Newsletter: Receba notificações por email de novos textos publicados:

segunda-feira, 29 de setembro de 2025

BICO CALADO

  • "Até o mais pequeno detalhe é discutido nas manchetes dos jornais quando se trata do governo israelita. Muitos media noticiaram que «alguns» ou «dezenas» de delegados abandonaram a sala da ONU onde a Assembleia Geral se reunia, enquanto o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu se preparava para discursar. A verdade é que quase todos saíram, de modo que Netanyahu discursou para cadeiras quase vazias."
  • "Não sei por que os editores que escrevem essas manchetes tolas acham que podem enganar as pessoas. Temos o vídeo. Ele foi vaiado na câmara e, em seguida, vaiado pelos nova-iorquinos nas ruas. Se Zohran Mamdani vencer a disputa pela câmara de Nova Iorque, Netanyahu não poderá ir à ONU porque será preso como criminoso de guerra pela polícia de Nova Iorque." Fonte.
  • As Nações Unidas atualizaram a lista de empresas que ajudam a desenvolver os colonatos ilegais nos territórios palestinianos ocupados. Ela inclui uma empresa portuguesa de obras ferroviárias. A empresa em causa é a Steconfer SA, com sede na Póvoa de Santarém, especializada em obras ferroviárias e 28 anos de atividade. Ela é detida a 100% pela Steconfer SL, que apesar da sede espanhola partilha os mesmos administradores do ramo português, que por sua vez detém a totalidade da Steconfer Infrastructures LTD, com sede em Israel, além de outras empresas Steconfer no Reino Unido, Canadá, Suécia, Peru, Moçambique e, em parceria, nas Filipinas e Irlanda. Fonte.
  • “(…) A segunda, é perceber como se chegou aqui, com um modelo de economia que favoreceu os de cima, cada vez mais ricos, deixou ficar a meio do elevador social todos os que estavam a sair da pobreza, fez descer uma parte da pequena e média burguesia e colocou numa redoma os mais pobres, deixando que dentro dessa redoma a inveja e o ressentimento social crescessem, com pobres a combaterem pobres. O combate por uma economia que incorpore um forte elemento de justiça social não é comunismo, é a doutrina social da Igreja. Terceira, a evolução da economia capitalista associou-se a uma ecologia comunicacional que premeia a ignorância agressiva, a solidão, a desagregação de todas as relações que não passem pelas redes sociais, sem contacto humano, a não ser a competição por likes, e por frases assassinas, e insultos, e memes imbecis. Ao mesmo tempo, o deslumbramento tecnológico destruiu muito da função da escola, e diminuiu drasticamente o papel das mediações sociais, culturais, associativas, políticas e, no limite, familiares e religiosas. (…) Respondam, respondam a tudo, em todo o lado. Denunciem os grandes mentirosos, os violentos, os manipuladores, os falsificadores, a invasão das redes sociais por repetidores da extrema-direita que, como não têm emprego, e estão todo o dia disponíveis para fabricar vídeos, têm de ser pagos por alguém. Eles vivem de mostrar como qualquer berro à direita “arrasa”, “destrói”, “esmaga” os que a confrontam. O exemplo de Isaltino mostra como é possível confrontar com sucesso esse mundo de mentira, violência, e aquilo a que se chama na ópera braggadocio. Outro é o exemplo do vitelo que combateu a fanfarronice toureira e nem sequer deu a Núncio, do CDS, o privilégio de lhe tocar o dorso. Isaltino e o vitelo viraram o feitiço contra o feiticeiro. Outra resposta é mostrar a enorme contradição entre a brutalidade populista e os ensinamentos e a actuação das igrejas cristãs, que ainda são uma referência para milhões de portugueses. Denunciar a hipocrisia diante do altar, ou do padre, ou do pastor, e a falta de sentimentos cristãos face aos mais desprotegidos é eficaz, porque torna ridículo o bater no peito e o ajoelhar em pose. Outra resposta é o combate intransigente pelos direitos humanos, cívicos, laborais dos imigrantes. Valorizando uma das coisas que este populismo de extrema-direita quer combater, o alvo de gente como Elon Musk: a empatia. E de novo a hipocrisia. Os militantes do Chega mandam vir comida pelos estafetas ou não? Não deviam, pois não? Porque isso é ajudar a imigração ilegal. Eles usam-nos nas estufas em condições de calor extremo? Não deviam, pois não? Deviam apenas contratar portugueses. E isso implica uma dura pressão sobre os governantes, cujas “autoridades” deviam multar a sério quem despreza as “condições de trabalho”, e quem viola a lei para ganhar dinheiro com os párias da imigração.(…) José Pacheco Pereira, Ao que nós chegamos – Público 27set2025.
  • O Ministério Público está a investigar o fornecimento de betão para a casa do primeiro-ministro Luís Montenegro, em Espinho. A investigação envolve faturas emitidas pela construtora ABB Alexandre Barbosa Borges e pelo empreiteiro Rui Mota Oliveira, responsável pela construção da moradia de seis pisos. Além disso, há suspeitas de que pareceres jurídicos emitidos pelo escritório de Montenegro, enquanto advogado, possam ter beneficiado a ABB em obras públicas, nomeadamente na requalificação do canal ferroviário de Espinho. Esses pareceres terão influenciado decisões da Câmara Municipal que resultaram em contratos adicionais com custos elevados. Fonte.
  • Guinness: de favorita dos pubs da classe trabalhadora a fonte de receita da direita. Jenny Farrell, People’s World.

Sem comentários: