de intervenção ambiental nas minas de urânio abandonadas, Portugal tem de esperar mais 5 para tratar 20 das 61 antigas minas de urânio abandonadas no país. A bacia hidrográfica do Mondego é o ponto mais sensível. Os resultados foram particularmente sensíveis nas ribeiras da Pantanha, do Castelo e do Boco, com contaminação radioactiva, diz o último relatório, divulgado no ano passado e relativo a 2014, Nesse ano de 2014, as descargas das três ribeiras causaram um aumento mensurável da radioactividade na água, na matéria em suspensão e nos sedimentos do leito no troço médio do rio Mondego. A jusante das ribeiras, a barragem da Aguieira não sentiu os efeitos, devido à grande diluição no caudal do rio. Mesmo depois de recuperados, os terrenos não dão nem para agricultura nem para criação de gado, alerta António Minhoto, Presidente da Associação de Zonas Uraníferas. Antigo mineiro e ambientalista lamenta o atraso na recuperação das antigas minas de urânio e diz que é difícil mobilizar a população para o problema ambiental. Público 6fev2017.
  • Espanha é o terceiro país da UE com a menor renda de tributação verde, informa o seu último relatório relativo a 2014. Espanha é criticada por continuar a subsidiar os combustíveis fósseis. El País. Sobre Portugal, o relatório diz o seguinte: «Desde a década de 1990, vários Estados-Membros criaram comités fiscais ambientais que que lançaram o debate sobre as opções possíveis de mudança de impostos. Trata-se de um primeiro passo, porém essencial, na avaliação do potencial de tais reformas dentro do contexto nacional. Um exemplo recente é Portugal, onde algumas recomendações da Comissão para a Reforma Fiscal Verde foram adotadas pelo Parlamento.»
  • A União Europeia não cumpre a legislação ambiental, nomeadamente em relação À poluição atmosférica e aos resíduos. 23 dos 28 estados membros violam os padrões de qualidade do ar, o que é grave se soubermos que a poluição do ar foi responsável pela morte prematura de 520  mil pessoas em 2013. A plena aplicação das leis ambientais da UE «poderia poupar 50 biliões de euros por ano em custos de saúde e custos diretos para o ambiente», sugere o relatório da Comissão. Para além da poluição atmosférica, a Comissão diz que há grandes lacunas na gestão dos resíduos, na natureza e na biodiversidade, no ruído e na qualidade e gestão da água. A Alemanha e a Eslovénia foram os melhores na UE, por exemplo, na reciclagem de cerca de 60% dos seus resíduos urbanos em 2014, enquanto a Eslováquia e Malta foram os piores com taxas de apenas 12%. Reuters.
  • A entidade reguladora dos pesticidas da Califórnia foi processada por permitir, sem estudos de impacto, o uso do 1,3-Dicholopropene-Telone, um fumigante tóxico responsável por casos comprovados de cancro e de problemas de fígado e rins. PAN.
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