Newsletter: Receba notificações por email de novos textos publicados:

quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

CNA CONTRA O ACORDO UE-MERCOSUL

  • Consulta pública até 22 de janeiro: Terminal Intermodal do Porto de Aveiro. Fonte.
  • A CNA opõe-se frontalmente ao acordo de “livre” comércio entre a União Europeia e o Mercosul, negociado de forma antidemocrática, contra o interesse das agricultoras e agricultores e das populações, e reclama ao Governo português que não ratifique este acordo. A negociação deste acordo foi envolta num secretismo que faz temer a existência de cláusulas escondidas. A CNA exige conhecer o acordo em toda a sua extensão e não apenas o que resulta da propaganda que a União Europeia fez no seguimento do anúncio da sua assinatura. A assinatura deste acordo seria mais uma machadada para os agricultores de Portugal acelerando a substituição dos pequenos e médios agricultores e da Agricultura Familiar camponesa pela grande produção agrícola industrializada. Os pequenos agricultores, de ambos os lados do Atlântico, são fortemente prejudicados. Em Portugal e na União Europeia vão ser esmagados pelo aumento de importações de produtos agrícolas do agro-negócio que entram a custos mais reduzidos e sem terem de cumprir as exigências que a União Europeia nos impõe. Da mesma forma, no Mercosul os camponeses serão esmagados pelas empresas de produção intensiva. No fundo, este é um acordo para ganharem as multinacionais e o negócio agro-alimentar. Para as populações será mais difícil ter acesso a alimentos saudáveis e de proximidade com enormes custos ambientais e sociais. Fonte.
  • A Europa deve proibir os espelhos espaciais, o branqueamento das nuvens e outros instrumentos não testados que refletem os raios solares, advertem os conselheiros científicos da Comissão Europeia. O Grupo Europeu de Ética para as Ciências e as Novas Tecnologias recomenda a redução da poluição por gases com efeito de estufa como principal forma de evitar níveis perigosos de alterações climáticas. Apela também à UE para que negoceie um sistema global que regule a futura utilização da geoengenharia solar - com uma moratória sobre a sua utilização num futuro previsível - e garanta que a investigação sobre esta matéria seja rigorosa, responsável e ética. Recomenda ainda que se garanta que o financiamento público não prejudique o dinheiro que está a ser gasto na redução da poluição por gases com efeito de estufa e na adaptação a um planeta mais quente. Fonte.
  • O marco de 10 milhões de pessoas afetadas por água radioativa está prestes a ser ultrapassado. Trata-se de um recorde, uma vez que um estudo anterior, realizado em 2019 pelo Le Canard Enchaîné, já tinha revelado a presença de trítio, um produto radioativo das centrais nucleares, na água potável consumida por 6,4 milhões de pessoas. Desta vez, o Mediapart revelou que a água da torneira está fortemente contaminada com trítio, a forma radioactiva do hidrogénio. Via Contre Attaque.
  • As isenções fiscais locais para as instalações de gás não beneficiam as comunidades, concluem investigadores do Sierra Club que compilaram acordos de benefícios fiscais entre promotores de GNL e governos locais no Louisiana e no Texas, a fim de avaliar o seu impacto financeiro.

Sem comentários: