- «Há décadas que a coincineração da cimenteira Secil queima resíduos sólidos perigosos em pleno Parque Natural da Arrábida, onde também subsistem pedreiras a céu aberto. A empresa Carmona laborou durante anos em plena zona residencial de Brejos de Azeitão com licenças que beneficiaram de prorrogações atrás de prorrogações mesmo quando já estavam em incumprimento e há muito era devida a deslocalização. Foi assim também com as dragagens do rio Sado, feitas em área de Reserva Natural e Zona de Proteção Especial, à revelia de discussões públicas e iniciadas antes da discussão, na Assembleia da República, da petição e das iniciativas legislativas que recomendavam a sua suspensão. As dragagens avançaram mesmo sem garantias de que as consequências não seriam devastadoras para o estuário e para a biodiversidade ambiental, ecológica, económica e social. Como habitualmente, primaram os interesses económicos especulativos privados. O mesmo se passa com o depósito ilegal de mais de 30 toneladas de resíduos tóxicos no Vale da Rosa, epicentro do jogo do empurra das responsabilidades. Ora a responsabilidade é de quem lá deixou os resíduos, ora é de quem comprou os terrenos – o Millennium BCP -, ora é da tutela. O que é certo é que, no meio do “passa bola”, os resíduos com altas concentrações de óxidos de alumínio, magnésio, enxofre, potássio e cálcio lá continuam a contaminar diligentemente os terrenos arenosos e as linhas de água superficiais e subterrâneas do local. E se estes exemplos não chegarem temos ainda o recente derrame de lamas no Estuário do Sado. A torrente de lama cinzenta que apareceu na Reserva Natural do Estuário do Sado, na zona conhecida como “Praia das Eurominas” soterrando fauna e flora e provocando a devastação da biodiversidade num local de produção de ostras, recolha de marisco e desova do choco, foi, afinal, segundo os responsáveis, um “fenómeno” sem consequências. A Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, que tem jurisdição sobre a zona e que autorizou a obra, afirmou desconhecer o problema. A Teporset, empresa responsável pelo acidente ficou à espera de que “a ação das marés em conjunto com condições atmosféricas favoráveis promovesse a movimentação natural destes sedimentos, regularizando progressivamente a situação”.» Sandra Cunha, Setúbal, aterro de atentados ambientais - O Setubalense.
- O governador da Florida Ron DeSantis dirigiu-se ao local de uma fábrica de fosfato desativada a sul de Tampa, onde uma fuga num reservatório de águas residuais forçou a evacuação de centenas de casas e ameaçou inundar a área e a baía de Tampa com água poluída. DeSantis declarou o estado de emergência devido a preocupações com o possível colapso dos resíduos de fosfogesso, resultants principalmente do fabrico de fertilizantes. Yahoo News.
- Em Jask, sul do Irão, peixes mortos dão à costa como resultado de empresas pesqueiras chinesas que utilizam métodos extremos de electro-pesca que estão a destruir a vida marinha e deixando os pescadores locais em situaçãodesesperada. Observadores consideram isto o resultado da recente assinatura de um acordo de cooperação de 25 anos com Pequim. Entretanto, a costa da ilha russa de Sakhalin, no Oceano Pacífico, aparece coberta de cardumes de arenques. O ecologista local Dmitry Lisitsyn, que publicou alguns dos vídeos, diz que, longe de ser um desastre ecológico, este é um sinal positivo: os peixes estão a desovar e são tantos que alguns deles dão à costa. O fenómeno mostra que a população de arenques não está em perigo, diz o perito. "É normal, e neste caso demonstra que a população de arenques em Sakhalin e Hokkaido está a começar a recuperar após uma recessão de 70 anos". Lisitsyn acrescenta que os peixes são seguros para o consumo tanto de pessoas como de animais, sendo também um ótimo fertilizante.

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