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quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Pescas: volumes de capturas ameaçam sustentabilidade

  • Os ministros das Pescas da União Europeia reunidos em Conselho em Bruxelas voltaram a estabelecer volumes de capturas acima dos pareceres científicos. Os ministros têm agora apenas 1 ano para atingir as metas com que se comprometeram em 2013, de acordo com os pareceres científicos. PONG-Pesca.
  • Petrolíferas como a Total, Shell Chevron e Exxon, têm descartado ilegalmente resíduos de processos industriais no norte da Patagônia, na Argentina, denuncia a Greenpeace. O despejo é feito pela Treater S.A., que opera para as petrolíferas. Os resíduos químicos são restos do processo de fraturação hidráulica e estão a ser despejados sem qualquer tratamento ou proteção em aterros a céu aberto. Tudo isso a menos de 5 Km do rio Neuquén e da cidade de Añelo, onde há campos agrícolas e fontes de água potável das quais a população depende. Em menos de dois anos, um dos depósitos de lixo alcançou o tamanho de 15 campos de futebol.
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1 comments:

OLima disse...

Portugal vai pescar mais 24% do que em 2018 e esse acréscimo terá um impacto de 35 milhões de euros na economia, estima a ministra do Mar. A decisão agrada aos armadores de pesca industrial, mas desagrada a organizações de defesa ambiental, que consideram que os pareceres científicos foram desvalorizados
Em 2019, Portugal vai poder pescar mais 131 mil toneladas de peixe do que este ano, ou seja, mais 24%, na sequência do acordado no recente Conselho Europeu de Agricultura e Pescas (Agrifish), que decorreu esta semana em Bruxelas, e no qual foram definidos os totais admissíveis de captura (total allowable catches, ou TAC, designadas por quotas em Portugal) para as águas europeias.

Segundo dados divulgados, Portugal obteve aumento de quotas no carapau (+69%), tamboril (+5%), raia (+10%), areeiro (+35%), atum rabilho (11%) e lagostim (5%). Obteve ainda aumento de quota no bacalhau (+12%, ou 953 toneladas), no conjunto das três quotas atribuíveis, incluindo as zonas NAFO. No caso da pescada, foi mantida a quota de 2018, apesar de uma proposta da União Europeia (UE) de a reduzir em 14%.

(...) Para a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, o resultado obtido por Portugal “é um novo máximo histórico desde que começaram a existir os registos das capacidades das capturas”. A ministra afirmou ainda que este resultado representa um acréscimo de 35 milhões de euros na economia, que atingirá um total de 220 milhões de euros em primeira venda, o que é considerado “muito bom e significativo em termos da economia do mar”.

Quem também ficou satisfeito com o resultado da negociação foram os armadores de pesca. Em declarações à Lusa, o presidente da Associação dos Armadores das Pescas Industriais (ADAPI), Pedro Jorge Silva, terá admitido que “as medidas anunciadas hoje são positivas, mas não são surpreendentes”, vindo “em linha com o que estávamos à espera porque a proposta também era francamente simpática, mas também não podia deixar de ser porque há todo um trabalho de ajustamento feito no passado para que se conseguisse a sustentabilidade dos recursos”. O mesmo responsável terá acrescentado, porém, que apesar deste resultado ser importante, existem outras questões importantes para o sector.

Menos satisfeitas terão ficado as organizações ambientalistas. “Na penúltima decisão antes de 2020 – ano em que, segundo a PCP, todos os stocks têm de estar aos níveis do MSY, os ministros voltaram a tomar muitas decisões acima dos pareceres científicos, tendo-se registado, tudo indica, uma estagnação da tendência lentamente positiva que tinha sido registada em anos anteriores”, referiu a PONG-Pesca (Plataforma de Organizações Não Governamentais Portuguesas sobre a Pesca).
(...)
http://www.jornaldaeconomiadomar.com/25963-2/

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