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sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Reflexão - A dessalinização produz mais resíduos tóxicos do que água limpa

Dessalinizadora de Porto Santo. Agosto 2012.

Neste momento há 16 mil dessalinizadoras em 177 países, muitas das quais concentradas no Médio Oriente e no Norte da África, onde a escassez de água é uma realidade. 
O crescimento do número das dessalinizadoras é diretamente proporcional ao crescimento da salmoura, um subproduto químico hipersalino, o que representa um novo risco para a saúde pública e ambiental. 
O alerta é dado por um estudo  do United Nations University’s Institute for Water, Environment, and Health (UNU-INWEH). Cada litro de água para consumo humano produzido por uma dessalinizadoras representa 1,5 litros de salmoura, 50% mais do que até agora se calculava. 
Apenas quatro países são responsáveis por 55% da salmoura global: Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Catar. Segundo o relatório da UNU-INWEH, a salmoura não tratada aumenta a temperatura e a concentração de sal da água do mar, fator que reduz os níveis de oxigênio da água, afetando organismos marinhos e a cadeia alimentar. O processo de dessalinização também usa produtos químicos tóxicos, como o cobre e o cloro, poluindo oceanos quando descartados. 
Uma melhor gestão das dessalinizadoras deverá incluir, sugere Manzoor Qadir, um dos autores do estudo da UNU-INWEH, o aproveitamento da salmoura para produção de eletricidade, irrigação de culturas tolerantes ao sal e até mesmo a sua utilização em aquacultura, com aumento de 300% na biomassa do peixe. IPS.


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