- Noam Chomsky: pior que a Covid-19, há 4 grandes ameaças - guerra nuclear, aquecimento global, escassez de água e erosão da democracia. A Covid-19 obriga-nos a parar para pensar sobre que tipo de mundo é que queremos.
- «(…) Fiz formação de jornalistas de ciência durante uns anos e lamento não ter tido então estes textos de Buescu para usar, porque estão cheios dos tiques que revelam a pouca credibilidade que o seu autor merece: a adjectivação, o tom inflamado, as críticas generalizadas não consubstanciadas e dirigidas a entidades não identificadas, a falta de cuidado na apresentação das hipóteses que sustentam as “previsões”, das suas margens de erro e enviesamentos, a não retratação após a constatação da distância entre previsão e realidade, a falta de cuidado em sublinhar que está a falar sobre uma área que não é da sua especialidade profissional. Tudo características comuns no discurso político mas que a disciplina da investigação costuma limar.(…)» José Vitor Malheiros, FB.
- Boris Johson envia carta a 30 milhões de famílias britânicas aconselhando-as a ficarem em casa. Tudo por 5,8 milhões de libras, refere a Politics Home. Maroto: está a descartar as responsabilidades do seu governo em tomar medidas tardiamente.
- «(…) Nuno Carvalho voltou agora para nos informar que, apesar da faturação de cerca de 40 milhões e o lucro de dois milhões anuais, não tem liquidez para pagar salários por mais um mês nem, imagino eu, credibilidade junto da banca para conseguir crédito a juros aceitáveis. E para dizer que as medidas anunciadas por Pedro Siza Vieira são “uma mão cheia de nada”. (…) Se há coisa que nunca lhe faltou foi liquidez. E se teve músculo para abrir, a uma velocidade estonteante, um estabelecimento em cada esquina, destruindo a concorrência, também o terá para cumprir os seus deveres contratuais. Até porque, ao contrário de muitos estabelecimentos e cafés, continua a ter as portas abertas. É o próprio sócio-gerente que fala de uma quebra de 60%. Há centenas de pastelarias e cafés que não têm estrutura que permita esta opção e têm quebras de 100%. Na sua carta, Nuno Carvalho finge que não sabe que teve, como todos, uma moratória fiscal, o que torna o retrato que faz da situação da empresa enganador. Não sabemos, porque ele não nos diz, quais são as dívidas da empresa. O que nos diz é que quer aproveitar esta situação para, em contradição com tudo o que anda a papaguear há anos, sugar uns cobres ao Estado. Apesar do descaramento, em que não está sozinho, não espanta ver o tipo que ainda há três anos achava que a grande prioridade nacional era baixar impostos e ver-se livre do Estado a estender a mão para os receber do dito. Estamos todos habituados, nesta vida, a reconhecer nos piores avaros os mais lestos dos pedintes. (…) só queria uma coisa do humorista José Diogo Quintela, o ex-sócio de Dias Loureiro no negócio das padarias que se espantava com todos os que nunca tinham tirado logo a pinta a José Sócrates: que republicasse no “Observador” – jornal que, oh suprema das ironias, também quer financiamento público – os artigos piadéticos que escreveu sobre os apoios do Estado a taxistas e artistas. Agora que está de mão estendida, com o seu sócio a dar raspanetes a quem lhes vai entregar o nosso dinheiro, talvez conseguisse ter finalmente alguma graça.» Daniel Oliveira – Expresso 26 março 2020.
- Militares istaelitas confiscaram e destruíram materiais para construir um hospital de campanha de combate à Covid-19 em Khirbet Ibziq, Palestina. The Palestine Chronicle.
- A tribo índia Mashpee Wampanoag, em Massachusetts, repudia a ideia da administração Trump de «desestabilizar» a sua reserva e retirar o seu título àquela terra. Tudo porque a família de Trump e seus amigos não querem que os índios construam um novo casino em Taunton, prejudicando os seus interesses em Atlantic City. Common Dreams.
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