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sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Europa: centrais a gás não serão classificadas como investimentos “sustentáveis” ou de “transição”

  • Margarida Ferreirinha Loureiro entregou à Câmara Municipal de Espinho uma petição contra o abate de árvores e as mudanças urbanísticas em curso no âmbito das obras de requalificação a decorrer na cidade. A iniciativa recolheu cerca de 190 assinaturas em papel e mais de 420 subscritores em formato ‘online’. Apesar da solicitação e do agendamento, nem o Presidente da Câmara Municipal, nem nenhum vereador do executivo de maioria PSD se disponibilizou para receber a petição. Miguel Reis, vereador sem pasta eleito pelo PS, recebeu a petição com o compromisso de a levar a reunião de câmara. Fontes: Lusa/Notícias ao minuto e PS Espinho.
  • Para ajudar no combate às espécies invasoras, uma equipa de cientista ligada à Universidade de Coimbra criou a plataforma Invasoras, que busca a disseminação de conhecimento na qual o cidadão pode participar, através de uma aplicação para smartphone. Público.
  • Cresce a oposição ao projeto de grande fábrica de lã de rocha, da multinacional dinamarquesa Rockwool, entre os municípios de Courmelles e Ploisy, em Soissonnais (Aisne). Primeiro, porque o tempo de debate público é muito escasso, tendo em conta as limitações iimpostas pela Covid-19. Segundo, porque a todo-ponderosa indústria considera este processo uma mera formalidade, uma vez que a legislação ambiental foi relaxada e os leigos são expostos a uma linguagem altamente técnica e opaca para posteriormente fazer passar a imagem de uma comunidade que não sabe ler nem interpretar um projeto. Finalmente, porque todo o processo de fabrico da lã de rocha é muito impactante para com o ambiente, ameaçando os vizinhos do complexo de repirarem ar contaminado com micropartículas d e poeiras. Thomas Le Roux, Reporterre.
  • As centrais a gás não serão classificadas como investimentos “sustentáveis” ou de “transição”, a menos que cumpram limites de emissão “tão baixos que nenhuma está atualmente em condições de cumprir”, privando-as de milhares de milhões de euros em financiamento. Os novos padrões, estabelecidos em projeto lei da UE, serão apresentados nas próximas semanas sob a taxonomia de finanças sustentáveis do bloco. As regras, que estabelecem que as usinas não devem emitir mais do que 100g de CO2 por quilowatt-hora, foram bem recebidas pelos ambientalistas. No entanto, a oposição da indústria que afirma que esta ação “dificultaria os esforços da Polónia para substituir as suas  velhas centrais a carvão poluentes por centrais a gás mais limpas”. Frédéric Simon, EurActiv.
  • A fábrica de níquel de Nornickel, na Rússia, vai ser encerrada no próximo dia de Natal. A medida doi recebida com alívio perante um longo passado de impactos negativos na qualidade do ar e sobre as florestas da Noruega. Thomas Nilsen, The Barents Observer.
  • São Francisco proibiu a instalação de gás natural em todos os novos edifícios, exigindo que eles dependam da rede elétrica. Isso a torna a segunda maior cidade que ainda proibiu novas conexões de gás natural. Uma dúzia de outras cidades nos EUA, a maioria das quais na Califórnia, aprovaram legislação semelhante. A maior cidade a aprovar a proibição do gás foi San Jose, em 2019. Mas a proibição de São Francisco é a mais rígida e foi a mais rápida a ser aprovada. Dharna Noor, Gizmodo.
  • A Dow Chemical Co. e a Shell Oil Co. produziram e venderam aditivos para solo contendo um produto químico cancerígeno sem a devida pesquisa e medidas de precaução, o que levou à contaminação de certos poços nua localidade próxima do Parque Nacional de Yosemite, na Califórnia. Madera processou aquelas empresas para tentar recuperar os custos de descontaminação dos poços de abastecimento de água que alega estarem contaminados com 1,2,3-tricloropropano, um produto químico encontrado em certos fumigantes de solo usados para controlar vermes que infestam as raízes de certas plantas. Maeve Allsup, Bloomberg.

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