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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Quem defende a Lagoa dos Salgados?


Foto: Dave Roberts
  • Mais de 100 pessoas participaram sábado passado numa ação pela defesa da Lagoa dos Salgados. Depois da falar sobre as questões que ameaçam esta zona húmida, que não tem qualquer proteção legal mas é considerada como um dos melhores locais para observar aves em todo o Algarve, seguiu-se um passeio pelas margens da Lagoa durante o qual se fez observação de aves. O protesto teve como pano de fundo o mega-projeto turístico que se prevê para a margem silvense, na zona da Praia Grande. Os participantes chamaram a atenção para outro mega-projeto, o da Herdade dos Salgados, que, do lado de Albufeira e também à beira daquela lagoa, está hoje praticamente abandonado, depois da falência do grupo que era seu proprietário. Sul Informação.
  • O ruído noturno ainda vai dar para o torto um dia destes no Porto.
  • E Etiópia quer construir uma barragem no Nilo mas o Egito considera o projeto uma ameaça para a sua segurança nacional porque vai reduzir drasticamente a quantidade de água a que diz ter direito. Há, de facto, um acordo dos tempos coloniais de 1959, que fazem o Egito controlar as águas do Nilo por onde passa a montante, nomeadamente por países como a Etiópia, o Quénia, o Uganda, o Burundi, a República democrática do Congo, o Rwanda e a Tanzânia. Terra.
  • Sting obrigou a organização do seu concerto agendado para o Mall of Asia Arena a transferi-lo para o Araneta Coliseum. Tudo porque um pinhal ao lado de um centro comercial da mesma empresa que detém a Arena ia ser abatido para  fazer lugar a um novo empreendimento.
  • Deixar em paz as árvores caídas talvez seja a melhor prática de gerir florestas que foram alvo de fortes tempestades, sugerem investigadores da universidade de Harvard. UPI.
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1 comments:

OLima disse...


Querem fazer mais 4000 camas na lagoa dos Salgados
22.10.2012
Idálio Revez


A região tem milhares de camas turísticas vazias. Ambientalistas querem impedir construção de mais um empreendimento.

O quê, vão cometer mais uma loucura? Pergunta Georg Schreier, ao saber que se projecta mais um empreendimento turístico em redor da lagoa dos Salgados, entre Albufeira e Silves. Com milhares de camas turísticas vazias na região, surge agora um plano para construir mais 4 mil. Para travar o investimento anunciado, uma plataforma de seis associações ambientalistas e mais de uma centena de cidadãos reuniu-se ontem, na Praia Grande, para protestar contra a "ameaça" que paira sobre esta zona do litoral algarvio.

Em torno da lagoa está prevista a construção de três unidades hoteleiras, seis aldeamentos e um campo de golfe. O local está referenciado como sítio de nidificação de 45 espécies de aves. Georg Schreier, guia de turismo da natureza, é um dos muitos estrangeiros residentes na região que não se conforma com o abandono a que chegou aquela zona húmida e com o anúncio de novos projectos. "Este é um dos melhores lugares para observação de aves no Algarve - tenho amigos que tiram uma ou duas semanas de férias só para virem para aqui", salientou.

"Este local está em perigo, mais uma vez devido à pressão turístico-imobiliária", afirmou, por seu lado, o presidente da Quercus, Nuno Sequeira. O ambientalista considera que esta é "uma das poucas zonas naturais, com estas características, que existem no litoral algarvio". No entanto, apesar do valor ecológico que lhe é atribuído, o sítio não está integrado em nenhuma Zona de Protecção Especial. Por isso, disse, a Quercus pediu ao Governo para que seja "corrigido este erro", estando agendada para amanhã uma reunião com Instituto de Conservação da Natureza e Florestas para debater o assunto.

A plataforma "Amigos da lagoa dos Salgados" tem uma petição a correr na Internet, já com cerca de 17 mil assinaturas, para que a Assembleia da Republica seja forçada a discutir este assunto. A comunidade de estrangeiros residentes tem estado particularmente activa nesta acção cívica, e algumas Organizações Não Governamentais enquadram o protesto desde o inicio do Verão, quando as aves estavam ameaçadas de morte, porque a água da lagoa estava a ser utilizada na rega de um campo de golfe.

Ao abrigo da Directiva Habitats, disse o dirigente da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Domingos Leitão, torna-se obrigatório que o local seja protegido, "mas infelizmente não tem acontecido". O projecto previsto abrange uma área de 359 hectares, e está previsto no Plano Director Municipal de Silves desde 1995. Manuel Ramos, ex-vereador da Câmara de Silves, no final do encontro, lançou o alerta. "Quatro mil camas é muita cama", disse, apontando para o empreendimento do grupo Carlos Saraiva, vazio, situado no outro lado da lagoa, e pedindo aospresentes uma "reflexão" sobre o que se desenha para esta zona do litoral algarvio.
http://ecosfera.publico.pt/noticia.aspx?id=1568268

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