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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

GEOTA exige investigação a decisões políticas sobre a construção das barragens de Foz Tua, Tâmega e Baixo Sabor

Gerês. Foto: Carlos Pontes 19jan2017.
  • O GEOTA quer que o Ministério Público investigue pelo menos 17 anos de decisões políticas sobre a construção das barragens de Foz Tua, Tâmega e Baixo Sabor. Para tal, entregou uma queixa-crime na Procuradoria-Geral da República. Governantes, autarcas, banca, empresas de construção são alguns dos visados numa queixa que aponta suspeitas de corrupção, tráfico de influências, burla agravada, falsas declarações e participação económica em negócio. «Os ambientalistas contestam a construção das barragens da Foz Tua e Sistema Eletroprodutor do Tâmega que integra as barragens de Daivões, Gouvães e Alto Tâmega. Também são levantadas dúvidas de segurança sobre a construção de Fridão. Em caso de uma falha grave, esta barragem liberta um ‘muro’ de água com 12 metros de altura que levaria 14 minutos a chegar a Amarante. Também o aproveitamento hidroelétrico do Baixo Sabor é colocado em causa. Refere o GEOTA que a multinacional brasileira Odebrecht é suspeita de ter efetuado seis transferências de quase 750 mil euros em subornos relacionados com a barragem do Baixo Sabor.» Joanaz de Melo garante que as barragens da Iberdrola são uma fraude, vão encarecer a fatura da luz entre 2% e 3%. Segundo o presidente da GEOTA, o empreendimento é irrelevante na produção de energia elétrica e vai afetar a economia local do Tâmega.
  • O Parque natural do Tejo Internacional vai ter um autarca como principal responsável pela sua gestão. O governo de António Costa avança com este projeto-piloto sem o submeter ao parlamento, alegando que se pretende avaliar as «competências de direção, o papel que as autarquias poderão ter na valorização dos territórios» e ainda as medidas em que serão «sempre uma prerrogativa do ICNF». O BE, o PCP e o PEV discordam deste modelo por ele implicar uma municipalização da gestão das áreas protegidas, o que obriga a um debate sério no parlamento. Público.
  • Afinal os impactos do incêndio de armazéns de enxofre da SAPEC em Mitrena, Setúbal, passados dois dias, ainda se fazem sentir. Vinte pessoas, 4 das quais crianças, foram assistidas no hospital de Setúbal por causa da nuvem de dióxido de enxofre. RTP. A Quercus considera que as declarações proferidas pelo representante da SAPEC em 14 de Fevereiro ao defender que a nuvem poluente «…não sendo um perigo para a população, não é simpático…» são totalmente irresponsáveis e de elevada gravidade, podendo em última análise ser consideradas uma tentativa de camuflagem da real dimensão e extensão do problema. Até porque nas últimas horas a estação de monitorização da qualidade do ar no centro da cidade de Setúbal registou 503 microgramas de dióxido de enxofre por metro cúbico de ar, quando o limite máximo admissível se situa nos 500 microgramas. Por isso, exige o apuramento de todas as responsabilidades através de um inquérito rigoroso, onde sejam determinadas as causas e as razões que conduziram a um incidente desta dimensão. Do mesmo modo, exige que findo este inquérito, as conclusões sejam divulgadas e tornadas públicas, devendo ser elaborado um plano específico e dedicado à monitorização da qualidade do ar, solo e água, sendo particularmente importante perceber o potencial grau de contaminação local que o incidente poderá conduzir, com particular incidência na análise de água para consumo humano (captações de água), qualidade da água do Estuário do Sado e das zonas balneares circundantes.
  • Boris Johnson, ministro dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, pondera processar os diplomatas que não têm pago a taxa diária de 11,50 libras de circulação automóvel em Londres. A dívida total é de 100 milhões de libras, liderada pelos EUA (11,5 milhões), Japão Nigéria, Rússia, Índia e Alemanha. Esta minoria de 146 países devedores alega a imunidade diplomática garantida pela Convenção de Viena de 1961 que dá aos diplomatas estrangeiros o direito de circularem gratuitamente. RT.
  • Uma advogada envolvida em questões ambientais foi abatida a tiro em Tagbilaran, Bohol, Filipinas. Mia Manuelita Cumba Masacariñas-Green, 49 anos, foi assassinada quando transportava os seus três filhos da escola para casa. Inquirer.
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