Newsletter: Receba notificações por email de novos textos publicados:

terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

BRASIL: COLAPSO DE BARRAGEM DE REJEITOS DE GARIMPO CONTAMNA RIOS CUPIXI E ARAGUARI

Agência Brasil/Forum

  • O colapso de uma barragem de garimpo ilegal levou rejeitos para os rios Cupixi e Araguari, nos municípios de Pedra Branca do Amapari e Porto Grande, no Amapá. A lama alterou a cor da água. Moradores da região, que dependem dos cursos de água, estão preocupados com o risco de contaminação. Garimpeiros usavam a barragem para conter rejeitos da mineração de ouro. Os criminosos abandonaram o garimpo ilegal assim que houve o acidente. Em quatro anos, a área do maior garimpo ilegal do estado aumentou cerca de 4,2 mil hectares, o que equivale a 4,2 mil campos de futebol. Nesse período, terão sido extraídas ilegalmente duas toneladas de ouro, o equivalente a R$ 642 milhões. Curiosamente, o grave incidente ambiental não foi citado na visita que o presidente Lula e o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) fizeram a Macapá dois dias depois, quando foram inaugurar obras e reforçar a pressão sobre o IBAMA pela exploração de combustíveis fósseis pela Petrobras na foz do Amazonas, no litoral amapaense. Fonte.
  • O diretor da Agência de Proteção do Ambiente, Lee Zeldin, anunciou que vai extinguir cerca de 20 mil milhões de dólares em programas de subsídios para energias limpas. Fonte.
  • A Organização Marítima Internacional (OMI) estabeleceu objetivos ambiciosos para atingir emissões líquidas nulas até 2050, mas os pormenores sobre a forma de atingir esse objetivo ainda não foram decididos. Uma das abordagens consiste em incentivar os navios a mudarem para combustíveis alternativos através da Norma Global de Combustível, mas, na ausência de critérios claros em matéria de biocombustíveis, este quadro poderá, na realidade, agravar o impacto climático do transporte marítimo. Os óleos de palma e de soja poderão constituir quase dois terços do biodiesel utilizado para alimentar o setor do transporte marítimo em 2030, uma vez que representam os combustíveis mais baratos. Isto é um problema, uma vez que os combustíveis à base de óleo de palma e de soja estão associados a emissões indiretas de alterações do uso do solo, o que torna o impacto climático destes combustíveis pior do que o do fuelóleo pesado - o combustível típico utilizado atualmente nos transportes marítimos. O estudo mostra que uma indústria naval dependente de biocombustíveis necessitaria de grandes quantidades de terras agrícolas. Muitos no sector do transporte marítimo afirmam que utilizarão biocombustíveis residuais, como óleos alimentares usados, gorduras animais ou resíduos agrícolas. Mas os biocombustíveis residuais só poderão cobrir uma pequena parte da procura projetada de biocombustíveis para o transporte marítimo, uma vez que a sua disponibilidade é limitada. Fonte

  • Os cientistas desenvolveram um dispositivo alimentado a energia solar capaz de extrair a poluição do ar e convertê-la diretamente em combustível para carros e aviões. O novo reator, construído por uma equipa da Universidade de Cambridge, inspira-se na fotossíntese, não necessitando de cabos nem de baterias para transformar o dióxido de carbono (CO2) atmosférico em gás de síntese. Os investigadores afirmam que o reator oferece uma nova solução para a crise climática, constituindo uma alternativa às atuais tecnologias de captura e armazenamento de carbono (CCS). O dispositivo funciona absorvendo o CO2 do ar durante a noite, através de filtros especializados, e utilizando depois a luz solar durante o dia para iniciar uma reação química que o converte em gás de síntese, que pode servir como alternativa à gasolina. O gás de síntese pode também ser utilizado para criar produtos químicos e farmacêuticos, enquanto a facilidade de utilização permitiria às pessoas que vivem e trabalham em locais remotos criar o seu próprio combustível. O dispositivo foi descrito em pormenor num estudo intitulado "Direct air capture of CO2 for solar fuel production in flow", publicado na revista Nature Energy. Os cientistas esperam agora comercializar a tecnologia com o apoio da Cambridge Enterprise. Fonte.
  • Bruxelas quer pôr travão a produtos agrícolas que contenham pesticidas proibidos na União Europeia. A soja poderá estar entre os produtos mais afetados. Fonte.

Sem comentários: