- O elogio de BJ ao pessoal médico que o tratou é de uma hipocrisia cruel. A campanha para o Brexit, que ele cavalgou, defendia fechar as portas à imigração. Um dos seus cartazes atribuía a crise no Sistema Nacional de Saúde ao excesso de imigrantes no Reino Unido. Ter-se-á esquecido da crítica que um pai lhe fez por ele ter ido tirar uma fotografia ao hospital universitário Whipps Cross, equipamento de um Serviço Nacional de Saúde que, segundo esse pai, estava há muito destruído pelos sucessivos governos conservadores? Ter-se-á esquecido de que o seu partido votou contra o aumento dos salários dos enfermeiros e dos bombeiros em 1%, em junho de 2017? O seu elogio trouxe-nos ecos de um primeiro-ministro português que, há poucos anos, aconselhou os nossos profissionais altamente qualificados a emigrar.
- Em França, a prioridade do governo francês foi adquirir gás lacrimogêneo (3 de março) e só muito depois (28 março) testes para o Covid-19. Via Reporterre.
- Os Thunderbirds da Força Aérea homenagearam os profissionais de saúde e socorristas nas linhas de frente da pandemia de coronavírus com acrobacias sobre Las Vegas. O dinheiro gasto nesse combustível não teria sido muito mais generoso e útil de tivesse sido aplicado na manutenção e melhoramento dos serviços hospitalares?
- Pobreza, poluição e negligência: como o Bronx se tornou uma fórmula para o desastre do coronavírus, por Evan Simon e Stephanie Ebbs, in ABC News.
- «Administrador da Galp, Carlos Gomes da Silva, ganha por ano 1 milhão e 750 mil euros. Um trabalhador com salário mínimo levaria 197 anos a ganhar o mesmo - seriam 4 vidas inteiras com uma longa carreira contributiva». José Soeiro, in Quantos salários cabem em 300 milhões? - Esquerda.
- Páscoa em tempos de corona, Tubo de Ensaio/TSF.
- «(…) A quantidade de notícias (desnecessárias) à volta deste coronavírus a que somos sujeitos promove, naturalmente, um medo generalizado. Fico mesmo a pensar se os apelos dos jornais e televisões contra o pânico são uma espécie de sarcasmo refinado ou o produto de uma completa negligência profissional. Essas expressões de encorajamento à calma que sempre completam o final das notícias lembram-me os anúncios das marcas de cerveja que juntam os amigos em gargalhadas ao pôr-do-sol na praia, a rapariga com decote e uma música estimulante, e no final dizem: “Beba com moderação!”. Pois o meu apelo aos órgãos de comunicação social é que adotem as medidas do tabaco – hoje proibido de fazer publicidade – e não façam promoção, neste caso, do terro. (…)» Tomás Sopas Bandeira in O pesadelo da comunicação social em tempos de adversidade - 7 Margens.
- El año de la peste, Dir. Felipe Cazals, 1979, baseado num romance de Gabriel García Márquez. Youtube.
- Carvalhas antecipa saídas inesperadas do euro e pede urgência na preparação do país. Expresso.

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