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segunda-feira, 6 de maio de 2019

Fortescue abandona projeto de prospeção de lítio na zona de Fojo

  • A australiana Fortescue, que requereu a prospeção de lítio na zona de Fojo, que abrange os concelhos de Monção, Melgaço e Arcos de Valdevez, desistiu do pedido e comunicou a decisão à Direção Geral de Energia e Geologia. Lusa/Alto Minho.
  • A Altri Florestal e a The Navigator Company avisaram que vão pulverizar com os pesticidas EPIK e EPIK SG alguns dos seus eucaliptais afetados pelo gorgulho do eucalipto (Gonipterus platensis) em zonas de serra no centro e norte do País. O EPIK SL é um insecticida sistémico do grupo dos neonicotinóides, à base de acetamiprida e que atua por contato e ingestão. Atua no sistema nervoso como antagonista do recetor nicotínico da acetilcolina e está homologado para aplicação em eucalipto, para controlar a praga do gorgulho do eucalipto (Gonipterus platensis). A área total para as aplicações dos pesticidas é superior a 1500 hectares e ocorre em diversos concelhos desde Águeda, a Tondela, na serra do Caramulo, mas também em Arouca, Arganil, Viseu, Góis, Figueiró dos Vinhos e Pampilhosa da Serra. Os apicultores estão receosos dado o risco de utilização de pesticidas neonicotinóides para a abelha melífera, assim como para outros polinizadores. Um estudo recente da Escola Superior Agrária de Coimbra demostrou que a mortalidade nas abelhas é superior quando a aplicação deste inseticida é feita por contacto e que a expressão genética das abelhas era alterada, pela ausência de proteínas na zona que contém o inseticida (EPIK). «A Quercus considera fundamental recorrer ao princípio da precaução no sentido de não se efetuarem pulverizações com pesticidas, nomeadamente neonicotinóides nos eucaliptais próximos de apiários ou colmeias para produção de mel, no entanto, caso se venham a confirmar problemas de afetação ou mortalidade das populações de abelhas melíferas, devem os promotores serem responsabilizados.» Compreende-se a abordagem da Quercus com pinças, dado o patrocínio que recebe  da Altri pelo desenvolvimento do projeto de recuperação de Cabeço Santo.
  • Um projeto turístico e agrícola previsto para a Quinta da Rocha, junto à Ria de Alvor, promovido pela Water View, está a ser contestado por um grupo de cidadãos. O grupo considera que o projeto constitui um aumento considerável de infraestruturas urbanísticas para uma zona húmida tão sensível, um sítio RAMSAR e Rede Natura 2000, pelo que viola o Plano Diretor Municipal de Portimão, porque esteexige a concretização de um plano de salvaguarda ambiental para a zona. CM.
  • Pelo menos cinco baleias mortas surgiram nos areais portugueses, a maioria no litoral alentejano. A principal causa de morte é a falta de alimentação e as diferenças de temperaturas sazonais. Segundo os biólogos, cerca de 250 golfinhos por ano dão à costa na orla costeira portuguesa. RTP.
  • Quem são e o que querem os jovens que interromperam Costa? Pergunta o DN. São ativistas do Extinction Rebellion, um movimento que tem paralisado Londres há vários meses. Tudo em prol da tomada de medidas sérias e efetivas de combate à crise climática. Estão contra mais um aeroporto, ainda por cima no estuário do Tejo. 


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