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terça-feira, 8 de setembro de 2026

ALEMANHA APOIOU COLONATOS SIONISTAS

  • O governo alemão canalizou secretamente milhões de euros para um projeto de investigação que contribui diretamente para a expansão dos colonatos israelitas na Cisjordânia ocupada. O projeto MedWater, coordenado pela Universidade Técnica de Berlim entre 2017 e 2021, recebeu 1 818 348 euros para desenvolver uma ferramenta de gestão da água para modelar o impacto da adição ou remoção de poços de água. A ferramenta foi desenvolvida em colaboração direta com as autoridades responsáveis pela água de Israel e acabou por ser transferida para a Mekorot, a empresa nacional de água de Israel, que gere poços nos colonatos israelitas em toda a Cisjordânia. Os palestinianos estiveram completamente ausentes das sessões de trabalho do projeto e não há qualquer forma de poderem beneficiar desta ferramenta. Na verdade, à Autoridade Palestiniana da Água, inicialmente designada como parceira, não foi atribuído qualquer subcontrato. A ferramenta identifica áreas ideais para novos poços num território onde as fontes de água palestinianas são sistematicamente demolidas e aos palestinianos são rotineiramente recusadas licenças para abrir novos poços. A demonstração pública da ferramenta chegou mesmo a calcular o impacto da criação de novos poços na província de Hebron — uma área acessível apenas aos colonos israelitas. O projeto viola as obrigações jurídicas internacionais da Alemanha, citando especificamente um Parecer Consultivo do TIJ de julho de 2024 que obriga todos os Estados a «não prestar ajuda ou assistência» à ocupação israelita. A própria «Cláusula Territorial» de Berlim é também citada como estando repleta de lacunas que foram exploradas. Fonte.
  • O Novo México proíbe o arrendamento de terrenos estatais para a exploração de urânio. Esta medida para bloquear novos projetos mineiros surge num momento em que a administração Trump procura relançar a produção de urânio nos EUA. Fonte.

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