- A central nuclear de Almaraz, perto da fronteira portuguesa, vai poder funcionar pelo menos até 2030. O governo espanhol utiliza a crise no Médio Oriente como desculpa, citando a volatilidade do preço do gás como uma das razões mais significativas para esta decisão. O pedido de prolongamento do funcionamento das instalações tinha sido feito já em outubro de 2025 pelas empresas Iberdrola, Endesa e Naturgy. A Quercus e a Zero alertam para eventuais impactos negativos em caso de avaria/acidente com fuga de radiotividade. Fonte.
- O Reino Unido está a pagar valores recorde pela importação de eletricidade da Europa este verão, devido a uma combinação de seca, ondas de calor e baixa produção eólica interna. Em maio, o país pagou £439 milhões por importações de energia, um aumento de 54% em relação a abril. A fatura total para os primeiros cinco meses do ano já atinge £1,7 mil milhões, e deve superar os £3,6 mil milhões de 2025. Fonte.
- As faíscas provenientes da rede elétrica envelhecida da Grécia são responsáveis por uma percentagem desproporcional dos incêndios florestais mais destrutivos do país, de acordo com dados preliminares da Direção de Investigação de Crimes de Fogo Posto da Grécia e com as provas recolhidas em investigações recentes sobre incêndios. Fonte.
- A Roménia encerrou a sua única central nuclear devido aos níveis de água extremamente baixos no rio Danúbio, causados por um período prolongado de calor que tem afetado grande parte da Europa. Não se prevê que a central de Cernavodă, onde dois reatores produzem cerca de 20 % da eletricidade da Roménia, volte a entrar em funcionamento nos próximos 10 dias. Fonte.
- A África do Sul quer expandir a exploração de petróleo e gás offshore para impulsionar a economia, mas enfrenta forte oposição de comunidades costeiras, pescadores e organizações ambientais. Dois processos judiciais — contra a Shell e a TotalEnergies — podem travar os projetos por falhas nas consultas públicas e riscos ambientais. Críticos alertam que a exploração ameaça ecossistemas marinhos, meios de subsistência locais e compromete metas climáticas, enquanto o governo insiste que é essencial para o desenvolvimento económico. Fonte.
- A Quercus vai apresentar queixa formal à Comissão Europeia sobre aprovação de projeto de citrinos em Alcácer do Sal. A Quercus alega que este projeto agroflorestal intensivo é altamente consumidor de água, numa região já sob severo stress hídrico, pondo em risco a sustentabilidade dos recursos hídricos e a biodiversidade local. Além disso, considera que a decisão foi feita contra a vontade expressa de praticamente todos os participantes na consulta pública, o que põe em causa a credibilidade dos processos de participação. A Quercus pondera ainda recorrer aos tribunais administrativos nacionais para solicitar a suspensão imediata da eficácia da DIA emitida e travar qualquer arranque ou execução de trabalhos no terreno. Fonte.
- Consulta pública até 10 de setembro: Processo de Licenciamento Único Ambiental - Navigator Paper Figueira, SA (507747313), em Lavos, Figueira da Foz. Isto até parece sigiloso. Não é um processo público no sentido rigoroso do termo, será só para ‘peritos’ na matéria e não cremos que o façam pro bono. Mas ler a lista de resíduos produzidos (vd pp 49-53 do Formulário PL ) é de por os olhos em bico. É assim que se facilita a lavagem verde de uma empresa que abusa dos truques de tipo ‘greenwashing’.
- O Ministério da Economia, a SCOF II Investments, a Entidade Nacional da Reserva Agrícola deram luz verde à construção de um hotel rural na Quinta Solar da Pousada, em Freguim, Amarante, promovido pela SCOF II Investments, empresa imobiliária local. Fonte.
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