quinta-feira, 22 de novembro de 2018

A certificação florestal é um negócio privado pago pelos contribuintes

  • O que acontece aos tanques de fezes das suiniculturas quando há um furacão? Nem queira saber. Veja isto.
  • Para pensar: «(…) A designada certificação florestal é um negócio privado que assenta numa garantia transmitida aos consumidores de que um determinado produto, que incorpora madeira ou cortiça, é proveniente de uma floresta sob uma gestão sustentável. Em Portugal acabam por ser os contribuintes a garantir a subsistência do negócio, num processo de transmissão de responsabilidade do Estado, em matéria de compromissos internacionais de gestão sustentável das florestas nacionais, para as entidades que asseguram o negócio da certificação florestalAcréscimo.
  • Uma das maiores petrolíferas do mundo diz-se preparada para aliar-se à luta contra a desflorestação nos trópicos como parte dos seus esforços para combater as alterações climáticas. Mas os ambientalistas suspeitam que esta intenção da norueguesa Equinor não passe de mero greenwashing, de relações públicas para encobrir as suas operações de fraturação hidráulica para extrair gás e petróleo. The Guardian.
  • Magistrados de Catánia, Itália, acusaram a ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) de despejar ilegalmente lixo tóxico em portos do sul da Itália, ordenaram a apreensão do barcoAquarius e o congelamento de 526 mil dólares das contas daquela ONG para pagamento de despesas de limpeza e descontaminação. A MSF nega a acusação e acusa a Itália de tentar criminalizar as missões de busca e resgate humanitário. O novo governo italiano saído das eleições de junho tudo tem feito para bloquear este tipo de operações de apoio a migrantes. Reuters e EUObserver.
  • Um relatório da Agência Nacional de Águas regista que aumentou de 25 barragens, em 2016, para 45 em 2017 o número de áreas com risco de desabamento no Brasil. A maioria está localizada no Norte e Nordeste, em estados como Acre, Alagoas e Bahia. De acordo com os técnicos, há problemas de baixo nível de conservação, insuficiência do vertedor e falta de documentos que comprovem a estabilidade da barragem. Via EcoDebate.
  • O diretor da ONU para o Ambiente, Erik Solheim, renunciou ao cargo na sequência de uma auditoria que apurou gastos excessivos e injustificados nas suas viagens e ausências prolongadas do seu local de trabalho. Para além das críticas dos seus colaboradores, nomeadamente aquando da atribuição de um subsídio «escondido» de 500 mil dólares para a realização da Volvo Ocean Race, a Holanda, a Dinamarca e a Suécia tinham suspendido os subsídios àquela agência da ONU enquanto a má imagem de Solheim não fosse limpa. The Guardian.

Sem comentários: