«Voos de passageiros com partida dos cinco maiores aeroportos da Europa, - Londres Heathrow, Paris Charles de Gaulle, Frankfurt, Amsterdam Schiphol e Madrid Barajas emitem 53 milhões de toneladas de CO2 - o mesmo que toda a economia sueca.
A indústria da aviação não está a fazer o suficiente para
reduzir as suas emissões. Se as companhias aéreas e os fabricantes não
investirem em combustíveis limpos, não poderemos justificar a expansão dos
aeroportos. Alguns dos maiores aeroportos do mundo já são responsáveis por mais
poluição do que alguns países.
As emissões globais da aviação cresceram 5% por ano entre
2013 e 2018, atingindo 2,5% das emissões globais de CO2 - o 7º maior emissor se
fosse um país.
O rastreador da T&E realça a extensão das emissões não tributadas. Este sistema de emissões inclui apenas os voos que permanecem na Europa, o que significa que um grande número de voos de longo curso altamente poluentes ficam de fora, não são contabilizados. No caso de aeroportos como Paris Charles de Gaulle e Frankfurt, até 80% das emissões são de longo curso. Ao contrário dos automóveis ou das centrais eléctricas, a maioria dos voos ultrapassa as fronteiras nacionais, deixando escandalosamente de lado as emissões dos aeroportos. Todos os voos devem ser incluídos no sistema de comércio de emissões, e não apenas os voos dentro da Europa.
Dos 348 aeroportos na Europa, apenas 10 representam 42%
das emissões de CO2 dos passageiros da região e 4 destes 10 estão em apenas
dois países - o Reino Unido e a Alemanha.»
Jo Dardenne, T&E.

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