terça-feira, 16 de abril de 2019

Europa: Seca revela pedras nos rios com gravuras preocupantes

  • Concentrações de chumbo cerca de 15 vezes acima do limite legal foram detetadas na água potável no norte de Dublin e níveis inseguros em 30 zonas do país, alerta o The Irish Times. Na maioria dos casos, a contaminação é o resultado de tubos de chumbo antigos ainda em uso em toda a rede pública de água. A exposição prolongada ao chumbo pode afetar o desenvolvimento do cérebro em crianças ou bebés no útero. Também pode causar danos aos rins e pressão alta, e é classificado como um provável carcinógeno.
  • Milhares de ativistas ambientais paralisaram zonas do centro de Londres, bloqueando Marble Arch, Oxford Circus e Waterloo Bridge para tentarem forçar o governo a fazer mais para combater a crise climática. Os protestos são coordenados pelo grupo britânico Climate Extinction Rebellion e incluirão manifestações em 33 países nos próximos dias.
  • A seca na Europa faz os rios revelarem pedras com gravuras preocupantes lá inscritas para nos alertar. Conhecidas como «pedras da fome», as primeiras surgiram na República Checa logo após uma forte seca que ainda se faz sentir na Europa Central. No rio Elbo, a primeira gravura foi feita em 1616 e diz: «Wenn du mich siehst, dann weine” (Se me vires, chora). Outras dizem «Nós choramos e você vai chorar», e «Quem me viu, chorou. Quem me vê agora vai chorar». Revista Pazes.
  • O estado do Alabama está farto de ser a lixeira dos EUA. O descontentamento atingiu o auge quando a comunidade de maioria negra tomou conhecimento de que o aterro Big Sky Environmental iria recolher lixo de 48 estados. Os cheiros pestilentos despoletaram críticas e protestos junto dos seus eleitos. O Alabama tem 173 aterros sanitários operacionais, três vezes mais do que New York, um estado com uma população quatro vezes maior, mas com apenas 54 lixeiras. The Guardian. Chamam-se a isto racismo ambiental.
  • «O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, desautorizou uma operação em andamento do Ibama contra roubo de madeira dentro da Floresta Nacional do Jamari, em Rondônia; com isso, cometeu crime de responsabilidade previsto no artigo inciso 6 do 9º da Lei 1.079, que trata do assunto, ao coagir e ameaçar os funcionários do Ibama para que procedam ilegalmente.» Bolsonaro afirmou a seguir: "Ontem, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, me veio falar comigo com essa informação. Ele já mandou abrir um processo administrativo para a apurar o responsável disso aí. Não é pra queimar nada, maquinário, trator, seja o que for, não é esse procedimento, não é essa a nossa orientação". Segundo o jornalista Fabiano Maisonnave, da Folha de S. Paulo, "desde a semana passada, agentes do Ibama queimaram caminhões e tratores dentro da Flona do Jamari. A decisão de destruir o veículo foi tomada devido às más condições dos veículos e à localização remota. A avaliação foi de que haveria riscos para a segurança dos agentes, dos policiais e dos próprios criminosos". Ao contrário do que afirmaram Bolsonaro e o senador Rogério, a legislação permite a destruição de equipamentos e veículos apreendidos durante fiscalização ambiental, por meio do artigo 111 do decreto 6.514, de 2008: "Os (...) instrumentos utilizados na prática da infração poderão ser destruídos ou inutilizados quando a medida for necessária para evitar o seu uso e aproveitamento indevidos nas situações em que o transporte e a guarda forem inviáveis em face das circunstâncias, ou possam expor o meio ambiente a riscos significativos ou comprometer a segurança da população e dos agentes públicos envolvidos na fiscalização"». Brasil 247.
  • Há uma zona enorme da Amazónia a que os peruanos chamam de Madre de Dios. Hoje, a selva encontra-se esgotada por mineiros ilegais que deixaram uma paisagem lunar desolada, sobretudo numa zona chamada La Pampa. No meio da selva, longe da polícia, essas minas são quase impossíveis de encontrar. Existem dezenas de milhares de operações ilegais na região. Eles usam um motor a diesel que foi transformado numa enorme bomba de aspiração. Os motores funcionam dia e noite, com os mineiros a trabalhar em turnos de 24 horas. Os trabalhadores usam a mesma técnica usada na corrida do ouro do século XIX. O ouro está lá, mas é como partículas de poeira tão finas que você não consegue vê-las. Uma vez que o pó de ouro e a poeira estão sob a forma de lama, o mercúrio é misturado para se ligar às partículas de ouro, num longo processo que termina com enormes queimadas que libertam fumos altamente tóxicos. 7News.

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