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sábado, 14 de novembro de 2020

Canadá: Shell quer que automobilistas paguem dois cêntimos por créditos de compensação das suas emissões

  • Investigadores do grupo de Arquitetura Forense da Universidade de Londres e da Greenpeace descobriram, baseados em imagens de satélite, que a gigante do óleo de palma Korindo incendiou deliberadamente a floresta tropical na sua concessão na província de Papua, na Indonésia, para limpar terreno para lá fazer as suas plantações. Hans Nicholas Jong, BBC
  • Como as cidades aprendem com as pandemias: Melhorias como os esgotos ou as ensanches nasceram para lidar com epidemias. Agora, com a Covid-19, arquitetos e urbanistas apostam em modelos de mobilidade mais sustentáveis, espaços de encontro seguros e criação de espaços verdes. Beatriz Rincón Córdoba e Cristina Santanach Capilla, CTXT
  • Ainda há poucas décadas, o Irão era considerado o governo mais verde do Médio Oriente. Uma extensa rede de parques nacionais protegia espécies que não se encontravam em quase nenhum outro lugar do mundo. Os rios forneciam água potável; a poluição do ar era mínima. Mas agora, os parques estão a ser tragados pelo desenvolvimento. Os cursos de água do país estão a murchar, em grande parte porque nem conservacionistas nem ativistas ousam expressar as suas preocupações sobre o meio ambiente por medo de retaliação. Muitos dos principais biólogos da vida selvagem definham atrás das grades e, portanto, algumas das espécies únicas do Irão estão ameaçadas de extinção. Peter Schwartzstein, Como o Irão está a destruir o seu outrora próspero movimento ambientalista – MSN.

  • A FTI, uma empresa de consultoria global, ajudou a projetar, criar equipas e administrar organizações e sites financiados por empresas de energia que fingem representar o apoio popular a projetos de combustíveis fósseis. Hiroko Tabuchi, NYTimes.
  • A Shell Canadá acaba de lançar o programa Drive Carbon Neutral para permitir que os clientes ajudem a comprar créditos de compensação para reduzir as emissões líquidas de dióxido de carbono da produção, refinação e queima de combustíveis fósseis. O programa foi imediatamente rotulado de greenwashing por Keith Brooks, da Environmental Defence. «Isso não só coloca o ônus sobre o consumidor individual, em vez de um poluidor massivo como a Shell, mas também oferece à Shell a oportunidade de ser absolvida pelos seus pecados climáticos, em vez de de ir ao fundo da questão que é a de que precisamos de nos livrar dos combustíveis fósseis», afirmou. «Pior ainda: este verniz verde está a encobrir os esforços contínuos da Shell para bloquear e refutar a política climática aravés da sua participação no lóbi climático do Canadá, a Associação Canadense de Produtores de Petróleo», concluiu. CBC/Canadian Press.
  • O presidente Mario Abdo Benitez declarou o estado de emergência perante os enormes incêndios florestais que dizimaram o Paraguai. Só na região de Chaco, no norte dopaís, 50 mil hectares foram destruídos. O anúncio presidencial veio apenas um dia depois da Earthsight publicar GrandTheft Chaco, um relatório que pormenorizava como o enorme desmatamento legal e ilegal das florestas do Chaco sustentava o florescente setor de pecuária do Paraguai. O relatório concentrou-se no desmatamento ilegal em fazendas de gado dentro da reserva florestal dos Ayoreo Totobiegosode, os últimos povos isolados nas Américas fora da Amazónia. A Earthsight documentou como as peles de gado pastoreado na reserva (conhecida como PNCAT) entram nas cadeias de abastecimento de couro de algumas das principais empresas de automóveis de luxo da Europa, incluindo a BMW e o Jaguar Land Rover. Earthsight.


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