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quarta-feira, 15 de maio de 2019

Espinho: o mistério da cor castanha da água da Ribeira do Mocho

  • Espinho acordou terça-feira, 14 de maio, com as águas da Ribeira do Mocho castanhas. As águas corriam castanhas apenas a partir da segunda ponte, na rua 8, para jusante. A montante desta ponte, para leste, as águas corriam claras. Como não consta que haja exploração mineira por baixo da ponte da rua 8, esperamos que as autoridades locais apurem a origem deste fenómeno.
  • A Lusorecursos assinou em março um contrato com o Estado português para explorar lítio na zona de Montalegre. E a australiana Fortescue,  representada em Portugal pelo ex-ministro José Aguiar Branco, entregou 22 pedidos para o mesmo fim, para as áreas denominadas ‘Cruto’ (concelhos de Braga, Barcelos e Vila Verde), ‘Fojo’ (Melgaço, Monção e Arcos de Valdevez), ‘Viso’ (Vieira do Minho, Montalegre, Cabeceiras de Bastos, Fafe); ‘Calvo’ (Almeida, Pinhel e Figueira de Castelo Rodrigo), ‘Crespo’ ( Idanha-a-Nova) e ‘Nave’ (Guarda, Almeida e Sabugal). Os ambientalistas da ZERO têm criticado a falta de avaliação dos impactos ambientais do alargamento da exploração de lítio em Portugal, considerando que se trata de «um desrespeito pelas populações», garantindo que «qualquer concurso que venha a ser lançado terá de ser baseado na legislação de 1990» e, como tal, considera ser «incompreensivelmente obsoleta e não acompanha as exigências ambientais mais recentes». Porém, a associação reconhece que se trata de «um recurso mineral fundamental», utilizado em baterias de alta capacidade, para «a transição para uma sociedade de baixo carbono baseada numa mobilidade que se quer cada vez mais elétrica», Sol. Atualização de 6 de maio: Fortescue abandona projeto de prospeção de lítio na zona de Fojo.
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