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quinta-feira, 18 de janeiro de 2024

BICO CALADO

  • Os britânicos deveriam ser lembrados de como trataram o povo iemenita. Video da BBC suscetível deferir sensibilidades. A Força Aérea Real Britânica levou a cabo uma onda de assassinatos genocidas no distrito de Radfan, no Iêmen, durante a década de1960, bombardeando e assassinando rumo ao domínio político. A maioria dos crimes britânicos no Iémen permanece oculta e mantida em arquivos e gabinetes confidenciais.
  • “Você é da Grã-Bretanha. Aceitaria dar Manchester a outras pessoas? E se for americano, pergunto-lhe o mesmo: aceita dar a Califórnia a outros povos? Ou aceitaria o "status quo" de ocupação de Manchester por outro povo, pelos chineses, por exemplo? E chegar a acordo depois de expulsar os habitantes de Manchester das suas casas, de os privar dos seus bens, de tudo? Esta é a questão da Palestina.” Gamal Abdel Nasser, entrevistado em 1957. Fonte.
  • Erdogan boicota fórum económico de Davos em protesto contra apoio a Israel. MEM.
  • Dezenas de prostitutas invadiram Davos para oferecer seus serviços aos ricos e poderosos esta semana – com algumas dizendo que cobram até US$ 2.500 por noite. Ariel Zilber, NYPost.
  • A “ordem internacional baseada em regras” permitiu a incineração de Gaza e o bombardeio das forças iemenitas que estão tentando impedi-la. A “ordem internacional baseada em regras” permitiu que centenas de milhares de pessoas fossem mortas por atrocidades sauditas apoiadas pelo Ocidente no Iémen. (...) A “ordem internacional baseada em regras” permitiu que a invasão do Iraque desestabilizasse uma região inteira, resultando em milhões de mortes após uma campanha de propaganda baseada em mentiras deliberadas. (...) A “ordem internacional baseada em regras” permitiu  a detenção de Julian Assange por atividades jornalísticas denunciando crimes de guerra dos EUA. (…) A “ordem internacional baseada em regras” permitiu que os EUA interferissem à vontade em inúmeras eleições em todo o mundo e derrubassem à força governos inconvenientes sempre que quiseram. A “ordem internacional baseada em regras” permitiu que a China fosse cercada por uma quantidade cada vez maior de bases militares e máquinas de guerra dos EUA, em preparação para um futuro conflito de horror inimaginável.” CAITLIN JOHNSTONE, A “OrdemInternacional Baseada em Regras”.
  • Autoridades eleitorais em Warwick, Rhode Island, descobriram nomes de eleitores mortos nos documentos de nomeação do candidato presidencial republicano Vivek Ramaswamy. USA Today.
  • O epicentro da corrupção de Biden e Burisma está na Ucrânia. Alexandre Lemoine, in Observateur Continental, 14/01/2024, Trad. Estátua de Sal.
  • São Tomé e Príncipe ratificou o Tratado das Nações Unidas sobre a Proibição de Armas Nucleares, elevando o número total de Estados Partes para 70. Fonte.

Canção para Assange

  • “(…) A imprensa privada portuguesa, por falta de capital, quase só notícia a atividade e o conflito político autárquicos quando o Ministério Público faz o favor de anunciar a abertura de um inquérito judicial a um presidente de Câmara. O Portugal da imprensa privada acompanha bem a atividade palaciana do grande poder político-económico e dos seus satélites, das maiores instituições públicas e privadas, das vedetas e dos VIP, do que está em voga nas elites, mas não noticia o Portugal dos portugueses comuns. A imprensa privada portuguesa, por falta de capital, não consegue acompanhar o ritmo da atividade, por todo o país, protagonizada por milhares de artistas e intelectuais, em milhares de produções de espetáculos, de exposições, de eventos, de lançamentos de livros, de edições musicais, de conferências, omitindo múltiplas tendências culturais e cívicas da sociedade. Mas acompanha bem fenómenos mediáticos transnacionais, nomeadamente de origem anglo-saxónica. (...) A imprensa privada portuguesa, quase toda, por falta de capital, não cobre com qualidade, persistência e profundidade o noticiário de um grande número de países de língua portuguesa, nem das comunidades portuguesas radicadas no estrangeiro. (...) A imprensa privada portuguesa não cobre diária e sistematicamente o noticiário interno de cada um dos países da União Europeia. Reproduz sem contraditório as decisões das cúpulas institucionais da União Europeia, nem fiscaliza o seu imenso poder. Acaba por dar mais noticiário norte-americano do que de países europeus. A imprensa privada, quase toda, não consegue libertar-se da dependência da banca, do setor financeiro, dos anunciantes das grandes empresas, o que limita a sua independência editorial. Pedro Tadeu, A imprensa privada tem futuro? - DN 17jan2024.

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