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terça-feira, 9 de julho de 2019

Reflexão – Pode o carvão ser um bom negócio para fabricantes de remédios para a asma?


Um fabricante de remédios para combater a asma tem investido discretamente no carvão. 
A Mylan N.V. comprou nos últimos seis anos carvão refinado para reduzir os seus impostos e aumentar a sua receita líquida. Desde 2011, a Mylan comprou 99% de participação em cinco empresas nos EUA que possuem fábricas que processam carvão para reduzir as emissões causadoras de poluição. Em seguida, ele vende o carvão com prejuízo para as centrais de energia para gerar o benefício real para a empresa farmacêutica: créditos que permitem à Mylan reduzir os seus impostos. 
Esses créditos de carvão refinado foram aprovados pelo Congresso em 2004 para incentivar as empresas a financiar a produção de carvão mais limpo. Eles estão disponíveis para qualquer empresa disposta a investir o capital e devem expirar após 2021. 
A diretora executiva da Mylan, Heather Bresch, é filha do senador norte-americano Joe Manchin, da Virgínia Ocidental, o segundo maior estado produtor de carvão do país…

Dois dos cinco medicamentos da Mylan combatem problemas pulmonares exacerbados pela poluição do ar, muitos dos quais provêm do carvão. A empresa fabrica o Perforomist, um inalador que trata os sintomas da doença pulmonar obstrutiva crônica, além de prevenir ataques de asma e espasmos brônquicos induzido pelo exercício.
O carvão em que a Mylan investe é refinado, o que significa que queima carvão mais limpo que o normal (daí os créditos fiscais para as empresas que o financiam). Mas carvão mais limpo continua a ser carvão, a fonte de combustível mais suja do planeta. Continuar a promover o carvão, sob qualquer forma, é mau para o Ambiente e para a saúde pública. Mas parece que é um bom negócio para os fabricantes de remédios para a asma…
Emily Atkin, in The New Republic.
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