- «A acompanhar uma pessoa amiga, que procura um apartamento para arrendar, somos recebidos pelo proprietário. Apresenta-se pelo nome e dá-nos um cartão de visita. A renda: 850 euros. Perguntamos pelo contrato. "Ah, isto, claro, é sem recibos", explica, palavroso e a gesticular. No cartão de visita vem o nome completo e o cargo. Um quadro superior do Tribunal de Contas, a entidade responsável por controlar o gasto de dinheiros públicos. Em casa fui ver o anuário do Tribunal de Contas. Lá está ele, com, fotografia e o nome completo. Às vezes é difícil perceber onde acaba o jornalismo e começa a denúncia pessoal. Decidi: não vou investigar mais o assunto. É demasiado triste. É uma anedota. É demasiado 'mais do mesmo'.» Miguel Szymanski, Tribunal de faz de Contas.
- «(…) Através de uma espécie de “corporativismo municipal” embrulhado na narrativa do Porto como uma unidade “acima dos Partidos”, levou a cabo um intenso trabalho de neutralização social e de diluição do conflito político, sem nunca deixar de ser, contudo, o intermediário da velha burguesia dos negócios e dos novos especuladores do imobiliário, como voltou a demonstrar esta semana, quando foi a um encontro dos Promotores Imobiliários afirmar, enquanto Presidente: “temos de ser facilitadores de negócios”. No campo social, conseguiu transformar uma parte da intervenção e do discurso críticos da cidade, cooptados pela omnipresente programação da responsabilidade da Câmara, não no contrário do processo de gentrificação, mas no seu duplo. (…) O atual Presidente não devia continuar à frente do Município. Moreira fica fora de si com quem tem esta opinião política, mas ela não só é legítima como parece mesmo ser a mais sensata. Dizê-lo não é transformar a próxima campanha num debate judicial, o que seria um erro e um desperdício, porque a cidade tem coisas mais importantes para discutir sobre o seu futuro. É, simplesmente, não ficar mudo agora. Os silêncios políticos neste caso não são sinal de elevação ou de maturidade democrática. São, pelo contrário, o reflexo de uma falta de exigência e de um empobrecimento cívico que o Porto não merece.» José Soeiro (BE), Nenhum silêncio sobre Rui Moreira - Expresso 21mai2021.
- Caso Selminho. Tubo de Ensaio/TSF. Onde Rui Moreira, presidente da Câmara do Porto é triturado, e Henrique Cymerman ficava com aftas se dissesse Palestina em vez de Hamas.
- Festejos do Sporting explicam aumento de casos em Lisboa, dizem especialistas. Sofia Neves e José Volta e Pinto, Público 22mai2021.
- A Frontera Resources gastou 1 milhão de dólares a fazer lóbi nos EUA enquanto os seus trabalhadores georgianos estavam sem remuneração. Thomas RowleyShota Kincha, openDemocracy.

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